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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

02/01/2018 | Fernandão
Feliz 2018, Cruzeiro

2017 foi pra conta, com o Cruzeiro fazendo mais do que média e menos do que podia.

Já disse em oportunidades anteriores que detesto futebol europeu. Digo mais: sou um apaixonado pelo FutBrasilis, e claro – especialmente pelo Cruzeiro. A fascinação vem do imprevisível, eu acho. Afinal, os barcelonistas ou merengues, decretam o fracasso de sua temporada com a derrota no campeonato espanhol. Para eles 2º lugar é derrota vexatória. Assim como o torcedor do Alavés guarda num pedacinho especial de sua memória as glórias históricas das campanhas de 7º lugar que garantem um lugarzinho na Liga Europa.

Nesse contexto, um ano de título nacional – como os outros 7 que tivemos nos últimos cinquenta e um anos – só pode ser considerado especial, certo?

Em partes, na minha opinião.

A campanha da Copa do Brasil teve tudo de mágico. Puxando só da memória, lembro do Arrascaeta levando o Rodrigo, Caio Mesmo, e sofrendo uma falta de banda na cabeça da área que o Thiago Neves guardou com a ajuda da barreira. Do gol de cabeça do Barbosinha aos 40 do segundo tempo, que abriram as portas da insanidade em um Mineirão ainda pulsante e crédulo.

Lembraremos para sempre do Edílson mandando um canudo no poste que voltou até o meio-campo e do Thiago Neves fechando as duas seqüências de penais nos embates sofridos além da conta contra os gaúchos e cariocas. E como esquecer o show da torcida celeste no Maraca?

Essa é uma Copa para a história.

Prometi um texto de fechamento de ciclo anual de escritas para o clássico, em outubro. Confesso aos senhores: escrevi a coluna. Mas... minha excessiva irritação momentânea não deixou com que o texto ficasse palatável. Não quis brindar meus escassos leitores com um último texto azedo, e o azedume passou da conta com a falta de ambição do Cruzeiro no fim do campeonato. Veja bem – falta de ambição... foi disso que eu reclamei quando o cinismo e a malemolência viraram toada única na Toca, até o time sair da briga pelo título. O que o Cruzeiro fez em Curitiba foi inaceitável. Assim como a derrota no clássico foi inaceitável. Como foi inaceitável a desmobilização do Cruzeiro Esporte Clube após o título da Copa do Brasil. Ponto, parágrafo.

Vou fechar o ciclo (de escritas sobre minha paixão) então, falando de um novo ciclo (futebolístico) que se aproxima.

Meu pai costuma dizer que aquele jogo no início de novembro de 2009 no Mineirão contra o Fluminense nos tirou dois títulos brasileiros. Perdemos ali o embalo – e o título para o Flamengo de 2009, e, mantivemos o Fluminense na primeira divisão, para nos sonegar o título em 2010.
Ganhávamos o jogo por 2x0, perdemos um pênalti contra um adversário entregue e levamos a virada. Lá, foram coisas do futebol. É triste, mas elas acontecem. As histórias da bola se sobrepõem... o final da história ficou magnífico para o Fred pelo Flu, para o Pet e o Imperador pelo Flamengo. Nem tanto para o Gilberto, que jogou uma bola naquele brasileiro que Thiago Neves não chegou nem perto esse ano.

Isso é futebol, amigos. Os pequenos detalhes definem as coisas, numa espécie de ``efeito borboleta´´.

Por isso não existe título ganho, não existem garantias...

O ALL-IN do Itair

A nova direção do Cruzeiro optou pelo all-in. Temeroso, perigoso. Mas vejam: ambicioso.

- Eu não contrataria o Fred. Nem por uma temporada, ganhando o que ele ganha. Optaram por trazê-lo. Assinaram com ele por três (!) anos. Um cara já no ocaso da carreira, com longo histórico de lesões. Mas... um cara decisivo. Um cara que junto com outros caras pode dar uma cara nova ao time do Cruzeiro e tentar arrancar a fórceps o cruzeirense do sofá, lugar preferencial dessa espécie em 2017. Convenhamos, a torcida teve um ano pífio em termos de comparecimento ao estádio.

- Eu não abriria mão do Élber, do Alisson, do Sassá... da meninada. O time do Cruzeiro já tem putavéias suficientes. Falta fôlego. Essa não parece ser a avaliação da Direção da Casa que busca por aí qualquer bonde disponível, caindo no conto de fadas do ``elenco cascudo´´. Nunca vi elenco cascudo ganhar Libertadores. Já vi elencos ganharem a Libertadores para depois serem decretados cascudos. Sóbis, hoje, é um bonde. Quando fez dois gols na final de 2006 no Morumbi tinha 21 anos. Sóbis não fará dois gols em uma final nem se jogar a Copa Itatiaia. Arrascaeta fará dois gols na final, se tiver chance de jogá-la.

- Eu não renovaria com o Mano Menezes. Acho que era hora de o time baratear-se e viabilizar-se para os próximos anos, depois dos anos de gastança do Gilvan. Mas tomar o caminho oposto também é possível. Desde que vença tudo. Desde que valorize os jogadores jovens para vendê-los, desde que se abocanhe as premiações por títulos, desde que a torcida volte a rodar a roleta com força. Mano não tem o perfil de lançar garotos, que é o que precisamos.

Colocadas as minhas discordâncias, que são basicamente todo o jeito de ``fazer futebol´´, vamos partir do pressuposto de que as pessoas são honestas e querem o bem do Cruzeiro. A situação está tão estranha, que parece um pressuposto até difícil. Mas vejo aí material excelente para a montagem de um bom time. Gostei da vinda do Egídio, que é um assistente nato. Um cara que distribui de maneira consistente mais de dez assistências/ano tem de ser aproveitado.

Fantasiei com um time armado no 3-4-2-1, com o Romero jogando na sobra da primeira linha, alternando com um zagueiro de ofício em momentos do jogo em que se precise de estatura ou fora de casa. Com uma linha de 4 jogadores com Egídio na esquerda, Bruno Silva na direita, fazendo uma saída rápida. Com Henrique e Cabral por dentro. Com Arrascaeta e Neves flutuando na armação e servindo o Fred, que faria a parede para eles finalizarem e jogaria de reboteiro e finalizador de jogadas.

É time mais que suficiente, desde que comprometido e interessado para ganhar títulos em 2018. Com bons reservas como temos para a zaga, para a volância e com alternativas de frente interessantes para mudar o rumo dos jogos, pode dar liga.

A loucura, o medo e o resultado

Fecho essa prévia de 2018, então, externando meus sentimentos.

Acho que a direção optou pela loucura. Se o time do Cruzeiro der errado esse ano, inviabiliza-se por um bom período. Todas as alternativas são as mais caras disponíveis e sem opção de revenda. Cavalos cansados de quem se quer o último fôlego da carreira, ofertando a eles o último bom contrato da carreira. E quando se investe o quanto se investiu eleva-se o sarrafo. Tivesse sido feita a opção oposta: sanear as contas, baratear o time e lançar a meninada, qualquer resultado digno seria aceitável. Hoje, temos a sensação que menos do que dois títulos na temporada será fracasso.

Isso me põe medo. Temo que um time tão velho despenque de rendimento após a Copa do Mundo. Temo que esse time tão caro nos leve, em pouco tempo, à situação que o Fluminense está hoje, vendendo meninos da base com formação incompleta e tendo que lançar outros garotos sem a menor proteção. Perdendo no mercado disputas para times de investimento bem menor.

O resultado, mesmo posto tudo isso, continua um mistério. Tudo pode dar certo. Alexandre Mattos fez 19 contratações em 2013. Pense nesse número. Isso é receita para o fracasso. Mas contrariando tudo, deu certo. E foi iniciado um ciclo vencedor. O preço foi alto, mas muito por não saber o momento de parar. O momento de fazer o freio de arrumação e redefinir o rumo. Se o Cruzeiro tivesse feito todas essas contratações, mas deixado de comprar o Willian em definitivo em 2014, vendido o Dedé na alta, entre outras coisas, talvez tivéssemos apanhado os frutos sem espinhos. Espinhos com os quais convivemos em 2015 e 2016.

Voltando ao início. Minha fascinação pelo futebol vem do imprevisível. Esse ano tem tudo para ser fascinante, pois estamos apostando juntamente com o presente o nosso futuro. E os resultados são tão imprevisíveis quanto imprescindíveis num ano de altas apostas.

Estarei com você, Cruzeiro, por todo o ano e nos próximos também. Já que escolhestes esse caminho, percorra-o e vença.

Saudações Celestes.


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 pyxis | BHZ | 02-01-18 14h31min
Fernandão,
achei que você voltaria somente na estreia da Lib´18
;-)
Entretanto, fico feliz em ver que você não perdeu a razão e não tá seguindo no ôba-ôba patrocinado pela mídia (parte dela)... e fico mais feliz ainda em poder concordar e apoiá-lo na maioria de suas declarações e previsões... poderemos errar ´quase` juntos...
Bem vindo neste seu retorno...
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 02-01-18 17h46min
Valeu Evandro. Feliz 2018 pra você e para os seus. Vou ter o maior prazer em quebrar a cara com a minha expectativa baixa. Mas tinha de registrar essa opinião. Abraço.
 Thiago Campos | N�o definido | 04-01-18 17h34min
Fala Fernandão, esse ano com a base já formada e continuidade do treinador era hora de ajeitar as finanças e disputar tudo com chances reais de levantar um caneco. Gostaria de ver essa coragem se dirigentes respondessem pessoalmente por administração temerária. Agora é torcer e muito.
 pyxis | BHZ | 05-01-18 15h16min
Thiago, umas das EXIGÊNCIAS do Estatuto do Torcedor, para com time que estão na TIMEMANIA e usam benefícios como REFIS, é uma alteração estatutária exatamente coo você sugere. Poucos clubes no Brasil fizeram... E ficam falando em ´fair play` fora dos gramados... INFELIZMENTE, os conselheiros do Cruzeiro NÃO FARÂO esta alteração estatutária... tá bom do jeito que tá... tudo como dantes no quartel ...
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