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Torcedor Cibernetico
A Dialetica Virtual x Real

02/10/2005 | Evandro Oliveira
Um Cruzeirense irado.

Nos últimos meses temos tido motivos para ficar com muita raiva, não a ponto de ficar irado, mas muita raiva mesmo

O sentimento dos torcedores é bastante diferenciado, de torcedores de times distintos, mais ainda. Esperar que torcedores da mesma equipe tenham comportamentos iguais talvez seja pedir demais. Muitos fatores influenciam na postura do torcedor, dentro e fora do estádio, quando os mesmos reagem a provocações, ações, atitudes, textos, discursos e por aí vai. Sou um torcedor com razoável tempo de arquibancada e que vivenciou diversas fases do Cruzeiro. Ainda não atingi o estágio de ignorar tudo que me desagrada e dizer que “...torcedor é assim mesmo...” ou “...não ligo mais para futebol...”. O sangue do meu avô palestrino não me deixaria fazer isso. Quem tem a paixão pelo futebol, pelo Cruzeiro e pela vida, como certas pessoas têm, não se permitem abaixar a cabeça e fingir que não está acontecendo nada. Podem me xingar, ofender, maltratar, mas não maltratem um cruzeirense indefeso que a coisa vai ficar ruim para quem fizer isso perto de mim ou com meu conhecimento.



Motivos para ficar irado.



Uma das discussões mais freqüentes que tenho visto através das mídias digitais e Internet é sobre a possibilidade de alguém se denominar mais cruzeirense do que outro. Já vi manifestações mais fervorosas para demonstrar uma paixão que me fizeram ter a certeza de que não existe ninguém que seja mais cruzeirense do que outro. Essa discussão é dissimulada e ninguém gosta de colocar à prova a manifestação individual de amor maior do que o outro ao Cruzeiro. Cada um tem sua própria capacidade de demonstrar sua fé na paixão pelo Cruzeiro.



Chega a ser engraçado e curioso algumas manifestações que temos acompanhado: caminhar a pé mais de 700 quilômetros; ficar mais de 48 horas acordado e sem ir em casa; tatuar estrelas soltas no formato do Cruzeiro do Sul no próprio corpo; ir ao Mineirão sem no entanto ver jogo nenhum; se abster de ver jogos por longos períodos (esta tem sido fácil!) e muitas outras.



Nos últimos meses temos tido motivos para ficar com muita raiva, não a ponto de ficar irado, mas muita raiva mesmo. A equipe no ano de 2004 mostrou-se totalmente incapaz de merecer os sacrifícios que muitos torcedores fazem pelo seu time do coração.



Uma das medidas que tenho usado para ver a verdadeira paixão dos cruzeirenses por seu time é medir o grau de indignação do torcedor com as coisas que acontecem com o clube, com o time, com seus jogadores e, principalmente, com seus símbolos, a exemplo do patriotismo e nacionalismo ser medido numa nação pelo respeito e guarda dos chamados símbolos nacionais, entendo que a torcida, os símbolos e aqueles que representam o Cruzeiro devem ser protegidos, até o limite, daqueles que nos querem mal, daqueles que tripudiam, daqueles que menosprezam, daqueles que fazem mal por não conseguirem fazer nada melhor. Destruir seria a saída. E fico muito irado com essas pessoas. Mais ainda se estas pessoas são os próprios cruzeirenses, ou pelo menos se dizem assim.



De adversários a inimigos ocultos.



Fatos recentes elevaram sobremaneira a minha ira sobre certas instituições e as pessoas representadas por ela. Algumas se dizem cruzeirenses e outras certamente não são mas se passam por amigos e iludem outros cruzeirenses.


De quem estou falando?


Estou falando de pessoas (é o melhor e mais educado tratamento que posso colocar) que mentem, se apropriam de informações, conspiram, manipulam, distorcem, desrespeitam, não dão direito de resposta e por aí vai.
São jornalistas e repórteres que fazem manchetes maldosas contra nosso time e torcida, mas aliviam em relação a outras torcidas e times. São profissionais (aqui tenho dúvida quanto ao uso do qualificativo) que usam de seus microfones ou minifúndios de papel para exercerem toda a sua tirania e autoritarismo. Nunca cedem espaço para o controverso, se aproveitam da inoperância, desinteresse e até mesmo de interesses escusos para prejudicar uma verdadeira nação que é a torcida cruzeirense. Vilipendiam nossos símbolos diuturnamente e muita gente cruzeirense não se dá conta e ainda acha que são pessoas boas e bem intencionadas. São pessoas más, com péssimas intenções e beiram à prática de delitos e crimes, sempre sob a proteção de prerrogativas que não deveriam ter (ou ao menos não fizeram justiça para tê-las).



Dos Casos Concretos.



Esta semana foi duro de agüentar. A cada madrugada que via novas notícias, a cada noticiário esportivo, a cada comentário feito nas chamadas mesas esportivas pelos canais de TV locais pudemos perceber a quantidade de cretinos que temos na nossa mídia (e também a baixa qualidade e respeito com que tratam dos assuntos do Cruzeiro, sem sequer equilibrar as notícias com o outro lado da lagoa).



Fato 1 – O Cruzeiro passa por um período difícil no Brasileiro 2005, está ameaçado de ter que fazer duas partidas que foram vitoriosas novamente e foi eliminado da Copa Sulamericana. Vem alguém e coloca a manchete: “Termina a série vitoriosa de 15 anos do Cruzeiro”. Pois ficou assim decretado que: a) o ano terminou; b) o brasileiro terminou; c) o Cruzeiro não pode ganhar títulos este ano. Ora, se for assim então pode dispensar os jogadores pois não há mais nada a fazer. Se for assim avisa para a torcida que não haverá mais jogos do Cruzeiro este ano. Se for assim avisa para a torcida do Cruzeiro que acabou tudo. Posição mais medíocre e atrasada. O Cruzeiro tem gloriosos 15 anos com títulos oficiais. Parece que comete um crime quando ficar um ano sem título. Tem times que estão há cinco anos sem ganhar nenhum título e não mereceram a manchete de que “está mantida o jejum de títulos” por que o Brasileiro 2005 ainda não acabou, mas acabou para o Cruzeiro e para sua torcida.



Fato 2 – O Cruzeiro viu-se envolvido no escândalo da arbitragem pelo personagem principal ter apitado duas partidas do Cruzeiro. De repente esqueceram um certo denunciante de corrupção (transformado em “mala-preta positiva”) para falar somente sobre a possibilidade de que o Cruzeiro perca os seis pontos que ganhou em campo e esqueceram os pontos comprados no ano passado. Aliás, no ano passado, este mesmo árbitro que hoje confessa que se vendeu, que vendeu pessoas que não sabiam e que manipulou resultados, apitou o jogo Botafogo x Cruzeiro no Rio de Janeiro onde o Cruzeiro foi claramente prejudicado. Ninguém da mídia quer saber disso. Querem saber somente do hoje e agora e de melar todo o campeonato para ver se salvam o time preferido da galera das redações. A eles pouco importa quem está dentro ou fora das maracutaias. Interessa que a competição fique desmoralizada a ponto de não deixar ninguém cair. Chega-se ao ponto de um palhaço que consegue dinheiro para fazer suas graças numa TV de rede internacional se apresentar, inclusive perante a representantes da justiça, como o defensor da ”virada de mesa”. Os interesses escusos se mantêm mesmo durante as investigações e processo aberto. E duro é ver jornalistas e repórteres que misturam as suas carreiras e empregos com atividades que beneficiam empresários, jogadores e dirigentes, e ainda posarem de idôneos.



Fato 3 – Neste final de semana um personagem ainda não divulgado apareceu na mídia. Trata-se de um garoto portador de algumas deficiências a quem o técnico do Cruzeiro acolheu pela sua valentia e exemplo de vida. Este adolescente apareceu em fotos e textos como aquele que trouxe boa sorte ao Cruzeiro e seria o talismã também para o jogo deste sábado contra o Juventude. Qual não foi a minha surpresa, indignação e ira ao ver alguns profissionais de imprensa (pelo menos se dizem assim) que ficam criticando os que aqui escrevem pois não somos da imprensa (pelo menos agradecemos por não sermos da imprensa a que eles pertencem!), rotularem o garoto de forma grotesca, pejorativa, resgatando a tradicional baixaria que é peculiar àqueles desprovidos de argumentos. Se não existe tipificação de crime para um jornalista que coloca uma foto de uma criança ou adolescente na Internet e qualifica unicamente como portador de uma doença transmissível adquirida, deveria haver. Deveria haver indignação e ira suficiente nos cruzeirenses para não aceitar covardia desta natureza de maneira tão fácil. É inconcebível que um adolescente ao fazer uma manifestação de apreço pelo futebol e pelo Cruzeiro seja rotulado e marcado como foi este jovem lutador. Se não existe o respeito ao torcedor do Cruzeiro, ao menos com o pequeno cidadão deveria haver. Até parece que estas redaçoes não têm Manuais de Comportamento e Conduta. Se tem estes profissionais não tem tempo de ler, preferem a mediocridade rápida e rasteira.



Algumas pessoas podem entender errado e achar que carrego nas tintas, mas está ficando inadmissível o posicionamento e uso de espaços nas mídias do Estado, por pessoas desqualificadas pra tal (especialmente na área esportiva / futebolística) e ainda por cima ficam de conversa fiada criticando o trabalho que é feito de maneira isenta. Deve-se ressaltar que nem todos são maus profissionais na mídia mineira, mas estes podres estão excedendo limites do tolerável. Estão se achando donos das vontades e senhores das ações do futebol mineiro. Podem fazer isso em outras praias. A torcida do Cruzeiro tem torcedores que ficam suficientemente irados e podem começar a se posicionar de forma diferentes. Não queiram voltar a décadas passadas quando um ou outro comentarista derrubava técnicos, contratava jogadores, falava da torcida e não tinha resposta imediata. Fiquem fazendo as suas gracinhas para agradarem rainhas e reis que há muito estão nus e verão o que a torcida do Cruzeiro pode fazer. A Internet nos deu este poder e queiram ou não, um dia, saberemos usar este poder em toda a sua plenitude. Comecem a pensar nos seus pedidos de desculpas aos cruzeirenses e àqueles que simpatizam com nosso time como foi o caso do garoto que é nosso talismã e não temos vergonha disso. Muito nos orgulha defendê-lo. Não nos deixem mais irados do que já estamos.



P.S. - Num desses Manuais de Redação em sua página 109 (e que não é dos melhores que se encontra por aí) diz que:

"Aids - Sigla em inglês para a síndrome da imunodeficiência adquirida, doença causada pelo vírus HIV, Deve ser grafado em minúscula (aids), já que a sigla foi substantivada pelo uso e identifica o nome da doença. Nunca (grifo nosso) usar "aidético" para se referir ao portador do HIV (ver verbete "preconceito)

Em outra parte (página 162), item 6, diz-se que "o jornal trata com especial cuidado as informações que afetam menores..." e noutra (página 166, item 28) "... o jornal respeita o direito à vida, à intimidade, à honra e à própria imagem..."

Como se pode observar quanta mentira e preconceito por tão pouca coisa.



Evandro Oliveira e cruzeirense desde a decada de 1960 e costuma ficar zangado quando ve tolices na boca de cruzeirense, mas talha o sangue quando ve a midia manipulando cruzeirenses alienados e desavisados.
pyxis@cruzeiro.org

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