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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

28/02/2018 | Fernandão
A derrota é dura, mas vem em boa hora

Resultado horrível, atuação mediana, prognóstico tranquilo

Eis que a tão esperada estréia na Libertadores aconteceu na noite de ontem.
A avaliação do jogo, pelo menos a minha, será pautada pela serenidade. Não é bom perder, não é bom tomar quatro gols. Mas julgo que não havia momento melhor para sofrer esse golpe. Mais: tal golpe pode ser importante na formação de um time de futebol forte, a partir desse grupo de jogadores.

Gastarei muitas linhas nas avaliações individuais dos jogadores. Sobre o jogo em si, o que deve ser dito é que a falta de concentração em momentos chave do jogo, tanto na frente, para definir a jogada, quanto atrás, para rebater, nos custou o jogo. O resto é conversa para boi dormir

O time

Mano fez como geralmente faz nos jogos grandes, um 4-1-4-1 estático para início de conversa. Pouca mobilidade na frente, tendência a sempre abrir a bola para o cruzamento e aplicação na marcação. Sob esse mantra, o Cruzeiro iniciou o jogo. Henrique ficou entre as linhas, marcando a flutuação dos adversários e um Cabral um tanto fora de tom fazia companhia a Robinho armando o time por dentro. Rafinha em uma ponta e Arrascaeta tendo o seu talento desperdiçado na outra.

A ideia era levar o jogo até que o adversário concedesse espaço pela sua desorganização ou afoitez e especular uma bolinha marota para o Fred. Sinceramente? Não acho má ideia para uma estréia tão complicada. Principalmente para o primeiro tempo.

Só que o destino resolveu pisar no calo de nosso treineiro e expor um erro seu que poderia passar imperceptível. Mano errou na formação do banco de reservas. Cortou Raniel pela facilidade de cortar um garoto (e talvez para não arrumar confusão com o chefe, que gastou os tubos numa contratação questionável) em vez do Bruno Silva. Já haviam 3 volantes de origem em campo, contando o Romero. Mancuello no banco. Com a contusão do Fred antes de 10 minutos, foi necessária a modificação da proposta de jogo.

Mesmo assim o Cruzeiro continuou bem até sofrer o 1º gol, em bola jogada na área sem muita pretensão. Empatou em trama esperta, com a assistência de Egídio e faro de centroavante do uruguaio. E teve chances em série de virar o jogo, enquanto o Racing se recompunha. O segundo gol foi um castigo desproporcional. Nenhum dos times merecia descer aos vestiários em desvantagem.

O Cruzeiro voltou rearmado e crescia no jogo quando sofreu o 3º gol. Um duro castigo para um time sem o centroavante que volta para ajudar nos escanteios. Aquela bola era de corte no 1º pau. Sóbis pela estatura nada pôde fazer. Antes, com o jogo em 2x1, Rafinha desperdiçou chance incrível de empatar a partida e tomar o controle emocional da mesma. Ainda houve tempo para mais um gol de cada lado. Gols no contexto do jogo. O 4x2 transpareceu a vitória de um time que definiu melhor, contra outro que se desconcentrou defensivamente em alguns momentos. Mas tomado isoladamente não reflete o volume de jogo e a entrega das equipes. Nesses quesitos houve equilíbrio total.

Atuações

Rafael – Atuação questionável na reposição de bola. A perninha esquerda do mancebo mal conseguia imprimir força na bola para que ela cruzasse o círculo central. Assim, nos momentos mais complicados do jogo não conseguíamos sair de trás. No quarto gol a bola era defensável. Zuim, nosso mestre, queria que ele saísse no 1º gol. Revi o lance. Foi mal Zuim, não dava não.
Romero - A entrega de sempre. Provavelmente por orientação tática deu pouquíssimo apoio às jogadas construídas pelo seu lado. Assim, não sou dos que acham que ele teve grande atuação. Lateral tem que defender, atacar e ajudar a criar superioridade numérica nas descidas do time pelo seu lado. Defendeu bem, e só.
Manoel e Murilo – Turquim, decretou no grupo de Zap. ``Esses dois juntos nunca funcionaram, não tem química´´. Nunca olhei por esse lado, meu amigo. Mas prometo prestar mais atenção. A verdade é que o Racing foi muito valente ao atacar, sempre com convicção. Com isso eram sempre dois centroavantes (Martinez e Lopez), tirando completamente a sobra da defesa. Considerando os apuros que passaram, e, que os três primeiros gols foram falhas coletivas do time como um todo, por terem sido jogadas iniciadas em bola parada, o saldo da bequeira é até positivo. Sobra a ressalva de o Murilo não ter se atirado de carrinho no último gol. Eram grandes as chances de o arremate ter sido interceptado.
Egídio – Muita disposição para dividir as bolas e tentar levar o time à frente. Somadas a uma assistência perfeita. Resultado pra mim: grande atuação individual. Foi envolvido na trama do quarto gol, junto com outros elementos, mas isso não torna a sua jornada ruim.
Henrique – Estava no ``quadro´´ da jogada no 2º e no 3º gol. No 2º, dividiu a bola na 1ª tentativa do atacante. Podia ter ido mais forte. Indo mais forte podia ter feito o pênalti. A avaliação quanto à configuração da possível falha não é conclusiva pra mim. No 3º gol faltou concentração para pular junto com o adversário e pelo menos atrapalhar o seu movimento. Durante o jogo teve uma jornada abaixo do que pode, principalmente no início da transição ofensiva, dada a marcação implacável dos meias ofensivos argentinos.
Cabral – Atuou em duas posições. Como meia ritimista, até a entrada do Neves, para dar volume ao time e tentar recuperar as bolas na intermediária adversária. E como volante, no 4-2-3-1 do fim do jogo. Foi mal nas duas situações. Tem de perder a vergonha de chutar pro gol de média distância. Assim como Henrique, esteve abaixo de seu melhores dias.
Robinho – Foi o melhor jogador do meio-campo celeste. Iniciou as jogadas, deu o primeiro combate e deu opção sempre para seus companheiros. Ainda fez um belo gol de falta.
Rafinha – Foi o Rafinha de sempre. Muita transpiração, pouca inspiração. É um trabalhador nato. Ajudou a recompor, correu, apareceu, levou a marcação. Quando a bola do jogo caiu em seu pé, pareceu uma boa ideia encher o pé no travessão ao invés de rolar a pelota pro gol vazio.
Arrascaeta - Sacrificado na ponta esquerda para manter o desenho tático do time apareceu menos do que deveria. Quando apareceu fez boas jogadas, e um gol que o baixinho Romário assinaria com prazer. Aos poucos seu brilho foi se apagando e foi substituído. Não deveria ter saído, mas era nítida sua queda física.
Fred – Passo.
Sóbis – Vem jogando tão mal e há tanto tempo, que não lembro de outra partida tão boa dele. Mesmo sem ter sido brilhante, encarou a missão com valentia e qualidade. Descolou boas jogadas e movimentou-se bem.
Neves – Entrou em uma alteração tática. Mano empurrou Robinho para a ponta, Cabral para volância e o colocou centralizado em uma linha de meias. Apareceu bem pro jogo, mas o time desistiu mais cedo, após o quarto gol, quando ele ainda tinha lenha pra queimar.
Mancuello – Entrou sem tempo em um time já com saudades de BH.

Mano – Escalou um time mexido, devido às mudanças de última hora. É caso de se questionar o otimismo desmedido do departamento de futebol do Cruzeiro quanto à presença de Edílson e Léo em campo. Tal otimismo tirou a chance de o técnico pelo menos treinar o time que iria ao jogo. Perdeu Fred cedo e teve de mudar a forma de jogar pelo erro na formação do banco. Fora isso, não existem grandes reparos a fazer. Terá uma sequência de 5 jogos, todos mais fáceis do que esse para seguir na competição. Deve saber usar a jornada infeliz a seu favor.

Questão de gosto, eu, particularmente, fosse técnico, deixaria o meu craque se arrastando em campo se preciso. Mano prefere bulir com os que tem a disposição, a substituição do Arrasca é justificável, mas questionável sob essa ótica. Assim como é difícil falar, mas o Rafinha... é... o Rafinha. E só poderá ser, no máximo, um Rafinha da vida. Assim, mesmo que ele faça um caminhão de gols no Mineiro, eu ainda o vejo como reserva, pela falta de qualidade dele. E futebol é qualidade. Mano acerta ao levar em consideração o mérito do jogador mais importante e aplicado no ano, mas é um caso a ser corrigido mais pra frente, quando a competição se afunilar (se o Cruzeiro ainda estiver nela).

Incidentalmente...

Como disse antes, essa derrota pode ser boa. Em 2009, quando fomos mais longe, perdemos de 4x0 na Argentina na fase de grupos. Em 2011, o ``Barcelona das Américas´´ venceu por 3x0 na Argentina. Nada está perdido, nada está difícil.

Me peguei depois do jogo pensando no Lautaro Martínez. O pibe meteu 3 gols em sua estréia na Libertadores. Ano passado quando estreou no Racing com 19 anos, fez 9 gols. Imagine um Lautaro surgindo na base do Cruzeiro? Qual seria o seu destino? Segunda divisão japonesa, Estoril, empréstimo para o Grêmio a preço de banana ou ficar na base até estourar e sequer receber chances? A melhor chance de um time sulamericano ter um fora de série no auge de sua carreira é revelando. Mano tem culpa no cartório, mas o clube tem de ter uma política de subir jogadores e dar-lhes pelo menos a chance de se provar. Lautaros da vida raramente se machucam com 5 minutos do 1º tempo, e certamente custam bem menos aos cofres da equipe.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

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As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 marco | Curitiba | 28-02-18 14h40min
Concordo em (quase) tudo com a sua coluna. Minha única discordância é em relação ao Rafinha. Qual seria a alternativa para ele, sem velocistas no time? No mais, perfeito o texto.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 28-02-18 15h34min
Obrigado Marco. Fui cheio de dedos para falar do assunto, porque realmente é polêmico. Por isso, digo que o Mano acerta ao levar em consideração o mérito que o Rafinha construiu até aqui. Mas não quero vê-lo em campo como titular quando a porca torcer o rabo. O time do Cruzeiro realmente tem parcas alternativas de velocidade. Torcer para o David chegar e justificar o investimento, ou até para que seja desenvolvida outra proposta de jogo, mais posicional em que se possa abrir mão desse elemento.
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 28-02-18 16h32min
Fernandão, bom retorno! Concordo com o que escreveu, incluindo o que pensa sobre o Rafinha. Eu acredito na classificação para a fase seguinte.
 _vitor | Vitoria | 28-02-18 23h45min
Bom texto, Fernandão. Rafinha é jogador pra compor elenco. É muito esforçado e muito aplicado taticamente, mas é um jogador limitado.. Uma coisa que me deixou indignado(e preocupado), foi o fato do Mano ter levado o Bruno Silva. A desculpa é que ele faz mais de uma função, mas já pensou se ele entra ontem?! Ele jogou MUITO mal nas vezes que entrou, ver que ele tem preferencia com o Mano me deixa doido!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 01-03-18 09h47min
Iremos nos classificar. Não tenho dúvidas. O B. Silva chegou ontem. Se é verdade que não se mostrou valoroso, também é que não teve tempo e jogos suficientes para se adaptar. Não acho que o Bruno não vai dar certo. Acho que ele tinha q ser cortado do banco porque o Mancuello já estava lá, e ambos fazem a mesma função de 2º volante. Os treinadores brasileiros desaprenderam a montar banco de 7 jogadores, não há espaço para fazer média. Agora, não vamos fazer disso algo maior do que é. Erro pequeno
 _vitor | Vitoria | 01-03-18 14h14min
Acho que o Bruno Silva não foi cortado pq seria o reserva do Henrique, como primeiro volante. Só pra deixar claro, não torço contra o Bruno Silva, apesar de não conseguir ver ele nesse time.. O que me preocupou foi o fato dele estar num jogo importantíssimo sem ter nenhum tipo de entrosamento com a equipe(a não ser que ele está jogando muito nos treinos). Vamos ver os próximos capítulos..
 pyxis | BHZ | 04-03-18 15h28min
´derrota boa`?
condescendência com Bruno Silva?
PASSO !!!
 pyxis | BHZ | 12-03-18 11h40min
Depois do RMarques ganhar prêmio de melhor em campo e a patuleia ficar justificando as péssimas atuações do BSilva, e alguns pedindo ´sequência` para ele ... só me resta esperar que ele comece a ganhar prêmios de ´melhor em campo` em breve...
Ver o Nonoca na reserva dele e entrando faltando 5 minutos de jogo é deprimente... e tem gente que apoia e não perde sequência para o Nonoca... POR QUE? por que Nonoca não é etiquetinha carioca e veio da base... simples assim !
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