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Posts com a Tag ‘tributo’
29ª Brasileiro: Tributo a Márcio Maracanazo Braga
terça-feira, 14 de outubro de 2008S.O.S. Valeriodoce
sábado, 9 de agosto de 2008O Valeriodoce Esporte Clube, um dos mais tradicionais clubes do interior de Minas Gerais, está muito próximo de ter de encerrar suas atividades no futebol profissional.
É preciso mudar sempre
terça-feira, 22 de julho de 2008Anderson Olivieri
Quando o assunto continuísmo é levantado, antes de mais nada, gosto de elevar minha gratidão aos “Perrelas”. A importância deles na gerência do clube na década de 90 e principalmente no início dos anos 2000 é inegável.
Parlamento Cruzeirense
sábado, 24 de maio de 2008Leopoldo Moura Jr.
A obtenção de recursos financeiros para montagem de grandes times e a forma do poder de decisão no Cruzeiro são temas recorrentes aqui no Páginas Heróicas Digitais. São assuntos interligados. Afinal, ninguém coloca, espontaneamente, dinheiro em algo em que não tenha a menor interferência na sua destinação.
Missiva de um hincha ferido
sábado, 10 de maio de 2008Meu caro Damas:
Estou cheio de serviço, graças a Deus! Como nenhum clube deste planeta me dá de comer, torcer não faz minha pressão arterial subir um ponto sequer. Pago meus tributos clubísticos. A um deles, com a carteira de sócio e um cartão cheio de estrelas. Ao outro, somente com as saudades de uma época, nada mais.
O que a dupla RapoCota fará com o Tim?
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008Leopoldo Moura Jr.
O que acontecerá com quem ganha a vida trabalhando do lado de fora do Mineirão? Como em toda atividade humana, há os flanelinhas bons e os ruins. O Tim é um dos bons e trabalha no Mineirão há mais de 20 anos.
Por um tributo cruzeirense a Ronaldo
sábado, 16 de fevereiro de 2008Lucas Delgado
É razoável o descontentamento de muitos torcedores com a má forma física com que Ronaldo Nazário se apresentou para disputar a Copa da Alemanha. Mas, diante do que se viu na competição, pergunto: Dentre os jogadores que formavam o famigerado quadrado mágico, quem foi melhor?
Felício e o bom problema
sábado, 9 de fevereiro de 2008Leopoldo Moura Jr.
Renovação de contrato de jogador de futebol às vezes vira novela. Se for craque, fica ainda mais difícil. Se forem vários, nem se fala. Problemão. Por aí, dá para imaginar as dificuldades que Felício Brandi enfrentava para administrar o Cruzeiro dos anos 60 e 70.
Todos Com a Nota: antiliberal, populista e eficiente
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008Artur Perrusi
“Futebol é resultado. O resto é crônica esportiva” — disse, se não me engano, Nélson Rodrigues. Mas como explicar alguns fenômenos de público, algumas fidelidades de torcida? Faço a seguinte hipótese: clube de massa, quando está no aperto, numa situação de emergência, muitas vezes a torcida chega junto. Não sei bem explicar o porquê, mas isso acontece (seria bem interessante dados e análises sociológicas e antropológicas).
A família real e os técnicos de futebol
sábado, 8 de dezembro de 2007Leopoldo Moura Jr.
Quando a família real chegou ao Brasil, uma das primeiras providências tomadas foi a abertura dos portos aos países amigos.
Duzentos anos depois, Dom João VI teria dificuldades em acabar com uma reserva de mercado fortíssima, talvez a única remanescente no país: a dos técnicos de futebol.
Virtude que está virando defeito
segunda-feira, 26 de novembro de 2007Leopoldo Moura Jr.
No milenar oráculo chinês “I Ching” as situações que estão de tal forma carregadas de energia (dada pela combinação dos elementos Yin e Yang) são transformadas no seu oposto. Penso que no Cruzeiro está acontecendo algo parecido.
A capacidade de vender bem os direitos de um jogador é uma qualidade inquestionável dos irmãos Perrella. No entanto, há um exagero. As negociações, em excesso, estão deixando de ser atividade “meio” para tornarem-se um fim em si mesmo. E assim, o feitiço está virando-se contra o feiticeiro.
Democracia para a Nação Cruzeirense!
terça-feira, 13 de novembro de 2007Leopoldo Moura Jr.
Pode parecer exagero, mas penso que o Cruzeiro é uma nação tão importante que deveria fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas – como membro permanente e com direito de veto.
Tributo à nova geração azul
terça-feira, 8 de maio de 2007O jogo da pizzaria definiu o torneio. Cruzeirenses mais velhos, conhecedores das manhas do futebol mineiro, desanimaram. Sair de casa pra assistir ao alvoroço das aves não seria programa decente para uma tarde de domingo. Mas tem sempre quem não acredite em bruxas. Muito menos em faniquitos de bigodes e trejeitos de juízes-torcedores.
No domingo mesmo, o Tadeu ligou: “Eu vou, tio!”. Ponderei: “As aves vão transformar o Mineirão num reduto delas.” Ele estava convicto: “Vou pagar pra ver. O Guilherme, o Douglas e um monte de colegas também vão lá empurrar o time.” Contei pro Pedro. Ele não vacilou: “Tô lá!”. Mais tarde, ligou o Zé: “O Bernardo pode ir com vocês?”
E lá fui eu com a turma de 20 anos. Não me arrependi. A PM e a Ademg garantiram a ordem. Atleticanos que haviam prometido invadir o setor cruzeirense afinaram. Morreram na praia com seus ingressos. Com ou sem fantasia, acharam prudente não encarar a Máfia. Ficaram livres de assistirem ao vexame do campeão do gelo.
Foi um baile. Seis mil cruzeirenses calaram 36 mil atleticanos. Menos o JVX e o Damião que mantiveram o pique em sua luta para animar os derrotados. Não adiantou. A “massa” permaneceu serena enquanto ia sendo devorada.
Em campo, os campeões da Copinha revelaram maturidade. Só foram contidos pela maior experiência do juiz. Percebendo que o poleiro ia desabar, o colorido apitador expulsou o Luizão. Só porque o becão fez um alongamento para se prevenir de possíveis cãimbras. Com os rivais, o juiz foi leniente. Permitiu unhadas, tapas e agarrões.
Mas o melhor nem foi a vitória. Tampouco os dribles do Leo Silva nos atônitos emplumados. Nem sequer o desespero do juiz diante da possibilidade de não dar conta do recado. Melhor, meus amigos, foi o silêncio sepulcral imposto pelos garotos valentes e pela Máfia Azul aos simpatizantes do General René Barrientos que passaram o tempo todo roendo unhas.
A nova geração azul traz nas veias o espírito guerreiro da Clara Nunes, da Salomé, do Francês e dos velhos palestrinos, João Ranieri e Nello Nicolai. Traz, também, o espírito jocoso do Aldair Pinto, do J. A. Ferrari, do Fialho Pacheco, do João Bomba e do Fubá.
Se o DMKT do Cruzeiro tiver prestado atenção, talvez perca menos tempo vangloriando-se de colocar escudo em caixa de leite. E troque factóides como o da faculdade do futebol pela criação de programas de fidelização e de incentivo dirigidos aos torcedores jovens.
Se os profissionais do clube se aliarem à torcida, a mídia de Beagá terá muito trabalho para tentar neutralizar a fúria da garotada cruzeirense.
Nenhuma outra torcida tem energia pra calar a rival, antes, durante e depois dos clássicos, como a cruzeirense. A vitória dos meninos celestes foi tão acachapante que nem depois do apito final os atleticanos se animaram. Cadê o foguetório? Cadê o buzinaço? Cadê a massa? A Máfia comeu.
A vitória da meninada no superclássico prescindiu de gestos violentos. Suas armas foram o gogó, a verve das canções debochadas, o espírito esportivo de quem sabe que nenhuma derrota é definitiva.
Foi uma lição de que nunca se deve desistir. De que é preciso lutar sempre pelo Cruzeiro, o mais querido do Brasil… Como eles cantaram o tempo todo, inclusive no intervalo do jogo.
Raposão e Maluquinho na Cruzeilândia
terça-feira, 24 de abril de 2007Leopoldo Moura Jr.
Outro dia discutimos aqui no blog a questão do Memorial do Cruzeiro. Uma das sugestões foi a de que a torcida se encarregasse da curadoria. Ela proporia e organizaria o acervo. Ao clube caberia oferecer a infra-estrutura.
Não sei se já existe algo em andamento, mas levando a idéia adiante, penso que o www.cruzeiro.org poderia abrir um espaço para as pessoas oferecerem sugestões e indicarem onde encontrar documentos e objetos interessantes.
Num estágio inicial, nenhuma doação seria concretizada. Até porque qualquer ação nesse sentido tem que ser feita de maneira formal e oficializada pelo Cruzeiro. Haveria apenas o registro das coisas, o que é muito importante para que não se percam com o passar do tempo.
A primeira questão a ser levantada diz respeito ao público-alvo preferencial, em termos de faixa etária. Acho que, sem excluir ninguém, o memorial deve dar prioridade ao público infanto-juvenil. Teríamos, assim, grande vantagem na luta pela conquista de novos corações e, ao mesmo tempo, daríamos mais dinamismo ao espaço.
Voltando ao começo, poderíamos recuperar a Cruzeirlândia (será que existe projeto?), idéia do presidente Felício Brandi. O memorial seria um misto de parque temático e museu. Não uma Disney, claro. Mas teria espaços para atrair a galera mirim com atividades lúdicas. Parte do acervo do material poderia ser transportado em ônibus ou caminhão para outras cidades.
Lembro que o Menino Maluquinho, criado pelo Ziraldo, é cruzeirense de Beagá. É da geração que viu Tostão, Dirceu Lopes e Piazza jogarem, como se viu no belo filme do Helvécio Ratton, estrelado pela Patrícia Pilar.
O Menino Maluquinho é muito legal. Formaria uma grande dupla com o Raposão.
Leopoldo Moura Jr., 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino morando em Toronto, Canadá.
Pedido de desculpas
sexta-feira, 20 de abril de 2007Leopoldo Moura Jr.
A história registra erros terríveis e irretratáveis. Guerras, genocídios e massacres foram executados em nome tudo: nacionalismos, religiões, culturas etc. Também há registro de erros que, mesmo sem matar ninguém, provocaram grandes injustiças.
Muitas vezes uma palavra dita num momento de desatino, a que todos estamos sujeitos, tem conseqüências imprevistas e devastadoras. É o caso de uma infeliz frase proferida pelo então presidente do Cruzeiro, César Masci. Lembro-me da época, mas não sei as palavras ao certo. O sentido seria o de que “a torcida celeste não sabia torcer”.
Foi um desabafo. E deveria ficar restrito a um disparate qualquer, não fosse pelo fato de ser relembrada também por, acreditem, alguns cruzeirenses. São cruzeirenses bem intencionados que, no desespero de ajudar o time, acabam prejudicando a instituição. O prejuízo fica muito maior.
São cruzeirenses apaixonados que se revoltam com comentários e, infelizmente, vaias da própria torcida que ocorrem durante os jogos. Ora, todos têm o direito de se manifestar. Mesmo que equivocadamente, como acontece com qualquer torcedor.
Não está certo afirmar que aqueles que cornetam e vaiam não sabem o que é futebol. Em especial no caso da torcida celeste, porque o cruzeirense já está pré-qualificado a entender de futebol. Afinal, ele já fez a melhor opção possível no mundo do ludopédio. É uma espécie de acerto original. Bom e promissor começo.
Assim, temos que ter paciência com os cruzeirenses impacientes. Eles podem, eventualmente, errar na forma de torcer, mas acertam no conteúdo, sempre.
Temos inúmeros exemplos da força e vibração da torcida do Cruzeiro e, por isso, não necessitamos do expediente ricuperiano utilizado frequentemente pelas cocotas: “o que é bom a gente mostra, o ruim a gente esconde”. Se há uns poucos que vaiam, vamos combatê-los numa boa, fazendo o que mais sabemos: apoiar o time em qualquer circunstância.
Voltando à famigerada frase. Já está comprovado que a repetição de uma mentira nunca vira verdade, mas dá um trabalho danado para combatê-la. Até a verdade aparecer, e ela sempre aparece, há que se lutar muito.
Um passo importante para o restabelecimento da verdade seria um pedido de desculpas do ex-presidente César Masci. Seria um gesto de grandeza, a exemplo do que fez o papa João Paulo II quando pediu, publicamente, desculpas pela omissão e silêncio de alguns católicos durante o holocausto da Segunda Guerra.
De minha parte, aceitaria o pedido de desculpas do ex-presidente. Afinal, trata-se de um cruzeirense.
Leopoldo Moura Jr., 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino morando em Toronto, Canadá.
Utilidade Pública
segunda-feira, 26 de março de 2007Leopoldo Moura Jr.
Na década passada, o então presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela, colocou o apelido de “rural” no Campeonato Mineiro. Foi uma forma depreciativa de tratar o que seria um campeonato “de pouca relevância” e “deficitário”. Achei que houve erro estratégico grave. Faltou visão de longo prazo – o que é meio raro, em se tratando do cartola cruzeirense. Geralmente ele tem acertado.
Talvez inspirado pelo sucesso do Cruzeiro nos torneios nacionais e internacionais, Copa do Brasil e Supercopa, Zezé não enxergou que acabar com os estaduais é secar a mina que tantos frutos rende ao futebol brasileiro e que o qualifica como um dos melhores do mundo, apesar da zorra administrativa: o jogador de bola.
Se a situação não anda boa para quem tem a condição de exportadores de talentos, não dá para imaginar como seria se tivéssemos que importar cabeças-de-bagres e refugos. Num acesso de bom senso, anos mais tarde, a CBF acabou com os regionais e deu força para os estaduais. Parece que foi pressionada pelas federações das regiões norte e nordeste do país. Ainda bem que o Brasil não é só o “Sul-maravilha”.
São os estaduais que, por sua abrangência, estimulam e movimentam centenas de times profissionais e, indiretamente, os amadores. É uma divisão de base gigantesca. Abro um parêntesis para dar um exemplo do que entendo como visão estratégica.
Há cerca de 10 anos, os dois gigantes da indústria de automóveis, a Toyota e a GM, seguiram rumos opostos: a Toyota continuou a acreditar nos carros híbridos (com 2 motores, a combustão e elétrico), apesar do alto custo. A GM, por outro lado, raciocinou toscamente e achou que não tinha sentido investir em algo que “dava prejuízo”.
A Toyota perdeu dinheiro com as vendas do híbrido, mas ganhou tremendamente com a imagem de que é uma empresa verde, que tem preocupação ambiental e busca poluir menos. Por essas e outras é que ela assumiu a liderança, sendo hoje a terceira maior dos EUA e dominando 15% de todo o mercado mundial.
Voltando ao futebol. O Campeonato Mineiro é extremamente importante e o Cruzeiro tem muito a ganhar, inclusive financeiramente, no longo prazo. Se pensarmos que uma cidade de porte médio (com população acima de 50 mil habitantes) tem como bancar um time pelo menos na 2ª divisão de um campeonato estadual veremos que, aqui em Minas, existem 59 municípios nessa condição, sem contar os da região metropolitana.
Refinando um pouco mais as contas: há 20 cidades com mais de 100 mil habitantes e em totais condições de ter um representante na 1ª divisão do Mineiro: Uberlândia, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba, Governador Valadares, Ipatinga, Sete Lagoas, Divinópolis, Poços de Caldas, Patos de Minas, Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Barbacena, Varginha, Conselheiro Lafaiete, Araguari, Itabira, Passos, Muriaé e Coronel Fabriciano. Dá para jogar fora esse potencial? Quanto dinheiro movimentaria essas cidades motivadas? Qual o efeito multiplicador de um jogo do Cruzeiro no interior? Porque um campeonato com apenas 12 clubes? É para que ele seja disputado rapidamente?
Uma solução interessante foi dada pela fórmula de pontos corridos em turno único, apresentada pelo Paulo Sanchotene neste blog, porque mantém as mesmas datas e amplia para 16 o número de clubes. Não custa tentar e encher a bola do interior. O futebol mineiro só tem a ganhar. E o Cruzeiro muito mais. Claro que temos que ampliar as fronteiras, mas as nossas bases estão aqui. Foi o Cruzeiro que, a partir de 1966, consolidou o conceito de Campeonato Mineiro. Até então, com todo respeito à nossa história e à tradição de clubes importantes como Valério, Uberaba, Uberlândia, Tupi, Caldense, entre outros, o nosso campeonato era muito mais metropolitano do que estadual, em termos de força de torcida.Os torcedores do interior naquela época, em sua maioria, eram de quais times? Os de BH ou os do Rio e São Paulo. Com muito custo, e vitórias, revertemos esse quadro, apesar dos enclaves ainda existentes na Zona da Mata e no Sul de Minas.
A presença do time é uma fonte importante para a conquista de torcedores. Ou vamos ficar dependendo apenas dos meios de comunicação? Em Três Pontas, onde vou com freqüência, é quase impossível sintonizarmos emissoras de BH. É mais fácil ouvir as do Rio e São Paulo. Pela televisão, então, nós já vimos que a emissora predominante quando passa jogos do futebol mineiro, nós cruzeirenses passamos raiva.
Não sei se todos esses argumentos são relevantes para a diretoria celeste rever seu ponto de vista. Como temos a grande maioria da torcida do interior e que merece ver regularmente o seu time de perto, temos o direito de decretar: assistir aos jogos do Cruzeiro é uma questão de utilidade pública! Tão importante quanto os investimentos que, por exemplo, a Cemig e a Copasa fazem em áreas que, no curto prazo, “não dão lucro”. Tão útil quanto a obrigação de os ônibus urbanos trafegarem em horários de menor movimento, nas grandes cidades. Ou, ainda, de uma farmácia ficar aberta nos finais de semana, nas cidades menores.
Leopoldo Moura Jr., 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino morando em Toronto, Canadá.
Um time realmente inesquecível
sábado, 24 de fevereiro de 2007Leopoldo Moura Jr.
O Bahia tornou-se o primeiro campeão brasileiro ao vencer a Taça Brasil – o Brasileirão da época – em 1959. Feito inédito para um clube fora do eixo Rio/São Paulo. Tão marcante que muita gente tenta compará-lo à conquista do mesmo torneio pelo Cruzeiro em 1966. Os que assim o fazem, muitas vezes, querem apenas reduzir a importância da revolução provocada pelo título celeste.
O fato de o Bahia ter sido o primeiro a quebrar o “monopólio”, não tira o mérito do Cruzeiro. Pelo contrário, comprova que a questão central não é “apenas” a precedência do título, mas, sobretudo, sua relevância em termos de mudança do curso da história. Justamente o que o time de Tostão conseguiu provocar.
O que ficou de cada conquista? O que veio depois? E olha que o Bahia foi o primeiro campeão brasileiro – de fato e de direito! Sem listar as mudanças a partir de 1966 (pretendo fazê-lo numa outra oportunidade), vou relatar um caso que ilustra bem a importância do título do Cruzeiro.
Em maio de 1999, conheci o Chulipa, gaúcho e gremista, num congresso em Boston. Gigante de quase 2 metros, ele ganhou o apelido jogando basquete nos anos 1970, no Rio Grande (como eles costumam dizer). Chegou até a ficar famoso. Não sei se pelo que jogava ou pelo boa-praça que é.
O fato é que, quando ficou sabendo que sou cruzeirense, Chulipa se entusiasmou e, em alto e bom som, declamou, como se fosse um poema: “Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neto, Wilson Piazza e Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira! Este time jogava bonito. Foi um dos melhores de todos os tempos”.
Seu único deslize foi errar o nome do Neco. De qualquer forma, não é admirável que, 33 anos depois, alguém se lembre da escalação completa de um time que nem é o seu? Só uma conquista muito marcante pode explicar isto.
Não perguntei ao Chulipa a escalação do Bahia de 59, mas sou capaz de apostar uma dúzia de acarajés que ele não seria capaz de lembrar-se de nenhum jogador do Esquadrão de Aço. Com todo respeito – e sem querer tirar o mérito da conquista baiana – alguém se lembra?
Leopoldo Moura Jr, 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino morando em Toronto, Canadá.
Por uma homenagem definitiva ao Tusta
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007Leopoldo Moura Jr.
Fiquei emocionado com o post sobre o Tostão. Temos que dar um desconto. porque o texto trata do maior ídolo da minha infância. E coisas da infância costumam ser as mais importantes.
Não é de hoje – já estou com 50 anos – que venho colecionando ídolos. Alguns vão e voltam em termos de relevância. Outros, evidentemente, são para sempre: Manuel Bandeira, Karl Marx, JK, Dirceu Lopes, Beatles, Mamas and Papas, Jesus Cristo, James Dean, a dupla Felício & Furletti, Pedro Nava, Freud, meus avós, meu tio Demóstenes, Pablo Neruda, Mercedes Sosa, Bruna Lombardi e Ivete Sangalo.
Mas o Tostão é um caso especial. Minha admiração e respeito pore le, se renovam a cada dia. Além de brilhar nas coisas que faz, o Tusta tem duas características raríssimas: coerência e o que eu chamaria de paz de espírito. Incrível como ele é um cara equilibrado. E sem ficar em cima do muro.
Não consigo imaginar outro lugar no mundo em que ele pudesse ter nascido que não fosse Minas Gerais.
Também só poderia ser jogador do Cruzeiro, clube mineiro por excelência, a começar pelo mascote, a raposa. As passagens que o Tostão teve pelo América-MG e Vasco não chegam a comprometer sua história já que seu pai era americano e a saída cruzmaltina foi motivada pelo autoritarismo do Yustrich.
Aqui, à distância – estou com minha família em Toronto, Canadá , para 8 meses estudos -, continuo torcendo e vibrando com o Cruzeiro, sobretudo por meio do www.cruzeiro.org. e do Páginas Heróicas Digitais.
E é por meio deles que gostaria de fazer uma sugestão. Como maior jogador celeste de todos os tempos, Tostão merece uma homenagem, digamos, definitiva.
É comum em alguns países, principalmente nos USA, homenagear os principais ídolos retirando seu número do uniforme. Se feita no basquete, como geralmente ocorre, a homenagem não enfrenta o problema da escassez de números ao longo dos anos. Afinal, são apenas 5 em quadra e a numeração vai até 100. No futebol é diferente, pois há mais jogadores e não é comum o uso de números muito altos.
Mas o maior problema é que essa homenagem, com a retirada do número, é feita pela ausência, o que é no mínimo uma impropriedade. Melhor opção seria manter o número, 8 no caso, mas gravado na camisa de maneira distinta dos outros (com linhas vazadas ou com cor e tamanho diferentes etc), de tal forma que a camisa que já foi vestida pelo Tostão tivesse um destaque.
Uma coisa desse tipo sei que agradaria ao Tostão, embora ele não vá incentivá-la publicamente. O que altera pouco. Partindo dele o retraimento não seria ofensa, mas independência em relação à diretoria do clube – qualquer que seja a diretoria.
Já fiz essa sugestão, há cerca de 4 anos, no site do clube. Não obtive resposta. Agora, gostaria de conhecer as opiniões dos leitores deste blogue.
Leopoldo Moura Jr, 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino morando em Toronto, Canadá.
Raposa é sabedoria
domingo, 4 de fevereiro de 2007Leopoldo Moura Jr
Esse bate-boca promocional entre cartolas é de uma irresponsabilidade total. Ainda mais nos dias de hoje, em que a violência campeia.
Do lado do Cruzeiro, é incompreensível e foge às tradições do clube e da mineiridade que nos é própria.
Provocações não combinam com raposa.
Raposa é serenidade, é trabalhar em silêncio e ganhar. Mineiramente.
Raposa lembra Tostão, JK, José Maria Alkmim e Milton Campos.
Já o galo faz o tipo daquele cara espaçoso que costuma incomodar a vizinhança.
O galo, com suas plumas, tem um jeitão carnavalesco, meio sem conteúdo. É só alegoria.
Galo lembra… Sei, lá… Desfiles de fantasia no Municipal?
Leopoldo Moura Jr, 50, cruzeirense, auditor de tributos, belo-horizontino.
As cores de 2007
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007Evandro mandou este artigo (+ provocação). É verdade, sociólogos não costumam acreditar em teorias conspiratórias, fadas, duendes anjos e, muito menos bruxas, pero… Se a cromoterapia da D. Monica, aprovada pelo nosso comentarista, der samba, vamos estudar a questão com afinco.
- “Sociólogos não crêem nestas coisas. São cartesianos demais para acreditarem teorias conspiratórias. Mas que pode dar rock, pode!” (Evandro Olveira)
Cores que regem 2007
Monica Buonfiglio
A cor regente de 2007 é o amarelo. O branco e o azul também estarão presentes.
Amarelo: essa cor representa a intensidade, a expansão, a rapidez e a inteligência. O amarelo manifesta o poder das divindades do além. Está relacionada ao aspecto masculino (yang), luz e vida. Essa cor tem uma tendência natural de ir ao encontro do “claro”, da luz. É considerada como um veículo para obtenção da sabedoria e inteligência. Além disso, propicia vigor e a proteção dos céus.
Está ligada à eternidade divina e há muitos séculos é associada “a cor de muitos deuses”. Também remete a idéia da “luz do ouro” e do caminho da comunicação ágil entre os seres humanos.
No Oriente, a cor amarela é uma espécie de mediadora entre deuses e homens. Como sua essência é divina, torna-se um atributo de poder para reis, príncipes e imperadores para proclamarem a origem divina do seu poder. O amarelo é a cor da eternidade, assim como o ouro é o metal da eternidade.
Branco: representa a pureza e a sinceridade. É a cor da paz de espírito, harmonia e equilíbrio. É a cor da iniciação, da revelação, da graça, do despertar, do entendimento e da Teofania – a manifestação de Deus.
Azul: é a cor que simboliza a verdade, a tranqüilidade e a compreensão. Também representa o trabalho e a prosperidade. Ela está associada à limpeza e a transparência de comportamento.
Fonte: http://esoterico.terra.com.br/especial2007/interna/0,,OI1297835-EI8041,00.html