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 Atualizado em 24-09-17 03h37min  |  Fonte: GloboEsporte.Com |  Qtd Leituras: 497
Vicintin abre o jogo sobre política, DM, diretoria e futuro

Erros e acertos: Vicintin abre o jogo sobre política, DM, diretoria e futuro

Já são quase dois anos em um dos cargos mais importantes do Cruzeiro: a vice-presidência de futebol. Torcedor fanático do clube, Bruno Vicintin ocupa um lugar tanto privilegiado quanto conturbado para a tomada de decisões.

Como lidar com a emoção e a razão?

Em setembro de 2015, tudo mudou na vida de Vicintin. De lá para cá, vários críticas e elogios. Decisões erradas e acertadas. Ele recebeu o GloboEsporte.com, em uma de suas empresas em Belo Horizonte, e abriu o jogo sobre várias questões que pairam na cabeça dos cruzeirenses.

A carreira de Vicintin no Cruzeiro começou em 2009, quando foi convidado a compor o Conselho Deliberativo do clube. Em 2012, virou assistente da vice-presidência das categorias de base do Cruzeiro. Em 2013, passou ao cargo de superintendente das divisões de base. Mas foi em 2015, que ele deu o primeiro passo ao futebol profissional, com a vice-presidência. Em dezembro, porém, com o fim do mandato do presidente Gilvan de Pinho Tavares, essa caminhada pode chegar ao fim.

GA pergunta que não quer calar é: Vicintin fica ou não, no clube, na próxima temporada?

- Até agora são duas chapas (chapa ´União - Pelo Cruzeiro, Tudo`, representada por Wagner Antônio Pires de Sá, e chapa ´Tríplice Coroa, representada por Sérgio Santos Rodrigues) apesar de ainda não terem sido registradas. Com um dos lados da chapa eu não continuaria de jeito nenhum, porque tivemos problemas que são quase públicos, que eu prefiro nem comentar as razões, mas que, no fundo, todo mundo sabe. Na outra chapa, eles já me convidaram para ficar, mas o que eu falei é que, primeiro, eu preciso saber quais são as diretrizes para os próximos anos para saber... primeiro, tem que ser uma decisão da futura diretoria, se quer que eu continue ou não. Depois que tiverem essa decisão, aí é uma decisão minha se eu quero ou não continuar.

A ideia de Bruno Vicintin era se candidatar à presidência do Cruzeiro já neste ano. No entanto, o estatuto do clube o impede de pleitear o cargo, por não ter o tempo mínimo de Conselho necessário (integra o conselho há quase nove anos). Apesar da impossibilidade, Vicintin não se mostra chateado e/ou frustrado.

Em dois anos de Cruzeiro, muita coisa aconteceu: luta contra o rebaixamento, em algum momento do Brasileiro, em dois anos (2015 e 2016), quatro mudanças de treinadores (Mano Menezes, Deivid, Paulo Bento e Mano, novamente), contratações frustradas, como os gringos Pisano, Gino e Sanchez Miño, e outras acertadas, como Thiago Neves e Ábila. Ao GloboEsporte.com, Vicintin passou a limpo os dois anos que esteve à frente do Cruzeiro: críticas da torcida ao departamento médico do clube, momento financeiro, jogadores da base, objetivos e frustrações foram assuntos.

GloboEsporte.com: A gestão do Cruzeiro vai ser mudada ao fim deste ano. Tem alguma possibilidade de você permanecer no Cruzeiro?

- Até agora são duas chapas (chapa ´União - Pelo Cruzeiro, Tudo`, representada por Wagner Antônio Pires de Sá, e chapa ´Tríplice Coroa`, representada por Sérgio Santos Rodrigues), apesar de ainda não terem sido registradas. Com um dos lados da chapa eu não continuaria de jeito nenhum, porque tivemos problemas que são quase públicos, que eu prefiro nem comentar as razões, mas que, no fundo, todo mundo sabe. Na outra chapa, eles já me convidaram para ficar, mas o que eu falei é que, primeiro, eu preciso saber quais são as diretrizes para os próximos anos para saber... primeiro, tem que ser uma decisão da futura diretoria, se quer que eu continue ou não. Depois que tiverem essa decisão, aí é uma decisão minha se eu quero ou não continuar. Eu acho que essa decisão só pode ser depois da eleição. Antes da eleição, qualquer coisa que for comentar, tem uma série de fatores que podem influenciar muito.

GloboEsporte.com: Este ano, a sua candidatura não deu certo, por causa do estatuto, que impede. Mas, você pretende, um dia, se candidatar à presidência do clube?

- Este ano eu pretendia, por questões estatutárias, eu não pude me candidatar. Futebol muda muito. Há seis anos, eu estava afastado até do clube. Há três anos eu era superintendente da base campeão brasileiro. Agora eu estou terminando o outro mandato como vice-presidente de futebol. Eu não sei o que vai acontecer. Ninguém sabe o que vai acontecer na vida daqui a três anos, muita água passa por baixo da ponte. Hoje, eu posso falar que dedico 80% do meu tempo ao Cruzeiro. E isso sacrifica muito... (as minhas empresas). Hoje, eu tenho meu pai que toca as nossas empresas. Eu não conversei com minha família se daqui a três ano eu vou ter que assumir, se vou ter que assumir mais. O cargo de vice de futebol exige uma dedicação muito grande ao clube, que eu não conseguiria estar no clube sem estar me dedicando tanto assim. Minha vida mudou desde que sou vice de futebol. Por exemplo, se o time não ganha, eu não vou a um shopping. O Tinga, outro dia, falou um negócio: ‘Eu não sabia que dirigente tem a cobrança que os jogadores têm’. Hoje, com rede social, você tem a cobrança que um jogador tem. Você evita de sair com sua família se o time não está bem. Sonhar, todo torcedor sonha. E hoje, depois de tudo que eu passei no futebol, nesses cinco anos de diretoria, na base e no profissional, eu acho que eu adquiri uma maturidade no futebol leva um tempo para uma pessoa adquirir. Então acho que nas questões de futebol eu estaria preparado. O Cruzeiro tem uma série de desafios administrativos a serem enfrentados nos próximos anos, e vai precisar de gente muito profissional para enfrentar esses desafios.

GloboEsporte.com: Quais seriam esses desafios?

- Aumentar torcida, aumentar faturamento, aumentar número de sócios, sanear o clube financeiramente. É muito difícil sanear um clube mantendo a competitividade no campo, porque, se o time começa a não ir bem, a pressão para você contratar é muito grande. Não tem grande milagre no futebol. Tem dois jeitos de você administrar um time de futebol. Ou você administra ele alavancado, e na esperança de vender jogadores e aumentar as receitas, que, por exemplo, o Corinthians está fazendo hoje, e está fazendo uma campanha avassaladora no Brasileiro, o Palmeiras, com um patrocínio muito forte está fazendo, o Flamengo usando a venda do Vinícius Júnior fez várias contratações. É o que eu falo. Isso depende da diretriz do presidente. O presidente tem que virar e falar assim: vamos caminhar pelo caminho de sanear o clube e voltar com força total em um, dois, três anos, ou o período necessário, que eu acho que seria o certo. Ao mesmo tempo você pode tocar o clube e falar ´estamos com um time competitivo, apostamos neste time, achamos que vai dar frutos técnicos e financeiros mais para frente`. Você estando com o time formado... para você ver. O Murilo entrou no time e se firmou como titular de forma muito mais fácil do que o Bruno Viana, que foi vendido para a Europa, porque já estava com o time encaixado e com uma qualidade de time melhor. Nosso time de 2017 é superior ao de 2016. Então, é linha de trabalho mesmo e quem tem que definir é o presidente. Eu tenho na minha cabeça o que eu acho que tem que ser feito. Até essas coisas é que vão ser discutidas com a próxima diretoria.

GloboEsporte.com: Nos últimos meses, surgiram informações de que o Cruzeiro tentou contratar o Vinícius Júnior, ainda na base. É verdade isso?

- Sim, desde os 14 anos que eu estou de olho no Vinícius Junior (risos), mas não deu não. Ele é muito fora de série, o Flamengo não bobeou não. Mas a gente fica de olho, não só nele, como em vários jogadores. Por exemplo, na geração 2000, na Seleção Brasileira na época sub-15, os melhores jogadores eram o Paulinho que está no Vasco, o Vinícius Junior, o Cruzeiro tem dois jogadores de qualidade sendo convocados, que é o Goleiro Brazão, o meio Marco Antônio, e a gente sempre fica olhando esses jogadores. Durante a formação do atleta, às vezes acontece muita coisa em que o atleta se perde e que às veze é a chance de trazermos este atleta para o clube, como foi o caso do Raniel. O Raniel era um atleta que sempre foi tido em Pernambuco como uma exceção, não era um nível tão alto quando o Vinícius, mas ele teve um problema sério e a gente resolveu apostar que ele ia superar aquele problema. A gente fica muito feliz. Eu sempre converso com ele, que ele tem que ser exemplo. Tanta gente entra na droga e não consegue sair. E um atleta de alto rendimento chegou a entrar, cair num antidoping, veio de uma família muito humilde, e conseguiu dar este exemplo de superação. Estou indo para vários lados, mas tentando seguir uma linha: todos os grandes jogadores de potencial a gente monitora, na esperança de algum clube dar uma bobeira e a gente conseguir trazer para o Cruzeiro. No caso do Vinícius, ele sempre foi um fora de série, tentamos trazer, mas ele sempre foi muito bem cuidado, o Flamengo fez muito bem a formação dele. O caso do Raniel foi isso, era para ter sido um fora de série no Santa Cruz, teve problemas extracampo, superou o problema e conseguimos trazê-lo. Vai de cada atleta, depende muito de família, de formação, da forma que o clube trata, do monitoramento. Isso eu vi muito na base: geralmente jogador que vira não é o mais talentoso, é o que tem mais vontade. Isso fica claro na base, porque o assédio sobre esses meninos a partir dos 15 anos é muito grande. E a maioria, infelizmente, se perde.

GloboEsporte.com: Sobre a presidência, você ficou triste de não se candidatar agora?

- Se eu falar que eu fiquei feliz, não acho que é a palavra certa (risos). Mas eu acho que Deus tem um tempo para tudo. Se não era para ser, não foi. Vou continuar ajudando o Cruzeiro em tudo que eu puder.

GloboEsporte.com: O planejamento que você fez seria a longo prazo (2027) (Vicintin divulgou, no Twitter, aquilo que seria seu plano de gestão, caso fosse eleito presidente. Nele, tem vários planos, como a criação de um time sub-23, novo centro de treinamento para a base e criação de uma Arena na Toca da Raposa ll). Você acha que ele pode, de fato, ser seguido por outras pessoas na presidência e diretoria?

- Acho. Claro que eu acho que um presidente não vai pegar aquilo e usar tudo. Eu usaria tudo, mas cada um tem suas ideias. Mas tem muita coisa ali que pode ser usada. Eu fico feliz de ver as pessoas vendo. A intenção de tornar aquilo público foi justamente para se pegar as ideias que acham interessantes e poder usar. Primeiro eu entreguei para o Gilvan. Só deixar claro que foi um projeto que foi feito pelo Júlio Reis, que tem anos de experiência em consultoria em grandes empresas, como a Falcone, hoje tem a consultoria dele mesmo. E ele fez este projeto como cruzeirense, trocando ideias comigo, eu não paguei nada a ele. E tornamos público. Uma coisa que não foi tão boa para o Cruzeiro foi que recebemos ligações de outros clubes querendo usar parte daquele plano. A gente sabia que este era um risco de tornar aquele plano público, mas a gente sabia que era o jeito mais fácil de todas as pessoas até cobrassem que os pontos positivos fossem utilizados.

GloboEsporte.com: Uma das suas metas era criar um time sub-23 para o Cruzeiro jogar o Mineiro. Você acha isso possível?

- Não, minha meta era criar um time sub-23 para disputar campeonatos europeus. E disputar o Mineiro com o sub-23. Entendeu? Não sei se ficou claro. Vou explicar: por exemplo, o Atlético criou um Sub-23 e botou para disputar a Terceira Divisão do Mineiro. Que é o que ele está disputando hoje. Eu acho que o nível técnico da Terceira Divisão do Mineiro é muito baixo. Então, qual é a razão de você ter um sub-23? É dar minutos para o jogador pegar cancha. Tem duas maneiras que você pode usar isso. Ou você pega o Mineiro, que tem um nível técnico mais baixo, e bota eles para disputarem a Primeira Divisão do Mineiro, sem estar tão preocupado com resultado, e querendo dar minutos importantes para estes jogadores; ou você faz um projeto, que já tem clubes brasileiros fazendo, o Fluminense fez na Eslovênia, e a Traffic fez em Portugal, acho que o lugar certo para fazer era Portugal, porque pode ter qualquer número de brasileiros, e fazer um sub-23 lá. Estando na Europa, você vai ter retorno técnico, porque eles vão pegar minutos, e vai ter retorno financeiro porque o jogador vendido dentro da Europa, os valores são muito maiores. Agora, minha opinião sobre ter um sub-23 para disputar Terceira Divisão de Mineiro só gera custo para o clube, não sou a favor. Se não for fazer na Europa, eu sou a favor de disputar o Campeonato Mineiro (da Primeira Divisão) com o Sub-23. O Murilo e o Nonoca foram pegar minutos importantes no Campeonato Brasileiro. Se já estivessem disputando o Mineiro com o sub-23, já teriam chegado no Brasileiro muito mais preparados.

GloboEsporte.com: Uma coisa interessante também é a construção da arena na Toca l. Qual era sua ideia em relação a isso?

- Acho que há dois tipos de jogos. Há os jogos grandes, que merecem um grande palco, e tem os jogos menores, que precisam de um custo menor de arena. Eu acho que a Toca 1 é muito bem localizada. O terreno dá para se fazer um estádio de qualidade, o Cruzeiro tem proposta de cidades, em Contagem mesmo, de doar um terreno para fazer outro CT de base lá. Então você faria um CT por lei de incentivo em outra cidade, Contagem ou Betim, ou qualquer outra, e faria uma arena para jogos até 15 a 20 mil pessoas. Acho que se ganha muito porque o custo de uma arena dessas é muito menor do que o custo de uma arena como o Mineirão. E o Mineirão ficaria para os grandes jogos.

GloboEsporte.com: Há muitas críticas em relação ao Mineirão. Principalmente pelo lado do Atlético-MG. O que você acha do contrato do Cruzeiro com a Minas Arena (administradora do estádio)? Acredita que poderia ser mais rentável?

- Eu acho que é um contrato vantajoso, ele se provou vantajoso durante os anos. O Cruzeiro sempre é um dos clubes que mais arrecadam. Porém, como todo contrato, conforme vai passando o tempo, ele tem pontos a serem melhorados, que é um desafio da próxima gestão. O Mineirão foi reformado para o povo mineiro ver seus times jogarem nele. Ele é o grande palco dos grandes jogos. E quanto mais jogos você conseguir levar para lá, mais a arena vai ser viável. Eu acho que tem alguns pontos a serem discutidos, mas eu acho que o contrato foi bom para o Cruzeiro em longo prazo.

GloboEsporte.com: Você acha que, com a Arena que o Atlético-MG pretende construir, e ficando o Cruzeiro por conta do Mineirão, existe uma brecha para o Cruzeiro pegar o estádio para administrar?

- Eu acho que, no longo prazo, esses grandes estádios teriam que ser administrados pelos clubes. Como é em Milão mesmo, que o estádio é público e muda até o nome para jogos da Inter e do Milan. E os dois usam o mesmo estádio. Caso saia o estádio do Atlético, eu vejo com bons olhos, porque o Mineirão vai ficar praticamente só para o Cruzeiro, já quase é. O Cruzeiro vai ter um poder de barganha muito maior.

GloboEsporte.com: O que você acha que tem que mudar no estatuto do Cruzeiro? O que seria prioritário?

- Ah, muita coisa. Acho que o Cruzeiro tem que trazer para junto o torcedor, tem que trazer para junto novas lideranças, jovens lideranças. O estatuto atual inviabiliza muito. Eu costumo falar que eu tenho 40 anos de idade, 12 de sócio, 9 de conselheiro, 5 de diretoria e eu sou um menino para todo mundo lá. Sou o cara que chegou ontem. São poucos os casos de pessoas que começaram muito novas no conselho do Cruzeiro. Eu acho que a gente tem que trazer pessoas novas. Usar a experiência dos mais velhos que estão lá há muito tempo, mas tem que dar uma oxigenada e trazer pessoas novas para junto. O estatuto tem que ser modernizado, ele está muito engessado. E só deixando claro. Para a próxima gestão, eu não preciso que mude o estatuto para nada. Só que eu continuo a favor de mudar o estatuto porque eu acho que o estatuto do Cruzeiro tem que mudar pelo bem do clube, como eu sempre achei, não pelo bem de uma campanha.

GloboEsporte.com: Você é a favor do voto dos sócios, nas eleições presidenciais?

- Eu acho que tem que ser estudado, tem que ser debatido muito isso. Por um lado, eu sou a favor, porque acho que a pessoa que contribui tem que estar mais próxima do clube. Por outro lado, a questão do voto do sócio-torcedor é muito passional. E no futebol você vive muito quarta a domingo. Ontem eu estava pensando isso. Você vê, em 2013, a gente perdeu o Campeonato Mineiro, perdemos a Copa do Brasil, e teve um jogo muito importante contra o Botafogo, em que saímos ganhando e o Botafogo teve um pênalti para empatar. O Seedorf errou o pênalti. E se o Seedorf tivesse acertado o pênalti? O ano de 2013 ia ter sido um lixo? Corria o risco de a gente ter perdido o Brasileiro. A questão do sócio é isso. O torcedor é muito passional. E a maneira que o time estiver na hora da eleição pode influenciar muito na eleição. Por isso eu acho que tem que ser debatido. Eu não sou contra (o voto do sócio), mas acho que tem que ser debatida uma forma de se trazer o sócio do futebol para dentro do clube, mais presente. Seja votando para presidente, seja participando do dia a dia do clube, seja participando de outros esportes. Tem muita coisa que precisa ser debatida no novo estatuto.

GloboEsporte.com: Você acha que os candidatos atuais à presidência do Cruzeiro têm realmente capacidade de assumir o Cruzeiro?

- Essa você me apertou bem (risos). Eu acho que o mais importante para a nova diretoria vai ser ter humildade de querer aprender. Porque nenhuma das duas chapas tem experiência no futebol. Independentemente de eu ficar ou não ficar, eu acho que hoje o Klauss, o Tinga são muito importantes. Uma mudança total na diretoria de futebol seria dificílima como foi na época que mudamos da época do Alexandre. Passamos o ano de 2015 todo penando e depois no ano de 2016 para acertar o time que estamos agora. Essas mudanças no futebol, quando você acerta uma linha, ela tem que ser mantida. As duas chapas têm que ter humildade de saberem que eles têm muito o que aprender sobre futebol. Futebol você não aprende de uma hora para outra. Você tem que passar por muitas etapas. Por isso você tem que formar novas lideranças.

GloboEsporte.com: Desde o bicampeonato, o Cruzeiro não tem tido muito destaque nos campeonatos que tem disputado, ainda que tenha sido feito certo investimento em jogadores relativamente caros. O que você acha que aconteceu?

- Vamos lá, vamos analisar. Quando você tem um time vencedor, que ganha grandes títulos, como o Cruzeiro de 2013 e 2014, você passa um tempo grande com ele disputando nas cabeças, este mesmo time. Você já tem um time montado. O difícil é montar, manter é mais fácil. E qual foi o grande erro do Cruzeiro? O Cruzeiro desmontou aquele time do bicampeonato muito rápido. A gente perdeu a essência vencedora que um time tem. Nós perdemos isso em 2015, passamos 2016 tentando formar isso e eu acho que em 2017 a gente conseguiu. Você vê o vestiário do Cruzeiro hoje, você tem jogadores que são acostumados a vencer. Você vê como o Thiago Neves trata sua preparação para um jogo decisivo, você vê como o Sóbis trata, são jogadores que foram campeões por onde passaram. Eu acho que a gente teve essa quebra de sequência em 2015, penamos no final de 2015 todo. Não conseguimos consertar no início de 2016, aí já era sob a minha administração. A partir do meio de 2016 a gente conseguiu colocar o navio no prumo. E já na segunda etapa de 2016, apesar de não ganhar títulos, nós fizemos a quarta campanha do Campeonato Brasileiro e chegamos à semifinal da Copa do Brasil. Então não foi a tragédia que todo mundo coloca. Já em 2017, com exceção da Copa Sul-Americana, em que fomos muito mal e deveríamos ter ido muito mais longe, nos outros torneios a gente vem disputando na cabeça. Infelizmente, perdemos o Mineiro para o nosso rival, mas um dos dois vai ter que ganhar. Estamos na semifinal da Copa do Brasil, somos o único time que começou na primeira fase que chegou na semifinal da Copa do Brasil, e estamos brigando para entrar no G-6 do Campeonato Brasileiro. Muito atrás do Corinthians? Muito atrás do Corinthians. Mas eu acho que muito mais por mérito do Corinthians. Claro que eu botaria aí 20 a 30% por falhas nossas, que perdemos alguns pontos contra times pequenos, que não era para termos perdido. Mas a campanha do Corinthians está totalmente fora da curva perto de todos os outros. Tem clubes que fizeram investimentos muito mais altos que o Cruzeiro, como Flamengo e Palmeiras, e nós estamos na cola deles, que era o que a gente esperava, estar na cola desses times. Ser campeão brasileiro, só um pode. O objetivo principal é ser campeão, o segundo é classificar para a Libertadores. E eu tenho plena confiança que nosso time vai conseguir. Vamos conseguir devolver essa alegria para o torcedor, que é disputar a Libertadores do ano que vem.

GloboEsporte.com: Vários torcedores afirmam que o grande responsável pelo bicampeonato brasileiro foi o Mattos. Você também pensa assim?

- É um grande amigo que eu tenho. Vejo que ele foi muito importante, mas ninguém ganha nada sozinho, ainda mais no futebol. Quem ganha campeonato são os jogadores. Eles são os grandes artistas, e não os dirigentes. Quem ganhou o Brasileiro foram Goulart, Everton Ribeiro, Fábio, Dedé e todos os outros que estavam lá. No futebol, nós somos uma grande máquina e todos são engrenagem. Algumas engrenagens mais importantes, outras menos. O Alexandre, sem dúvida, é, para mim, senão o melhor, um dos melhores diretores do Brasil. E foi uma engrenagem muito importante para este Brasileiro, porém, não foi a única.

GloboEsporte.com: Com a perda do Mineiro, Campeonato Brasileiro (já que é praticamente alcançar o Corinthians), Sul-Americana... a Copa do Brasil passa a ser tratada como uma obrigação? Pelo elenco que o Cruzeiro tem, por estar focado apenas nessa competição, diferentemente dos outros adversários.

- Nossa obrigação é classificar para a Libertadores. Seja ganhando a Copa do Brasil ou estando no G-6. Pelo investimento que o clube fez. O detalhe no futebol é a vitória. Eu tenho noção, por exemplo, posso te dar um monte de números aqui... quando eu assumi a vice-presidência, o Cruzeiro tinha 34% de aproveitamento, depois que eu assumi, é de aproximadamente 60%. Posso dar um monte de números, mas, se não formos campeões, não valem nada. É a questão que eu falei de 2013. Se o Seedorf acerta aquele pênalti, não sei se a camisa iria estar na parede. O que fica é ser campeão. Por isso a gente quer tanto essa Copa do Brasil. A gente ainda tem chance na Primeira Liga também. Mas a obrigação é estar na Libertadores. Eu vou ficar muito feliz se a gente classificar para a Libertadores porque o último ano político que o Cruzeiro teve, nós brigamos até a última rodada do Brasileiro para não cair. Então entregar o clube na Libertadores, na guerra política que foi o Cruzeiro este ano, vai ser muito gratificante. Foi um ano extracampo muito difícil, muito difícil, o torcedor não tem nem noção das coisas que aconteceram.

GloboEsporte.com: Nos últimos estudos, o Cruzeiro aparece como um dos clubes que mais aumentou suas dívidas e gastos. Como que é a finança do Cruzeiro, de fato? O clube está sem dinheiro?

- O Cruzeiro, como todos os clubes brasileiros, tem desafios financeiros a serem enfrentados nos próximos anos. São desafios que vão nortear se o clube vai continuar competitivo pelos próximos anos. Tem pontos positivos e negativos. Por exemplo, acho que temos uma leva de talentos nas divisões de base muito grandes nos próximos anos. As próximas gerações que virão são bem melhores do que as que vieram antes. Isso pode gerar uma receita muito grande para o Cruzeiro. O percentual que o Cruzeiro tem atualmente é muito mais alto. Quando eu entrei na base do Cruzeiro, o maior destaque era o Leo Bonatini e o Cruzeiro tinha 17% dele. Hoje eu posso te garantir que não tem nenhum jogador que sobe da base que o Cruzeiro tem menos de 50%. Posso te garantir isso. Esses desafios financeiros vão ter que ser enfrentados com muito trabalho e com muita gestão. Por isso a próxima gestão vai ter que ter humildade, ou de continuar trabalhando com estes custos e buscando venda de jogadores para diminuir o endividamento, ou vai ter que virar para a torcida e falar ‘vamos trabalhar com o clube mais barato, para sanear o clube, precisamos da ajuda de todos vocês e depois vamos voltar daqui a dois anos muito competitivos’. Como eu disse, isso é uma decisão que o próximo presidente vai tomar. Eu posso garantir o seguinte, todos os 12 grandes clubes brasileiros passam por dificuldades financeiras. Pode ter algum melhor de marketing e tal, mas todos têm dificuldades financeiras e todos vão ter que enfrentar esses desafios grandes.

GloboEsporte.com: Nas últimas semanas, levantou-se a questão de que o Cruzeiro não utiliza tanto os jogadores da base quanto deveria. Que só pensam neles na hora da necessidade. Como você vê isso?

- Não. Discordo. Acho que temos quase 40% do elenco profissional feito na base. Nós subimos 22 atletas em seis anos. Em venda, o Cruzeiro vendeu mais de 25 milhões de euros de jogadores vindos da base. Onze jogadores que subiram da base foram campeões brasileiros. Então estamos usando. Tem que usar como estamos usando agora, um ou dois jogadores irem subindo e diferentes gerações. Eu fico muito feliz porque, quando comecei a acompanhar a base do Cruzeiro, em 2011, o Cruzeiro tinha sete anos que não ganhava um Campeonato Mineiro Sub-20, e não tinha nenhum jogador formado na base como titular. E a gente está chegando ao final de um ciclo desclassificando o Palmeiras, que é o time com maior investimento do Brasil, da Copa do Brasil, com cinco jogadores formados na base como titulares. Então eu acho essas críticas à base muito injustas. A gente tem uma meta de ter três jogadores da base subindo e jogando por ano. E todos os anos o Cruzeiro teve pelo menos três jogadores da base subindo e jogando. Subir mais de três é difícil. O que pode ser discutido é o seguinte: o Cruzeiro não revelou nenhum jogador fora de série nesse período. Mas aí eu acho que é mais a questão da captação, o que foi feito com as gerações que a gente pegou. Acho que revelamos ótimos jogadores, atletas que foram campeões brasileiros, que jogam em grandes ligas na Europa, jogadores que foram vendidos por alta soma. Eu sou suspeito para falar, mas eu acho que o trabalho da base melhorou muito e eu tenho fé que vai melhorar cada vez mais. Esses jogadores que estão jogando agora, o Murilo e o Nonoca, eles chegaram na base com 14 anos, quando eu cheguei. Agora começam as gerações. Os números falam por si só, 22 atletas subiram, 11 foram campeões brasileiros, 25 milhões de euros em venda na gestão. A base do Cruzeiro é extremamente superavitária. O lugar no Cruzeiro que na gestão do Gilvan foi superavitário foi a base. Se você pegar o custo que a base teve, ela vendeu muito mais que isso de jogador. O que não pode acontecer, que aconteceu lá atrás, é os jogadores serem tão fatiados. Agora estão chegando jogadores sem serem fatiados como outros foram. Por exemplo, quando o Cruzeiro foi vender o Lucas Silva, o Cruzeiro tinha 10% do Lucas Silva. Não pode chegar a um nível desses. Não pode subir um jogador que os parceiros têm isso. Quem teve o custo todo da formação foi o Cruzeiro.

GloboEsporte.com: Com a saída do Mano, ao fim de 2015, vocês efetivaram o Deivid. Vocês acham que se precipitaram e erraram nisso?

- O Jair Ventura acertou no Botafogo, o Carille acertou no Corinthians. A filosofia que a gente fez foi certa, de querer manter o trabalho. Infelizmente, não deu certo. Por a gente ter tido tão pouco dinheiro para investir no início de 2016, foi a pior janela que eu fiz. E a gente iniciou o ano de 2016 com um time fraco, que não era culpa de ninguém, era mais culpa de não termos dinheiro para investir. Depois, nas outras janelas, além de termos dinheiro, a experiência melhorou e conseguimos fazer janelas melhores. Hoje, temos um time muito melhor. Acho que o conceito que foi feito, foi certo. Talvez o Deivid não estivesse tão preparado para ser treinador na hora. Foi uma decisão que a gente tomou e que, claro, não deu certo, senão ele estaria aqui ainda.

GloboEsporte.com: No caso do Paulo Bento. Foi uma mudança total. Tanto de estilo quanto nacionalidade. Por que vocês escolheram ele?

- Porque a gente viu que o time não estava rendendo com o Deivid. O futebol não estava rendendo, apesar de estar dando resultado, um aproveitamento de mais de 70%, porém o futebol não vinha nos agradando. Quando acabou o Mineiro e nós mandamos o Deivid embora, não havia treinadores brasileiros disponíveis no mercado de nível Cruzeiro. Aí tentamos tirar treinadores de outros times e não conseguimos. As únicas opções que tínhamos era apostar em outro treinador jovem ou buscar um fora do Brasil. A gente decidiu apostar em um treinador de fora do Brasil. Até então ninguém tinha trazido um treinador de primeira linha europeia. E o Paulo Bento é. Os treinadores argentinos e uruguaios, que são geralmente os que os brasileiros buscam, nenhum deu certo no Brasil. E os treinadores portugueses têm uma tradição de dar certo para onde vão, veja aí Mourinho e outros. E também não teria a dificuldade da língua, por isso pensamos em trazer o Paulo Bento. Foi uma aposta que teria sido certa se tivesse sido feita no início do campeonato, ele teria mais tempo de se adaptar. Infelizmente, como tivemos que fazer no meio da temporada, ele teve dificuldade de se adaptar ao futebol brasileiro. E ali a gente não tinha como fazer nada. Se a gente tivesse segurado o treinador, a gente tem certeza que corria um risco muito grande de cair e o Cruzeiro nunca foi rebaixado. É o único título que o Cruzeiro tem que não pode perder. Todos os outros estão na sala de troféu. E a gente preferiu, tendo o Mano no mercado, fazer a mudança, porque achamos que ia salvar o Cruzeiro, como realmente salvou.

GloboEsporte.com: A torcida sempre foi muito exigente com a diretoria, técnicos e jogadores. Até que ponto isso pode influenciar nas decisões da diretoria e no estado emocional da equipe?

- Você não pode fazer tudo que a torcida quer. Ao mesmo tempo, o torcedor é seu maior parceiro e a razão do clube existir. Tem que haver um meio termo. A gente sabe que às vezes toma decisão que o torcedor não quer, mas é sempre pensando no bem do clube. Por exemplo, manutenção de treinador. A gente acredita que trocar o treinador no meio da temporada poucas vezes dá certo. Se você pegar estatisticamente neste Brasileiro, tirando o Santos, o Sport e o Vitória agora, todos os outros times que trocaram de treinador tiveram uma queda de rendimento, ou não tiveram crescimento. A gente tem que seguir o meio termo. Sempre procurar ouvir o torcedor, mas não pode deixar o torcedor pautar seu trabalho.

GloboEsporte.com: Você, por ser muito torcedor, acredita que o emocional já te atrapalhou em decisões pelo clube?

- Agora não mais, já estou com o couro bem grosso (risos). Mas a gente sofre muito, por ser tão torcedor, às vezes não consegue ver um jogo direito. Muitas vezes eu assisto ao replay do jogo em casa, porque não consigo assistir taticamente. Por um lado pode ter atrapalhado em uma decisão ou outra, mas por outro lado eu sempre procurei tomar decisões de cabeça mais frias. Eu não acho que tomei decisões no clube por paixões. Talvez a demissão do Paulo Bento tenha sido. Porque, para mim, ali importava muito que o Cruzeiro se recuperasse no Brasileiro. Eu não queria ver o Cruzeiro tão mal. Então foi uma decisão pensando muito só no clube. Eu até acho que, se tivesse mantido o Paulo Bento, ele teria conseguido colocar o time no rumo, mas eu não queria correr o risco de o time ser rebaixado.

GloboEsporte.com: O DM do Cruzeiro vem sendo muito criticado devido às sequências de lesões de jogadores importantes. Muitos torcedores culpam os médicos do clube e cobram explicações da diretoria. O que você pode falar sobre isso?

- Não sou médico, mas o que estamos tentando fazer é modernizar o DM. A gente buscou o doutor Fernando Lopes, que é um ortopedista que chefia a área de ortopedia do Mater Dei, que é um dos melhores hospitais da América Latina há 30 anos. É um dos ortopedistas mais respeitados em Minas Gerais. A gente buscou ele para fazer um trabalho de médio e longo prazo para modernizar nosso DM, não só a parte dos médicos como fisioterapia e performance. Hoje, o DM são três partes. É uma área que o Cruzeiro tem que aprimorar e se modernizar, mas isso não acontece em curto prazo. Tem que colocar um médico de alto nível e que ele vá fazendo, a médio prazo, as mudanças necessárias para o nosso DM estar sempre na vanguarda do futebol.

GloboEsporte.com: Sobre um caso específico: Dedé. O que você acha que tem acontecido com o jogador que não tem jogado regularmente há quase três anos?

- Como eu falei, não sou médico. O que eles me passam é que agora, a última contusão dele, foi na perna que ele não operou, teve um edema ósseo. O Dedé é muito importante para a gente, não só como jogador, mas como liderança também. É uma pessoa extremamente correta, positiva, e que está passando por uma dificuldade. Ele não operou com o DM do Cruzeiro, é bom deixar claro. Ele operou com o médico que ele escolheu, fora de Minas Gerais. Ele está passando essa dificuldade de voltar ao futebol. Cabe a nós ajudarmos ele ao máximo para que ele volte o mais rápido possível, tanto ele como o Judivan. São contusões que têm atrapalhado a carreira dos jogadores. São jogadores muito importantes para o Cruzeiro. Mas os dois casos, vale deixar claro que não foram operados por médicos do Cruzeiro, mas sim fora de Minas, por médicos que eles escolheram.

GloboEsporte.com: Neste período no Cruzeiro, qual foi a maior frustração?

- Não ter sido campeão, porque eu ganhei muito na base. Ganhamos todos os títulos que disputamos na base. A gente sabe da importância de ser campeão. Eu posso falar aqui várias coisas, reformamos campo, reformamos estrutura, criamos departamento, montamos time, contratamos vários jogadores, Robinho, Thiago Neves, Romero, vários extremamente importantes... contra o Palmeiras, todos os jogadores ou foram contratados ou tiveram contrato renovado na minha gestão ou subiram na minha gestão. Então posso falar milhares de coisas, mas, se não formos campeões, não vale nada. Por isso essa Copa do Brasil e até a Primeira Liga são tão importantes, porque não só eu, como todo mundo que trabalhou tanto pelo clube este ano, a gente quer escrever um final feliz para a história. A gente quer ser campeão e dar alegria para a torcida, porque a razão de estar no futebol é ver o torcedor feliz.

GloboEsporte.com: E em termos de contratação? Teve alguma coisa que o Cruzeiro quis muito, em sua gestão, e não conseguiu trazer?

- Sempre tem (risos), é o que mais tem. Mas tem vários jogadores que a gente quis e trouxe. O Sassá, por exemplo, foi um ano trabalhando para trazê-lo, desde o meio de 2016. O Robinho... um exemplo de jogador que não conseguimos foi o Jean, tentamos no início de 2016, e perdemos a concorrência para o Palmeiras, para o Alexandre. É um jogador que a gente queria muito que tivesse vindo. Tem vários jogadores que a gente tenta e não consegue. Mas não adianta ficar falando dos que não conseguimos, que, na maioria das vezes, foram por questão financeira. Temos que falar dos que a gente trouxe e deram resultado. O Robinho é um jogador que a torcida gosta muito e é a cara do Cruzeiro, Thiago Neves, Romero, Sassá, Sóbis, Diogo Barbosa, Hudson, o Cabral, que renovamos o contrato, o próprio Ábila, que foi muito importante para a gente. A gente conseguiu montar um time de alto nível e que a gente tem certeza que vai dar resultado para o clube. A gente fica feliz porque, seja quem for assumir o Cruzeiro, vai ter que fazer muito poucas mudanças para o grupo do ano que vem. Já é um grupo muito competitivo. Claro que já estou pensando na janela do final do ano, mas não sei se vou ser eu quem vou fazê-la, mas, para mim, o Cruzeiro vai precisar dois jogadores de altíssimo nível e mais nada. O esqueleto do time está montado.

GloboEsporte.com: O Hudson (que pertence ao São Paulo), inclusive, está com o contrato de empréstimo perto do fim, o Cruzeiro vai contratá-lo?

- O Cruzeiro tem o passe fixado, vamos esperar passar a eleição e aí é uma decisão da próxima diretoria. A opção o Cruzeiro tem, é uma opção que consegue exercer. Isso é outra alegria, pois é o único jogador nosso importante no grupo que o Cruzeiro vai ter que tomar essa decisão. O resto do time está todo com contrato resolvido.

GloboEsporte.com: E qual foi o momento mais especial no Cruzeiro?
- Acho que foi 2015. O momento que eu assumi o Cruzeiro foi muito difícil. A gente não tinha treinador, não tinha diretor. O time de futebol, quando bota uma espiral para baixo, é difícil puxar para voltar a crescer. O time do primeiro jogo, de quando eu assumi, você pega o time de hoje, é um time muito superior tecnicamente. Então a gente acredita que fez o trabalho. Eu tenho consciência limpa de duas coisas. Primeiro, que eu acredito ter feito o trabalho certo e, segundo, que eu fiz tudo o que eu podia. Essa consciência tranquila eu tenho. Se vai ser campeão ou não, espero escrever um final feliz para a história. Mas, se não escrever, vou estar com a consciência tranquila, porque não tinha como eu me dedicar mais ao Cruzeiro.

GloboEsporte.com: De zero a 10, qual a nota para a sua gestão.

- Vamos esperar para dar a nota no final do ano? A nota depende muito deste final de ano.

* sob supervisão de Maurício Paulucci.



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 pyxis | BHZ | 15-08-17 15h02min
Muitos erros, RAROS acertos. Numa escala 80/20, e de causas x efeitos. MUITO RUIM no total.
Mas não significa que a responsabilidade seja do Vicintin. Não integralmente. Quem avaliá-lo isoladamente tem algum rabo preso com alguém ou tem o DNA dos canalhas e pulhas.
 Eduardo Stein | Belo Horizonte | 15-08-17 15h18min
Esse é o receio da volta do Zezé Perrela
Atletas formados na base do Cruzeiro, praticamente sem % de passes ligados ao clube.
Lucas Silva tinha 10% somente ligado ao clube
Léo Bonitini apenas 17% do passe ao Cruzeiro.
E segundo o um profissional do clube, o Alisson tem 30% do passe ligado a um conselheiro.
Todos da época da gestão Perrelas.
...'Deixe jeito, podem vender 50 atletas por ano que nunca conseguiram arrecadar dinheiro para os cofres do clube'
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