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Voz da Arquibancada
Voz da Arquibancada é o espaço de manifestação permanente do torcedor cruzeirense.

13/08/2007 | Voz da Arquibancada
Há dez anos, noite histórica no Mineirão

Gustavo Dias, jornalista e cruzeirense

Uma década que o Cruzeiro conquistou o bicampeonato da Libertadores ao vencer o Sporting Cristal do Peru.

A cena está eternizada na memória dos cruzeirenses: armado com a tarja de capitão no braço esquerdo, o zagueiro Wilson Gottardo levanta, orgulhoso, a cobiçada taça da Libertadores. Diante de um Mineirão lotado - o público pagante registrado foi de 95.472 mil torcedores -, o jogador celeste gravou há exatamente dez anos o seu nome na história do Cruzeiro.

Mais do que isso. Ao derrubar o Sporting Cristal-PER por 1 a 0 em um jogo tenso, o time celeste assinou a sua entrada no seleto grupo dos clubes que venceram a maior competição continental por mais de uma vez. Ali, na noite fria da Pampulha, 21 anos após a primeira conquista, a Raposa tingiu a América novamente de azul.

Engana-se quem pensa que a taça foi ganha naquele 13 de agosto de 1997. Em verdade, o gol do atacante Elivélton aos 30min do segundo tempo foi apenas o último passo rumo a vitória. Para chegar ao topo do continente, o Cruzeiro atravessou um caminho cheio de percalços, armadilhas e surpresas, situação que ficou evidenciada logo na primeira fase da competição. Após estrear com derrota para o Grêmio em pleno Mineirão, o Cruzeiro perdeu também os dois jogos seguintes para os peruanos Aliança e Sporting Cristal.

Pacto e arrancada
Com nenhum ponto em três rodadas, permanecer na Libertadores seria praticamente um milagre. Depois de derrapadas seguidas, o técnico Paulo Autuori pôs ordem na casa. Ciente do potencial do grupo, o recém-contratado treinador reuniu-se com os jogadores ainda no vestiário do estádio Nacional, no Peru, após a derrota para o Sporting Cristal, e determinou: o Cruzeiro não ficaria pelo caminho. Nascia naquele momento o pacto pelo título. Para o lateral-esquerdo Nonato, a reunião foi determinante para o desenrolar da história azul no torneio.

"Tivemos uma conversa enérgica e nos perguntamos: será que vamos sair assim da Libertadores? Qual papel queríamos fazer na competição? Criou-se ali uma união no grupo que até então não existia. Voltamos para o Brasil com o objetivo das três vitórias seguidas, que poderiam nos dar a classificação. No jogo seguinte, mostramos força e atitude, vencemos o Grêmio e partimos para cima dos peruanos. Aquela arrancada definiu nossa sorte na Libertadores", afirmou o lateral.

Após a vitória sobre o Grêmio, a primeira celeste no Olímpico, mais dois inimigos foram batidos pela Raposa. No fim da etapa inicial, a vaga garantida como segundo colocado da chave 4.

A histórica recuperação azul foi destacada pela Confederação Sul-Americana de Futebol. Sob o título "Cruzeiro Campeão, Não Está Morto quem Briga", em sua página na Internet, a Conmebol afirmava que "nunca um campeão da Libertadores conseguiu uma arrancada tão surpreendente". Peça indispensável no meio de campo estrelado, o armador Palhinha acredita que o título começou a ser conquistado após o pacto firmado entre o elenco.

"Depois das três derrotas, Autuori nos levou para uma minitemporada fora de Belo Horizonte. Ficamos juntos por uma semana e criamos um enorme sentido de amizade, que foi fundamental. Sem isso, não venceríamos a Libertadores. Meu gol contra o Grêmio deu a pista que estávamos vivos", comentou o ex-atleta, hoje coordenador técnico do São Bernardo-SP.

Nas oitavas-de-final, o desafio celeste foi o perigoso El Nacional, do Equador. Como na fase anterior, o time celeste passou sufoco, mas a classificação veio após disputa de pênaltis. Pelas quartas, o tricolor gaúcho foi mais uma vez a pedra no caminho.

Após dois confrontos equilibrados (2 x 0 e 1 x 2), o time azul chegou de forma dramática à semifinal. Mas quem pensava que o drama havia terminado ali, enganou-se. Contra o tradicional Colo-Colo, do Chile, o time azul mostrou novamente que iria testar seus torcedores. Ao final das duas partidas, a glória ao eliminar o adversário nas penalidades. Mais uma vez, o goleiro Dida era o herói.


Emocionado, xerife recorda feito


“Não tem como esquecer aquela noite”. Nem mesmo a experiência acumulada em mais de 16 anos como profissional foi capaz de conter a emoção do zagueiro Wilson Gottardo naquele 13 de agosto. Vencido o adversário peruano, cabia ao capitão celeste a tarefa de alçar a Libertadores e exibi-la à torcida presente no Mineirão. Ao realizar a tarefa, Gottardo teve a certeza de mais um sonho alcançado: a conquista da América do Sul.

Contratado para dar suporte à defesa celeste, o zagueiro transformou-se no símbolo da raça cruzeirense durante a trajetória na Libertadores, fama que lhe garantiu o apelido de xerife da Toca.

“Foi o título mais importante da minha carreira. Cheguei ao Cruzeiro com 32 anos e sabia que não teria outras oportunidades de vencer a Libertadores. Já tinha disputado a competição pelo Flamengo e Botafogo e não poderia desperdiçar aquela chance. Não foi o título mais difícil que venci, mas, é sem dúvida, o de maior importância”, disse o zagueiro, inscrito na vaga aberta pela saída de Célio Lúcio, transferido ao Fluminense.

Ainda não regularizado durante a primeira fase da Libertadores, Gottardo estreou apenas contra o Grêmio, no Mineirão, no primeiro duelo das oitavas-de-final. E a estréia não poderia ter sido melhor. Em seu debut, o xerife liderou o Cruzeiro na vitória sobre o rival gaúcho. Faixa de capitão no braço, Gottardo foi peça fundamental na evolução da equipe até a finalíssima. O envolvimento de Gottardo com a camisa azul naquela decisão em Belo Horizonte expandiu o terreno profissional. Muito ligado à família, o zagueiro fez questão de levar a mãe Thereza Vicentini e quatro irmãos ao Mineirão.

No final, a mobilização deu certo. “Além deles, muitos amigos do Rio estiveram no estádio e me passaram uma força imensa”. Como legado do atleta, que deixou o clube em janeiro de 99, a paixão da filha Isabela pelas cinco estrelas. “Ela viveu aquele período e acabou virando cruzeirense. As camisas do Cruzeiro são usadas sempre e, mensalmente, ela recebe as revistas do clube. Hoje, é uma das maiores cruzeirenses do Rio”, brincou o xerife.


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 Cuné | BSB | 14-08-07 08h57min
Inesquecível.... são Dida naquela falta, Elivélton naquele chute fraco... a torcida explodindo e a taça sendo levantada. Gottardo foi sim um exemplo de raça dentro de campo, honrou nossas cores. É desse tipo de jogador que temos que ter orgulho. Acho que o tri tá chegando, vamos apoiar incondicionalmente o time rumo ao primeiro passo. Parabéns pela coluna!!!!
 BETH MAKENNEL | Belo Horizonte | 14-08-07 10h32min
O mineirão foi invadido pela multidão azul celeste e o jogo foi muito nervoso. São Dida fez uma defesa incrível com os pés e isso levantou o moral dos jogadores e a força do torcedor que mal conseguia gritar zeirô de tanta aflição pelo gol tão esperado por nós. Até que no segundo tempo, já caminhando para o final, veio o gol salvador do Elivelton; mascado... abençoado e guiado pelos anjos azuis. Eu quase não me aguentava de tanta alegria e emoção. Foi mais um dia inesquecivel em minha vida...
 marco | Curitiba | 14-08-07 12h27min
Realmente foi muito emocionante. Na final, assistindo pela TV, já que não pude ir à BH, já tinha roído todas as unhas das mãos e pensava: de novo pênaltis!? Mas eis que então sai o gol do Erivelton. Não me contive e pulei de alegria gritando: P.Q.P, somos campeões (campeão não, bi-campeão). Quem sabe ano que vem seremos Tri?
 alex | São Paulo | 15-08-07 17h31min
Caros senhores, para mostrar nossa grandeza e que somos apenas adversários e não inimigos, gostaria de propor desde já, a campanha TRI DA LIBERTADORES 2008 DO CRUZEIRO em homenagem ao patético mg que fará 100 anos ano q vem, porque o time deles ñ vai a lugar algum, então enfiariamos.... 'quer dizer' dedicaríamos a TAÇA LIBERTADORES a eles. Afinal ñ é qualquer instituição q faz 100 anos.
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