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Eliane Pessoa - Consultora RH



Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

24/07/2017 | Fernandão
Avaí 1x0 Cruzeiro. Uma derrota didática

Um jogo para nos lembrar o que é o futebol. Pena que fomos nós o time derrotado pelo destino...

Para esse treinador e esse elenco houve em Florianópolis um teste de fé. O jogo transcorreu em um cenário meio ritualístico. O rufar ritmado dos tambores da torcida local, o mesmo do início ao fim do jogo, dava uma aura de sacrifício ao espetáculo. Os locais, acostumados com o sofrimento de ver seu time ceder a bola e especular, mesmo em casa, foram recompensados por tudo o que fizeram no domingo. Sim, tudo o que fizeram – aquela cueca da sorte, aquela caminhada redentora, toda a ritualística que envolve um jogo de futebol para quem é apaixonado. Sabemos (?) que isso não ganha jogo, mas à verdade, o futebol jogado pelo Avaí também não... Como iremos atribuir a derrota celeste ao azar, ao imponderável, porque não deixar o crédito aos fatores externos que o apaixonado avaiano leva em conta?

O teste de fé a que me referi no início, é saber que em futebol, felizmente, é assim mesmo. Toda a vontade, toda a tática, toda a qualidade, enfim, tudo o que um time tem de mérito não vencem os jogos. Jogar bem aumenta a probabilidade de vencer os jogos. E antes de amaldiçoar a tarde de ontem por isso, lembrem-se que não somos o melhor time de todos. Se com deselegância o destino nos sonegou três pontos ontem, com ironia pode vir a nos beneficiar doravante, nos jogos que ainda restam até o fim do ano. Isso é futebol, a essência e a beleza do jogo vêm diretamente de sua imprevisibilidade.

O Jogo

O que dizer de um jogo, além daquilo que você já viu, de resultado tão surreal? Vou tentar responder às questões então que li e ouvi.

O Cruzeiro teve posse de bola estéril?

Não, não teve. O Flamengo teve a bola assim em BH. 65% de posse, 5 finalizações. Ontem o Cruzeiro teve 68% de posse de bola. Fez essa posse render frutos, finalizamos 25 vezes, 9 delas no alvo.

O Avaí armou uma armadilha para o Cruzeiro?

Não foi isso que eu vi. O Avaí contra-atacou poucas vezes. Recuperávamos a bola com facilidade. Tanto que o adversário finalizou só 5 vezes, sendo 3 após os 40 do segundo tempo, quando o time já tinha perdido a fé (e a organização).

O que faltou ao Cruzeiro?

Essa é pergunta difícil. Pra mim, em termos de produção, nada. Faltou mesmo a bola entrar, o juiz dar aquele pênalti claro – se bem que era capaz de o dublê de Gatti pegar. Não era o dia.

Fosse sinuca, diríamos que o gol do Avaí foi ``no feijão´´, ainda por cima. O sujeito fura, a bola para bêbada por ali na famosa posição de me chuta. Vou fechar aqui, o rescaldo fica para as atuações.

Atuações

Fábio – Espectador do jogo. A única bola que foi no gol não era defensável.

Romero/Élber – Contra um adversário tão fechado, a jogada de ultrapassagem na lateral era primordial para conseguir boas posições de cruzamento. Pela direita não dava certo. Élber é um tatu – ruim de fazer um dois com ele. Romero não tem cacoete de lateral, nem era pra ter mesmo. Na única vez que Romero foi ao fundo com qualidade, meados do segundo tempo, botou uma bola na cabeça do Arrasca, dentro da pequena área. O uruguaio completou a jogada com um atraso de bola xoxo para o loirinho. Élber ainda sofreu um pênalti cristalino, levou um soco na boca após enfiada do Arrasca. O Juizão nos sonegou.

Léo/Murilo/Henrique – fizeram bom papel, jogando em linha coordenada, comeram os espaços do adversário, sufocando o contragolpe. Henrique ainda acertou um chutasso no primeiro tempo. Psicopatas perseguidores do Henrique ficam esperando o scout do jogo sair para dizer que o rapaz não desarma. Pois bem, o Avaí tentou 52 lançamentos no jogo. Ainda errou 22 passes. Isso para um time que não teve nem um terço de posse de bola. Só se o Henrique desarmasse os colegas, já que o adversário não tinha a bola e tentava somente ligação direta.

Barbosa – Adiantou-se no jogo já que não tinha ninguém para tomar conta. Ajudou a construir boas jogadas que muitas vezes pararam na ineficiência de seu colega de lado de campo.

Lucas Silva – Como o Avaí não atacava, deixou o Henrique sozinho na volância e foi pra frente ajudar a rodar a bola. No lance do gol avaiano para antes do fim da jogada. Não mudaria nada, dada a sorte no ``domínio´´ do rapaz, mas precisa estar mais atento. Como estava fazendo função de meia ofensivo, foi sacado para a entrada do Arrascaeta.

Arrascaeta – Entrou no lugar do Lucas Silva e foi bem logo de cara, descolando um passe às costas da defesa para o Élber, no lance do pênalti. Depois esteve por ali, pisando a área e levando algum perigo. Sua volta é um alento.

Neves – Um pouco fominha no primeiro tempo, não repetiu as últimas boas atuações. Foi marcado de perto.

Sóbis – Alternou jogadas de falta de velocidade com jogadas de falta de capacidade física. Ainda teve uma ``enfiada´´ patética para o Sassá adiantado uns 5 metros à frente do impedimento. Se o Alisson não voltar contra o Palmeiras, teremos problemas. Se voltar também teremos, pois o Sóbis é hoje um problema, e o Sassá não joga a Copa do Brasil.

Sassá – Depois de 2 gols em aproximadamente 100 minutos contra a dupla Fla-flu, eis que o tartaruga ninja azul (by Mamadeira) perde 3 ou 4 chances claras contra o Avaí. Vida de atacante é assim mesmo. Não era o dia dele. A sequência vai nos demonstrar se dias como o de ontem são frequentes para ele, esperamos que não.

Raniel/Rafael Marques – Sem tempo para deixarem marcas relevantes no jogo.

O Mano

Escrevo sobre futebol a cada três ou quatro dias, se eu mantiver a minha opinião sobre todas as coisas, qual o interesse do público em ler? Assim, decreto, que oficialmente, momentaneamente, para sempre, até o próximo jogo... mudei de opinião sobre Mano Menezes. Sim, mudei. Sempre o achei um problema a ser resolvido no fim do ano. Sobre trocar de técnico ao longo das temporadas, não mudei de opinião – continuo achando uma burrice da diretoria. Mas como dizia, tinha uma série de restrições ao trabalho do gaúcho. As dissipei momentaneamente.

Sério. Minha principal ressalva ao trabalho do Mano era a incapacidade de o time do Cruzeiro alternar esquemas de jogo. Nem falo de números, 4-4-2, etc. Eles também estão inseridos nesse contexto. Mas de forma incipiente, o time do Cruzeiro vem conseguindo modificar a sua forma de jogar de um jogo para o outro. E até no decorrer das partidas. Tivemos um time reativo muito bem postado contra o Flamengo, alternamos, no jogo contra o Fluminense, com momentos de imposição territorial, e propomos o jogo 90 minutos contra o Avaí. Dessa série, vieram somente 2 pontos. É do jogo. Poderiam ter vindo, 6, 7 ou 9. Fazer o certo em futebol nem sempre traz os resultados.

Dotar o time da capacidade de reconhecer o momento e alternar as propostas dentro de um jogo, ou mesmo dentro de um campeonato, leva tempo. Esse time vai à Libertadores ano que vem. Tenho um alto grau de certeza dessa afirmação. A pontuação do Cruzeiro, nessa altura, é parecida com a que o time tinha em 2010, por exemplo, quando fomos vice-campeões. O campeonato é longo, todos sabemos, e vejo boas coisas adiante. É caso de manter a convicção. Finalizando, se o Mano classificar esse time para a Libertadores, como acho que vai acontecer, na opinião de hoje – do dia – daria a ele a chance de continuar.

Fechando...

Tem gente que vai aproveitar a deixa da derrota celeste para vociferar na Internet, no rádio, onde for. O pior é que alguns deles são cruzeirenses(!). Tenham calma pessoal. Depois de ver o lado de lá demitir o técnico, ver presidente repreendido por jogador, aguardando o trabalho de quem tem Mico até no nome começar, você ainda tem coragem de ir fazer onda? Onda – se não passar quarta-feira...

Tô de olho em você.

Que estava antecipando xingamentos ao Mano no sábado porque ele ia poupar o time, e agora vem falar que o Palmeiras poupou e devíamos ter feito o mesmo.

Que falou na sexta que o Sassá é melhor que o Ábila, e agora vem com essa que o argentino devia ter ficado.

Que encheu o saco falando que o Cruzeiro devia propor o jogo, e agora que perdeu assim, fala mal do Mano.

Que falou na final do Mineiro que o Roger deu nó tático, e que a franga rainha de lá é que é presidente bom.

Que a sorte esteja do nosso lado na quarta-feira, porque futebol, nós temos. Não temos um elenco tão extenso, recheado de tantos jogadores caros, mas estamos em um bom momento na temporada, ao contrário do que a última derrota pode sugerir. Sejamos cruzeirenses.

Saudações Celestes



Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 pyxis | BHZ | 24-07-17 12h50min
Vamos por partes, à la Jack...
1) Introdução = desenterrou Nelson Rodrigues e ´... uma caixinha de surpresas.`
2) O Jogo = Comprovou que Mark Twain tava certo: existem três tipos de mentiras: as mentiras, as mentiras deslavadas e as estatísticas.
3) Atuações - Existem os que adoram o #mito Henrique e os Psicopatas. A linha que delimita é ´...um chutasso !`
cont ...
 pyxis | BHZ | 24-07-17 12h54min
...
4) Mano - Defendo que não deve ir embora até o Natal. Depois. SUMA não volte nunca mais. Vc ainda confia no ´diproma level 4 ` da UEFA que ele tem? Sorry!
5) FECHANDO 1 - Eu tô calmo, independente de quarta. Sou como Felício preconizava.
6) FECHANDO 2 - Ainda bem que não tá de olho em mim. :-P
7) FECHANDO 3 - ´não temos um elenco caro ...` ??? Pirou !!!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 24-07-17 13h06min
Pô Evandro, achei que você poria ao menos uma das carapuças. Rsrs. Sobre o Henrique, dirigindo pro trabalho hoje, ouço o atleticano Lélio Gustavo dizendo que o Henrique não desarma. Como a bola só ficou na frente nosso líder de desarmes foi o... TN30. O chute foi bom, forte e bem colocado. Se fosse meio metro para o alto, lembraria aquele do Morumbi, LA´ 09. O motivo de muito cruzeirense detestar o Henrique é um mistério pra mim.
 pyxis | BHZ | 24-07-17 15h56min
Carapuça? Pra mim? Não me conhece mesmo. RSRSRS Vai vendo ...
Sobre o Henrique, já o defendi muito, desde 2009, antes mesmo daquele gol maldito que ele fez. Mas você não saber porque pequena parte da torcida o execra, é normal... vc nunca deve er jogado de volante, ou nunce deve ter reparado em como joga um volante clássico defensivo (dos que não sabem dar chutasso)... você é novo. ;-P
 JOAO COSTA | BRASILIA | 26-07-17 13h19min
Tanto floreado para explicar um fato banal. Nosso time joga um futebol inofensivo, e repetiu um enredo enfadonho de jogadas(?) características do esquema Menesiano. Coube ao Avaí apenas esperar uma oportunidade e fazer o que o nosso time não fez durante todo o jogo. Sem dramas baratos, Fernandão!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 26-07-17 14h33min
Não tem drama barato. Tampouco análise baseada exclusivamente em preconceitos e/ou resultados. Analisei, nesse jogo como em outros, o desempenho do time. Sinta-se à vontade para concordar ou discordar, total ou parcialmente do que foi escrito. Tento ancorar a minha percepção pós-jogo em fatos. Discordo de sua ``análise´´ do jogo. Temos de ver os jogos e diferenciar ``futebol inofensivo´´ de um dia ruim. O futebol do cruzeiro mudou de um jogo pra cá? Pois vínhamos fazendo gols.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 26-07-17 14h39min
Repetiu um enredo enfadonho de jogadas(?) características do esquema Menesiano? Repetiu? Sério? Quem escreveu isso sequer assistiu os últimos jogos? Qual foi a última vez que o time do Cruzeiro entrou para propor o jogo 90 minutos? O último jogo que eu me lembro de uma atuação parecida foi no primeiro jogo da final do Mineiro, em que o jogo terminou 0x0. Os esquemas de jogo, dos quais vc reclama repetição tem sido alternados a cada dia. Mas escapar para o lugar comum é muito fácil. Abs
 pyxis | BHZ | 27-07-17 08h30min
João Costa, menos... bem menos...
Defendo a poetização e romantização que o Fernandão (aqui no Cruzeiro.org) e o Gustavo Nolasco (agora no Superesportes) tentam retomar. Tava ficando (aliás, tá INSUPORTÁVEL)este monte de pela saco e torcedor Geração ZZP, que só quer saber do futebol do Cruzeiro profissional, querendo aparecer e ganhar seus 5 SEGUNDOS de notoriedade nomundo virtual... um porre que atrai zilhões de teleguiados.
Fernandão tem o jeito dele (discordo de quase tudo) de opinar.
 pyxis | BHZ | 27-07-17 08h56min
Em tempo:
1) Discordo da OPINIÃO dele.
2) Zilhões de torcedores se metendo a jornalistas e donos da verdade em seus espaços virtuais.
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