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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

20/09/2018 | Fernandão
Nos vemos na Toca 3

Que a indignação nos leve a redenção

Confesso que fiquei um bom tempo sem acessar o Cruzeiro.org. Hoje antes de escrever, me atualizei um pouco lendo as colunas do ``Voz da Arquibancada´´. Sempre há sangue novo, sempre há alguém com vontade de escrever. Revi a minha última coluna, datada de 23/04/18. Escrevi pela última vez antes dos jogos que o Cruzeiro teria com a La U no Mineirão e com o Vasco em São Januário. Meu intuito era passar uma mensagem de otimismo, como quase sempre. Então havia uma onda forte de Fora Mano! no ar com a possível (e inédita) eliminação do Cruzeiro na fase de grupos.

Passamos, avançamos. Outra vez o universo parece nos apresentar a porta de saída da competição. Dessa vez os escritores do destino apelaram para a macabra execução de um plano anti-celeste, incluindo um juiz sem apreço pelo próprio nome e o recém-chegado VAR.

Hoje eu li de tudo por aí, daí resolvi escrever.

Jogos inteligentes

Diga-se que se o Cruzeiro não tem feito jogos brilhantes, especificamente no que tange aos jogos eliminatórios, tenho visto o time fazer sempre jogos inteligentes fora de casa. Chamo de jogos inteligentes os jogos em que o plano de jogo é bem pensado e executado.

1. Contra o Flamengo, um time que fica confortável com a posse de bola e tenta fazer o jogo de aproximação e triangulações entre os seus talentosos meias, o Cruzeiro adiantou a sua marcação e sufocou o adversário em seu campo, no início do jogo no Maracanã. Marcou aos 10’ com Arrascaeta em um lance com muita gente dentro da área. Tomando as rédeas do jogo.

2. Contra o Palmeiras, um time de bola longa em que a bola destina-se a um pivô acionando seus pontas agressivos e finalizadores, o Cruzeiro recuou e deu campo. Os chutões encontravam a defesa postada e de frente, facilitando os cortes. Dudu, um dos pontas agressivos retornou para construir as jogadas. Felipão não o quer ali porque ele prende a bola. Logo aos 4 minutos, desarme do Henrique, contragolpe rápido e bola na rede.

3. Contra o Boca o plano de jogo era arrefecer a pressão e congelar La Bombonera, com posse de bola tirando a velocidade do jogo. Embora sem gol, a estratégia funcionou nos 15 primeiros minutos. Mas foi aos poucos demonstrando a sua limitação.

Ocorre que para ter mais posse é necessário que os jogadores não passem em profundidade. A preocupação maior era dar a opção de passe, sem necessariamente ser uma opção para um passe-chave que se cristalizasse em chance de gol. Assim, Rafinha e Robinho, principalmente, faziam movimentos em direção ao centro de campo. Posse, mas pouca agressividade. Se o primeiro tempo terminasse zerado, tudo certo. Solta-se o time aos poucos, busca-se as bolas paradas. Ou seja, o time foi para especular e não sofrer muito.

O Jogo

À rigor o Boca teve uma chance cristalina no primeiro tempo. A aproveitou. Se Rafinha tivesse a qualidade que o Zárate teve para finalizar a jogada, ou clarividência que Pérez teve pra passá-la, poderíamos ter um jogo empatado aos 2 do segundo tempo.

O jogo caminhava para o fim com o placar de 1x0 como o mais provável, até a expulsão do Dedé. Ao contrário da maioria, discordo que o Mano tenha errado ao não recompor imediatamente. Não se queima a regra 3 em um jogo desse tão cedo. Ficar com dois a menos por conta de uma lesão ou coisa parecida poderia piorar demais o quadro que era de 1x0 contra com pressão suportável do mandante. A pixotada do Edílson é indesculpável para um jogador experiente em um jogo desse porte. Absolutamente lamentável que o Cruzeiro tenha cedido o 2º gol dessa forma.

Agora...

O Cruzeiro não fez um grande jogo. Nossas referências técnicas fizeram um jogo tecnicamente ruim, a exceção do Dedé. A derrota por dois gols poderia acontecer, mesmo sem expulsão.

O fato é que houve a expulsão.

Houve a injustiça.

E aí. Há um fato para nos servir de inspiração. A raiva. A raiva pode muito bem ser canalizada para a construção do resultado. Talvez a grande injustiça seja aquilo que nos guiará à próxima fase, o tal certo por linhas tortas. Um 2x0 inapelável sem um fato dessa importância é mais difícil de reverter.

Existem motivos para acreditar e eu citarei alguns:

1. O lance em si foi duro e tirará o goleirão do Boca de combate. O substituto, tudo leva a crer, será o contestado Rossi. Rossi é tão ruim que fez o Boca ir ao mercado e pagar 5 milhões de dólares no Andrada.

2. Alguns caras do Cruzeiro, especialmente do setor de criação, parecem sempre render abaixo do que podem. Uma injeção extra de ânimo, se não for demais, pode ser benéfica.

3. A necessidade do resultado pode levar o time a uma situação de ter de buscar alternativas. Um dos quatro (!) centroavantes do elenco pode ser adaptado para jogar nas pontas, por exemplo, para dar mais força ao time. Isso pode dar novas opções ao time nas outras competições.

4. Mano tem um trabalho consolidado e o time na mão. Ressalvas à parte às suas convicções, me parece claro que ele começou o trabalho de preparação mental para a batalha da volta ainda em solo argentino.

5. Esse time já virou um placar esse ano, contra o rival citadino. Há então alguma referência do que fazer. Naquele jogo, um gol no início de cada tempo via pressão inicial e fatura liquidada. Se é verdade que contra o Boca não será tão fácil, naquele jogo saímos putos da vida porque era possível encher a sacola.

6. O time do Boca tem valores individuais ótimos, mas um trabalho coletivo questionável. Aquele River do Gallardo de péssima lembrança em 2015, que encarou um Cruzeiro bem inferior, tinha na força coletiva seu maior trunfo. Esse Boca apóia-se nas individualidades. Um time sem força de conjunto em situações adversas não tem referências de como reagir. São várias as mudanças no elenco do Boca, inclusive quatro titulares que chegaram na janela do meio do ano.

Acredito que passaremos. Alguém será o novo Charles, o novo Tilico. Antevejo um 2x0 com Fábio apresentando-se aos argentinos, como apresentou-se ao Brasil recentemente nessa nova fase de pegador de pênaltis. Temos o que precisamos. Raiva, torcida e talento.

Ajudarei com a minha torcida e a minha voz a escrever essa página heroica imortal.

Até a volta Boca. Até nunca mais Aquino.


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 Thiago Campos | N�o definido | 20-09-18 19h12min
Pois é Fernandão realmente a sede por justiça pode fazer com que o time se supere no jogo da volta, porém precisaremos de mais do que só sangue nos olhos. Lógico que torcedor como nós, doentes incuráveis sempre mantém aquele fio de esperança, porém fico na dúvida se nosso treinador tem a coragem e sobretudo a visão de como tirar um coelho da cartola. O lance é por enquanto esquecer o Boca e focar no Palmeiras, CB deve ser nosso principal objetivo nesse momento.
 estrelado campeao | Ubá  | 25-09-18 08h13min
Bom dia Fernandão. Creio na vitória contra o Boca. Na classificação. Aí teremos que ter uma postura diferente. Quando precisou propor o jogo esse ano o Cruzeiro se deu bem.
 estrelado campeao | Ubá  | 25-09-18 08h17min
Sobre o jogo contra o Boca, penso que poderia ter ficado no 1x0. Mano demorou a colocar o Manoel. Por outro lado o fato de ter acontecido a expulsão do Dedé da forma como ocorreu, deixou o time pilhado. Talvez se fosse 2x0 em outras circunstâncias, ou seja, sem a expulsão, seria mais difícil de reverter. Não que seja fácil, mas acho que conseguiremos.
 estrelado campeao | Ubá  | 25-09-18 08h32min
Antes do Boca, temos o Palmeiras. É lógico que a maneira, a forma de jogar será diferente da postura do jogo contra o Boca, até por aquilo que precisamos em cada partida. Espero, e torço que seja uma postura diferente daquela adotada contra o Flamengo. Vamos jogar pra vencer, e no final a gente vê a questão de administrar a vantagem. Chegou a hora de provar que temos garrafas vazias. E muito vai depender do Mano. Que comece acertando na escalação.
 pyxis | BHZ | 07-10-18 05h18min
A ´indignação` desta indigna nação, não nos levou à redenção... resta agora a superação em uma final.
Restará a terra arrasada ou mais uma criação de ´ídolos de barro` que se locupletarão por mais alguns anos?
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