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Eliane Pessoa - Consultora RH



Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

21/07/2017 | Fernandão
Fluminense 1x1 Cruzeiro

Um empate sem graça nenhuma.


Us and them

Não gostamos do Fluminense. O clube tem uma antipatia natural, principalmente pelas vezes em que foi rebaixado em campo e salvou-se fora dele. A última delas em 2013. Conheço bons cruzeirenses que detestam o Fluminense talvez mais que o zebrado mineiro.

Mas reconheço coisas boas na gestão do Fluminense, nas quais o Cruzeiro poderia se espelhar. Para comparar, essa semana, Gilvan e os seus fecharam o negócio Ábila-Boca. Esse negócio ilustra a situação geral do clube. É como um banco buscando um carro de volta porque o comprador não honrou as parcelas do financiamento. Para amenizar um pouquinho a vergonha, o presidente do Cruzeiro justificou-se alegando que o contrapeso da negociação era pretendido pelo Alt-MG (!), como que para atestar a qualidade do pibe.

Em resumo, o empréstimo do Ábila por 12 meses custou US$ 2,7 milhões e o nome da instituição no mercado sul-americano.

Em 2014 o Fluminense sofreu um baque em suas contas, com o fim da parceria com a Unimed. Todos os analistas previram rebaixamentos certos do Fluminense nos anos subsequentes. De lá pra cá, a dívida total do Fluminense, que era de R$ 403 milhões subiu um pouco, para R$ 462 milhões. O time, em campo, não foi rebaixado. Terminou no meio da tabela em 2015 e 2016, mesmo lugar onde se encontra hoje.

Na mesma virada de ano, o Cruzeiro, então bicampeão brasileiro, desfez-se de todo o time para honrar compromissos anteriores. Mesmo com as vendas fabulosas viu sua dívida total aumentar em quase três vezes, de R$ 143 milhões de reais para os atuais R$ 336 milhões. Os resultados em campo foram similares aos resultados obtidos pelo tricolor carioca.

Os números relativos à dívida foram compilados pelo Mauro Cezar Pereira (ESPN Brasil).

Como os times fizeram para chegar a esses resultados?

O Fluminense apostou em suas categorias de base. O Cruzeiro apostou no entra e sai de jogadores.

No estádio, ontem, o Fluminense relacionou 14 jogadores egressos de Xerém, 8 deles participaram do jogo. Claro que não existem fórmulas mágicas – e o Fluminense não conseguiu nada de especial em campo, nos últimos anos – mas a realidade deles é diversa da nossa. Um time com menos capacidade de gerar renda, com um endividamento (por enquanto) maior.

O Cruzeiro não teria de devolver o Ábila, se tivesse subido um moleque, em vez de cada contratação de Pisano, Gino, Digão, Rafamarques, Paulo André, Riascos, Joel, Seymour, Dourado, Mena, Sanchez Mino, Bryan... Isso sem falar das trocas Caracu com o Palmeiras.

Odeio você Gilvan, por me fazer invejar (só um pouquinho) até o Fluminense. Segue.

O jogo

Cruzeiro e Fluminense fizeram um jogo meio clandestino. A quinta-feira, o estádio acanhado, de gramado bonitinho, mas ruim, a meia dúzia de gato pingado que foram até Mesquita, enfim. Nada lembrava que ali estavam jogando detentores de 4 dos últimos 7 títulos brasileiros.

O extracampo contaminou o início do jogo, que foi meio manso. Até os 15´, nada houve. Ataques de lado a lado sem convicção, como os jabs fracos dos boxeadores em início de luta, apenas para não serem repreendidos pelo juiz. Ambos cediam ao outro a primazia do jogo, das ações – ambos queriam que o adversário se expusesse para contra-atacar.

O Cruzeiro começou a gostar do jogo, primeiro com chutes de fora da área. Depois com aumento de presença no campo de ataque. A molecada do Fluminense não conseguia conectar os contragolpes e o Cruzeiro apertava.

Não precisou ser uma pressão terrível, a ocupação do campo de ataque e os acertos de passe, proporcionaram ao Cruzeiro finalizações e empurraram o Fluminense para trás. Em uma disputa de bola vencida no terço final, Neves saiu na cara do gol. Teve uma solidariedade estranha ao ceder o tento para o Sassá marcar, já que, à primeira vista, parecia até melhor posicionado.

O Fluminense não precisou de nada disso. Não precisou sentir o jogo, apertar, ocupar o campo de ataque, finalizar – nada. Bastou uma bola esticada, nas costas de um elo fraco celeste e conseguiram um pênalti.

De certa forma isso era previsível, antes do jogo. O Fluminense é dos times que tem o melhor aproveitamento ofensivo do campeonato. Faz um gol a cada 6,7 finalizações. O Cruzeiro precisa do dobro de finalizações para marcar. Agora, certamente esses números devem-se ao Dourado, que vive fase iluminada (9 gols em 11 jogos) e não jogou. Ceder um gol em finais de primeiro tempo tem sido recorrente. É um péssimo momento para sofrer gols, pois tira a chance de o técnico levar a vantagem para o vestiário e reorganizar o time.

No segundo tempo, o time do Fluminense tomou as rédeas do jogo, após os primeiros 5 minutos. À medida que o time celeste foi se cansando, a pressão do adversário foi aumentando. Até que em certo momento, por volta de 35´ do segundo tempo, todo mundo parecia feliz com o resultado. Todo mundo em campo. Pois fiquei ``P´´ da vida com os pontos jogados fora contra um adversário ganhável. Assim como os tricolores cariocas também se enervaram e vaiaram sem dó o Abel e a molecada quando o jogo acabou.

Atuações

Fábio – Bem no jogo. Duas defesas difíceis e bastante atenção para proteger o ponto conquistado.

Romero – Pelo segundo jogo seguido é o maior responsável pelo gol sofrido. Vontade e disposição não compensam, sempre, a falta de inteligência futebolística. Inteligência que ele não teve, por exemplo, para fazer a falta fora da área.

Murilo/Léo – Tiveram muito trabalho com Pedro e Richarlisson, os atacantes adversários, velozes e com bom porte, levaram a melhor algumas vezes. Murilo me parece sempre nervoso, como na falta que fez na meia lua.

Barbosa – Bem no primeiro tempo. Ficou mais preso no segundo.

Lucas Silva – O melhor do trio de volantes. Arriscou chegadas na frente. Demonstra vontade de brigar por um lugar no time titular.

Henrique – Discreto, mas sem erros.

Cabral – Apoiou bem o ataque no primeiro tempo. No segundo tempo se arrastava em campo. Saiu substituído. Espero que seja poupado em Honolulu no próximo jogo para estar inteiro para a Copa do Brasil.

Neves – Frequentemente vem sendo o melhor jogador do time. Solto, leva sempre perigo ao adversário. Outro que pouparia, pela importância.

Élber – Não repetiu as últimas boas atuações, que lhe credenciaram a começar os jogos. Apareceu, movimentando-se bem, em breve período do jogo, em meados do 1º tempo. Sentiu o peso (e a marcação) de ser o único escape do time.

Sassá – Deu um trabalho danado para a bequeira tricolor. Teve algumas faltas sofridas ignoradas pelo sósia do Mano, que apitava o jogo. É forte, tem centro de gravidade baixo, o que lhe faz tolerar pancadas. Se for incorporado ao time de forma perene e se entrosar, pode ser o goleador da companhia.

Marques/Raniel/Brian – Entraram no decorrer do segundo tempo, para recompor a equipe fisicamente. Não fizeram grandes jogadas ou bobagens.

Mano – Sem Alisson, que tem sido o 2º melhor jogador do time, entrou com uma equipe segura, para especular. Recebeu o bilhete premiado, de um adversário acanhado. Uma de suas vacas chutou o balde de leite produzido no primeiro tempo, ao final dele. No segundo tempo, podia ter adiantado o time de cara e tentado ficar em vantagem no espaço de tempo em que o fôlego de seus medalhões toleraria. Não o fez e teve de mexer apenas para manter onze jogadores em pé em campo.

Domingo

Contra o Hawaii domingo, é hora de ser seguro. Nossa temporada estará em jogo na próxima quarta-feira. Iria de Fábio, Romero, Manoel, Murilo e Bryan. Lucas Silva e Henrique. Arrascaeta e Élber. Sóbis e Sassá. Léo, Barbosa, Cabral, Alisson e Neves podiam voltar pra BH. O retorno dos lesionados certamente dará novas opções para o decorrer do campeonato.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 _vitor | Vitoria | 21-07-17 18h18min
Jogo bem mediano! Segundo tempo até deu sono. Só queria comentar algo que percebo nas suas colunas. Vc gosta muito do Henrique, e não gosta do Romero. Não sei se uma coisa tem a ver com a outra.. Ontem tbm achei o Romero mal, mas quem deveria ter feito a falta era o Lucas Silva no jogador que lançou o Richarlison. Se o Romero tivesse feito a falta fora da grande área, ele receberia vermelho, e não amarelo. E no Jogo o Flamengo ele tinha dois jogadores pra marcar, não foi o maior responsável.
 _vitor | Vitoria | 21-07-17 18h20min
Tirando isso, concordo com tudo. Adoraria ver o Cruzeiro com mais atletas da base.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 21-07-17 19h19min
Olá Vitor. Preferência pessoal, gosto de volantes com melhor posicionamento. Acho que carrinhos e demonstrações de raça são supervalorizados. Sou mais Xabi Alonso que Makelele. O Romero é um jogador em desenvolvimento, aprende. Engraçado, que contra o CAP, fui repreendido por elogiar o Romero... Não o acho descartável, mas pra mim ele errou duas vezes em sequência. Ni caso
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 21-07-17 19h28min
No caso do jogo do Flamengo o erro do Romero é de posicionamento. Ele estava na bola mas não devia. Ele quebra a linha e vai no Diego, quando devia, como lateral, proteger a posição do 2º pau. Parece o que o Léo Pelé fez ontem. Sai do Neves e vai disputar a bola de outro cara no meio. Neves fica sozinho. O erro não é conjunto. O beque está onde devia estar. O lateral não.
 _vitor | Vitoria | 21-07-17 20h09min
Não concordo. No lance contra o flamengo o Murilo saiu pra dar combate, a defesa ficou em inferioridade numérica e sobrou dois jogadores na zona do Romero. Acho que colocar a culpa maior Romero é muito simples. No jogo de ontem ainda acho que o Lucas S deveria ter feito a falta antes da bola chegar no Richarlison. Não podemos esquecer também que o Romero não é lateral! Richarlison é um bom jogador e a bola lançada foi muito boa.
 _vitor | Vitoria | 21-07-17 20h15min
Henrique demorou anos pra aprimorar o posicionamento! rsrsrs Eu também prefiro volantes com bom posicionamento. Mas estre a raça e a disposição do Romero, e o posicionamento do Henrique, escolho Romero de olhos fechados. E concordo que ele está em desenvolvimento, tende a melhorar mais ainda.
 pyxis | BHZ | 21-07-17 21h28min
Não sei porque mas preciso trocar minha TV. Não ouço o que dizem os patetas da mídia, às vezes ouço o áudio da narração do Pequetito.
Mas tenho que trocar minha TV,para não brigar com as imagens e com as opiniões que leio.
Considerando SOMENTE o jogo de ontem (o jogo do Fla, muito citado aqui, não tem nada a ver e foi sobejamente ebatido), o Cruzeiro perdeu uma grande oportunidade de conquistar 3 pontos. MANO é FRACO !
Algumas atuações foram PÍFIAS, mas tem quem viu méritos.
cont...
 pyxis | BHZ | 21-07-17 21h30min
...
A leitura que fiz do discurso do Abel, sobre 14 dos 20 do Flu ontem serem da base, soou como puxão de orelha na incompetência do Mano,com time cheio de ´medalhão` rodado e que quase perdeu feio.
Aí me vem à mente fala do Diretor de Futebol do Cruzeiro, um mês atrás, sobre a torcida do Cruzeiro não ´abraçar` jogadores da base... e lembro das críticas e acusações feitas à fala diretor...
QUE FASE !!!!
 _vitor | Vitoria | 21-07-17 21h59min
Evandro, todos aqui já sabem que vc odeia a mídia e a maioria das opiniões que lê.. hahaha (Eu também detesto esses comentaristas.) O jogo do Flamengo só entrou aqui pq questionei uma opinião do Fernandão sobre o Romero.. Alias, qual sua opinião do Romero nesses lances em especifico? Abraços
 pyxis | BHZ | 21-07-17 22h53min
Já disse e escrevi recentemente sobre isto. NÃO ODEIO ninguém e esta palavra é pesada demais para ser usada em futebol. Tenho ojeriza, critico com fundamento e acho a mídia, especialmente a esportiva mineira, um LIXO!
Sobre Romero, sou dos poucos que SEMPRE o defendeu. De 5a opção de volante do Mano a titular absoluto da torcida e do técnico. ABSOLVO o Romero dos dois lances. Quem já jogou futebol de campo sabe como foi precioso e deve ser valorizado, o lançamento do adversário.
cont ...
 pyxis | BHZ | 21-07-17 22h56min
...
Absolvo o Romero no jogo de ontem porque tenho dúvidas se foi pênalti (o toque, involuntário, pode ter ocorrido FORA DA ÁREA). Acho sacanagem atribuir a ele (Romero) o empate.
Sobre o gol dos urubus... foi cometer um ato de ´ódio` como disse o Fábio... mas foi FALHA (e feia) do Fábio naquele gol. Mas é passado.
Voltando ao Romero, está jogando improvisado e tem sido dos melhores. Se tivéssemos um lateral direito decente, ele nem estaria no Cruzeiro mais graças aos desejos do Mano.
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