Mauro França
O Cruzeiro voltou a Uberlândia, dessa vez para enfrentar o Flamengo. Sem Gil e Wellington Paulista, suspensos, Cuca mudou o esquema e escalou Marquinhos Paraná no meio.
Robert compôs o ataque com Thiago Ribeiro. Jonathan, recuperado de uma gripe, voltou ao time. Leo e Farias ficaram no banco pela primeira vez.
1º TEMPO
O Flamengo começou melhor. Com uma postura agressiva, chegou até com certa facilidade no ataque, aproveitando-se da desorientação inicial do sistema defensivo celeste. E criou oportunidades para abrir o placar.
Aos 3, depois de contra-ataque em velocidade, Val Baiano recebeu livre de marcação na entrada da área e bateu cruzado para boa defesa de Fábio. Por falta cometida no início do lance, Diego Renan recebeu o primeiro amarelo do jogo.
Aos 5, depois de outra jogada em velocidade do ataque rubro-negro, Caçapa cortou no último instante um passe que deixaria Val Baiano na cara do gol.
O Cruzeiro chegou ao ataque pela primeira vez aos 8. Marcelo Lomba não conseguiu dominar uma bola mal recuada, Thiago Ribeiro chegou dividindo e Montillo não aproveitou a sobra.
Aos 9, Montillo roubou uma bola no meio de campo, lançou para Jonathan, recebeu de volta, penetrou pela área e cruzou. Thiago Ribeiro tentou duas vezes. Na primeira, a bola explodiu no peito de Ronaldo Angelim. Na segunda, Marcelo Lomba defendeu. No rebote, Fabrício chutou cruzado e Robert, livre no meio da pequena área, empurrou para o gol. Cruzeiro, 1×0.
Com a vantagem, o Cruzeiro assumiu o controle da partida, envolvendo a defesa rubro-negra com muita movimentação e jogadas em velocidade. Montillo articulava as ações ofensivas, em boas combinações principalmente pela direita com Jonathan, que aparecia bem no apoio.
O trio de volantes ditava o ritmo. Fabrício e Henrique se desdobravam na marcação e no apoio. Paraná cuidava da proteção à zaga e anulava Petkovic.
Com grande volume de jogo, o Cruzeiro criou boas oportunidades para ampliar o marcador. Aos 13, Montillo invadiu a área pela direita e bateu cruzado para boa defesa de Lomba.
Aos 18, em mais uma boa jogada pela direita, Montillo cruzou e Robert, de frente para o gol, se atrapalhou no momento da conclusão e desperdiçou grande chance.
Aos 21, Henrique roubou uma bola na intermediária de ataque e bateu da entrada da área para boa defesa de Marcelo Lomba. Aos 22, Thiago Ribeiro escapou pela direita e cruzou.
Do outro lado, Montillo tentou duas vezes. A zaga cortou a primeira e Lomba fez a defesa na segunda.
Completamente dominado, o Flamengo teve uma oportunidade clara de gol aos 23. Correa foi lançado entre os zagueiros e, cara a cara com Fábio, bateu para fora, à direita do gol. Foi o que bastou para os rubro-negros saírem do sufoco e, aos poucos, equilibrarem as ações. E criar outra boa chance, aos 27, numa jogada que começou com Leo Moura pela direita. Depois de um bate-rebate na área, a zaga conseguiu cortar o perigo.
O jogo seguiu movimentado, corrido, com poucas faltas. O Cruzeiro recuou a marcação e deu campo para o Flamengo avançar, na tentativa de roubar bolas e sair em contra-ataque. Com isto, perdeu ímpeto ofensivo, até porque a ligação não funcionou a contento.
Por sua vez, com os seus meias bem marcados, o Flamengo não conseguiu criar muitas oportunidades. Sua melhor jogada nesse período foi aos 36, quando Diego Maurício penetrou na área, driblou Jonathan e bateu para o gol. Fábio fez boa defesa.
A resposta celeste veio aos 41. Com um belo passe, Henrique deixou Robert na cara do gol. O chute saiu cruzado e Marcelo Lomba, com os pés, fez mais uma boa defesa. Um minuto depois, Jonathan foi amarelado por falta em Renato Abreu.
2º TEMPO
O Flamengo voltou com a mesma formação. No Cruzeiro, Leo entrou no lugar de Caçapa, que se contundiu no final do primeiro tempo.
Com um minuto de jogo, Renato Abreu desceu pela esquerda e lançou para a área. A bola quase encobriu Fábio, que se recuperou a tempo de espalmar e evitar o gol. O jogo seguiu no mesmo panorama do final do primeiro tempo.
O Flamengo tinha um pouco mais de posse de bola, mas não conseguia criar. O Cruzeiro, mais recuado, tentava sair em contra-ataques.
Aos 6, Fabrício parou com falta uma arrancada de Williams pelo meio e recebeu o amarelo. Na cobrança, Renato bateu forte e Fábio fez defesa segura no meio do gol.
O Cruzeiro chegou com dois chutes de fora da área. No primeiro, aos 8, Henrique bateu longe do gol. Um minuto depois, Robert arriscou e Lomba defendeu em dois tempos.
Aos 10, Silas fez a sua primeira alteração, sacando Val Baiano para a entrada de Fernando. Aos 11, Fabrício escapou em velocidade pela direita e quando se preparava para cruzar foi atropelado por Williams, quase em cima da risca da grande área. O juiz marcou apenas escanteio.
Aos 14, Robert sentiu contusão e foi substituído por Wallyson. Um minuto depois, Leo Moura desceu pela direita e cruzou. Fábio teve que se esticar todo para espalmar. Foi praticamente o último lance de perigo do Flamengo no jogo.
Aos 17, Montillo puxou contra-ataque pela direita e lançou para Wallyson que, na cara do gol, chutou alto pela linha de fundo, perdendo grande chance.
As duas equipes se alternavam no ataque sem, no entanto, criar boas chances. Até que aos 28, depois de um lançamento longo de Paraná ainda do campo de defesa, Thiago Ribeiro escapou pelo meio e foi derrubado por Jean na entrada da área. O juiz marcou a falta e expulsou o zagueiro rubro-negro. Na cobrança, Montillo acertou a barreira.
A partir daí o Cruzeiro dominou completamente o jogo. Criou e desperdiçou várias oportunidades para matar o jogo. Como aos 31, quando Wallyson cruzou da direita e Diego Renan penetrou livre de marcação e de frente para o gol jogou por cima do travessão.
Aos 33, Silas trocou Petkovic por Leandro Amaral. Quatro minutos depois, Diego Maurício deu lugar a Cristian Borja. Nada aconteceu. O Flamengo já não conseguia chegar e apenas assistia ao Cruzeiro trocar passes, muitas vezes sem objetividade, e desperdiçar seguidas oportunidades.
Aos 42, Montillo deu lugar a Roger, que na sua primeira jogada penetrou pela esquerda e, quase da linha de fundo, tocou para o gol. Ronaldo Angelim cortou em cima da risca.
Aos 44, Jonathan recebeu livre na área e bateu forte, cruzado, pela linha de fundo.
O Cruzeiro se preocupou em gastar tempo e esperar pelo apito final. O Flamengo ainda teve a chance de jogar a bola na área celeste aos 48, em cobrança de falta na intermediária, que Fábio defendeu.
No final das contas, a boa atuação garantiu três pontos valiosos, que mantém o time na briga pelas primeiras posições. No entanto, fica um alerta pela quantidade de gols perdidos. Com o adversário batido, tem que matar o jogo e não dar sopa ao azar.
Mauro França, 47, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.