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Cruzeiro.Org - 25 anos



Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

25/09/2017 | Fernandão
Em busca do nosso sol de primavera

Vitória para esquentar o jogo do ano

O Cruzeirense Beto Guedes compôs uma belíssima canção que anuncia o melhor mês do ano. Ele chama a chuva e o calor assim: Quando entrar setembro, e a boa nova andar nos campos. Finaliza dizendo que não custa inventar, uma nova canção, que venha nos trazer, sol de primavera. Pois bem, essa vitória tem o potencial de ser realmente eternizada em canções. Não somos muito bons nisso, como torcida. Geralmente exaltamos mais o nosso amor, a nossa paixão do que lances ou jogos isolados. Mas jamais esquecemos a espalmada do Velloso, o gol do Fábio Júnior e o do Giovanni. O chute despretensioso do Elivélton.

Ansioso que estou há semanas, esses jogos entre as finais às vezes viraram um martírio. Tratarei rapidamente sobre o jogo de ontem, e depois voltaremos a falar do jogo que realmente interessa.

O jogo

Caso você veja alguém que reclame qualquer coisa que seja do jogo de ontem, pegue-o pelos dois braços e sacuda-o vigorosamente. Em sequência entoe as palavras: Volta pra realidade, meu filho! Brincadeiras à parte, o Cruzeiro assustou-se com o jogo fácil demais e quase deixou pontos em Goiânia. No primeiro tempo o time esteve interessado, ligado e bem posicionado. Deixou escapar uma goleada, e passou certo aperto desnecessário no segundo tempo.

Tudo o que fomos buscar, trouxemos na mala. Consolidação da posição no campeonato, rodagem para reservas, três pontos e boa atuação. A queda no segundo tempo, vejo de forma natural – pelo calor, pelo fator quarta-feira (era natural que quem tem chances de jogar se poupasse) e principalmente pelo gol sofrido muito cedo que naturalmente liga o alerta de não deixar o resultado escapar.

Atuações

Rafael, destacou-se com boas defesas. Bryan e Lennon bem. Desinibidos e participativos. Nonoca ainda vai dar um jogadorzasso de bola. Rafinha comandou o time, com velocidade e vontade.

Dos que poderiam jogar quarta:
Romero: cumpriu a função de volante sem muito brilho, mas com muito esforço. Seu colega de volância foi mais participativo que ele. Não começará jogando quarta-feira.
Arrasca: Aqui vai o meu ponto de severa discordância do Mano Menezes. Desde o Rio venho falando que a principal missão do treinador era encaixar o uruguaio no time. Ele não fez isso. Arrasca fez um bom jogo, com gol e tal. Escondeu-se um pouco no segundo tempo. Se for escalado de cara, será no comando de ataque, no lugar do Raniel. Uma pena. Seria o pesadelo de qualquer defesa ter que marcar Alisson de um lado, Arrasca do outro, com direito a pivô.

Mano: Levou um bom time para o jogo, com o que considera serem os seus melhores reservas. Voltou pra casa em quinto, perto da vice-liderança, com o time em ascensão. Vai ficar intratável se ganhar o titulo quarta-feira. Que fique – que seja o cara mais arrogante do mundo enquanto estiver no Cruzeiro. Vencendo, levo até faixa de eu te amo Mano, contra o Corinthians.

O que realmente interessa

Em semanas como essa a citação de Bill Shankly faz todo o sentido. Dizia o escocês que ``Algumas pessoas acreditam que futebol é questão de vida ou morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Eu posso assegurar que futebol é muito, muito mais importante´´. Bill foi o técnico que, na Inglaterra, transformou o Liverpool em uma potência, durante as décadas de 60 e 70. Assumiu o time na segunda divisão, e entrou para o folclore do futebol local. Parte por conta dos títulos, parte por conta da dedicação na beira do campo, e, certamente, parte por conta de frases como essa.

Só pensamos no jogo de quarta. Queremos a vitória nesse momento, mais nada. Mãos na taça – dia seguinte, pensamos em reajustar nossas opiniões sobre todas as coisas. Mas mesmo assim, esse que vos escreve, passou boa parte da manhã tentando buscar a racionalidade das coisas. Não uma racionalidade reta e cartesiana. Nada de manual de bolsão de poltrona de avião. Me peguei pensando era nisso – o que eu posso fazer para aumentar as probabilidades de vitória do Cruzeiro na quarta? A tentação é dar a resposta provavelmente correta: Nada. Vou pro jogo, e espero a vitória. Ponto.

Eis que então me vem algo a mente – se eu conseguir atingir um mínimo universo de cruzeirenses, e esses se comportarem de maneira mais aguerrida nos momentos da decisão, quem sabe? Quem sabe aquele 0,0001% não esteja destinado a ser decidido fora das quatro linhas? Ok. Vamos nessa. Mas afirmo: para vitórias não existem manuais. O que nossa experiência permite afirmar é que algumas coisas dão mais certo do que outras.

Pensar demais, por exemplo. Pensar é um exercício pleno de estupidez, na maioria das vezes em que tratamos de futebol. Te garanto que o Giovanni quando arrancou para aquela bola, em 2000 não pensava mais do que um guepardo na savana africana atrás de sua refeição. Ali, era puro instinto. Assim como no dia 07 de setembro não paramos para pensar na forma ou conteúdo das canções que mandávamos para a cancha. Ali, éramos como bárbaros bêbados, deliciando-se da conquista da cidadela adversária em uma festa de pilhagem.

Por isso espero de nossa torcida o comportamento condizente com a guerra que se firmará. Aquela doçura, amizade entre clubes e tal, que aconteceu no Rio deve ficar pra trás. Não precisamos de ninguém furando o pneu do ônibus do Flamengo. Mas o Raposão tem que perder o número do telefone do Urubuzão. O clima beligerante agora nos favorece, elevemo-lo ao máximo então. Que ninguém dê um tapa na cara de um flamenguista, mas olhai-os de cima. Que furem a fila do banheiro e da cerveja na frente deles. Que eles jamais se sintam em casa como nos sentimos no Maracanã. Isso é jogo de final.

Que eles se impressionem com a luz da cidade. As macumbas reluzindo nas esquinas, os churrascos iluminando os passeios das mansões da Pampulha. Sejamos puro otimismo, mas conservemos parte da carcaça. Ainda precisaremos cantar. Por isso, guardem um porquinho do fígado para depois do jogo – conservem um pouquinho de sobriedade. Uma massa altamente encachaçada não é importante para o jogo. Bebamos sim – na medida certa.

Que os jogadores encarnem uma imodéstia absoluta, um otimismo inquebrantável. Todos juntos à frente e na mesma frequência, e a derrota vira um monstro de armário. Algo menor, que ninguém jamais poderia acreditar. Que o Mano pense, reflita, planeje o jogo. Ali, no plano de jogo reside como ele pretende vencer o embate. É quase certo que o fosfato será desperdiçado, uma vez que decisões são mais jogadas que pensadas. Reina o caos, o belo caos de um jogo de bola quando todo mundo é mais vontade que cadência. Nelson Rodrigues, nosso guia, dizia que em finais de campeonato, durante os 90 minutos são onze bárbaros contra onze bárbaros.

Nós, seremos o plano de fundo do espetáculo. Para o jogo, tomado isoladamente, cada um de nós pouco ou nada vale. Para nós, reles mortais, o jogo é tudo. Que saibamos corresponder nosso destino, empenhando nossas únicas armas – a nossa voz. A vida de cada um de nós é um embate perdido contra o tempo. Cada segundo que passa, não volta. O que são noventa minutos? Um sopro do nada, no nosso inexorável desígnio de ao pó retornar. Mas o que são esses noventa minutos? Esses 90, só esses, acontecem uma vez a cada par de anos ou mais. São 90 minutos de uma final de campeonato.

Os jogadores, quero-os animais. Quero-os bestas-fera, ferozes, indóceis e instintivos. Quero que apurem os seus instintos, que joguem pela clarividência, que lutem por cada palmo de espaço. Competição, meus amigos, competição. Que saibam eles que 90 minutos os separam do muro dos campeões. Para que sejam campeões e mereçam a história, precisamos que eles resgatem a criança, que um dia jogou bola na rua. Toda a malícia, todo instinto. Por isso peço: pensem pouco, deixem-se levar pela nossa voz. Nossa voz saberá os guiar. Usem tudo o que tem para conseguir tudo o que resta. Consagrem-se.

Fechando

Além de cultivar uma certa raiva, e fazer o adversário sentir a nossa confiança e um pouco de hostilidade. Há outra coisa importante. Há o ritual. Esse ano não usei ainda a minha camiseta amarela autografada, que vai pro jogo. Aliás, desde que a autografei em Curitiba com o time que viria a ser campeão brasileiro, a usei pouquíssimas vezes. Se ganhar, volta pra gaveta, em caso de desastre, ela vai pra moldura - não será usada mais.

Quarta é dia de Bavaria na chave, ritual que embalou o bicampeonato. Por isso, foi mal Tigum. Dou uma passada lá no churrasco, mas churrasco de mais de 10 horas antes do jogo me lembra 2009. Quero evitar. Quero ter corpo e alma pronto para comemorar após o jogo e ajudar durante o jogo. Sobra-me vontade, falta-me disciplina.

Um abraço aos amigos cruzeirenses que começo a conhecer por aqui, no mundo virtual. Estrelado Campeão, Pxys, João Duarte, Thiago Campos, Brenovp, Ronito. Para a turma de Mineirão, os abraços serão dados pessoalmente na quarta-feira.

Um PS. Pequenininho, escondido, meio tímido: Esse time do Corinthians vai stolar... Dará tempo? Já pensou se... Vou consertar minha calculadora.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 Thiago Campos | N�o definido | 25-09-17 15h06min
Ótima coluna Fernandão, aproveito para retribuir o abraço! Pois é, chegou a semana tão esperada e agora rapidamente estaremos vivendo a emoção do jogo derradeiro. Espero que meu pequeno Lucas de apenas quatro meses já coloque sua primeira faixa de campeão. Você já falou tudo na coluna e com a emoção que momento merece. Que você e todos mais de 50 mil representem toda a Nação Azul, que por motivos diversos não poderá estar lá de corpo presente mas estará mandando a energia para a busca do penta.
 Thiago Campos | N�o definido | 25-09-17 15h06min
Ótima coluna Fernandão, aproveito para retribuir o abraço! Pois é, chegou a semana tão esperada e agora rapidamente estaremos vivendo a emoção do jogo derradeiro. Espero que meu pequeno Lucas de apenas quatro meses já coloque sua primeira faixa de campeão. Você já falou tudo na coluna e com a emoção que momento merece. Que você e todos mais de 50 mil representem toda a Nação Azul, que por motivos diversos não poderá estar lá de corpo presente mas estará mandando a energia para a busca do penta.
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 25-09-17 15h54min
Fernandão, quarta é dia do Cruzeiro relembrar o torcedor brasileiro de que existe futebol fora do eixo Rio-SP. E também mostrar à imprensa doméstica quem realmente manda em MG.Eu sou cruzeirense e torço pela TV. Estou há milhas de BH. Meu amor pelo Cruzeiro é quase platônico.
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 25-09-17 16h01min
Moro em Sorocaba e ontem fui ver o Bentão, no jogo que garantiu o acesso à série B. Óbvio que meus pensamentos estavam, vez por outra, em BH.Pois bem, a torcida aqui foi implacável com o juiz e jogadores adversários.E ambos parece que sentiram a pressão. Os jogadores erraram muitos passes. O juiz marcou muitas faltas para o adversário perto de meio campo. Quando aos lances próximos da área azul, achei que ele foi bem caseiro.
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 25-09-17 16h03min
Eu acho que o Cruzeiro tem time para vencer. Mas se não tiver bem no jogo a vitória virá no grito da China Azul.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 25-09-17 16h20min
Valeu Thiago, obrigado.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 25-09-17 16h22min
Boa tarde, Celeste. Acredito plenamente nisso. O grito da galera pode influenciar o estado de coisas, e mesmo mudar os rumos de um jogo de futebol. Confesso que na Série C, sempre torço pros times da chave norte, principalmente porque geralmente são times mais de massa, mas parabéns ao São Bento, que tem muito bom gosto para cor.
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 25-09-17 22h18min
Fernandão, nossas opções de ataque são excelentes, ao contrário do Flamengo que está com o ataque limitado. Azar deles.
 pyxis | BHZ | 26-09-17 00h46min
1. Bryan e Lennon bem? Passo !!! com força !!!
2. Não ´vá ao jogo e espere por Uma vitória`. TORÇA E EMPURRE O TIME para uma vitória. 8 milhões esperam isto de ti. P.S. Se não souber como, pergunte-me.
3. O certo é Pyxis.
E NÃO SE ESQUEÇA !!!
 pyxis | BHZ | 26-09-17 00h47min
Dra. Celeste, logo após passarmos pela semifinal que me preparo para este jogo... e tenho dito para todos que me falam sobre Ingressos etc e tal... : Comprei meu ingresso para esta FINAL em 2009 !!!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 26-09-17 09h02min
Pra não correr risco de errar, à partir de hoje é só Evandro! Foi mal.
Gostei do jogo do Bryan e do Lennon, principalmente no primeiro tempo. É sacanagem cobrar demais de quem joga tão pouco como eles. Nunca estão no ritmo. Bryan ainda mandou uma bola na trave.
 Alex Rodrigues | Não definido | 26-09-17 16h28min
ótimo texto Fernandão! Amanhã o dia vai ser longo! estou muito ancioso em apresentar o primeiro titulo do Cruzeiro ao meu filho de 6 anos. Apesar dele já ser bicampeão brasileiro, é o primeiro titulo que ele realmente vai sentir na pele (pelo menos torço por isso). Parabéns de novo pelo texto. Muito bem escrito. saudações celestes!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 26-09-17 17h08min
Obrigado mesmo, Alex. Se gostou, compartilhe, passe adiante. Seu filho vai sentir algo parecido com o que eu senti, na época da Supercopa. Pode ficar tranquilo: ele vai se lembrar disso para sempre, mesmo que seja aquela memória distante, quase apagada. Vai sobrar a admiração pelo Cruzeiro, que um dia ele há de passar para os próprios filhos. Que assim seja!
 estrelado campeao | Ubá  | 27-09-17 14h12min
Fernandão , vamos precisar de todo mundo. Um mais um é sempre mais que dois. Tome Beto Guedes e viva o CRUZEIRO. Torçam muito no Mineirão. Torcerei de longe enviando energia positiva.
 estrelado campeao | Ubá  | 27-09-17 14h22min
Nós somos Cruzeirooooo. Multicampeão Brasileiro. Nós já temos o tetra e queremos o Pentaaaaa. No embalo. Essa é a música. Passe pra frente Fernandão .
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