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Sobre máscaras e mascarados

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Marcel Fleming

Estou com sensação de “deja-vu”. O Atlético-MG pressiona, parece jogar melhor, apresenta certo domínio territorial, mas no final a Raposa, matreira, eficiente, come o galo.

Aí vêm os mascarados, que gostam de mascarar as coisas, a reclamar do árbitro, do aquecimento global, do excesso de chuvas, da herança maldita e todo outro tipo de evento externo para justificar a única e verdadeira razão para tantos rotineiros fracassos: a própria incompetência.

O problema do Atlético-MG e de seu treinador é realmente de máscara.

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Superliga de Vôlei: Santo André 0×3 Cruzeiro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ernesto Araújo

O Santo André, 11º colocado na Superliga, recebeu o Cruzeiro, agora vice-líder, no ABC, pela 5ª rodada do 2º turno. Ambas as equipes vinham de derrota por 3×2 e buscavam a reabilitação.

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Banana com a vaia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Começo a achar que muitos cruzeirenses mentem pra si mesmos quando dizem não precisar do rival citadino, que ele está perto de desaparecer, que não tem passado, presente e nem futuro.

Ora, se isto é verdade, por que não se concede a esse desencarnado direito ao descanso eterno?

Por que mantê-lo vivo na memória e na língua de dezenas de milhares de torcedores que frequentam o Mineirão?

Não importa qual seja o adversário do Cruzeiro, sempre haverá um grito, um refrão ou uma musiquinha contra o Clube de Lourdes.

Em várias ocasiões, o mascote do Campeão do Gelo é mais citado pelas arquibancadas celestes do que o próprio clube estrelado.

Faz sentido? Uma vez ou outra, vá lá, mas em todos os jogos, sinceramente, é de uma pobreza mental que dá medo.

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Jonílson: “Está na hora de voltar a ser grande”

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético-MG 1×3 Cruzeiro, no Mineirão, em 20fev10, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010.

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Tivemos uma boa arbitragem. Pode ter errado em determinados lances, mas não vejo por esse lado, não. O jogo foi bom e decidido pelos jogadores. É preciso parar de pressionar. Esse filme já conhecemos desde o ano passado. O Jurandy Gama Filho falou que iria tomar as  providências, porque no ano passado falavam que era uma quadrilha, enfim, uma coisa feia. Eu achei que o Fábio não tinha necessidade de sair, e o Leo foi muito inteligente no lance. Foi muita coordenação, percepção e raça. Foi um lance importante, que acabou salvando. Estava 0×0. Tivemos algumas dificuldades porque o Muriqui criou muito para cima do Diego, mas corrigimos isso com a entrada do Pedro. No 2º tempo, com a troca, a gente melhorou, teve mais consistência, eles tiveram chances e nós também. O gol do Leo deu tranquilidade, depois veio um lance decisivo do Roger. As coisas ficaram sob controle, foi justo pelo 2º tempo que nós fizemos. O Cruzeiro foi mais eficiente, acabou fazendo os gols de bola parada. O deles também foi assim. Em lance que a bola era nossa, eles ficavam esperando para jogar de contra-ataque. Foram algumas metidas de bola para o Tardelli e o Muriqui. Mesmo atrás do marcador, ficaram esperando o Cruzeiro também. O Roger entrou dentro de uma previsão, ainda não está cem por cento fisicamente, o que é normal, vinha de um outro tipo de competição. Tem que ter paciência, calma, mas é um jogador talentoso, pegou, virou, enfiou a bola, penetrou, bateu falta, bateu escanteio, segurou, cavou falta, tudo aquilo que conhecemos do atleta. Eu vou ter de arrumar lugar para muita gente. Mas o lugar que eu falo pra eles é aqui, no dia a dia, treinando. Não é amiguinho da imprensa, amigo do diretor, amigo do presidente, da torcida, da facção. Comigo não tem conversa. Conversa do atleta profissional é dentro de campo. Está bem, vai jogar. Não está, espera, aguarda a oportunidade. Mas eu tenho tempo suficiente. O Roger está entrando de cabeça, querendo, pela qualidade que tem.
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Atlético-MG 1×3 Cruzeiro: Vitória do equilíbrio

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Em 3º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro continua sem Fabrício, contundido, e não terá Wellington Paulista, suspenso devido ao 3º cartão amarelo recebido na rodada anterior.

No Atlético-MG, 6º colocado, com 5 pontos, não jogam Zé Luiz, contundido, e Cáceres, expulso na rodada anterior.

O jogo vale pouco em termos práticos, pois 8 dos 12 participantes do campeonato vão se classificar para os pleiofes.

Devido à rivalidade, contudo, este RapoCota será duro, disputado na técnica e, principalmente, na tática. Os técnicos jogarão até mais do que os jogadores.

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Não é Ronaldinho, é Ronaldão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.

Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.

Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.

Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.

No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.

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Champions League: hoje, tem oitavas de final

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mauro França

Uma boa pedida para quem está curtindo um carnaval caseiro é acompanhar o início das oitavas de final da Champions League.

Nessa terça, 16fev, os jogos são Lyon x Real Madrid, em Lyon, e Milan x Manchester, em Milão.

Na quarta, 17fev, jogam Porto x Arsenal, em Lisboa, e Bayern x Fiorentina, em Munique.

Os canais ESPN transmitem as quatro partidas, a partir das 17:30 h.

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Bernardo: “Este ano, só vou jogar futebol”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerrca do Caldense 0×2 Cruzeiro, no Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, em 13fev10, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010.

  1. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Futebol tem choque, futebol é para homem. Às vezes isso acontece, o importante é ter critério, calma. Os jogos no interior são mais truncados, a Caldense fez 20 faltas com apenas 30 minutos. O cartão vermelho foi em função de o Wellington ter subido no alambrado, não por falta maldosa. É claro que vamos conversar, pois precisamos terminar com os 11 jogadores e uma expulsão acaba sobrecarregando, pois o técnico tem que fazer alterações que não quer, por causa do desgaste. O importante é a vitória e, se não tirarem pontos da gente de novo, pois às vezes eles tiram, por enquanto estamos em 2º lugar. O time teve tranquilidade. Gilberto jogou bem, assim como o Bernardo, o Eli, que entrou bem pelo lado direito e o Eliandro. E os três lá atrás também estavam firmes. Importante era vencer o jogo. Agora, vamos descansar. Na terça-feira, a gente começa a pensar no clássico. Bernardo jogou bem, mas temos que ter calma. Vamos ter paciência, pois temos que ver contra quem que é e aonde que é. Essas coisas a imprensa precisa analisar. Quem foi o marcador? Eu vejo futebol assim. Às vezes se joga contra determinado adversário ou determinado marcador e já falam que é o Pelé. E Pelé não vai existir nunca mais.
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Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

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Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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Cruzeiro, líder da Superliga de Vôlei

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Prezado Jorge,

Assisti ontem, finalmente, a um jogo do Cruzeiro pelo Sportv e fiz uma resenha seguindo, mais ou menos, nos moldes das suas no pós-jogo de futebol. É uma maneira de incentivar o pessoal a acompanhar nosso time de vôlei. O título, claro, fica a seu critério.

Saudações cruzeirenses,

Ernesto Araújo

****

 
Depois de muito reclamar que não conseguia assistir os jogos do Cruzeiro Sada pela televisão (tem até um tópico sobre isso no Portal do Cruzeirense), finalmente, consegui ver Cruzeiro x Florianópolis, que o SporTV transmitiu, ao vivo, ontem, direto de Itabira-MG.

A partida foi válida pela abertura do 2º turno da Superliga masculina, cujo 1º turno teve como vencedor o nosso Cruzeiro.

1º Set

O tricampeão Florianópolis não viu a cor da bola. Errando bastante, foi presa fácil para o Cruzeiro que não tomou conhecimento dele.

Comandado pelo ponteiro Bruno Zanutto (11), o time de Marcelo Mendez enfiou logo 10 pontos de diferença, cravando um belo 25/15.

O lance mais legal do set foi uma largada desconcertante de Bruno, que levantou a platéia.

2º Set

O Florianópolis voltou mais motivado e chegou a estar na frente do marcador em alguns momentos.

O Cruzeiro errava muitos saques e algumas jogadas proporcionando pontos importantes ao adversário.

Diferentemente do futebol, no vôlei é possível ver e ouvir as instruções dos técnicos durante a partida. Assim, num pedido de tempo, Marcelo Mendez alertou os jogadores celestes para este problema.

Aos poucos, o Cruzeiro recuperou seu bom jogo com levantamentos precisos de Sandro (5) e ataques mortais do oposto Wallace (8) e do central Renato Felizardo (1).

Nos pontos finais ouvia-se claramente a torcida incentivando e gritando “Zeeeeerrooooo!”. Final de set: Cruzeiro 25×21.

3º Set

O Cruzeiro voltou um pouco mais relaxado e, em conseqüência, os erros voltaram a se repetir.

Do outro lado, o treinador do Cime Florianópolis fez algumas mudanças e seu time conseguiu abrir uma dianteira do placar.

Jamelão, atacante do time catarinense, virava a maioria das bolas e o set já começava a ficar comprometido quando, novamente com um pedido de tempo, o treinador cruzeirense organizou a reação.

Com instruções simples e sem afobação, ele fez seus atletas se recuperarem   na partida.

Num belíssimo lance, Sandro levantou uma bola rente à rede, de costas e com uma só mão, para o oposto Wallace  encher cravar o ponto azul, levantando a torcida.

Era o sinal para recuperação definitiva. Disputando o jogo ponto a ponto o Cruzeiro conseguiu tomar a dianteira no fim do set e, empurrado pela torcida, fechou o placar com um 25×23.

No final, houve uma festa geral em Itabira com o Raposão no meio da massa.

Considerações Finais

Foi um jogo emocionante, apesar do placar aparentemente folgado. O Cruzeiro mostrou equilíbrio nos momentos difíceis. No todo, foi claramente superior.

A torcida também participou muito, principalmente, no final dos sets quando o jogo ficava mais tenso e difícil.

Foi uma ótima iniciativa do Cruzeiro associar-se ao grupo Sada na montagem e manutenção dessa equipe.

No Portal do Cruzeirense, estamos discutindo como outros esportes, quando bem trabalhados podem ajudar na consolidação da marca do clube.

Não é fácil como alguns podem imaginar, mas com planejamento e visão algo pode ser feito para que o Cruzeiro seja realmente “Esporte Clube”.

Cruzeiro Sada 3×0 Florianópolis Cime, segunda, 08fev10, 18:30h, Itabira (MG), 1ª rodada, segundo turno da Superliga masculina 2010 – Transmissão: Sportv – Público: 3.589 pagantes – Cruzeiro: Sandro, Wallace, Bob e Bruno Zanuto, Douglas Cordeiro e Renato Felizardo e o líbero Polaco. Entrou Lucianinho. Tec: Marcelo Mendez / Florianópolis: Bruninho, Bob, Éder e Lucão, Thiago Alves e Renato e o líbero Mário Júnior. Entrou Ivan, Ialisson, Guilherme, Bernardo e Jamelão.

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Procópio, a raça e a classe de um dragão…

sábado, 23 de janeiro de 2010

Salinas-MG, 21mar39

  • “Procópio jogou de espora e penacho como um Dragão de Pedro Américo.”

A imagem que Nelson Rodrigues usava para incensar os heróis do Fluminense ajustava-se ao estilo imponente de Procópio Cardozo Neto.

E ficou perfeita na crônica do dia seguinte ao Fla x Flu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 22abr64, em que Procópio fez o gol de empate aos 41 do 2º tempo:

  • “O Flamengo vencia por 1×0 quando desarmei o centroavante Aírton, lancei o Carlos Alberto Torres e fui pro ataque. Nosso lateral foi à linha de fundo, cruzou e eu peguei a bola de primeira, ainda no ar.”

O jornalista Ruy Castro explica:

  • “Era assim mesmo, sem mencionar o quadro, na certeza de que seus leitores sabiam que Pedro Américo foi um pintor e que o Dragão a que ele se referia não era o do São Jorge, mas um dos Dragões da Independência -regimento de cavalaria que escoltou Dom Pedro I no dia do Grito do Ipiranga-, que o pintor retratou.”

Em 1968, numa mesa-redonda da TV Belo Horizonte, João Saldanha também confessou sua admiração pelo becão:

  • “Procópio joga no meu time.”

(mais…)

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O Calendário Segundo João

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezado Jorge Santana,
 
Tive todo o cuidado e paciência para ler do princípio ao fim a proposta do Paulo Sanchotene.

Embora aparentemente baseada no calendário europeu creio que a proposta dele seja de difícil assimilação.

E mais, considerando o que se faz no Brasil, dificilmente ela teria a adesão de Rio e de São Paulo, que durante anos impedem que qualquer mudança seja feita no Brasil de forma a reduzir a dominação que exercem sobre o esporte mais popular do país, o futebol.

Creio haver outra solução, menos complexa, e capaz de levar, paulatinamente, à situação ideal.

Não me agrada a fórmula de Apertura e Clausura como existe em vários países sul-americanos, muito embora ela abra oportunidade para que todos os times campeonem.

A fórmula de pontos corridos chamada por você de Morrinhão é universal e justa, pois cada time joga uma vez em casa e outra fora.

Ora, somos um país continental e se te incomoda ver os tais times de empresário e sem torcida ocupando as vagas de Remo, Bahia, Santa Cruz, Paysandu ou Sport, há que se reconhecer que os tais chegaram lá por méritos técnicos.

Como equilibrar os conceitos?

Para mim não é fazendo campeonatos estaduais em 30 datas que se terá a solução. Teríamos morrinhões estadiais do mesmo jeito.

A solução passa pela massificação do esporte, com ligas classificando para os campeonatos estaduais de forma a se manter a atividade esportiva em todo o território nacional durante onze meses.

Desenvolvendo minha idéia, teríamos, nos mesmos moldes, de hoje:

  • a) Campeonatos Brasileiros de 4 Divisões com 20 times em cada uma. A Série E teria a participação de times do Brasil todo, regionalizada nas fases iniciais e bancada por quem quiser comprar o filé das Séries A e B.
  • b) Copa do Brasil: Com a participação dos times da Série A + campeões estaduais do ano anterior não constantes desta série + uma fase eliminatória que agruparia os outros times por ranking das federações estaduais até se completar 64 clubes. Os participantes da Libertadores eliminados até a fase de grupos se qualificariam para estas vagas.
  • c) Campeonatos Estaduais revitalizados, com uma fase preliminar englobando os campeões das ligas micro-regionais classificando 6 clubes para a composição de 12 times da disputa do estadual do ano seguinte. Os classificados entre a 7ª e 12ª posições anualmente seriam cabeças de chave destes hexagonais regionalizados. Teríamos, então, um campeonato regionalizado com 6 chaves de 12 times, competindo ao longo de todo o 2º semestre para se indicar os classificados para os estaduais do ano seguinte. Isto englobaria 78 times por estado no máximo… Não creio que tenhamos potencial para mais que isto no Brasil inteiro. Estes campeonatos estaduais classificariam os times para a Copa do Brasil.

Como ficaria o Campeonato Mineiro:

  1. Centro / Oeste: Belo Horizonte, Vespasiano, Divinópolis, Betim, Ouro Preto, Mariana, Formiga, Itaúna, Passos, São Sebastião do Paraíso, Nova Lima, Pedro Leopoldo etc.
  2. Centro / Norte: Sete Lagoas, Curvelo, Diamantina, Montes Claros, Pirapora, Janaúba, Conceição do Mato Dentro etc.
  3. Vale do Aço /Leste / Nordeste: Itabira, Ipatinga, Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Monlevade, Nova Era, Dionísio, São Domingos do Prata etc. 
  4. Sul: Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Itajubá, Tres Pontas, Pouso Alegre, Três Corações, São Lourenço, Lavras, Guaxupé, Alfenas etc
  5. Zona da Mata / Campos das Vertentes: Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Ponte Nova, Barbacena, Tombos, Muriaé, Barbacena, São João Del Rey etc.
  6. Triângulo / Alto Paranaíba, Noroeste: Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Araxá, Unaí, Patrocínio, Patos de Minas, Paracatu, Unaí, João Pinheiro etc.

Isto propiciaria a retirada de muitos jovens das ruas e a massificação do esporte, abertura de oportunidade para novos treinadores, árbitros etc.

Daria para encaixar no Calendário a Libertadores e a Sul-Americana, ambas classificando times para o Mundial de Clubes a ser disputado em Dezembro, com 16 clubes em estilo Copa do Mundo.

Por enquanto é isto. Preciso de mais tempo para elaborar mais esta proposição.

Att,
João Duarte Chiabi

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27ª CAN, Grupo D: Eto’o, Katongo, Ovono

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mauro França

Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia.

CAMARÕES

  • Outra grande potência africana. Vai para a sua sexta Copa, recorde na África. Camarões disputa pela 16ª vez as finais de CAN, sétima consecutiva. Depois de 1982, só ficou de fora uma vez, em 1994. Chegou à final seis vezes, conquistando 4 títulos (1984, 1988, 2000, 2002). Foi vice em 2008, batido pelo Egito. Tem ainda um título de campeão olímpico, em 2000. É o 1º do ranking africano e o 11º do mundial. Camarões tropeçava nas eliminatórias quando o francês Paul Le Guen foi contratado, em julho de 2008. Sob o seu comando a equipe se recuperou, venceu quatro jogos consecutivos e garantiu vaga na Copa. Feito que lhe valeu a renovação do contrato até o final deste torneio. Eto’o (Inter de Milão), em sua sexta CAN, é o grande astro dos Leões Indomáveis, que contam ainda com os experientes Rigobert Song (Trabzonspor), capitão da equipe, e Geremi (Newcastle).  Bassong (Tottenham), contundido, é a ausência mais sentida. A preparação final foi feita em Nairobi, Quênia.

GABÃO

  • Fez boa campanha nas Eliminatórias, a ponto de sonhar com a vaga na Copa, mas foi ultrapassado por Camarões nas duas rodadas finais. Volta à fase final da CAN depois de uma década ausente, na sua quarta participação. Seu melhor resultado foi chegar às quartas-de-final em 1996, que espera ao menos igualar. O Gabão, em conjunto com a Guiné Equatorial, sediará a próxima CAN. Ocupa a 8ª posição no ranking africano e a 48ª no mundial. Desde 2006 o treinador dos Panteras é Alain Giresse, ex-jogador da França, que montou uma equipe sem grandes estrelas, mas forte no conjunto. O atacante Daniel Cousin (Hull City) é o principal destaque, ao lado do experiente goleiro Didier Ovono (Le Mans) e do trio formado pelos irmãos Aubameyang, Catilina (sem clube), Willy (Avellino) e Pierre-Emerick (Lille). No último amistoso de preparação, Gabão venceu Moçambique por 2×0.

ZÂMBIA

  • Em sua 14ª presença em finais de CAN, o objetivo é alcançar ao menos as quartas-de-final. Pode parecer modesto, mas desde 1996, quando foi 3º, Zâmbia não passou da fase de grupos nas cinco edições que participou. Seus melhores resultados são dois vices, em 1974 e 1994. Ocupa o 17º posto do ranking africano, 84º do mundial. O técnico é o francês Herve Renard, desde maio de 2008. O sucesso dos Chipolopolos (Balas de Cobre, no idioma bemba) depende do desempenho dos irmãos Katongo, Christopher (Armenia Bielefeld), atacante, e Felix (Mamelodi-RSA), meia. Outro destaque é o goleiro Mweene (Free States Stars-RSA). Oito jogadores atuam na África do Sul e sete em times de segunda linha da Europa. No último amistoso, Zâmbia empatou com a Nigéria, 0×0, em Durban, África do Sul.

TUNÍSIA

  • A Tunísia teve a vaga na Copa nas mãos. Precisava apenas de uma vitória sobre Moçambique na última rodada, fora de casa, mas perdeu e foi ultrapassada pela Nigéria. Foi a primeira Seleção africana a vencer em Copas, em 1978 (3×1 sobre o México).  Participou de 4 Copas (1978, 1998, 2002, 2006) e chega a sua 14ª final de CAN, da qual foi campeã em 2004, quando sediou pela 3ª vez a competição. Ocupa o 10º lugar no ranking africano e o 53º no mundial. O fracasso nas eliminatórias levou a Federação tunisiana a trocar o português Humberto Coelho por Faouzi Benzarti, treinador do Esperance de Túnis. 16 dos 23 convocados, por sinal, jogam no país. O zagueiro Haggui (Hannover-96) e o meia Darragi (Esperance), são os destaques.
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O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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A festa dos vizinhos

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Jornalistas de todo o continente elegeram os melhor futebolistas das Américas, na enquete promovida, anualmente, pelo El País, de Montevidéu.

Pelo segundo ano consecutivo, Verón foi eleito o Rei da América. Os argentinos deram banho na concorrência. 

  • Goleiro: Miguel Pinto (Universidad de Chile, chileno)
  • Beques: Neicer Reasco, LDU, equatoriano) Leandro Desabato (Estudiantes, argentino) Nicolás Otamendi (Velez, argentino)
  • Volantes: Gary Medel (Boca, chileno) Edison Méndez (LDU, equatoriano) JS Verón (Estudiantes, argentino) Nicolás Lodeiro (Nacional, uruguaio)
  • Atacantes: Humberto Suazo (Monterrey, chileno) Salvador Cabañas (América, paraguaio) Cláudio Bieler (LDU, argentino)
  • Técnico: Marcelo Bielsa (Chile, argentino)
  • Craques: Verón, 109 votos, Méndez, Suazo, 64, Desabato, 52, Bieler, 48.  O melhor brasileiro, Adriano, ficou em 20º lugar com 17 votos.
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A atleticana Fátima e o cruzeirense Lukas

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Futebol é pra fazer amigos. Prova disto é que, em outubro, após uma troca de mensagens sobre futebol, livros e assuntos afins, ganhei uma nova amiga. E atleticana… Confiram:

  • Fátima – Onde consigo o livro Páginas Heróicas? Agradeço a atenção.
  • JS – Ele está esgotado, segundo a editora. Mas, com ajuda do Google, é possível encontrar alguma livraria que ainda o tenha pra vender. Se não encontrar, só esperando a Ediouro relançar a coleção Camisa 13. O livro do Cruzeiro deve sair com 100 páginas a mais e outras fotos. Só não sei exatamente quando.
  • Fátima – Olá, Jorge! Agradeço imensamente o retorno. Consegui achar o Páginas Heróicas  na Livraria FNAC, aqui em Curitiba. Vou presentear um cruzeirense fanático de 12 anos. Agradeço a atenção. Abs e sucesso, Fátima (torcedora do Atlético… Paranaense… eheheheheh)
  • JS – Foi um prazer ajudar. Mande a história desse jovem cruzeirense para o meu blog.
  • Fátima – Poxa, Jorge, será uma honra para o Lukas. Ele mora em Belo Horizonte e passará por Curitiba a caminho do Parque Beto Carreiro, semana que vem. Saberei detalhes da história dele com o Cruzeiro e, depois, te mando um escrito, ok? Agradeço tua generosidade. O garoto ficará feliz! Super abraço…
  • JS – Fátima, você é madrinha do Lukas?
  • Fátima – Não, sou apenas amiga do pai dele. Sou Bibliotecária. Nasci em Paranaguá, no litoral do Paraná. Agora já estou aposentada. Meus pais subiram a serra pra ganhar a vida e ficaram, pra sempre aqui, em  Curitiba. Por influência de meu pai, tornei-me atleticana. Neste Brasileiro, meu time está naquela zona de quem não vai para Sul-americana, nem será rebaixado. Não caindo, tá de bom tamanho…
  • JS – Boa sorte pro seu time, Fátima.
  • Fátima – Olá, Jorge! O Lukas esteve aqui no Paraná por três dias. Ele adorou o livro. E começou a leitura já na viagem de carro até Santa Catarina. Contei a ele os acontecimentos que me fizeram chegar até você e também da tua idéia de publicar a estória dele. Ele ficou empolgado e eu fiz algumas perguntas sobre a paixão dele pelo Cruzeiro. Veja aí como ficou. Agradeço a tua atenção, disposição e generosidade. Caso venha a publicar alguma coisa, por favor, me avise. Sucesso em todas as tuas realizações, Grande abraço sulista da Fátima. 
  1. Seu nome, sua escola? Lukas de Farias Sasaki, tenho 12 anos, faço a 6ª série no Colégio Santo Agostinho
  2. Seu time de coração… Cruzeiro, uai. Desde pequeno…
  3. Que situação ou pessoa o influenciou na escolha do time? Desde pequeno, fui incentivado por meu tio Alexandre e meu primo Gabriel, que são freqüentadores do Minierão. Um dia eles me levaram a um jogo do Cruzeiro e eu me encantei com a maior torcida de Minas.
  4. Sua família é toda cruzeirense? Quase toda. Tenho apenas dois tios que não gostam de futebol.
  5. Você participa de algum grupo ou comunidade de torcedores? Sim, da comunidade do Orkut.
  6. O que você acha do Mineirão? É um ótimo estádio, um dos maiores do Brasil. E é a casa do maior clube brasileiro do Século XX, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O Mineirão já foi palco de inúmeras páginas heróicas do Cruzeiro como a Libertadores de 97, a Copa do Brasil de 2000 e a de 2003 e o Brasileiro de 2003.
  7. Já foi a jogos do Cruzeiro fora de Beagá? Sim. Já vi meu Cruzeiro acabar com o Fluminense no Maracanã…
  8. Você costuma assistir aos treinos do Cruzeiro? Já alguns na Toca da Raposa II.
  9. Conhece pessoalmente algum jogador? Sim, vários do elenco atual.
  10. Coleciona alguma coisa relacionada ao Cruzeiro? Sim. Autógrafos dos jogadores e fotos do time.
  11. É melhor asssitir jogos no estádio ou pela televisão? No estádio. É bem legal ver o Cruzeiro marcar gols e a torcida vibrar…
  12. Qual é a sensação de fazer parte da torcida do Cruzeiro? Incrível! É uma torcida acostumada com títulos, apaixonada e vitoriosa…
  13. Como você acomapnha as notícias do Cruzeiro? Conversando com amigos e pelo site oficial do clube.
  14. Como são as discussões sobre futebol na escola? Os cruzeirenses sempre ganham, pois têm mais coisas pra contar. Meu time é vencedor, não é como o adversário que possui apenas um título de expressão.
  15. Quais são seis ídolos? Tostão, Alex, Sorín e Dirceu Lopes.
  16. O que você acha do time atual do Cruzeiro? O time é bom e está voltando jogar bem e vencer, após a derrota da Libertadores.
  17. Se fosse técnico faria alguma mudança no time? Melhoraria a lateral-direita e o ataque.
  18. O que você sonha para o Cruzeiro em 2010? Quero o tri da Libertadores.
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Bernardo não é um eremita

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bernardo está indo para o Al Ittihad, da Arábia Saudita. É outra revelação mal aproveitada pelo Cruzeiro.

Não me lembro ao certo do jogo, foi um de seus primeiros no time de cima, em que ele fez algumas gracinhas com a bola e levou puxão de orelha público do treinador Adílson Baptista, na coletiva.

Naquele momento, percebi que o garoto não teria futuro no clube.

Ou teria, mas a troco de perder a espontemeidade, joganado só pra equipe e estas coisas que a gente tá cansado de saber como funcionam no futebol dos dias que correm.

Compreendo as exigências do professor. Pra ele, existe o todo, o time, não a individualidade.

Mas, dependendo do talento que se tem em mãos, o técnico deve relaxar dar liberdade ao jovem pra inventar um pouco.

Como aconteceu no jogo de despedida de Sorín, em que ele saiu-se bem num ambiente de pouca competitividade.

Há de aparecer comentarista dizendo que o garoto está perdido, leva vida desregrada e cousa e lousa. Como se outros, ricos e famosos, também não fizessem o mesmo.

Jovens talentosos, ávidos por fazer carreira são os mais indicados pra comporem o elenco na condição de reservas imediatos.

Neles, talento, fôlego e paciência pra esperar a vez formam combinação perfeita. De baixo custo.

Mas se insistirem fazer de Bernardo um eremita, um tímido cumpridor de ordens táticas, um pagador de promessas isolado dos prazeres do jogo, vão perdê-lo.

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Só pra contrariar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os etiquetistas queriam o Marcelinho Paraíba no Cruzeiro. ZZP nem tchum! Deixou o meia-atacante ir pro Lyonzinho.

Odair José queria Adílson fora. Lendo as avaliações positivas do Tusta sobre o treinador, ZZP renovou o contrato do técnico.

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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