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 Acesso mais recente em 13-07-20 15h32min  |  Fonte: Portal UAI |  Qtd Leituras: 329
COLAPSO: R$500 milhões é quanto o Cruzeiro precisa para sobreviver

O Cruzeiro tem endividamento líquido de cerca de R$ 800 milhões, dos quais aproximadamente R$ 600 milhões são débitos em curto prazo, que precisam ser quitados nos próximos 12 meses. Especialistas da área financeira se assustam com a profundidade do fosso em que o clube foi jogado por ex-dirigentes - alguns inclusive investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, casos do ex-presidente Wagner Pires de Sá, do ex-vice de futebol Itair Machado e do ex-diretor geral Sérgio Nonato. Para o economista Cesar Grafietti, esse panorama atual pode chegar a até inviabilizar o clube.

´O tamanho das dívidas assusta e a urgência em resolvê-las também. Para piorar o nível de receitas é baixo em 2020. Caso não volte à Série A, continuará baixo em 2021. E, mesmo que volte, já tem muita coisa comprometida. Os ativos perdem valor, os atletas precisam ser vendidos por preços menores, muitos deixarão o clube por falta de pagamento. A gestão é complicada. Vai demandar muito suor e estratégia em recuperação judicial para solucionar os problemas. E muita paciência. E pode sim inviabilizar o clube, exceto se a nova gestão consiga dinheiro rápido e grande para apagar o incêndio mais grosso`, disse, em entrevista ao Superesportes.

Se já vinha em uma ascendente de dívidas na gestão do ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares, a situação do Cruzeiro se agravou muito com Wagner Pires de Sá e Itair Machado. No primeiro ano de Wagner (2018), a Raposa registrou déficit de R$ 73,3 milhões, mesmo acumulando quase R$ 62 milhões em premiação por ter vencido a Copa do Brasil. No balanço referente ao ano passado, o Cruzeiro contabilizou o maior resultado negativo de um clube em toda história do futebol brasileiro: R$ 394,1 milhões. Segundo os auditores da Moore Stephens Consulting News Auditores Independentes, há 'incerteza significativa' quanto à 'capacidade de continuidade operacional do clube' celeste.

Ironicamente, Wagner Pires de Sá é economista graduado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e empresário de relativo sucesso, sócio de empresa especializada em fabricar produtos químicos. Por outro lado, Itair Machado já tinha em seu currículo a falência do Ipatinga, que praticamente sumiu do mapa do futebol após meteórica ascensão à Série A do Campeonato Brasileiro em 2008.

Segundo Grafietti, o Cruzeiro deve apostar em venda de ativos - em especial dos jogadores mais valorizados -, profissionais competentes em cargos-chave na administração, transparência e apoio da torcida.

´O Cruzeiro precisa entender a gravidade da crise. Não apenas dirigentes, mas torcedores. Saber que vai demorar para solucionar os problemas e que será preciso uma estratégia arrojada e dinheiro. Tem que entender que a capacidade competitiva demorará para retornar. Vender ativos, atletas, enxugar as estruturas, trazer gente competente – e isto está sendo feito, pois as pessoas que têm chegado ao clube são profissionais de qualidade – e dinheiro. A torcida precisa fazer sua parte e apoiar, não só defendendo cegamente o clube, mas cobrando transparência, informações recorrentes, explicações da gestão. Não dá para apenas pedir dinheiro aos torcedores, é preciso mostrar o que está sendo feito. Precisa de um plano e força para executá-lo`.


O Cruzeiro acabou?

O cenário de 2020 que já era tenebroso conseguiu ficar ainda pior com a crise de COVID-19, impactando diretamente os cofres de todos os clubes. Os que mais sofrem são os em penúria financeira, caso do Cruzeiro. O clube perdeu receita com venda de jogadores, pois o mercado paralisou por completo, patrocínios, direitos de TV e renda de jogos. Nesta temporada, a Raposa espera arrecadar R$ 80 milhões - em 2019, a receita total foi de R$ 289 milhões . O valor é muito pequeno perto do total da dívida de curto prazo. Cesar Grafietti chegou a dizer em uma entrevista recente ao blog do jornalista Rodrigo Capelo, do site Globoesporte, que ´o Cruzeiro acabou`. Ele explica o sentido da frase.

´A ideia por trás do 'acabou' é que este Cruzeiro que foi construído à base de atrasos, dívidas, má gestão, acabou. Não é possível mais viver desta forma. E a solução passa por uma transformação tão profunda que precisaria ser conceitualmente refundado. O clube deve ter receitas de cerca de R$ 80 milhões em 2020, sendo que parte já havia sido adiantada. No ano que joga a Série B, vai perder as receitas de bilheteria, que impulsionam os clubes grandes que caíram. Terá dificuldades em gerir uma equipe competitiva e ainda ter dinheiro para colocar as contas em dia. Por isso, a ideia de que precisaria de uma reforma tão profunda que é como se fosse um novo Cruzeiro. Nem que para isso precise andar alguns passos para trás, passar por reestruturações duras de passivos, processo semelhante à recuperação judicial, que traz riscos ao desempenho do clube`, frisou.

A queda na receita de direitos de transmissão será uma das mais sentidas em 2020. Na Segundona, a Raposa teve que escolher entre a taxa de R$ 8 milhões da Globo - R$ 6 milhões líquidos e R$ 2 milhões em logística - e o dinheiro do pay-per-view. A gestão celeste optou pelo segundo item, que é uma verba variável de acordo com a adesão dos cruzeirenses na compra do pacote do Premiere. No ano passado, o Cruzeiro arrecadou cerca de R$ 45 milhões em pay-per-view.

Para pagar dívidas e salários, a gestão de Wagner Pires de Sá antecipou R$ 70 milhões em cotas de TV de julho de 2019 a outubro de 2022. Por receber o dinheiro adiantado, teve acesso a R$ 58 milhões, já que o Polo Clubes Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, responsável pelo repasse do dinheiro, fica com o restante em forma de juros.

A direção ainda terá que administrar um passivo de salários em 2021. Isso porque os jogadores do Cruzeiro que aceitaram a proposta de redução dos vencimentos neste ano não abriram mão dos valores que tinham a receber do clube pelos contratos vigentes. Os montantes que extrapolam o teto definido pelo clube (cerca de R$ 150 mil) serão pagos de forma parcelada a partir de abril do ano que vem.

´Imagino que o Cruzeiro precise de algo em torno de R$ 500 milhões para retornar a uma situação de estabilidade, pois precisa recompor as receitas que já foram adiantadas, pagar dívidas urgentes, colocar atrasos em dia e ainda ter capacidade de renegociar passivos. Se fosse fácil, outros clubes em situação semelhante já teriam feito. O que choca no Cruzeiro é a velocidade de deterioração. Outros clubes já deixaram de ser competitivos há anos, enquanto o Cruzeiro vencia competições importantes até pouco tempo. Vai precisa sim se reinventar, mudar a mentalidade da gestão, mudar as expectativas da torcida, focar na base e na eficiência da formação do elenco. Tem um longo caminho pela frente`, destacou Cesar Grafietti.


Palavra do presidente

O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, disse que o clube é viável financeiramente e avaliou que o endividamento atual está no patamar de outros grandes do futebol brasileiro, como Atlético, Botafogo e Fluminense.

´(O Cruzeiro é viável) da mesma forma que você vê que Inter, Botafogo, Atlético, Vasco, Fluminense são viáveis, o Cruzeiro também é. A dívida deles não é tão diferente da nossa. A diferença é que não pergunta isso para os presidentes deles. O fato de o Cruzeiro estar na Série B provoca diferença de recursos, então gera dificuldades este ano, mas, com credibilidade e criatividade, podemos superar`, disse.

Sérgio Rodrigues afirmou que os passivos que geram mais preocupação no momento são os débitos envolvendo negociações com clubes do exterior que estão na Fifa. Os outros, como processos trabalhistas e dívidas com fornecedores, o dirigente entende que são negociáveis.

´Sem dúvida nenhuma é a Fifa (que gera mais preocupação). Essas (dívidas) não têm como recorrer. Mas é o que eu falo: há clubes cuja dívida não está vencida, e a Fifa tem o procedimento de intimar a pagar em um prazo entre 30 e 90 dias. Há clubes que essa dívida não venceu que negociamos direitos de atletas. Outros estão aceitando parcelamento. A de curto prazo, necessária para se pagar para evitar punição esportiva, é a Fifa. Tirou-se a Fifa, todas as outras dívidas são negociáveis, dentro do sistema jurídico brasileiro`, frisou o dirigente.


Exemplos vindos da Europa

Para voltar a ser competitivo, o Cruzeiro pode se inspirar em 'cases' de sucesso na Europa. Clubes que têm gestões eficientes baseadas em administrações inteligentes, investimentos em atletas promissores e apoio do torcedores. Os exemplos usados pelo economista Cesar Grafietti são Borussia Dortmund, Leicester, Lille e Atalanta.

´São clubes que têm menor receita, mas são cada vez mais competitivos, casos do Leicester e da Atalanta, ou mesmo do Lille e do Dortmund. O primeiro passo para se tornar eficiente é entender até onde se pode ir. A partir daí as empresas – e, no nosso caso, os clubes de futebol – precisam lançar mão de técnicas eficientes de gestão e aplicação dos recursos, que são limitados. Isso gera competitividade e não a falsa sensação de que o dinheiro é ilimitado e a conquista esconde tudo`.

O fato de o Cruzeiro ser um celeiro formador pode contribuir para tirar o clube do fundo do poço. ´As dívidas são parte do problema e elas criaram um Cruzeiro que foi artificialmente mais forte. Quando o clube tiver que seguir as regras do Fair Play Financeiro, gastando apenas dentro do que arrecada, usando parte das receitas para pagar dívidas, a capacidade competitiva se dará muito pela capacidade de gestão esportiva. Claro que pode voltar a ser competitivo, afinal tem história de formação de atletas e gestão eficiente no passado não tão distante`, concluiu Grafietti.

* Colaboraram Bruno Furtado, Rafael Arruda e Tiago Mattar

/elo


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 pyxis | BHZ | 24-06-20 22h12min
Dependendo da origem do dinheiro, entregar o futebol do @Cruzeiro a um ´dono` ou investidor é VENDER uma paixão.
Este é o objetivo de muitos, e torcedor se preocupa mais com zoação, aparência, mimimi.
Nada será como ANTES ...
MALDITOS vírus e vermes !!!
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