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Viva Zapata!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O futebol foi inventado por ingleses, aperfeiçoado pelos platinos e reinventado pelos brasileiros.

É obra coletiva. E popular. Mas, hoje em dia, só espertalhões e ricos faturam com ele.

Cartolas eternizados em federações e clubes, empresários, televisões, jogadores de alto nível, cronistas esportivos famosos, patrocinadores e gerentes de cartéis de futebol são os maiores beneficiários desta arte popular.

E para o povo? Nada! Necas de catibiriba. Nenhum retorno.

Ao contrário! O 2º clube mais popular deztepaiz já está cobrando R$200 por um ingresso. Isto enquanto enche as burras com patrocínios milionários.

Tá uma farra.

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Tags: blog, brasileiros, flagelo, ingleses, Nordeste, Orlando Tamayo, Orlando Zapata, platinos, Sorín

Fãs clubes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Estas Páginas Heróicas Digitais abrigam verdadeiros fãs clubes de jogadores, treinadores, dirigentes, torcedores e até dos mascotes do Cruzeiro. E até de adversários, tamanha é a generosidade de alguns torcedores.

Eis alguns dos fãs clubes formados:

  1. Geração Copinha 2007 – Síndico, Celeste, Naldo
  2. Daniel Tijolo – Sobrinho, França, Arísio, Chiabi, Chaves, Geniba
  3. Marcinho Bochecha – Walterson
  4. Joabe – Chaves
  5. Juninho – Evandro, Velho Damas
  6. Leo Silva – Chiabi, Evandro
  7. Alex 10 – Todo mundo
  8. Fábio – Evandro, Velho Damas, Hugo, Naldo
  9. Adílson Baptista - Radicchi, Simone, França, Frede, Walfrido, Naldo, Ernesto, Olivieri, King Arthur, Arísio, Moema, Othon, Marc3lo, Seixas, Celeste
  10. Marquinhos Paraná – Síndico, Hugo, Hermes, Frede, França, Renato-SP, Flávio Carneiro, Vidigal, Moema, Seixas, Marc3lo, Douglas
  11. Araújo – Síndico, Hugo, Chiabi
  12. Nenê – King Arthur
  13. Jajá – Hugo
  14. DJ – Dylan
  15. Bernardo – Celeste
  16. Jonathan – Arreguy, Elias, Chiabi
  17. Cris – Síndico, Ernesto, Romarol. Naldo
  18. Raposão & Raposinho – Elias, Chaves, Síndico, Beth, Flávio Carneiro, Leopoldo
  19. Maluf – King Arthur
  20. Sorín – Schulman, Evandro, Beth, Olivieri, Walfrido, Dylan, Renato-SP, Flávio Carneiro, André, Vidigal, Romarol, Leopoldo, Carlão Azul, Marc3lo, Simone, Naldo
  21. Ramires – Quase todo mundo
  22. Thiago Heleno – Silvério, Simone
  23. Espinoza – Simões
  24. Bokirroto – Elian
  25. Apodi – Odair José
  26. Domingues - King Arthur, Odair José
  27. Jadílson – Odair José
  28. Marcel – Odair José
  29. Rômulo – King Arthur, Odair José
  30. Dylan – Geniba
  31. Geniba – Dylan
  32. Síndico – Juliana
  33. Autuori – Velho Damas, Odair José
  34. WP – Olivieri, Geniba
  35. ZZP – Velho Damas, Geniba, Chaves, Clemenceau, Louback, Sobrinho, Dylan, Chiabi, Celso, Carlão Azul
  36. Jussiê – Walfrido
  37. Celso – Celso
  38. Luxa – Dylan
  39. Ronaldo – Olivieri, Beth, Leopoldo
  40. Jefferson – Vinícius, Hugo
  41. Henrique – França, Walterson
  42. Weldon – Olivieri
  43. Andrey – Olivieri
  44. Wagner – Sobrinho, Chaves, Geniba
  45. Thiago Ribeiro – Malafaia, Arreguy
  46. Beque argentino - Um monte de gente 
  47. Gladiador – Chaves, JJ
  48. Dioguardi – Chaves, Simone
  49. Marcelo Ramos – Olivieri, Romarol
  50. Valdir Barbosa – King Arthur
  51. Máfia Azul – Ianni
  52. TFC – Othon, Seixas
  53. Samuel Rosa – Rodrigo Gomes, Çangre Açul
  54. Lô Borges – Rosan, Celeste, Síndico
  55. Charles – França, Síndico
  56. Levir – Elias, Evandro
  57. Gabiru – Evandro
  58. Guilherme – Olivieri, Celeste, Simone
  59. Ney Franco – Chiabi
  60. Trio elétrico – Walfrido, Síndico

As incrições continuam abertas. E as mudanças de fã clube ainda são permitidas.

Quem não estiver se sentindo bem em seu fã clube, por gentileza, manifeste-se para que as mudanças sejam feitas.

Tags: Adílson, Adversários, Andrey, Arreguy, Autuori, Bernardo, blog, Chiabi, clubes, Cruzeiro, Cruzeiro.Org, dirigentes, elenco, Fábio, França, Fred, Geniba, gladiador, Guilherme, Henrique, Jajá, jogadores, Jonathan, Luxa, Maluf, Marcinho, Marquinhos Paraná, Máfia Azul, Mundo, Ramires, Rômulo, Reina, Ronaldo, Sorín, SP, Thiago Heleno, Thiago Ribeiro, torcedor, torcedores, treinador, Valdir Barbosa, Vinícius, Wagner, Walterson

Nota baixa

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Hoje, o Superesportes deu a notícia de que Sorín recebeu seis meses de salário sem jogar.

Anunciou o fim da carreira em junho, mas teria continuado a receber salários até dezembro.

Passadas algumas horas, o título da matéria mudou e os esclarecimentos oficiais do clube foram agregados a ela.

Muitos cruzeirenses ficaram indignados com o repórter Bruno Furtado, autor da matéria.

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Tags: atlético-mg, Bruno Furtado, Datafolha, despedida, Sorín, Superesportes, UAI

O elenco dos Anos Zero

domingo, 3 de janeiro de 2010

Alguém sabe se existe algum site em que seja possível consultar os elencos ano a ano?

Fiz uma rápida pesquisa em alguns jogos no site Futpédia. Eis uma relação do que passou pelo Cruzeiro de 2000 a 2009 (peguei um ou dois jogos por ano + alguns nomes de memória).

 O que eu queria mesmo era uma divisão por semestre, para pelo menos identificar a base de cada time, mas acabei misturando tudo…

Moema Fox

  • 2000 – André Doring, Jefferson, Fábio, Fabiano, Glayssinho, Rodrigo Posso, / Zé Maria, Fernandinho, Maicon, Clebão, Alexandre, Marcelo Djian, Luisão, Márcio, Cris, Sorin, Alonso, Rodrigo, / Marcos Paulo, Ricardinho, Donizete Oliveira, Donizete Amorim, Viveros, Rony, Mancuso, Cleber Monteiro, Wendel, Valdo, Alê, Paulo Isidoro II, Sérgio Manoel, / Geovanni, Muller, Jackson, Oséas, Fábio Júnior, Marcelo Ramos, Zé Roberto,  Renato Cella, Cristian, Leandro, Alex Mineiro, Deílton. Tec: Paulo Autuori, Marco Aurélio, Luiz Felipe Scolari
  • 2001 – Bosco, Jefferson, André Doring, / Maguinho, Maicon, Luizinho Netto, Neném, Rodrigo, Cris, Luisão, Bill, Irineu,  Alex Xavier, João Carlos, Clebão, Márcio, Fernandinho, Sorín, Beto, Maxwell, William Boaventura, Alex Santos, / Marcos Paulo, Ricardinho, Alê, Cléber Monteiro, Joelson, Leandro, Viveros, Mancuso, Abedi, Diego, Alex 10, Marcus Vinícius, / Edmundo Animal, Geovanni, Jussiê, Rincón, Augusto Recife, Jorge Wagner, Muller, Oséas, Marcelo Ramos, Adriano Chuva, Sérgio Manoel, Alessandro Cambalhota , Leonardo, Kanu, Edmílson, Wandeir.  Tec: Luiz Felipe Scolari, Paulo Cesar Carpeggiani, Ivo Wortmann, Darlan Schneider, Marco Aurélio
  • 2002 – Gomes, Jefferson, Gleguer, Alexandre Favaro, Gomes/ Ruy Cabeção, Maicon, Alemão, Cris, Luisão, Marcelo Batatais, Irineu, João Carlos, Thiago Gosling, Sorín, Leandro Silva, Jorginho Paulista, Rondinelli, Alex Santos, / Augusto Recife, Danilo, Victor Quintana, Fernando Miguel, Viveros, Ricardinho, Paulo Miranda, Vander, Alex 10, Wendel, / Lucas, Jussiê, Marcelo Ramos, Fábio Júnior, Joãozinho, Lúcio, Alessandro Cambalhota, Kanu, Wandeir, Edílson. Tec: Marco Aurélio, Wanderley Luxemburgo
  • 2003 – Gomes, André Doring, Artur Moraes, Alexandre Favaro, / Maurinho, Maicon, Cris, Luisão, Edu Dracena, Thiago Gosling, Gladstone, Irineu, Marcelo Batatais, Leandro Silva, Emerson Nunes, / Itaparica, Leo Silva, Cleber Monteiro, Augusto Recife, Maldonado, Felipe Melo, Sandro Sarará, Jardel, Paulo Miranda, Martinez, Márcio, Marcinho, Wendel, Alex 10, Zinho, Marcinho, / Aristizábal, Kanu, Diego, Jussiê, Deivid, Mota, Márcio Nobre, Marcelo Ramos,  Tiago Pereira, Alex Dias, Alex Alves.  Tec: Wanderley Luxemburgo
  • 2004 – Gomes, Artur Morais, Doni, Thiago Braga, Alexandre Favaro, Gatti, / Maurinho, Marco Aurélio, Alessandro, Maicon, Ruy Cabeção, Alemão, Michel, Marcelo Batatais, Cris, Edu Dracena, Marcelo Batatais, Bruno Quadros, Gladstone, Irineu, Régis, Leandro Silva, / Leandro, Martinez, Mancuso, Jardel, Sandro Sarará, Martinez, Augusto Recife, Wendel, Márcio Hahn, Marcinho, Maldonado, Alex 10, Walter Minhoca, Adriano Gabiru, / Rivaldo, Guilherme, Jussiê, Lima, Dudu, Tápia, Fred, Schwenck, Kanu, Márcio Diogo, Alex Dias. Tec: Wanderley Luxemburgo, PC Gusmão, Marco Aurélio, Ney Franco
  • 2005 – Fábio, Artur Morais, Thiago Braga, Gatti, / Maurinho, Ruy Cabeção, Michel, Jonathan, Edu Dracena, Gladstone, Marcelo Batatais, Irineu, Moisés, Argel, Leandro Eusébio, Patrick, Athirson, Anderson Paim, / Victor Júnior, Fábio Santos Vidaloka, Martinez, Marabá, Maldonado, Diogo Mucuri, Diogo Duran, Lopes Tigrão, Kelly, Francismar, Wagner, / Kerlon, Weldon, Diego Clementino,  Adriano Gabiru, Fred, Jean, Alecsandro, Wando Tiririca, Daniel Morais, Adriano Louzada, Tadeu, André Luiz Leite. Tec. Levir Culpi, PC Gusmão
  • 2006 – Fábio, Lauro, Juninho, Flávio Guedes, / Jonathan, Michel, Luizinho, Luizão II, Gladstone, Edu Dracena, Teco, Thiago Heleno, André Leone, André Luis Chefão, Júlio César, Anderson Santana, / Augusto Recife, Aldo Souza, Paulinho Dias, Evandro, Fábio Santos Vidaloca, Leo Silva, Jonílson, Diogo Duran, Leandro Bonfim, Martinez, Sandro Sarará, Francismar, Elson, Wagner, / Geovanni, Kerlon, Alecsandro, Elber, Araújo, Ferreira, Gil, Fábio Pinto, Carlinhos Bala, Jonathas, André Luiz Leite, Diego Silva, Adriano Rodrigues. Tec. PC Gusmão, Oswaldo de Oliveira
  • 2007 – Fábio, Lauro, Gatti, Bruno Pianissola, Flávio Guedes, / Gabriel, Mariano, Jonathan, Peter, Ângelo, Herick, Eliézio, Simões, Wellington, Rodrigão, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Luizão II, Gladstone, Wellington, Leandro Amaro, Edimar, Alemão, Maicon II, Fabio Santos, Anderson Imaturo, Fernandinho, João Victor, / Renan, Jardel, Aldo Souza, Daniel Tijolo, Luiz Alberto, Sandro Sarará, Leo Silva, Paulinho Dias, Charles, Ramires, Leandro Domingues, Maicossuel, Ricardinho, Wagner, Marcinho Bochecha, Fernando Oliveira, Tallys, / Diego Clementino, Kerlon, Geovanni, Guilherme, Araújo, Rômulo, Roni, Nenê, Alecsandro, Pedro Júnior, Fellype Gabriel, Marcelo Moreno, Vinícius Lopes. Tec: Paulo Autuori, Emerson Ávila, Dorival Júnior
  • 2008 – Fábio, Andrey, Rafael, Bruno Pianissola, / Jonathan, Apodi, Carlinhos, Maurinho, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Thiago Martinelli, Thiago Gosling, Espinoza, Wellington, Jadílson, Fernandinho, Espinoza, / Sandro Manoel, Elicarlos, Marquinhos Paraná, Fabrício, Charles, Ramires, Wagner, Henrique, Camilo, Gerson Magrão, Bruno, Luiz Alberto, Zé Eduardo, Marcinho Bochecha, Leo Silva, Pablo, Luís Fernando Sales, / Fabinho, Reinaldo Alagoano, Guilherme, Weldon, Rômulo, Joabe, Marcel, Diego Clementino, Thiago Ribeiro, Jonathas, Jajá, Wanderley, Reina. Tec: Adílson Batista
  • 2009 – Fábio, Andrey, Rafael, Flávio Guedes, / Jonathan, Patric, Jancarlos, Gustavo Schiavolin, Anderson Beraldo, Leonardo Silva, Cláudio Caçapa, Gil, Thiago Heleno, Neguete, Diego Renan, Gerson Magrão, Vinícius, Radar, / Pablo, Marquinhos Paraná, Henrique, Fabrício, Elicarlos, Fabinho, Uchoa, Wagner, Fernandinho, Camilo, Athirson, Bernardo, Gilberto, Leandro Lima, Raphael Luz, / Kleber Gladiador, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Guerrón, Eliandro, Dudu, Soares, Zé Carlos, Alessandro do Lotação. Tec: Adílson Batista

N.B.: Faltam muitos nomes. Vamos ajudar a Moema a completar a lista (2000 je 2001 á pesquisei). Em negrito, quem chegou a uma Copa do Mundo, jogando ou não.

Tags: Adílson, Adílson Batista, Adriano, Anderson Beraldo, Andrey, Athirson, Autuori, Bernardo, Caçapa, chuva, Cláudio Caçapa, Copa, Copa do Mundo, Cruzeiro, Diego Renan, Dudu, Elber, elenco, Eliandro, Elicarlos, Fabinho, Fabrício, Fábio, Fernandinho, Fred, Gerson Magrão, Gil, Gilberto, gladiador, Guerrón, Guilherme, Gum, Gustavo Schiavolin, Henrique, Jajá, Jancarlos, Joãozinho, Jonathan, Leo Fortunato, Leonardo Silva, Lima, Luizão, Luxemburgo, Mancuso, Marcelo Moreno, Marcinho, Marquinhos Paraná, Mineiro, Moreno, Mundo, Neguete, Paulo Autuori, Pedro, Pesquisa, Rafael, Ramires, Rômulo, Reina, rival, Santos, Sol, Sorín, SP, Thiago Heleno, Thiago Ribeiro, Vila, Vinícius, Wagner, Wanderley, Wellington Paulista, Zé Carlos

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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A atleticana Fátima e o cruzeirense Lukas

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Futebol é pra fazer amigos. Prova disto é que, em outubro, após uma troca de mensagens sobre futebol, livros e assuntos afins, ganhei uma nova amiga. E atleticana… Confiram:

  • Fátima – Onde consigo o livro Páginas Heróicas? Agradeço a atenção.
  • JS – Ele está esgotado, segundo a editora. Mas, com ajuda do Google, é possível encontrar alguma livraria que ainda o tenha pra vender. Se não encontrar, só esperando a Ediouro relançar a coleção Camisa 13. O livro do Cruzeiro deve sair com 100 páginas a mais e outras fotos. Só não sei exatamente quando.
  • Fátima – Olá, Jorge! Agradeço imensamente o retorno. Consegui achar o Páginas Heróicas  na Livraria FNAC, aqui em Curitiba. Vou presentear um cruzeirense fanático de 12 anos. Agradeço a atenção. Abs e sucesso, Fátima (torcedora do Atlético… Paranaense… eheheheheh)
  • JS – Foi um prazer ajudar. Mande a história desse jovem cruzeirense para o meu blog.
  • Fátima – Poxa, Jorge, será uma honra para o Lukas. Ele mora em Belo Horizonte e passará por Curitiba a caminho do Parque Beto Carreiro, semana que vem. Saberei detalhes da história dele com o Cruzeiro e, depois, te mando um escrito, ok? Agradeço tua generosidade. O garoto ficará feliz! Super abraço…
  • JS – Fátima, você é madrinha do Lukas?
  • Fátima – Não, sou apenas amiga do pai dele. Sou Bibliotecária. Nasci em Paranaguá, no litoral do Paraná. Agora já estou aposentada. Meus pais subiram a serra pra ganhar a vida e ficaram, pra sempre aqui, em  Curitiba. Por influência de meu pai, tornei-me atleticana. Neste Brasileiro, meu time está naquela zona de quem não vai para Sul-americana, nem será rebaixado. Não caindo, tá de bom tamanho…
  • JS – Boa sorte pro seu time, Fátima.
  • Fátima – Olá, Jorge! O Lukas esteve aqui no Paraná por três dias. Ele adorou o livro. E começou a leitura já na viagem de carro até Santa Catarina. Contei a ele os acontecimentos que me fizeram chegar até você e também da tua idéia de publicar a estória dele. Ele ficou empolgado e eu fiz algumas perguntas sobre a paixão dele pelo Cruzeiro. Veja aí como ficou. Agradeço a tua atenção, disposição e generosidade. Caso venha a publicar alguma coisa, por favor, me avise. Sucesso em todas as tuas realizações, Grande abraço sulista da Fátima. 
  1. Seu nome, sua escola? Lukas de Farias Sasaki, tenho 12 anos, faço a 6ª série no Colégio Santo Agostinho
  2. Seu time de coração… Cruzeiro, uai. Desde pequeno…
  3. Que situação ou pessoa o influenciou na escolha do time? Desde pequeno, fui incentivado por meu tio Alexandre e meu primo Gabriel, que são freqüentadores do Minierão. Um dia eles me levaram a um jogo do Cruzeiro e eu me encantei com a maior torcida de Minas.
  4. Sua família é toda cruzeirense? Quase toda. Tenho apenas dois tios que não gostam de futebol.
  5. Você participa de algum grupo ou comunidade de torcedores? Sim, da comunidade do Orkut.
  6. O que você acha do Mineirão? É um ótimo estádio, um dos maiores do Brasil. E é a casa do maior clube brasileiro do Século XX, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O Mineirão já foi palco de inúmeras páginas heróicas do Cruzeiro como a Libertadores de 97, a Copa do Brasil de 2000 e a de 2003 e o Brasileiro de 2003.
  7. Já foi a jogos do Cruzeiro fora de Beagá? Sim. Já vi meu Cruzeiro acabar com o Fluminense no Maracanã…
  8. Você costuma assistir aos treinos do Cruzeiro? Já alguns na Toca da Raposa II.
  9. Conhece pessoalmente algum jogador? Sim, vários do elenco atual.
  10. Coleciona alguma coisa relacionada ao Cruzeiro? Sim. Autógrafos dos jogadores e fotos do time.
  11. É melhor asssitir jogos no estádio ou pela televisão? No estádio. É bem legal ver o Cruzeiro marcar gols e a torcida vibrar…
  12. Qual é a sensação de fazer parte da torcida do Cruzeiro? Incrível! É uma torcida acostumada com títulos, apaixonada e vitoriosa…
  13. Como você acomapnha as notícias do Cruzeiro? Conversando com amigos e pelo site oficial do clube.
  14. Como são as discussões sobre futebol na escola? Os cruzeirenses sempre ganham, pois têm mais coisas pra contar. Meu time é vencedor, não é como o adversário que possui apenas um título de expressão.
  15. Quais são seis ídolos? Tostão, Alex, Sorín e Dirceu Lopes.
  16. O que você acha do time atual do Cruzeiro? O time é bom e está voltando jogar bem e vencer, após a derrota da Libertadores.
  17. Se fosse técnico faria alguma mudança no time? Melhoraria a lateral-direita e o ataque.
  18. O que você sonha para o Cruzeiro em 2010? Quero o tri da Libertadores.
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Bernardo não é um eremita

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bernardo está indo para o Al Ittihad, da Arábia Saudita. É outra revelação mal aproveitada pelo Cruzeiro.

Não me lembro ao certo do jogo, foi um de seus primeiros no time de cima, em que ele fez algumas gracinhas com a bola e levou puxão de orelha público do treinador Adílson Baptista, na coletiva.

Naquele momento, percebi que o garoto não teria futuro no clube.

Ou teria, mas a troco de perder a espontemeidade, joganado só pra equipe e estas coisas que a gente tá cansado de saber como funcionam no futebol dos dias que correm.

Compreendo as exigências do professor. Pra ele, existe o todo, o time, não a individualidade.

Mas, dependendo do talento que se tem em mãos, o técnico deve relaxar dar liberdade ao jovem pra inventar um pouco.

Como aconteceu no jogo de despedida de Sorín, em que ele saiu-se bem num ambiente de pouca competitividade.

Há de aparecer comentarista dizendo que o garoto está perdido, leva vida desregrada e cousa e lousa. Como se outros, ricos e famosos, também não fizessem o mesmo.

Jovens talentosos, ávidos por fazer carreira são os mais indicados pra comporem o elenco na condição de reservas imediatos.

Neles, talento, fôlego e paciência pra esperar a vez formam combinação perfeita. De baixo custo.

Mas se insistirem fazer de Bernardo um eremita, um tímido cumpridor de ordens táticas, um pagador de promessas isolado dos prazeres do jogo, vão perdê-lo.

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Diogo Lara, cruzeirense racional

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Diogo Lara é um torcedor racional. Embora seja pouco mais que um garoto, pensa e age  como se fosse um sujeito vivido, calejado, experimentado.

Ele aprendeu a conciliar amor pelo clube com capacidade de raciocinar. Não é fácil. Confiram sua trajetória de fanático com olhos bem abertos.

  1. Nome, data de nascimento, cidade onde mora. Diogo Pinto Lara, 25ago82, Belo Horizonte. Moro no Bairro Santa Rosa, em Niterói-RJ.
  2. Nome dos pais e irmãos e o que eles fazem? Ronei, comerciante de veículos, e Cirlene, professora do ensino fundamental. Não tenho irmãos.
  3. Onde vc estudou? Colégio Militar de Belo Horizonte e Escola de Economia da UFMG.
  4. Profissão? Economista. Trabalho no BNDES.
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A torcida explodiu como se fosse gol

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mauro França

Podemos enumerar vários momentos marcantes da trajetória de Sorin com a camisa do Cruzeiro.

  • O gol na final da Sul-Minas, a festa do título e da sua primeira despedida;
  • A carta que ele escreveu para a torcida, quando já estava na Europa;
  • O gol no clássico pela Copa João Havelange de 2000, Cruzeiro 4×2 depois de sair perdendo por 2×0, o 3º, o da virada, e a sua comemoração alucinada;
  • A emoção que marcou a sua volta no ano passado, entre tantos outros.

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O público do Cruzeiro

sábado, 5 de dezembro de 2009

Levantamento do jornalista Gilmar Laignier, publicado no Superesportes em 30nov09, revela o público e a renda do Cruzeiro jogando em casa nesta temporada.

Médias de público pagante e de renda:

  • Campeonato Mineiro: 18.335 torcedores e R$320.029,61
  • Copa Libertadores: 41.269 torcedores e R$1.125.333,43
  • Campeonato Brasileiro: 21.993 torcedores e R$374.210,32
  • Números dos 35 jogos: 24.897 torcedores e R$510.445,62.

Como os Diários Associados não ficaram sabendo do jogo Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, na despedida de Sorín, este jogo não está computado.

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Atlético 1×1 Cruzeiro: Mais luta do que inspiração

sábado, 21 de novembro de 2009

Em 6º lugar, com 55 pontos, o Cruzeiro pode subir até duas posições se vencer a partida. Guerrón, suspenso, desfalca o time.

Em 15º lugar, com 43 pontos, o Atlético ainda corre risco de rebaixamento. Rafael Miranda, lesionado, será o desfalque do rubronegro paranaense.

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A. Kfouri: “Esta é uma das mais belas histórias…”

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Comentários de blogueiros e jornalistas sobre a festa de despedida de Sorin -Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão-, em 04nov09:

  1. Leandro Mattos, em seu blog : Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 05, falei sobre Sorín aqui no ‘Girando a Bola’. O argentino desembarcava em Belo Horizonte, carregado pela torcida celeste no aeroporto de Confins. Veio para se recuperar de uma lesão no joelho direito, com a esperança de voltar a defender a camisa estrelada, como já tinha feito antes, com raça e identificação com o clube azul. Quis o destino que o reencontro durasse pouco, pelo menos dentro de campo. No final de julho deste ano, cansado das lesões e da falta de oportunidades que elas significaram com Adílson Batista, o ídolo disse tchau para o mundo da bola. Foi um adeus sentido pela torcida. O argentino era um dos raros exemplos no futebol atual de jogadores que experimentam ligação mais estreita com as cores que defendem. Era diferente da maioria que não vê problemas em beijar um escudo à cada seis meses. Gente que troca de clube e de juras como se trocasse de roupa. Sorín se despede oficialmente dos gramados nesta quarta-feira, num esporte cada vez mais permeado por ídolos descartáveis.
  2. André Kfouri, em seu blog : Juan Pablo Sorín se despediu do futebol ontem, num amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (2×1: Bernardo, Guerrón e Santibáñesz – 42.216 ingressos trocados por 90 toneladas de alimentos), no Mineirão. É uma das mais belas histórias de idolatria entre uma torcida brasileira e um jogador estrangeiro, o que deveria bastar para descrever sua última noite nos gramados. Mas não basta. Porque histórias como essa são cada vez mais raras. Foi bonito, mas é uma pena que tenha sido o fim. Imagino que seja esse o sentimento do cruzeirense, ao ver Juampi pela última vez vestido de azul.
  3. Mauro Beting, em seu blog : Sorín já havia conseguido a proeza de receber elogios –ou o silêncio elogioso– de atleticanos por tudo de lindo que fez pelo Cruzeiro. Para os mais de 40 mil que foram à despedida dele do fútbol, assim mesmo, na língua-mãe de Juampi, conseguiu mais uma vez se superar: fez brasileiros e argentinos falarem a mesma língua. Honrarem dos raros que vestiram camisas rivais com o mesmo amor. Como se fosse só uma. Como se ele realmente fosse só um. Grande Sorín. Como não tenho mais palavras, repito as que escrevi quando você anunciou a aposentadoria: Em campo, começava o jogo na lateral esquerda. Se a bola fosse do Cruzeiro de 2000 a 2002, ou da grande Argentina de Marcelo Bielsa no mesmo período, em segundos já estava na área rival, como se fosse centroavante, para subir de cabeça como um Yao-Ming de 1m73. Como mágica, no contragolpe rival, lá irrompria Juampi na área celeste para aliviar o perigo, para assumir a bucha, para ganhar as bolas que para ele não eram perdidas. Prefiro dizer que Sorín atacava e Juampi defendia. Porque, por vezes, tive a impressão de ver no Mineirão ou pela TV uma mesma camisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando não fez muito mais. E não só pelo Cruzeiro. Pergunte a algum atleticano se ele respeita e admira alguém pintado de azul. A resposta é “sim”. É Sorín. Vá além de Minas e pergunte nas gerais do Brasil: tem algum gringo que você gostaria ver não apenas jogando, mas suando por sua camisa? “Sim”. Sorín! Jogador Mercosul. Integração entre brasileiros e argentinos, cruzeirenses e atleticanos. Tão bom dentro quanto fora de campo. Daqueles que só fazem bem ao esporte e à vida. Tanto que, sabedor das más condições clínicas que não o fizeram ainda maior do que foi por estes trópicos, preferiu pendurar as imortais chuteiras a eventualmente prejudicar o Cruzeiro que tão bem defendeu – e atacou, e marcou, e correu. Não vá embora, Sorín. Ou vá como você ia ao ataque: vá e volte ao mesmo tempo.
  4. Mário Marra, em seu blog: A despedida do argentino Sorín foi mais um belo gol dele. Noventa toneladas de alimentos foram arrecadadas. Muitos vão se alimentar com isso. Construir uma imagem de craque pode até ser fácil, mas ser uma pessoa que quer e pratica o bem de forma natural e espontânea é mais complicado. Ao mestre Sorín o meu agradecimento por mais uma lição.
  5. Jaeci Carvalho, em sua coluna da edição online do Estado de Minas: O ídolo eterno – Hoje se encerra a carreira de um dos jogadores mais brilhantes do futebol argentino e um dos maiores ídolos cruzeirenses, mesmo tendo defendido o clube pouco tempo em relação a outros monstros sagrados que estão nas mentes e corações dos torcedores. Juan Pablo Sorín, argentino de nascimento, mas mineiro de coração, tem uma relação de amor com o torcedor, muito fácil de explicar: garra, vontade, determinação, suor e sangue foram os ingredientes usados por ele com o uniforme azul, que deixaram a galera enlouquecida, a ponto de lotar o aeroporto para recebê-lo de volta, ano passado. É verdade que, na última passagem, pouco jogou, por causa das contusões, mas nem essa ausência forçada o separou de sua gente, de seu amor. Acho essa aposentadoria prematura. Aos 33 anos, Sorín ainda poderia jogar muita bola, pois tem técnica e habilidade, qualidades em falta nos dias atuais. Não o considero o maior lateral-esquerdo da história do Cruzeiro, pois jamais o vi como lateral. Sempre o achei um jogador moderno, que ocupava todos os setores do campo e volta e meia aparecia na frente para fazer gols. Foi com esse espírito guerreiro que conquistou a massa, que esta noite lotará o Mineirão, para gritar pela última vez: “Rei, rei, rei, Sorín é nosso rei”. Poucas vezes, nos meus quase 50 anos, vi jogador tão amado por uma torcida em tão pouco tempo. Há atletas que passam uma década no clube e saem sem deixar saudade. Outros passam dois, três, quatro anos e deixam uma saudade eterna. Como Juampi, que fez da camisa azul sua segunda pele e logo se identificou com a marca Cruzeiro. Do primeiro ao último jogo, o desta noite, mostrou que ele e a equipe nasceram um para o outro. E a gente sabe que esse tipo de amor à primeira vista, verdadeiro e sincero, jamais termina. Sorín vai pisar o gramado do Mineirão, levando no colo sua maior riqueza, seu maior título, seu maior troféu: a filha, Elisabetta, que nasceu e vive em BH e, como Sorín e Sol, também vai amar nossa cidade. Com certeza, a emoção será indescritível. Ele sonhou pisar esse mesmo gramado contra o Estudiantes, na finalíssima da Libertadores. Mas acabou preterido. Desprezo que não lhe tirou o amor pelo Cruzeiro. As pessoas passam e a instituição fica. Sorín é grande o suficiente para assimilar esses golpes que a vida lhe prega. Esta será a sua grande noite. Pelo Mineirão, desfilarão craques de hoje e de ontem, como o chileno Marcelo Salas, Raí e Sócrates, entre outros. Sorín terá a honra de receber seu primeiro treinador, Ramón Yiyo, que o viu dar os primeiros toques na bola, no Societé Parque, em Buenos Aires; e também quem o levou à Primeira Divisão, no Argentinos Juniors, Luis Soler; além do brilhante José Pekerman, que o levou para a Seleção Sub-17, para a Sub-20 (campeã mundial) e lhe deu a braçadeira de capitão da Argentina na Copa da Alemanha’2006. Vários amigos estarão em BH e outros não puderam vir, devido a compromissos assumidos anteriormente.  Sorín, Sol e Elisabetta, anfitriões de primeira, esperam deixar a torcida feliz e emocionada. Na preliminar de Cruzeiro x Argentinos Juniors, haverá um jogo de artistas e, logo depois, show do grupo mineiro Skank. Um jantar encerrará a festividade. Noite inesquecível para quem pisou tantos gramados do mundo e honrou os torcedores com um futebol de técnica, garra e vontade de vencer. Quando o árbitro apitar o fim do jogo, Sorín dará sua última volta olímpica, saudará a plateia e agradecerá o apoio, carinho e amor que os torcedores sempre lhe dedicaram. Para ele, não será só o fim de uma carreira, mas também o começo de uma vida longe dos campos, que, com certeza, se estenderá a outros caminhos no futebol e no próprio Cruzeiro. Afinal, a vida do ídolo se confunde com a história do clube e de sua apaixonada torcida. Parabéns, Sorín, que Deus e São Judas Tadeu o iluminem sempre. A torcida do Cruzeiro lhe agradece por tudo. Até breve.
  6. Victor Pimentel, blogueiro do Blablagol: Estamos nos tempos de negociação no futebol. Se a coroada não vai se acostumar a isso e se lamentar, a turma mais nova não sabe o que é um jogador ficar 15 anos em um clube. Ora, use-se isso, não? Valorizar, criar e cultivar os ídolos do presente ajuda a criar uma identificação, e é dever do clube (qualquer que seja) forçar a barra para isso. Nós usualmente somos chatos quanto a ídolos de uma temporada, mas os mais novos são sedentos por ele. É bonito que alguém fale dos jogadores que não viu jogar, mas é impossível que tenham admiração sem um ícone de seu tempo. Parabéns ao Cruzeiro pela iniciativa.
  7. Evandro Oliveira, webmaster do Cruzeiro.Org:  Se alguns podem falar mal do técnico num jogo festivo, posso falar sobre outras coisas que ninguém fala. Devemos ressaltar que, a festa foi como foi e do porte que foi, com repercussão internacional, muito em função do desejo e da capacidade de um cara chamado Sorín. Muito, mas muito mesmo, do que foi feito, o foi por que o jogador determinou algumas coisas. Algumas negociações foram feitas porque “o Sorin quer assim”. Ele era o dono da festa em todos os sentidos e duvido que algumas pessoas no Cruzeiro tenham aprendido a fazer um evento como este ou queriam fazer como este. O Cruzeiro descobriu, a fórceps, o que a torcida (alguns rabugentos) vem dizendo há algum tempo. marketing esportivo como o feito com o evento do Sorín não é marketing de prateleira. Uma pena que a torcida do Cruzeiro ou ao menos garnde parte dela e a própria mídia, não consegue ver algumas coisas. Sorín vinha para Belo Horizonte para se tratar, o Movimento Volta Sorín conseguiu coisas que poucos acreditavam. O Sorin voltou! é isso que a torcida cantava ontem na despedida do jogador. A patuléia só tem que aplaudir. O Sorín foi dono da festa em toda a sua concepção e acepção. Só para não dizer que tudo são flores, não acredito que muita gente tenha aprendido alguma coisa. Alguns não aprenderam nada com as várias lições dadas Pelo Sorín. Gracias, Juanpi!
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Sorín: “Vamos continuar em Belo Horizonte”

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Palavras de Sorín e alguns de seus convidados para a festa de despeidda no Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão, em 04nov09:

  1. Ruth Refetur, mãe de Sorín: É maravilhoso. Na verdade é um reconhecimento imenso que me comove muito. Faz bastante tempo que venho vê-lo aqui e sei que as pessoas o querem bem e isso é muito bom. Gosto muito de Belo Horizonte, é uma cidade preciosa, desde todos os pontos de vista. As construções, as pessoas.
  2. Jaime Sorín, pai de Sorín: Em nenhum outro lugar ele se sentiria tão cômodo como no Mineirão, com a torcida do Cruzeiro, que realmente lhe deram um apoio e um carinho enormes no tempo que ele esteve aqui, inclusive quando ele jogou na Europa. Creio que é o lugar.  Na verdade não sei, mas creio que vá seguir ligado ao futebol e ao Cruzeiro. Creio que é o lugar para ele trabalhar e sentir-se cômodo. Ele tem a vida em Belo Horizonte, está muito bem aqui.
  3. Sorín, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Esse é um momento inesquecível como outros em 15 anos de carreira. Mas essa festa com minha filha, mulher e todos os meus amigos é uma coisa que nunca vou esquecer. É um momento incrível na minha vida, minha carreira acabar assim com esta festa. O Mineirão lotado e cheio de pessoas que gostam de mim. É um privilégio e agradeço ao Cruzeiro, porque realmente foi incrível. Joguei um pouquinho com a camisa deles [Argentinos Juniors] por agradecimento e retribuição por eles terem vindo até aqui. Vamos ajudar muita gente essa noite com tudo que a torcida trocou pelos ingressos. Muito obrigado à diretoria do Cruzeiro e cada um dos funcionários da Toca da Raposa, do Mineirão e a todos os jogadores que tive o prazer de atuar. Quero a agradecer à torcida pelo carinho que me demonstram na rua. Vamos continuar morando aqui em Belo Horizonte, nossa filha nasceu aqui e estamos muito felizes. Agora vamos ver, todas as ofertas foram postas e vamos pensar e decidir com calma, sabendo que a relação com o Cruzeiro vai ser eterna.
  4. Gabriel, O Pensador, músico: Foi bom demais. Eu estava com saudades de jogar bola. Já tinha me aposentando antes do Sorín, mas ele me chamou para jogar. O Sorín é um grande atleta e uma grande pessoa. Ele merece essa festa para celebrar a sua carreira, que foi brilhante. Para mim, é uma honra jogar aqui na despedida dele.
  5. Juan Madoni, primeiro treinador de Sorín: Em primeiro lugar agradeço à família Sorín, que me confiou seu filho. Uma excelente pessoa. Estou muito emocionado. Futebolisticamente, tinha muito boa condição. Muita agressividade e jogava pela equipe. Foi crescendo e se integrou como parte da família. Ele não queria jogar de lateral-esquerdo, queria fazer gols, jogar na frente. E aconteceu. Jogou de ‘3′, no meio-campo, por todos os lados. Na verdade é como um filho. Não tenho palavra para dizer o que é Juampi e o que vai ser. Estou certo que tomou o caminho direito, sabe onde vai e sempre vou ser seu amigo.
  6. José Pekerman, ex-treinador da Sub20 da Argentina: Ter conhecido a Juan Pablo foi uma das coisas na vida que eu mais valorizei, porque percorremos muitas coisas importantes juntos. Ele foi fundamental para mim como pessoa e para as equipes que defendemos, como a da Argentina. Nós damos uma importância transcendente ao futebol, temos ideias parecidas e sentimos que o futebol é muito mais que uma bola e uma competição em que se disputa quem é o melhor. Sentimos que é uma via para formar, para conseguir amigos e dar exemplos à juventude. Me engrandece ter tido um jogador da qualidade de Sorín. Tudo o que ele ganhou foi como eu gosto. Com muito esforço, tenacidade, vontade e capacidade a serviço de um jogo em equipe. Isso é o que vou levar como lembrança. Fantástico.
  7. Sergio Goycochea, ex-goleiro da Seleção Argentina: O maior motivo de orgulho para Juampi é que a rivalidade histórica entre Argentina e Brasil no futebol torna muito maior a participação dele aqui. Não é fácil para o argentino triunfar aqui. São muitos poucos casos. Falam maravilhas do que ele fez dentro e fora de campo. É um grande orgulho para nós ter representantes como Juampi. Ele deixa um caminho para futuros futebolistas, acrescentou prestígio ao futebol argentino.
  8. Juan Peña, boliviano, ex-jogador do Villareal:  Todos desejamos que seja um dia inesquecível para ele. Às vezes um pouco doloroso porque não voltará a jogar como profissional. Mas é certo que será um dia muito lindo porque reuniu todo o pessoal que conheceu e compartilhou muita coisa. Desejamos que não se termine aqui e de agora em diante esteja vinculado ao futebol, para aportar todo o conhecimento que tem.
  9. Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura: É um honra participar dessa festa tão importante, ao lado dessas lendas do futebol argentino e brasileiro. Estou muito feliz por participar da preliminar, representando os artistas que jogam aquela pelada uma vez por semana.
  10. Rincón, ex-armador da Seleção da Colômbia: Estou muito feliz por voltar a Belo Horizonte. Foi pouco tempo, mas deixei uma lembrança aqui. A festa é merecida. O Sorín representou muito por aquilo que fez no Cruzeiro e acredito que até os torcedores rivais gostam dele. É um cara fantástico, como amigo dele sou suspeito de falar.
  11. Peric, goleiro do Argentino Juniors: É uma festa bonita para Sorín, que merece isso e muito mais. Estou muito contente por ter vindo apoiar também. Por que não tirar fotos deste momento, que está lindo? 
  12. Fernandinho, lateral-esquerdo do Cruzeiro: É muito bonito, nós atletas ficamos felizes, o Sorín é excelente pessoa, exemplo para todo mundo, para os jovens que acham que futebol é só chegar e jogar. Não é assim. Ele fez por onde colocar 50 mil pessoas aqui e temos de bater palmas para ele, desejo sorte para ele na sua nova vida.
  13. Athirson, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Fico feliz pelo Sorín, um estrangeiro, um gringo, um argentino ter esse carinho do torcedor brasileiro. Ele merece, tem coração muito bom e ter participado desse evento foi muito bom.
  14. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro: É uma grande pessoa e grande amigo. Quem sabe no futuro possamos passar por situação dessas. Ele me ajudou muito, não só ele como vários outros jogadores experientes. Fico feliz pelo presente que a torcida deu a ele. 
  15. Gilberto, meia do Cruzeiro: O Sorín foi um grande jogador e vestiu a camisa do Cruzeiro como ninguém. Ele tem uma identificação muito forte com o torcedor. A gente fica feliz com essa homenagem, porque são poucos clubes que conseguem fazer isso para um ídolo. 
  16. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: É bom para o Sorín, um jogador que fez história no clube e merece toda essa festa, por tudo que fez pelo Cruzeiro e os títulos que ele conquistou. Então, todos nós estaremos presentes para homenageá-lo nesta despedida. 
  17. Gustavo Schiavolin, beque do Cruzeiro: Estou muito feliz por estar recuperado e poder voltar a fazer o que eu mais gosto, que é jogar futebol. Consegui superar as expectativas e estou voltando até um pouco antes do previsto. A recuperação foi realizada à base de muita dedicação, já que eu fazia tratamento no clube duas vezes por dia e ainda fazia algum complemento em casa. Voltar a vestir a camisa do Cruzeiro será maravilhoso e não vejo a hora de pisar no gramado novamente. Vai ser emocionante. Tenho uma amizade legal com o Sorín e admiro muito ele por tudo que fez no futebol. É uma pessoa de grande caráter e sempre que o encontrava na Toca da Raposa nós conversávamos bastante. Será uma bela e merecida festa para alguém que fez muita coisa pelo clube e pelo futebol. Estou feliz por poder participar da despedida dele.
  18. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Para mim é uma marca muito importante. Hoje em dia no futebol é muito difícil você se identificar com um clube, o jogador se transfere muito rapidamente. Já estou há cinco anos vestindo a camisa do Cruzeiro e bastante feliz por todos os momentos que vivi. 
  19. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Sei o que é parar de jogar futebol coloquei para eles a importância de valorizar o momento

Fontes: Saite Oficial do Cruzeiro Esporte Clube, Globo.cpm, UOL, Rádio Itatiaia, Globo Minas

Pesquisa: Romarol

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Sorín desfrutou cada minuto da grande festa

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, jogo de despedida do lateral-esquerdo Sorín, no Mineirão, em 04nov09:

  • Fábio – Defendeu duas bolas difíceis na meia hora em que esteve em campo. Completou 300 partidas defendendo o arco celeste, perdendo, agora, somente para Raul Plassmann, Dida e Geraldo II entre os goleiros mais assíduos com a camisa do Mais Querido de Minas.
  • Andrey – Fez uma defesa complicada, não pela dificuldade oferecida pelo cruzamento do jogador argentino, mas porque ele mesmo se enrolou. Menos mal, que o lance resultou apenas num escanteio. Nos demais lances, esteve tranquilo.
  • Rafael – Interceptou alguns cruzamentos pelo alto e levou um gol em chute forte, indefensável, de Santibañez.
  • Diego Renan – Jogou com o freio de mão puxado, mas quase complicou ao calcular mal um recuo de bola para Gil, que resultou num contra-ataque perigoso do time argentino.
  • Patric – Deu uma cabeçada esquisita que resultou num escanteio foi seu ponto de interrogação. Nos demais lances, descomplciou.
  • Gil – Teve dificuldades para conter os atacantes argentinos. Vinícius – Atuação discreta.
  • Fabinho – O melhor da defesa pela estabilidade que deu ao setor. Foi quem mais participou do jogo depois do homenageado e não tem nenhuma história ruim pra contar.
  • Sorín – O dono da festa. Jogou livre, sem guardar posição e sem sofrer marcação ostensiva do adversário. Correu 90 minutos, tentou gol de bicicleta, recebeu faltas, desfrutou intensamente da partida, a sua partida. Sua garra contagiante ficará como referência na história celeste de tantos jogadores extraordinários. Ocupará um lugar no panteão dos guerreiros celestes ao lado de Carazo, Ninão, Souza, Azevedo, Wilson Piazza, Tostão, Dirceu Lopes, Pedro Paulo, Hilton Oliveira, Luís Antônio, Ademir Kaeffer, Douglas, Fabinho, Cris, Edu Dracena e outros deuses da raça.
  • Athirson – Interessado na partida, fez belas jogadas pelo flanco esquerdo, sofreu faltas, levou perigo ao arco argentino. Bom retorno.
  • Henrique – Contido, teve atuação protocolar.
  • Elicarlos – Entrou disposto a jogar à vera, mas ficou pouco tempo em campo.
  • Uchoa – No pouco tempo em que atuou fez tudo diretinho.
  • Marquinhos Paraná – Outro que jogou pro gasto, sem se expor a contusões. O que não o livrará do besteirol corrente de que não atravessa boa fase e lorotas afins.
  • Jancarlos – Boa atuação na volância e na armação. Jogou pra valer.
  • Fernandinho – Acertou o poste esquerdo do arco de Peric, numa cobrança de falta com muita categoria. Foi seu carimbo nesse jogo festivo. Além disto, como bem lembrou o comentarista Mauro França, ainda deu algumas assistências, uma delas verdadeira canja para Sorín marcar um gol, que acabou não acontecendo.
  • Gilberto – Uma corridinha aqui, outra ali, só pra constar. Está focado é no Sport. No que faz bem.
  • Bernardo – Ao lado de Guerrón e Peric, formou a trinca dos três melhores em campo. Entrou pra jogar mesmo e foi até fominha sonegando um passe precioso para Sorín marcar um gol. Coisas de jogador que está a fim de recuperar o tempo perdido. Fez um gol, perdeu outro, deu assistência para outro mais. Vontade e desempenho animadores.
  • Thiago Ribeiro – Deu somente uma amostra grátis de sua disposição tática e empenho.
  • Guerrón – Outro que aproveitou a ocasião pra jogar e mostrar serviço. Fez um belo gol, movimentou-se, levou perigo à defesa do Bicho.
  • Wellington Paulista – Queria fazer seu gol, mas atrapalhou-se quando teve chance. E -notável!- conseguiu levar cartão amarelo em jogo festivo.
  • Eliandro – Correu pra lá e pra cá, mas o jogo estava confuso demais pra quem ainda não tem autoridade pra pedir bolas aos companheiros e ele passou em branco.
  • Leandro Lima – Não comprometeu, nem brilhou. Ficou numa zona gris do campo e da partida.
  • Adilson Batista – Não apareceu na telinha. Limitou-se a administrar a participação de todo o elenco na festa. No que fez bem.
  • Torcida – Durante o dia, a juventude azul tomou conta das ruas de Beagá com suas camisas celestes. A festa tinha a cara da garotada, que compareceu em massa, curtiu o Skank, deu gás à festa, divertiu-se muito e sinalizou para o Departamento de Marketing do Cruzeiro que existe um público jovem, afluente e que demanda espetáculos diferentes, a seu estilo. Aspecto registrado na entrevista do vocalista do Skank, Samuel Rosa. E, aí, ZZP, como o clube pret4nde aproveitar esta usina de paixão, entusiasmo e fé nas cores do Mais Querido de Minas? Que projetos o Cruzeiro vai desenvolver para esta garotada que está mudando o jeito rabugento de ser dos velhos cruzeirenses? Olho no lance, presidente!
  • Juiz & Bandeiras – Atuação correta. E, sabiamente, discreta, mas sem deixar de cumprir o essencial dos mandamentos do jogo, inclusive com distribuição de pertinentes cartões amarelos.
  • Adversários – Peric, o goleiro-fotógrafo, foi o melhor do Bicho. Belas defesas e, certamente, boas fotos, tamanho o capricho que ele demonstrou ter com o foco e o enquadramento. Rios foi atacante perigoso, Garcia mostrou habilidade na distribuição de jogadas, Santibañez fez um gol bonito e Fernandez não quis saber de festa. Espanou tudo, de bola a canela de atacante. O que apareceu em sua frente, foi atirado pro alto.
  • Organizadores da festa - Nota dez, Com louvor para Sol, mulher do homenageado, para o Departamento de Marketing do Cruzeiro e para quem mais juntou tantas atrações, numa só noite e com tanta organização.
  • Mídia – A Globo, que comprou o jogo, “deu tudo de si” divulgando, colocando vídeos históricos em seu saite, fazendo boa cobertura jornalística do evento. A Itatiaia fez cobertura competente e narrou a partida com uma equipe que não puxou o jogo pra baixo, como tem sido costume dela ultimamente. O Hoje em Dia fez boa cobertura inclusive com uma longa entrevista com Sorín. Somente os Diários Associados boicotaram a festa. Uma burrice abissal. Coisa de jornalistas e administradores roceiros. Gente de mentalidade provinciana. Tapados, pra encurtar a conversa.
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Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors: Adiós, Juanpi!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jogo amistoso pra despedida do lateral-esquerdo Juan Pablo Sorín, de curta, porém marcante passagem pelo Cruzeiro.

Da extensa programação constam descerramento de placas -uma delas lembrando o feito do Cruzeiro que, segundo a IFFHS, foi o melhor clube brasileiro do Século XX-, coletiva do homenageado,  jogo de amigos do jogador e artistas populares, show do Skank etc.

Devido aos compromissos por seus campeonatos nacionais, os dois clubes não devem lançar sua força máxima. As escalações ainda não foram informadas, certamente, para não esvaziar o espetáculo.

Segundo Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, jogador e clube arrecadaram R$700 mil de patrocinadores para organização do evento. E 90 toneladas de alimentos não perecíveis, que serão destinados a instituições de caridade, foram trocados pelos 55 mil ingressos postos à disposição do público.

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Ídolo à moda antiga

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Já estou concentrado para o jogo de despedida do Sorín, mais que um ídolo, uma referência, um grande jogador, justamente numa época em que isso é uma raridade.

Enquanto quarta-feira não chega, dei uma repassada na memória em busca de outros ídolos que tenho no futebol:

  • Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zé Carlos, Raul, Felício Brandi, Carmine Furletti, Nocaute Jack, Perfumo, Fontana, Pedro Paulo, Evaldo, Joãozinho, Jairzinho, Palhinha, Roberto Batata, Nelinho, Revetria, Luís Antônio, Ênio Andrade, Elivelton, Ronaldo, Alex 10 e os volantes Douglas, Ademir Kaeffer, Fabinho (o da Libertadores de 97) e Fabrício.

Dida, Nelinho e Ronaldo, que andaram pisando na bola, só entram na lista por força de liminar e poorque, com o tempo, estão se firmando na minha galeria de heróis.

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Uma festa e tanto pra Juan Pablo Sorín

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mauro França

Vamos deixar o Campeonato Brasileiro de lado por um momento. As atenções da torcida celeste se voltam para o jogo de despedida de Juan Pablo Sorín, nesta quarta-feira, contra o Argentinos Juniors, time que o revelou para o futebol.

A festa para Juampi, O Pássaro Azul, promete ser bonita e contará com a presença de convidados ilustres, entre ex-jogadores e técnicos, como Enzo Francescoli, Juan Román Riquelme, Gabriel Batistuta, Marcelo Salas, José Pekerman e Marcelo Bielsa, entre outros.

Os portões serão abertos às 18 horas. Às 19 horas será disputada uma partida entre ex-jogadores e artistas. Na sequência rola um show com o Skank e depois a partida de fundo, marcada para 21h45.

Foram disponibilizados 50 mil ingressos, que devem ser trocados por alimentos não perecíveis. Para a cadeira especial (portões 1 e 14), o ingresso vale 3 kg; cadeira central (portão 7A), 2 kg; cadeiras lateral e inferior e geral, 1 kg.

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Eliandro: “Tenho sonhado acordado”

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Estas são as últimas, ou penúltimas, sei lá, do Cruzeiro:

  1. Em solenidade realizada na noite de terça-feira, Sorín recebeu o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte. Beth Makennel compareceu e fez o seguinte relato: “Galera Cinco Estrelas, ontem fui à Câmara Municipal assistir à entrega do título de Cidadão Honorário ao nosso querido Sorin. Foi uma bela homenagem a um guerreiro azul que soube vestir nosso manto cinco estrelas com amor, garra e dignidade. Como não foi muito divulgado, não compareceram tantos torcedores como deveriam. Os que lá estiveram, como eu, fizeram a qualidade e representaram bem o nosso torcedor. Cantamos nosso hino, o “guerreiros dos gramados”, gritamos palavras de ordem e o nome do nosso ídolo. Ele ficou muito emocionado inclusive pelo video apresentado no telão. Ele bem merece né mesmo?”
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Sorín voltará ao River?

sábado, 17 de outubro de 2009

Se Roberto D’Onofrio vencer a eleição presidencial do River Plate, deve nomear Enzo Francescoli para a direção do futebol. E o ex-meia-atacante uruguaio já estaria negociando o retorno de Juan Pablo Sorín a Nuñez.

Caso aceite, o lateral estará seguindo o exemplo de Roberto Perfumo que, depois de aposentado, foi convencido por Angel Labruna a voltar ao futebol vestindo a camisa da faixa vermelha, nos Anos 70.

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