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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

11/09/2017 | Fernandão
Uma coluna para dois jogos

Uma epopeia que aguarda o desfecho. Uma vitória no Velho Oeste catarinense

Primeiramente, peço aos amigos o perdão pela longa ausência. Não era minha intenção ficar tanto tempo sem escrever. Mas fiquei realmente impedido de fazê-lo pelas circunstâncias. Até levei o notebook para o Rio. Um pau véio que tem lá em casa, cuja bateria já nos abandonou há um tempo. No apartamento que peguei emprestado não tinha tomadas compatíveis. Cheguei a comprar um adaptador, mas na ausência de televisão, só serviu para as meninas assistirem um ou outro DVD de desenho animado, antes da hora de dormir. Foi ficando pra depois até hoje.

Veremos se esse negócio de coluna dois em um vai funcionar.

Do jogo do Rio, valem mais as sensações. Imagino que a essa altura, muito do que o jogo apresentou tática e tecnicamente já foi debatido à exaustão.

Uma bola fora e um sujeito sem igual

Fosse para ir de caravana do CruzeiroTour ou de organizada, não iria. Sei como essas coisas funcionam, e como as autoridades gostam de sacanear o torcedor, sob o pretexto da segurança. Alguns amigos meus toparam a empreitada, com o receio de os ingressos não aparecerem. Uma bola fora monumental da diretoria do Cruzeiro, que ficou num lenga-lenga danado querendo forçar-nos a ir pela Agência de Viagens, e disponibilizou a prioridade para compra dos ingressos depois, na calada da noite para troca por pontos.

Por isso o agradecimento fundamental ao Tigum, que mesmo tendo garantido o seu lugar na caravana da TFC, viu o negócio no site na hora e reservou o ingresso para mim, mesmo sem eu pedir. Valeu mesmo, parceiro.

A turma

Nessa mesma caravana da TFC desceram vários camaradas para a praia. Como os caras são mais espertos um pouco, embarcaram na quarta-feira à noite, para escapar da possível retenção da Polícia do Rio e passar a tarde em Copacabana, sem perder nada do jogo. Eles saíram às 03:00 hrs.

Saí de casa cedinho na quinta-feira, 05:30. Vi o ônibus deles, quebrado, antes de Juiz de Fora. O resultado da aventura: uma da tarde, eu estava almoçando com a família na orla. Depois ainda deu uma praia legal. A turma chegou às 17:00, alguns em estado etílico avançado, com déficit de sono e alimentação. Fiquei de guia de um pessoal gente boa e barulhento. Andamos por alguns bares, pelas ruas de Copacabana, sempre fazendo uma confusão danada. Não vou citar nominalmente, eram umas quinze pessoas. Apenas agradeço o momento que passamos.

Daí, a primeira sensação importante a relatar: O respeito dos cariocas, flamenguistas ou não, pela camisa do Cruzeiro. Com todos que conversávamos ou brincávamos, ninguém parecia desconsiderar a grandeza desse clube. Era um respeito quase invejoso dos não-flamenguistas, e um respeito cordial, nada confiante por parte dos rubro-negros.

Levei o pessoal para a Estação Siqueira Campos do metrô. Como éramos uma quantidade razoável, e estava cedo ainda, por volta de 19:00, previ que não teríamos qualquer conflito. Solicitei ao pessoal um pouco mais de comedimento, sem as cantorias, pois afinal, estaríamos em minoria e encurralados no vagão, caso qualquer confusão acontecesse.

Em vão.

Tão logo entramos no trem, já apinhado de flamenguistas que estavam em silêncio, a turma começou a cantar. Entrei no clima também – já to aqui mesmo... Cantamos diversas músicas em sequência, cada hora um puxava uma. Sou um multicampeão... Nas veias tenho sangue azul... Hojeeee, larguei tudo pra te ver... Nossa cantoria foi atraindo cruzeirenses, antes encostados nos cantinhos dos vagões. E os rubro-negros começaram a cantar também, respondendo aos cânticos. Catavam sempre o hino do clube e o tal Salve o Flamengo.

Os batemos, naquele momento. Em vibração, em energia, em confiança. Pra mim era prenúncio de uma grande noite.

Quando descemos na Estação Maracanã, me dei conta do mar de rubro-negros ao redor. Por um instante tive medo. Descemos do trem e esperamos o fluxo diminuir um pouco. Ali, naquele momento, já éramos uns 30 cruzeirenses, gente que nos viu na baldeação do Estácio e começou a andar junto com a gente. Gente que foi atraída pela cantoria. E outra sensação ficou nítida. De como éramos altivos naquele momento, de como olhávamos os flamenguistas com ar de favoritos. Sentia ali que os flamenguistas desviavam o olhar. Mesmo os que passavam e falavam – vai ser trêx a zero, hein? – não acreditavam no que diziam.

O Jogo

Descemos da passarela do metrô por volta de 20:00, com tempo de sobra para encarar uns latão meio choco de Antarctica e uns churrasquinhos de gato. Ainda entremos no estádio com uma meia hora de antecedência.

Vi a escalação do Mano. Olhei pro lado e falei: Putz, Robinho e Sóbis. Na última coluna, tinha feito um pedido ao Mano, para jogar recuado e botar um time com contragolpe agressivo. Ele entendeu só a primeira parte.

Vou ser breve sobre o jogo.

1. O resultado é ótimo.
2. O desempenho do Robinho, Neves e Sóbis foi péssimo.
3. Hudson e Léo mataram a pau.
4. Arrascaeta não pode, estando inteiro, sob nenhuma hipótese, ser reserva do Cruzeiro.

Dito isso, combinado com o que eu já tinha escrito no pré-jogo, dá pra ver que estou longe de concordar com o treinador. Milhas. Mas digo-lhes para observar por outro prisma. E por outro lado, eu entendo o Mano. Numa guerra, você não manda o seu melhor General para sondar o terreno. Guardar trunfos, seja para trazê-los em momento propício, seja para ter como modificar o jogo, pode ser interessante.

Nesse momento, Robinho e Rafael Sóbis não merecem oportunidades.

Mano viu de um jeito, preferiu a estabilidade. Eu vejo de outra forma, desperdiçamos a oportunidade que dificilmente teremos no Mineirão, que é de jogar em transição com velocidade para cima da lenta defesa do Flamengo. Ponto para o treinador, que trouxe a decisão para casa e sigamos.

Durante o jogo, a torcida do Cruzeiro foi de arrepiar. Encaramos os urubus no 1º tempo, sem bateria. A Máfia Azul só chegou no intervalo, e daí pra frente, só deu para ouvir os caras nos minutos após o gol. Depois do gol do Cruzeiro então, até o fim do jogo, a face do flamenguista era de terror.

Venceremos dia 27, porque essa e outras histórias merecem consagração. Venceremos porque nosso momento na temporada é melhor. Venceremos porque o time tem um trabalho mais longo, consolidado. Venceremos porque somos Cruzeiro.

Sobre a vitória de ontem

A primeira coluna que fiz aqui no Cruzeiro.Org, ainda no Voz da Arquibancada, foi sobre um jogo contra a Chape. Então, a Chape que bateu o Cruzeiro no Mineirão liderava o campeonato. A coluna veio na semana seguinte, sobre o 0x0 que nos classificou em Chapecó. Disse na oportunidade:

O futebol da Chape, é de uma pobreza subsaariana. Sério. E não digo isso para diminuí-los. É uma constatação. Somente se defende e levanta a bola na área. Só. Em Chapecó, o Cruzeiro resgatou o suficiente 0x0 que foi buscar, na base da concentração defensiva. Como sabe-se de onde vem o perigo, arma-se para rebatê-lo. Se nas rodadas finais a Chape estiver brigando contra o rebaixamento, não me surpreenderei. Duvido que figurem na primeira página da tabela de setembro pra frente.

De lá para cá, o futebol do representante do Velho Oeste regrediu. Parte por conta da tresloucada demissão do Mancini, parte por conta da manutenção do jeito randômico de jogar (bola na área, e vamo que vamo!), parte por conta do elenco limitado mesmo e parte por culpa de uma diretoria olho grande que submete o time a uma maratona insana, salpicada por viagens além-mar.

Por conta disso, há que se relativizar um pouco a vitória. Essa relativização deve ser feita porque embora o adversário seja brioso, é ruim mesmo. Mas que se dane isso agora, já perdemos pontos antes para adversários tão limitados como esse em situações piores.

O jogo

Considerando que o adversário celeste na quinta poupou a maioria dos jogadores sem sequer ter viajado, há de se ressaltar a escolha feita pela Comissão Técnica de mandar a campo um time pouco mexido. Aliás, mexido na medida certa, eu diria. É salutar dar minutos para Raniel e Arrascaeta. Um dos dois, ou os dois, serão titulares no jogo do ano. Passar-lhes confiança é essencial. Hudson, que deixou tudo em campo na quinta, poupado para a entrada de Lucas Silva também é boa pedida. Lucas, que voltou da Europa em baixa rotação, vem crescendo, e se credenciando a jogar sempre, também.

A Chapecoense seguiu o seu jogo, tentando vencer no abafa. O Cruzeiro soube sofrer, soube se organizar para tentar os contra ataques. E numa nítida situação de virada de maré, fez o seu gol na virada do primeiro para o segundo tempo, como tantas vezes antes levou também.

Voltou para o segundo tempo mais tranquilo. A Chape dobrou a aposta, mais pressão, mais gente na área. E o Cruzeiro desperdiçou chances preciosas de fazer o segundo gol. Até que o concretizou em um aproveitamento de rebote de bola aérea ofensiva (!).

O honrado time da casa fez o seu tento de honra da forma que o buscou durante todo o embate. Dali para adiante, controlamos melhor os espaços e administramos a pressão, saindo com o resultado.

Atuações

Fábio – Espetacular. Sua melhor atuação na temporada. Vem numa crescente de bons jogos. Jogasse em uma meia dúzia de times por aí, com mais marketing, estaria cotado para ir à Rússia.
Ezequiel/Barbosa – Bom trabalho da dupla, impedindo as incursões dos laterais adversários ao fundo. A grande maioria dos cruzamentos da Chape foi da intermediária ou de bolas paradas.
Murilo/Léo – Depois de um jogo irretocável no Maracanã, a dupla de zaga celeste esteve em uma jornada ruim. Teve a dificuldade de ver o adversário com três centroavantes na área, um deles enorme, mas mesmo assim a concentração defensiva foi aquém do que nos melhores dias. Foram salvos pela atuação magnífica do goleiro.
Henrique – Manteve a seriedade e a cobrou diversas vezes dos seus pares. Fez um bom jogo, inclusive dando uma assistência de peito preciosa para o Arrasca estourar.
Lucas Silva – Ajudou muito com a bola no pé. Circulou o jogo. Faltou um pouco de ajuda atrás, entrar na área e ajudar a rebater a bola que pingava toda hora.
Robinho – Já fez jogos piores. Nesse jogo conseguiu dar alguma velocidade aos lances, coisa que lhe faltou no Rio, por exemplo. Recompôs uma marcha abaixo do time, como sempre, mas esteve combativo.
Rafinha – Erra duas acerta uma, essa é a vida do Leãozinho. Teve uma bela chance e não desperdiçou, apesar de ter contado mais com a sorte do que qualquer coisa. Ajudou o lateral do seu lado, como sempre, com afinco.
Arrascaeta – É um talento. Descomplica os lances, é liso e não desiste das jogadas. Mas desperdiçou boas chances. Pelo menos uma no 1º tempo, em lançamento do Robinho, e uma vinda do Henrique no 2º. Precisa de mais ritmo.
Raniel – Sumidaço no jogo até aparecer com a assistência para o Rafinha. Continuou sumido até ampliar o placar em um rebote. Precisa de mais?
Alisson, Neves e Sassá – Acionados com o placar em 2x0, entraram com a nítida orientação de cozinhar o jogo. Alisson, um pouco mais solto, recebeu um carrinho criminoso que resolveria o jogo, não fosse a omissão do juiz. Após a Chape diminuir o placar colocaram seu estofo a favor do time, ajudando a prender a bola na frente.

Mano – Nesse jogo foi perfeito. Perfeito na escolha de um time pouco mexido, mas reoxigenado. Perfeito na proposta de dar a parede para a Chape bater e contragolpear. Vai deixando o time com a sua cara, maduro e seguro. Faz um bom trabalho com o Raniel, sem queimar etapas, sem dar ao garoto mais responsabilidade do que aguenta e fazendo sua transição gradual ao time principal.

Fechando

Ufa! Era isso amigos. Ficou loooongo. Não vou deixar acumular de novo.

Hoje, dia 11/09 é um dia especial. Aniversário do meu companheiro mais assíduo de arquibancada, Zuim, com quem aprendi tudo o que sei. Parabéns pai. Obrigado por ter se rebelado. O velho Zuim, quase sexagenário, nasceu com pai, mãe e irmãos mais velhos torcedores de outros times da capital. Foi o Cruzeirense Alicerce. E graças ao seu fanatismo, construiu uma dinastia de cruzeirenses, da qual orgulhosamente faço parte. Irmãos mais novos, filhos e sobrinhos seguiram seus passos.

Valeu pai, por colocar o Cruzeiro em nossas vidas. Feliz aniversário!

Saudações Celestes



Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 pyxis | BHZ | 12-09-17 07h31min
Estes relatos/resenhas de viagem de jogos são muito interessantes. Daria colunas e mais colunas e até um livro já pensei com cada um escrevendo sua história...
Esta semana do jogo contra os urubus, lembrei uma viagem épica... quando em 1995 fomos a Cariacica e arrancamos para aquele possível título brasileiro...
cont...
 pyxis | BHZ | 12-09-17 07h33min
Aproveitando a ´dupla` coluna, PARE no ´neste jogo o Mano foi perfeito`...
IMNSHO, é muita conivência com a mediocridade para usar colocar a palavra ´perfeito` e Mano Menezes num mesmo raciocínio.
O melhor momento da temporada NÃO É porque o Mano foi perfeito... é porque o restante da temporada pois PÉSSIMO, RIDÍCULO... e vejo parte da torcida exaltando Mano e ojogo contra a CHAPE e sinto VERGONHA de termos descido a patamares tão baixos... uma torcida que se dizia ´exigente`. PUTZ!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 12-09-17 09h54min
Bom, achei que nesse jogo ele foi perfeito. Assim como achei que ele não foi tão bem no Rio. Repito o que já disse em outros momentos: o trabalho do treinador se avalia ao fim da temporada. Nesse caso estou avaliando as opções do jogo. Esse papo de torcida exigente, torcida não sei o que, já deu, né? Enfim... Vou continuar escrevendo sobre os jogos, com base no que vi dos jogos. Há quem prefira, todo santo jogo, dar nota 3 pro Mano e ser levado mais a sério que todos. Faz parrrte.
 pyxis | BHZ | 12-09-17 11h33min
Esta é a diferença...
Dou anota PELA PARTIDA... Nesta da Chape, IMNSHO, mereceu o 3 (é uma mentira que dou nota três em TODA partida para o mano), e não dou em PARTIDA para ser levado a sério... prefiro OBJETIVIDADE do que adjetivos e substantivos adjetivados que não definem nada e servem como um canivete suiço... o que é pouco sério e inteligente... rsrs
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 14-09-17 10h47min
Fernandão, eu espero que o trio, Robinho, Thiago Neves e Allisson melhorem suas atuações. Nosso ataque tem que resolver o jogo da grande final no tempo normal. Nada de penaltis.
 J Alfeu | Não definido | 14-09-17 23h32min
Confio que ganharemos no tempo normal o penta da Copa do Brasil, e acredito em grande melhora de posição no Brasileiro, este fim de ano será bastante tenso e divertido. Pode até ser doideira, acredito termos chances neste Brasileiro
 pyxis | BHZ | 16-09-17 18h48min
De certa forma a coluna nos conduz a dois jogos passados e a um terceiro, no futuro.
Sobre o futuro, eu estive mais confiante nos dias seguintes ao empate, muito por conta da ausência do Sóbis.
Entretanto, a partir da visita e entrevistas na Toca II de hoje, vejo que o elenco está focado na decisão e consciente da questão do Brasileiro.
A CBF nos ferrou ao não antecipar o jogo contra o DRagão em Goiás, mas tudo bem. Sempre foi assim.
cont ...
 pyxis | BHZ | 16-09-17 19h03min
Fico preocupado com:
1) Contusão do Alisson
2) Sacanagens da CBF
3) Oba-Oba de alguns cruzeirenses de redes sociais
4) Substitutos dos desfalques dos urubus (Thiago e Everton) podem endurecer.
Mas vamos nos preparando... mesmo que alguns cruzeirenses queiram fazer festa antes do apito final (esqueceram de 2009).
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