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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

29/06/2017 | Fernandão
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos

Cruzeiro faz primeiro tempo de encher os olhos, mas não resiste ao jogo físico do adversário.

Uma série com o cheiro dos grandes embates do passado

O Palmeiras é um rival icônico. A centenária agremiação paulista foi o primeiro Palestra Itália do Brasil. Outro Palestra, o que amamos, fundado além-montanhas, deve-lhe algum grau de respeito pelo pioneirismo e inspiração.

O Palmeiras é um rival histórico. Certamente os mais antigos se recordam do Robertão de 1969, quando os gols de Evaldo e Dirceu Lopes, no Mineirão contra o Corinthians, não foram suficientes na rodada final e perdemos o título por um mísero gol de saldo.

Eu que sou mais jovem lembro-me de todos os embates da segunda metade da década de 90. Naquele tempo, os times se enfrentavam em grandes jogos. Pareciam tempos dourados, quando olhamos à distância. O épico anterior era trazido para campo na decisão seguinte, como se fosse Ali x Frazier. A luta do século, superada pela próxima luta do século. Finais da Copa do Brasil de 96, 98, Mercosul de 98, Quartas do Brasileiro de 98, entre outras ocorridas em um curto intervalo de tempo.

Dessas partidas, a que mais me marcou, pessoalmente, foi o jogo pelas quartas de final da Mercosul de 99. No jogo de ida, Palmeiras e Cruzeiro faziam um jogo duro. Dos 40 do segundo tempo em diante, sofremos mais três gols para sair do Parque Antártica com um duríssimo e injusto 7x3 contra.
Não conseguimos a remontada uma semana depois no Mineirão. Mas lembro direitinho do jogo e da atmosfera, que foram demais. Desconfiando da torcida, a diretoria celeste colocou os ingressos a 2 reais, preço único. Com o estádio sem setorização, 60 mil pessoas se espremeram quase que exclusivamente no anel superior da arquibancada. Lembro-me de um time 90 minutos espremendo o adversário, lembro do Muller em uma de suas melhores noites com a camisa azul. Lembro-me do Valdo fazendo 2x0 no inicinho do segundo tempo, e tome pressão, bola na trave até o fim. Aquele aplauso uníssono que os jogadores extasiados receberam ao fim do jogo me deu um orgulho danado.

Quando só o que te restar for lembranças, está na hora de criar novas memórias

O Cruzeiro precisa vencer alguma competição eliminatória brevemente. Um time com nossa história, não pode passar tantos anos acumulando decepções nesse formato. Ainda que todas as nossas eliminações desde 2013 tenham sido para o time que eventualmente veio a ser o campeão, precisamos de mais. Até estranho né? Libertadores 2014 – San Lorenzo, 2015 – River. Copa do Brasil 2013 – Flamengo, 2014 – Cocota, 2015 – Palmeiras, 2016 – Grêmio. Acho que eliminar o Cruzeiro dá uma força danada.

Ao seu lado, esse ano, o Cruzeiro tem alguns fatores positivos. Um elenco tarimbado. Um treinador com trabalho mais longo, que lhe permite conhecer melhor as limitações do time. Os adversários envolvidos na Copa Libertadores, competição que eles podem vir a priorizar em algum momento.

Primeira perna, em São Paulo

O primeiro tempo do Cruzeiro deixou a torcida incrédula. Parece-me que tudo que o Mano sempre quis fazer e não conseguiu, materializou-se naqueles 45 minutos. No primeiro gol, logo aos 6 minutos, o Cruzeiro chega com cinco na frente, contra três defensores palmeirenses. Os jogadores, tanto o assistente quanto o finalizador, fazem as escolhas corretas, respectivamente Barbosa e Neves. O time mantém-se retraído, mas com uma marcação agressiva, e movimenta-se em bloco. Tanto que o 2x0 sai aos 19´, após a batida de um lateral ofensivo e uma linha de passe de gibi. O assistente, que vai ao fundo rolar pra trás é Romero (!), e Robinho arremata para as redes. Ao fim da imagem, quando congelada, vemos que o Cruzeiro tinha 6 jogadores em volta ou dentro da área do Palmeiras. Isso é ímpeto ofensivo, isso é jogo apoiado. O terceiro gol é um contragolpe perfeito, com Neves colocando a bola no lugar certo para o Alisson entrar em velocidade e finalizar com extrema consciência. Três belos gols, construídos com um ataque móvel, eficiente e perigoso. E aí veio o intervalo.

A pressão que viria do Palmeiras era normal e esperada. O modo como o Palmeiras pressionaria já estava escrito. Com a saída do Fabiano, ainda no primeiro tempo, e a entrada do Egídio, um cruzador de bolas, e, posteriormente, Borja no lugar do Guerra, no intervalo, era evidente que o Palmeiras faria o jogo direto, cruzando todas as bolas para a área.

Em futebol, gols, feios e bonitos, construídos ou achados, valem o mesmo tanto.

As mexidas do técnico celeste foram normais e dentro do contexto do jogo. Saiu um volante amarelado para entrar outro e fazer a mesma função, com um pouco mais de estatura. Não considero que a manutenção do Romero mudasse algo. Não houve déficit nas perseguições individuais na entrada da área, especialidade do argentino. Os problemas foram outros...

No 1º gol, um pouquinho de azar. No bloqueio do chute a bola corre para Dudu finalizar limpo. A primeira finalização é bloqueada, mas o sujeito que finaliza vem de trás. Faltou o Robinho acompanhar a jogada, embora, imagino que isso não evitaria o gol. Foi um gol dentro do que aconteceria cedo ou tarde. Quando se permite que o adversário coloque tanta gente dentro da área, um rebote vai pintar.

Aqui eu vou falar sobre o grande erro do Cruzeiro, na minha opinião. Cuca e os seus, trucaram com um ``doiszinho maroto´´ na mão. Não pagamos pra ver. Esse jogo era pra ter ficado uns 5x3 para o Cruzeiro. O adversário foi para o tudo ou nada, e não tivemos organização para responder. Tivesse o Cruzeiro efetuado alguns ataques perigosos, mesmo que com qualidade de execução inferior àqueles do primeiro tempo o time teria marcado. Como não havia reação, o treinador promoveu nova mexida.

Aos 14´ do segundo tempo, fez entrar o Ábila no lugar do Robinho. Pra mim a ideia era sinalizar ao time que: se não dá para sair tocando, sai no chutão para o Ábila aparar. Considero mais uma vez a substituição correta, no contexto e no momento do jogo. Outra opção seria fazer entrar um beque, ou mesmo o Henrique para posicioná-lo de líbero no momento do jogo. Isso seria aceitar a pressão do Palmeiras, mas aumentar a probabilidade de vitória nas disputas de bola. Acho que o momento de críticas que o Mano vive pesou. Daí ele ter preferido a opção mais ofensiva. Certo é que o Palmeiras enchia a área de gente e abria o jogo pelas pontas, o Robinho tornou-se inútil no momento porque não conseguia dar saída para o time.

Aos 16´ do 2º tempo vem o 2º gol. Como o time não conseguia responder, o Palmeiras alugou a intermediária celeste. A bola sobe e o time adversário é maior e mais forte. Há muito mérito do Borja no lance, que é um cara muito grande, e consegue escorar dois jogadores do Cruzeiro para cabecear na entrada da área com precisão. Uma bola disputada no alto virou uma assistência. Vi muita gente reclamando de falha do Caicedo nesse lance. Bobagem. No início da jogada ele está com o William. Ele vai porque a bola cai mais perto dele. Mas o Dudu era o cara do Léo, que se distrai na jogada e deixa o baixinho sozinho. Mas nem dá para considerar falha individual. Com a bola no alto, naquela situação, beque tem de intuir onde ela vai cair.

Aos 20´, o 3º gol, dessa vez em jogada de pinball. A bola pinga dentro da área duas vezes antes de a defesa do Cruzeiro ter a chance de cortar. O corte é parcial, para a entrada da área. William chuta e a bola ainda desvia em Caicedo, matando o Fábio.

Daí em diante, os dois times se contentaram com o resultado. O Cruzeiro, derrotado animicamente desde o segundo gol, não percebeu que o jogo lhe dava a oportunidade de fazer muito mais gols, em um adversário que marcou no mano a mano durante 45 minutos, sem sobra nenhuma.

Rescaldão

Não acho justo por na conta da zaga, ou mesmo do sistema defensivo, a derrota de 3x0 no segundo tempo ontem. Faltou inteligência. Faltou confiança. Atacar é uma boa forma de afastar o adversário de sua área. Reter a posse de bola é a melhor maneira de não ser pressionado. Com o meio de campo deserto, por parte do adversário, Robinho, Neves e Cabral deviam ter se aproximado e trocado passes no segundo tempo.

Vou dizer uma coisa pra muito cruzeirense discordar de mim. Em jogos grandes, a cadência e a tarimba do Henrique fazem falta. Pensei depois que o certo seria o Henrique, no intervalo, no lugar do Sóbis. Era uma substituição que poderia mudar o panorama. Recuasse o Romero para o entrelinhas, adiantava o Neves para centroavante, Alisson e Robinho nas pontas e Henrique e Cabral na cabeça da área, para tirar o time de trás. Mas pensei isso só depois do jogo, e não vou ser injusto com o treinador. Gosto de analisar as substituições no momento em que são feitas, preservo aquele sentimento para escrever. Profetas do acontecido são intelectualmente desonestos.

Pra frente é que se anda

O elenco do Palmeiras dá mais opções ao Cuca. O time do Palmeiras é ainda desconjuntado. Não sei se será daqui a um mês. O Cruzeiro precisa muito da volta do Manoel, que deve acontecer nesse intervalo. Se não tem uma estatura privilegiada, tem uma impulsão maior, e vigor físico invejável. Além de impor respeito, pelo tamanho e feiura.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Estamos vivos e vamos jogar em casa a perna de volta de um mata-mata, em que há gol qualificado, saindo de um 3x3. Isso é o importante.

Mais importante ainda seria uma vitória domingo. Coroaria o momento, que é o melhor do time na temporada, embora os resultados e a empolgação do torcedor não sejam correspondentes. De forma oposta, o rival vive um momento técnico ruim. Queremos os três pontos no clássico.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

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 Thiago Campos | N�o definido | 29-06-17 13h34min
Sua análise vai muito ao encontro do que vi no jogo. Achei a saída do Romero natural e não acho que a culpa deva recair somente sobre os zagueiros. Acho que faltou atitude dos mais experientes (Neves, Cabral e Sóbis), pois o jogo estava a mercê do contra-golpe no segundo tempo e esse tipo de jogador tem que saber esfriar a partida e reter a bola quando se tem tamanha vantagem. Estamos vivos mas perdemos uma chance de ouro de encaminhar a classificação. O jogo foi o espelho da temporada.
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 29-06-17 15h59min
Fernandão, no segundo tempo demos muito azar, pois o cartão amarelo do Romero forçou sua saída. Dudu havia feito uma falta, anteriormente, muito mais violenta e não foi amarelado. Hudson e Henrique não entraram bem. Mas algo me anima para o jogo de volta, o retorno de Manoel. Não sei quando volta, mas será importante. Deverá estar presente no jogo, dia 26 de julho. Estou confiante.
 pyxis | BHZ | 30-06-17 06h57min
Achei a substituição natural e tendo as informações que eu tenho (O Mano tem muito mais e o cargo dele que está em jogo), eu tiraria o Romero (precisamos dele no domingo).
Mas, não ´salvaram-se todos`...
A mídia provoca,puxa alíngua de jogador e vejo centenas e milhares de simpatizantes escrotos do Cruzeiro (alguns até respeitáveis) escrevendo impropérios e ofendendo pessoas por causa de uma substituição ou por causa de escolhas políticas.
Salvaram-se todos? #SQN
A guerra continua.
 mrr | Natal | 30-06-17 21h30min
Tenho minhas dúvidas dos benefícios de uma possível vitória sobre o rival... Lógico que desejo um vitória de preferência com placar largo. Contudo preocupa me essa satisfação da torcida, ficar vivendo de vitórias sem clássicos apenas.
 pyxis | BHZ | 30-06-17 22h06min
Fernandão, ainda bem que é uma licença ´poética`...
Menos mal !
Agora, qualquer um na Itatilaia não tem preferência clubística quando ganha um microfone... tem um caso lá de dizer, assumidamente e publicamente, ´nem sou cruzeirense mais` (talvez seja uma licença ´poética` ...)... No caso, o gajo quer FATURAR, por dentro e por fora... coisa comum ... lá na rádia...
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