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Agência Minas Esportes



Voz da Arquibancada
Voz da Arquibancada é o espaço de manifestação permanente do torcedor cruzeirense.

15/06/2007 | Voz da Arquibancada
Globalização X Identidade

Por Janot Lellis Moura (Minas é azul)

Gostaria de falar sobre um aspecto pouco discutido, porém a meu ver fundamental: identidade. Acredito que a raiz dos problemas por que passa hoje o Cruzeiro pode ser sintetizado nesta palavra.

Senão, façamos uma breve viagem na linha do tempo para analisarmos. Ao longo da história, os times brasileiros (ou de qualquer parte do mundo eu acho) sempre mantiveram em seus elencos jogadores que tinham em maior ou menor grau uma ligação mais estreita com o clube, ou seja, existia uma verdadeira identificação do atleta com o Clube.

Podemos observar isto ao longo da história e citar alguns exemplos. O Flamengo teve Zico. O Vasco teve Roberto Dinamite, o Santos Pelé e o Cruzeiro...bem, o Cruzeiro teve ninguém menos que Tostão. Todos eles em suas respectivas épocas representavam e com louvor o escudo que defendiam e literalmente vestiam a camisa do time que aí sim era considerado um "manto sagrado".

Eram outros tempos. A realidade era diferente da atual. Não havia esse assédio globalizado de clubes estrangeiros (principalmente os europeus), capaz de fazer um jovem em início de carreira se perder sucumbindo a pressão de se expor para ser "comprado" por algum time rico.

Isto faz com que não se criem "raízes" de um garoto com um time específico em termos de se construir uma carreira neste clube como profissional, não gera uma identidade entre ambos.

Os objetivos são outros, o apelo capitalista se sobrepõe ao ideal de conquistas e glórias. Cria-se um ambiente meramente comercial, sem maiores vínculos afetivos, a grande meta é se promover para receber o rótulo de jogador tipo exportação.

Foi exatamente assim o que aconteceu com o Cruzeiro ao longo dos anos.
A atual situação do time nada mais é do que um produto desta realidade. Com o passar dos anos, após a era de jogadores do naipe de Tostão, Dirceu Lopes, Palhinha, o foco dos interesses passou de um aspecto pessoal, passional para um aspecto financeiro-profissional.

O Cruzeiro se tornou um centro de referência para atletas que ao passarem pela Toca, saem sempre mais valorizados para o mercado nacional e internacional. Jogar aqui é um grande negócio, antes de ser uma grande honra. Não há identificação que resista à possibilidade de lucros pessoais astronômicos de se jogar no velho continente.

Este é o principal motivo pela falta de identificação dos jogadores com o time.
O problema do Cruzeiro portanto, não está localizado necessariamente no quadro de profissionais de que dispõe, atletas que estiveram sempre em evidência pelos clubes onde jogaram antes, e que aqui não rendem e não deslancham como deveriam.

O grande problema que enfrentamos é o resultado desta dura realidade de nossos dias, qual seja, jogar para aparecer a curto prazo, afim de ser contratado por um grande clube estrangeiro. A identidade foi colocada para escanteio. Sem a menor cerimônia.

Janot Lellis Moura (Minas é azul)
Designer gráfico, 44 anos
Araxá MG

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Leia também as colunas anteriores Voz da Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 geraurelio | Taguatinga-DF | 15-06-07 09h42min
Amigo, Janot, junte-se a isso a ganância de Empresários inescrupulos, que pegam os garotos já nas peneiradas, convencendo os pais a fazerem contratos, muitas vezes sem nenhuma noço do que esteja escrito! Recentemente teve uma reportagem no jornal correio brasiliense sobre isso. Com empresários tirando jogadores que eram grandes promessas do Cruzeiro e levando pra Europa e, não dando certo, deixou o garoto as traças!!!! Abraços!
 Olecram | Poços de Caldas | 15-06-07 16h38min
Janot, concordo com seu entendimento, mas quero acrescentar que essa falta de identidade ocorreu a partir da "Lei Pelé", que gerou mais liberdade para os atletas profissionais. E, no caso específico do Cruzeiro essa situação se agravou com a política de "engordar para vender", implantada pelos Mortadela no pós-2003, transformando o clube num entreposto para exportação de jogadores, muitos dos quais sequer chegaram a jogar no time!
 Minas é azul | Araxá | 15-06-07 17h15min
Concordo com os dois comentários. Existe sim o lado dos empresários que sempre querem "tirar uma casquinha". Por outro lado, com certeza a Lei Pelé é nociva em muitos aspectos. Abs.
 eu_sô_cruzeiro_meu | BH | 16-06-07 09h40min
JANOT poder-se-ia somar vozes, e o que temse falado neste SITIO ao longo destes últimos meses é reflexo do título acima, sem dúvida! Ele é acirrado pelo desejo de "dinheiro fácil e sem suor": o cara vem pra vitrine (CRUZEIRO) e não qur dar sangue, não vai em divididas, não marca; pois, pode receber uma traulitada,uma pancada, ficar no estaleiro; e se pode perder a "possível" venda! teleguiado que é pelo empresário!
 eu_sô_cruzeiro_meu | BH | 16-06-07 09h45min
Então o TÉCNICO fala na preleção, monta o esquema, distribui funções, etc. A COISA é cumprida dentro de campo? É até o LIMITE acima, quando a coisa começa a ficar brava, o ADVERSÁRIO sobra em campo, porque NINGUÉM quer ir na dividida, ninguém quer resolver... Junte-se o fato de TODO MUNDO QUER FAZR O GOL PRA APARECER, não é pro TIME, pro PLACAR, é pra SE PROMOVER!!!O cara não comemora coma equipe, quer comemorar sozinho, como se ELE tivesse feito TUDO!
 eu_sô_cruzeiro_meu | BH | 16-06-07 09h48min
Com este afã, todo mundo quer atacar, mas ninguém quer defender, RESULTADO prático: derrotas e goleadas como as vistas aqui, como as sofridas pelo PALMEIRAS, FLAMENGO, INTER, e se brincar essa lista vai longe... CONCLUSÃO: é isso aí, pode-se SOMAR à presumida "INCOMPETÊNCIA" e "GANANCIA", o meio que gera e mantém isso: GLOBALIZAÇÃO! Parabéns:destes um tiro na mosca!
 pyxis | BHZ | 16-06-07 10h24min
Lellis,
Discordo de algumas coisas que vc escreveu e de outras postadas nos comentários.
Atribuir à "Lei Pelé" a maior responsabilidade pela atual conjuntura e mazelas do futebol brasileiro é uma "muleta" arranjada pelos dirigentes para justificar as deficiências destes em se adaptar ou conduzir com eficiência times de futebol.
Ninguém fala nada pois as estratégias de quem manda no futebol brasileiro é quase perfeita. A mídia colabora com as falácias que tornam-se senso comum ... cont.
 pyxis | BHZ | 16-06-07 10h27min
...como podemos depreender dos comentários daqui. A mídia colaborando fica parecendo mesmo que os problemas do futebol brasileiro começaram com a Lei Pelé.
Parem e pensem num fato... Quando começou o patrocinio das camisas dos times? (Digo que foi e é necessário para sobrevivência da maioria dos clubes).
Quando começou a tentativa de mudança com a criação dos "CLUBE DOS TREZE"? O que tem sido o futebol brasileiro depois disso? Identidade com "Clube dos Treze"? Nem pensar. ... cont.
 pyxis | BHZ | 16-06-07 10h30min
..TODOS, sem nenhuma exceção, aproveitaram-se da Globalização para abandonar qualquer paixão ou vínculo com o time/clube e sobrou SOMENTE para o torcedor a responsabilidade de pagar a conta, através da compra de produtos que patrocinam o futebol - da cerveja ao pay-per-view - e dar muito DINHEIRO para dirigentes, empresários, técnicos, jogadores, assessores, árbitros, marias-chuteiras, TODO MUNDO...
E o torcedor é iludido que o futebol não é mais o mesmo por causa de globalização e leis.
 pyxis | BHZ | 16-06-07 10h34min
... e para finalizar.
Ficamos no meio do caminho entre o profissionalismo de uma NBA ou NFL e o amadorismo do futebol de alguns países latino-americanos onde o esporte principal é outro.
O modelo da Liga da UEFA parece ser o ponto a ser alcançado. Não alcançaremos NUNCA com os dirigentes que temos. Seremos meros fornecedores de mão-de-obra. E cada jogador que não tem capacidade pensante estará preocupado somente com o bem-estar de sua família (o que é lídimo em certa medida).
...cont
 pyxis | BHZ | 16-06-07 10h37min
...e não tenho a soluçao para resgatar esta "identidade" colocada na coluna, mas é possível resgatar diversas coisas sem nos locupletarmos todos.
Não é fácil, e muito menos acontecerá sem que existam "mortos e feridos". O caminho do Grêmio é um exemplo, parceria da torcida com diretoria. Só espero que não tenhamos que seguir todos os passos do Grêmio pois aí serão MUITOS "mortos e feridos".
 eu_sô_cruzeiro_meu | BH | 16-06-07 20h56min
A união TORICIDA-TIME eu até acredito, EVANDRÃO, a união TORCIDA-DIRETORIA é ruim, o DIRETOR fica rico e a TORCIDA a pé! Se jogador não tem vínculo com o clube que paga os salários, vai ter com o torcedor?, e que me diz com o DIRETOR? Já imaginou o trocedor do gaylo patrocinando Kalils, Bibas e RICARDOS GUIMARÃES da vida??? Nem as codornenses merecem...
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