Toninho Almeida
Assisti ao Cruzeiro 3×1 Grêmio com minha família. Lá pelas tantas, comentei: “Quando Bernardo entrar, o jogo passa a ter mais arte e habilidade e, conseqüentemente, acaba a violência, pois a arte sempre a supera.”
Uma bola entre as pernas, um chapéu ou drible “elástico” derruba toda violência. Não deu outra.
No início, a sorte esteve ao lado do Cruzeiro. Foram três as oportunidades perdidas pelo Grêmio.
Mas é isto: pra ser campeão é necessário ter competência e uma pitada de sorte! Tá cheirando o tri! Time copeiro tem de ter sorte e competência.
Ainda sobre estas semifinais:
- Wellington Paulista sai muito da área. Atacante fica mais protegido lá dentro. Ele tem que mostrar habilidade perto do gol, pois caso o beque cometa falta, será pênalti.
- Ramires entra em campo mudo e sai calado, mas fala, e muito bem, com a bola que o entende perfeitamente. Será o reforço fundamental na luta pela vaga para a final da Libertadores.
- Contra o Grêmio pude comprovar minha tese que técnico ex-atleta leva vantagem sobre aquele que não jogou, pois “a teoria sempre acaba, mais cedo ou mais tarde, assassinada pela experiência”, dizia Albert Einstein. Foi o que aconteceu no duelo Adilson Batista x Paulo Autuori.
- O Cruzeiro é copeiro. Jogando com a vantagem no Olímpico, vai se classificar, não tenho dúvida.
- Pea hoje, continua valendo o que eu havia dito contra o São Paulo: virar o jogo, tocar a bola e saber que o empate e até a derrota de 1×0 nos leva à final. Nossa vantagem é excelente, principalmente, por termos um time de ponta.
- Adilson Batista, aqui vai uma dica: use a aritmética nos escanteios contra o Cruzeiro. Coloque o veloz Wellington Paulista bem aberto nadireita, Kleber no meio de campo e Wagner na esquerda. O Grêmio colocará 4 jogadores na marcação dos 3, certo? Ninguém fica no “mano a mano”. Sendo assim, serão 11 jogadores menos 4, que estão marcando, menos o goleiro Vitor, fixo, e menos o batedor do escanteio. O time gaúcho terá somente 5 atletas na área facilitando a visibilidade do Fabio que terá 8 jogadores na marcação evitando aquele aglomerado que se faz nos escanteios. Quando todo mundo volta pra ajudar, acaba atrapalhando e o risco de gol contra é maior.
Antônio Gonzaga de Almeida, Toninho Almeida, 58, meio-campista do Cruzeiro nos Anos 70, detentor do Belfort Duarte por nunca ter sido expulso em 288 partidas, nasceu em Teófilo Otoni-MG, mora em Belo Horizonte onde é o Coordenador de Divulgação do Campos de Luz, programa da Cemig.