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Fábio salvou a Pátria

quinta-feira, 18 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no amistoso Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  • Fábio - Salvou três gols. No final, teve seu trabalho reconhecido por Carlos Alberto Parreira.  
  • Jonathan - Acima da média, lutou, atacou muito quando esteve na lateral-direita e, depois, na meia direita, tentou algumas combinações com Marcos.
  • Leonardo Silva – Quando não teve de correr atrás do velocista Katlego Mphela, até que foi bem.
  • Cláudio Caçapa – O entusiasmo de sempre. Se ele mantém o espírito despojado, de quem ajuda muito e reclama pouco, no dia-a-dia, nos treinamentos e nas concentrações, merece elogios. É normal que sinta dificuldades enfrentando jovens cheios de vitalidade e força bruta. Mas com experiência dá sempre um jeito de se safar das artimanhas da garotada e mantém elvado o moral de sua tropa.
  • Diego Renan – Bom no apoio ao ataque, embora não seja o Nílton Santos, que alguns termocéfalos exijam. Bem trabalhado, com mais consciência tática, ainda será jogador europeu.
  • Magalhães – Foi vaiado por uma parte do 7A. Vaia fraca de quem está com a boca cheia de tropeiro. De certa fora, foi até bacana essa ajuda dos tropeiristas pro amadurecimento do jogador. Ao contrário do Bernardo, mesmo com a chuva de farinha emanada das bocas porcas, ele manteve a postura profissional,continuou jogando sua bola e fez um cruzamento de ótima qualidade que, por pouco, não resulta em gol. Mais tarde, salvou o time cometendo falta providencial sobre um atacante sul-africano que pretendia invadir a área celeste livre. Nesse lance levou um amarelo, que ficou barato, pois era caso de vermelho.
  • Henrique - Lutou como se o jogo valesse pontos. Desarmou muito, atacou com lucidez, embora de forma comedida, pois ultrapassar a floresta zulu não estava fácil. No fim, cometeu sua única gafe ao escorregar e perder uma bola que, não fosse por uma falta providencial de Magalhães, teria resultado em gol do time de Parreira.
  • Marquinhos Paraná – Atuação burocrática, distante de suas melhores exibições, mas ainda assim, bem melhor do que a concorrência, dentro do elenco, consegue produzir.
  • Marcos – Discreto. Tentou algumas jogadas com Jonathan pela direita e só.
  • Pedro Ken – Ainda não pegou o jeito de jogar da volância cruzeirense, na qual o sujeito tem de defender, armar, atacar e se movimentar o tempo todo. Mas esteve longe de comprometer a atuação da equipe.
  • Fabinho – Mais fixo, mais vertical, também não segue o padrão de movimentação na linha de volantes. Mas também não comprometeu. Nem choramingou, depois do jogo, por uma vaga no time. Que, se tiver de ganhar, será jogando bola.
  • Roger – Enquanto tem fôlego, exibe alguns truques interessantes e consegue jogar verticalmente. Depois disso, só brilha nas entrevistas de rapaz bem educado e articulado.
  • Bernardo - Entusiasmado, a cada dia joga melhor. E, ontem, não partiu pra autoflagelação dos murros nas costelas nem quando acertou o travessão numa cobrança de falta espetacular. Está melhorando.
  • Kleber – No meio de uma floresta sul-africana teve pouca chance de desenvolver seu jogo físico na intermediária. Com WP em campo, acaba entrando pouco na área e, assim, perde seu diferencial que é a boa capacidade de decidir e marcar gols em pequenos espaços.
  • Eliandro – Boa vontade, correria, mas pouca chance de resolver, na marra, diante de um  ferrolho bem montado. Se tabelasse e passasse melhor a bola , quem sabe teria obtido resultados mais animadores?
  • Wellington Paulista – Tinhoso, está sempre pronto para deicidir as jogadas, Mas ontem teve no goleiro Khune um adversário instransponível. Se está economizando gols, não precisa gastá-los contra o América Tió. Melhor agrir as comportas contra o Itália e o Vélez, que vêm aí cheios de maldade no coração. 
  • Adílson Baptista – Tentou, mas não conseguiu fazer o time jogar com eficiência pelas extremas. Como Parreira armou um ferrolho eficaz, o Cruzeiro criou poucas oportunidades. Conseguiu melhorar o time no 2º tempo, mas não o suficiente pra dar indicativo de que os pontos necessários pra se classificar no Grupo 3 da Libertadores serão alcançados. Se a equipe render apenas o futebol de ontem, teremos, de novo, que chamar o Grondona de dono da Conmebol. 
  • Torcida – Jovem, fez muita festa por quase nada. Mal educada, não parou de fazer barulho nem durante a execução dos hinos. Alguns tropeiristas, ali onde se alojam o Sobrinho, o Frede e o Charles, no 7A, selecionaram o Magalhães pra receber as vaias da noite. De qualquer forma, 20 mil num jogo amistoso, que terminou na boca da madrugada, foi boa presença. De castigo por brigar consigo mesma, a Máfia não pôde exibir suas faixas. O varal ficou livre pras demais organizadas. Estiveram presentes: Cru Chopp, Mancha Azul, Nação Azul, Pavilhão, Independente, Raposões da Fiel, União Celeste Novo Riacho, Comando Azul, Torcida Jovem, Fúria Azurra, Fanati-Cruz, MAC, Gaviões Celestes, Raça Azul, Jovem da Cativa, Força Atuante Celeste, Mancha Zona Oeste e Mancha Divinópolis.
  • Juiz & Bandeiras – Alício deixou de mostrar um cartão vermelho para Magalhães. De resto, boa atuação. Os bandeiras, pra mim, que não time acesso a 20 câmeras, ao slow motion, nem ao tira-teima, mandaram bem.
  • África do Sul – Time de bom toque, muita organização tática, mas pouca imaginação pra construir jogadas decisivas, ainda assim, a África do Sul esteve mais próxima da vitória embora com menos posse de bola. O goleiro Khune, que não cometeu falhas, foi o destaque. Siphiwe Tshabalala foi sempre perigoso quando teve espaço pra carregar a bola e aplicar seus dribles. Katlego Mphela incomodou a defesa celeste, embora não tenha técnica apurada. Cale, que entrou no final, deu trabalho com deslocamentos, cruzamentos e chutes certeiros. Os demais, se têm boa técnica, deixaram-na soterrada sob a organização tática. E Carlos Alberto Parreira tem o mérito de dar padrão de jogo a uma seleção quase sem história no futebol.
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Brasil 2×0 Irlanda: Gilberto, o destaque

terça-feira, 2 de março de 2010

Jogando “em casa”, no Emirates Stadium – por sinal, maior e mais confortável do que a Fazendinha – o Brasil venceu a Irlanda por 2×0.

Robinho fez um gol e meio e aplicou algumas pedaladas pra divertir a torcida. Kaká também se destacou.

O lance do 2º gol merece ser analisado. Ninguém penteou a bola como teria feito o R10. Foi um plunct plact zum entre o craque do Real, Grafite e Robinho, que aninhou, encarregado do arremate, aninhou a gorduchinha nas redes irlandesas.

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Superliga de Vôlei: São Caetano 1×3 Cruzeiro

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ernesto Araújo

Continuando seu giro pelo ABC, o Cruzeiro/Sada enfrentou o São Caetano/Ulbra pela 6ª rodada da Superliga masculina de vôlei.

O Cruzeiro vem de vitória sobre o Santo André e o São Caetano também venceu o Minas/Vivo na última rodada.

Destaque para a presença de Gilson, no São Caetano, ex-atleta da Seleção Brasileira e dono de um forte ataque, ainda em atividade aos 40 anos.

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Não é Ronaldinho, é Ronaldão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.

Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.

Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.

Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.

No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.

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Mestre Zelão, ídolo da facção over 50

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

João Chiabi Duarte

Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.

Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.

Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.

Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.

A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3×3, em 26nov67.

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A Arca de Abel

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dividido, há tempos, entre Riquelmistas e Palermistas, o Boca Juniors vai de mal a pior. Está em 10º -o Vélez lidera- no Clausura com dois empates, uma derrota e uma vitória.

Duas péssimas campanhas no torneio nacional e uma pífia participação na última Libertadores antecederam à ausência, pura e simples, dos xeneizes no torneio continental deste ano.

A briga chega à Seleção. Maradona excluiu Riquelme e está prestigiando Palermo, que disse estar com um pé na Copa.

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Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

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Vélez 2×0 Cruzeiro: Sobrou espírito, faltou tutano

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Vélez Sarsfield, que está completando 100 anos, e também foi fundado por italianos, é o único clube argentino com vantagem nos confrontos contra o Cruzeiro.

O azul-e-branco de Liniers chegou à Libertadores conquistando o torneio Clausrua da última temporada argentina.

No Apertura desta temporada, terminou em 3º lugar, atrás de Banfield e Newell’s Old Boys. E no atual Clausura está em 1º, embora esteja poupando titulares para a campanha da Libertadores.

A maior vantagem da equipe portenha é o entrosamento, pois sua direção manteve elenco e treinador do último título. O Cruzeiro também manteve o grosso da tropa dos últimos dois anos e está mais equilibrado.

Hoje, o bicampeão mineiro só não contará com o volante Fabrício, contundido. Já o Vélez não terá o lateral-esquerdo Papa, um de seus três jogadores de Seleção.

Pela força de seu time e tradição do futebol argentino na Libertadores, o Vélez é favorito esta noite. Mas o Cruzeiro tem futebol para pelear e pontuar na abertura do Grupo 7.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 21h55 – Começa a partida. Cruzeiro, com uniforme tradicional, defende o arco à direita das cabines. Velez com camisa branca e calções e meias azuis.
  • 01 – Fábio defende bola cruzada por Cubero.
  • 02 – Gilberto expulso por entrar com o pé alto e acertar a cintura do beque Sebá Dominguez, no meio de campo.
  • 05 – Contra-ataque pela direita. Nicolás Cabrera cruza, Santiago Silva cabeceia, entre os beques celestes, à queima-roupa, sem chance de defesa pra Fábio. Vélez 1×0.
  • 07 – Moralez acerta uma patada em Elicarlos e recebe cartão amarelo.
  • 08 – Henrique cobra falta, Kleber cabeceia, Montoya defende.
  • 09 – Cubero dá pontapé em Kleber na intermediária. Ribeiro cobra e acerta a torcida atrás do arco.
  • 10 – Cubero derruba Kleber e recebe cartão amarelo.
  • 12 – Vélez ataca pela direita. Cubero marca Kleber individualmente.
  • 14 – Cabrera recua pra Montoya, que demora a repor a bola em jogo.
  • 16 – Diego Renan tenta lançar Ribeiro, que fica parado. Montoya defende com os pés e demora a repor a bola.
  • 17 – Gil pisa em Somoza e recebe cartão amarelo. Somoza cobra fraco, Fábio defende.
  • 19 – Gil derruba Moralez no meio de campo. Falta.
  • 20 – Pablo Lima acerta patada em Kleber no meio de campo. Cartão amarelo.
  • 21 – Faltas: Vélez 7×6.
  • 22 – Otamendi e Ribeiro trocam pontapés na lateral. Juiz manda seguir.
  • 23 – Santiago Silva comete falta em Henrique. Jonathan cobra sobre a área, defesa corta.
  • 24 – Cubero cobra falta para a área, Santiago chuta forte, Fábio defende no canto direito salvando gol certo.
  • 25 – Vélez passeia pela ponta-direita, marca forte no meio e tem centroavante forte e oportunista. Cruzeiro inofensivo.
  • 31 – Leonardo comete falta na intermediária. Lima cobra, Renan desvia para escanteio.
  • 32 – Cabrera cruza, Leonardo corta.
  • 33 – Cabrera cruza da direita, Fábio defende. Diego Renan leva um baile.
  • 34 – Moralez dribla Elicarlos e cruza. Fábio defende.
  • 35 – Somoza chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 36 – Moralez passeia pela esquerda e passa Lopez, que chuta. Paraná corta. WP discute com o 4º árbitro.
  • 37 – Gil derruba Santiago Silva na entrada da área pra evitar gol certo. Segundo amarelo e vermelho.
  • 38 – Santiago Silva cobra falta com violência. Fábio defende.
  • 39 – Cubero agride Kleber com pontapé sem bola e recebe apenas cartão amarelo.
  • 40 – Thiago Heleno substitui Diego Renan.
  • 41 – Otamendi derruba Kleber na ponta-direita. Jonathan cobra, Kleber desvia de cabeça, bola sai à direita de Montoya.
  • 44 – Vélez toca bola no meio de campo. Lima cruza da esquerda, Leonardo corta de cabeça.
  • 45 – Cabrera avança pela direita e passa a Lopez, que chuta. Jonathan corta.
  • 46 – Somoza revida com pontapé rasteira de Kleber no meio de campo, e recebe cartão amarelo.

Lances + importantes do 2º tempo

  • Adílson Baptista: “Vamos tentar suportar mais 15 minutos, tirar um dos amarelados deles, equilibrar a partida e buscar o empate, depois.”
  • 23h04 – Começa o 2º tempo.
  • 01 – Torcida local canta alto. Torcida do Cruzeiro também canta apoiando seu time.
  • 02 – Lima cruza da esquerda, Thiago Heleno corta de cabeça.
  • 03 – Escanteio cedido por Henrique. Leonardo corta cruzamento, de cabeça.
  • 04 – Lima cobra escanrteio, defesa corta. Lima cruza, Lopez cabeceia, Fábio defende.
  • 05 – Kleber simula e ganha marcação de falta no meio de campo.
  • 07 – Pedro Ken substitui Thiago Ribeiro.
  • 09 – Cabrera cruza, bola acerta em Paraná e sai pra escanteio. Cabrera cobra, Leonardo corta.
  • 10 – Elicarlos fecha alateral-esquerda. Pedro Ken fecha a esquerda. Todas as bolas são lançadas para Kleber.
  • 11 – Lima cruza da esquerda, Leonardo corta de cabeça.
  • 12 – Santiago Silva recebe lançamento, Leonardo toma sua frente e é empurrado. Falta.
  • 13 – Lima para Otamendi, que lança Lopez sozinho dentro da área. Arremtae por cima do travessão.
  • 14 – Santiago recebe no ataque, corta Leonardo e arremata forte, à direita de Fábio.
  • 16 – Bola é recuada pra Montoya que dá un chutão.
  • 17 – Zapata e Santiago trocam passes, Fábio sai do gol e defende.
  • 18 – Lopez recebe nas costas da defesa e chuta cruzado. Bola sai à esquerda de Fábio.
  • 19 – Cabral substitui Lima, Martinez substitui Cabrera.
  • 20 – Jonathan lança Ken na direita. Volante é desaramdo com facilidade pela defesa.
  • 21 – Wellington Paulista substitui Kleber.
  • 22 – Jonathan faz lançamento de 50 metros para Henrique, que passa a Paraná. Volante arremata alto, por cima do travessão.
  • 23 – Jonathan trava Santiago, dentro da área, impedindo arremate do centroavante.
  • 24 – Cubero cruza rasteiro da direita. Lopez divide comn Fábio na pequena área, a bola sai por cima do travessão.
  • 26 – Elicarlos recebe lançamento de Henrique e descola escanteio na ponta direita. Jonathan cobra, TH cabeceia pra fora.
  • 28 – MP desarmado no meio de campo. Moralez recebe na área e chuta por cima do travessão.
  • 29 – Moralez dribla Elicarlos e cruza da esquerda. Lopez arremata, Jonathan corta e sai jogando.
  • 30 – Moralez lança Santiago, que conclui mal. Fábio defende.
  • 32 – Moralez vai à linha de fundo e cruza pra Martinez que, na pequena área, toca pras redes. Vélez 2×0.
  • 35 – Martinez recebe na direita, entra na área e chuta. Paraná corta pra escanteio.
  • 36 – Leonardo Silva chuta de 70 metros, Montoya apara a bola com peito e sai jogando.
  • 38 – Moralez para Martinez que cruza da direita. Leonardo cede escanteio.
  • 39 – Zarate substitui Santiago Silva.
  • 40 – Moralez chuta de 40 metros, Fábio defende.
  • 41 – Otamendi derruba WP e recebe cartão amarelo. TH cobra falta, pra fora.
  • 42 – Moralez recebe lançamento na área, Fábio rebate com o pé.
  • 43 – Sebá cruza da direita, Cabral, na pequena área, cabeceia por cima do travessão.
  • 44 – Bola na área, TH espana. Bola na área, Fábio divide com Moralez e defende.
  • 45 – Martinez ataca pela direita, mas é desarmado por MP.
  • 46 – WP dá um chega-pra-lá em Cubero na lateral-direita.
  • 47 – Velez toca bola no meio de campo. Bola sobre a área. TH corta de cabeça.
  • 48 – Fim de jogo. Faltas: Vélez 33×15. Escanteios: Vélez 8×1. Impedimentos: Vélez 5×0.
  • Wellington Paulista: “Se com um a menos é difícil, faltando dois é muito pior. Só dava mesmo pra defender.”

Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 10fev10, 21:509 (Horário de Brasília), Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010 – Transmissão: Globo Minas e SporTV – Público: – Renda: – Juiz: Martín Vázquez (Uruguai) – Bandeiras: Miguel Nievas e Carlos Pastorino (Uruguai) – Amarelos: Moralez, Cubero, Lima, Silva, Sebá Domínguez, Somoza, Otamendi (Vel), Gil, Leonardo Silva (Cru) – Vermelhos: Gilberto, Gil (Cru) – Gols: Santiago Silva, 5 do 1º tempo, Martinez, 32 do 2º - Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan (Thiago Heleno); Elicarlos, Henrique e Marquinhos Paraná; Gilberto; Kleber e Thiago Ribeiro (Pedro Ken). Tec: Adílson Baptista / Vélez Sarsfield: Montoya; Fabián Cubero, Sebá Domínguez, Otamendi e Pablo Lima (Cabral); Nicolás Cabrera (Juan Manuel Martínez), Leandro Somoza e Víctor Zapata; Maxi Moralez; López e Santiago Silva (Zárate). Tec: Ricardo Gareca – Histórico: Foi o 9º Cruzeiro x Velez Sarsfield. O Cruzeiro venceu 3, empatou 1, perdeu 5, marcou 11 gols e sofreu 15. Os dois times decidiram a Supercopa da Libertadores em 1996, quando o Vélez foi campeonou vencendo por 1×0 no Mineirão e 2×0 no José Amalfitani. Em 2005, El Fortin eliminou o Cruzeiro nas oitavas-de-final da Sulamericana vencendo por 2×0 em Buenos Aires e perdendo por 2×1 no Mineirão.

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Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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Só pra “o observá-lo”?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
  • “Gilberto, a princípio, vem como lateral. É experiente, conhece bem a posição. Vamos trazê-lo para o observá-lo, já esteve conosco…” (Dunga, segundo o Globo.com)

Eu não convocaria o Gilberto para o amistoso contra a Irlanda, em Londres.

Não pela mesquinharia de só pensar no interesse imediato do Cruzeiro. Mas porque ele não tem jogado na lateral-esquerda, não teve bom início de temporada e, principalmente, não teria fôlego pra encarar os desafios de uma Copa.

Agora, se o interesse do treinador da Seleção Brasileira é ter um jogador experiente, inteligente e capaz de cumprir uma função tática específica no decorrer de a partida, aí sim, Gilberto pode ser útil.

Pra este jogo em 02mar10, eu teria chamadoa Diego Renan. O mundo ficaria surpreso coma personalidade e a disposição ofensiva do lateral do Cruzeiro. E Dunga ganharia uma opção a mais pra Copa. 

Alguma coisa, contudo, me diz que a convocação de Gilberto funciona também como um tapa no Tottenham, que humilhou nosso meia-lateral com um desnecessário reabaixamento para o time B na temporada passada.

N.B.:  Este “o observá-lo” deve ser debitado na conta do redator do Globo.com, não do treinador, acredito.

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O Gavião e o Lobo

domingo, 31 de janeiro de 2010

Cuné escreveu, no PHD, em 31jan10:

  • Ontem, vi o chato de galocha do Gavião Bueno entrevistando o Velho Lobo. Posso estar errado, mas nunca vi alguém amar a Seleção como o velho Mário Jorge. Foi comovente ver aquele senhor, de corpo tão frágil mas olhos tão fortes, revivendo seus momentos vitoriosos e seus fracassos, sempre deixando transparecer, em seu olhar, o amor quando fala da amarelinha. As perguntas sobre o Flamengo e Botafogo, clubes que ele defendeu por 8 e 12 anos, foram respondidas, simples e sinceramente, sem falsos sentimentalismos. Mas o que me comoveu mesmo foi o sim engasgado, tentando segurar as lágrimas, sobre trabalhar em algo relacionado à Seleção, fora de campo. Comparando os jogadores atuais com o Velho Lobo ao defender a Seleção, dá para ver claramente em que o futebol se transformou. Vida longa ao Velho Lobo, história viva.

Assino embaixo.

E recomendo o programa do SporTV a quem tiver algum interesse em conhecer um pouco da história do futebol brasileiro.

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Satisfação garantida ou meu craque de volta

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Depois da Copa de 58, o Real Madrid contratou Didi, o maestro da seleção campeã do mundo.

Não deu certo. Em pouco tempo, o craque voltou acusando Di Stefano, o maior jogador europeu dos Anos 50, de tê-lo boicotado.

Nos Anos 8o, Dinamite, Sócrates e Portaluppi, ídolos de vascaínos, coríntios e flamengos não viram a cor da bola no Barça, na Fiorentina e na Roma.

Voltaram pra casa com o rabo entre as pernas. Dinamite e Renato ainda se recuperaram neztepaiz ensolarado. Sócrates, nunca mais.

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Procópio, a raça e a classe de um dragão…

sábado, 23 de janeiro de 2010

Salinas-MG, 21mar39

  • “Procópio jogou de espora e penacho como um Dragão de Pedro Américo.”

A imagem que Nelson Rodrigues usava para incensar os heróis do Fluminense ajustava-se ao estilo imponente de Procópio Cardozo Neto.

E ficou perfeita na crônica do dia seguinte ao Fla x Flu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 22abr64, em que Procópio fez o gol de empate aos 41 do 2º tempo:

  • “O Flamengo vencia por 1×0 quando desarmei o centroavante Aírton, lancei o Carlos Alberto Torres e fui pro ataque. Nosso lateral foi à linha de fundo, cruzou e eu peguei a bola de primeira, ainda no ar.”

O jornalista Ruy Castro explica:

  • “Era assim mesmo, sem mencionar o quadro, na certeza de que seus leitores sabiam que Pedro Américo foi um pintor e que o Dragão a que ele se referia não era o do São Jorge, mas um dos Dragões da Independência -regimento de cavalaria que escoltou Dom Pedro I no dia do Grito do Ipiranga-, que o pintor retratou.”

Em 1968, numa mesa-redonda da TV Belo Horizonte, João Saldanha também confessou sua admiração pelo becão:

  • “Procópio joga no meu time.”

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Vôlei é líder, atletismo é pódio, futebol treina

domingo, 17 de janeiro de 2010

Esta foi a semana do Cruzeiro:

  1. Domingo, 10jan10: Inspirando-se no Barcelona, Adílson Baptista diz que não vai mais poupar jogadores, privilegiando uma competição em detrimento de outras. Se as contusões derem trégua, é claro. Thiago Ribeiro e Leonardo Silva cantam o mantra do elogio à estrutura do Cruzeiro. É mais produtivo treinar na Toca do que viajar pra se preparar alhures como fazem os elencos dos clubes que não possuem bom centro de treinamento. Equipe de Atletismo do Cruzeiro subiu em 3 pódios: Frank Caldeira com o 2º lugar na 26ª Corrida de Reis de Cuiabá; Gladiador com o 3º e João da Bota com o 5º, na 40ª Corrida de Reis de Brasilia; Cristiano Machado com o 4º na 33ª Corrida de Reis Barcelona, em São Caetano do Sul.  
  2. Segunda-feira, 11jan10: Jonathan sonha com vaga na Seleção. Uchoa e Thiaguinho são titulares no Sub20 do Brasil que empatou com o Uruguai por 1×1 e vai disputar a final do Torneio de Punta Del Este. Depois de treinos físicos e táticos na Toca II, jogadores do Cruzeiro ouviram paletras proferidas pelo presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol, Jurandy Gama Filho, e pelo ex-arbitro Juliano Lopes Lobato.
  3. Terça-feira, 12jan10: Após 7 meses em recuperação, Leo Fortunato volta a treinar com bola. Marquinhos Paraná e Leonardo Silva divergem sobre a semana de treinamentos em Sucre, a 2.800 m de altitude, para o jogo em Potosi, a 4.000 m. Para o volante quanto menos tempo nas alturas, melhor, pois a turma não fica pensando o tempo todo no problema. Já beque considera fundamental o treino na altitude pra goleiro e zagueiros se adaptarem à maior velocidade da bola lá nas grimpas do mundo. O ex-zageiro Wilson Gottardo, que fez 6 gols e levantou a Libertadores jogando 101 partidas pelo Cruzeiro em 1997/98 reaparece na Toca, agora para iniciar um estágio de treinador com Adílson Baptista.
  4. Quarta-feira, 13jan10: Adílson confia na recuperação do futebol de Thiago Heleno. Fabrício, com distensão na panturrilha, não treina e deve desfalcar o time nos primeiros jogos da temporada. Em Caxias do Sul, O Cruzeiro Sada venceu o São Paulo Fátima Medquímica UCS por 3×0 (25/17, 27/25 e 25/23) e alcançou o 2º lugar na Superliga de Vôlei. Defenderam o time mineiro: Sandro, Wallace, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo, Bob, Bruno Zanuto, Polaco (líbero), Murilo Radke e Samuel Fuchs.
  5. Quinta-feira, 14jan10: Kleber é o único titular garantido no ataque celeste. Wellington Paulista, Guerrón, Anderson Lessa e Thiago Ribeiro vão disputar a 2ª vaga. Alegando bolha no calcanhar, a nova epidemia que assola o fut brasilis, WP não treinou. Depois, pela Itatiaia, soube-se que ele está de birra com o treinador por não ter sido escalado como titular no jogo-treino contra o Itaúna, vencido pelo Cruzeiro por 7×1, gols de Ribeiro (3), Guerrón (2), Leandro Lima e Fabinho. Pedro Ken, substituto de Fabrício no treino, foi elogiado por Thiago Ribeiro: “Ele tem mobilidade, marca e sai para  jogo, como fazem nossos volantes.” Sub18 do Cruzeiro vence Paraná Clube por 1×0, pela Copa SP, em Taboão da Serra e se classifica pra enfrentar a Inter de Limeira no domingo, às 10h.
  6. Sexta-feira, 15jan10: O centroavante Eliandro renova contrato com o clube até 2013. Thiago Ribeiro se candidata a batedor de faltas em 2010. Guerrón avisa que jogar na altituide é com ele mesmo. Gilberto, que já enfrentou aa montanhas de La Paz e de Cuzco, acha que dá pra se sair bem em Potosi. Mas recomenda ao time jogar mais fechado e não permitir a correria dos adversários.
  7. Sábado, 16jan10: Fabinho revela que seu empresário foi sondado pelo Flamengo pra uma transferência. Mas, no momento, sua preocupação é jogar pelo Cruzeiro. Se possível já na estréia do Mineiro, em lugar de Fabrício, que baixou enfermaria. Começa a venda de ingressos para a estréia do Cruzeiro no Mineiro, contra o Uberlândia, quarta-feira, 21h50, no Mineirão: a geral custará R$10, cadeira inferior, R$ 15; cadeira superior lateral, R$25; cadeira superior central, R$30, cadeira especial, R$55, estudantes, menores de 12 anos e maiores de 60 anos, pagam a meia entrada. No Ginásio Divino Braga, em Betim, perante 3.200 torcedores, o Cruzeiro Sada venceu o Náutico Lupo por 3×1 (25/17, 23/25, 25/18 e 25/19) e chegou à liderança da Superliga de vôlei.  Jogaram: Sandro, Wallace, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo, Bob, Bruno Zanuto, Polaco, Murilo Radke, Samuel Fuchs, Lucianinho e Aurélio.

Pelo visto, todos querem jogar. E vão jogar, pois o treinador já garantiu que haverá amplas oportunidades para todos os pretendentes à camisa titular.

E a torcida? Vai comparecer na estréia? Você já comprou seu ingresso, caro leitor?

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O torcedor do futuro

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Datafolha fez a seguinte pergunta a 853 crianças entre 4 e 12 anos:

  • Qual é o time de sua preferência?

Na pesquisa, publicada em 31jul08, em seu site, o instituto informa que 86% dos entrevistados declararam torcer por algum time, quase sempre de sua região.

  • “A preferência é regional: a escolha pelo São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG é mais expressiva na Região Sudeste, enquanto a opção por Grêmio, Internacional e Coritiba no Sul, Flamengo e Seleção Brasileira no Nordeste e Paysandu e Remo no Norte/Centro-Oeste.

Ranking:

  1. Flamengo – 23%
  2. São Paulo – 11%
  3. Corinthians – 10%
  4. Vasco – 5%
  5. Palmeiras – 5%
  6. Grêmio – 5%
  7. Seleção Brasileira – 4%
  8. Cruzeiro – 3%
  9. Botafogo – 2%
  10. Santos – 2%
  11. Atlético-MG – 2%
  12. Paysandu – 2%
  13. Internacional – 1%
  14. Remo – 1%
  15. Sport – 1%
  16. Coritiba – 1%
  17. Fluminense – 1%
  18. Santa Cruz – 1%
  19. Outros – 6%
  20. Não têm time -14%
Tags: Atlético, atlético-mg, Botafogo, Brasil, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Datafolha, Fla, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Gum, Inter, Internacional, Nordeste, Palmeiras, Pesquisa, ranking, Santos, São Paulo, Seleção, Seleção Brasileira, SP, Sport, torcedor, Vasco

Nós somos o Haiti

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Haiti divide a ilha Hispaniola, no Mar das Caraíbas, com a República Dominicana. É o terço ocidental, mais densamente povoado e mais pobre da ilha descoberta por Colombo, em 1492.

O país foi o primeiro a abolir a escravidão nas América. Aconteceu em 1796, após uma rebelião de escravos.

Mas isto não foi garantia de liberdade, pois várias ditaduras assolaram o páis. Na 2º metade do século passado, por exemplo, ele viveu sob a ditadura do médico François Duvalier, o Papa Doc.

Com sua guarda pessoal, os tontons macoute (bichos-papões), ele manteve certa ordem no país cometendo crueldades de matar de inveja os ditadores “mais competentes” na arte de liquidar opositores mundo afora.

Com a queda do ditador, em 1971, e a posterior derrubada de seu filho, Jean-Claude, em 1986, o caos instalou-se de vez com sucessivos golpes de estado, que nem a instauração de uma frágil democracia nos Anos 90 conseguiu controlar.

Pra evitar a decomposição completa do país, foi preciso a intervenção da ONU. Em 2004, tropas de vários países, lideradas por militares brasileiros do Exército de Marinha, foram enviadas para lá.

Com muita dificuldade, a força de ocupação colocou alguma ordem no caos. Segundo um militar da Marinha, que ouvi ontem na TV, a violência social e criminal praticamente cessou há dois anos.

O que não dá trégua ao país, contudo, é a natureza. A cada ano, tufões varrem a ilha. E, agora, aconteceu este terremoto que, praticamente destruiu Port-au-Prince, a capital da república.

Uma dúzia de brasileiros -11 militares e a médica Zilda Arns, da Pastoral da Criança- morreram na catástrofe.

Mais do que compaixão, o Haiti vai precisar de dinheiro. Obviamente, govrernos do mundo inteiro vão cooperar com a reconstrução.

E o Brasil, além de sua força militar e da verba que certamente enviará, deveria também promover a causa da Ilha com uma partida da Seleção Brasileira em alguma cidade européia.

Seriam arrecadados dezenas de milhões de dólares que poderiam ser investidos, especificamente, na reconstrução da Universidade de Porto Príncipe, que desabou sobre alunos e professores.

Dos jogadores brasileiros que foram tão bem recebidos lá, por ocasião do amistoso de 2005, tenho certeza de que não haveria recusa.

Falta, agora, o Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, se mexer e fazer alguma coisa de útil na vida.

Mais do que O Haiti é Aqui, é hora de cantar Nós somos o Haiti.

P.S.: 1. Muitas ongs, as que não estão querendo refundar países, vão ajudar na reconstrução do Haiti. Entre elas, a Viva Rio. 2. Pra se conhecer um pouco mais do período de terror dos tontons macoute, sugiro a leitura de Os Comediantes, romance do inglês Graham Greene.

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27ª CAN, Grupo D: Eto’o, Katongo, Ovono

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mauro França

Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia.

CAMARÕES

  • Outra grande potência africana. Vai para a sua sexta Copa, recorde na África. Camarões disputa pela 16ª vez as finais de CAN, sétima consecutiva. Depois de 1982, só ficou de fora uma vez, em 1994. Chegou à final seis vezes, conquistando 4 títulos (1984, 1988, 2000, 2002). Foi vice em 2008, batido pelo Egito. Tem ainda um título de campeão olímpico, em 2000. É o 1º do ranking africano e o 11º do mundial. Camarões tropeçava nas eliminatórias quando o francês Paul Le Guen foi contratado, em julho de 2008. Sob o seu comando a equipe se recuperou, venceu quatro jogos consecutivos e garantiu vaga na Copa. Feito que lhe valeu a renovação do contrato até o final deste torneio. Eto’o (Inter de Milão), em sua sexta CAN, é o grande astro dos Leões Indomáveis, que contam ainda com os experientes Rigobert Song (Trabzonspor), capitão da equipe, e Geremi (Newcastle).  Bassong (Tottenham), contundido, é a ausência mais sentida. A preparação final foi feita em Nairobi, Quênia.

GABÃO

  • Fez boa campanha nas Eliminatórias, a ponto de sonhar com a vaga na Copa, mas foi ultrapassado por Camarões nas duas rodadas finais. Volta à fase final da CAN depois de uma década ausente, na sua quarta participação. Seu melhor resultado foi chegar às quartas-de-final em 1996, que espera ao menos igualar. O Gabão, em conjunto com a Guiné Equatorial, sediará a próxima CAN. Ocupa a 8ª posição no ranking africano e a 48ª no mundial. Desde 2006 o treinador dos Panteras é Alain Giresse, ex-jogador da França, que montou uma equipe sem grandes estrelas, mas forte no conjunto. O atacante Daniel Cousin (Hull City) é o principal destaque, ao lado do experiente goleiro Didier Ovono (Le Mans) e do trio formado pelos irmãos Aubameyang, Catilina (sem clube), Willy (Avellino) e Pierre-Emerick (Lille). No último amistoso de preparação, Gabão venceu Moçambique por 2×0.

ZÂMBIA

  • Em sua 14ª presença em finais de CAN, o objetivo é alcançar ao menos as quartas-de-final. Pode parecer modesto, mas desde 1996, quando foi 3º, Zâmbia não passou da fase de grupos nas cinco edições que participou. Seus melhores resultados são dois vices, em 1974 e 1994. Ocupa o 17º posto do ranking africano, 84º do mundial. O técnico é o francês Herve Renard, desde maio de 2008. O sucesso dos Chipolopolos (Balas de Cobre, no idioma bemba) depende do desempenho dos irmãos Katongo, Christopher (Armenia Bielefeld), atacante, e Felix (Mamelodi-RSA), meia. Outro destaque é o goleiro Mweene (Free States Stars-RSA). Oito jogadores atuam na África do Sul e sete em times de segunda linha da Europa. No último amistoso, Zâmbia empatou com a Nigéria, 0×0, em Durban, África do Sul.

TUNÍSIA

  • A Tunísia teve a vaga na Copa nas mãos. Precisava apenas de uma vitória sobre Moçambique na última rodada, fora de casa, mas perdeu e foi ultrapassada pela Nigéria. Foi a primeira Seleção africana a vencer em Copas, em 1978 (3×1 sobre o México).  Participou de 4 Copas (1978, 1998, 2002, 2006) e chega a sua 14ª final de CAN, da qual foi campeã em 2004, quando sediou pela 3ª vez a competição. Ocupa o 10º lugar no ranking africano e o 53º no mundial. O fracasso nas eliminatórias levou a Federação tunisiana a trocar o português Humberto Coelho por Faouzi Benzarti, treinador do Esperance de Túnis. 16 dos 23 convocados, por sinal, jogam no país. O zagueiro Haggui (Hannover-96) e o meia Darragi (Esperance), são os destaques.
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Pontifique você também

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entre 14 e 18dez09, o Datafolha ouviu 11.258 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território nacional.

Assunto: futebol. Margem de erro para o total da amostra é de 2%, pra mais ou pra menos.

Eis alguns números para os palpiteiros, incluindo os blogueiro, pontificarem:

(mais…)

Tags: Brasil, Copa do Mundo, Cruzeiro, Datafolha, Dunga, futebol, Pesquisa, Seleção, torcedor, torcida

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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Resolução de Ano Novo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Marcel Fleming

Eu decidi: não torcerei nunca mais para a Seleção da CBF!

E vou manter a promessa, por mais que a experiência sempre nos diga para nunca dizer nunca. Então, para facilitar as coisas, vou mudar: nunca mais torcerei para a Seleção da CBF, enquanto:

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