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domingo, 3 de janeiro de 2010
Alguém sabe se existe algum site em que seja possível consultar os elencos ano a ano?
Fiz uma rápida pesquisa em alguns jogos no site Futpédia. Eis uma relação do que passou pelo Cruzeiro de 2000 a 2009 (peguei um ou dois jogos por ano + alguns nomes de memória).
O que eu queria mesmo era uma divisão por semestre, para pelo menos identificar a base de cada time, mas acabei misturando tudo…
Moema Fox
- 2000 – André Doring, Jefferson, Fábio, Fabiano, Glayssinho, Rodrigo Posso, / Zé Maria, Fernandinho, Maicon, Clebão, Alexandre, Marcelo Djian, Luisão, Márcio, Cris, Sorin, Alonso, Rodrigo, / Marcos Paulo, Ricardinho, Donizete Oliveira, Donizete Amorim, Viveros, Rony, Mancuso, Cleber Monteiro, Wendel, Valdo, Alê, Paulo Isidoro II, Sérgio Manoel, / Geovanni, Muller, Jackson, Oséas, Fábio Júnior, Marcelo Ramos, Zé Roberto, Renato Cella, Cristian, Leandro, Alex Mineiro, Deílton. Tec: Paulo Autuori, Marco Aurélio, Luiz Felipe Scolari
- 2001 – Bosco, Jefferson, André Doring, / Maguinho, Maicon, Luizinho Netto, Neném, Rodrigo, Cris, Luisão, Bill, Irineu, Alex Xavier, João Carlos, Clebão, Márcio, Fernandinho, Sorín, Beto, Maxwell, William Boaventura, Alex Santos, / Marcos Paulo, Ricardinho, Alê, Cléber Monteiro, Joelson, Leandro, Viveros, Mancuso, Abedi, Diego, Alex 10, Marcus Vinícius, / Edmundo Animal, Geovanni, Jussiê, Rincón, Augusto Recife, Jorge Wagner, Muller, Oséas, Marcelo Ramos, Adriano Chuva, Sérgio Manoel, Alessandro Cambalhota , Leonardo, Kanu, Edmílson, Wandeir. Tec: Luiz Felipe Scolari, Paulo Cesar Carpeggiani, Ivo Wortmann, Darlan Schneider, Marco Aurélio
- 2002 – Gomes, Jefferson, Gleguer, Alexandre Favaro, Gomes/ Ruy Cabeção, Maicon, Alemão, Cris, Luisão, Marcelo Batatais, Irineu, João Carlos, Thiago Gosling, Sorín, Leandro Silva, Jorginho Paulista, Rondinelli, Alex Santos, / Augusto Recife, Danilo, Victor Quintana, Fernando Miguel, Viveros, Ricardinho, Paulo Miranda, Vander, Alex 10, Wendel, / Lucas, Jussiê, Marcelo Ramos, Fábio Júnior, Joãozinho, Lúcio, Alessandro Cambalhota, Kanu, Wandeir, Edílson. Tec: Marco Aurélio, Wanderley Luxemburgo
- 2003 – Gomes, André Doring, Artur Moraes, Alexandre Favaro, / Maurinho, Maicon, Cris, Luisão, Edu Dracena, Thiago Gosling, Gladstone, Irineu, Marcelo Batatais, Leandro Silva, Emerson Nunes, / Itaparica, Leo Silva, Cleber Monteiro, Augusto Recife, Maldonado, Felipe Melo, Sandro Sarará, Jardel, Paulo Miranda, Martinez, Márcio, Marcinho, Wendel, Alex 10, Zinho, Marcinho, / Aristizábal, Kanu, Diego, Jussiê, Deivid, Mota, Márcio Nobre, Marcelo Ramos, Tiago Pereira, Alex Dias, Alex Alves. Tec: Wanderley Luxemburgo
- 2004 – Gomes, Artur Morais, Doni, Thiago Braga, Alexandre Favaro, Gatti, / Maurinho, Marco Aurélio, Alessandro, Maicon, Ruy Cabeção, Alemão, Michel, Marcelo Batatais, Cris, Edu Dracena, Marcelo Batatais, Bruno Quadros, Gladstone, Irineu, Régis, Leandro Silva, / Leandro, Martinez, Mancuso, Jardel, Sandro Sarará, Martinez, Augusto Recife, Wendel, Márcio Hahn, Marcinho, Maldonado, Alex 10, Walter Minhoca, Adriano Gabiru, / Rivaldo, Guilherme, Jussiê, Lima, Dudu, Tápia, Fred, Schwenck, Kanu, Márcio Diogo, Alex Dias. Tec: Wanderley Luxemburgo, PC Gusmão, Marco Aurélio, Ney Franco
- 2005 – Fábio, Artur Morais, Thiago Braga, Gatti, / Maurinho, Ruy Cabeção, Michel, Jonathan, Edu Dracena, Gladstone, Marcelo Batatais, Irineu, Moisés, Argel, Leandro Eusébio, Patrick, Athirson, Anderson Paim, / Victor Júnior, Fábio Santos Vidaloka, Martinez, Marabá, Maldonado, Diogo Mucuri, Diogo Duran, Lopes Tigrão, Kelly, Francismar, Wagner, / Kerlon, Weldon, Diego Clementino, Adriano Gabiru, Fred, Jean, Alecsandro, Wando Tiririca, Daniel Morais, Adriano Louzada, Tadeu, André Luiz Leite. Tec. Levir Culpi, PC Gusmão
- 2006 – Fábio, Lauro, Juninho, Flávio Guedes, / Jonathan, Michel, Luizinho, Luizão II, Gladstone, Edu Dracena, Teco, Thiago Heleno, André Leone, André Luis Chefão, Júlio César, Anderson Santana, / Augusto Recife, Aldo Souza, Paulinho Dias, Evandro, Fábio Santos Vidaloca, Leo Silva, Jonílson, Diogo Duran, Leandro Bonfim, Martinez, Sandro Sarará, Francismar, Elson, Wagner, / Geovanni, Kerlon, Alecsandro, Elber, Araújo, Ferreira, Gil, Fábio Pinto, Carlinhos Bala, Jonathas, André Luiz Leite, Diego Silva, Adriano Rodrigues. Tec. PC Gusmão, Oswaldo de Oliveira
- 2007 – Fábio, Lauro, Gatti, Bruno Pianissola, Flávio Guedes, / Gabriel, Mariano, Jonathan, Peter, Ângelo, Herick, Eliézio, Simões, Wellington, Rodrigão, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Luizão II, Gladstone, Wellington, Leandro Amaro, Edimar, Alemão, Maicon II, Fabio Santos, Anderson Imaturo, Fernandinho, João Victor, / Renan, Jardel, Aldo Souza, Daniel Tijolo, Luiz Alberto, Sandro Sarará, Leo Silva, Paulinho Dias, Charles, Ramires, Leandro Domingues, Maicossuel, Ricardinho, Wagner, Marcinho Bochecha, Fernando Oliveira, Tallys, / Diego Clementino, Kerlon, Geovanni, Guilherme, Araújo, Rômulo, Roni, Nenê, Alecsandro, Pedro Júnior, Fellype Gabriel, Marcelo Moreno, Vinícius Lopes. Tec: Paulo Autuori, Emerson Ávila, Dorival Júnior
- 2008 – Fábio, Andrey, Rafael, Bruno Pianissola, / Jonathan, Apodi, Carlinhos, Maurinho, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Thiago Martinelli, Thiago Gosling, Espinoza, Wellington, Jadílson, Fernandinho, Espinoza, / Sandro Manoel, Elicarlos, Marquinhos Paraná, Fabrício, Charles, Ramires, Wagner, Henrique, Camilo, Gerson Magrão, Bruno, Luiz Alberto, Zé Eduardo, Marcinho Bochecha, Leo Silva, Pablo, Luís Fernando Sales, / Fabinho, Reinaldo Alagoano, Guilherme, Weldon, Rômulo, Joabe, Marcel, Diego Clementino, Thiago Ribeiro, Jonathas, Jajá, Wanderley, Reina. Tec: Adílson Batista
- 2009 – Fábio, Andrey, Rafael, Flávio Guedes, / Jonathan, Patric, Jancarlos, Gustavo Schiavolin, Anderson Beraldo, Leonardo Silva, Cláudio Caçapa, Gil, Thiago Heleno, Neguete, Diego Renan, Gerson Magrão, Vinícius, Radar, / Pablo, Marquinhos Paraná, Henrique, Fabrício, Elicarlos, Fabinho, Uchoa, Wagner, Fernandinho, Camilo, Athirson, Bernardo, Gilberto, Leandro Lima, Raphael Luz, / Kleber Gladiador, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Guerrón, Eliandro, Dudu, Soares, Zé Carlos, Alessandro do Lotação. Tec: Adílson Batista
N.B.: Faltam muitos nomes. Vamos ajudar a Moema a completar a lista (2000 je 2001 á pesquisei). Em negrito, quem chegou a uma Copa do Mundo, jogando ou não.
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Partida inaugural da 41ª Copa SP de Juniores, o Cruzeiro x São José foi precedido de solenidades, que atrasaram o iníco da partida em 10 minutos: Hino Nacional cantado, discurso do Prefeito de Taboão da Serra e foguetório.
Todo de azul, estreando patrocinadores novos na camisa, o Cruzeiro ficou à direita das cabines. O São José jogou todo de banco com detalhes e, azul claro na camisa.
1º tempo
O Cruzeiro iniciou o jogo com dois ataques fortes. A 1 minuto, Gil cruzou e Allan cabeceou por cima do travessão. Aos 2, Sebá entrou na área, pela direita, e chutou forte, cruzado. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora.
Durante 20 minutos, o Cruzeiro pressionou com subidas dos laterais Gil e Hyago e dos volantes Eber e Elber. Dudu jogava livre, mas tinha dificuldades nas disputas mano-a-mano com os gaúchos, bem mais fortes do que ele.
No ataque, os velozes Allan e Sebá se revezavam em jogadas pelas pontas e pelo comando doa ataque.
O São José conseguiu dois bons arremates, aos 22 e 25. No 1º, Marco Antônio obrigou Gabriel a desviar pra corner uma falta bem cobrada. No 2º, Vítor dividiu com Deivison e arrematou à esquerda de Gabriel.
A resposta do Cruzeiro aconteceu aos 27. Allan recebeu lançamento em profundiade, driblou Henrique e tocou rasteiro na saída de Rafael. Cruzeiro 1×0.
Envolvente, o campeão mineiro de juvenis criou mais duas oportunidades. Aos 37, Dudu serviu Elber que, na entrada da pequena área, arrematou por cima do travessão. Aos 39, Allan chutou forte, de fora da área, obrigando Rafael a uma defesa complicada.
Apostando sempre na contenção e nas escapadas em contra-ataque, o São José perdeu o controle da partida e só voltou a incomodar aos 42 quando Marco Antônio cruzou da direita e Afonso venceu a zaga celeste pelo alto cabeceando, com perigo, à direita de Gabriel.
Na sequência, o Cruzeiro definiu a partida. Aos 43, Elber conferiu cruzamento de Sebá, da esquerda, com um leve toque: Cruzeiro 2×0. Aos 45, Eber desferiu um belo chute, à meia altura, da meia-lua: Cruzeiro 3×0.
2º tempo
Se o placar foi generoso para o Cruzeiro e um pouco além do castigo merecido pelo time gaúcho no 1º tempo, no 2º, ele acabou ficando do tamanho da superioridade celeste.
O Cruzeiro voltou sem alterações, enqaunto o Zequinha torcou de lateral-esquerdo.
E o placar foi alterado logo de cara, a 1 minuto. Em jogada individual, Elber driblou Henrique, entrou na área, driblou também o goleiro Rafael e tocou com a canhota pras redes. Cruzeiro 4×0.
O Zequinha perdeu o rebolado. Não conseguiu responder com jogadas organizadas e o ficou à mercê do time mineiro, que continuou criando oportunidades sem muita pressa.
No São José, apenas o meia Marco Antônio tentava armar jogadas pelo chão. Mas, com boa disposição tática e resistência física pra jogar na cancha enlameada, o time celeste destruiu, sistematiamente, cada lance dos gaúchos.
O 5º gol aconteceu aos 16. Sebá recebeu de Gil, entrou na área pela direita, aplicou um corte em Diego e arrematou firme, de pé esquerdo pras redes do arco defendido por Rafael. Cruzeiro 5×0.
Alexandre Grasseli fez algumas substituições para poupar titulares e testar reservas. Aos 14, ele havia trocado Dudu por Rodrigo. Aos 21, testou Maranhão em lugar de Allan.
Tecnicamente, as alterações foram inócuas. Mas o ritmo do time celeste não diminuiu e o placar só não aumentou porque seus jogadores tiraram o pé do acelerador.
Desaceleração compreensível, pois é preciso guardar energias para enfrentar o próximo adversário, Botafogo de Ribeirão Preto, que promete ser mais difícil do que o Zequinha, de Porto Alegre.
- Cruzeiro 5×0 São José (RS), sábado, 02jan10, 14h10, Estádio Municipal Vereador José FFeres, Taboão da Serra (16 Km de São Paulo), 1ª rodada do Grupo A da 41º Copa SP de Juniores – Juiz: Tiago Luís Scaracacci (SP) – Bandeiras: Maria Núbia e Otávio Magnani Barbosa (SP) – Amarelo: Kauê (Zeq) – Gols: Allan, 27, Elber, 43, Eber, 45 do 1º tempo; Elber, 1, Sebá, 16 do 2º – Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos, Gil, Wesley, Deivison e Hyago (Gabriel Araujo, 27, 2º); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Rodrigo, 14, 2º); Allan Júnior (Maranhão, 21, 2º) e Sebá. Tec: Alexandre Grasselli. / Rafael Dutra; Marthin, Guilherme, Henrique e Fabinho (Emerson, intervalo); Diego Antunes (Adriano, 20, 2º), Kauê, Marco Antônio e Afonso (Marlon, 18, 2º); Sandro e Victor. Tec: Paulo Matos
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68
O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.
Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com
- Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.
O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:
- Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.
Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.
O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.
O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:
- “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”
Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.
Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.
Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.
Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.
A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.
O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.
O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.
Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.
Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.
Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.
A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.
Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.
Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.
Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.
Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.
Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.
Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.
Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.
Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.
Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.
- Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar
Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.
Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.
No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.
Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.
Eles deixaram dois legados.
A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.
- Livro: Páginas Heróicas, vol II.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.
Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.
Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).
De acordo? Não? Escale a sua, então.
- Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador.
- Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
- Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por 2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
- Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
- Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
- Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
- Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica. MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
- Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste.
- Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003), as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003), o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
- Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.
- Edílson – O Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
- Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
- Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
- Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
- Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
- Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
Tags:América-MG, Argentina, Argentinos, artilheiro, atacante, Avaí, ídolo, Band, Beagá, Belo Horizonte, Benfica, Brasil, Brasileiro, camisa, campeão, CAN, carioca, cinema, classificação, Copa, Copa das Confederações, Copa do Brasil, Copa SP de juniores, Coritiba, cruzeirense, Cruzeiro, Curitiba, decisão, Europa, festa, FIFA, final, Fla, Flamengo, Fred, futebol, futebol brasileiro, G4, Gil, Goiás, gol, gols, Guilherme, história, Imprensa, Inter, Ipatinga, Itatiaia, Itália, jogadores, Juan, juniores, Libertadores, Luxemburgo, Lyon, manta, Mídia, milhões, Mineirão, Mineiro, mineiros, Muricy, Palmeiras, Placar, raça, Ramires, Raposa, Reina, Rio de Janeiro, rival, Santos, São Paulo, Seleção, Seleção Brasileira, Sol, Sorín, SP, tática, técnico, título, títulos, Teófilo Otoni, Telê Santana, TOC, Toca I, torcedor, torcida, treinador, Tupi, UAI, valor, Wanderley
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Bernardo está indo para o Al Ittihad, da Arábia Saudita. É outra revelação mal aproveitada pelo Cruzeiro.
Não me lembro ao certo do jogo, foi um de seus primeiros no time de cima, em que ele fez algumas gracinhas com a bola e levou puxão de orelha público do treinador Adílson Baptista, na coletiva.
Naquele momento, percebi que o garoto não teria futuro no clube.
Ou teria, mas a troco de perder a espontemeidade, joganado só pra equipe e estas coisas que a gente tá cansado de saber como funcionam no futebol dos dias que correm.
Compreendo as exigências do professor. Pra ele, existe o todo, o time, não a individualidade.
Mas, dependendo do talento que se tem em mãos, o técnico deve relaxar dar liberdade ao jovem pra inventar um pouco.
Como aconteceu no jogo de despedida de Sorín, em que ele saiu-se bem num ambiente de pouca competitividade.
Há de aparecer comentarista dizendo que o garoto está perdido, leva vida desregrada e cousa e lousa. Como se outros, ricos e famosos, também não fizessem o mesmo.
Jovens talentosos, ávidos por fazer carreira são os mais indicados pra comporem o elenco na condição de reservas imediatos.
Neles, talento, fôlego e paciência pra esperar a vez formam combinação perfeita. De baixo custo.
Mas se insistirem fazer de Bernardo um eremita, um tímido cumpridor de ordens táticas, um pagador de promessas isolado dos prazeres do jogo, vão perdê-lo.
Tags:Bernardo, CAN, Cruzeiro, despedida, Dida, elenco, futebol, Gana, Gum, público, Reina, Sol, Sorín, SP, tática, técnico, treinador
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Guimarães Rosa
Todos foram à vila, para missa-do-galo e Natal, deixando na fazenda Tio Bola, por achaques de velhice, com o terreireiro Anjão, imbecil, e a cardíaca cozinheira Nhota. Tio Bola aceitara ficar, de boa graça, dando visíveis sinais de paciência. Tão magro, tão fraco: nem piolhos tinha mais. Tudo cabendo no possível, teve uma idéia.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Nosso comentarista Paulo Roberto Sanchotene, o gremista Sancho, está com fome de títulos. Vejam o que ele postou no BloGreNal (link na coluna ao lado):
Sou totalmente coerente: quero ganhar tudo; não desdenho campeonato. Gauchão é para ser ganho! Sul-Americana é para ser conquistada!
Esse negócio de ficar de “nhenhenhem”, “isso não vale nada”, e terminar o ano limpando teia de aranha da sala de troféus é simplesmente ridículo.
Sim, os títulos possuem peso; mas é sempre melhor vencer um que tenha quase nada de peso (tipo a Copa Suruga) do que absolutamente nada.
E se a Sul-Americana é um “Gauchão com Grife”, então ela vale muito!
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.
- Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
- Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
- Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia) e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
- Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Leo Vidigal
À Procura de Eric (Looking for Eric), Inglaterra, 2009, Comédia, 1h56, 14 anos, direção de Ken Loach, com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, em exibição no Usina 3, Belo Horizonte, às 14h30, 16h50, 19h10 e 21h20.
Está em cartaz há algumas semanas em Belo Horizonte um pequeno grande filme que certamente vai interessar a todos os que frequentam este espaço.
Trata-se de À procura de Eric, do diretor inglês Ken Loach, obra peculiar, tanto na carreira do cineasta quanto na galeria dos filmes dedicados de alguma forma ao futebol.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:
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Tags:2010, Adílson Batista, Argentinos, Atlético, atlético-mg, Birner, blog, Botafogo, Brasil, Brasileirão, Brasileiro, Caçapa, campeão, CAN, Chiabi, classificação, Cláudio Caçapa, Comentários, cruzeirense, Cruzeiro, decisão, derrota, Diego Renan, elenco, Elicarlos, Escobar, Essen, Fábio, Fernandinho, final, Fla, Flamengo, futebol, G4, Gil, gladiador, gol, Gum, Inter, Itália, jogadores, Jonathan, juiz, Kléber, lances, Libertadores, Luxemburgo, Marquinhos Paraná, Marra, Mário Marra, Minas Gerais, Mineirão, Mineiro, Muricy, Natal, Neymar, O Tempo, Palestra, Palestra Itália, Palmeiras, PHD, Primaz, proposta, raça, Ramires, Reina, rival, rodada, Santos, São Paulo, Sol, SP, tática, título, títulos, Thiago Heleno, Tiago RIbeiro, TOC, torcedor, torcedores, torcida, treinador, Vila, Vitória, Wanderley, Wellington Paulista
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Atuações dos celestes e seus adversário no Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:
- Adilson Baptista – Valeu a pena aguarrrdarrr, como ele sempre pediu. No fim, Adílson alcançou seu objetivo colocando o time na Libertadores, apesar das dificuldades e perseguições que recebeu ao longo do ano. Contra o Santos, correu imenso risco na troca de WP por Caçapa. Deixar de fustigar a bequeira adversária, confiando apenas nos avanços dos laterais não deu certo, pois Jonathan foi expulso. Apostar todas as fichas na defesa superpovoada, também era uma temeridade como se viu quando ela falhou e concedeu o empate ao time local. Mas ele tinha uma carta na manga e jogou-a com sucesso ao trocar Diego Renan por Kleber.
- Torcida – Muitos cruzeirenses conseguiram vencer a desorganização que impera no Campeonato Brasileiro pra apoiar o time. Os desafios foram imensos: escapar das tocaias das organizadas peixeiras, conseguir comprar ingressos e, finalmente, entrar no estádio. Parabéns a eles pela coragem e solidariedade com a equipe.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Mauro França
Enfim, chegamos à última rodada do Brasileiro. Para conquistar uma vaga no G4 o Cruzeiro teria que vencer o Santos na Vila Belmiro e torcer por uma vitória do Botafogo sobre o Palmeiras no Engenhão (já que dificilmente o São Paulo perderia para o Sport no Morumbi).
Fabrício, contundido, e Gilberto, suspenso, foram os desfalques da vez. Nos seus lugares, Adilson escalou Elicarlos e Fernandinho.
Guerron, contundido, também não viajou a Santos. Mas Kleber, depois de longa ausência, ficou no banco.
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Rodrigo Oliveira
Depois de ouvir muita discussão de mesa-redondistas sobre qual será o grupos dos fortes na Copa do Mundo, resolvi descobrir a verdade trocando o blablablá por um critério técnico, o Ranking da FIFA.
Para os que derem um muxoxo ao ouvir a palavra ranking, lembro que o da IFFHS, reconhecido pela FIFA, põe o Cruzeiro na 9ª posição mundial, em novembro.
E é o mesmo que nos deu a condição de melhor clube brasileiro do século XX.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Agnaldo Morato
Três torcedores do Palmeiras agrediram o jogador Vagner Love em uma agência bancária de São Paulo.
Assustado, o goleiro Marcos não saiu do recinto. Preferiu convocar a segurança do clube, pelo celular.
A polícia, que também foi chamada e agiu rapidamente levando os meliantes pro xilindró.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Rodrigo Oliveira
Encerradas as séries B e C, – com a mácula de um jogo para 5 pagantes – ficaram definidos os clubes que disputarão as duas divisões mais importantes do Campeonato Brasileiro em 2010.
- SP: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Barueri, Santos, Santo André, Guarani, Portuguesa, São Caetano, Bragantino, Ponte Preta, Guaratinguetá.
- RJ: Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Duque de Caxias.
- MG: Atlético-MG, Cruzeiro , Ipatinga, América.
- GO: Goiás, Atlético-GO, Vila Nova.
- PR: Coritiba, Atlético-PR, Paraná.
- RS: Internacional, Grêmio.
- SC: Avaí, Figueirense.
- BA: Vitória, Bahia.
- PE: Náutico, Sport.
- CE: Ceará, Icasa.
- DF: Brasiliense.
- RN: América.
- AL: Asa.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Comentários de blogueiros, jogadores e treinadores acerca do Cruzeiro 4×1 Coritiba, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, em 29nov09:
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A gente não sabia, mas Zezé Perrella “botou adevogado”. Contratou um causidico, cujo nome não me ocorre agora, pra estudar o Caso Schiavi.
E ele chegou à seguinte conclusão: pelas leis uruguaias e brasileiras, o beque foi inscrito fora do prazo, mas pelas argentinas, não.
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Tags:Argentina, Brasil, FIFA, Sol, Uruguai, Zezé Perrella
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domingo, 22 de novembro de 2009
Atuações dos celestes e seus adversários no Atlético 1×1 Cruzeiro, na Arena da Baixada, Curitiba, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, em 21nov09:
- Adilson Batista – Bem marcado, pressionado na saída de bola, seu time não funcionou no 1º tempo. No 2º, quando o jogo ficou mais aberto, esteve sempre mais perto de perder do que de vencer, pois o contra-ataque, sua melhor opção ofensiva, não lhe foi concedido. O empate no fim acabou sendo um prêmio de consolação nada desprezível. Considerando-se o fraco elenco de que dispõe, levar a luta por um lugar no G4 até o fim do torneio é mérito seu. E um desespero para seus inimigos pessoais.
- Torcida – Compareceu, mas pouco se fez ouvir, pois a galera da casa não deu trégua em sua cantoria de 15 mil vozes.
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sábado, 21 de novembro de 2009
Gualeguaychú (80 mil habitantes, Província de Entre Rios) e Fray Bentos (25 mil habitantes, Província de Rio Negro), na fronteira entre Argentina e Uruguai, são ligadas por uma ponte sobre o Rio Uruguai.
Quer dizer, eram, pois, há 4 anos, os argentinos bloqueiam a passagem de veículos e pedestres como protesto pela implantação de uma fábrica de celulose do lado uruguaio.
O bloqueio só foi suspenso para os hinchas argentinos irem a Montevidéu alentar sua seleção na recente decisão da 4ª vaga sul-americana para a Copa de 2010.
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domingo, 15 de novembro de 2009
Nos Aflitos, Náutico 0×2 Fla. Com o Imperador puxando contra-ataque. É ou não é o fim dos tempos?
Pet e Adriano marcaram num jogo bastante movimentado. Anderson Lessa que, até surpresa em contrário, deve jogar no Cruzeiro em 2010, correu muito.
Na Arena, Barueri 3×0 Bota. Com Val Baiano metendo dois gols. Com ou sem mala? Agora, o Bota terá de vencer o SPFC pra se salvar e… Dar o título ao Mengão. É ou não é caso pra divã?
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