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Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul
Joao Duarte, engenheiro escreve periodicamente no Cruzeiro.Org

22/02/2013 | Joao Duarte
Recordar é Viver

"Muitaos acham o torcedor cruzeirense chato... não é isto. Fomos mal acostumados. Relembrando Cruzeiro 4 x 1 River (76)

Mundo Azul,


Mudança de Cenário e de Perspectivas no Cruzeiro - No final do ano passado e especialmente até o dia 03 de janeiro quando a venda de Montillo foi efetivada, vimos nas redes sociais campanhas sórdidas contra o presidente do Cruzeiro (Dr. Gilvan do Pinho Tavares), contra a instituição (ninguém queria vir jogar no clube, o clube estava quebrado, etc) e exaltando as grandezas do time de Vespasiano (o presidente deles era estrategista e o nosso era um gagá, o time deles podia comprar quem quisesse e o nosso corria era atrás de Pirão e de jogadores de 2ª linha, eles tinham o melhor CT do mundo e tudo nosso era porcaria) e quando a gente defendia o Cruzeiro era chamado de "chapa branca", de cego, de Pollyanna e de coisas do gênero.
Como uma volta ao mundo foi feita em 80 dias, aqui estamos ± este tempo depois daquela semana complicada e a situação agora é a seguinte :

1 - O contrato do Mineirão com a Minas Arena veio à tona e todos viram que o Cruzeiro fez um bom contrato amarrado e que lhe configurava vantagens interessantes.

2 - O tão propalado acordo do Atlético com a BWA pelo Independência não se mostra tão vantajoso quanto a princípio.
Só quero ver se o João Vitor Xavier também vai publicar o contrato deles com a BWA... duvido...

3 - A imagem do Dr. Gilvan mudou da água para o vinho, sendo a sua liderança encarada de outra forma pela torcida do Cruzeiro. Agora, ele é visto como um líder forte que barrou a doação de ingressos para as torcidas organizadas, para alguns que viviam próximos ao poder, fez uma gestão austera visando a redução dos custos fixos do clubes, de forma a reduzir e depois eliminar o tal deficit de R$ 3 milhões que vinha na cabeça de todos como "normal" desde os tempos dos Perrelas no clube.

4 - O torcedor que ficou bravo com a saída de Montillo viu os recursos auferidos com esta venda serem aplicados em novos jogadores, viu um grande trabalho dos nossos profissionais da área do futebol e a montagem de um elenco de muita qualidade sobre o qual se projeta um tempo de muitas alegrias para o torcedor do mundo azul. Reforço o uso da palavra projeção, porque como o futebol não é ciência exata, não se pode GARANTIR que tudo vá acontecer conforme o programado. Mas, o que há é uma confiança de que desde muito tempo o grupo formado não tem tantas boas opções para colocar um time em campo.

Claro que nem tudo são flores na vida do nosso Cruzeiro. Temos ainda uma grande contingente do elenco passando por problemas físicos ou médicos :
- Dagoberto (*)
- Borges (*)
- Lucca
- Victorino
- Léo
- Henrique (*)
- Martinuccio
- Bruno Rodrigo
(*) em fase final de recuperação de problemas físicos.

Vamos acompanhar meio às cegas cada processo porque o Cruzeiro não mais publica nem o tipo de contusão e nem o prazo de recuperação, dizem que é para preservar o paciente, mas, eu não concordo muito com isto, embora reconheça que a prática vem sendo adotada por todos os clubes.

E agora vem a pergunta : Será que aqueles que criticaram tanto, que rotularam a A e B como vaquinhas de presépio e outros apelidos jocosos, será que eles irão escrever que estavam errados ?
Eu, sinceramente duvido.

A Página Heroica e Imortal da Semana - Como o futebol profissional do Cruzeiro dá uma trégua, até o dia 02/03/2013, vou retratar aqui uma das mais belas jornadas do Cruzeiro na história do Mineirão, nosso palco sagrado recentemente reinaugurado. Não é para provocar o meu querido amigo Jorginho Schulman não, a quem de pronto já rendo homenagens por escolher ser cruzeirense... Este jogo tem dois personagens importantes.
Um deles que ainda hoje se mostra cruzeirense nos seus comentários, tem orgulho do nosso time, da nossa história e critica com propriedade as coisas do nosso clube. Falo do grande Wanderley Eustáquio de Oliveira ou Palhinha I.
O outro personagem foi um grande ídolo cruzeirense, daqueles jogadores que se doaram pelo nosso clube enquanto vestiu a nossa camisa, mas, que brigou com os dirigentes em 1981 e se transferiu para o outro lado da Lagoa da Pampulha, continuou jogando bem por lá por 5 anos, só que parecia ter desenvolvido algum tipo de mágoa da gente.
Como comentarista da Globo, só fazia comentários negativos em relação ao Cruzeiro, como que a vingar do clube que o projetou e o levou à Seleção Brasileira. Mas, só parecia, felizmente ele mais uma vez demonstrou o que sempre foi e voltou a falar das coisas do Cruzeiro com desprendimento, sem problema algum.
Mas, também é fato que desde que se imiscuiu dos ares cacarejantes, não ganhou mais nada relevante e nem vestiu a amarelinha.
Falo de Manoel Rezende Mattos Cabral ou Nelinho ou ainda Seu Mané.

Este jogo marcava a 1ª partida das finais da Taça Libertadores das Américas em sua versão de 1976. Antes do jogo, Perfumo que comentava as partidas para a TV Argentina, baseado no que ocorrera no ano anterior, salientava que o Cruzeiro era um time que não sabia segurar um resultado e nem agüentar pressão quando jogava fora de casa. Labruna garantia que viria com tudo, afinal, time que quer ser campeão não joga para empatar e Zezé Moreira falava todo o tempo da vocação ofensiva do Cruzeiro de Palhinha, Jairzinho, Joãozinho, Eduardo, Ronaldo, além do grande Roberto Batata falecido 80 dias antes da final em um desastre de carro.
Ninguém podia imaginar uma atuação tão marcante e tão brilhante do time celeste, tocando a bola com rapidez, sendo envolvente, buscando sempre o gol. Nos primeiros 15’ de jogo, O River tentava contra-atacar sem sucesso. Porém, o Cruzeiro tinha o seus ataques sempre parados com faltas seguidas da defesa milongueira e experiente do River.
Na 1ª falta de Nelinho, Ubaldo Fillol mandou a barreira abrir e se assustou com a pancada do Nelinho que ele com dificuldades teve que por a córner.
Mas, aos 21’ o mestre Zé Carlos surgiu de trás como um raio e deu uma assistência perfeita a Palhinha, que passou por Perfumo e foi seguro na entrada da área. Desta vez Fillol pediu uma barreira de 6 jogadores e mandou os caras pularem. Só que Nelinho soltou uma bomba no meio da barreira que entrou no cantinho esquerdo do gol do River (lance quase idêntico ao gol do Geovanni na Copa do Brasil de 2000), sem defesa e decretou Cruzeiro 1 x 0 River Plate. A torcida cantou ainda mais animada e a onda azul de alegria contagiou o time em campo, que respondia com grande atuação.
Nem bem os gringos se assentaram em campo e o Cruzeiro já voltava a fungar no cangote deles.
Aos 29’ do 1° tempo o Mineirão viu sem dúvida um dos lances mais bonitos de toda a sua história. Joãozinho recebeu a bola de Jairzinho e partiu em velocidade para o ataque. Driblou a Comelles, sambou na frente de Perfumo que saíra na cobertura e centrou para Palhinha. A bola saiu um pouco alta e o Palhinha deu uma raspadinha, permitindo que a bola fosse recuperada por Eduardo na ponta-direita. Hector Lopes veio igual a uma vaca brava para cima do Eduardo e tomou drible desconcertante. O Rabo de Vaca foi ao fundo e cruzou perfeito na cabeça de Palhinha no 2° pau, que só cumprimentou as redes do River, conseguindo tirar a bola do alcance de 2 beques do River que estavam sob as traves e saiu igual a um maluco comemorando. Golaço. Cruzeiro 2 x 0.

Aos 33’ Palhinha recebeu livre e demorou um pouco a chutar, permitindo a recuperação de Fillol que se esticou todo e fez a defesa só que distendeu a perna...Aí o Cruzeiro começava a ganhar o título, pois, entrou Landaburu que não tinha nem a metade da categoria do titular. O River quis continuar atacando o Cruzeiro, mas, além de não conseguir levar perigo à nossa meta ainda abria espaços perigosos em sua defesa para os contra golpes do Cruzeiro, que tinha um time muito veloz.
Palhinha e Joãozinho se posicionavam sob ordem de Zezé Moreira antes do meio-campo, o time encolhia e qualquer um que recuperava a bola procurava o setor esquerdo de ataque.

Aos 40’ do 1° tempo, Piazza acerta um passe primoroso para Palhinha que ganhou na corrida de Perfumo e de Hector Lopez e cara a cara com Landaburu deu um tapa na bola, cobrindo o goleiro. A bola escorreu na rede e a galera foi ao delírio...Cruzeiro 3 x 0.. E o Pingüim, rindo à toa, com seu barrigão festejava atrás do gol da cidade.

O Cruzeiro voltou muito acomodado no começo do 2° tempo e aos 5’ após um passe errado de Eduardo no meio, Sabella recuperou a bola e lançou Leopoldo Luque que entrou frente a frente com Raul, que saiu bem do gol e o centroavante milionário chutou forte e a bola raspou a trave.
Seu Zezé não esperou muito e pagou geral para o time inteiro. E a chamada teve resposta imediata com Joãozinho e Jairzinho criando uma ótima chance de gol que também saiu rente a trave após chute do Furacão. O River continuava a aplicar a linha burra, reduzindo o espaço e pressionando o Cruzeiro.
Numa saída errada de bola da defesa celeste, Sabella que vinha sendo o melhor jogador do River, recuperou a pelota no lado direito do ataque, driblou a Vanderlei, passou por Darci Menezes e levou o rapa. A cobrança do canhotinho foi perfeita, com Raul nem saindo na foto. Cruzeiro 3 x 1 River Plate.

Dos 18’ aos 35’ do 2° tempo, a equipe do Cruzeiro viveu momentos de tensão. O time ficara mais nervoso, errara alguns passes importantes com Eduardo vacilando por 4 vezes seguidas, mas, a boa atuação defensiva de Piazza, Morais, Darci, Vanderlei e de Raul garantiu a vantagem de 2 gols. A entrada de Ronaldo Drummond foi oportuna, pois, acalmou o time e puxou o time de novo para o ataque.
E aos 36’ do 2° tempo, Palhinha saiu driblando a Merlo, J. J. Lopez, Lonardi e enfiou a bola para Jairzinho entre Comelles e Perfumo. Jair sai deles e dribla a Landaburu, mas, perde o ângulo. Só que vê Valdo, que acabara de entrar no lugar de Piazza e lhe dá a bola. O talismã do seu Zezé só teve o trabalho de empurrar para dentro do gol. Cruzeiro 4 x 1 River.

Daí para a frente o Cruzeiro colocou o bom time do River na roda e gastou o tempo. O Cruzeiro ganhara bem do River, mas, é claro que Passarela e Norberto Alonso haviam feito falta demais ao River. Na zaga Perfumo e Lonardi não tinham a velocidade para acompanhar Palhinha e Jairzinho e como os gols do Cruzeiro saíram cedo, o jogo ficou à feição do esquema de jogo que o nosso técnico gostava de empregar.

☻ Detalhes do Jogo : Cruzeiro 4 x 1 River Plate
☻ Motivo : 1ª partida das Finais da Libertadores da América de 1976
☻ Data : 21/07/1976 - Local : Mineirão
☻ Cruzeiro (escalado num 4-3-3): Raul, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza (Valdo), Zé Carlos e Eduardo (Ronaldo Drummond); Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. Técnico : Zezé Moreira.
☻ River Plate (também no 4-3-3) : Ubaldo Fillol (Landaburu), Commelles, Perfumo, Lonardi e Héctor Lopes; Merlo, J. J. Lopes e Sabella; Pedro Gozales, Luque e Oscar Más. Técnico : Angel Labruna.
☻ Arbitragem : Vicente Lobregai (Venezuela) + Edson Perez (Perú) e Roque Cerullo (Uruguai), todos com boa atuação.
Nota : Felício Brandi, aprendendo com os erros do ano anterior, trabalhou bem nos bastidores nesta Copa Libertadores, evitando que o Cruzeiro fosse novamente prejudicado. Funcionou em casa, mas, em Buenos Aires...
☻ Público Pagante : 58.730 torcedores.
☻ Renda : Cr$ 1.833.680,00 ou US$ 167,383 ou R$ 326 mil
☻ Gols : Nelinho aos 21’, Palhinha I aos 29 e 40’, Sabella aos 73’ e Valdo aos 81’.
☻ Cartões Amarelos : Jairzinho, Morais e Zé Carlos (Cruzeiro) + Perfumo e Lonardi (River).

Muitos julgam que o torcedor cruzeirense seja chato demais. Eu até concordo. Mas, também é fato de que a nossa torcida foi mal acostumada a ver grandes jogadores e mesmo grandes times enverganedo a nossa camisa, nossas cores. Isto faz parte da nossa história, tanto quanto a coisa do resgate do toque de bola. Nossa torcida não gosta de matada na canela e nem de bumba-meu-boi, é a nossa escola de jogar futebol. Uma coisa impressionante.
ESte time do Cruzeiro tinha a maioria do sseus jogadores ou feita em casa ou advinda de times sem expressão, exceção feita a Jairzinho e Ronaldo Drummond. Raul viera do São Paulo onde era 4° goleiro e só pegava resfriado lá. E é por estas e outras que fico irado quando vejo os colegas discriminando jogador pela origem, antes deles entrarem em campo. Confiando nos resultados que o atual elenco pode produzir...

As homenagens da coluna esta semana vão para : Ivan Pinto (herdeiro do grandíssimo Aldair Pinto que neste dia teve que batucar o jogo inteiro, pois, ficamos muito tempo com a bola no ataque), Evandro Oliveira (ainda em recuperação de contusão, mas, voltando com todo o gás deste período sabático), Carlos H. C. Campos, Franklin Bronzo, Jorge Santana, Paquinha, Afonsão, Ademar de Carvalho Barbosa Filho, Eliezer Mattos e muito especialmente a Renato Ribeiro e Milton Carvalhaes, que com certeza estiveram no Gigante da Pampulha naquele dia.

E também em homenagem aos conterrâneos conceicionenses : Tarcísio Lazarinni. Jader Domingos Costa, Ricardo, Renílson, Robson e Renato Guimarães (ou Nem...o bimbador incorrigível) e a Cláudio Alberto Carvalho Carneiro (Bodão... o homem que manda prender & soltar em Colatina)
”Cruzeiro, Cruzeiro querido... tão combatido, jamais vencido...”



Joao Duarte
joaochiabi@globo.com

Leia também as colunas anteriores Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul

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