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Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul
Joao Duarte, engenheiro escreve periodicamente no Cruzeiro.Org

05/02/2011 | Joao Duarte
Center forward... O que que é isto ?

A coluna trata da evolução dos esquemas de futebol. "Todo esquema é bom se for empregado com as peças certas (Ênio Andrade)".

Mundo Azul,



A evolução dos esquemas táticos do futebol - Hoje, pela manhã estava zapeando na INTERNET quando ao passar pelo blog do Jorge Santana, havia um comentário a respeito do Farias que havia custado caro ao Cruzeiro e continuava na reserva, sendo que ninguém discutia a titularidade do novo contratado Maurício Victorino, pelo fato do mesmo ser um beque de renome e que nos havia custado US$ 2 milhões. Fui brincar com a expressão centrefó e um dos colegas disse que o pai dele deu risada de monte, pois, há muito tempo não ouvia isto.
Foi este o mote para a coluna de hoje que aqui passo a desenvolver.

Nos anos 30 e 40 praticamente o futebol se estabeleceu e até profissionalizou no Brasil inteiro. O esquema original era derivado do futebol inglês, aliás, não se pode esquecer de citar que o famoso ludopédio foi introduzido em solo brasileiro pelo descendente de ingleses Charles Miller. O esquema da época era o 2-3-5, que tinha os jogadores assim distribuídos em campo :

- um goal keeper ou goleiro ou guarda metas ou arqueiro

- os "full backs" ou right & left backs ou zagueiros ou beques

- a famosa linha média, composta pelo "right alf, center alf and left alf"

- a linha ofensiva, formada pelos "wingers (right & left), midfielders (right & left) and center forward" ou pela nomenclatura aportuguesada :
pontas (direito e esquerdo), meias (direita e esquerda) e centroavante.

O tal center forward foi rapidamente transformado em centrefó...

E foi assim, que o futebol se popularizou e encantou o mundo.


Quando o time da casa abria vantagem no placar e começava a sofrer pressão, a torcida começava a gritar a plenos pulmões para os treinadores locais : "arrecua os arfes, ô animaaaallll"...

Surgiu então o tal catenaccio italiano que foi a primeira tratativa de formar uma linha muito defensiva com o encaixe dos alfs à linha dos full backs, formando uma 2ª linha média à frente deles e deixando só 2 homens na frente... Ou seja o 5-3-2 era o esquema espelho do 2-3-5...Era o ferrolho.

De tanto recuar os alfs os treinadores passaram a adotar a linha com 4 zagueiros, deixando o center alf à frente da defesa, por esta razão o n° 5 via de regra era um jogador com capacidade de comando e orientação da defesa. Era chamado de centro médio e vimos Obdulio Varela se notabilizar no comando da Celeste Olímpica no Maracanazzo de 1950.

Mas, foi nítida a percepção de que o meio, a região mais nobre do campo, estava ficando muito despovoada e a 1ª solução foi o recuo de um dos meias para compor o meio-campo junto ao centro médio. Nascia o famoso 4-2-4 pelas mãos do grande Martin Francisco no Villa Nova de Nova Lima, campeão mineiro de 1951.

Em 1954, o Brasil atuou na Copa deste jeito e perdeu para os húngaros num jogo dramático, já na parte final, porque além do talento os húngaros ganharam o meio-campo ao recuar um dos meias, aliás, o mais cerebral deles, o camisa DEZ, Ferenc Puskas, que depois brilhou intensamente no Real Madrid. E foi entre o 4-2-4, 4-3-3, o 4-4-2 e o 3-5-2 que o futebol oscilou da metade dos 50 até a os dias de hoje. Claro que várias alternativas foram criadas, mas, confesso que uma das coisas mais espetaculares que vi aconteceu na metade dos anos 70.

Nasceu então o tal futebol total da Holanda (Copas de 74 e 78). O time era originalmente escalado num 3-4-3 : Jongloed era o goleiro (jogava com a camisa n° 8 e usava camisa de mangas curtas), a linha de defesa era normalmente composta por Haan, Krol e Rijsberger, destacar que Krol jogou a copa inteira com uma camisa da Seleção Brasileira por baixo da dele (era fã do nosso futebol), depois a linha de meio tinha Suurbier pela ala direita, Van Hanegen no meio pela direita (era um meio-campista clássico que dava velocidade à bola e tocava muito de primeira), Neeskens no meio pela esquerda (ponta de lança cerebral, de muita inteligência, rápido e que chegava muito á frente para concluir) e Jensen pela esquerda (era o mais fraco do time, ficava sempre no setor e cobria as avançadas dos beques)... e o ataque tinha o loirinho Rep pela direita (jogador de rara técnica e velocidade), Johan Cruijff pelo centro (era o cérebro do time, recuava, armava e aparecia para concluir nos espaços vazios) e René Resembrink pela esquerda (este era um jogador completo, pois, driblava e passava com perfeição). O time tinha um preparo físico excepcional, era muito bem dotado psicologicamente e tinha jogadores que sabiam executar a multi-função. Usavam o abafa e isto colocava pressão descomunal sobre os seus adversários. Só perderam a Copa 74 porque do outro lado tinha o time alemão, que é imbatível psicologicamente.
Pena este time da Holanda não ter se consagrado, pois, a derrota deles e depois do time de Telê Santana em 1982, contribuiu muito para a implantação prioritária de sistemas mais defensivos no futebol.

Mas, foi nos anos 60 que nasceu a variante mais bonita do 4-4-2 que é o 4-3-1-2 que é na concepção matemática o esquema mais equilibrado. Isto porque permite que em cada região do campo o time tenha pelo menos 3 jogadores a brigar pela bola.
A linha de 4 zagueiros, recebe o suporte de uma trinca formada pelo volante centralizado e por 2 armadores, um de cada lado do campo. E depois aparece o trio ofensivo formado pelo ponta de lança, um atacante de lado de campo e um centroavante de referência. Os deslocamentos são feitos como triângulos móveis, que permitem a máxima cobertura dos espaços.

Mas, nada supera a qualidade. O esquema advém das peças que cada treinador pode utilizar e o correto é se ajustar para o elenco o melhor esquema, embora muitos comandantes de times de futebol tenham o esquema como dogma e só gostem de jogar de uma única forma.

Eu particularmente não gosto do 3-5-2 como esquema básico mas admito que o atual elenco cruzeirense tenha totais condições de usar deste porque tem as peças corretas no elenco. Beques rápidos, volantes altos e com boa capacidade de composição como 3° zagueiro e jogadores muito versáteis que possam executar muitas funções em campo. É este fato que permitirá a Cuca variar de sistema muitas vezes sem precisar de mudar os jogadores. Não digo que possamos replicar o futebol total da Holanda de 1974, mas, montar um esquema que dificulte demais a marcação para os nossos adversários. A coluna trata da evolução dos esquemas de futebol. "Todo esquema é bom se for empregado com as peças certas (Ênio Andrade)".

Amanhã no jogo contra o Villa Nova teremos outra particularidade a enfrentar que é o espaço reduzido e a torcida colada no alambrado o tempo inteiro. Só que o Cruzeiro costuma jogar bem contra eles no alçapão do Castor Cifuentes.

Vamos ver o time no 3-5-2 com :

Fábio

Léo, Leandro Guerreiro e Gil

Pablo, Henrique, Montillo, Gilberto e Diego Renan

Thiago Ribeiro e Wéllington Paulista


Apesar de não gostar do sistema, creio que Cuca é entre os treinadores quem melhor sabe empregar este sistema.
O jogo tem para nós cruzeirenses o atrativo de ver Gottardo no banco do Villa Nova e Radar na lateral esquerda.

E a homenagem da coluna hoje vai para : Leonardo Z, Elias Guimarães, Clemenceau Jr., Silvério Cândido, Aldir do Valle, Raul Miranda Penna, Rodrigo Garcia, R. Monteiro, Dr. neverminder (sumidaço do pedaço) e Dr. Rodrigo (Alex10... o ex-pegador de Passos)... só gente fina e de sangue azul.


E de Conceição do Mato Dentro : Eliezer Mattos (os dois ... o Oliveira e o Souza), Léo Mattos, Zezé Pequeno e Otacilinho, que creio não irão a Nova Lima, mas, vão estar na torcida pelo nosso Cruzeirão...


Cruzeiro, Cruzeiro Querido... Tão Combatido, Jamais Vencido

Joao Duarte
joaochiabi@globo.com

Leia também as colunas anteriores Joao Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 MAIOR DE MINAS | Pouso Alegre | 05-02-11 17h37min
Alô mestre João Duarte! Muito interessante essa coluna. Que timaço aquele da Holanda. Pena que não conseguir campeonar. Sobre o nosso cruzeirão, estou muito confiante para 2011. Acredito que vai ser um ano espetacular. Gostei muito da contratação do Victorino. Essa Libertadores tá prometendo. Grande abraço.
 Celeste | Sorocaba-Itajub� | 05-02-11 18h24min
João, isso que você acaba de escrever não é uma coluna, é uma aula. Esporte também é cultura. Tenho um tio querido lá em Minas (Cruzeirense), que, dizem meus familiares, jogava muita bola. Certa vez ele me falou do "centearfo e do centefor". Aquele goleiro da Holanda, com a roupa igual ao resto do time, confundia o adversário. Infelizmente, a derrota da Holanda em 74 e do Brasil em 82, contribuiu para a decadência do futebol arte. Futebol hoje é resultado.
 Eduardo123 | Não definido | 05-02-11 18h45min
Sem dúvida foi um texto muito interessante. Só acho que o Cruzeiro jogar no 3-5-2 irá atrapalhar o futebol do Fabrício (quando ele voltar) e do Henrique já que eles são jogadores que apoiam bem o ataque, ao meu ver o time deveria jogar mesmo no 4-3-1-2 com Fábio, Romulo (Pablo), Victorino, Leo (Gil), Diego, Guerreiro, Fabrício, Henrique, Montillo, Ribeiro e Farias. Formando um time firme e ao mesmo tempo agressivo.
 João Duarte | Vit�ria | 06-02-11 14h05min
Eduardo123,
Eu manteria o Cruzeiro no 4-3-1-2 e ousaria um pouco. A minha formação teria :
Fábio
Diego Renan, Léo, Victorino e Gilberto
Leandro Guerreiro (Marquinhos Paraná), Fabrício e Henrique
Montillo
Thiago Ribeiro e Wéllington Paulista
Pode-se fazer a inversão dos laterais e Gilberto compor a trinca de meio, com Paraná ou Guerreiro fechando uma das laterais.
Pode-se tirar um dos volantes e colocar o Fabrício Carioca como falso LE e adiantar Gilberto.
 GUTOSAM | Não definido | 06-02-11 22h37min
PObre futebol mineiro..., este campeonato dá tédio !!não vale nada. e ainda assim o time de vespasiano conta com A ajuda do juiz. Alguem ai viu o lance da expulsão do jogador adversário do patético ? ridiculo e o narrador da itatiaia... chega a ser piada ele dizendo que foi merecido a expulsão !!!! esse campeonato de minas é do nível do atletico e o cruzeiro não merece ter que participar desse torneio, isso ainda pode prejudicar o time ao machucar algum jogador e tirá-lo das libertadores...
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h18min
GUTOSAM,
O campeonato mineiro é o único torneio no qual temos desvantagem contra o rival local, não mais citadino. Eles ganharam 40 vezes e nós 36 vezes.
É um torneio importante, disputado anualmente e por esta razão discordo de sua posição de que não vale nada.
Se a gente o disputa, temos que fazê-lo com inteligência.
Porque não usá-lo como pré-temporada ?
Porque não usá-lo como laboratório ?
Não diga que não vale nada. Experimente perder 3 anos seguidos pra ver?
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h21min
Bobagem esta questão de machucar...
O jogador pode se machucar treinando, num rachão... César sampaio foi cortado de uma Copa do Mundo porque se contundiu jogando de goleiro.
Eu penso que a fase de classificação poderia ser usada para melhorar o entrosamento, para agrupar o time, para ensaiar esquemas alternativos e como uma extensão da pré-temporada. O clássico da próxima rodada determinará o líder após 3 rodadas, não define muito, mas, pode dar ao ganhador uma vantagem nos jogos finais
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h26min
Hoje, vivemos a batalha de Nova Lima. É duro ganhar do Villa Nova dentro de Castor Cifuentes, o campo tem pelo menos 90 m2 a menos que o Mineirão, ou o campo de Sete Lagoas. É duro e tem toceiras de 3 tipos de grama diferentes e isto já vem de muito tempo. Fábio, Léo, Henrique, Diego Renan, Wallyson e André Dias estiveram bem hoje. A estréia de Leandro Guerreiro também foi muito boa. Os destaques negativos hoje foram Thiago Ribeiro e Wéllington Paulista.
 Adair - Campos | Campos dos Goytacazes | 07-02-11 01h27min
Caro JDuarte, o mineiro tem servido pro Wallyson pegar confiança. Quando estreou no brasileiro, entrou afobado e perdeu gols fáceis nos dois primeiros jogos (Guarani e outro que não me lembro) mas desde lá mostrava ser habilidoso e ter um bom posicionamento, depois teve problemas familiares que abalam qualquer um. Com a confiança em alta será muito útil inclusive tem se mostrado um jogador mais incisivo(vertical) que o TR.
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h28min
Pablo, Gil, Dudú, Montillo e Gilberto tiveram rendimento regular. Na equipe do Villa o maior destaque foi o goleiro Wágner que pegou até pensamento. Carciano, Gedeon, Dudú Araxá e Bóvio tiveram boa participação. Radar que pertence ao Cruzeiro deu trabalho no 1° tempo, mas, tomou um baile do Wallyson que fez a diferença no tempo final.
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h32min
Adair,
Em 1969 começou a ter oportunidades no time principal do Cruzeiro entrando no 2° tempo de ponta direita no lugar de Natal...
O time era muito bom e ele foi aos pouquinhos ganhando confiança e de opção virou talismã.
De 70 a 72, Palhinha I foi consolidando a sua posição no elenco do Cruzeiro. Era muito difícil ganhar posição de Tostão, Dirceu Lopes, Evaldo, Zé Carlos e ainda ter como emergentes Batata, Joãozinho e Eduardo. Então Evaldo se contundiu seriamente...
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h35min
Depois Tostão foi vendido para o Vasco e Dirceu Lopes se machucou. O novo Palha entrou e decidiu o jogo final do Mineiro de 72 para o Cruzeiro, atuando como verdadeiro centroavante. Wallyson vem virando talismã. Se continuar assim, não vai ter como o treinador não lhe arrumar um lugar no time. Eu gosto muito do futebol incisivo e objetivo dele. Thiago Ribeiro infelizmente está deixando o foco no gol, voltando ao seu 1° ano de Cruzeiro. Se continuar assim, vai acabar ele no banco aplaudindo...
 João Duarte | Vit�ria | 07-02-11 01h38min
Este negócio de garçom funciona quando o time ganha, mas, todo mundo está de olho na produção do nosso ataque.
E é bom que o Wéllington Paulista acorde, porque ser artilheiro de gols de pênalti não cola não...
Sem produção não tem defesa.
Se não faz gols, tem que dar o lugar a outro... E a coisa se complica quando o outro entra e põe na casinha, como fez André Dias hoje. Acorda WP...
 afelipe | Belo Horizonte | 07-02-11 10h47min
Acompanho o comentário logo a cima, não foi uma coluna e sim uma aula sobre o bom futebol! Formidável!
Gosto muito dessa frase do Ênio Andrade! A cada dia que passa os esquemas ficam mais importantes que os próprios jogadores. É claro que faz parte do espetáculo as mexidas do treinador, nó tático no adversário mas os bons de bola pra mim ainda encantam mais. O que seria do futebol total sem Cruijff ou do Barça de hj sem Xavi, Iniesta e Messi?!
Eu pensava nisso quando via os jogos do CONT
 afelipe | Belo Horizonte | 07-02-11 10h59min
Cruzeiro na era Adílson: o esquema é muito interessante mas penso que ele superestimava os jogadores.
Espinoza e Elicarlos pra sair jogando, Gilberto de ponta de lança, Henrique na zaga, W.Paulista pra buscar o jogo...
Penso que os jovens da base poderiam ajudar pois são mais propensos a aceitar melhor mudanças como ocorreu com D.Renan, Guilherme e Bernardo (que mudou pra pior).
 afelipe | Belo Horizonte | 07-02-11 11h07min
Outro ponto que acho interessante: a mania de adiantar jogadores que se destacam tecnicamente.
Ensina o Bernardo a se posicionar e fechar os espaços na posição dele que é de segundo ou terceiro homem de meio que o resto o cara faz, nasceu sabendo! O Dudu é ponta de lança, habilidoso e rápido pra vir de trás, ai coloca ele de atacante tira o espaço do thiaguinho e quer que o Bernardo jogue com a 10 na velocidade que n é a dele. Resultado: não vinga ninguem!
 afelipe | Belo Horizonte | 07-02-11 11h22min
O Cruzeiro poderia:
1-Liberar o D.Renan (Rômulo) na direita com o Fabrício Carioca fechando na esquerda ou o D.Renan (Gilberto) na esquerda com M.Paraná (Pablo) fechando na direita.
2-Liberar Fabrício e Henrique com M.Paraná (Guerreiro) na cobertura ou segurar mais o Henrique e colocar (Gilberto) Roger para armar.
3-Tentar T.Ribeiro e Wallyson juntos pq acho que os dois fazem as duas funções no ataque se alternando.
4-Montillo mais recuado armando e Dudu chegando mais.
 afelipe | Belo Horizonte | 07-02-11 11h27min
Agora importante tbm é independente do esquema entrar quem esta jogando melhor. Essas insistências do Cuca estão começando a incomodar.
 Prof. Cruzeiro Rock | Belo Horizonte | 07-02-11 23h48min
Boa Noite, João. Até hoje eu (45 anos)converso muito com meu pai (68 anos) sobre essa nomenclatura. Até hoje ele usa isso (rsrsrs). Ele mora em Muriaé-MG e torce mais pro Flamengo do que para o Cruzeiro (aliás, eu sei que aí em Vitória-ES também é assim). Essa nomenclatura é bem romântica. Corner, goal keeper, center half (você havia esquecido o "H"). E o "off side" (IMPEDIMENTO). Quando a bola bate na mão, ele grita: foi HANDS ! Uma mistura simpática do mineirês com o inglês tradiconal. Legal !
 Zezé | Belo Horizonte | 08-02-11 05h09min
Compadre, obrigado pela lembrança e parabéns pela coluna, mas tenho sentido saudades das narrativas dos jogos aos quais descrevia. Quem sabe na semana do classico sai uma lembrança de algum classico marcante. Saudações Celestes!!!!!!
 chiabi | Nova Lima | 08-02-11 13h29min
Dois mestres em uma única coluna: Ênio Andrade mestre dos treinadores e João Duarte mestre das palavras e do conhecimento futebolístico, mas era um perna de pau no time do Grupo Escolar Mestre Sebastião Jorge, só ganhava dos primos 10 anos mais novos. Essa coluna é para ser impressa e emoldurada. Sem mais comentários...
 João Duarte | Vit�ria | 08-02-11 18h52min
Compadre Zezé, Como o jogo será no sábado vou buscar uma página heróica imortal de um daqueles clássicos que nos marcaram muito. A lembrança é inesquecível, prometo. Vou voltar a trazer as histórias para dentro da coluna, até que haja um espaço apropriado para a gente publicá-las dentro do Cruzeiro.Org. Já fiz mais de 150 jogos do Cruzeiro...
 João Duarte | Vit�ria | 08-02-11 18h56min
Chiabi Jr.,
Ruim de bola, com certeza.
Mas, posso te assegurar que se o Rondinelli um dia foi reconhecido como o rei da raça do Flamengo, eu nunca saí de campo sem ter feito o máximo, era raçudo demais e a regra era clara. Se batiam nos craques do meu time, a porrada comia solta também nos adversários. E nunca tive medo de cara feia (kkkkkkkk)...
Mas, no futebol de salão, o chute era temido...
Driblar ?
Raramente tentava a jogada individual, isto era para os craques.
 João Duarte | Vit�ria | 09-02-11 09h36min
Prof. Biorock,
As expressões em inglês dão um charme todo especial à narração do futebol não é mesmo ?
- córner ou escanteio ou tiro de quina
- offside ou impedimento
- hands ou mão na bola
- penalty ou penalidade máxima
- centerforward ou centroavante
- lateral ou arremesso manual
- referee ou juiz ou árbitro
- linesman ou bandeirinha
É mesmo muito bacana o tal do futebol. As regras mudaram bem pouco em relação ao original.
 estrelado campeão | Ubá  | 09-02-11 23h47min
Ótima coluna. Meus destaques ficam por conta da lembrança do Enio Andrade e do Farias. Jamais uma coluna que aborde esquemas e táticas de futebol pode deixar de mencionar Enio Andrade. Qual cruzeirense esquece a Supercopa 91? Era a união exata entre o time/clube copeiro com o treinador copeiro. E sobre o Farias : com um esquema que lhe favoreça esse cara pode arrebentar. Ele tem características parecidas(não futebol) com atacantes finalizadores por excelência.
 estrelado campeão | Ubá  | 09-02-11 23h52min
Continuando o comentário sobre o Farias, ele lembra aqueles centroavantes frios, indiferentes à catimba e definidores por execelência : Paulo Rossi (carrasco de 82), Canigia( carrasco de 86), Revetria, Roberto César, o tanque da Toca,(só quem tem mais de 40 lembra), Nunes do Flamengo, e outros. São ou foram atacantes que não se notabilizaram pelo drible fácil e pela habilidade, mas eram definidores. E aí entra o seu mérito. Tais jogadores devem ser explorado de acordo com suas características.
 estrelado campeão | Ubá  | 10-02-11 00h01min
Ou seja, aí entra o que foi dito por você. João, na verdade, esquemas de jogo podem beneficiar ou prejudicar certos jogadores. Imaginem a Itália de 82 fazendo lançamentos longos para o Paulo Rossi para que o mesmo pegasse e a bola e partisse em direção à defesa adversária? Ele não era velocista e nem driblador, mas era um exímio definidor dentro da área. Portanto, para o aproveitamento de certas peças, o esquema deve ser repensado, com certeza. Parabéns pela coluna. Pode enviá-la ao Cuca.
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