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Voz da Arquibancada
Voz da Arquibancada é o espaço de manifestação permanente do torcedor cruzeirense.

05/05/2008 | Voz da Arquibancada
Vivendo “La Bombonera”...

Por Silvério Cândido - “Silvercan”

Mais uma experiência fantástica, assistir ao Cruzeiro na Argentina, num clássico sulamericano contra o Boca Juniors. Relato aos amigos do Cruzeiro.Org, uma viagem curta, mas sobretudo, fantástica, decidida de última hora, sem programação, sem planejamento. Partimos eu e minha esposa (que não gosta de futebol e sabe que o Cruzeiro é o seu maior rival) para uma curta temporada de “férias” unindo o útil ao agradável.

Já ao entrar no avião em São Paulo, estava vestido com o manto azul do Cruzeiro, quando fui abordado dentro da aeronave por um mineiro que mora em São Paulo, de nome Adib, mas, também apaixonado pelo Cruzeiro. Adib foi contemporâneo de escola de dois irmãos meus no colégio Santo Agostinho em Belo Horizonte. “Estou indo para o jogo, não perderia por nada este jogão” disse ele no avião. Chegamos em Buenos Aires por volta das 23 horas, após 1:40 de atraso, devido ao mau tempo em São Paulo.

O frio tomava conta da cidade. No “Aeroporto Ezeiza” em Buenos Aires marcava 7 graus. Recepcionados pela equipe da CVC, despedimos do Adib e fomos para o Hotel. Embora cansados, tomamos um banho e partimos para Puerto Madero, uma região de bares e restaurantes de Buenos Aires, rumo à “Cabaña Las Lilas” (sempre vou a este restaurante) saborear uma carne (bife de chorizo) feita de maneira inigualável. Coincidência total: sem marcarmos encontro, encontramos novamente com o Adib no restaurante, já que também freqüentava a capital Argentina e também era admirador do restaurante e suas carnes. Na mesa ao lado, estavam o jornalista Jaeci Carvalho, o Diretor do Cruzeiro para Assuntos Internacionais, jornalista Valdir Barbosa, dentre alguns jornalistas e cronistas esportistas de Minas. O Adib não os conhecia e nos relatou que tinha alguém naquela mesa chorando a “goleada” sofrida pelos cacarejantes no último domingo. Não consegui identificar todos que estavam na mesa, portanto não sei quem é que lamentava a derrota. Apenas apresentei o Valdir Barbosa ao Adib, que estava sem ingresso, e esse, de pronto, lhe deu uma entrada para a partida. O Adib abriu um largo sorriso e disse: Estou garantido. Após saborearmos uma boa carne, tomarmos bons vinhos, e contarmos boas histórias, fomos para o hotel já pela Madrugada.

No outro dia, acordando sem ressaca, a preparação para o jogo. Encontrei com dois sobrinhos de um grande amigo meu já falecido em Esmeraldas, o Sebastião “Tuú”(não perdia um jogo do cruzeiro comigo no mineirão). Fomos ao Hotel onde se hospedava o Cruzeiro para prestar aquela “solidariedade” aos jogadores e à Comissão Técnica. No caminho, torcedores do River faziam gestos passando a mão no ombro indo até à perna em diagonal (num sinal de demonstração da faixa diagonal que integra a camisa do River) gritavam: “adelante Cuzeiro”! Os Rivais do Boca, não queriam ver o seu maior adversário avançando na “Cuepa Libertadores”.

Ao chegar ao Hotel, bati um papo curto com o Alvimar Perrela (chegava de uma caminhada pelas ruas de Buenos Aires e me puxou pra dentro do hotel). Avimar disse que a busca por ingressos era intensa, e disse a ele que isto era bom afinal, era sinal que tinha muitos cruzeirenses para assistir ao jogo. Um detalhe: Ao contrário do Zezé, que se mostrou indiferente com torcedores na porta do Pestana Palace Hotel, o Alvimar se portou como um “gentleman”, atencioso com todos que estavam ali na porta saudando e acompanhando o Cruzeiro. Que diferença!!! Outro detalhe que me chamou a atenção: O Zezé ao retornar ao Hotel foi saudado com um “beijinho” no rosto pelo Jaeci Carvalho. Achei estranho aquilo. Dentro do hotel constatei, pessoalmente, outro contraste: a falta de educação do Beneci Queiroz e a gentileza do Valdir Barbosa no saguão do hotel. Mas entendo o Beneci. Ele é tipo um “pára-raios” e as “bombas” (principalmente distribuição de ingressos) estouram nas suas mãos. No mais tava feita a “cornetagem” e a saudação à equipe. Era hora de irmos para o estádio. Mas antes, paramos em um restaurante na “Avenida 9 de Julio”, onde alguns Cruzeirenses tomavam chopp “quillmes” pela calçada. Como ninguém é de ferro, desta vez um sandwich (beirute caprichado) para não pesar o estômago na hora do jogo. Após tomarmos alguns chopps, pedimos “la cuenta” e pegamos um táxi (é o meio de transporte mais barato de Buenos Aires) em direção ao estádio.

Em menos de 15 minutos estávamos na porta do La Bombonera. Embora estivéssemos com camisas camufladas pelos agasalhos, por segurança e frio também, o acesso ao Estádio foi muito tranqüilo. Confesso que em nenhum estado do Brasil, acompanhando o Cruzeiro, tive tanta facilidade para entrar num Estádio, dadas as proporções do jogo, é claro. A escadaria que dá acesso às arquibancadas foi nossa maior adversária. Muito íngreme. Parecia que subíamos para um prédio de 6 ou mais andares. Dentro do “La Bombonera” outra emoção: Tinha muito mais cruzeirenses do que pensávamos. Não sou tão bom em números e estatísticas como o Evandro, mas penso que tinha mais de 500 torcedores. Não só de BH, mas de vários cantos de Minas e do país. Montes Claros, Itaúna, (assisti ao jogo ao lado do Adib e de um casal de Itaúna bem simpático que viajava com mais dois filhos), São Paulo, Florianópolis, entre outras localidades, representavam a China Azul no “La Bombonera”. Uma ausência sentida por todos na arquibancada: O puxador dos coros, “Fubá”, não estava presente. Mas os cânticos foram entoados e puxados por todos. Outro detalhe: Dentro do Estádio não vende cerveja. Era só picolé e Coca-Cola (nitidamente misturada com água). O Cruzeiro, como de costume, entrou 30 minutos antes para fazer o seu tradicional aquecimento. Uma preocupação: Como o Adilson costuma separar os jogadores que vão jogar dos jogadores reservas, já no aquecimento, deu pra perceber que jogaríamos sem laterais, uma vez que o Jadilson ficou aquecendo no grupo com os reservas. E foi confirmado quando o time entrou em campo. O Jadilson foi um dos melhores jogadores no clássico e era previsto que entraria de titular.

Sobre o jogo alguns aspectos: Primeiro, o Cruzeiro entrou em campo visivelmente preocupado com o adversário, com uma defesa armada para segurar o Boca, entretanto, tomou um gol rapidamente, colocando por terra o “esquema” do treinador. O time foi tímido, alguns jogadores como Guilherme e Henrique, sentiram o peso (talvez pela idade e pela emoção). Outros, como Charles, Wagner, Espinoza, Fabrício e Fábio, não se intimidaram e surpreenderam. O Charles e o Wagner, principalmente, mostraram-se valentes, com muita vontade de jogar e não decepcionaram. O Fábio esteve firme. Principalmente, quando jogou o primeiro tempo, embaixo da trave que tinha ao fundo o barulho ensurdecedor da torcida fanática do Boca, mas não se intimidou. Também não entendi a saída do Guilherme para a entrada o Jonathans (colocaria o Leandro Domingues) e não entendo porque o Adilson prestigia tanto o Henrique. O comentário foi geral nas arquibancadas. Todos contrários à escalação do Henrique com a camisa de titular. O técnico armou um Cruzeiro medroso, mas, ao final, escapamos de uma goleada e saímos “no lucro” com aquele gol salvador do Fabrício. Muita SORTE. E sorte é fator fundamental para que sejamos campeões. No mais, não dá pra criticar o Adilson, que mostrou, definitivamente, que arma seus times em função de cada jogo, de cada adversário, ou seja, a cada partida teremos uma equipe diferente e é bom acostumarmos com isto. O técnico cruzeirense sabia que se perdêssemos por uma grande diferença de gols, estava encerrada a nossa participação na Libertadores. E o seu plano, quer queiram ou não, deu certo. “Estamos VIVOS”, disse o treinador Adilson após o jogo.

Pra ser sincero, pela primeira vez, uma derrota do Cruzeiro não me chateou tanto, porque de tudo, o resultado não foi tão ruim assim, pois quase fomos goleados, não fosse a trave “salvadora”, a sorte e os demais detalhes do jogo. E justamente um jogo contra um tradicional time da Argentina. Como num jogo de xadrez cabe ao Adilson armar uma outra equipe para o jogo de volta em BH, para avançarmos na “Cuepa” e eliminarmos o temível Boca Juniors, com Riquelme & Cia.

Deixamos o Estádio após ficarmos “retidos”, por questão de segurança, alguns minutos pela polícia e pegamos um ônibus para ir para o Hotel. Não poderia deixar de ressaltar o tratamento dado pela Polícia argentina. NOTA 10! Nenhum incidente, fomos tratados com respeito, como torcedores e turistas.

Chegando ao Hotel, minha esposa estava rezando, apavorada. Ela viu na televisão que tínhamos perdido e estranhou a minha cara de felicidade. Expliquei pra ela que a “derrota foi boa” (difícil de entender, mas entendeu).

Após uma boa “chuveirada” fomos novamente ao restaurante “Las Lilas” saborear uma carne e tomar um bom vinho. Na varanda, os irmãos Zezé e Alvimar Perrela, Jaeci Carvalho, Valdir Barbosa e o treinador Adilson, dentre outros da cúpula do Cruzeiro. Preferi respeita-los em seus momentos particulares e não me aproximei, sentando no lado oposto. Apenas mais tarde, o Valdir Barbosa viu que nos retirávamos e acenou pra mim, quando partimos para uma caminhada às margens do Rio “da Prata”. Só um outro detalhe: A fisionomia de todos na mesa “Presidencial Azul” era de felicidade. O sentimento que ficou realmente, foi o de vitória.

Após este relato sobre o jogo e os “bastidores” que o cercam, confesso que fui curtir uma lua de mel com minha esposa, aproveitando Buenos Aires na quinta e na sexta-feira. Passeios, compras e, como não poderia faltar, um grande espetáculo de Tango, na casa “Señor Tango”, sem dúvida, a melhor da cidade.

Após chegarmos ao Brasil em São Paulo manhã deste sábado último, e, desta vez sem atrasos nos vôos, partimos logo em seguida para Belo Horizonte e já pelas duas da tarde saboreávamos um peixe às cercanias da Lagoa da Pampulha.

E, para finalizar o feriado prolongado, só mesmo a comemoração de um título no mineirão em cima do nosso entitulado “rival” (?) do outro lado da lagoa (seria melhor freguês) , após, é claro, de saborearmos uma boa galinhada no domingo. Feriado perfeito. Adelante Cruzeiro!

Voz da Arquibancada é o espaço dedicado ao torcedor da arquibancada, geral e de toda imensa torcida espalhada pelo mundo. O Cruzeirense que se sentir motivado, inspirado e/ou indignado, escreva seu texto e envie para arquibancada@cruzeiro.org. A equipe Cruzeiro.Org terá o prazer de selecionar os textos recebidos e publicar os melhores e mais apropriados.

Leia também as colunas anteriores Voz da Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 MAIOR DE MINAS | Pouso Alegre | 05-05-08 08h35min
Alô Silvercan. Parabéns pela narrativa. Ficou muito boa. É como se estivéssemos juntos empurrando o time do cruzeiro lá na Bombonera. Parabéns a todos que tiveram a oportunidade de estar na Argentina acompnhando e incentivando o nosso cruzeirão. Valeu pelo resultado. Que na próxima quarta possamos juntos sair com a classificação da nossa casa "El Mineron". Parabéns a toda nação azul pela conquista do campeonato mineiro 2008. Sou e serei sempre a favor da disputa desse "Rural". Parabéns!!!!
 carfelix27 | belo horizonte | 05-05-08 14h09min
MUITO BOM, PARABÉNS AMIGO, CRUZEIRO É ISSO, NOS PROPORCIONANDO COISAS ÚNICAS!!! VAMOS VAMOS CRUZEIROOOOOOOOO
 renan abdo lia freit | belo horizonte | 05-05-08 19h51min
Taça Libertadores 03/09/1963 – Santos 3, Boca Juniors 2 (Final) 11/09/1963 – Boca Juniors 1, Santos 2 06/09/1977 – Boca Juniors 1, Cruzeiro 0 (Final) 11/09/1977 – Cruzeiro 1, Boca Juniors 0 14/09/1977 – Cruzeiro 0, Boca Juniors 0 – (4x5) 24/09/1978 – Atlético-MG 1, Boca Juniors 2 (Semifinal) 05/10/1978 – Boca Juniors 3, Atlético-MG 1 17/04/1991 – Boca Juniors 3, Corinthians 1 (Oitavas-de-final) 25/04/1991 – Corinthians 1, Boca Juniors 1 01/05/1991 – Flamengo 2, Boca Juniors
 renan abdo lia freit | belo horizonte | 05-05-08 19h55min
mais como os argentinos contabiliza ape nas uma vitoria em territorio mineiro(1996 na supercopa final contra o vlez),isso mostra que eles morrem de medo da gente,aqui eles nao vencem dte garanto,nao so contra os brasileiros mais sim na LIBERTADORES,o cruzeiro sopossuem 3 derrotas uma campanha no mineirao melhor que a do boca entao eles tambem tem que nos respeitar.
 renan abdo lia freit | belo horizonte | 05-05-08 19h59min
esse estadio do la bombonera deve se muito doido ,mais aqui no mineirao nao tem jeito adeus boca juniots.zeu pesadelo e de muito argentinos voltaram.CRUZEIRO ESPORTE CLUBE.ZEROOOOOOOOOOOOOO.
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