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Torcedor Cibernetico
A Dialetica Virtual x Real

20/10/2005 | Evandro Oliveira
Está faltando o pão

Todos estão certos, todos pretensamente brigam pela mesma coisa, mas como falta o básico ninguém tem razão...

Diz o ditado, do tempo de meu avô palestrino, que “Casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. E este ditado nunca foi tão apropriado para o Cruzeiro e este time que tropeça aqui e ali, aparenta que está seguindo o rumo certo e de repente “premia” a torcida com uma derrota como a vista diante do Paysandu numa partida que, teoricamente, a diretoria do Cruzeiro não deveria aceitar que fosse realizada novamente. Mas a coisa está tão complicada que o dito popular é que prevalece. Ta faltando o básico, não tem o “pão” e aí todo mundo grita, todo mundo xinga, todo mundo briga e ninguém tem razão.

Faltou tudo de básico, mas o planejamento e transparência de objetivos, por parte da direção técnica do clube (a direção administrativa deve responder aos associados que não se confundem com os torcedores, embora a maioria seja também torcedor mas com visão diferenciada).

Para chegarmos a esta conclusão, que não deve ser novidade para muita gente, pois o senso comum vê o Cruzeiro de hoje como uma Zorra Total, dentro de um Campeonato Brasileiro que está uma Zona Total (e que pode piorar pelo andar da carruagem), não é necessário pensar muito. Mas aí é que pecam aqueles críticos que vêem um defeito e já saem concluindo que o problema é este. Neste momento o que mais se ouve e lê dos cruzeirenses é o grito de “FORA FULANO”, “ABAIXO BELTRANO”, “SICRANO BURRO” e outras qualificações não publicáveis.

Todos estão certos, todos pretensamente brigam pela mesma coisa, mas como falta o básico, ninguém tem razão. Como em casos similares, algumas pessoas acham que têm razão porque identificaram um problema ou falam de todos os problemas, e mesmo não tendo a capacidade de apresentar soluções caso fossem eles os responsáveis pela situação, se julgam donos da verdade, sem razão, mas donos da verdade. A conclusão é a seguinte: Tem muito torcedor bom de diagnóstico, palpiteiro e apontador de erros (isso é fácil!), mas que não consegue imaginar uma solução que atenda o conjunto de problemas com menores riscos e resultados mais satisfatórios.

Abordarei alguns pretensos problemas, de maneira a tentar mostrar para o torcedor que na maioria dos casos de dificuldades do Cruzeiro em 2005 a solução não é simples. E o torcedor do Cruzeiro não melhorou em nada alguns atributos que deveria ter melhorado após o maravilhoso 2003 e o vergonhoso 2004. Acaba ficando sem razão o torcedor que só reclama.

Goleiro

Fico entristecido com as manifestações nos espaços virtuais que a torcida do Cruzeiro ocupa contra o goleiro Fábio. Chego a atribuir a questões simplesmente de implicância ou total desconhecimento do que seja a posição de goleiro quando leio alguns comentários. Não é possível e entendo que seja também incorreto, colocar sobre o goleiro responsabilidades com o sistema defensivo que ele tem atuado. O sistema defensivo do Cruzeiro em 2005 (volantes defensivos, zagueiros e alas / laterais) é uma catástrofe. E além de terem alguns jogadores de baixíssima condição técnica os outros medianos não conseguem suprir as deficiências defensivas. Aí sobra para o goleiro.

Mas afinal, quem tem razão?

O Fábio evitou um vexame enorme no jogo em Belém. O gol final do Paysandu no jogo para agradar ao Zveiter foi exemplar. Toda o setor defensivo deve ter cometido a sua falha ou omissão para um gol daquele acontecer. E aí vejo torcedor escrevendo que o goleiro falhou e foi culpado pelo gol, como se todo goleiro que não consegue corrigir erros e falhas também falha. O Cruzeiro, especialmente o técnico PC Gusmão precisa (RE)avaliar urgentemente os recursos que tem disponíveis e quais pode contar. Tem jogador enganando a torcida e aparentando ser um leão quando na realidade esconde do jogo o tempo todo e foge de onde a bola estiver. Recomendo a torcida ficar de olho neste tipo de jogador do nosso setor defensivo. As vezes quem erra mais não é o pior jogador, erra mais porque aparece para receber bolas quadradas, erra mais porque não se esconde do jogo, erra mais quem faz, quem fica escondido e quieto não erra.

Jogadores da Base

Outro assunto bastante polêmico entre torcedores. Aqui, como no problema do goleiro, temos uma dificuldade adicional. Por não conhecer a história de cada jogador que se profissionaliza e passa a jogar uma ou oura partida, a mídia não conhece o jogador (a não ser pelos dados pessoais que o eficiente departamento do Cruzeiro passa – todos da imprensa recebem dados do jogador, da carreira e de cada adversário do Cruzeiro, tudo atualizado antes de cada partida) e a mídia não conhecendo transfere este desconhecimento para a torcida. É comum ver um torcedor na arquibancada falando que um jogador é X, quando X já foi negociado no início do ano. Quando algum jogador entra jogando pela primeira vez no Mineirão então é uma maravilha. “Quem é aquele número 51?”.

O treinador anterior disse que a categoria de base não tinha nada. O técnico atual tenta aproveitar jogadores oriundos dos juniores. Alguns estão caindo no agrado da torcida, outros não. Mas afinal, o que é nossa categoria de base?

Mas afinal, quem tem razão?

Longe de mim, tentar responder, mas queria esclarecer uma coisa simples para que os torcedores cruzeirenses possam tentar entender o fenômeno.

Temos duas categorias que são tratadas melhor que muitos profissionais de times do país: Os juniores e os juvenis. Os atletas destas categorias têm quase tudo do bom e do melhor. Mas também são jogadores que, salvo engano, SEM EXCEÇÃO, têm seu empresário, têm seu procurador, chegaram ao Cruzeiro nos últimos meses e sequer sabem o que é o Cruzeiro, como é sua torcida e o hino do clube. O exemplo clássico é o zagueiro Luisão, hoje na seleção. Chegou com idade quase estourada de Junior, fez alguns jogos, foi escolhido para profissionalizar e o resto da história a torcida conhece. São essas situações que levam um time da categoria júnior do Cruzeiro a perder de 6 (seis) para seu maior rival e os jogadores saírem de campo como se nada tivesse acontecido com a carreira deles. Quando se profissionalizarem, no ano que vem ou no outro, não fará a mínima diferença se ganharem ou perderem.

Os outros atletas, das categorias inferiores, que podem ser de Belo Horizonte ou de qualquer lugar do país, têm condições que chegam a assustar (se comparadas com as categorias maiores). Um pré adolescente, de 14 ou 15 anos, não pode ser tratado de qualquer maneira pois dali pode surgir um craque, um jogador bom de bola ou um perna-de-pau, mas é a idade da formação do futuro jogador. O que vemos hoje nos gramados vestindo a camisa estrelada foi formado nesta época. O Cruzeiro não está aproveitando quase nenhum jogador que inicia nas categorias inferiores. Seriam muito ruins? Não. O negócio dos juniores e juvenis é para profissionais. As categorias inferiores são só de passagem. Não é possível que não salve nenhum. Vai longe o tempo que um garoto chegava ao Cruzeiro com 12 anos de idade e se profissionalizava. Unzinho sequer. Não me lembro do último. Os leitores poderiam me ajudar neste resgate. Da forma como está falta a base, todo mundo grita e ninguém tem razão. Aí o torcedor de radinho ou de TV paga (Cruzeiro não é time para TV aberta segundo a poderosa detentora dos direitos de transmissão do futebol brasileiro!) vê um jogador da base atuar 45 minutos e define se ele serve ou não para o Cruzeiro dos sonhos dele. Como está errado este torcedor. Ainda mais depois de dar tratamento diferenciado a medalhões que chegam como nome e não fazem nada para o time e para a torcida.

Comissão Técnica

Finalmente, outro tema que não vai existir um consenso ou análise equilibrada é sobre a capacidade da Comissão Técnica do Cruzeiro. Uma coisa curiosa é que desta comissão técnica de hoje, a maioria é remanescente de 2003 e 2004. Destaca-se a ausência, por motivos do conhecimento da nação cruzeirense, de três profissionais em relação a 2003. Mudaram o treinador de goleiros, o preparador físico principal e o técnico, com o detalhe que o técnico atual era auxiliar técnico, ou seja, somente dois profissionais principais foram modificados. O resto é o mesmo grupo. A torcida, mais uma vez sugestionada pela mídia nem sempre isenta, ao primeiro resultado adverso começa a pedir a cabeça deste ou daquele, começa a ver problemas onde não existia, mas tem que arrumar um responsável e a primeira cabeça a ser colocada a prêmio é do treinador por acusações que vão desde a inexperiência até a falta de capacidade. Esquecem-se esses torcedores (e cronistas da mídia contaminada) que o técnico tem que trabalhar com os recursos que ele tem. Já sabemos que os recursos não são da qualidade que o torcedor do Cruzeiro exige. Já sabemos que as categorias de base deixam a desejar (o torcedor formula as críticas todas ao mesmo tempo).

Mas afinal, quem tem razão?

Tem razão quem defende o trabalho planejado e não tem razão quem fica, como no ano passado, criticando a cada semana e trocando de treinador quando chegamos a ter 5 (cinco) treinadores. Cada um chegava e mudava ao seu bel-prazer. Cada um fazia o que bem entendia. Uma verdadeira “casa da mãe Joana”. Mas, foi por responsabilidade daqueles treinadores o vexame do ano passado? Claro que não.Foi feito um pretenso planejamento para 2005 com somente um treinador e as duas decepções iniciais foram suficientes para o treinador sumir do Cruzeiro. Tem razão quem vê o problema como um todo antes de pedir a saída do técnico, do jogador X ou Y e até mesmo do presidente.

O time / clube do Cruzeiro precisa de algumas coisas que não se compra em prateleiras de supermercado e que não se constrói num final de semana. A principal delas é atitude. Atitude firme e determinada para buscar sempre aquilo que a torcida do Cruzeiro quer. Atitude para não deixar passar um ano sem título (desejo que a torcida vê, a cada rodada, ficar mais distante). Precisa o time / clube com a sua diretoria e comissão técnica integrarem um pouco mais com a torcida, mesmo que seja para ouvir críticas e bobagens inomináveis. Mas o distanciamento e a prepotência de quem comanda algumas coisas no Cruzeiro levam invariavelmente a erros e equívocos que o torcedor do Cruzeiro tem, cada vez mais, dificuldades em aceitar. O torcedor do Cruzeiro fica perdido quando vê a situação do Cruzeiro em relação aos jogos anulados pelo STJD e a diretoria não se pronuncia com atitude firme. Diretorias de outros clubes se posicionando de maneira positiva em relação à opinião da torcida e a diretoria não fala ou faz o que a torcida quer. Atitude e comportamento digno da nação cruzeirense não se ganha ao pisar na Toca. Deveria ser assim.

Mas enquanto isso não acontece vamos ficando por aqui, brigando, gritando, na medida do que podemos pois quando falta pão ninguém vai ter razão mesmo.

Evandro Oliveira e cruzeirense desde a decada de 1960 e costuma ficar zangado quando ve tolices na boca de cruzeirense, mas talha o sangue quando ve a midia manipulando cruzeirenses alienados e desavisados.
pyxis@cruzeiro.org

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