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Retrovisor Celeste

27/01/2012 | Lílian Alcântara
Peñarol e a primeira lição do Cruzeiro

Sobre o confronto Cruzeiro x Peñarol, curta história, mas emocionante.

Por algum motivo essa coluna se chama "Retrovisor celeste", quem me conhece de outros blogs sabe que sempre me limitei a escrever sobre o passado do Cruzeiro. E talvez agora tenham descoberto o porque. Sou um desastre em argumentar minha opinião. E seguramente amo a história do futebol.

Lembrar um pouco da história do time é sempre bom, escolhi falar sobre o Peñarol em homenagem a uma amiga minha uruguaia e torcedora "del decano" e que escolheu, no Brasil, as cinco estrelas pra carregar no peito. Só seria melhor se fosse torcedora do Nacional, de Revétria. Mas ninguém é perfeito.

Apesar de estar em quase todas as Libertadores que o Cruzeiro participou, em todas as Copas Mercosul, Supercopas e ainda torneios amistosos como o Torneio de Verão 2009, Cruzeiro e Peñarol se encontraram poucas vezes. Listo apenas três, e me corrijam se eu estiver errada.

1. 18/06/67 - Cruzeiro 1x0 Peñarol - Belo Horizonte (BRA)
2. 05/07/67 - Peñarol 3x2 Cruzeiro - Montevideo (URU)
3. 20/01/71 - Peñarol 1 x 0 Cruzeiro - Copa Montevideo

Sim, estamos em desvantagem. Duas derrotas contra uma vitória, 3 gols contra 4.

Em 1967 o Santos ainda era o único clube brasileiro a ter vencido a Libertadores, era bicampeão da competição. Mas os times brasileiros não se importavam muito com isso, viajar pelos países vizinhos saia caro, a competição não dava tanta aparição quanto hoje, e a classificação de times brasileiros era difícil devido ao número de times que temos e o formato do "campeonato brasileiro" da época. Digo pra vocês que participar da LA chegava a dar até prejuízo, mas isso conto em outra história.

O Cruzeiro participava então de sua primeira Libertadores, vinha com muito embalo depois de desbancar o "Santos do Rei Pelé", por dois massacres, aqueles conhecidos 6x2 e 3x2. Passou fácil o primeiro grupo vencendo 7 dos 8 jogos e empatando este último. Passou às semi-finais (que era disputada em grupos) e ficou no grupo dos dois maiores clubes uruguaios, Peñarol e Nacional. Depois de vencer por 2x1 o Nacional, no Mineirão, o time estrelado recebeu "el decano" mais tranquilo, o jogo parecia menos puxado, mas não mais fácil, 44.660 torcedores foram ao Gigante da Pampulha assistir o espetáculo.

Peñarol veio forte e retrancado, mas não impediu o time de Aírton Moreira de criar várias chances de gol dando trabalho ao goleiro Néstor Errea, que conseguiu manter o jogo empatado até o final do segundo tempo, quando num arranque Dirceu Lopes subiu disparado pela direita, driblou um e cruzou nos pés de Natal que não titubeou e marcou o gol da vitória, aos 44 do segundo tempo.

Entre os jogos de ida e os de volta ainda teve Brasil x Uruguai com convocação de 6 cruzeirenses e 4 manyas. Foram três jogos, três empates, todos em Montevidéu.

Então, depois de "batizado" pelas seleções o Estádio Centenário foi palco de outro jogo disputado. A técnica do time celeste desaparecia detrás da catimba uruguaia, o frio do inverno uruguaio ainda era um adversário a mais, já que naquele tempo quase nenhum time brasileiro tinha uniformes preparados para o inverno. O time não parecia dar importância à partida, Aírton Moreira assistia o "bate-bola" calmo do banco, aos 15' Spencer marcou o primeiro, aos 30'Cortés ampliou pros donos da casa.

Volta do intervalo e o Cruzeiro vinha pra tentar buscar o empate. Já que o time precisava de dois deles ou uma vitória para garantir a classificação. Mas ainda aos 10' tomou o terceiro. Dirceu e Tostão chegaram a diminuir, mas ficou nisso. Peñarol 3x2 Cruzeiro.

No fim das contas nem Cruzeiro, nem Peñarol se classificaram, Nacional foi o que passou a final, mas entregou para o Racing, no terceiro jogo, disputado no Chile.

Destas partidas e de toda a competição o Cruzeiro levou vários aprendizados. O maior de todos sobre a catimba argentina e uruguaia e aprendeu também a dar valor a competição desmoralizada no Brasil.

Reproduzo aqui um parágrafo que finaliza um texto antigo meu postado no falecido Blog do Cruzeirense, do nosso italiano Benny.

"Tanto Nacional quanto Peñarol eram adversários dificílimos e o Cruzeiro não era o favorito dos confrontos, por ainda ser um "bebezinho" falando de Libertadores, mas a competição valeu como um belo aprendizado para o elenco ainda muito jovem, formado por garotos de 20 anos. Tanto valeu que sabemos o mito que aquele time é até hoje (...) De qualquer modo esta passagem do time pela competição sul-americana foi a primeira página imortal de um capítulo especial na história celeste".

@lilianalcantara
lilianalc92@gmail.com

Lílian Alcântara
lilian_alcantara92@yahoo.com.br

Leia também as colunas anteriores Retrovisor Celeste

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 alex | São Paulo | 27-01-12 18h02min
Valeu Lilian, você homenageou não só sua amiga como tambem cada um dos cruzeirenses com mais esta página da história do nosso querido Cruzeiro!!!
 lilianalcantara | Foz do Iguaçu | 27-01-12 19h15min
poxa alex, valeu... fiquei feliz mesmo com o comentário
 veron | BHZ- Fortaleza | 28-01-12 16h32min
Parabéns pela coluna! Deveríamos ter mais pessoas com conhecimento divulgando a história do nosso Cruzeiro. São tantos casos e tantas páginas heróicas.
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