Ele tá de olho é na butique dela

Por Jorge Santana | Em 11 de março de 2010

Po terem as maiores torcidas do Brasil, Fla e Corintiãs deveriam protagonizar a maior rivalidade nacional.

Qual o quê? São velhos camaradas. A ponto de o Timão presentear o Mengão com uma barra de marmelada na reta final do Morrinhão 2009.

Grêmio, por ser um papão de titulos como o Fla também deveria competir a vera com o rubronegro. O que não aocnteceu na última rodada do Morrinhão passado.

Ao invés de tentar derribá-lo, o  trilcolor presenteou o bambambã da mídia com outra barra de marmelada.

Grêmio e Corintiãs estavam de olho é na butique delas. Ou melhor na sala de troféus do Inter, do St. Pauli e do Palmeiras. Estas são as rivaldiades que contam pros dois fabricantes de marmelada.

Aqui nas Gerais, o Cruzeiro teve um entrevero de alguns meses, lá pelos idos de 75 e 76, com o Inter. Passou. Viraram bons amigos.

E a Cocota, que teve uma rusga com o Mengo na final de 80, levou o caso a sério. Está de mal até hoje. Só que os flamengos não reciprocam esse ódio de araque e a coisa vira comédia.

Rivalidade no Brasil é doméstica. A assim continuará por muitas décadas ainda. Ela é que mantém vivos os estaduais, mesmo esvaziados com times reservas, regulamentos esdrúxulos, jogadores barrigudos em início de temporada e cartolas depreciando o produto que vendem.

Quem joga pedra em avião e rasga dinheiro tem todo o diretio de sonhar com rivais mais bacanas para o Cruzeiro.

Mas qual? Quem tá a fim de largar o osso doméstico pra disputar um com a gente? Ninguém, absolutamente ninguém, creio eu.

Sendo assim, vamos curtir a fuiga das galinhas, o choro presidencial e o terno Araani molhado e amarfanhado após uma viagem de ônuibus a Tió Tió.

Quanto a mim, mantenho: os estaduais, enxutos e com regulamentos franciscanos deveriam ser classificatórios para uma Champions League à brasileira.

E para outros torneios regionais e nacionais. Com todos os clubes jogando o ano inteiro.

Futebol sem rivalidade não é jogo. É doce. Quadrado. Pode até ser guardado numa caixa de madeira da São Gonçalo. Que nem barra de marmelada.

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Chicken Run à mineira

Por Jorge Santana | Em 11 de março de 2010

A animação inglesa é superior, mas esta versão mineira de Chicken Run até que não é de todo ruim.

As cocotas não querem voltar Teófilo Otoni pra jogar os 25 minutos restantes da partida que estão empatando por 2×2 contra o América local, apodado Dragão do Corcovado. 

Que joguem quando se sentirem seguras, longe da máquina de fazer tortas da Família Tweedy. Ou quando o Dragão não precisar mais do resultado pra escapar da segundona.

Importante, tanto no filme inglês, quando no camponês, é preservar as galinhas. Um Raposão sabe a parte que lhe toca na cadeia alimentar.

No filme são os ratos comedores de ovos que se dedicam a salvar as penosas. Aqui, somos nós que teremos de ajudar a manter viva a freguesia.

Por isto, não vou me preocupar com esta lambança típica do Clube de Lourdes. Que as cocotas cacarejem à vontade e joguem somente quando se sentirem seguras.

Mas, só pra chatear, vou torcer por um novo toró quando eles reaparecerem no Vale do Mucuri.

Dá-lhes, São Pedro! Molhe, de novo, o Armani do Luxa. Despeje água nele como se suas torneiras fossem os olhos do cartola chorão.

*****

E o povo de Teófilo Otoni está bravo. Confiram este e-mail que recebi:

Jorge,
 
Acabo de chegar do Estádio Nassri Mattar. Embora soubesse da liminar obtida pelos fujões, fui lá para conferir a cornetagem e ver a reação da torcida, porque já imaginava que nem todos tinham conhecimento da famigerada liminar e compareceriam achando que veriam o jogo (a Justiça Desportiva está igual à Justiça Comum, onde só é punido o trio PPP. Fosse o inverso, o América seria banido do futebol).

Várias emissoras de TV e rádio da capital estavam lá a postos (quero ver o que dirão nos noticiários de amanhã). No campo, o treinador Gilmar Estevam comandava um treino; nas arquibancadas, grande número de torcedores, alguns com nariz de palhaço, e, entre eles, alguns atleticanos envergonhados.

Da torcida americana, vai um recado para “O Alixandre” e para a FMF: marquem o jogo para a data, hora e local que bem entenderem: o Mecão ganha desse timizinho medíocre em qualquer terreiro.

E um recado para o cartola: em hotéis onde se hospedam os maiores empresários do ramo de pedras preciosas do mundo, não há lugar para Luxemburgo e seus come-e-dorme.
 
Até mais,
 
Salomão

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Será que Dunga viu Cris tirando Ronaldo?

Por Jorge Santana | Em 10 de março de 2010

A Champions League dá régua e compasso. O que nmais Dunga precisa pra convocar certo?

Em Manchester, ManU 4xo Milan e a squadra rossonera foi a pique com todos seus brazucas.

Rooney estraçaiou. Já o pranteado R10, xodó de 100% dos mesa-redondistas da ESPN do B e da SporTV, pfui…

Em Madrid, Real 1×1 Lyon. O talentoso zagueiro Cris, de nobre estirpe azul-estrelada, comeu todos os merengues postos sobre  mesa do Santiago Bernabeu e levou seu time às quartas-de-final.

Odiado pelos periodistas corintianos, por ter sido pivô da maior manta da história gaviã, e também pelos emplumado por ter surrado um goleiro da Cocota, Cris é o cara!

Ele tem de ir à Copa como titular e Capitão para replicar, em 2010, o Bellini de 1958.

Cris será o símbolo dessa brava gente brasileira, que nada tem a ver com os lamurientos mesa-redondistas do futebol nosso de cada dia.

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Sem prosopopéia

Por Jorge Santana | Em 10 de março de 2010

Se não chorar, não é time brasileiro. Futebol lacrimogênio é coisa nossa, muito nossa.

Não tem terremoto, altitude, nem torcida fanática? Opa!, então, é preciso arranjar outro motivo pra verter lágrimas.

Eu estava apostando no banhinho ligeirim de três minutos que o condottiere da Venezuela está impondo a seus vassalos.

Mas, qual o quê?, o choro cruzeirense pra o jogo contra o Itália é até prosaico: é contra o gramado seco, que mantém a bola sempre viva.  

Seguinte, rapaziada: ao jogo sem receio! Se a bola quicar, vocês amansam a danada com a classe que os fez assinar tão generosos contratos.

Agora, ao que insteressa: as arrumações táticas do treinador Adílson Baptista, assim contadas pelo Superesportes:

  • No exercício tático, Adílson Batista montou o Cruzeiro no esquema 4-4-2 com Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Diego Renan; Henrique, Marquinhos Paraná, Pedro Ken e Roger; Kléber e Thiago Ribeiro. Durante o trabalho, Gil substituiu Roger e o esquema passou a ser o 3-5-2. Posteriormente, Bernardo foi testado no meio, ganhando a vaga de Gil.

Tanta prosopopéia me faz lembrar o irritadiço Evaristo Macedo que, no meio de uma preleção prum jogo do Corintiãs contra a Matonense, perdeu a paciência, apagou a lousa e mandou ver:

  • “Façam o seguinte: entrem em campo e mandem brasa, porque vocês ganham muito mais do que a rapaziada de Matão…”
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As clássicas da Libertadores

Por Jorge Santana | Em 10 de março de 2010

Libertadores é sempre uma oportunidade para a prática da desculpa esfarrapada, único esporte mais popular do que o futebol neztepaiz.

Algumas clássicas:

  1. Catimba – Os brasileiros sempre foram melhores, mas perdiam por causa da manha dos argentinos. Nas semifinais de 1964, o Independiente, campeão argentino, veio ao Maracanã e bateu no Santos, tricampeão brasileiro, por 3×2, após estar perdendo por 2×0. Em Avellaneda, voltou a vencer: 2×1. E o clube praiano passou bom tempo sem querer falar de Libertadores. Teria faltado segurança, no Maracanã, pros indefesos brasileiros?
  2. Altitude – É impossível jogar na altitude. É difícil, mas nem tanto quando jogar sob sol de rachar no Brasil. Este ano, Batista, comentarista do SporTV, desmaiou em Porto Alegre, antes de começar o Grêmio x São Luís. E Moisés, volante do Coelho, desmaiou no 0×0 dos Américas, em Teófilo Otoni, pelo Mineiro. E, até hoje, nenhum jornalista ou atleta brazuca desmaiou em Potosi.
  3. Violência – Os argentinos ganhavam na porrada. Quem viu Almir Pernambuquinho jogando pelo Santos contra o Milan, na decisão do Mundial de 1963, no Maracanã, consideraria os argentinos imaturos na arte da pabcadaria.  
  4. Doping – Nunca foi exclusividade dos hermanos. No Brasil, a bolinha sempre rolou redondinha nos vestiários. Braguinha, ex-Cruzeiro, contou que, quando jogou no Botafogo, chutava as paredes de sua casa depois das partidas mais importantes. Nos 60, Carabina, um beque da SEP, bebeu a laranjada dos titulares e ficou tão indócil no banco de reservas que o treinador teve de amansá-lo botando pra jogar.
  5. Cusparadas – Até hoje, com 50 câmeras espalhadas em volta das canchas, os jogadores brasileiros se utilizam deste expediente intimidatório. Sentar em cima do seu pra falar do rabo dos outros é feio.
  6. Castelhano – A incapacidade dos brasileiros entenderem o que falavam juízes e jogadores dos outros times sempre prejudicou nosso futebol. A diferença entre castelhano e português nem é tão maior do que a que separa gauchês de mineirês. E futebol é jogado com os pés, não com a boca.
  7. Hermanos – Havia um complô de todos contra o Brasil. Como se uruguaios e argentinos, chilenos e argentinos, paraguaios e bolivianos, chilenos e peruanos se amassem.
  8. Insegurança – Os estádios não eram grande coisa nos 60 e 70. Mas, depois do que vascaínos fizeram em São Januário e corintianos, no Pacaembu, é muita  cara-de-pau reclamar das demais canchas de “nuestra latinoamerica”.

Querem saber de uma coisa? Nós temos mais vocação pro choro, pro nehnehnhém e pro lero-lero do que pra jogar futebol.

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Como reduzir os efeitos do chumbo?

Por Jorge Santana | Em 9 de março de 2010

Após duas semanas na enfermaria, o Gladiador voltará a jogar contra o Itália. Do volante Fabrício, já tem gente que nem se lembra mais. Dia desses, o Malafaia perguntou: “De que lado do campo ele joga”?

Não deve existir um só atleta de esporte de alto rendimento sadio na face da Terra. Quem não está chumbado, como dizem os portugas, padece de males da alma, como é o caso do Imperador.

É isto mesmo ou tem como dar jeito na situação? Rodízio resolve? Fosse você um gestor de futebol, caro leitor, o que solucionática daria pra esta problemática?

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Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (II)

Por Jorge Santana | Em 9 de março de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Após o antológico 5×4 sobre o Inter, o Cruzeiro viajou ao Paraguai para enfrentar o Deportivo Luqueño e o Olímpia, respectivamente, vice e campeão paraguaio de 1975. O Luqueño vencera o clássico local por 3×2. Portanto, o jogo do domingo, 14mar76, seria o confronto dos vencedores da 1ª rodada.

Suspenso, Palhinha era o único desfalque. Piazza retornava à equipe, recuperado da contusão que o afastou do jogo contra o Inter. O Cruzeiro não fez um bom 1º tempo. A defesa teve trabalho pra conter a correria dos atacantes paraguaios. Palhinha fazia falta e Piazza voltou mal. Mesmo com boa atuação de Joãozinho, o ataque não funcionou. Pra complicar, o Luqueño fez 1×0 aos 29 e perdeu chances para ampliar ainda no 1º tempo.

O gol paraguaio surgiu de um lance polêmico. Após cobrança de falta, a bola lançada na área tocou no braço de Darci Menezes. Na sobra, Jimenez chutou à queima-roupa e Raul fez uma grande defesa. O juiz deu escanteio, os paraguaios reclamaram e ele voltou atrás, marcando pênalti. Foi a vez dos jogadores celestes reclamarem, mas não teve jeito. Sandoval cobrou e marcou.   

Zezé Moreira aproveitou o intervalo pra acalmar e reorganizar o time, que voltou melhor para a 2ª etapa. O empate saiu logo aos 2 minutos. Roberto Batata recebeu pela direita, driblou um zagueiro, entrou na área e quando a zaga fechou em Jairzinho, esperando o passe, ele bateu de esquerda pra vencer Arce.

Melhor em campo, o Cruzeiro pressionou e não demorou a virar. Aos 20, Nelinho cobrou falta com a violência habitual, a bola explodiu no travessão, bateu nas costas do goleiro e foi pro fundo do gol. Zezé fez então uma alteração que já se tornara costumeira. Trocou Zé Carlos por Isidoro. O volante, que era um coringa, foi para a lateral direita e Nelinho para o meio de campo. Com essa alteração, feita na maioria dos jogos desde as finais do Brasileiro, treinador dava novo gás à defesa e ao ataque. 

Aos 39, Joãozinho puxou contra-ataque e foi derrubado na entrada da área. Ao invés de chutar direto, Nelinho lançou para Jairzinho que, livre na cara do gol, concluiu com um toque sutil de direita. A bola entrou à esquerda de Arce.

  • Cruzeiro 3×1 Deportivo Luqueño, domingo, 14mar76, 2ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976, Estádio Defensores Del Chaco – Público: 25.000 pagantes – Juiz: Omar Delgado (Colômbia) – Gols: Sandoval, pênalti, 29 do 1º tempo; Roberto Batata, 2, Nelinho, 20, e Jairzinho, 39 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Isidoro); Roberto Batata, Eduardo Amorim, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Deportivo Luqueño: Arce, Galeano, Fretes, Gilberto Fleitas e Rios; Sanabria (Haywood) e Sandoval; Francisco Rivera, Julio Cesar Nicolichia, Orlando Jimenez e Eulalio Cardozo (Caniero). Tec: Carlos Arce. Notas: 1. O Luqueño, campeão paraguaio de 51, 53 e 07, é de Luque, cidade da Grande Assunção, onde fica a sede da Conmebol. 2. Chilavert e Romerito foram suas maiores revelações. 3. Além de 76, o Deportivo participou da Libertadores em 89 e 08. Em todas, foi desclassificado na fase de grupos. 4. De família faticamente cruzeirenses, Isidoro, nascido em Viçosa-MG, em 1953, era reserva de Oldair Barcchi no Esab, time de uma fábrica de soldas, de Contagem. Quando chegou à Toca da raposa, Zezé Moreira colocou-o sob tutela de Palhinha, que cuidou do garoto como se fosse um o irmão mais novo. Este foi um dos fatores que fizeram do jovem inexperiente um jogador sereno e taticamente perfeito.

No mesmo dia, o Inter suou pra bater o Olímpia por 1×0 em Porto Alegre. Com duas derrotas em dois jogos, os paraguaios teriam que vencer o Cruzeiro pra manter suas já diminutas chances de classificação.  

Na quinta-feira, 18mar76, o Defensores Del Chaco recebeu 35.000 pagantes.  Nas tribunas, estava Osvaldo Brandão, técnico da Seleção Brasileira, que no inicio de abril jogaria contra o Paraguai no mesmo estádio, com as presenças de Palhinha, Nelinho e Joãozinho. A festa foi geral quando o Olímpia terminou o 1º tempo com o placar favorável de 2×0.

Esse resultado deveu-se mais a má atuação do Cruzeiro do que propriamente por méritos do time local. Piazza e Nelinho, que falhou nos dois gols, jogavam mal. Joãozinho estava apagado. Palhinha novamente fazia falta.

Como no jogo anterior, o Cruzeiro voltou melhor no 2º tempo. Aos 5, Jairzinho fez um golaço. Recebeu na área, matou no peito, com um toque se livrou de três marcadores e bateu para o gol. Aos 23, Roberto Batata foi expulso e, por pouco, a reação não ficou comprometida.

Zezé fez a mesma substituição do jogo anterior, só que Nelinho, no meio, continuou mal. O que fez a diferença foi a raça, a aplicação tática e Jairzinho, que assumiu a tarefa de organizar as jogadas ofensivas.

Mesmo com dez, o Cruzeiro seguiu pressionando em busca do empate. O esforço foi recompensado com o empate aos 34, quando Darci Menezes escorou, de cabeça, um escanteio.

Este seria o único empate do Cruzeiro em toda a campanha. O time voltou do Paraguai com 3 pontos e a liderança do grupo, com 5 pontos. O Inter chegaria aos 4 depois de vencer o Luqueño por 3×0, em Porto Alegre, no domingo seguinte, 21mar76.

  • Cruzeiro 2×2 Olímpia, quinta-feira, 18mar76, 3ª rodada da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 15.821 pagantes – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Díaz, 36, e Torres, 45 do 1º tempo; Jairzinho, 5, Darci Menezes, 34 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Isidoro); Roberto Batata, Eduardo Amorim, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Olímpia: Ever Hugo Almeida, Eduardo Rivera, Alcides Sosa, Flamínio Sosa e Rufino León; Luiz Torres, Silvério Troche; Hugo Talavera, Isasi (Ramon Barrientos), Julio Díaz e Barreiros. Notas: 1. Ever Hugo Almeida, goleiro do Olímpia, é o recordista em participações na Libertadores, com 113 partidas em 16 edições entre 73 e 90. Nesse período, ganhou dois títulos, em 79 e 90. 2. O Olímpia participou de 35 edições da Libertadores, conquistando o título em 79, 90 e 02. Foi campeão paraguaio 38 vezes, mas desde 00 não conquista o título. 

Mais de 33 mil torcedores compareceram ao Mineirão na noite de quarta-feira, 24mar76, para acompanhar Cruzeiro x Luqueño. Se jogando em casa os paraguaios já tinham sido batidos com certa facilidade, ninguém acreditava que pudessem surpreender em Beagá.

Amplamente superior, o Cruzeiro não teve dificuldade pra confirmar seu favoritismo. Palhinha abriu o placar aos 12, Eduardo aumentou aos 15 e Nicolichia diminuiu aos 23. No 2º tempo, Palhinha, aos 17, e Jairzinho, aos 27, sacramentaram a goleada. 

  • Cruzeiro 4×1 Deportivo Luqueño, quarta-feira, 24mar76, 4ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 33.225 pagantes – Renda: Cr$415.434,00 – Juiz: Pedro Reyes (Peru) – Gols: Palhinha, 12, Eduardo, 15 e Nicolichia, 23 1º tempo; Palhinha, 17 e Jairzinho, 27 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Ozires) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos (Eli Mendes); Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Deportivo Luqueño: Arce, Peralta, Fretes, Gilberto Fleitas e Rios; Sanabria e Haywood (Martinez); Ferreira (León), Francisco Rivera, Orlando Jimenez e Julio Cesar Nicolichia. Tec: Carlos Arce.

No domingo, 28mar76, Cruzeiro e Inter voltaram a se enfrentar, desta feita em Porto Alegre. Devido aos duelos anteriores, à qualidade técnica das equipes e ao caráter decisivo da partida, havia enorme expectativa e a TV transmitiu a partida para todo o país, algo raro na época.

O Cruzeiro somava 7 pontos e teria apenas mais um jogo a fazer além deste. O Inter tinha 4, e ainda enfrentaria os dois times paraguaios, fora de casa. Portanto, uma vitória celeste eliminaria os colorados, que precisavam vencer pra ficar em vantagem.

O clima no Beira-Rio, lotado por 80 mil torcedores, era de guerra. O Cruzeiro não se intimidou. No primeiro lance, Ozires lançou Joãozinho e Cláudio apareceu pra afastar o perigo. O Inter respondeu aos 3 minutos. Após falha de Morais, Ramon ficou livre pra avançar em direção ao gol, mas preferiu chutar de primeira e errou.  

O Inter insistiu inutilmente no jogo aéreo diante da segura defesa celeste. Antes do jogo, temia-se pela atuação de Ozires, que fazia a sua primeira partida como titular. Mas ele não sentiu o peso e fez boa apresentação com o apoio de Piazza e Zé Carlos, que jogaram muito na proteção à defesa.

No ataque, Palhinha, Joãozinho e, principalmente, Jairzinho levavam pânico à defesa colorada. Aos 19 minutos, Jair recebeu passe de Palhinha na entrada da área, desvencilhou-se de três marcadores e bateu no canto direito de Manga, abrindo o placar.

Com a vantagem, o Cruzeiro se fechou ainda mais pra explorar os contra-ataques. E teve quase ampliou aos 30, depois de ótima trama do ataque, que obrigou Manga a sair com os pés pra cortar a bola. Na melhor chance colorada, aos 43, Escurinho cabeceou no ângulo. Raul esticou-se pra espalmar.

Logo aos 2 minutos do 2º tempo, Ramon acertou o travessão. Foi um lance isolado do ataque colorado. Sem Lula, que deixara o campo no final do 1º tempo com uma indisposição intestinal, o Inter insistia no jogo aéreo. Incomodava pouco e se expunha aos contra-ataques quando avançava.

Aos 27, Jair recebeu de Nelinho e lançou para Palhinha, que driblou Hermínio e chutou cruzado na saída de Manga. Do outro lado, Joãozinho surgiu como um foguete e arrematou com o gol vazio, silenciando o Beira Rio. 

Jairzinho foi o nome do jogo. Fez um gol e a jogada de outro. Menos de três meses antes, ele chegara a Beagá desacreditado, mas suas grandes atuações provavam o acerto de Zezé Moreira, que insistira na sua contratação. Na volta de Porto Alegre, a torcida se rendeu ao oferecer recepção de ídolo ao tricampeão mundial, no Aeroporto da Pampulha.

A imprensa gaúcha rendeu-se ao melhor time do país:

Ivo Correia Pires, da Folha da Manhã: “Os onze jogadores do Cruzeiro jogaram mais e melhor do que os onze do Internacional.” Lauro Quadros, da Folha da Manhã: “Em síntese, o certo seria dizer assim: em 14 de dezembro, o Cruzeiro jogou melhor que o Internacional e o título brasileiro se viu justificado pela campanha colorada. Ontem, 28 de março, o Cruzeiro, campeão do Grupo 3, foi time de desempenho superior e campanha melhor. Qualquer reclamação seria improcedente.” Mário Moraes, do Zero Hora: “Não, não há desculpa. Nem nada. O juiz não roubou. Não houve fatores estranhos à partida. Não houve pênalti não marcado. Não houve nada disso. Só houve a incontestável superioridade de um time sobre outro. Venceu o melhor, indiscutivelmente.”

  • Cruzeiro 2×0 Internacional, domingo, 28mar76, 5ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 80.000 pagantes – Renda: Cr$1.614.600,00 – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Jairzinho, 19 do 1º tempo; Joãozinho, 27 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Internacional: Manga, Cláudio Duarte, Elias Figueroa, Hermínio e Vacaria; Cláudio Caçapava e Paulo Roberto Falcão; Valdomiro, Escurinho, Ramon (Flávio Minuano) e Lula (Jair). Tec: Rubens Minelli.

Mais de 42 mil espectadores foram ao Mineirão no domingo, 04abr76, para comemorar a classificação. Antes da partida, os jogadores do Olímpia colocaram as faixas de tetracampeões mineiros nos cruzeirenses. Os paraguaios bem que tentaram estragar a festa. Talavera fez 1×0 aos 12 minutos, mas ficou nisso. Jairzinho empatou aos 27, escorando passe de Batata.

Aos 4 minutos do 2º tempo, Jair entrou na área e disparou um petardo fazendo 2×0. Nelinho marcou aos 12, cobrando pênalti. Aos 30, Palhinha foi lançado nas costas da zaga, cortou pra o meio, mas a bola correu um pouco e foi Eduardo quem a dominou para driblar o goleiro e chutar entre os zagueiros que tentavam a cobertura.

  • Cruzeiro 4×1 Olímpia, domingo, 04abr76, 6ª rodada do Grupo 3 da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 42.189 pagantes – renda: Cr$563.807,00 – Juiz: Juan Fortunato (Uruguai) – Gols: Talavera, 12, Jairzinho, 27 do 1º tempo; Jairzinho, 4, Nelinho (p), 12 e Eduardo, 30 do 2º tempo. – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Roberto Batata (Ronaldo), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Olímpia: Ever Hugo Almeida, Eduardo Rivera, Alcides Sosa (Espinosa), Flamínio Sosa e Perez; Luiz Torres, Silvério Troche (Aquino); Hugo Talavera, Isasi, Julio Díaz e Barreiros.

O Cruzeiro foi campeão do Grupo 3 com 5 vitórias e um empate, 20 gols marcados e 9 sofridos.

Link: A imagem não é das melhores, são apenas 35 segundos de vídeo, mas traz os 4 gols desse jogo.

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Vem aí o Morrinhão e suas mutretas

Por Jorge Santana | Em 9 de março de 2010

Saiu a taberla do Morrinhão. Começa a pintar um clima… De mutreta, obviamente. Basta lembra que o último terminou em marmelada.

Malandramente, CBF, Cartel dos 13 e Globo deram um jeitinho de colocar Fla x St. Pauli na abertura. Vão dizer que será o jogos dos hexas.

E o Sport com seu título de 1987 que se dane, pois vivemos no país do manda quem pode. E quem pode não precisa obedecer a lei, nem decisão judicial.

Mas o PHD que não tem nada a ver com as mutretagens dos esperttalhões do Eixo conta a verdade.

Eis a rodada de abertura e o número de títulos oficiais dos protagonistas de cada partida.

Série A – Sábado, 08/05

  • 18h30 – Botafogo x Santos, no Engenhão – 10 títulos: 61, 62, 63, 64, 65, 68, 68, 95, 02, 04.
  • 18h30 – Atlético-GO x Grêmio, no Serra Dourada – 2 títulos: 81, 96.
  • 18h30 – Palmeiras x Vitória, no Palestra Itália – 8 títulos: 60, 67, 67, 69, 72, 73, 93, 94.

Domingo, 09/05

  • 16h – Flamengo x São Paulo, no Maracanã – 11 títulos: 77, 80, 82, 83, 86, 91, 92, 06, 07, 08, 09.
  • 16h – Atlético-MG x Vasco, no Mineirão – 5 títulos: 71, 74, 89, 97, 00.
  • 16h – Internacional x Cruzeiro, Beira-Rio – 5 títulos: 66, 75, 76, 79, 03.
  • 16h – Corinthians x Atlético, em local a definir – 5 títulos: 90, 98, 99, 01, 05.
  • 18h30 – Ceará x Fluminense, no Castelão – 2 títulos: 70, 84.
  • 18h30 – Guarani x Goiás , no Brinco de Ouro: 1 título: 78.
  • 18h30 – Avaí x Prudente, na Ressacada – sem título.

Série B Sexta, 07/05

  • 21h – ASA x Ponte Preta, em local a definir – sem título.
  • 21h – Portuguesa x VIla Nova, no Canindé – sem título.
  • 21h – América-MG x Bragantino, em local a definir – sem título.
  • 21h – Bahia x América-RN, no Pituaçu – 2 títulos: 59, 88.

Sábado, 08/05

  • 16h – Brasiliense x Sport, no Serejão – 1 título: 87.
  • 16h – Náutico x Coritiba, nos Aflitos – 1 título: 85.
  • 16h – São Caetano x Figueirense, no Anacleto Campanella – sem título.
  • 16h – Icasa x Santo André, no Mauro Sampaio - sem título.
  • 16h – Paraná x Ipatinga, no Durival de Brito, sem título.
  • 21h – Guaratinguetá x Duque de Caxias, no Dário Leite – sem título.
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Adílson: “Não precisa perder pra aprender”

Por Jorge Santana | Em 8 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Tupi 3×2 Cruzeiro, pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010, em 97mar10, no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora:

  1. Chaves, no PHD: Gilberto jogou bem. Gostei da movimentação e visão de jogo dele. Eliandro mostrou ser um garoto de muita personalidade. Ainda bem que o Inter não conseguiu aliciá-lo.
  2. Walfrido Jr., no PHD: O Cruzeiro não merecia, mas quase empata. Bernardo perdeu um gol incrivel. O que mais me preocupou foi a derrota física. Não na resistência, mas na explosão e na força mesmo. No mano a mano os tupis sempre se deram melhor. Ressalva feita ao Eliandro, esse mostrou a explosão e força da juventude que tem. Esta derrota não pode ser mais que apenas uma derrota de um time com o foco na Libertadores, com um time muito mesclado, sem entrosamento e pior, sem muita vontade. Deveria jogar a vera? Deveria. Tentou, correu mas sempre com o freio de mão meio puxado e não se deu bem. E o Tupi jogou como se valesse vaga pra Libertadores. Comemorava carrinho, bola explodida, chute pro mato… E a torcida emplumada parecia misturada aos Tupis se divertindo com um galo vencendo a raposa.
  3. Mateus no PHD: Eliandro jogou bem. O cara é um tanque, estilo Júlio Baptista de atacante. Vai empurrando até encontrar o gol, além de ter ótimo posicionamento. Belo gol do Anderson Lessa. Verdade seja dita, o ataque se salvou. A zaga foi mal, mas falta entrosamento pros dois, além do fato de terem sido sobrecarregados pelas péssimas atuações de Fabinho e Camilo. Gilberto foi bem, marcou bem como lateral e quando saiu pro jogo fez com qualidade. Não lembro de nenhuma jogada nas costas dele. Fabinho e Camilo foram nulos e eu gosto do futebol do Fabinho. O Camilo não me engana. Roger e Pedro “Who” não conseguiram arrumar nada porque os dois volantes não davam uma bola certa. Mas achei equivocada a substituição do Adílson. Marquinhos Paraná entrou razoavelmente bem, Bernardo nem tanto.
  4. Matheus Penido, no PHD: Ouvi gente dizendo que o Fábio levou um frangaço. Se o conceito de frango fosse tão amplo como imaginam alguns torcedores todos os jogos terminariam 0×0 se os goleiros não levassem inúmeros frangaços. A defesa esteve muito mal. Gil ainda precisa melhorar muito pra se tornar um beque realmente confiável e Caçapa já não tem mais a força de outros tempos. Nesse momento, a titularidade tá se oferecendo a Leonardo Silva e Thiago Heleno. Pra piorar, o Fabinho té numa moleza de dar dó. Talvez seja o caso de recomeçar a carreira no Sanca.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A gente avisou antes da partida. Fizemos um gol, tivemos oportunidades de fazer outros. A equipe adversária fez um gol, num chute feliz do atacante. A gente tinha de voltar de outra forma pro 2º tempo. Não foi assim. Tomamos mais dois gols por falta de atenção. No final, tentamos o empate, quase conseguimos. É bom para colocarmos os pés no chão e vermos que temos que correr bastante. Não podemos achar que vamos decidir a partida no momento em que acharmos melhor e não aproveitarmos as oportunidades.
  6. Marquinhos Paraná, volante do Cruzeiro: Os jogadores que atuaram estão com a gente desde o começo do ano. Qualquer um que entrar, tem que procurar dar o seu melhor. O Tupi marcou muito forte. Do começo ao fim, estava, praticamente, com um atacante só. Quando estavam sem a bola, eles marcaram homem a homem. A nossa equipe teve dificuldades.
  7. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, eu acabei sendo poupado contra o Tupi e, infelizmente, não pude ajudar o time a vencer a partida. O time começou bem, mas acabamos vacilando e dando oportunidades para o adversário virar o jogo. Essa derrota serviu para nos alerta para o próximo confronto, diante do Deportivo Itália. A Libertadores não permite erros, pois um equívoco pode ser fatal, assim como foi contra o Tupi. Temos que ter total atenção nesse importante duelo.
  8. Adílson Baptista: Foi um bom jogo, contra uma equipe bem treinada, bem postada.  Pecamos por erros nossos, mas não podemos tirar os méritos do Tupi. Tivemos chances pra fazer e não fizemos e o adversário criou  oportunidades e fez os gols. O Tupi foi mais eficiente, marcou bem, saiu rápido. Parabéns aos seus jogadores e ao treinador. Não dá para ficar justificando, lamentando. Em todo jogo fazemos uma edição, montamos 25 dos 90 minutos, explicamos, mostramos, para ir corrigindo. Já são dois anos e três meses que fazemos isto. Não precisa perder pra aprender. Só que tem coisas que a gente vai mostrando dentro de campo. Temos que ter os devidos cuidados, a devida atenção. Agora, temos de pensar pra frente e trabalhar pro jogo com o Deportivo. Vamos com um time forte pra vencer lá na Venezuela. A gente tem que ter atenção, cuidados e respeito, porque é muito importante a vitória.
  9. Leandro Mattos, em seu blog: A tarde de domingo foi de muitos gols no estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de fora, e o Tupi fez valer seu mando de campo, embalado pela ótima fase de seu artilheiro, Ademílson, principal goleador do Campeonato Mineiro até agora, com oito tentos e média de um por compromisso. Os 3 a 2, de virada, encerraram um tabu de 23 anos sem vitória dos carijós sobre a Raposa. Apesar do revés, os estrelados seguem supremos na tabela de classificação, na liderança isolada, com dois pontos a mais do que o Ipatinga. A última vez que o Tupi tinha batido o Cruzeiro, eu estava nas arquibancadas, em Juiz de Fora, no dia 12 de junho de 1987.  Foi lá, acompanhando o Tupi, desde os meus 08 ou 09 anos, ainda no acanhado estádio Salles de Oliveira, que comecei a gostar do mundão da bola. Sem tempo para lamentar o tropeço, Adílson Batista e seus comandados já pensam no duelo contra o Deportivo Itália, em Caracas, na quinta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América. A meta é vencer o limitado time venezuelano e torcer por um tropeço do Vélez, no dia 16, o que daria ao time celeste a liderança de sua chave.
  10. Mário Marra, em seu blog: Não é o caso de falar que o Cruzeiro perdeu, o Tupi venceu seria melhor colocado. O time de Juiz de Fora soube jogar e marcar. Marcar o Cruzeiro todos tentam, entretanto, o Tupi procurou sair para o jogo e até por isso fez três gols. Preocupado com a agenda e o ritmo dos atletas, o Cruzeiro poupou vários jogadores e ainda assim entrou com um time interessante. Com sérios problemas defensivos, Léo Condé também não teve força máxima. Entretanto, o Tupi tinha as funções bem determinadas e definidas. O primeiro tempo terminou empatado em 1×1. Anderson Lessa abriu o placar e Ademílson fez um belo gol. Fábio, que dificilmente erra, não acreditou em um chute maluco e bem dado e a bola entrou. Com Bernardo e Paraná nos lugares de Anderson Lessa e Roger, o Cruzeiro pouco melhorou e encontrou um adversário cheio de motivação e bem posicionado. Fabrício Soares fez o gol da virada no início do segundo tempo. O Cruzeiro pouco usou os lados do campo e o Tupi cortava e saía em alta velocidade. Uma bobeada no meio e na zaga foi o suficiente para Henrique achar Gedeon na entrada da área, o meia/volante bateu com calma na saída de Fábio. Léo Salino colocou mais pimenta na partida e foi expulso aos 40. O Cruzeiro foi pra cima. Thiago Ribeiro entrou e tentava jogar pelos lados. Jonathan assumiu a meia. Na pressão, Pedro Ken bateu de fora da área e diminuiu. A posse de bola era toda azul e Bernardo conseguiu perder o gol de empate, cabeceando da pequena área para fora. Fim de jogo: Tupi 3×2 Cruzeiro. Foi a segunda derrota do Cruzeiro, que perdeu para os dois melhores times do interior em situações bem distintas. Quando perdeu para o Ipatinga o contexto era outro. Início de ano e Potosí na cabeça. Agora foi diferente. O Tupi jogou um bom futebol e aproveitou as oportunidades e os erros do Cruzeiro. A derrota não deve alterar nada no Cruzeiro. O time continua bom e bem treinado. Mas se for possível apreender algo… Camilo não é do mesmo nível dos outros jogadores e Pedro Ken vem crescendo. Caçapa está mais lento e desligado, Roger está abaixo dos outros no lado físico. Sem o jogo forte das laterais e sem as saídas de qualidade pelo meio de Henrique e Paraná o Cruzeiro perde o um pouco do brilho e se torna apenas um bom time. Com velocidade pelos lados, com Henrique, Paraná e Fabrício pelo meio e Kleber e T. Ribeiro no ataque o Cruzeiro é diferente dos outros.
  11. José Roberto Torero, em seu blog: Escorregão: O Cruzeiro bobeou e, com um time misto, perdeu para o Tupi. Mas a fórmula do Mineiro permite muitos escorregões.

Pesquisa: Romarol

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Eliandro e Lessa correram atrás da fama

Por Jorge Santana | Em 8 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Tupi 3×2 Cruzeiro, pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010, em 97mar10, no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora:

  • Fábio – Salvou um gol e levou quatro, um deles mal anulado. Foi surpreendido pelo chute certeiro de Ademílson no 1º gol do Tupi e nem foi na bola. Se fosse, também não defenderia. A novidade é que, com a defesa reserva à sua frente, está se aprimorando na função de líbero. Neste jogo, foram três saídas providenciais da área.
  • Jonathan – Foi ala e como tal, fica absolvido pelo gol de empate do Tupi. Correu muito, buscou sempre o ataque, mas, no fim das contas, pouco resultado concreto alcançou.
  • Gil – Não conseguiu controlar Ademílson e Robson. Menos ainda os volantes que se projetavam de vez em quando. Trocando em miúdos: esteve perdidão.
  • Cláudio Caçapa – Sério, compenetrado, quer fazer sempre o melhor, mas os reflexos já não ajudam. Contribui mais quando entra para garantir resultados cortando bolas levantadas sobre a área.
  • Gilberto – Entrou na lateral-esquerda. Ou na ala esquerda, dependendo do posicionamento de Fabinho. E não produziu nada pela beirada do campo. No 2º tempo, virou meia e teve lampejos do bom armador que foi em 2009.
  • Fabinho – Começou como 3º beque, pelo meio da zaga. No 2º tempo foi mais volante. E perdeu o duelo para o meio de campo do Tupi povoado por jogadores mais dinâmicos do que os cruzeirenses.
  • Pedro Ken – Correu muito e foi recompensado com um gol aproveitando jogada de Marquinhos Paraná e Bernardo. Está em fase de construção.
  • Camilo – Como armador, fez o lançamento para o gol de Lessa. Como lateral-esquerdo, no 2º tempo, esteve sóbrio.
  • Marquinhos Paraná – Se não der aula de bola, é o primeiro a ser ripado pelos cornetas. Eles jamais o perdoarão por dois anos de aborrecimentos, desde que ele calou as vaias recebidas em seus primeiros 20 minutos com a azul-estrelada. E, como se sabe, ódio de corneta é pra sempre. Entrou no 2º tempo pra tentar equilibrar o jogo no meio de campo, totalmente controlado pelo Tupi no 1º tempo. Mas não teve nem tempo de agir, pois o desempate aconteceu logo e permitiu que o time local recuasse a marcação e tirasse os espaços dos armadores celestes. Ainda assim, foi ele quem empurrou o time para o ataque com alguma qualidade.  
  • Bernardo – Devia ter arriscado mais chutes e tabelas, pois entrou com a incumbência de jogar ao lado de Eliandro. Como não deu conta, voltou pra armação e ficou encaixotado na marcação do Tupi.
  • Roger – Muita disposição, quase nenhuma inspiração.
  • Eliandro – Lutou o tempo inteiro, mas quando descolou oportunidades pra arrematar, a defesa alvinegra chegou antes.
  • Anderson Lessa – Mais desinibido de que nos jogos anteriores, arriscou jogadas, e fez belo gol após um autodrible com um giro de 360º seguido de chute certeiro.
  • Thiago Ribeiro – Entrou com a missão de abrir a defesa jogando pelas pontas e cumpriu sua obrigação. Mas a defesa do Tupi não estava disposta a colaborar e nenhum cruzamento ou tentativa de tabela que ele arriscou resultou em gol. Outro que os cornetas não perdoam. Se entrou, tinha obrigação de virar o placar na marra. Este não conta com o benefício da dúvida. Está errado até prova em contrário. 
  • Adílson Batista – Percebeu que o time tinha buracos na defesa, não conseguia armar jogadas e havia perdido o meio de campo na etapa inicial. Tentou arrumar a casa com as substituições, mas o gol de desempate logo no início da etapa final deu a faca e o queijo ao Tupi, que não desperdiçou o banquete. Está na hora de garimpar alguns jogadores na base pra ter opções mais confiáveis. Jogador rodado no banco ajuda pouco. Melhor contar com a fome de bola e de sucesso da garotada.  
  • Torcida – Compareceu em bom número, apoiou o time e, na volta pra casa, deve ter apanhado chuva forte na estrada. Ou alguém acredita na existência de tantos cruzeirenses em Juiz de Fora? 
  • Tropeiristas – Derrota é motivo de intensa euforia pra eles. Cada um tem seu desafeto pra ajustar contas. Adílson, Paraná, Ribeiro, Jonathan, Camilo, a lista é imensa. Como o time jogou mal, a semana começa com as cornetas tocando festivamente. Quem sabe, no País do Banho Rapidinho, a casa do treinador não caia de vez? Este seria o grande prêmio. Tem gente que nem vai dormir direito esperando uma vitória do Itália. 
  • Juiz & Bandeiras – Se a bola não desviou na cabeça de Ademílson, e parece que não desviou, o gol do Tupi foi mal anulado pelo simples fato de que, em situações de duvidoso impedimento, deve-se beneficiar o ataque. É o que manda a Fifa. De resto, atuação normal.
  • Tupi – Aplicou contra o Cruzeiro o mesma tática que o bicampeão estadual usa com eficiência: marcação forte na intermediária e jogo vertical quando recupera a bola. Venceu o duelo pelo controle do meio de campo e quando teve o gol à disposição errou pouco. Henrique foi um lateral agressivo, Adalberto e Fabrício, defensores firmes, e Ademílson, um azougue no ataque. No meio de campo Felipe, Gedeon, Salino, Chiquinho e Yan foram dinâmicos na marcação e nas escapadas ofensivas. Leonardo Condé, treinador de apenas 31 anos, mostrou serviço. Não perdeu a oportunidade de se consagrar jogando contra um time meia-boca do Cruzeiro.
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Tupi 3×2 Cruzeiro: Pra botar os pés no chão

Por Jorge Santana | Em 7 de março de 2010

Com time misto, o Cruzeiro joga pra defender a liderança do campeonato e obter vantagens nos pleiofes.

A novidade será Gilberto, de olho na Copa da África do Sul, voltando a jogar de lateral-esquerdo.

Em 4º lugar, o Tupi,  joga com vários reservas e tenta manter o aproveitamento de 100% jogando em casa neste campeonato.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 16h55 – Com uniformes tradicionais, times estão em campo em campo para ouvir o Hino Nacional.
  • 17h – Cruzeiro começa o jogo.
  • 02 – Gedeon chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 04 – Jonathan faz jogada individual pela direita, Jefferson sai do gol e defende a seus pés.
  • 05 – Ademilson é lançado na área, Fábio abafa o chute do artilheiro do campeonato e salva gol certo.
  • 08 – Gedeon cobra escanteio pela esquerda, bola passa por toda a área, ninguém arremata. Tiro de meta para o Cruzeiro.
  • 09 – Caçapa vacila, Henrique fica com a bola, recebe falta do beque, mas o Juiz marca escanteio.
  • 10 – Gedeon cobra o escanteio, Pedro Ken corta, de cabeça.
  • 11 – Gilberto toca de letra pra Eliandro, na área. Centroavante não domina a bola, que sobra pra Anderson Lessa, que não consegue arrematar.
  • 13 – Eliandro domina na área, gira sobre Henrique e cruza. Anderson Lessa não alcança a bola.
  • 15 – Roger chuta de fora da área, Jefferson defende.
  • 18 – Leo salino escapa pela direita, cruza Caçapa corta de cabeça pra escanteio.
  • 20 – Fabinho lança Jonathan, que cruza direto pra linha de fundo.
  • 22 – Jonathan demora a cobrar lateral e recebe cartão amarelo.
  • 24 – Lesssa passa a PFabrício, que chuta defora da área, pra fora.
  • 25 – Ademílson recebe lançamento, ganha disputa com Caçapa, Fábio sai da área e corta com os pés.
  • 26 – Felipe Santos puxa Gilberto pelo ombro e recebe cartão amarelo.
  • 27 – Cruzeiro tem 57% de posse de bola.
  • 28 – Camilo Fabinho, que é desaramdo por Michel.
  • 29 – Roger cruza da direita, Fabrício Costa corta de cabeça.
  • 31 – Ademílson cruza da direita, Fábio defende.
  • 33 – Jonathan cruza, Adalberto coprta de cabeça, dentro da área.
  • 34 – Bola murcha! Jonathan toca pra lateral e o Tupi bate lateral com bola cheia.
  • 35 – Camilo derruba Leo Salino e recebe cartão amarelo. 
  • 36 – Chiquinho chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 37 – Finalizações: Tupi 4×3.
  • 38 – Gedeon sobe com braços abertos e acerta cotovelada em Anderson Lessa, que sai de campo com a boca e o nariz sangrando.
  • 39 – Gil comete falta em Gedeon, que cobra rasteiro para ebtrada da área. Chiquinho fora ao tentar arrematar.
  • 40 – Camilo, da esquerda, lança Anderson Lessa que rodopia sobre seu próprio eixo, fica de frente para o arco e acerta uma bomba, rasteira, de canhota. A bola entra no canto esquerdo de Jefferson, que salta mas não consegue defendê-la. Cruzeiro 1×0.
  • 43 – Anderson Lessa serve Eliandro, que invade a área e chuta prensado com Adalberto. Bola reboteia no atante e sai pela linha de fundo.
  • 45 – Ademilson, livre na ponta esquerda, corta Gil e chuta forte no ângulo superior esquerdo de Fábio, que só espia a bola entrar em seu ângulo esquerdo. Tupi 1×1.
  • 47 – Fim de 1º tempo. Finalizações: 5×5. Faltas: Tupi 12×7.
  • Ademílson: “Fui feliz e acertei a bola no ângulo; vamos voltar para o 2º tempo pra vencer.”
  • Anderson Lessa: “Levei uma cotovelada, mas já estou bem. O Ademílosn foi feliz ao certar um belo chute.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 18h03 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Bernardo substitui Anderson Lessa. Marquinhos Paraná substitui Roger Secco.
  • 02 – Gedeon cobra falta, pela direita, Henrique fica com o primeiro rebote da defesa, corta Marquinhos Paraná e chuta forte. Fábio defende, mas a bola sobra na pequena área pra conclusão de Fabrício Soares tocar pras redes. Tupi 2×1.
  • 04 – Gilberto se choca com Felipe Santos, que fica caído no gramado.
  • 06 – Leo Salino chuta de longe, Fábio defende.
  • 07 – Marquinhos Paraná passa a Bernardo, que chuta da entrada da área, por cima do travessão.
  • 08 – Marquinhos Paraná lança Jonathan, que cruza da direita. Chiquinho corta.
  • 09 – Eliandro leva no peito por toda a intermediária do Tupi, mas é desaramdo por Michel, dentro da área, quando tenta arrematar.
  • 10 – Camilo está na lateral-esquerda, Gilberto na armação, Bernardo próximo de Eliandro no ataque e Marquinhos Parná é o volante que sai para o apoio ao ataque.
  • 11 – Marquinhos Parana tabela com Eliandro e chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 14 – Pedro Ken cruza da dreita, Gilberto disputa a bola com Adalberto, que concede escanteio.
  • 15 – Henrique chuta de longe, pra fora.
  • 16 – Bernardo sofre falta de Leo Salino. Faltas: Tupi 13×12.
  • 17 – Gilberto passa a Jonathan, que invade a área e chuta rasteiro. Jeferson defende com dificuldade.
  • 18 – Caçapa comete falta na ponta direita e recebe o cartão amarelo.
  • 19 – Darlan substitui Felipe Santos. Gedeon cobra falta pela direita, bola sai do lado oposto.
  • 20 – Leo Salino comete falta em Jonathan e recebe o cartão amarelo.
  • 21 – Gedeon derruba Jonathan e recebe cartão amarelo.
  • 22 – Gilberto cobra falta, bola passa por toda a extensão da área. Juiz marca falta de Gil em Fabrício.
  • 23 – Gedeon derruba Jonathan e recebe cartão amarelo.
  • 24 – Camilo cruza, Gil escora de cabeça para Gilberto, que chuta em cima da zaga.
  • 25 – Começa chover. Thiago Ribeiro substitui Fabinho.
  • 26 – Paulo Roberto Prestes Jr. substitui Robson.
  • 27 – Marquinhos Paraná reclama da marcação de uma falta simulada por Leo salino e recebe cartão amarelo.
  • 28 – Gedeon levanta na área, Paulo Roberto desvia para o gol, mas o árbitro anula o gol.
  • 29 – Chove muito no Estádio radialista Mário Helênio.
  • 30 – Gedeon cobra falta pela dieita, bola entra no canto esquerdo de Fábio. Bandeira marca impedimento do ataque. Lance duvidoso.
  • 32 – Ademilson receb lançamento em profunidade, Fábio sai na intermediária e corta. Na sequencia, Gedeon chuta do meio campo, mas a bola não chega ao gol.
  • 33 – Yan substitui Michel.
  • 35 – Yan lança do meiod e campo para Gedeon, que aparece na entrada da área e toca rasteiro, na saída de Fábio, pras redes. Tupi 3×1.
  • 37 – Thiago Ribeiro invade a área, limpa a marcação e cruza rasteiro, ninguém aparece pra arrematr a jogada.
  • 38 – Thiago Ribeiro lança Eliandro, que domina e cruza. Fabrício Soares corta.
  • 39 – Torcida do Tupi pede “mais um gol e chama Cruzeiro de timinho.
  • 40 – Leo Salino comete falta em Camilo, recebe o 2º amarelo e o vermelho.
  • 41 – Bernardo cobra forte, Jefferson defende. No rebote, Gil cruza, Adalberto corta pra escanteio.
  • 42 – Thiago Ribeiro levanta na área, Pedro Ken comte falta em Adalberto.
  • 43 – Fabrício Soares faz cera na cobrança de falta e recebe cartão amarelo.
  • 44 – Jonathan cruza, Adalberto corta.
  • 45 – Chuva intensa.
  • 46 – Após longa troca de passes, Bernardo escora para Pedro Ken, que chuta rasteiro, de canhota, no canto esquerdo de Jefferson, que salta mas não segura a bola, que entra em seu canto esqeurdo. Cruzeiro 2×3.
  • 48 – Jonathan cruza, Bernardo, dentro da pequena área, cabeceia à direita do gol do Tupi.
  • 49 – Thiago Ribeiro limpa a marcação e chuta de fora da área, Jefferson defende.
  • 49 – Fim de jogo.
  • Fabrício Soares: “Nosso ideal é vencer todas em casa, não importa qul seja o adversário. Tiver sorte e marquie um gol importante.”
  • Fábio: “Fizemos um gol e tivemos outra oportunidade, mas não marcamos. Tomamos outros gols por falta de atenção. Foi bom para colcarmos os pés no chão.”

Tupi 3×2 Cruzeiro, domingo, 07mar10, 17h, Estádio Radialista Mário Helênio, Juiz de Fora, 8ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010 - Transmissão: Globo Minas e PFC (pague-pra-ver) – Público: 7.844 pagantes - Renda: R$67.050,00 – Juiz: Alício Pena Júnior (CBF/FMF) – Bandeiras: Helbert C. Andrade (CBF/MG) e Marcelo F. dos Reis (FMF) – Amarelos: Vermelho – Leo Salino, 40 do 2º tempo – Gols: Anderson Lessa, 40, Ademílson, 45 do 1º tempo; Fabrício Soares, 2, Gedeon, 35, Pedro Ken, 46 do 2º – Tupi: Jefferson; Henrique, Adalberto, Fabrício Soares e Michel (Yan); Felipe Santos (Darlan), Leo Salino, Gedeon e Chiquinho; Ademílson e Robson (Paulo Roberto Prestes Jr.). Tec: Leonardo Condé / Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Cláudio Caçapa e Gilberto; Fabinho (Thiago Ribeiro), Pedro Ken, Camilo e Roger (Marquinhos Paraná); Eliandro e Anderson Lessa (Bernardo). Tec: Adílson Batista – Histórico – Foi o 57º Cruzeiro x Tupi. O Cruzeiro venceu 36 partidas, empatou 15, perdeu 6, marcou 134 gols, sofreu 48. Desde 1958, pelo Campeonato Mineiro, em 41 jogos, o Cruzeiro venceu 29, empatou 11, perdeu 1. Os dois clubes jamais decidiram um título entre si.

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Cruzeirense Giomar vence Quenianos em Sampa

Por Jorge Santana | Em 7 de março de 2010

O Cruzeiro ocupou o posto mais alto do pódio da 4ª Meia Maratona de São Paulo, disputada neste domingo.

Vitória heróica, obtida no sprint final pelo baiano Giomar Pereira que, vestindo a azul-estrelada e empurrado pela torcida, deixou dois quenianos comendo poeira.

Confiram a reportagem do site Final Sports, que relata na íntegra, também as provas femininas e a de 10 Km, vencida pelo craque Marílson Gomes dos Santos. 

Giomar Pereira vence Meia Maratona de São Paulo

A chegada da prova masculina da 4ª Meia Maratona Internacional de São Paulo foi a mais emocionante de sua história. A prova que reuniu 9 mil inscritos, com largada e chegada no Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, teve como vencedor o baiano Giomar Pereira da Silva, do Cruzeiro, que superou por muito pouco os quenianos Kiprop Mutai e Mathew Cheboi, vencedor da primeira edição da corrida. (…)

Nos últimos 300 metros dos 21,097km da prova, Giomar foi literalmente empurrado pela torcida, que o incentivou com gritos de “Brasil”. Ele completou o percurso com o tempo de 1h04min31s, apenas um segundo de vantagem sobre Kiprop e seis segundos na frente de Mathew, o que tornou a Praça Charles Miller, no Pacaembu, numa grande festa.

“Foi uma prova muito difícil e essencialmente tática. Tentei fugir algumas vezes depois do quilômetro 9, mas não deu. No final, fui com tudo e os quenianos ficaram muito perto”, disse o campeão do Ranking de Corredores de Rua Caixa/CBAt de 2009.

“Ganhei a prova e já saí na frente no Ranking de 2010″, completou, referindo-se à prova que abriu o calendário deste ano.

Giomar comemorou bastante a vitória e deu algumas voltas em frente ao pódio com a bandeira do Cruzeiro para alegria da torcida que ficou esperando na área de chegada. (…)

Na Meia Maratona, dois favoritos enfrentaram dificuldades inesperadas. Frank Caldeira sofreu uma queda no quilômetro 13, machucando o joelho esquerdo e as mãos.

“Resolvi completar o percurso, mas com muitas dificuldades. Não deu para acompanhar os líderes”, afirmou o atleta do Cruzeiro, campeão da São Silvestre de 2006.

João Ferreira de Lima, o João da Bota, teve uma contratura muscular na metade da prova e também desistiu de brigar por um lugar no pódio.

O colombiano William Naranjo, quinto colocado na última São Silvestre, terminou na mesma colocação na Meia Maratona de São Paulo. Ele vinha entre os líderes, quando sofreu uma queda no quilômetro 18, sofrendo escoriações nas mãos, principalmente.

“Esta prova serviu de treinamento para a Maratona de Nashville, que vou correr no dia 24 de abril, nos Estados Unidos. Apesar da queda, consegui me recuperar e terminar bem a prova.” (…)

Classificação da Meia Maratona:

1º Giomar Pereira da Silva (Cruzeiro Esporte Clube) – 1h04min31s
2º Kiprop Mutai (Quênia/Luasa) – 1h04min32s
3º Mathew Kiptoo Cheboi (Quênia/Fila) – 1h04min37s
4º José Magno dos Santos Mota (Franca/Luasa) – 1h05min05s
5º William Naranjo (Porvenir/Colômbia) – 1h05min06s

Fonte: Final Sports, 07mar10

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I love this game

Por Jorge Santana | Em 7 de março de 2010

O futebol é um saco de risadas. Dia desses, Adriano e mais uns dez jogadores flamengos se arrancaram da mansão do Imperador na Barra da Tijuca prum baile funk na favela da Chatuba.

E estavam lá no bem bom quando apareceu a namorada fortona do artilheiro rubronegro e aprontou uma arruaça dos demonios.

Meteu o pé em portas e tijolos nos parabrisas dos Mercedes, Audis e BMWs dos bailarinos flamencos. Botou pra quebrar, literalmente.

Até aí, nada demais. Glenn Close já fez coisa pior com o coitado do Maicon Douglas, o ator, não o consagrado lateral da Inter, é claro.

O melhor de tudo veio depois, quando se manifestaram o psicólogo Brunão, uma espécie de Dra. Marta Suplicy trajando o manto sagrado

  • Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca saiu na mão com a mulher?

Pra passar a régua e fechar a conta, o Professor Andrade, o sociólogo do ano, foi no ponto, não o G, que este foi abolido, como se sabe.

  • Aumentaram um pouco. Eles não estavam em baile funk. Estavam sentados num bar, mas está tranquilo. Todos têm problemas. Se ele necessita de ajuda, por que não vamos ajudar? Cobram comportamento exemplar do Adriano, mas se ele tivesse comportamente exemplar, estaria na Europa e não no Flamengo.

Canta, Simonal:

  • Moro num país tropical, sou Flamengo e tenho uma nega chamada Joana…

I love this game.

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Bola (cheia) na Área

Por Jorge Santana | Em 6 de março de 2010

José Eustáquio Elias

No Bola na Área deste sábado, na TV Alterosa,  Bruno Furtado, repórter do Portal Uai, dissecou o time do Atlético-MG.

O jornalista viu o que nós estamos vendo desde que o campeoníssimo Professor Luxa aportou em Beagá.

Como seu time tem jogado mal, o técnico cria factóides pra tirar o foco do trabalho que faz em parceria com um dirigente fora de órbita (meu ídolo, rsrsrs).

O analista de números da Itatiaia, Ricardo Judice, aproveitou o gancho pra também analisar a pouca produtividade do time riscado.

No sentido oposto ao do time do Professor, mesmo atuando mesclado, o Cruzeiro está bem montado e tranquilo na competição.

Disse ainda que a equipe de trabalho do Departamento de Futebol do clube celeste está bem distribuída em seus vários setores. Cada um cumpre uma função.

Ele está certo. O Cruzeiro não gostou do campeonato engendrado pelo Conselho Arbitral da FMF, mas foi à luta sem chororô, nem alegações de esquemas, quadrilhas e afins.

E o Álvaro Damião -quem diria!- defendeu o árbitro do jogo aquático de Teófilo Otoni.

É assim que se muda essa prática pré-diluviana da saraivada de denúncias sem qualquer fundamento, cuja finalidade parecer ser a de pressionar a arbitragem.

Colocar cartolas chorões em descrédito junto a seus pares e torcedores é bom pra arejar o futebol mineiro, ainda preso a práticas coronelistas e vítima de chiliques de engravatados.

José Eustáquio M. Elias, 50, lateral esquerdo do Juventude Unida Marianense, cruzeirense, empresário do ramo de combustíveis, soldado raso na banda do Mestre Gegê, nasceu em Belo Horizonte, foi criado em Acaiaca, mora em Mariana.

N.B.:  O cruzeirense Rodrigo José Rodrigues, o Espigão, Secretário Municipal de Esportes de Itabirito, convida a galera do PHD para a abertura da etapa municipal do JEMG -Jogos Escolares de Minas Gerais-, na próxima quarta-feira, 10mar10, às 19h, no Ginásio Poliesportivo Pedro Cardoso. Dez escolas -municipais, estaduais e particulares- com cerca de 950 alunos disputarão provas de Handebol, Futsal, Vôlei e Basquete.

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Superliga de Vôlei: Pinheiros 3×1 Cruzeiro

Por Jorge Santana | Em 6 de março de 2010

Ernesto Araújo

Depois de duas excelentes vitórias por 3×0 contra o Vôlei Futuro  e o SESI, o Cruzeiro/Sada voltou à quadra para enfrentar o Pinheiros/Sky, equipe das estrelas Giba, Gustavo, Rodrigão e Rocca.

Jogando em casa, o Pinheiros, um dos candidatos ao título, que sofreu com contusões de seus astros, buscava se afirmar como sério candidato ao título.

1º Set

O Cruzeiro começou melhor, abriu 3×1 na passagem de Wallace (8) pelo saque, manteve bom nível de ataque, chegando aos 7×5, mas o Pinheiros equilibrou mas chegou ao 1º tempo técnico perdendo por 8×7.

No retorno, o Cruzeiro fez 11×9, mas o Pinheiros empatou num ponto muito contestado pelos cruzeirenses em que o ataque adversário teria ido para fora.

O Cruzeiro recuperou-se e após um rali e marcou seu 14º ponto. Graças a um bloqueio de Wallace e a outro erro de arbitragem (dessa vez, favorável ao Cruzeiro, dando como fora um bom saque de Giba), os mineiros chegaram ao  2º tempo com 16×14.

Voando desde o fundo da quadra, Wallace fez o 18º ponto do Cruzeiro e com outro erro do adversário o placar atingiu 19×16.

Cebola, técnico do Pinheiros pede tempo e seu time voltou melhor. Giba começou a se destacar juntamente com o bloqueio do time da casa, levando o time paulista ao empate em 20×20.

Marcelo Mendez pediu tempo. Na volta, Cruzeiro abriu vantagem com Wallace e Bob (15), fazendo 24×22.

Cebola ainda tentou reagir com mais um pedido de tempo, mas o Cruzeiro fechou o set num erro de saque do Pinheiros, fazendo 25×23.

2º Set

O Pinheiros abriu 2×0, mas o Cruzeiro se recuperou após emocionante disputa de bola, chegando aos 4×2.

Porém, o time mineiro começou a falhar e o Pinheiros empatou em 5×5 e chegou ao 1º tempo com 8×7.

Na volta, o bloqueio funcionou e o Pinheiros abriu 12×9. O Cruzeiro reagiu após o pedido de tempo, mas os locais cravaram 16×12.

Após o 2º tempo, o panorama não mudou. O Cruzeiro teve dificuldade para virar a bola e o Pinheiros, com Giba e Rocca eficientíssimos, chegou aos 19×15.

Marcelo Mendez pediu tempo. Não adiantou. O time paulista fez 22×18 e nem mesmo as entradas de Samuel, Lucianinho e Murilo resolveram. Final: Pinheiros, 25×19.

3º Set

Cruzeiro voltou com raça e começou bem fazendo 4×2, mas o Pinheiros chegou ao 5º ponto em um lance de toque na rede muito discutido pelas duas equipes com a arbitragem.

Os microfones captaram as conversas em quadra e ficou claro que o critério e a marcação do árbitro estavam corretas. A partida prosseguiu com o Cruzeiro chegando ao 1º tempo com 8×6.

No reinício, mais um lance polêmico sobre uma bola que teria ou não ido pra fora. O árbitro irritou-se com a pressão advertiu os dois capitães.

Retomando o jogo, na base da garra, o Cruzeiro manteve-se com dificuldades à frente e emplacou 10×7.

O Pinheiros dificultou as coisas, mas com o levantador Sandro (5) consertando várias bolas, o Cruzeiro chegou ao 2º tempo com 16×14.

No retorno, o Pinheiros atropelou. O Cruzeiro, que errava na recepção e não conseguia passar pelo eficiente bloqueio local, ainda penou com os implacáveis ataques de Giba e Rocca.

Marcelo Mendez orientou a equipe. Wallace se tornou válvula de escape do levantador Sandro e deu conta do recado, mas o time ficou previsível.

O Pinheiros fez 22×19 e o Cruzeiro pediu tempo. Nada mudou o set fechou em 25×20 para os paulistas.

4º Set

O bloqueio formado por Giba e Rocca virou todas as bolas, mas na raça o Cruzeiro chegou ao 1º tempo à frente: 8×6. Com a melhorar de seu saque e bloqueio, os mineiros chegaram ao 2º tempo com 16×15.

Cebola promoveu a entrada de Pablo, apenas pra sacar. O atleta, que havia entrado com a mesma finalidade no fim do 1º set e tinha errado saque decisivo, desta vez, desconcertou a recepção celeste.

O Pinheiros acelerou atingindo 19×18. O final do set mostrou um Cruzeiro dominado e sem opções pra reagir. Final: Pinheiros, 26×24.

Opinião

O Cruzeiro começou bem, mas perdeu graças à atuação sensacional de Giba e Rocca e a aplicação eficiente do bloqueio so Pinheiros que evitou diversos ataques celestes.

Num determinado momento, somente Wallace conseguia virar as bolas consertadas por Sandro. Bob (15), Bruno Zanuto (11) e Douglas Cordeiro (4), apesar da raça e do empenho, não estavam inspirados como Wallace e isto pesou.

O banco celeste também não funcionou. Nas derrotas contra Minas e Pinheiros, em que o adversário conseguiu dificultar as coisas com a entrada de um bom reserva, novamente os atletas que entraram do lado celeste, não tiveram capacidade pra mudar a partida.

 O Cruzeiro segue como líder e continua como um dos candidatos ao título. Porém, nunca é demais lembrar que Minas, Pinheiros e Floripa são também fortes e favoritos à conquista.

Pinheiros/Sky 3×1 Cruzeiro/Sada, sábado, 06mar10, 15h, Ginásio Henrique Villaboin, São Paulo (SP), 10ª rodada, 2º turno da Superliga masculina 2010 – Transmissão: SporTV – Público: 1200. Cruzeiro/Sada: Sandro, Wallace, Bob, Bruno Zanuto, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo e o líbero Polaco. Entraram Lucianinho, Murilo, Samuel. Pinheiros/Sky: Giba, Rocca, Rodrigão, Gustavo, Léo, Marcelinho, Pablo.

Ernesto Araújo, 36, cruzeirense, webdesign, nasceu em Belo Horizonte, mora em Santos-SP.

Tags: 2010, árbitro, Cruzeiro, Henrique, líder, público, Placar, rodada, São Paulo, Sol, Sport, técnico, Vitória

Lista triplice

Por Jorge Santana | Em 6 de março de 2010

Cruzeirenses e emplumados detestam estádios dos clubes menores. Nenhum está à altura de seus raposáticos e galáticos elencos.

Reclamam, xingam, esperneiam a cada nova aventura de suas equipes nas cidades do interior, mas não dão oportunidade aos demais torcedores de retrucarem.

Sim, porque Cruzeiro e Atlético-MG não possuem canchas. Jogam no estádio de todos. 

Mas isto vai mudar. Depois de reformado, o Mineirão, que  terá capacidade pra 69.600 espectadores, será administrado pela dupla.

De um lado, ZZP, do outro o cartola chorão. Será uma fuzarca interminável.

O chorão oferecendo seu túnel, o linguiceiro recusando e o arranca-rabo se formando.

O Cruzeiro com jogo marcado pra sábado e ochorão dizendo que não pode, que nesse dia, vai aparar a grama.

O Conmebol querendo datas pra jogos do Cruzeiro pela Libertadores, o chorão dizendo que a agenda está comprometida com o time de várzea de seus pimpolhos.

E tome Bastidores, Turma do Bate-bola, Globo Esporte, Bancada Democrática e Jogada de Classe desperdiçando horas com as marolas do futebol paroquial.

Pros defensores da tese de que  time de futebol profissional não precisa ter estádio próprio, fica o desafio: vocês topam sentar à mesa com ochorão?

Quem tem estômago pra representar o Cruzeiro na direção do novo empreendimento?

Ou os donatários formarão uma joint venture, que ficaria sob a administração de um profissional?

Se não formarem, e este blogueiro for chamado a opinar, ele proporia lista tríplice com os nomes do Celso, economista, do King, engenheiro, e do rdish, analista de sistemas, pro chorão escolher seu parceiro azul na aventura administrativa.

Ou os indicados vão amarelar?

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Gilberto ou Roger?

Por Jorge Santana | Em 6 de março de 2010

Nos tempos do DJ, o Cruzeiro jogava com dois volantes, que saiam pro jogo o tempo todo.

O time estraçalhava adversários, mas não segurava placar. Nem mesmo 3×0 em casa dava sossego à torcida.

Adílson Baptista acrescenou um volante à formação celeste e o time melhorou. Continuou ofensivo, mas com desempenho defensivo superior ao da esquadra anterior.

É por isto que, salvo em jogos contra times do interior no Mineirão, duvido que o atual treinador troque o 4-3-1-2 pelo 4-2-2-2.

Sendo assim, Roger e Gilberto juntos, só acontecerá se um deles virar volante. Dois meias com pouca pegada, nem pensar.

Resta saber quem será o Nº 1, Nº 1 do time. Minha avaliação:

  1. Chute – R >>>>>G
  2. Passe – R=G
  3. Drible – R>>G
  4. Arrancada:  R>>>G
  5. Lançamento – R>>>G
  6. Cruzamento – R>>G
  7. Liderança – R<<<G
  8. Experiência – R<<G
  9. Cabeceio – R<G
  10. Marcação – R<<<G
  11. Versatilidade – R<<<G
  12. Empenho – R=G
  13. Inteligência tática – R<G
  14. Força física – R=G
  15. Fôlego – R=G
  16. Pênalti – R<<<G
  17. Falta – R>>>>>G
  18. Oportunismo – R=G
  19. Solidariedade – R=G
  20. Garra – R=G
  21. Espírito de equipe – R=G
  22. Técnica – R>G

E a sua avaliação, caro leitor?

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Tate Facts

Por Jorge Santana | Em 5 de março de 2010

Charles Libertadores

O PHD me proporcionou a oportunidade de conhecer um dos maiores cruzeirenses do mundo.

Carrasco dos atleticanos e dos cornetas, Elias Tate é o Rei de Mariana. Manda prender (atleticano) e soltar (cruzeirense) por lá.

Sendo assim, em homenagem a este amigo, escrevo abaixo as 50 verdades sobre Elias Tate:

  1. Thiago Ribeiro só fez gol de falta depois que Elias Tate visitou a Toca II e ensinou como se bate.
  2. O maior desfalque que o Cruzeiro pode ter num jogo não é nem o Kleber e nem o Fábio, é o Elias.
  3. Em dias de jogos do Cruzeiro, São Pedro perde permissão pra Elias para abrir a torneira.
  4. Em Mariana, só Elias Tate pode suspender uma partida se a cancha estiver alagada.
  5. Elias Tate já entrou no Banco Real, em Mariana, e sacou R$5 mil com cartão do Itaú.
  6. Em 1975, batucando numa velha máquina de escrever Smith Corona, Elias inventou o copiar (ctrl+c) e colar (ctrl+v). 
  7. Se correr Chuck Norris pega. Se ficar Zé Mayer come. Se for atleticano Elias detona.
  8. O ponto turístico mais visitado de Mariana é a casa de Elias Tate.
  9. Elias desafiou Vanderlei Luxemburgo para uma discussão sobre táticas de futebol. Quem perdesse deveria usar terno e gravata em jogos acima de 32º.
  10. Jorge Santana foi de blazer no Mineirão pra assistir o jogo ao lado de Elias Tate.
  11. Dylan mudou de nick no PHD ao saber que Elias odeia músicas do Bob Dylan.
  12. Mariana nunca teve prefeito atleticano.
  13. Mariana tem 55 mil habitantes; o voto de cada cidadão tem peso 1 na eleição para Prefeito, só o do Elias Tate tem peso 56 mil.
  14. Turista só entra em Mariana se abastecer no Posto do Elias Tate.
  15. Empresários de Mariana abriram uma fábrica de foguetes só pra atender a demanda do Elias Tate após os jogos do Cruzeiro.
  16. Na Bíblia, Jesus transformou água em vinho, no Sítio do Gegê, Elias Tate transforma vinho em cerveja Original.
  17. Elias Tate odeia quem coloca o dedo aonde não é chamado em Mariana. Lula, mais sorte na próxima vez!
  18. Elias Tate travou o twitter quando se inscreveu no site. O sistema não suportou o número de seguidores em Mariana.
  19. A polícia de Mariana queria prender em flagrante alguns cruzeirenses que soltavam foguetes dentro da casa de um delegado atleticano. Elias Tate chegou e os policiais acabaram presos.
  20. Juliana Paes terminou com o Síndico depois que passou um fim de semana no Sítio do Gegê.
  21. A 3ª Lei de Newton está sendo revista, pois, em Mariana, não há reação de atleticano às provocações de Elias Tate.
  22. Quando o Cruzeiro perde, até os atleticanos de Mariana choram.
  23. Quando Elias Tate viaja de férias, Mariana entra em estado de calamidade pública.
  24. O trânsito de Mariana foi programado pra Elias Tate chegar rapidamente em casa.
  25. O BMG paga R$12 milhões pra colocar seu logo na camisa do Cruzeiro e oferece US$20 milhões pro Elias usá-la.
  26. Kleber voltou de Portugal depois que Pepe Dioguardi ligou para Elias Tate.
  27. Danilinho chorou no RapoCota depois que o volante Charles chegou no seu ouvido e disse: “Cuidado, Elias está te esperando na saída”.
  28. Cáceres forçou expulsão pra não jogar o clássico ao ficar sabendo que Elias estaria no Mineirão dando gargalhadas kkkkkkkkkceres.
  29. Quando Roger ameaçou o chute no clássico, Elias soltou a gargalhada na arquibancada: kkkkkkkkkkkkkkkarini
  30. No carnaval de Mariana, todas as escolas de samba usam Elias Tate e Cruzeiro como tema de desfile.
  31. O procurador Fonte Boa pediu transferência para o Pantanal quando soube que Elias Tate estava a caminho de Beagá.
  32. Geniba declarou já ter eliminado mais de 5 mil cornetas em toda sua vida. Elias Tate chama isso de uma “quarta-feira monótona”.
  33. Sempre que perguntado sobre o time do próximo jogo, se vai ou não poupar jogadores, Adilson responde: “Vamos aguardar”, pois só define o time depois de consultar Elias Tate.
  34. Ronaldo, Pelé, Dirceu Lopes, Alex e Sorín já colocaram o pé na calçada da fama do Mineirão; Elias Tate ganhará uma estátua no hall de entrada.
  35. Elias Tate foi ao Mineirão e fez um corneta gritar o nome do Marabá durante 90 minutos.
  36. O Atlético-MG não ganha título importante com medo de retaliação de Elias Tate.
  37. Elias Tate dorme com um travesseiro debaixo do revólver quando o Cruzeiro perde.
  38. Romário só parou de jogar futebol quando fez 1.000 gols. Elias Tate só vai parar quando fizer 10.000. E só faltam 200 para o goleiro-artilheiro.
  39. Ronaldinho Gaúcho nunca mais foi convocado pra Seleção depois que Dunga acessou o PHD e leu as críticas do Elias Tate ao dentuço.
  40. Walfrido aluga um trio-elétrico quando o Cruzeiro é campeão; Elias Tate fecha o Carnaval de Salvador pra seus convidados.
  41. Quando Elias Tate liga a Itatiaia, Lélio Gustavo e Junior Brasil elogiam o Adilson Baptista.
  42. Dudu pediu demissão da bancada do Alterosa Esporte depois que conheceu Elias Tate.
  43. Em 10set01, George Bush disse que não conhecia e nem tinha interessede conhecer Mariana.
  44. Em Mariana, 98% das mulheres são apaixonadas pelo Elias e 2% são de sua famíilia.
  45. Em Mariana, Elias não usa relógio. Ele decide que horas são.
  46. Quando Kleber fica bravo, se transforma em Gladiador. Quando o Gladiador fica irado, se transforma em Elias Rapozaço.
  47. Um estudo revelou que as três maiores causas de morte de atleticanos em Mariana são: infartos, acidentes e Elias Rapozaço. Não necessariamente nessa ordem.
  48. Certa vez, um atleticano atravessou o caminho de Elias Tate em Mariana e ficou tão traumatizado que fugiu pra Fazenda Nova, nos cafundós de Goiás, e ficou cheio de cabelos brancos.
  49. Na Copa Sul Minas de 2002, Baiano avistou Elias Tate no Mineirão ao correr pra cobrar um pênalti.
  50. Após as vitórias do Cruzeiro, Dr. Ianni percorre Beagá buzinando pra incomodar os atleticanos. Elias Tate percorre Mariana dirigindo um caminhão dos Bombeiros com a sirene ligada.

Charles Libertadores, cujo trintenário se comemora nesta data,  cruzeirense, analista de comunicação visual de laterais das canchas mineiras, futuro administrador da Fazendinha, nasceu em Tocos do Moji, mora em Belo Horizonte.

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Geniba: “O corneta berrava, estava nervoso”

Por Jorge Santana | Em 5 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 5×0 Uberaba, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010, em 03mar10, no Mineirão:

  1. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro: O time jogou bem, está de parabéns, somos os líderes agora.
  2. Leonardo Silva, beque do Cruzeiro: A gente sabia que esse jogo era importante pra assumir a liderança. Agora, estamos na posição que sempre quisemos e temos de mantê-la. A equipe impôs o ritmo e tivemos a felicidade de ampliar o marcador.
  3. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: O jogo estava complicado, no começo, mas quando o adversário teve um jogador expulso o nosso time encaixou melhor, soubemos aproveitar os espaços e abrimos boa vantagem no placar. A partida demonstrou que a gente merece estar na liderança, tivemos um comportamento de líder dentro de campo e isso foi coroado com o resultado final.
  4. Roger, meia do Cruzeiro: O Thiago Ribeiro foi generoso me deixando bater o pênalti. Infelizmente, errei. Tentei colocar muito no canto e não fui feliz. Mas, graças a Deus, fiz uma boa jogada no lance do gol.
  5. Bernardo, armador do Cruzeiro: Todo gol que faço tem um gostinho diferente. É gostoso balançar a rede e ajudar o Cruzeiro. Está sendo um ano muito bom pra mim, estou muito feliz de estar jogando, isso é o mais importante, e a confiança do Adílson em mim está voltando. Teve muita conversa. Ele conversou bastante comigo, me deu apoio, confiança. Falou para eu focar, ter cabeça no lugar, jogar meu futebol, coisa que eu sei fazer, jogar bem, estar concentrado no meu trabalho que este ano eu faria um ano bom. E realmente estou começando bem. É bom ter jogadores como o Roger e o Gilberto no grupo, experientes, de Copa do Mundo, que jogaram no exterior. Estou começando agora e eles me passam muita coisa. Estou aprendendo. Tenho certeza que com a força deles e do grupo todo eu farei um bom ano.
  6. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Fico feliz de mais uma grande atuação, não só minha como do Cruzeiro. A gente mais uma vez fez muitos gols no Mineirão. Nossa média este ano é muito elevada. A gente sai com o dever cumprido, pois queria essa vitória pra assumir a liderança e conseguimos. Agora, é descansar porque no final de semana tem mais um jogo importante e na quinta-feira tem aquele jogo que tanto nos interessa, da Libertadores. O lance da Libertadores, na verdade, foi um rebote, do jeito que o goleiro rebateu a bola eu acabei pegando de primeira e ela caprichosamente bateu na trave. Mas são coisas do futebol. Hoje eu consegui acertar um lindo chute, do mesmo local, só que desta vez a bola entrou.
  7. Anderson Lessa, atacante do Cruzeiro: Fico muito feliz. Agradeço ao professor Adílson pela oportunidade. Espero dar sequência agora e ir pegando a confiança dele, preciso de ritmo de jogo. Espero que no decorrer dos jogos eu possa ir pegando confiança ir fazendo os gols e dar muita alegria a esta torcida. Infelizmente, no ano passado, no fim do ano, no Brasileiro, passei três meses machucado e então é meu segundo jogo praticamente depois da contusão. Só vou voltar ao nível que eu estava atuando lá no Náutico no decorrer das partidas, com a sequência dos jogos. É fácil jogar neste time do Cruzeiro. Começando do excelente goleiro, que é o Fábio, até lá na frente. O Cruzeiro tem uma equipe muito qualificada. Assim, fica bem mais fácil jogar.
  8. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Tivemos dificuldades no início, pelo sistema e a marcação de um time bem treinado. Nós criamos algumas situações e fizemos 1×0. No 2º tempo, voltamos com a mesma atitude, criamos e foi um resultado importante. Fizemos mais um bom jogo e vamos tentar manter essa regularidade. Quinta-feira, a gente faz um trabalho contra os juniores para aqueles que não jogaram para dar ritmo e tirar algumas coisas. Temos a quinta, a sexta e o sábado pra colocarmos uma equipe competitiva que consiga vencer o Tupi. Com o Thiago Heleno a gente conversou e se entendeu. Ele está se dedicando, se cobrando e tem potencial. Com calma, estamos tentando recuperá-lo, principalmente, do desgaste que teve com a torcida. Ele vai ser útil. O Thiago Ribeiro já conhecia e este ano está fazendo os gols. Ele tem liberdade, velocidade e sempre teve nossa confiança, como os demais da frente.
  9. André Kfouri, em seu blog: O Cruzeiro fez 4 gols em 12 minutos, no 2º tempo da vitória por 5×0 sobre o Uberaba. O time de Adílson Batista treina no estadual.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: Não pude acompanhar a rodada desta quarta-feira, por causa de compromissos pessoais, e já me desculpo com os amigos do ‘Girando a Bola’. Não vi o jogo do Galo e só consegui assistir ao segundo tempo da goleada celeste sobre o Uberaba. O amplo triunfo da Raposa sobre o Zebu, por 5 a 0, valeu aos estrelados a justa liderança absoluta do Campeonato Mineiro, com 18 pontos. O time de Adílson Batista tem 85,71% de aproveitamento, com seis vitórias e um revés, nos sete compromissos que disputou até agora. Nos 630 minutos que estiveram em campo pelo Estadual 2010, os azuis conquistaram também a supremacia nos critérios de desempate: melhor ataque (21 gols), melhor defesa, ao lado do Ipatinga (6 gols), melhor saldo de gols (15) e maior número de vitórias. Thiago Ribeiro, com seus dois tentos – o segundo, um golaço – aumentou a média estrelada no quesito ‘balanço das redes’: a média agora é de três tentos por partida no Mineiro. Embalada na competição caseira, a Raposa deve voltar a poupar seus titulares no confronto contra o Tupi, no fim de semana. A meta na Toca agora é repetir, na Libertadores da América, a condição de líder da tabela. Para isso, o time precisará derrotar o limitado Deportivo Itália, em Caracas, e torcer por um tropeço dos hermanos do Vélez, na próxima rodada continental.
  11. Flavio Carneiro, no PHD: O Cruzeiro jogou o suficiente pra vencer e ainda assim aplicou mais uma goleada. Não há o que reclamar, pois naturalmente o time acaba se poupando quando sabe que o adversário não impõe muita dificuldade e o jogo não é de grande importância. A própria torcida sabe disso, tanto é verdade que preferiu assistir esse “quase amistoso” pela televisão, poupando energia e dinheiro para os jogos da Libertadores. Nesse momento, o importante é vencer pra obter vantagens nos mata-matas e isso o time fez com folga.
  12. Matheus Penido, no PHD: Coletivo de luxo, definiu bem o Mauro França. De todo jeito, valeu pela goleada e, principalmente, pelos 3 pontos, que é o que conta em 1º lugar. O Uberaba lutou muito, chegou até a ensaiar alguns bons momentos, em especial quando tocava a bola, mas falhou nas definições ficando milhares de vezes em impedimento. No Cruzeiro, destaco Jonathan, Ken e Roger, além do Bernardo, que entrou a fim de jogo. Eliandro tem futuro, sabe se posicionar e me parece que ele e o Wellington Paulista são os únicos jogadores realmente de área no elenco do Cruzeiro.
  13. Grossi, no PHD: O Cruzeiro fez o resultado esperado ao enfrentar um adversário com qualidade bastante inferior, jogando em casa e com todos os titulares à disposição do Adílson Baptista. No 1º tempo, as jogadas ofensivas eram restritas ao apoio pelo lado direito, com grande movimentação do Jonathan, Pedro Ken e Roger. O Uberaba se portava bem, dentro das possibilidades da equipe, e levava certo perigo em alguns momentos. Na 2ª etapa, o jogo continuava morno, porém, após a expulsão de um jogador da equipe do Triângulo, ao contrário do que profetizara Bob Faria, a equipe celeste teve enormes facilidades pra comandar as ações ofensivas e não levar mais sustos na defesa. Jonathan foi multifuncional, com grande disposição durante toda a partida e Diego Renan parece estar vivendo aquela oscilação natural da idade.
  14. Renato-SP, no PHD: Jogo apertado no 1º tempo. Como sempre será na Era Adilson, time que vier na Toca III jogará do meio-campo para trás. Fizemos 1×0 e poderíamos ter feito 2×0. Em jogos em que temos de romper retranca, os 4 da meiúca estão descendo ao mesmo tempo. Isso ocorreu contra o Atlético-MG e ocorre também contra outros pequenos. Neste jogo, houve momentos que a zaga ficou no mano a mano. Precisamos corrigir este posicionamento. Se Thiago Ribeiro continuar fazendo gol de todo jeito (que golaço de o 2º!) não tem pra ninguém. Este ano é nosso.
  15. Geni e o Zeperrella, no PHD: Havia um corneta na minha frente que não falava, berrava, vaiava, mandava tomate cru. Queria espetáculo, queria que o time fosse todo pra frente. Não podia dar um passe pra trás que ele esperneava. Xingou o Jonathan, o Thiago Heleno, o Henrique, o Pedro Ken, o Roger, o Adilson… Se ainda fosse um jogo de final, tenso. Não entendo como alguém consegue ficar nervoso num jogo contra o Uberaba…
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Chorou, tomou!

Por Jorge Santana | Em 4 de março de 2010

O kartola chorou. Maluf detonou.

  • “Kalil fala para o torcedor que o campeonato é uma bagunça. Há 10 anos, oferecemos esse campeonato para as redes de televisão e ninguém quis transmitir de graça. Este campeonato dá a Cruzeiro e Atlético R$5 milhões para fazer oito jogos como mandante. No caso do Cruzeiro, que disputa Copa Libertadores, é a segunda melhor arrecadação. Temos problemas de arbitragens sim. Hoje o Jurandir não serve. Ano passado o Lincoln não servia. Nos anos anteriores, era a quadrilha da rua da Alfândega da CBF. Nós temos que parar com isso. Para ser campeão, tem que ter time bom. E o Cruzeiro tem time bom. Nós brigamos por aquilo que é interesse do Cruzeiro e fazemos bem.”

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