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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

21/08/2017 | Fernandão
Uma vitória e um sonho

Cruzeiro bate o Sport preparando-se para o grande jogo. Sem sua torcida, não será possível.

Cruzeiro x Sport

Eis que o Cruzeiro manda a campo a formação possível ao invés de poupar todo mundo, em um domingo à tarde no Mineirão. Estava preparando uma coluna para falar do jogo de quarta próxima, contra o Grêmio, pela óbvia diferença de apelo entre as duas partidas. Manterei o plano original, fazendo um relato sucinto da peleja de ontem, sob minha ótica.

Pra começar, vou dizer que um monte de corneta foi salvo pelo ridículo, com a decisão do Mano. Não você, corneteiro razoável. Você, talvez como eu, achava que era jogo para poupar o roupeiro e o Raposão. Eu mesmo me dirigi ao Mineirão decidido a tomar nota e observar o comportamento com e sem a bola de Arthur e Messidoro, possíveis estreantes.

O salvo pelo ridículo foi o Zé-ruela que bravateava: Mais pontos largados pelo caminho... Poupar pra quê? Esse mesmo sujeito retornou após o jogo com a cara de pau para dizer. Mano desistiu da Copa do Brasil. Cansar os caras à toa. A vocês, incorrigíveis, me dirigirei no fim da coluna... Me aguardem.

Escalação, o jogo, atuações...

A escalação do Cruzeiro, que surpreendeu a todos mostra a nítida tentativa do treinador de buscar soluções. Mais do que poupar um ou dois – casos de Robinho, Lucas Silva e Romero – buscou-se ontem alguém que destoasse no conjunto, algum cara diferente que desequilibrasse para ter uma situação de jogo a mais na quarta. Buscou-se também, os três pontos, o G-6, o respeito com torcedor. Poupar jogadores ante o olhar da plateia, mesmo a compreensiva e diminuta que compareceu ao estádio ontem, sempre tem um grau de desrespeito.

O Cruzeiro voltou a jogar no 4-2-3-1, com Neves na linha dos meias, eventualmente recuando para armar o jogo. E o jogo começou estranho. O time queria se poupar, dentro de campo. Alisson centralizava demais as jogadas, Neves, muito recuado, não chegava com força à frente. O juiz liberou aos jogadores do Sport bater no Sassá à vontade. Em um lance aos 15´ do segundo tempo, mais ou menos, ele deu uma falta em cima do nosso 99. Da arquibancada, tive a impressão que o zagueiro leonino, ao reclamar, teria dito algo do tipo: Pô, professor, tô batendo nesse negão o jogo todo e o senhor não tinha dado nada, porque só agora?

As primeiras chegadas foram do Sport, com André batendo duas bolas sem muito perigo. Aos poucos o time foi se encaixando e se adiantando até a jogada do gol. Olhei num relance e vi o Mayke, por trás do olhar tristonho do Ezequiel, com um cruzamento perfeito, na cabeça do Sassá. 1x0. À partir daí até o fim do jogo, os times, meio abertos, trocaram ataques, com o Cruzeiro sempre mais perigoso.

A repetição de bolas às balizas e o fato de que o Sport se lançou à frente era o prenúncio de que o caldo poderia azedar. Mas, felizmente o time celeste conseguiu ampliar a vantagem com Raniel, já perto do fim, e garantiu os três pontos e a vaga no G-6.

Fábio – Sem a necessidade de milagres, nem defesas.
Ezequiel – Batido algumas vezes pelos velocistas pernambucanos – Everton Felipe e Rogério – deu duas assistências belíssimas no apoio. Uma delas foi aproveitada.
Léo – Errou um tempo de bola na frente do Diego Souza, que errou também e perdeu a chance de finalizar. De resto fez um jogo sóbrio e acertou uma bola no travessão.
Murilo/Henrique/Hudson/Barbosa/Lucas Silva – Corretos.
Rafinha/Alisson/Élber – Rafinha apitou uma falta contra si no meio de campo que eu não entendi até agora. No mais, marcaram em primeiro lugar e deram boas opções para o contragolpe.
Neves – Começou o jogo como armador típico. Teve dificuldades na posição e arriscou alguns passes. Depois foi mais à frente e criou os lances mais perigosos no segundo tempo. Definitivamente tem de estar perto do gol.
Sassá – Dá trabalho. Apanha, bate, levanta, corre, dá opção, entra impedido... Marcando uma vezinha por jogo tá valendo.
Raniel – Deu mais um passo rumo ao seu futuro. Com o gol credencia-se definitivamente como opção ofensiva. Pode até ser que entre jogando. Duvido. Mas virando pro segundo tempo, contra o Grêmio, se o Cruzeiro ainda não tiver marcado, vai ter 45 minutos para mostrar seu jogo a um Mineirão lotado.

Mano – Apostou alto. A prudência indicava um time misto. A derrota com o time titular seria um desastre – anímico, principalmente. Com a vitória fica tudo bem. Indicou à torcida que o jogo de quarta é mais de superação e pegada do que de estudo, e ganhou um pouquinho mais de gasolina no tanque com a vitória.

Deu outro indício, em relação ao posicionamento tático de quarta próxima. Ao preferir o Rafinha que o Élber, indica que o Robinho deve jogar, e que ele e Thiago jogarão como armadores. Tenta readaptar o seu melhor jogador a essa função, descartando o esquema de linha de quatro fixa, com Neves de segundo atacante. Certamente em função do adversário. Gosto de convicções por parte dos treineiros, mesmo que sejam opostas as minhas, como nesse caso em particular.

É, não ficou tão sucinto assim.

Cruzeiro x Grêmio

Não vou falar de tática, de escalação, de nada. Não tem pitaco para o jogo, dessa vez.

Pra mim, futebol é feito de histórias. Minha memória afetiva – desconfio que a de todo mundo – precisa de grandes jogos, de personagens, de narrativas espetaculares de passagens de superação... Por isso prefiro sempre os mata-matas. Por mim, não teríamos adotado os pontos corridos no Brasil nunca, questão de opinião. Nossa cultura ainda não se acostumou com a modorrenta liga, em que os times jogam por objetivos secundários, campeonatos longos com emoções diluídas.

Até hoje o torneio que eu mais vivi Cruzeiro, foi a Libertadores de 2009. Não me levem a mal, não desprezo as glórias dos domingos de festa de 2013/2014. Não. Não perdi um jogo naqueles dias. Mas quando eu digo viver Cruzeiro, me refiro ao sentimento de tudo ou nada, à pertença legítima, ao objetivo comum. Sentir-se como um soldado do exército, numa batalha que não poderá ser ganha semana que vem – só agora.

Ainda era jovem na década de 90, vivi, comemorei títulos, algumas memórias se misturaram... Em 2003, foi demais. O épico de então era a estrela amarela, era acabar com a única possibilidade de zoação do atleticano. Em 2009, estive face a face com a glória máxima. Verón apareceu. Com um lançamento estupendo para Cellay, que cruzou na medida para Fernández empurrar para o gol. Não invoquei essa memória dolorosa à toa.

Queria falar de antes. Da semifinal com o Grêmio, 3x1 no Mineirão. No dia em que o Maxi López, a Barbie gremista, chamou o Elicarlos de macaquito. Num jogo em que o improvisado Gérson Magrão se machucou um dia antes da peleja, e Mestre Paraná quebrou o galho mais improvisado ainda na lateral esquerda. O terceiro gol daquele jogo, um tanto quanto improvável. Nosso ``lateral esquerdo´´, destro’, botando a bola na cabeça do Fabinho. Fabinho era o 6º volante do elenco. Ficava atrás na lista de Ramires, Fabrício, Paraná, Henrique e Elicarlos. Lembro-me daquela semifinal. O Cruzeiro todo improvisado, destruindo o Grêmio, completinho, então favorito de Réver, Fábio Santos, Souza, Tcheco, Herrera e Maxi López.

Jogos como esse provam a força da nossa camisa. E que 2009 e 2017 têm em comum, além do adversário da semifinal? A necessidade, eu digo. A necessidade da vitória. Vivemos de Mineiros após 2003, por anos a fio até 2009. Fazem apenas três anos que não somos campeões brasileiros em 2017. Mas pense bem, passamos por tanta coisa nos últimos anos. Cada ano brigando contra o rebaixamento envelhece a alma celeste em uma década. Ano passado, o Grêmio, com seus 15 anos sem títulos nacionais passou. A fome deles era maior.

Os paralelos cessam por aí. Em 2009, não soubemos conviver com o otimismo e a expectativa. Ouviu-se em uníssono o grito de Tricampeão nesse jogo. Era o primeiro jogo da semifinal (!). Nada parecido acontecerá nesses dias de desconfiança total.

Hora do apelo

Você vai fazer apelos a torcida Fernandão? Não tem medo do ridículo? Ridículo. E daí? Com um mínimo de ridículo não há herói, não há santo, não há profeta. Disse certa vez, Nelson Rodrigues. Aliás, Nelson Rodrigues devia ser leitura obrigatória para cruzeirenses por esses dias. Substitua Brasil por Cruzeiro e leia. Nelson ridicularizava o pessimismo, o complexo de vira-latas, que de alguma forma se instalou no seio de nossa Nação Celeste. Certamente é impossível vencer qualquer coisa tendo certeza da derrota. Leio os comentários dos cruzeirenses por aí e é só lamento, é só sofrimento. Em BH a confiança, sem muita justificativa plausível, passou para o lado de lá da lagoa.

Você que irá representar as cinco estrelas, altive-se. Orgulhe-se dos feitos do passado com fé na vitória. Pode dar errado, como uma vez deu em 2009. Mas se tivéssemos a certeza da vitória qual seria a graça?

Voltando ao Nelson: O começo de qualquer partida é uma janela aberta para o infinito. E o jogo começa 0x0. Recuso-me a achar impossível vencer qualquer adversário no Mineirão. Deixe suas frustrações com o terapeuta e vá ao estádio ciente da sua missão. Não sejamos o vira-lata. Pelo menos não agora. Aquele povo que berra o insulto e sussurra o elogio. Quarta não há Mano, não há Sóbis. Haverá somente o Cruzeiro.

Finalizando com o grande mestre, tema de hoje: Como se omitir, se a seleção precisa de todos nós e de cada um de nós? Eis a verdade inapelável e eterna: - só o grande amor faz o grande escrete.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 Ivan Gum | Não definido | 21-08-17 14h35min
Foi brilhante no texto, principalmente nos apelos. Concordo plenamente.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 21-08-17 16h48min
Tamojunto Gum. Espero uma página heroica imortal na quarta. Nada menos que isso.
 Thiago Campos | N�o definido | 21-08-17 17h33min
Gostei da escalação dos titulares, não era hora de arriscar desgarrar do G6 e nem de uma derrota antes da decisão, espírito animado e vamos para o jogo. Interessante sua lembrança de 2009, fui todos os jogos de mata mata, 1000km ida e volta para ver cada jogo, grandes lembranças apesar do resultado final, mas devo confessar que demorei a me recuperar daquela fatídica noite. Acredito sempre no Cruzeiro e mais ainda quando tem a obrigação de buscar o resultado dentro de casa.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 21-08-17 17h51min
Foi triste o fim, mas foi bom enquanto durou. Quando perde, sonegamos dos heróis de batalhas anteriores o heroísmo, descartamos as alegrias que sentimos. Só a catarse do título salva o herói da bola e a alegria do torcedor, que o tempo leva. Mas é impossível ser campeão sem vencer a semifinal. Essa Copa já tem história, já tivemos jornadas alegres contra o São Paulo e o Palmeiras. Venceremos.
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 22-08-17 09h53min
Fernandão, o MM surpreendeu a todos, com a escalação do time titular, contra o Sport. Gostei da atitude dele, pois mostra que saiu da mesmice e com isso deu uma sacudida no elenco. Podemos até ser eliminados, mas com certeza ficou muito mais difícil para eles. Poupou Robinho e assim teremos um jogador importante neste jogo. Deu ritmo ao Thiago Neves, ao Hudson e ao Ezequiel. E o mais importante: ganhou peças importantes, como a volta de Arrascaeta e o aproveitamento de Raniel. Vamos que vamos.
 Alex Rodrigues | Não definido | 22-08-17 10h24min
Caro Fernandão, leio varias colunas sobre o Cruzeiro. Seus textos se destacam, são ótimos, sempre cheios de humor e criatividade. Passa a mensagem sem ser cansativo! Parabéns! O Sentimento de uma decisão é indescritível! Não esqueço a decisão contra o São Paulo! Aquela dor no peito e a explosão no último minuto. Depois o Zagueiro Clebão salvando aquela bola no ultimo segundo. Putz é muita emoção! Quarta tem que tomar muito suco de marcacujá! Abraço!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 22-08-17 11h19min
Aloísio, além das peças importantes para utilizar no decorrer do jogo, tem outra coisa que me dá confiança. A bola costuma punir os *****s. De certa forma, o Grêmio foi ***** no primeiro jogo. Com tudo a favor, atmosfera, jogando bem, massacrando o Cruzeiro... Resolveram sem muita justificativa recuar no segundo tempo. Podiam ter matado o confronto, mas nos deixaram vivos. Ainda respirando. A sacada do Mano foi bacana mesmo, ele apostou mais no astral, na confiança do que em qualquer coisa.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 22-08-17 11h20min
Uai bloqueia c-o-v-a-r-d-e? Não sabia...
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 22-08-17 11h26min
Obrigado mesmo Alex. Se um cara gosta já está de bom tamanho! Hahaha. Essa final de 2000 foi demais. Pena que não pude ir ao estádio. Na época estava servindo a Aeronáutica em Barbacena e vi o jogo no quartel. Não pude nem ir pra rua comemorar.
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 22-08-17 11h36min
Espero ver o Cruzeiro fazer tudo diferente do que fez o Grêmio no Primeiro jogo. Que sirva de lição para nós, todo comportamento do Grêmio, que como dito por você, não teve coragem de nos atacar. Perderam o Zagueiro Geromel, que fará muita falta. Tudo conspira a nosso favor e até essa questão de favoritismo. Nosso Cruzeiro já reverteu diversos jogos em que o favorito era o adversário. Posso estar demonstrando excesso de otimismo, mas se não for assim, para que torcer?
 Webmaster | Belo Horizonte | 22-08-17 18h19min
SIM.
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Assim, mantemos a versão original (para o caso de alguma pendência judicial) e exibimos a versão moderada. Se o autor do comentário insiste (como você fez), entendemos que é a opção e manifestação confessa.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 23-08-17 08h20min
OK, redator. Tentarei ser menos açodado.. Espero não ter nenhuma pendência judicial por insistir na manifestação confessa de que achei a postura do Grêmio não-corajosa... Pffffui!
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