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Não é Ronaldinho, é Ronaldão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.

Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.

Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.

Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.

No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.

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Mestre Zelão, ídolo da facção over 50

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

João Chiabi Duarte

Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.

Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.

Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.

Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.

A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3×3, em 26nov67.

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Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (I)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

O Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro em 1969, perdendo a Taça de Prata por ter um gol a menos de saldo que o Palmeiras no quadrangular final.

Este 2º lugar, contudo, bastava para que ele voltasse à Libertadores em 1970, mas a CBD vetou a participação dos brasileiros para não atrapalhar a preparação da Seleção para a Copa do Mundo.

De todo modo, o Cruzeiro teria dificuldades para disputar a competição, pois Fontana, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão foram convocados, em fevereiro, por João Saldanha, para os treinos da Seleção.

Apenas Dirceu e Zé Carlos, cortados por Zagallo, em maio, poderiam participar de parte da competição, que seria vencida pelo Estudiantes (1×0 e 0×0 contra o Peñarol na decisão).

Tostão, Piazza e Fontana só se reapresentariam ao clube em julho, após a Copa do México. Com tantos desfalques, o prejuízo técnico e financeiro seria inevitável.

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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (III)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

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O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.

Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.

A missão seria dificílima. O Nacional era o campeão uruguaio e o Peñarol, após vencer Real Madrid, no ano anterior, em Madrid (2×0) e em Montevidéu (2×0), campeão mundial.

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Ernesto Araújo, o Menino Azul da Vila

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Este é o Ernesto Araújo, o cara que ajudou a batizar este blog. Ao nome original, Páginas Heróicas, ele sugeriu que se agregasse o Digitais. E assim o PHD ficou com nome e sobrenome.

  1. Sua graça, sua praça: Ernesto Procópio Campos de Araujo. Nasci em Belo Horizonte, moro em Santos.
  2. Escola: Faculdade Estadual de Tecnologia da Baixada Santista, ligada à UNESP.
  3. Trampo: Webdesigner freelance.
  4. Hobby: Baterista e pseudo-comentarista de futebol.
  5. Como aprendeu a gostar de futebol? Jogando na praia, torcendo pela Seleção e pelo Cruzeiro.
  6. Time de infância: Morei em vários lugares do Brasil e pouco tempo em Belo Horizonte. Então na infância torci por diversos times. Incondicionalmente, nessa fase, só pela Seleção Brasileira. A equipe que disputou a Copa de 1982 é inesquecível.
  7. Por que o escolheu tantos times? Naquela época, não era fora de moda torcer pela Seleção e a Argentina era nossa eterna rival. Bem diferente dos dias de hoje. Com relação aos clubes, eu escolhia o melhor do momento e o trocava tão logo ele perdesse esta condição. Torci por times do Rio, de São Paulo e do Sul. Eu só conhecia o Cruzeiro pelas histórias que me pai contava, mas nunca o tinha visto jogar.
  8. Paixão pelo Cruzeiro: Nessa fase de criança, fui duas vezes com meu pai e irmão, assistir ao RapoCota no Mineirão, naquela fase difícil do início dos anos 80. Meu pai era cruzeirense fanático e, lógico, queria que o mesmo para nós. Contava diversas histórias sobre os times mágicos da década de 60 e 70.  Mas o que definiu mesmo minha preferência pelo Cruzeiro foi uma resposta a uma pergunta que fiz a ele um tempo depois, já mais consciente a respeito do Cruzeiro e do futebol em geral. Perguntei se o Cruzeiro já havia conquistado a Libertadores. A resposta foi sim. Nunca mais torci por outro clube. Era a confirmação que eu precisava de que tratava-se de uma equipe da prateleira de cima do futebol. A consolidação veio quando acompanhei e vibrei com os times celestes do final da década de 80 e início dos anos 90.
  9. Jogou futebol? Na praia, sempre joguei na defesa. Em times estruturados, fui beque central. Todo garoto quer ser o camisa 10, fazer mil gols, driblar o time adversário todo etc. Mas eu queria ser zagueiro… Ou primeiro volante! Meu negócio era roubar a bola do adversário. Na boa, sem pontapé. Eu era obcecado por chutes de longa distância, cruzamentos e lances de bola parada. Pra mim esses são os gols mais bonitos do futebol e lamento muito que não tenhamos um grande cobrador no time do Adílson. Além de tentar jogar, no nosso time de praia eu também era o capitão e estava sempre orientando e incentivando o pessoal durante a partida.
  10. Primeiros jogos num estádio: Foi no Maracanã. Vi alguns clássicos: Vasco e Botafogo, Flamengo e Vasco… O jogo de que me recordo melhor foi um que toda minha família, inclusive minha mãe, foi assistir só pra ver o Raul Plassmann, de quem meu pai sempre falava bem. Fiquei impressionado com o tamanho do estádio. O Flamengo perdia para o Moto Clube por 1×0 e o Zico empatou. De falta!
  11. Seu 1º jogo do Cruzeiro: Foram esses clássicos que citei, no início dos anos 80. Eu era garoto, não lembro bem dos resultados. Maso gigantismo do Mineirão também me impressionou bastante.
  12. RapoCota inesquecível: Todos os que vi o Cruzeiro ganhar. Vencer os rivais municipais é sempre bom. Falar que o Cruzeiro ganhou dos flanelinhas mesmo que seja em campeonato de bola de gude é excelente!
  13. E o esquecível? Por raciocínio análogo, todos que eu vi o Cruzeiro perder. Mas em especial os do início dos anos 80, que não vivenciei tão diretamente mas fico imaginando… Se hoje, totalmente humilhados e com uma torcida pequena os caras são chatos, imagine com uma torcida maior que a nossa e a gente com aqueles times inconsistentes. Osso!
  14. História de torcedor: A que contei no post Libertas quae sera tamen, aqui no PHD. Santos 1×2 Cruzeiro, domingo, 06dez09,17h, Vila Belmiro, Santos, 38ª rodada do Brasileiro 2009 – Público: 6.942 pagantes – Renda: R$100.585,00 – Juiz: – Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ) – Bandeiras: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert P. Moisés (RJ) – Amarelos: Leonardo Silva, Jonathan (Cru), Eli Sabiá (San) – Vermelho: Jonathan (Cru) – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan (Kleber); Elicarlos, Henrique, MARQUINHOS PARANÁ e Fernandinho (Cláudio Caçapa); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Thiago Heleno). Tec: Adilson Baptista / Santos: Felipe; Pará (Felipe Azevedo), Edu Dracena, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Kléber Pereira (André). Tec: Wanderley Luxemburgo
  15. Lembrança: Em 1987, eu já havia me decidido por acompanhar de vez o Cruzeiro. Havia latgado a “poligamia” envolvendo outras equipes e só tinha olhos para o Cruzeirão, que  tinha Gil, Claudio Adão, Eduardo e chegou às semi-finais da Copa União. Naquele ano, um sorteio ddcidia po jogo que a Globo transmitiria ao vivo e o Cruzeiro ganhou várias vezes… Eu morria de rir pensando que eles queriam Flamengo e Corinthians, mas tinham que colocar o Cruzeirão em rede nacional. E o pprimeiro jogo transmitdo foi Cruzeiro x Palmeiras, numa sexta à noite.
  16. Cruzeiro de Todos os Tempos: Não tem como colocar apenas 11 numa história em que cabe muita gente boa. Tantos craques, jogadores de raça e conquistas tidas às vezes como impossíveis… Então, opto por escolher o melhor time que eu vi jogar e que acompanhei com muito mais detalhes, o campeão da Tríplice Coroa, em 2003.
  17. Ídolos: De novo, é muita gente boa pra colocar num parágrafo. Tostão, sem dúvida. E dos que eu vi jogar: Dida e Alex 10. Treinador é o Adílson Batista. É a primeira vez que eu vejo um técnico ir um pouco além do mero “profissionalismo” dirigindo o Cruzeiro.
  18. Fosse presidente, o que faria para garantir o futuro do Cruzeiro? Investiria cada vez mais no programa Sócio do Futebol, criando várias faixas de planos, ações de marketing (vejam a atual do Vasco, onde somente os SF podem votar na escolha da nova camisa) e conscientizando o torcedor de que ele precisa ajudar a pagar a conta. O futebol ficou caro demais. Mas isso precisa vir acompanhado do único ingrediente que esses programas costumam menosprezar: a transparência. É preciso mostrar claramente a arrecadação e o destino dos recursos, inclusive com auditoria externa e independente. A comunicação com o “contribuinte” é fundamental para o sucesso do programa.
  19. Quem você lê na crônica esportiva? Praticamente só o PHD.
  20. Superstições de torcedor: Não menosprezar os adversários.
  21. O que o Cruzeiro precisa fazer para não perder seus melhores jogadores tão precocemente? Se fosse só o Cruzeiro que passasse por isso… O negócio é ter grana em caixa. Fora disso, não tem como segurar ninguém.
  22. Haverá lugar para os times mineiros no futebol do futuro? Cada dia fica mais difícil. A concentração no eixo Rio-SP está aumentando. Acredito que numa época não muito distante vamos chegar num ponto crítico, o qual vai demonstrar quem são os times top do Brasil. O Cruzeiro precisa chegar forte nesse momento e acho que ele está no caminho certo.
Tags: Adílson Batista, Belo Horizonte, Cruzeiro, Dida, Maracanã, Santos, Tostão

A atleticana Fátima e o cruzeirense Lukas

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Futebol é pra fazer amigos. Prova disto é que, em outubro, após uma troca de mensagens sobre futebol, livros e assuntos afins, ganhei uma nova amiga. E atleticana… Confiram:

  • Fátima – Onde consigo o livro Páginas Heróicas? Agradeço a atenção.
  • JS – Ele está esgotado, segundo a editora. Mas, com ajuda do Google, é possível encontrar alguma livraria que ainda o tenha pra vender. Se não encontrar, só esperando a Ediouro relançar a coleção Camisa 13. O livro do Cruzeiro deve sair com 100 páginas a mais e outras fotos. Só não sei exatamente quando.
  • Fátima – Olá, Jorge! Agradeço imensamente o retorno. Consegui achar o Páginas Heróicas  na Livraria FNAC, aqui em Curitiba. Vou presentear um cruzeirense fanático de 12 anos. Agradeço a atenção. Abs e sucesso, Fátima (torcedora do Atlético… Paranaense… eheheheheh)
  • JS – Foi um prazer ajudar. Mande a história desse jovem cruzeirense para o meu blog.
  • Fátima – Poxa, Jorge, será uma honra para o Lukas. Ele mora em Belo Horizonte e passará por Curitiba a caminho do Parque Beto Carreiro, semana que vem. Saberei detalhes da história dele com o Cruzeiro e, depois, te mando um escrito, ok? Agradeço tua generosidade. O garoto ficará feliz! Super abraço…
  • JS – Fátima, você é madrinha do Lukas?
  • Fátima – Não, sou apenas amiga do pai dele. Sou Bibliotecária. Nasci em Paranaguá, no litoral do Paraná. Agora já estou aposentada. Meus pais subiram a serra pra ganhar a vida e ficaram, pra sempre aqui, em  Curitiba. Por influência de meu pai, tornei-me atleticana. Neste Brasileiro, meu time está naquela zona de quem não vai para Sul-americana, nem será rebaixado. Não caindo, tá de bom tamanho…
  • JS – Boa sorte pro seu time, Fátima.
  • Fátima – Olá, Jorge! O Lukas esteve aqui no Paraná por três dias. Ele adorou o livro. E começou a leitura já na viagem de carro até Santa Catarina. Contei a ele os acontecimentos que me fizeram chegar até você e também da tua idéia de publicar a estória dele. Ele ficou empolgado e eu fiz algumas perguntas sobre a paixão dele pelo Cruzeiro. Veja aí como ficou. Agradeço a tua atenção, disposição e generosidade. Caso venha a publicar alguma coisa, por favor, me avise. Sucesso em todas as tuas realizações, Grande abraço sulista da Fátima. 
  1. Seu nome, sua escola? Lukas de Farias Sasaki, tenho 12 anos, faço a 6ª série no Colégio Santo Agostinho
  2. Seu time de coração… Cruzeiro, uai. Desde pequeno…
  3. Que situação ou pessoa o influenciou na escolha do time? Desde pequeno, fui incentivado por meu tio Alexandre e meu primo Gabriel, que são freqüentadores do Minierão. Um dia eles me levaram a um jogo do Cruzeiro e eu me encantei com a maior torcida de Minas.
  4. Sua família é toda cruzeirense? Quase toda. Tenho apenas dois tios que não gostam de futebol.
  5. Você participa de algum grupo ou comunidade de torcedores? Sim, da comunidade do Orkut.
  6. O que você acha do Mineirão? É um ótimo estádio, um dos maiores do Brasil. E é a casa do maior clube brasileiro do Século XX, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O Mineirão já foi palco de inúmeras páginas heróicas do Cruzeiro como a Libertadores de 97, a Copa do Brasil de 2000 e a de 2003 e o Brasileiro de 2003.
  7. Já foi a jogos do Cruzeiro fora de Beagá? Sim. Já vi meu Cruzeiro acabar com o Fluminense no Maracanã…
  8. Você costuma assistir aos treinos do Cruzeiro? Já alguns na Toca da Raposa II.
  9. Conhece pessoalmente algum jogador? Sim, vários do elenco atual.
  10. Coleciona alguma coisa relacionada ao Cruzeiro? Sim. Autógrafos dos jogadores e fotos do time.
  11. É melhor asssitir jogos no estádio ou pela televisão? No estádio. É bem legal ver o Cruzeiro marcar gols e a torcida vibrar…
  12. Qual é a sensação de fazer parte da torcida do Cruzeiro? Incrível! É uma torcida acostumada com títulos, apaixonada e vitoriosa…
  13. Como você acomapnha as notícias do Cruzeiro? Conversando com amigos e pelo site oficial do clube.
  14. Como são as discussões sobre futebol na escola? Os cruzeirenses sempre ganham, pois têm mais coisas pra contar. Meu time é vencedor, não é como o adversário que possui apenas um título de expressão.
  15. Quais são seis ídolos? Tostão, Alex, Sorín e Dirceu Lopes.
  16. O que você acha do time atual do Cruzeiro? O time é bom e está voltando jogar bem e vencer, após a derrota da Libertadores.
  17. Se fosse técnico faria alguma mudança no time? Melhoraria a lateral-direita e o ataque.
  18. O que você sonha para o Cruzeiro em 2010? Quero o tri da Libertadores.
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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Jogo solidário

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Leo Vidigal

À Procura de Eric (Looking for Eric), Inglaterra, 2009, Comédia, 1h56, 14 anos, direção de Ken Loach, com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, em exibição no Usina 3, Belo Horizonte, às 14h30, 16h50, 19h10 e 21h20.

Está em cartaz há algumas semanas em Belo Horizonte um pequeno grande filme que certamente vai interessar a todos os que frequentam este espaço.

Trata-se de À procura de Eric, do diretor inglês Ken Loach, obra peculiar, tanto na carreira do cineasta quanto na galeria dos filmes dedicados de alguma forma ao futebol.

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Santos 1×2 Cruzeiro: Papai Noel existe

domingo, 6 de dezembro de 2009

Em 5º lugar, com 59 pontos, ao Cruzeiro só interessa a vitória. E nem ela basta para conseguir uma vaga na Libertadores de 2010.

Será preciso que o  São Paulo para para o Sport, no Morumbi, ou o Palmeiras perca para o Botafogo, no Engenhão.

Fabrício, contundido, será o desfalque no time titular. Guerrón e Athirson, também contundidos, desfalcarão o banco de reservas.

Gilberto, suspenso, deve ser substituído por Bernardo, a última opção do treinador para a armação de jogadas.

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A torcida explodiu como se fosse gol

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mauro França

Podemos enumerar vários momentos marcantes da trajetória de Sorin com a camisa do Cruzeiro.

  • O gol na final da Sul-Minas, a festa do título e da sua primeira despedida;
  • A carta que ele escreveu para a torcida, quando já estava na Europa;
  • O gol no clássico pela Copa João Havelange de 2000, Cruzeiro 4×2 depois de sair perdendo por 2×0, o 3º, o da virada, e a sua comemoração alucinada;
  • A emoção que marcou a sua volta no ano passado, entre tantos outros.

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Do teclado à prancheta

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Brasil não é o País do Futebol. É o País dos Comentaristas de Futebol. 

No último censo, foram contados mais de 2 milhões de profissionais do pitaco tático.

Sem contar as dezenas de milhões de amadores. Caso, por exemplo, deste blogueiro que vos tecla.

Muitos desses caras poderiam ser treinadores. Deveriam ser.

João Saldanha foi. Apolinho foi. Geraldo Magela foi naquele célebre Tupi, de 1965.

E, se fossem, com quem os mais importantes se identificariam?

  1. Renatalino Maurício Prado seria Joel Natalino Santana. Ambos cariocassshhh da gema. Safos.  Maneirisimos. Divertidos.
  2. Juca seria Luxa. Ambos entendem barbaridade de bola. Mas entendem ainda mais de política. Dariam dois bons senadores.
  3. PVC seria Lazzaroni. Ambos baitas teóricos.
  4. Neto seria Gaúcho. Ambos boleirões.
  5. Evandrão não podendo ser Adílson por deficiência de voadora, seria Muricy pela rabugice.
  6. França seria Parreira pela educação e cultura.
  7. Marra seria Ricardo Gomes pela articulação e postura zen.
  8. Zé Trajano seria Hélio dos Anjos pelo estopim curto.
  9. JS seria Helenio Herrera por detestar futebol bunitim praticado por cabeças-de-bagre e por acreditar que a alma também joga.
  10. Caio Decoussau seria Caio Jr. ou, ao menos, teria a mesma personal stylist.
  11. Chiabi seria Andrade pelo culto à simplicidade.
  12. Geniba seria Yustrich pela truculência.
  13. Chaves seria Aderbal Lanna por conhecer o outro lado do futebol.
  14. Velho Damas seria Zico pelo carisma e pelo que um dia jogou…
  15. Calazans seria Evaristo de Macedo pelo eterno mau humor.
  16. Noriega seria Cuca pelo ar sofrido e a cabeça cheia de problemas.
  17. Leo Figueiredo seria Zé das Camisas pelo atleticanismo básico.
  18. Tostão seria Martim Francisco pelo conhecimento tático.
  19. Rosan seria Tite. Ambos ficaram ricos gastando o verbo e acreditando que, na reta final, o time emplaca.
  20. Sangre Azul seria Renê Simões. Ambos tentam levar a Costa Rica nas costas.
  21. OJ seria DJ. Especialistas em tirar time da zona e botar pra jogar ultramodernamente.
  22. Délio Instável seria Dunga. Ambos são malcriados.
  23. Alex Escobar seria Ney Franco. Ambos bons moços.
  24. PCV seria Autuori. Ambos filósofos.
  25. Márcio Guedes seria Apolinho. Pra eles, só existe futebol no Rio.
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Memorial do Cruzeiro: história, ciência e diversão

sábado, 3 de outubro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não sei se há alguém, no clube ou fora dele, cuidando de alguma coisa relacionada diretamente ao memorial ou museu do Cruzeiro. De todo modo, gostaria de debater algumas questões a respeito do assunto.

As minhas sugestões não chegam a ser nenhuma excepcionalidade, até porque, mais importante do que as idéias propriamente ditas é colocá-las em andamento, sem perda de tempo -mesmo que seja a nível de projeto.

Inicialmente, penso que o memorial celeste deveria ter dois objetivos principais: registro da história e conquista de novos adeptos. Assim, o museu seria estruturado focalizando as crianças e os jovens.

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Nocaute Jack, craque das voadoras e cambalhotas

sábado, 19 de setembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não conheço ninguém mais politicamente incorreto do que as crianças. Elas não perdoam e, se tiverem que zoar, zoam mesmo, sem piedade. Pode ser em razão de alguma extravagância física (nariz, boca, orelha, cabelo etc), de um fora qualquer (hoje falam “mico”) ou ainda da escolha infeliz de um time para torcer.

Eu não fui diferente. Na minha infância (anos 60), eu chegava a ser desumano com os galináceos. Não deixava escapar nada, mas não perdia muito tempo discutindo o futebol, propriamente dito. Claro, a discussão avançava pouco, porque de um lado havia Tostão, Dirceu Lopes e Piazza, por exemplo. Do outro, Laci, Grapete e Décio Teixeira. A gente ria, discutir o quê?

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A coletiva do blogueiro – Parte IV

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais um capítulo…

  1. Edu Mano - Quando você virá a São Paulo pra ver um jogo com o pessoal da Sampa Azul ou pra irmos ao Morumbi, Pacaembu ou Palestra testar a sorte do blogueiro? Contra o Barueri, talvez. Pode reservar o camarote e encomendar o uísque e os canapés (nada de camarão, por favor).
  2.   (mais…)

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A coletiva do blogueiro – Parte II

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

E segue o trololó…

  1. RdishComo mudou sua percepção dos jogos do Mineirão após a proibição de venda de bebida alcoólica? Pra melhor, uai, como a sua e a de todos os demias beberrões barrados no estádio… Entre 78 e 83, eu bebia muita cerveja, depois dos jogos, no Bar 22, pra esquecer o que havia acabado de presenciar. Nessa época, ajudei a salvar a vida de um componente da Banda do Bororó, que, extraviado, saiu pelo lado errado do corredor e encontrou um bando de cruzeirenses bêbados. Não fôssemos eu e meu amigo Jeromim, que entramos em luta corporal com a turba até a polícia chegar, o tocador de tarol teria sido morto. O  garoto saiu nos braços dos guardas com fratura exposta num braço. Depois dessa insanidade, passei a olhar a birita em campo de futebol com reservas. Hoje em dia, apoio a proibição, que devia se estender ao estacionamento também. Bêbado é um perigo. E gasta dinheiro à toa, pois nem vê o jogo. E, se vê, não capisca coisa alguma. 
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Quem iria e quem viria

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Perguntei a alguns amigos, torcedores de outros clubes, quais jogadores do Cruzeiro eles gostariam de levar para seus times.

E quais, dos times deles, nós deveríamos querer vestindo a azul-estrelada.

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Tags: Avaí, Brasil, Corinthians, Cruzeiro, Diego Renan, Fabrício, Fábio, Flamengo, Gil, gol, Henrique, jogadores, Jonathan, Jorge Henrique, Kléber, Libertadores, Marquinhos Paraná, Palmeiras, Ramires, Ronaldo, SIlas, torcedor, Tostão, Wagner

Novidade na Blogosfera

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Novidade na blogosfera! Agora, quem vai para os ares -no bom sentido- é o jornalista Alexandre Simões, do Hoje em Dia.

Pra entender melhor a proposta do Tabelinha, leiam, abaixo, o e-mail que ele me enviou.

Pra visitar o blog, procurem o link na seção Pesquisa da coluna ao lado.

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Tags: blog, Brasil, camisa, Cruzeiro, história, jogadores, Pesquisa, profissional, torcedor, Tostão

O Jogo do Embaixador

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Numa quinta-feira à tarde, 04set69, dois grupos armados -ALN e MR8- sequestraram o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em Botafogo, Rio de Janeiro.

Doze militantes, três deles famosos ainda hoje, o deputado Fernando Gabeira, o Ministro Franklin Martins e um ex-secretáro de governo gaúcho, Paulo de Tarso Wenceslau, participaram da ação armada.

O embaixador foi trocado por 15 presos políticos -Wladimir Palmeira e José Dirceu, entre eles-, soltos no México. 

O sequestro relatado em O que é isto, companheiro?, livro de Fernando Gabeira, levado às telas por Bruno Barreto, teve graves erros de logística e o cativeiro foi logo descoberto pela polícia.

Sem saber como devolver o sequestrado, após o governo militar aceitar a troca, os militantes resolveram levá-lo até à saida do Maracanã, no domingo 067set09, para se dispersarem em meio à multidão que estaria deixando o estádio por volta de 17h.

Esta parte do plano deu certo. Os policiais que monitoravam o resgate perderam o grupo de vista e, após uma troca de carros, o embaixador foi deixado no Largo da Segunda-feira, a poucas quadras do estádio, onde tomou um táxi para voltar à embaixada.

Importa, aqui, contudo, é contar que o Jogo do Embaixador foi um Fluminense x Cruzeiro.

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Banda Cruzeiro: show de bola na madrugada

domingo, 6 de setembro de 2009

Taí o show cruzeirense no Altas Horas:

  1. Hino do Cruzeiro
  2. Trem Azul
  3. Aqui é o País do Futebol

Aqui é o País do Futebol, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant, e lançada por Elis Regiona, é o tema de Tostão, A Fera de Ouro.

O filme, dirigido por Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite e narrado por Othon Bastos, é de 1970.

Trem Azul, de Lô Borges e Ronaldo Bastos, durante alguns anos, foi a vinheta das chamadas do Cruzeiro no CBN E.C.

Tags: CBN, Cruzeiro, Ronaldo, Tostão