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Papo com Alan Alencar
Alan Alencar escreve regularmente

02/06/2005 | Alan Alencar
Quem é o culpado?

Achar um culpado agora não é tão fácil assim.

Lá se vai o primeiro semestre de 2005, e com ele uma marca negativa na história do clube mais Campeão das Minas Gerais.



Enquanto muita gente dispara sua metralhadora contra todo o time Celeste, outros optam por esperar esfriar os ânimos antes de tecer seus comentários e avaliações. De fato, o pior momento para qualquer análise, é justamente ao final de uma partida, principalmente em se tratando da segunda vez em um mesmo semestre que seu time deixa escapar de forma inexplicável a chance de ser campeão.



O que presenciei ontem no Mineirão foram momentos de grande emoção. Um show eletrizante nos seus primeiros minutos com roteiro já conhecido da Maior Torcida de Minas. Mas o final estava longe de ser aquele que os mais de 35 mil torcedores sonharam para aquela noite.



Já nos primeiros segundos de partida o ataque se mostra presente; bola no travessão e lá vem mais pressão. Jogadas rápidas, bolas cruzadas e uma determinação da equipe em atender aos apelos da maravilhosa festa da torcida. Primeiro Kelly e depois Fred por duas vezes explodiram as arquibancadas do gigante da pampulha. O grito de gol e as canções de incentivo era a toada que liderava os corações dos torcedores. O adversário pálido, assustado e aparentemente entregue ao time Azul, assistia em campo o desfile Celeste. Jogo fácil, disse eu a um torcedor que não conseguia conter sua alegria e felicidade.



Termina o primeiro tempo, o foco de toda imprensa está nele, o grande artilheiro Fred que acaba de entrar para a história da Copa do Brasil como o maior goleador, superando o atacante Deivid (13 gols) com 14 gols marcados em uma única edição. O que se houve em todo o estádio é a felicidade da Maior Torcida de Minas.



De fato, o Cruzeiro veio com uma proposta de buscar gols no primeiro tempo, e cumpriu com a missão. Fez três e não levou nenhum. Resultado parcial que daria ao time Celeste a oportunidade de desempenhar sua sexta final de Copa do Brasil.



Segundo tempo, as duas equipes em campo. Nenhuma mudança feita pelo técnico Levir Culpi. Apesar do time ter aprontado uma correria, portanto eletrizante, não refletia exatamente na qualidade técnica, e ao meu ver mais na vontade dos jogadores. Todos nós sabemos que o Cruzeiro tem uma equipe normal, longe daquelas formações dos anos anteriores, que mesmo não sagrando-se campeão de algumas competições, tinha um elenco tecnicamente superior ao de hoje. E o que parecia fácil começa a tomar contornos das grandes catástrofes futebolísticas. Desatento em campo, o Cruzeiro cede a pressão do Paulista e em uma falha na saída da jogada, proporciona uma falta frontal do gol Celeste. Um minuto de partida e o adversário consegue marcar seu primeiro gol. O resultado leva a partida para as penalidades.



Mas para quê se preocupar com isto? Ainda restam 44 minutos de futebol e bastaria ao Cruzeiro imprimir 50% da primeira etapa que facilmente aumentaria o placar, eximindo os torcedores da fatítica e extressante experiência das penalidades.



Nesta hora, observo com atenção o técnico Levir. Eu tinha uma visão privilegiada, pois estava logo atrás do banco de reservas fazendo as fotos para o site. Levir agitado sinalizada, assobiava e gritava desesperadamente com Marabá, Batatais, Argel e Martinez para que não dessem chutões e tomasse as rédeas da partida. Eis que três minutos depois em nova falha de marcação, praticamente do mesmo local da primeira cobrança o Paulista marca seu segundo gol, obrigando ao time Celeste a estufar as redes mais duas vezes. Fácil? que nada.



Fácil e detonar os jogadores, culpando um e outro de mais um vexame. Fácil e culpar o goleiro Fábio pelos dois gols sofridos e esquecer de que a equipe tem problemas estruturais. Fácil também é imputar ao Levir essa eliminação, com o argumento que ele escalou mal a equipe. Tivesse o jogo terminado 3 a zero ou mais, nenhum torcedor em sã consciência aceitaria qualquer um destes argumentos. Essa é a paixão do futebol. Ontem Fábio era goleiro de seleção, hoje ele não serve para terceiro goleiro. Hora, temos que colocar a cabeça no lugar e entender que o Cruzeiro é um time limitado, cheio de jogadores medianos alterando bons momentos e péssimas apresentações e apresentando falhas individuais que comprometem seriamente o conjunto. Não nos falta espírito vencedor como outras equipes por aí. Falta sim, qualidade no elenco. Se tirarmos uma média dos últimos 5 anos, veremos que esta equipe não supera nenhuma das outras formações destes mesmos anos, e olha que 2004 foi um ano para se esquecer.



O Paulista não tem nada a ver com isso. Me desculpe seus torcedores, jogadores e até mesmo os que torceram desesperadamente por eles. Ganhou nos erros do Cruzeiro. Entrou em campo, tremeu no Mineirão, assitiu aos três gols querendo que o jogo terminasse naquele momento. Não cresceu para fazer gols, não cresceu mesmo depois do segundo. Apenas foi aplicado diante de uma equipe desgovernada e difusa. Culpa apenas do Levir? Não sejamos cegos e este ponto.



Não sou defensor do Levir e não aprovo a grande maioria das mexidas dele. Não gosto da forma aparentemente debochada com que faz seus comentários, mas ontem, ao contrário do jogo contra o Ipatinga na final do Mineiro, ele entrou com o que tinha em condições de jogo para ganhar. Tivemos a infelicidade de sermos desclassificados, mas temos que ser justos e colocar TODOS os jogadores dentro da nossa máquina de tortura e não apenas dois ou três deles. O conjunto é fraco e não vai ser fácil nos próximos meses. A diretoria tem que se mexer rapidamente para dar mais força ao time. Não adianta ficar assistindo de camarote aos fatos sem tomar a iniciativa. De deixarmos passar mais tempo, o futuro poderá nos reservar maus momentos. Lembrem-se de que temos praticamente dois desfalques certos para o segundo semestre. Dois dos melhores jogadores podem deixar o time, e se com eles as coisas já não vão bem; faça idéia na ausência.



Moral da história. Não levamos o que compramos. Certo ou errado, agora não temos mais o que lamentar. Eu só fico triste porque não tínhamos estes hábitos, mas vou considerar mais uma vez que perdemos apenas uma batalha e não a guerra.



Excepcionalmente nessa coluna não farei a seção Rapidinhas. Teve uma galera que me escreveu para mandar seus comentários sobre as coluna. Na próxima eu desconto.



Apesar de tudo e de todos, somos privilegiados por sermos Cruzeirenses.



Saudações Celestes



Alan Alencar

alan@cruzeiro.org



Alan Alencar
alan@cruzeiro.org

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