Posts com a Tag ‘Teófilo Otoni’

1975, a minha Libertadores

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Toninho Almeida

Quando penso nos desafios da Libertadores, volto ao passado. Principalmente, à Libertadores que vivenciei como atleta do Cruzeiro, a de 1975.

É uma experiência diferente para qualquer atleta. Ainda mais para um daqueles tempos heróicos.

Com o vice-campeonato brasileiro de 1974, o time conquistou uma vaga pra disputa da competição sul-americana de 1975.

(mais…)

La Haciendita

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fazendinha, Azulão, Farião, Corcovado, Alçapão, Mamudão, vocês têm sócio novo no clube dos gramados esburacados e encharcáveis: La Bombonera.

Ou melhor, La Haciendita. Em Baires como em Tiotió, um pingo d’água basta pra acabar com o futebol. Em caso de dúvida, leiam o texto publicado na edição de hoje do La Nacion.

Arrã! Desnivelado como o Farião! Apertadinho como a Fazendinha! Encharcado como o Corcovado! Inseguro como o Alçapão! Trêmulo como o Mamudão!

Se soubéssemos disto antes, teríamos aprontado o maior chororô pela desclassificação na Libertas 2008. Ou muito me engano Sr. Charles Libertadores?

(mais…)

Chicken Run à mineira

quinta-feira, 11 de março de 2010

A animação inglesa é superior, mas esta versão mineira de Chicken Run até que não é de todo ruim.

As cocotas não querem voltar Teófilo Otoni pra jogar os 25 minutos restantes da partida que estão empatando por 2×2 contra o América local, apodado Dragão do Corcovado.

Que joguem quando se sentirem seguras, longe da máquina de fazer tortas da Família Tweedy. Ou quando o Dragão não precisar mais do resultado pra escapar da segundona.

(mais…)

Bola (cheia) na Área

sábado, 6 de março de 2010

José Eustáquio Elias

No Bola na Área deste sábado, na TV Alterosa,  Bruno Furtado, repórter do Portal Uai, dissecou o time do Atlético-MG.

O jornalista viu o que nós estamos vendo desde que o campeoníssimo Professor Luxa aportou em Beagá.

Como seu time tem jogado mal, o técnico cria factóides pra tirar o foco do trabalho que faz em parceria com um dirigente fora de órbita (meu ídolo, rsrsrs).

O analista de números da Itatiaia, Ricardo Judice, aproveitou o gancho pra também analisar a pouca produtividade do time riscado.

(mais…)

3ª Mineiro: Jajá, Carini e o Sol foram os destaques

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hugo Serelo

Foram 22 gols, média de 3.66 por partida. 49.279 pagaram ingresso, média de 8.213 pessoas por partida.

Ipatinga fez outra bela partida no Mineirão. Jajá, começa a se meter na luta pelo título.

Ituiutaba e Teófilo Otoni sediaram jogos sob o sol da manhã. Um crime.

Torçamos para que não seja necessário um atleta passar mal durante a partida pra isso ser mudado.

  1. Atlético-MG 1×1 Ipatinga, Mineirão (75.000), 28.749 pagantes – Jajá fez chacota da peneira uruguaia.
  2. Cruzeiro 4×2 Villa Nova, Mineirão (75.000), 8.960 pagantes – Se não mudar, o Leão vai miar baixinho nesse Mineiro.
  3. Uberlândia 4×1 Uberaba, Parque do Sabiá (50.000), 5.120 pagantes – Goleada no clássico BB (Berlândia e Beraba).
  4. América-TO 0×0 América-MG, Nassari Mattar (5.000), 3.431 pagantes – Sol forte e pouca técnica no jogo dos mequinhas.
  5. Tupi 5×1 Caldense, Mário Helênio (25.000), 2.277 pagantes – Showcolate em cima de uma irreconhecível Caldense.
  6. Ituiutaba 1×2 Democrata, Fazendinha (5.000), 742 pagantes – Pantera ficou só de boa com a liderança.
  • Artilheiros: 5: Ademílson (Tup). 3: Kleber (Cru).
  • Classificação: 1) Democrata, 7 – 2) Cruzeiro e Tupi, 6 – 4) América-MG e Atlético-MG, 5 – 6) Ipatinga e Uberaba, 4 – 8 ) Uberlândia e América-TO, 3 – 10) Caldense, 2 – 11) Ituiutaba e Villa Nova, 1. 

Módulo II

O Módulo II, mais conhecido como 2ª divisão, é composto por dois grupos. Os times entraram em suas respectivas chaves por um critério geográfico.

Assim, haverá pequenos clássicos locais que tornarão a disputa interessante.

Itaúna e Guarani protagonizaram um clássico emocionante, vencido, no finalzinho, pelo Cachorrão.

Como são 11 clubes na disputa, a Tombense folgou na rodada.

  • Jogos: Itaúna 3×2 Guarani; Poços de Caldas 2×1 URT; Valeriodoce 0×0 Formiga; Tricordiano 0×0 Funorte; Mamoré 1×0 Araxá.

Fontes: PHD e FMF.

Hugo Serelo, 22, cruzeirense e rio-branquense, factótum, nasceu em AAndradas, mora em Divinópolis.

N.B.: O Sol fez sua primeira vítima. Moisés, volante do América-MG, desmaiou em Teófilo Otoni.

América (Teófilo Otoni), o Dragão do Corcovado

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Flávio Salomão

HISTÓRIA

Em 12mai36, um grupo de amantes do futebol fundaram, em Teófilo Otoni, o América Futebol Clube.

Como as transmissões de futebol que ouviam eram das rádios cariocas, eles torciam para os times da então Capital Federal.

Por isto, na hora de batizar a nova agremiação, escreveram o nome dos grandes clubs do Rio em papéis que um deles tirou da cumbuca.

Deu América, por isto as cores e o escudo replicam as do time rubro da Tijuca.

Ao longo dos anos, o América revelou vários craques do futebol local como os goleiros, Lugão, Danilo, Gilson Titular; os defensores, Mário Brito, Danda, Caizinho; os meio-campistas, Pavãozinho, Délio, Marreco; os atacantes, Cadinho, Ivan Coló, Lubé, Ruizinho Soldado, Deusdete, Marquinhos e Nido.

O maior de todos, sem dúvida, foi Caruê, baiano de Alcobaça, cujo nome é lembrado até hoje pela torcida rubra como o maioral da região.

O povo da cidade diz que ele só não seguiu uma carreira profissional por absoluta falta de vontade.

Caruê foi um armador de técnica invejável, que conhecia os atalhos do campo como poucos.

Era exímio cobrador de faltas. Seus chutes certeiros e fortes deixavam atordoados goleiros de clubes profissionais que visitavam Teófilo Otoni.

Outros craques revelados pelo futebol de Teófilo Otoni, brilharam fora da cidade.

Nos anos 1960 e 1970, Toninho Almeida e Juarez jogaram na Academia Celeste, o mais famoso time da história do Cruzeiro.

(mais…)

Três pedidos e um espanto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezados Comentaristas do PHD:

  1. Por favor, não separem os textos dos comentários com parágrafos. Escrevam sem interrupções além das exigidas pela pontuação. Precisamos enxugar a área de comentários pra torná-la menos extensa e mais convidativa aos leitores.
  2. Quem se habilita a escrever os posts sobre os times do Campeonato Mineiro? Já recebi, do Flávio Salomão, de Teófilo Otoni, a história e as condições atuais do América Futebol Clube e de seu estádio.  Aguardo novas contribuições.
  3. Quem se dispõe a clicar em todos os links da coluna Blogosfera pra saber quais estão desativados? Endereços de clubes que disputarão o Mineiro e a Libertadores e de jornais das suas cidades também serão bem-vindos.

Aguardo a manifestação dos colaboradores.

Atenciosamente,

O Síndico

P.S.: Já são 15 os brasileiros mortos no Haiti e, até agora, o mundo do futebol nem tchum. Parece que Zidane e Ronaldo doarão parte da renda do jogo deles ao país do Caribe. Ontem, não houve sequer minuto de silêncio na Copinha. Será que o futebol não é deste mundo?

O Calendário Segundo João

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezado Jorge Santana,
 
Tive todo o cuidado e paciência para ler do princípio ao fim a proposta do Paulo Sanchotene.

Embora aparentemente baseada no calendário europeu creio que a proposta dele seja de difícil assimilação.

E mais, considerando o que se faz no Brasil, dificilmente ela teria a adesão de Rio e de São Paulo, que durante anos impedem que qualquer mudança seja feita no Brasil de forma a reduzir a dominação que exercem sobre o esporte mais popular do país, o futebol.

Creio haver outra solução, menos complexa, e capaz de levar, paulatinamente, à situação ideal.

Não me agrada a fórmula de Apertura e Clausura como existe em vários países sul-americanos, muito embora ela abra oportunidade para que todos os times campeonem.

A fórmula de pontos corridos chamada por você de Morrinhão é universal e justa, pois cada time joga uma vez em casa e outra fora.

Ora, somos um país continental e se te incomoda ver os tais times de empresário e sem torcida ocupando as vagas de Remo, Bahia, Santa Cruz, Paysandu ou Sport, há que se reconhecer que os tais chegaram lá por méritos técnicos.

Como equilibrar os conceitos?

Para mim não é fazendo campeonatos estaduais em 30 datas que se terá a solução. Teríamos morrinhões estadiais do mesmo jeito.

A solução passa pela massificação do esporte, com ligas classificando para os campeonatos estaduais de forma a se manter a atividade esportiva em todo o território nacional durante onze meses.

Desenvolvendo minha idéia, teríamos, nos mesmos moldes, de hoje:

  • a) Campeonatos Brasileiros de 4 Divisões com 20 times em cada uma. A Série E teria a participação de times do Brasil todo, regionalizada nas fases iniciais e bancada por quem quiser comprar o filé das Séries A e B.
  • b) Copa do Brasil: Com a participação dos times da Série A + campeões estaduais do ano anterior não constantes desta série + uma fase eliminatória que agruparia os outros times por ranking das federações estaduais até se completar 64 clubes. Os participantes da Libertadores eliminados até a fase de grupos se qualificariam para estas vagas.
  • c) Campeonatos Estaduais revitalizados, com uma fase preliminar englobando os campeões das ligas micro-regionais classificando 6 clubes para a composição de 12 times da disputa do estadual do ano seguinte. Os classificados entre a 7ª e 12ª posições anualmente seriam cabeças de chave destes hexagonais regionalizados. Teríamos, então, um campeonato regionalizado com 6 chaves de 12 times, competindo ao longo de todo o 2º semestre para se indicar os classificados para os estaduais do ano seguinte. Isto englobaria 78 times por estado no máximo… Não creio que tenhamos potencial para mais que isto no Brasil inteiro. Estes campeonatos estaduais classificariam os times para a Copa do Brasil.

Como ficaria o Campeonato Mineiro:

  1. Centro / Oeste: Belo Horizonte, Vespasiano, Divinópolis, Betim, Ouro Preto, Mariana, Formiga, Itaúna, Passos, São Sebastião do Paraíso, Nova Lima, Pedro Leopoldo etc.
  2. Centro / Norte: Sete Lagoas, Curvelo, Diamantina, Montes Claros, Pirapora, Janaúba, Conceição do Mato Dentro etc.
  3. Vale do Aço /Leste / Nordeste: Itabira, Ipatinga, Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Monlevade, Nova Era, Dionísio, São Domingos do Prata etc. 
  4. Sul: Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Itajubá, Tres Pontas, Pouso Alegre, Três Corações, São Lourenço, Lavras, Guaxupé, Alfenas etc
  5. Zona da Mata / Campos das Vertentes: Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Ponte Nova, Barbacena, Tombos, Muriaé, Barbacena, São João Del Rey etc.
  6. Triângulo / Alto Paranaíba, Noroeste: Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Araxá, Unaí, Patrocínio, Patos de Minas, Paracatu, Unaí, João Pinheiro etc.

Isto propiciaria a retirada de muitos jovens das ruas e a massificação do esporte, abertura de oportunidade para novos treinadores, árbitros etc.

Daria para encaixar no Calendário a Libertadores e a Sul-Americana, ambas classificando times para o Mundial de Clubes a ser disputado em Dezembro, com 16 clubes em estilo Copa do Mundo.

Por enquanto é isto. Preciso de mais tempo para elaborar mais esta proposição.

Att,
João Duarte Chiabi

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.