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Agência Minas Esportes



Voz da Arquibancada
Voz da Arquibancada é o espaço de manifestação permanente do torcedor cruzeirense.

17/08/2006 | Voz da Arquibancada
Futebol de Minas

Por Elcio Tampieri

Sou torcedor do Cruzeiro há mais de 50 anos, já tendo presenciado muitas coisas nesse nosso futebol, me sentindo, portanto, no direito de dizer, com base em dados reais, o seguinte:
O futebol das alterosas pode ser dividido em duas partes distintas: a primeira, iniciada em 1915, indo até o final dos anos 50 (45 anos), e a outra, de 1960 até os dias atuais (45 anos).

A primeira foi marcada por um futebol muito doméstico em que se jogava por amor e lazer, em estádios pequenos e pouco confortáveis, clubes com administração amadora e sem nenhuma visão empresarial.

Nessa fase, o principal time de Minas era o Atlético, seguido do América, com o Cruzeiro (ex-Palestra) ficando em 3°, e o Villa em 4° lugar. Também, faziam parte dos nossos campeonatos – alguns deles, iniciados por um torneio início, realizado em um só dia, num só estádio – times como o Asas, Democrata, Bela Vista, Guarani, Araxá, Formiga, Metalusina, Meridional, Renascença, Sete de Setembro, Siderúrgica, Uberaba, Uberlândia, Valeriodoce, e outros. O grande clássico era mesmo entre o Atlético e o América.

Nesse período (1915 a 1959), o predomínio foi sempre do Atlético, que ganhou 20 títulos, seguido do América com 12 (incluindo um decacampeonato). Em terceiro o Cruzeiro com 10, depois o Villa com 5, e, por último, o Siderúrgica com 1.
OBS.: Nos anos de 1926 e 1932 foram proclamados mais de um campeão por ano, pois havia dois campeonatos organizados por duas ligas diferentes. E em 1956, o Atlético foi campeão, mas o Cruzeiro pleiteou os pontos na justiça. Como o processo se arrastou, tornando-se impossível uma nova decisão, a Federação proclamou os dois como campeões.


Como o Atlético era o time de maior supremacia, logicamente os amantes do futebol torciam em maior número para o time de Lourdes, incluindo os filhos desses torcedores que acabavam torcendo pelo time do pai. Assim, entendo que atleticano não nascia atleticano, ele “virava” atleticano, normalmente por imposição dos pais.

No início da década de 60, foi iniciada uma reviravolta no futebol mineiro, com o início da construção de um novo estádio mineiro pelo governo estadual: o nosso MINEIRÃO.
Enquanto era construído o novo estádio, Minas começava a se despontar no cenário nacional do futebol, com a atuação da sua melhor seleção até então formada e que foi campeão brasileira de seleções de 1963. Um verdadeiro “timaço”.

Também, começou a ser implementada, em 1960, uma nova mentalidade na administração no Cruzeiro, então a 3ª força de Minas, com o surgimento na diretoria do clube de um empresário de visão, o nosso eterno Felício Brandi, que sonhou com um time grandioso, não só em Minas, mas no Brasil e até no mundo.

A renovação do time celeste começou com a contratação de grandes jogadores aqui de Minas e de outros estados e com o aproveitamento de vários jogadores da base. Em seguida, passou a reforçar, ainda mais, essa equipe, preparando um time muito melhor, capaz de jogar e brilhar no novo estádio que estava surgindo na cidade.

A nova equipe formada foi considerada como o melhor time já formado em Minas e um dos melhores do Brasil. Um time que encantou o país e a América e que até hoje é lembrado como sinônimo do futebol-arte.

Com a inauguração do Mineirão em 1965, e eu estava lá, o novo time do Cruzeiro passou a brindar os torcedores cruzeirenses, mineiros e brasileiros, com grandes apresentações e espetáculos nos gramados de Minas, e também, em outros estados e países.

O Mineirão foi, sem qualquer dúvida, o ponto de partida para o crescimento e desenvolvimento do futebol mineiro, e esse novo e vitorioso Cruzeiro conseguiu: i) um aumento considerado no número de torcedores cruzeirenses, não só em BH, como em muito no Estado e até no país. Não é à toa que o Cruzeiro tem, hoje, a maior e a mais apaixonada torcida de MG, e os filhos de cruzeirenses viraram cruzeirenses logo cedo, com poucos anos de vida, pois aprenderam a ver com os próprios olhos as sensacionais conquistas do time estrelado. Normalmente, são cruzeirenses por vontade própria e não por imposição paterna; ii) uma seqüência de títulos regionais, nacionais e internacionais, representando quase o dobro dos títulos do seu maior rival; iii) e um crescimento gigantesco no seu patrimônio imobiliário, com a construção de sede administrativa, sedes campestre e urbana, centros de treinamentos.

Ao longo desses 45 anos últimos anos, o Cruzeiro Esporte Clube pode ser considerado o time que mais cresceu no Brasil e é, hoje, sem dúvida alguma, um dos maiores do mundo. É o clube brasileiro que mais títulos ganhou na esfera internacional nos últimos 15 anos. É o time brasileiro com o maior número de anos consecutivos com a conquista de pelo menos um título oficial por ano (1990 a 2004), perdendo somente para o Real Madri, com 17 anos de títulos (1954 a 1970). O Santos é o segundo, com 12 anos de conquistas. É o time que ganhou o primeiro e verdadeiro campeonato brasileiro já disputado no país: o de pontos corridos de 2003. É o único time brasileiro que ganhou, em um ano só as 3 competições mais importantes do futebol brasileiro: 1 regional (mineiro) e 2 nacionais. E é um dos poucos times brasileiros que honra, em dia, seus compromissos financeiros, trabalhistas, tributários e sociais.

Diante do exposto, acho que não há mais o que questionar! Depois de 1960, início da prática do futebol profissional em Minas, o Cruzeiro é o maior e o melhor, o mais combatido e o mais invejado, o mais querido e o mais amado das nossas Minas Gerais.

Elcio Tampieri
Belo Horizonte

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Leia também as colunas anteriores Voz da Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 alex | São Paulo | 17-08-06 19h37min
Elcio, meus parabéns, parecia que falava de mim qdo citou o torcedor cruzeirense, pois eu nasci em Bocaiúva MG em 1970 e em 1971 já morava em SP. Meu pai nunca me impôs o CRUZEIRO, seu time e eu presenciei a quebra de tabu do corinthians em 1977, vi a festa e tudo mais,mas não tornei-me timão. Bastou-me acompanhar meu pai e parentes a um jogo do Cru no Pacaembu no mesmo ano contra o santos e sentir este amor nascer naturalmente e morrer com ele. SDÇS.
 Rogerio DF | Brasília e Entorno | 17-08-06 10h47min
Élcio, parabéns pela coluna e seja bem-vindo com outras exposições históricas e heróicas, do nosso Cruzeiro Esporte Clube! Que bom, podermos contar com a sua enciclopédia.
 Olecram | Poços de Caldas | 17-08-06 12h13min
Élcio, perfeita a sua análise! Mudei para BH em 1960 vindo de Pouso Alegre. Lá os times mineiros, eram ignorados, havendo torcida só para clubes de SP e do Rio. Em BH, realmente era o nosso Cruzeiro o 3º time em volume de torcedores, pois o Gaylo era o primeiro e o Coelho o segundo. Foi quando começou a correr o sangue azul em minhas veias. A situação mudou totalmente pouco depois, com a façanha da seleção mineira, a construção do Mineirão e o início da era Brandi, que formou nossa Academia!
 pyxis | BHZ | 16-08-06 23h34min
Élcio,
Em linhas gerais não há muito o que discordar pois você faz uma correta descrição de fatos e eventos, sem muita frescura como muitos fazem.
Entretanto, discordo da sua divisão e tenho outro visão que seria ainda mais favorável ao Cruzeiro.
A primeira fase encerra-se com o TRI do Villa e a era do amadorismo.A segunda fase inicia-se com ascenção do Palestra e anos difíceis até a ERA MINEIRÃO... três etapas com dominio do Cruzeiro na ultima (mais extensa) e equilibrio nas outras.
 Marcel | São José dos Campos | 19-08-06 19h37min
É exatamente por isso que defendo que jogador que é contratado pelo Cruzeiro deve passar por um dia de "integração" em que essa história de competência e vitória seja conhecida por ele e para que ele não veja o Cruzeiro apenas como trampolin.
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