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Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul
Joao Duarte, engenheiro escreve periodicamente no Cruzeiro.Org

27/02/2010 | Joao Duarte
"O Campeão Brasileiro de 1966"

"Procópio Cardozo Neto era o capitão e líder do time que jogava por música e que desbancou o Santos de Pelé.

Mundo Azul,


Conversando com os Campeões...
- Felizes somos nós cruzeirenses que temos muitos campeões para entrevistar. Hoje vou retratar um jogo da nossa 1ª conquista nacional, a Taça Brasil de 1966. É preciso se dizer que o Cruzeiro além dos 6 jogos, eliminando a Americano de Campos (4 x 0 + 6 x 1), Grêmio (0 x 0 lá e 2 x 1 no Mineirão, do mesmo modo como na Copa do Brasil de 1993), o Fluminense (1 x 0 + 3 x 1 lá no Rio) e o direito de disputar o título contra o temível penta-campeão Santos de Pelé, só participou da competição por ter sido o campeão mineiro de 1965 após 22 jogos. Só os verdadeiros campeões estaduais participavam da disputa. E o Santos como último campeão entrava já direto nas semifinais.

Apresentando o nosso homenageado - Através do "twitter" pude conversar com o nosso grande capitão e perguntar a ele que jogo ele gostaria de rever. E a resposta veio direta, precisa, como tudo o que o nosso homenageado de hoje sempre fez em sua vitoriosa carreira dentro dos campos e também fora deles.
Procópio é também vitorioso fora dos gramados com uma vida abençoada, um exemplo de pai, de cristão, de homem de bem e nem mesmo a sua passagem vitoriosa pelo nosso grande rival estadual conseguiu diminuir a grande admiração que tenho pela figura de Procópio Cardozo Neto, sim grafado com "z" e de A a Z um grande campeão.
Não vou aqui listar os feitos do Procópio, mas, não poderia deixar passar batido o fato de quem em 1969, num jogo contra o mesmo Santos teve a perna quebrada por Pelé e que ficou parado por 5 anos e depois voltou a tempo de ser mais uma vez campeão pelo Cruzeiro.
Felício Brandi o viu batendo bola com desenvoltura no Raposão e reparou uma grande falha ao lhe dar um novo contrato.
Mas, mais tarde, em 1978, o Cruzeiro reagiu no campeonato mineiro depois de ter iniciado mal a competição quando com a doença de Zé Duarte (o grande Chacrinha), assumira interinamento o auxiliar do clube... sim, Procópio. Aí Felício resolveu voltar com o Zé Duarte e Procópio acabou indo parar no adversário e ganhou lá o 1° título da mais longa fila do Cruzeiro nos tempos de Mineirão (78 a 83). Mais tarde, "seu" Felício reconheceu aquele com uma dos grandes erros de sua administração.
Bem, feita a introdução, vamos falar um pouco daquele jogo inesquecível.

O grande Santos de Pelé... - O rei era assim chamado com motivos. Bi-Campeão Mundial e da Copa Libertadores da América (62,63), vencedor de 9 campeonatos paulistas entre 1958 e 1969 (Pelé artilheiro em 10 edições), 5 vezes campeão da Taça Brasil e também campeão do Robertão de 68. O Cruzeiro era um time de garotos e teria que enfrentar as feras. Mas, não se iludam porque além de Pelé aquele time tinha vários outros grandes jogadores que também foram campeões mundiais como Zito, Carlos Alberto Torres, Gilmar, Mauro e Pepe.

O 1° jogo das Finais da Taça Brasil de 1966 - Quem viveu ou vive em Belo Horizonte sabe que novembro sempre é mês chuvoso. E naquele ano não era diferente. Só que naquele dia 30, a metereologia ajudou, o campo recebeu público excepcional, a logística atuou muito bem e o gramado estava perfeito para a prática do futebol. E o Cruzeiro iniciou o grande jogo defendendo o gol da Lagoa da Pampulha, coisa que muitos cruzeirenses supersticiosos não gostam.
E logo no minuto inicial, Evaldo pega a bola pouco depois da grande roda e sem olhar vira na ponta-esquerda. O nosso camisa 11, Hilton Oliveira, em grande velocidade passa por Carlos Alberto de passagem, vai ao fundo e percebe a penetração de Dirceu Lopes na situação de meia-direita. O lateral santista Zé Carlos na tentativa de cortar a bola, faz contra e o Mineirão veio abaixo e a pirâmide azul se formava pela 1ª vez... Cruzeiro 1 x 0 Santos.


Zito busca a bola no fundo da rede imitando o gesto de Didi na Copa do Mundo em 1958. O estádio não quer nem saber e vibra compulsivamente.
O Santos era um time por demais experiente e tentou acalmar o jogo, trocando passes, para esfriar o ímpeto do time cruzeirense.
Não adiantou e o Cruzeiro escolheu fazer diferente. Adiantou a marcação e passou a "fungar no cangote" do time de branco.
Pelé, como sempre, buscara chamar a responsabilidade para ele. Levantava os braços e pedia TODAS as bolas. Eram 5' quando o rei recebeu a bola e fez que iria por um lado, para sair pelo lado contrário, mas, foi desarmado limpamente por Piazza, que de primeira entregou a Dirceu Lopes. Evaldo se deslocou no facão e recebeu a bola. Natal fez movimento contrário e na diagonal ficou livre, para concluir a maravilhosa jogada e meter a bola nas redes de Gilmar dos Santos Neves. E saiu socando o ar, imitando o rei Pelé e enchendo de alegria o coração do torcedor cruzeirense. Cruzeiro 2 x 0 e o relógio marcava apenas 5' de jogo.


O time santista parecia um "boxeur" favorito que toma uma série de golpes e acusa. Os jogadores do Cruzeiro não se davam por satisfeitos e marcavam o time santista o canto inteiro. As camisas azuis pareciam se multiplicar em campo. Eram 15' de jogo e o panorama não se alterava. Pelé não conseguia jogar bem marcado por Piazza e Procópio. O time do Santos não via saídas.
Eram 20' de jogo quando Oberdã tenta sair jogando, observa a quem lançar, hesita e tem a "carteira batida por Dirceu Lopes"... Corre trás do baixinho e é driblado prá lá e prá cá. E de fora da área, sai um tirambaço que entra certeiro no gol de Gilmar, que nada pode fazer. Dirceu Lopes não quis nem saber. Pulava, gritava, socava o ar e era abraçado por seus colegas... Inacreditável, o melhor time do mundo tomava um passeio no gramado do Mineirão. Cruzeiro 3 x 0.
Zito era o líder daquele time e se prontificou a tentar parar o Dez de Ouros. Mas, não adiantava marcar um... O time inteiro jogava bem. Tostão era bem vigiado por Mauro e por Lima, mais era isto que criava o espaço que sobrava para Natal, Evaldo e Dirceu Lopes e era muito bem aproveitado. Era o famoso cobertor curto.

O ataque do Cruzeiro fustigava a defesa santista sem parar. Aos 39' Hilton Oliveira chuta e mauro espana. Evaldo pega o rebote e chuta para o gol, mas, Oberdã salva em cima da linha. A bola sobrou então para Dirceu Lopes na sequência. O baixinho limpou a Zito, passou a bola da direita para a esquerda e meteu um pombo sem asas na gaveta. O chute foi tão bem executado que Gilmar se esticou todo e acabou dentro das próprias redes. Cruzeiro 4 x 0.
O time santista não via a hora do 1° tempo terminar. Não conseguiam nem respirar. Marcavam um sobrava outro. Era bola de pé em pé. Como me disse o Procópio em um e-mail sobre o jogo, "o nosso time jogava por música".
O Cruzeiro não relaxou com a vantagem no placar.
Aos 41, Dirceu Lopes driblou Mauro dentro da área e foi tomou o rapa de Oberdan. Armando Marques não titubeou e meteu na marca de cal. Pênalti. Tostão, encarregado da cobrança, o fez com a competência de sempre, determinando inacreditáveis Cruzeiro 5 x 0 Santos no Mineirão da Pampulha. Delírio total do Mundo Azul.

Ao final do 1º tempo na entrevista ainda dentro de campo Dirceu Lopes falava de sua atuação e mais especificamente do golaço que havia feito... Aliás, a foto de Gilmar abraçando desolado a trave do Mineirão correu mundo...Dirceu falando sobre este jogo disse assim : “Meu forte sempre foi o corte de fora da área. Como tinha muita velocidade e, naquela época, o futebol era mais solto, qualquer bola que eu apanhasse no meio de campo era um perigo para o adversário. Naquele lance, recebi a bola na entrada da área. Dei um corte no zagueiro, passei a bola do pé direito para o esquerdo e bati. Ela fez uma curva e enganou o Gilmar, que ficou agarrado na trave. Foi mesmo um bonito lance...Foi um golaço”.
Do outro lado saindo para os vestiários, Pelé ouve o couro provocador da torcida mineira: “Cadê Pelé? Cadê o Rei?”. O Rei acenou para a torcida com a mão espalmada.. A princípio ninguém entendeu nada... Cinco gols? Não, cinco vezes campeão brasileiro, explicou Pelé com um sorriso meio amarelo, afinal não era pra menos (abro aqui um parêntesis para explicar aos garotos mais novos que a taça Brasil era considerada o campeonato brasileiro da época e o seu ganhador disputava a Taça Libertadores). A verdade, contudo, é que, naquela noite, marcado individualmente por Piazza, Pelé não viu a cor da bola. Talvez tenha sido este jogo que despertou em MILTON NEVES a tal ira anti-cruzeirense que ele tem. Afinal, uma humilhação destas é para não esquecer nunca mais. O Cruzeiro gosta de arrebentar com os times do Miltão logo no jogo inicial... e isto vem desde 1966 (rs, rs, rs). Não podia deixar de fazer esta inserção aqui, com a licença do Procópio, tá certo grande polemizador ?
Assim, este papo que temos só um Brasileiro é conversa para boi dormir. É coisa dos Srs. Juca Kfouri, Renato Maurício Prado, Fernando Calazans, José Trajano, dos decanos da imprensa mineira et alii. Estes que tentam desmerecer os títulos do Santos, Cruzeiro, Bahia e Palmeiras, porque os times deles nada ganharam nesta época.

O Cruzeiro voltou a campo diferente, tentando administrar o placar, tocando a bola e pensando que o adversário se contentaria apenas em evitar mais gols. Mas, ao invés de aceitar o fato consumado da derrota, o Santos foi à luta pensando em reverter aquela diferençar o placar.
Nos vestiários, seus jogadores tomaram uma dura do treinador Lula. O discurso dele hoje teria sido considerado uma verdadeira provocação. Há não me toques demais no futebol fora das 4 linhas hoje, na minha opinião. Veja o que o Lula disse aos meninos da Vila : “É preciso parar esta linha de qualquer forma, se não parar no grito tem que ser no tapa, na botina, não pode é continuar desta forma. Eles estão fazendo a nossa área de avenida”. Deu certo... pelo menos no início do 2º tempo. Tanto assim que aos 6’ e aos 10’, em lances até bastante parecidos e de oportunismo Toninho Guerreiro marcou: 5 x 2.
A torcida assustou-se. Pelé tinha fama de, quando provocado, superar-se e virar resultados tidos como definitivos. E começou a falar e a gesticular em campo.
Procópio e William que eram os mais velhos conseguiram segurar o estado emocional da garotada e entre eles um líder já começava a despontar.

Era Wilson Piazza que não se intimidou e continuou na cola do rei. Um carrapato insuportável. A instabilidade durou pouco tempo e logo em seguida, Tostão, Dirceu e Natal retomaram o controle do jogo. Tocando bola com rapidez, o Cruzeiro voltou a colocar o Santos na roda.
E a pá de cal sobre o pentacampeão brasileiro foi atirada aos 27 minutos. Evaldo recebeu passe de Tostão, driblou Oberdan e chutou forte, Gilmar deu rebote. Dirceu apareceu do nada para tocar para as redes: 6 x 2. E saiu dando socos no ar, seguido de perto pela garotada de azul...
O árbitro carioca Armando Rosa Castanheira Marques sempre foi um “aparício” de 1ª grandeza (anos mais tarde iria nos tirar o título de campeão brasileiro de 74, naquela final histórica contra o time de coração dele que era o Vasco). E, como tal, também resolveu deixar sua marca no jogo que o Brasil inteiro assistiu pela televisão.
Aos 30’, nervoso, incapaz de se livrar da marcação pessoal, Pelé chutou Piazza. Formou-se o bolinho. Procópio pediu explicações e ouviu um palavrão. Armandinho, não quis muita conversa e meteu os dois para fora. Após a partida, Pelé estava maluco de raiva: “Todo jogo apitado por Armando Marques, eu já entro em campo sabendo que uma hora ou outra acabarei sendo expulso. É uma velha mania dele, de me marcar de perto, justamente para ganhar fama”.

Pelé disse que o lance foi um bate-boca, claro que cheio de palavrões e com rispidez, mas, coisa mais que normal num campo de futebol.
“Ocorre que o cara tem que ser vedete diante do público sensacional que estava no Mineirão hoje”.
Procópio, que jogara com o tornozelo machucado (e disse que não ficaria de fora de jeito nenhum...), também protestou: “Não entendo, até agora, porque fui expulso. O Pelé deu uma entrada maldosa no Piazza. Eu só disse a ele que não precisava apelar por causa do olé” (rs, rs, rs...). Ele respondeu com um palavrão e o juiz estava perto.
Procópio relata que Pelé ainda tentou convencer o juiz de que ninguém havia feito nada, mas, com o Armando Marques foi tempo perdido...
Daí em diante, o Cruzeiro administrou o jogo e o Santos sem Pelé não sentiu estímulo algum para buscar qualquer tipo de reação. A torcida pôde então se deliciar com 15’ de técnica refinada, passes perfeitos e muito futebol, entretanto sem resultar em mudança no placar.

Bem amigos, posso ter falado do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, jogos sem substituições, ritmo mais cadenciado, cera técnica, etc. Mas, que cada grande time no Brasil tinha pelo menos 3 a 4 grandes craques, o jogo tinha mais alternativas, e tinha muito menos frescura do que hoje, dentro e fora de campo. No Pacaembu, uma semana depois, o Cruzeiro conquistaria o seu 1º título nacional, num jogo ainda mais emocionante. Mas, aí já é outra história.

. Detalhes do Jogo : Cruzeiro 6 x 2 Santos +++ Motivo : 1ª partida das Finais da Taça Brasil de Clubes em 1966.+++ Estádio : Magalhães Pinto (Mineirão) +++ Data : 30/11/1966
.Cruzeiro (4-2-4): Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes, Natal, Evaldo, Tostão e Hilton Oliveira. +++ Técnico : Airton Moreira
. Santos (4-2-4) : Gilmar, Carlos Alberto, Mauro Oberdan e Zé Carlos; Zito e Lima; Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe. +++ Técnico : Lula

. Arbitragem : Armando da Rosa Castanheira Marques + Joaquim “Cocó” Gonçalves e Euclides Borges (mineiros)+++ Cartões Vermelhos : Procópio e Pelé.

. Público Pagante : 77.325 torcedores (mas, os jornais da época reportaram mais de 100.000 pessoas presentes ao estádio). +++ Renda : Cr$ 223.314.600,00 (a maior renda do futebol brasileiro até aquela data superando os 177 milhões de um Fla x Flu de 1963).
. Gols : Zé Carlos (contra) a 1’, Natal a 5’, Dirceu Lopes a 20’, 39’ e 72’ e Tostão convertendo pênalti sofrido por Dirceu Lopes a 42’+ Toninho Guerreiro a 51’ e 55’ para o Santos.

. E as homenagens da semana vão para : Bruno Vincintin, P. C. Almeida, Bennedetto Gesmundo, Jorge Santana, Carlão Azul, Lêonidas É Fato, Zirlei Pereira, Walter Seixas, Binho, Othon (TFC), Carlos H. C. Campos, Fusil Cruzeirense, Olecram, PP de Formiga, Alex10 de Passos, Gino Andrade, Dilson Louback, Clemenceau Saliba Jr., Eliezer de Souza Mattos, Otacilinho, Elias Guimarães, Palestrino41 (meu Deus, como anda sumido o nosso grande amigo Franklin Bronzo), Mr. Mirai ou o marido da D. Márcia, Beth Makennel, Drª Celeste, Mauro França, Ademar de Carvalho Barbosa e aos grandes colunistas Jorge Schulmann, Wilson Flávio, Clítia Milagres e Evandro Oliveira que dividem conosco este espaço.

E muito especialmente a : Procópio Cardozo Neto (o homenageado desta coluna), Orlando Augusto Guerra, Ramon Salgado, Alberto Rodrigues, Pequetito e Mário Marra pessoas do mundo do futebol mineiro as quais admiro muito.

Cruzeiro, Cruzeiro Querido... Tão Combatido Jamais Vencido


Joao Duarte
joaochiabi@globo.com

Leia também as colunas anteriores Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 João Duarte | Vit�ria | 27-02-10 16h30min
Infelizmente, o site está com um problema de configuração. Mas, creio que em breve será resolvido. Todas as palavras acentuadas são problema (rs, rs, rs). Mas, o que importa é que esta página heróica fez o nosso time mudar de status de clube de Minas para ganhar o Brasil e o mundo.
E que 2010 venha coroar todo este processo com novas conquistas marcantes.
 BioRock *susp* | Belo Horizonte | 27-02-10 16h33min
EXCELENTE COLUNA, João Duarte. Uma verdadeira aula de história do melhor clube brasileiro do século XX. Muitos torcedores estão precisando realmente entender e compreender a história e saber o por que de sempre querermos um clube vencedor. Tinha apenas 1 ano mas meu pai, mineiro de Muriaé, cruzeirense que, naquela época, "achava" que seríamos trucidados pelo Santos do Rei. Ele me disse que ficou de queixo caído vendo os ainda garotos de BH mostrarem pro bi-campeão mundial quem era o Cruzeiro !
 Celeste | Sorocaba-Itajub� | 27-02-10 17h20min
João obrigada pela homenagem. Naquela época o saldo de gols não era critério de desempate. Senão o Cruzeiro poderia comemorar o título naquele dia mesmo.Esse time de 66 é o mais importante da história do Cruzeiro. Aprendi a admirar o Procópio lendo este site. Sempre associava sua imagem ao adversário doméstico. O futebol sempre nos apresenta alguma felizes coincidências. No dia 30/11/03 comemoramos nosso segundo título brasileiro.
 Celeste | Sorocaba-Itajub� | 27-02-10 17h30min
Em 66 morávamos na roça (Biguá, Sul de Minas). No dia seguinte ao título de 66, meu irmão mais velho saiu para trabalhar e encontrou um primo, pouco mais velho, que gostava muito de futebol. O primo contou-lhe então o feito do Cruzeiro no dia anterior. Meu irmão ficou empolgado com o que ouviu. Conseguiu com um padre o endereço do Cruzeiro. Mandou uma carta e ganhou uma flâmula comemorativa do título e alguma revistas. Tornou se cruzeirense à partir daí. Eu e mais 3 irmãos aprendemos com ele.
 Celeste | Sorocaba-Itajub� | 27-02-10 17h32min
Creio que não só eu mas muitos outros que frequentam esse espaço são torcedores em função dessa façanha. Daí considerar esse o mais importante time da história do Cruzeiro.
 Carlos Campos | Resende | 27-02-10 23h44min
Valeu Mestre! Obrigado
 Eduardo Faria | Passos | 28-02-10 09h25min
João Duarte, parabéns pela coluna! Estar presente naquele jogo foi o maior/melhor presente que recebi de meu falecido pai. Naquela época morávamos em Pains(MG) e eram raros os aparelhos de TV na cidade, acompanhávamos o Cruzeiro pela Guarani e eventualmente íamos a Formiga(MG)assistir jogos do nosso time pela TV. Que privilégio, hoje, poder acompanhar quase que 100% dos jogos, mesmo que a realidade dos times que sussucederam àquele, poucos chegaram perto. Continua...
 Eduardo Faria | Passos | 28-02-10 09h25min
...Portanto, como "testemunha" daquele feito, quero endossar as palavras do Procópio, assim como as suas, pois até mesmo aqueles colegas de site ausentes nesta partida puderam sentir-se "à beira do gramado" e vibrar a cada gol narrado. Lamentável é não ter um VT completo daquele que foi o único jogo do Santos de Pelé que perdia de 5X0 aos 41 minutos de bola rolando, e, ainda não ser reconhecido como o nosso 1º TÍTULO NACIONAL, coisas do eixão!!!
 Eduardo Faria | Passos | 28-02-10 09h35min
Permitam-me uma comparação bastante oportuna... A pequena torcida santista que compareceu àquele jogo, em 30/11/66, certamente saiu do Mineirão com as vistas, como ficamos, após a leitura desta coluna do JDuarte.!@#$%¨&*()_+ 6x2 6x2 6x2 6x2 ...!
 João Duarte | Vit�ria | 28-02-10 11h30min
Carlão,
Eu te achei econômico. Este foi um trabalho de pesquisa, mas, o que me indignou muito é que alguns setores, inclusive a imprensa marrom caseira que forçar a barra de que o mundo começou em 1971. É importante que a gente conte o que se passou no passado. Como foi surpreendente a nossa vitória, principalmente para o eixo Rio-São Paulo e como tentaram diminuir o nosso feito. Como o Botafogo "abriu" as pernas em 1969 ao se ver sem chances de conquista. Fatos conectados. Vamos lá, conte.
 MAIOR DE MINAS | Pouso Alegre | 28-02-10 11h59min
Alô mestre João. Beleza de história. Apesar de que em 69 ainda não acompanhava o cruzeirão, você consegue nos remeter ao estádio e participar do jogo. Que maravilha. Já estou ansioso pela história do segundo jogo. Parabéns pela narrativa. Grande abraço. Sobre 74 já tenho algumas lembranças. Foi triste. Fazer o que?
 Rodrigo Mafra | Não definido | 28-02-10 14h28min
Esse jogão realmente foi o divisor de águas. O Cruzeiro quebrou a hegemonia do Santos em relação à Taça Brasil, se tornou um time conhecido nacional e internacionalmente conhecido; fez com que o torneio Rio-São Paulo passasse a ter times de outros estados a partir de 67 (torneio Roberto Gomes Pedrosa - o Robertão) e aí começou o fenômeno chamado "China Azul". Ontem, após ler a coluna, fui ao YouTube e encontrei alguns vídeos, como o programa Loucos por Futebol da ESPN Brasil que aborda a façanha
 Rodrigo Mafra | Não definido | 28-02-10 14h41min
celeste. Sugiro a todos vocês fazer o mesmo, pois já que não temos o vt completo, pelo menos ver alguns registros da época, que sem dúvida nenhuma, mudou o panorama do futebol mineiro, brasileiro e mundial. Esse jogo é um dos pilares que sustenta essa nação azul de mais de 8 milhões de torcedores espalhados pelo mundo e agora, graças à internet, unidos para trocar ideias, emoções e paixões pelo CRUZEIRO. Parabéns mais uma vez João, por resgatar a nossa história e mostrar aos torcedores mais
 Rodrigo Mafra | Não definido | 28-02-10 14h43min
jovens, quem realmente "honra o nome de Minas". Saudações celestes !!!!!!!!!!
 zeze | Belo Horizonte | 28-02-10 21h03min
Compadre, bela lembrança,parabéns! Ontem foi sofrivel, mas o que interessa são os 3 pontos.(Libertadores) Gostei muito do toque refinado do Roger, apesar que no meu ponto de vista está jogando muito proximo dos atacantes e assim criando um buraco no meio e embolando um pouco a frente.Acredito que o AB deverá acertar isto! E o Gilberto vai para lateral? Ganharemos poder ofencivo na esquerda sem risco de levar bola atrás? Fabricio tem feito uma falta imensa ao nosso meio campo. Saudações Celestes!
 Marildo | Nova Ponte | 28-02-10 23h12min
Parabéns pela homenagem e pela lembrança desta decisão. Hoje não é diferente daquela epoca (1966), temos que esperar o APITO FINAL, para sair comemorando. Só lembrar que no 2. jogo da decisão, o Cruzeiro perdia de 2x0, e no intervalo os DIRIGENTES PAULISTAS,foram no vestiario cruzeirense marcar o 3. jogo para o MARACANÃ. Isto foi um insulto tremendo... e uma gloria para o cruzeiro, que mesmo perdendo um penalti, empatou o jogo e virou no finalzinho... 3x2. CRUZEIRO CAMPEÃO........ MERECIDAMENTE.
 niltonfix | Belo Horizonte | 01-03-10 12h42min
Caro João Duarte, Parabéns pelo post e pela homenagem ao Procópio, grande homem! Assisti algumas entrevistas do Tostão, Dirceu Lopes, Evaldo Natal e outros daquele time sempre falando nesse jogo. Meu pai era Santista e galista, me contou mais tarde, estopim do meu interesse por futebol, comecei a escutar jogos, acompanhar as manchetes e me apaixonei pelo Cruzeiro. Vejo oportunidades para lancarem livro-DVD sobre essa e outras conquistas, você não se habilita? Abraços e títulos 2010
 yon | BH | 01-03-10 16h04min
Obrigado por lembrar de mim, grande Chiabi. Tô sumidão mesmo e uma hora acabo explicando porque. Esse é um dos jogos que gostaria de ter visto e que infelizmente, com o incêndio da - tupi ou record? - foi perdido, assim como boa parte da histôria brasileira. Um abraço, Binho Na Área.
 heliosangueazul | São Paulo | 03-03-10 16h36min
Caro João Duarte, como é bom relembrar com tantos detalhes uma partida histórica do nosso querido Cruzeiro. Sabe qual foi o motivo de eu ter escolhido o Cruzeiro como meu time de coração? Esse motivo foi: Raul, Pedro Paulo, Procópio, Dirceu Lopes,Tostão, Zé carlos, Natal, Evaldo entre outros. Parabens e obrigado por essa preciosa coluna. Abraços.
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