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Torcedor Cibernetico
A Dialetica Virtual x Real

21/11/2005 | Evandro Oliveira
Cadê meu título deste ano?

Num ano em que tivemos muitas oportunidades de ganhar títulos importantes e não ganhamos nenhum, derrota alheia é título?

O Vice-presidente de Futebol do Cruzeiro, Zezé Perrella, deu recente declaração sobre a situação do rival local, fazendo alusão a uma futura queda do mesmo como se fosse um título do Cruzeiro. Título que não veio este ano e que deixa a torcida insatisfeita pois esta torcida acostumou-se a títulos regionais e nacionais na década de 60, a títulos internacionais na década de 70, a títulos difíceis na década de 80, e a títulos todos os anos de todas as espécies em todas as competições na década de 90.

Alguns setores, da política do clube e da mídia, tem posições diferentes sobre esta história de títulos. De certa maneira estão certos aqueles que advogam a teoria de que “...a torcida do Cruzeiro ficou mal acostumada...”. É claro que não se fica mal acostumado a ganhar títulos. A torcida ficou mal acostumada a não questionar, a não ser ouvida e a seguir muitas opiniões que nada tem de imparciais. A torcida do Cruzeiro ficou muito mal acostumada a ter opinião somente depois dos títulos e de ouvir alguns próceres da mídia esportiva mineira como se dali é que sempre saíssem as verdades do futebol. Um destes notórios influenciadores de opinião, que alguns insistem em chamar de formadores de opinião, foi-se embora e dizia que “...no nosso futebol não há verdade que dure mais de 24 horas...” tamanha a capacidade da mídia influenciar os torcedores do futebol mineiro, e aqui incluídos os torcedores do Cruzeiro.

Títulos em profusão, vários deles relevantes não somente para o Estado de Minas Gerais mas perante toda a América Latina. Estes títulos e disputas levaram o Cruzeiro e a sua torcida a terem enorme respeito em todos os continentes e especialmente nos países de língua espanhola. O recorde de público numa única competição protagonizado pelo Cruzeiro no início da década de 90 (coincidentemente no início da maravilhosa seqüência de títulos), dificilmente será superado e deu, àqueles de fora do estado de Minas Gerais, a certeza de que ao enfrentar o Cruzeiro com aquela torcida e aquele estádio as dificuldades seriam enormes.

É com este quadro que rompemos o milênio ganhando mais títulos. Alguns que serão considerados os mais importantes da história do time. Neste milênio, o nosso adversário local, não conseguiu nenhum título e amarga um jejum do qual somos diretamente responsáveis em várias disputas.

Aí quando conseguimos o título que grande parte da torcida mais desejava, começa em seguida uma mudança de rumos, o torcedor passa a não ir a campo, o torcedor passa a se preocupar mais com os resultados do adversário do que os nossos próprios. Chega-se ao cúmulo de torcedor do Cruzeiro freqüentar jogos do adversário para ver a sua derrocada e não vai a jogos do Cruzeiro, ou, o que chega a ser irracional, ir em jogos do Cruzeiro torcendo para uma derrota do próprio time.

Recentemente, o site Cruzeiro.Org publicou enquete onde perguntava ao torcedor sobre a opinião de cada um para o fato de a tragédia do adversário representava um título para a torcida como queria dar a entender o vice-presidente Zezé Perrella. A torcida mostrou-se dividida, com a maioria (51%) entendendo que aquilo não representa título e não substitui um ano em que tivemos muitas oportunidades de ganhar títulos importantes e não ganhamos nenhum. Um percentual um pouco menor (40%) concorda com a visão apresentada de substituição de título pela derrota alheia (9% não souberam ou não quiseram opinar).

Entendemos que graves equívocos são encobertos com a visão de que a derrota do nosso adversário é nossa vitória. Esse comportamento leva a situações indesejadas em momentos decisivos como o que estamos vivendo no Cruzeiro (eleições e após duas temporadas ruins e um ano sem título após 15 anos).

Os torcedores do Cruzeiro, não se sabe como causa ou efeito, abandonam o estádio e o público reduz-se a olhos vistos. Sabemos que muitos fatores servem para justificar a ausência nesta ou naquela partida, mas o que vemos (aqueles que comparecem constantemente aos jogos) é que são as mesmas pessoas que fazem um núcleo de torcedores fiéis, daqueles que preferem ir ao jogo sempre e nào gostam muito de levar seu radinho para não ser contaminado por essas opiniões parciais e precárias. Uma desculpa muito freqüente é a questão da violência e das condições precárias para o torcedor (mesmo depois do advento do Estatuto do Torcedor). Discordamos que estes sejam os únicos e até mesmo os principais problemas. O torcedor tem trocado a fria arquibancada, agora substituída por assentos ridículos, do Mineirão, pelo confortável sofá por estar acomodado ou mal acostumado. Este torcedor opta por não ir ao estádio e reclamar quando o narrador ou comentarista faz alusão ou comparações entre torcidas. Se estivesse no estádio com seu time não ouviria estas bobagens e parcialidades.

O torcedor do Cruzeiro é o principal responsável pela situação não ficar como ele quer. Não temos o título deste ano. Eu pelo menos faço parte dos que consideram que derrotas alheias não levam nenhum troféu para nossa galeria de páginas heróicas e imortais. O torcedor longe das arquibancadas não tem a mínima chance de participar das idéias e da vida dos outros torcedores. Espaços na Internet tem sido abertos mas é muito pouco. Torcedor de radinho, torcedor de sofá é o desejo somente de quem não quer o torcedor gritando e se manifestando nas arquibancadas. A torcida do Cruzeiro não pode mudar assim. Pouco mais de dois anos atrás estávamos lotando o Mineirão e mandando um certo locutor “...ir catar coquinho...” enquanto torcedores de outros times levam cartazes pedindo “...filma eu...”. É melhor a torcida do Cruzeiro se preparar para voltar ao estádio como no início da década de 90, a conhecer melhor quem faz as coisas pelo Cruzeiro e parar de transferir para os outros os erros e querer saber somente de coisas que podem servir para zombar ou menosprezar os adversários.

Este ano só vi o time desperdiçar títulos por seus próprios erros (ta certo que durante esta temporada alguns árbitros deram uma ajudazinha!), mas se a torcida mudar sua postura, comparecer e debater os problemas do Cruzeiro e gritar isso nas arquibancadas e gerais não correremos o risco de viver o que certos torcedores têm vivido nos últimos anos que é somente comemorar derrotas alheias, de comemorar como se fossem títulos internacionais vitórias em partidas isoladas contra o Cruzeiro e vibrar quando o time foge de rebaixamento de desclassificações ano após ano.

Se tudo que escrevi é fato e não desvia muito da realidade, não tenho o que comemorar em 2005, não ganhei nenhum título no ano e ainda vi jogadores desprezarem a camisa, menosprezarem a torcida e como prêmio ainda ganharem contrato por mais uma temporada no Cruzeiro. O maior título para mim seria o próximo presidente, seja Alvimar Perrella ou Fernando Torquetti, sentar-se à sua mesa de presidente e, no primeiro dia de seu mandato, limpar o elenco cruzeirense de um monte de coisas que nunca deveriam ter passado pela Toca da Raposa.

E ainda querem que eu comemore título em 2005. Fala Sério ! ! !


Evandro Oliveira e cruzeirense desde a decada de 1960 e costuma ficar zangado quando ve tolices na boca de cruzeirense, mas talha o sangue quando ve a midia manipulando cruzeirenses alienados e desavisados.
pyxis@cruzeiro.org

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