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Torcedor Cibernetico
A Dialetica Virtual x Real

19/01/2006 | Evandro Oliveira
Torcedor Palestrino ou Cruzeirense?

A torcida do Cruzeiro/Palestra é uma só. Não existe a mínima possibilidade da diáspora estrelada

Em recente conversa com o escritor Jorge Santana, autor do livro “Páginas Heróicas – Onde a Imagem do Cruzeiro Resplandece” da Editora DBA, numa determinada passagem fez-se referência às mudanças da torcida do Cruzeiro e ao comportamento diferenciado de determinados torcedores, geralmente agrupados em faixas etárias bastante diferenciadas.

Cabe para este comportamento mais do que um estudo sociológico. É claramente perceptível que a torcida do Cruzeiro experimentou um crescimento diferenciado das torcidas de outros times. Este crescimento sempre foi real e para quem, como nós, não se pauta por opiniões suspeitas de bairristas e torcedores de times adversários fantasiados de imprensa, nossa torcida não seguiu o curso da história da maioria dos times e suas torcidas.

Este crescimento não ocorreu lentamente ou em variações previsíveis. O Cruzeiro das últimas décadas arrebanhou adeptos em todo o país e mudou, de maneira definitiva, a perspectiva de que moradores de cidades interioranas mineiras do sul e zona da mata torcerem. Torciam, majoritariamente, para equipes do Rio e de São Paulo.

Esta característica predominou durante décadas, impulsionada e sustentada pela mídia, inicialmente pela influência do rádio e, posteriormente, pela programação televisiva, mesmo com o poderio e privilégios concedidos, ainda nos dias de hoje, aos times do eixo RJ-SP (e os jornalistas da mídia do eixo RJ-SP, se perguntados, dirão que bairrismo é coisa da cabeça dos outros). Mesmo contra isso tudo, o time “...tão combatido e jamais vencido...” avançou, passou o seu adversário local há muito tempo em número de torcedores e na qualidade da torcida. Não vê quem não quer. As conquistas fora de MG, que se iniciaram em 1966 sobre o Santos de Pelé cantado em verso e prosa, foram o marco decisivo para este aumento de torcida.

Esta torcida vem se formando ao longo dos anos com títulos e batalhas que são divulgadas precariamente pela mídia nacional, com muita luta e que aparentou como conseqüência a separação de gerações de palestrinos daqueles cruzeirenses mais novos. Isto serve para ilações e falácias dos adversários falando de nomes e uniformes do Cruzeiro. Mal sabem eles que falam de História que sempre esteve associada a história de dois países e povos.

O torcedor palestrino tem sua maneira de torcer e comportamento do torcedor mais tradicional e que entende o equilíbrio entre equipes de futebol adversárias, é mais passional e introspectivo. Mais compreensível com adversidades e fases ruins.

O torcedor cruzeirense, aquele que foi criado com títulos quase que mensais, com grandes jogadores que daqui saíram para o mundo, que verdadeiramente honram o nome da cidade e do Estado que defendem, é tão passional quanto o palestrino mas não tem nada de introspectivo, é, muitas vezes, agressivo e incompreensível com más apresentações, é tido como exigente pois no seu ideário, título é coisa que tem que ter todo ano. Chegou ao ponto de menosprezar competições mas, ao mesmo tempo, quer ganhá-la. Este torcedor é tão passional que um mesmo jogador pode ser levado do céu ao inferno somente por ter falado algo inapropriado ou começar a demonstrar desinteresse em defender a camisa do Cruzeiro. Este torcedor também tem um defeito grave, é muito susceptível àquilo que ouve e lê na mídia de massa que nem sempre é comprometida com a paixão deste torcedor.

Mas por quê esta confrontação?

Para mostrar que a torcida do Cruzeiro cresceu de maneira diferenciada (talvez no Brasil, somente Cruzeiro, São Paulo e Grêmio tenham experimentado tal crescimento). Os adversários ajudados pela mídia parcial e equivocada ficam inventando histórias para dar uma sobrevida às mentiras sobre quantidades, qualidades, defeitos de torcedores de futebol. Na arquibancada, o torcedor tem um perfil médio, fora da arquibancada diferenciam-se muito, e no mundo virtual está sendo reproduzido com maior ênfase o perfil de torcedor que cresceu nas últimas décadas, totalmente diferente e querendo mais participaçao. Já não se fazem torcedores como antigamente, agora a discussão extrapola a mesa de boteco após o jogo e avança pelos muros dos clubes.

A torcida do Cruzeiro/Palestra é uma só. Não existe a mínima possibilidade da diáspora estrelada (as últimas eleições do clube mostraram isso - oposição sim, separatismo não!), mas com direito de cada um ser torcedor ao seu modo, com sua própria história e cada vez mais apaixonado.

O torcedor não precisou ficar anos e décadas sem título para forjar o sofrimento como mote para crescimento de sua torcida, o torcedor não utilizou-se da mídia para se tornar a maior, o torcedor não para de crescer e participar. A nossa torcida avança. Os Cruzeirenses no mundo virtual vão cuidar de mostrar isso a todos, mostrar que palestrinos e cruzeirenses são um só na paixão e completamente diferentes na forma de sua paixão.

Cruzeiro e Palestra – 85 anos de Páginas Heróicas.


Rápidas

Um espaço e nossos mais profundos sentimentos pelo falecimento de Souza, que defendeu e sempre defenderá, até mesmo na eternidade, as cores palestrinas e cruzeirenses.

O torcedor cruzeirense que atua muito na Internet vem ganhando espaços importantes e começa a ser ouvido e considerado. Para os órgão da mídia tradicional, a diretoria do clube, jogadores e comissão técnica, tecnologias virtuais e mecanismos de participação já estão sendo melhor considerados.



Evandro Oliveira e cruzeirense desde a decada de 1960 e costuma ficar zangado quando ve tolices na boca de cruzeirense, mas talha o sangue quando ve a midia manipulando cruzeirenses alienados e desavisados.
pyxis@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Torcedor Cibernetico

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 rapozaco | Belo Horizonte | 19-01-06 10h19min
Alô Evandro.Como sempre você é comedido com relaçâo à manjada crônica gaylista(termo que você abomina mas fazer o que...tá na boca do povo).Vamos continuar nossa luta denunciando a parcialidade com que eles transmitem os"fatos" que julgam pertinentes em detrimento à verdade fática que salta aos olhos. O caso do tal do Conca foi o último.Citei nos comentários sobre um "sonho de uma noite de verão" da Rádio Itatiaia e EM.E o pior que não é um fato isolado.Eles continuam nadando contra a correnteza
 rapozaco | Belo Horizonte | 19-01-06 10h22min
Com relação à torcida celeste, recorro à prática jurídica que nos ensina que o "FATO PÚBLICO E NOTÓRIO INDEPENDE DE PROVA". Só esses bobões que não querem ver o óbivio ululante. Sem medo de errar já somos quase o dobro mais um em relação à nossa concorrência ( se é que ela existe no campo material) e as pesquisas são uníssonas à esse respeito. Resta à torcida celeste ir mais a campo, prá acabar de vez com o argumento "catraca", a despeito de TODOS os recordes do Mineirão serem azuis!!!
 Leonardo 2 | Belo Horizonte | 20-01-06 00h27min
Ótima coluna Evandro! Sempre pensei assim. Gostaria no entanto de saber como vc. se coloca nesses dois blocos que descreve. Sempre fui cruzeirense mas tenho o perfil do que você chama de palestrino. Creio nos aproximarmos em termos de idade. É simplesmente uma curiosidade. Abraços leonardometzker@hotmail.com
 jrgalvao | Belo Horizonte | 21-01-06 08h35min
A cronica é pertinente e muito bem elaborada, entretanto, como vou religiosamente a mineirão (bar 20), desde de 74, sou obrigado a confessar que sou Cruzeirense da segunda geração, sempre respeitando os palestrinos, mas a nossa obrigação é sempre que possivel defender o Cruzeiro de forma passional e sem nenhum pudor. Talvez por isso somos a torcida que mais cresce no Pais.
 ParaibanoCruzeirense | Guarabira | 27-01-06 10h39min
Sem dúvida alguma, sou palestrino.Quando Cruzeiro perde eu acho ruim, lógico.Mas naum sou de fazer pressão ao clube pois issso so aumenta a crise.Valeu galera Cruzeirense.A camisa ficou linda, so faltou algum detalhe em brancO, MAS TUDO BEM.VAMOS ACABAR COM O IPATINGA, A VIGANÇA TA CHEGANDO.
 Jeronimo | Rio de Janeiro | 29-01-06 15h26min
Resumindo: a torcida do Cruzeiro, São Paulo e Grêmio aumentaram em função do desempenho de seus times em campo, ganhando vários títulos de expressão, sem o auxílio tendencioso da mídia. Concordo plenamente. Agora, é importante conquistar a mídia, ser tão bom de marketing como de bola, pois somente assim atingiremos todos os nossos objetivos, tais como: ter uma das maiores torcidas do Brasil, independência financeira, se tornar um time mundialmente famoso, ser um clube onde qualquer jogador (cont
 Jeronimo | Rio de Janeiro | 29-01-06 15h36min
deseje jogar e etc. Neste aspecto, entendo que levamos vantagem sobre os concorrentes com as mesmas ambições. Porque? Somos o único representante de Minas capaz de cativar novos torcedores e MG é a segunda maior população do país, vivemos na era da internet e TV por assinatura, de modo que podemos ter muito mais visibilidade e por fim (dentre outras coisas) temos o privilégio nato da beleza da cor azul, a de maior efeito visual entre todas. PS: Nosso mascote tb é cativante, (cont.)
 Jeronimo | Rio de Janeiro | 29-01-06 15h43min
coisa bem diferente, de um urubu, um porco, um mosqueteiro, um bacalhau (alguém já viu um bacalhau?) ou um português bigodudo, uma baleia, um almofadinha passando pó de arroz, um santo e outros mais.
 Jeronimo | Rio de Janeiro | 29-01-06 15h52min
Obs.: Equívoco, nosso azul não é nato, pelo menos isso a segunda grande guerra trouxe de positivo, nos deu a cor e o cruzeiro do sul como nossas marcas.
 pyxis | BHZ | 29-01-06 19h53min
Jerônimo,
Nosso azul é nato e foi uma das formas mais inteligentes de mudar a cor da camisa e continuar fazendo referência ao país de origem dos dirigentes daquela época. Nosso azul é nato da mesma forma que a seleção italiana usa azul. A moivação é a mesma.
 João Duarte | Vit�ria | 31-01-06 01h11min
Evandro, meu caro amigo,
Só hoje me dei conta de que não tinha feito nenhum comentário alusivo à sua coluna. Nosso azul é nato, afinal, quais as cores da SQUADRA AZURRA ?
Nasci em 1959, portanto, quando me entendi por gente, comecei a torcer para o time de Raul a Hilton de Oliveira, com Piazza, Natal (chorei igual a criança ao vê-lo descer no Mineirão naquela final contra o Paysandu), EVALDO (meu vizinho e amigo), Tostão e Dirceu... Mas, como esquecer dos irmãos Fantoni (cont)
 João Duarte | Vit�ria | 31-01-06 01h15min
Mas, como nos esquecermos de Oswaldo Rossi e o tri de 59-60-61, como nos esquecermos do Abelardo, Geraldo II, Souza, Carazzo, Caieira, Juvenal, Bengala e tantos outros que fizeram a nossa história ?
Nossa história começa lá com Aurélio Noce... e eu aprendi a ser cruzeirense com o meu tio Wilson Saliba, com o Newton (meu primo e campeão de ciclismo pelo Cruzeiro) e já ajudei a formar novos azuis como o Clemeceau Chiabi Saliba Jr, atual conselheiro do clube...
Diáspora ? Nunca.
 João Duarte | Vit�ria | 31-01-06 01h20min
Evandro,
Você se lembra que eramos acusados de ser a torcida da ELITE. Nós éramos os fresquinhos, refrigerados. Pois bem, o mundo gira a lusitana roda e hoje, mais do que nunca, tá provado que o Cruzeiro é o time do povão em Minas, é a torcida que mais cresce em todos os segmentos, mas, muito mais fortemente nas classes D e E.Não sou eu que digo. Caiu o último reduto que era BH. Hoje, somos 70% no estado e em BH já temos 55%, com folga. Como a Voz do povo é voz de Deus. Deus é cruzeirense.
 webber | Belo Horizonte | 06-02-06 13h42min
Ambos tem seus méritos. Tenho um perfil mais palestrino, bola nos pés e toques refinados.Mas é a vez da torcida cruzeirense, com bola na rede e força de ataque.O Cruzeiro 2003 era a feliz união das duas raças; bola tratada com carinho e afundando a rede adversária.A torcida quer (e precisa)cobrar o time de plantão, mas também tem a obrigação de encher o estádio.Acho que o Cruzeiro perdeu um pouco de sua personalidade (que montou gloriosamente em '60), e partiu demasiadamente para o mercantilismo
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