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Superliga de Vôlei: Pinheiros 3×1 Cruzeiro

sábado, 6 de março de 2010

Ernesto Araújo

Depois de duas excelentes vitórias por 3×0 contra o Vôlei Futuro  e o SESI, o Cruzeiro/Sada voltou à quadra para enfrentar o Pinheiros/Sky, equipe das estrelas Giba, Gustavo, Rodrigão e Rocca.

Jogando em casa, o Pinheiros, um dos candidatos ao título, que sofreu com contusões de seus astros, buscava se afirmar como sério candidato ao título.

1º Set

O Cruzeiro começou melhor, abriu 3×1 na passagem de Wallace (8) pelo saque, manteve bom nível de ataque, chegando aos 7×5, mas o Pinheiros equilibrou mas chegou ao 1º tempo técnico perdendo por 8×7.

No retorno, o Cruzeiro fez 11×9, mas o Pinheiros empatou num ponto muito contestado pelos cruzeirenses em que o ataque adversário teria ido para fora.

O Cruzeiro recuperou-se e após um rali e marcou seu 14º ponto. Graças a um bloqueio de Wallace e a outro erro de arbitragem (dessa vez, favorável ao Cruzeiro, dando como fora um bom saque de Giba), os mineiros chegaram ao  2º tempo com 16×14.

Voando desde o fundo da quadra, Wallace fez o 18º ponto do Cruzeiro e com outro erro do adversário o placar atingiu 19×16.

Cebola, técnico do Pinheiros pede tempo e seu time voltou melhor. Giba começou a se destacar juntamente com o bloqueio do time da casa, levando o time paulista ao empate em 20×20.

Marcelo Mendez pediu tempo. Na volta, Cruzeiro abriu vantagem com Wallace e Bob (15), fazendo 24×22.

Cebola ainda tentou reagir com mais um pedido de tempo, mas o Cruzeiro fechou o set num erro de saque do Pinheiros, fazendo 25×23.

2º Set

O Pinheiros abriu 2×0, mas o Cruzeiro se recuperou após emocionante disputa de bola, chegando aos 4×2.

Porém, o time mineiro começou a falhar e o Pinheiros empatou em 5×5 e chegou ao 1º tempo com 8×7.

Na volta, o bloqueio funcionou e o Pinheiros abriu 12×9. O Cruzeiro reagiu após o pedido de tempo, mas os locais cravaram 16×12.

Após o 2º tempo, o panorama não mudou. O Cruzeiro teve dificuldade para virar a bola e o Pinheiros, com Giba e Rocca eficientíssimos, chegou aos 19×15.

Marcelo Mendez pediu tempo. Não adiantou. O time paulista fez 22×18 e nem mesmo as entradas de Samuel, Lucianinho e Murilo resolveram. Final: Pinheiros, 25×19.

3º Set

Cruzeiro voltou com raça e começou bem fazendo 4×2, mas o Pinheiros chegou ao 5º ponto em um lance de toque na rede muito discutido pelas duas equipes com a arbitragem.

Os microfones captaram as conversas em quadra e ficou claro que o critério e a marcação do árbitro estavam corretas. A partida prosseguiu com o Cruzeiro chegando ao 1º tempo com 8×6.

No reinício, mais um lance polêmico sobre uma bola que teria ou não ido pra fora. O árbitro irritou-se com a pressão advertiu os dois capitães.

Retomando o jogo, na base da garra, o Cruzeiro manteve-se com dificuldades à frente e emplacou 10×7.

O Pinheiros dificultou as coisas, mas com o levantador Sandro (5) consertando várias bolas, o Cruzeiro chegou ao 2º tempo com 16×14.

No retorno, o Pinheiros atropelou. O Cruzeiro, que errava na recepção e não conseguia passar pelo eficiente bloqueio local, ainda penou com os implacáveis ataques de Giba e Rocca.

Marcelo Mendez orientou a equipe. Wallace se tornou válvula de escape do levantador Sandro e deu conta do recado, mas o time ficou previsível.

O Pinheiros fez 22×19 e o Cruzeiro pediu tempo. Nada mudou o set fechou em 25×20 para os paulistas.

4º Set

O bloqueio formado por Giba e Rocca virou todas as bolas, mas na raça o Cruzeiro chegou ao 1º tempo à frente: 8×6. Com a melhorar de seu saque e bloqueio, os mineiros chegaram ao 2º tempo com 16×15.

Cebola promoveu a entrada de Pablo, apenas pra sacar. O atleta, que havia entrado com a mesma finalidade no fim do 1º set e tinha errado saque decisivo, desta vez, desconcertou a recepção celeste.

O Pinheiros acelerou atingindo 19×18. O final do set mostrou um Cruzeiro dominado e sem opções pra reagir. Final: Pinheiros, 26×24.

Opinião

O Cruzeiro começou bem, mas perdeu graças à atuação sensacional de Giba e Rocca e a aplicação eficiente do bloqueio so Pinheiros que evitou diversos ataques celestes.

Num determinado momento, somente Wallace conseguia virar as bolas consertadas por Sandro. Bob (15), Bruno Zanuto (11) e Douglas Cordeiro (4), apesar da raça e do empenho, não estavam inspirados como Wallace e isto pesou.

O banco celeste também não funcionou. Nas derrotas contra Minas e Pinheiros, em que o adversário conseguiu dificultar as coisas com a entrada de um bom reserva, novamente os atletas que entraram do lado celeste, não tiveram capacidade pra mudar a partida.

 O Cruzeiro segue como líder e continua como um dos candidatos ao título. Porém, nunca é demais lembrar que Minas, Pinheiros e Floripa são também fortes e favoritos à conquista.

Pinheiros/Sky 3×1 Cruzeiro/Sada, sábado, 06mar10, 15h, Ginásio Henrique Villaboin, São Paulo (SP), 10ª rodada, 2º turno da Superliga masculina 2010 – Transmissão: SporTV – Público: 1200. Cruzeiro/Sada: Sandro, Wallace, Bob, Bruno Zanuto, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo e o líbero Polaco. Entraram Lucianinho, Murilo, Samuel. Pinheiros/Sky: Giba, Rocca, Rodrigão, Gustavo, Léo, Marcelinho, Pablo.

Ernesto Araújo, 36, cruzeirense, webdesign, nasceu em Belo Horizonte, mora em Santos-SP.

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Um goleiro que já não se desvia mais da bola

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alguém se lembra doe goleiro do Corintiãs que desviou-se da bola numa cobrança de pênalti na marmelada campineira do pentacampeonato brasileiro ao Flamengo?

Pois é, hoje, contra o Santos, ele já operou três milagres em 17 minutos. Até voou pra defender pênalti bem cobrado pelo garoto Neymar.

No Parque do Sabiá, Obina fez 2 gols em 20 minutos. O locutor da Globo quase enfartou de emoção.

E a torcida emplumada, enamorada, não se cansa de saltitar e gritar o nome de seu novo amor na arquibancada.

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Almirante com público de Duque

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Em Manizales, Once Caldas 2×1 São Paulo, de virada. Ceni marcou e virou artilheiro do tricolor em Libertadores. Washington matou uma na canela, Ou melhor, mais uma.

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Entre si e Muricy, Belluzzo ficou consigo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Após 34 partidas, com 13 vitórias, 11 empates, 10 derrotas e aproveitamento de 49% dos pontos disputados, Muricy Ramalho foi demitido do Palmeiras.

Amadorismo é pouco. Queriam um treinador ou um milagreiro? Se contrataram Muricy pelo currículo vencedor, por que não lhe deram tempo pra organizar a algazarra reinante no clube?

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Secco por folia

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dois anos de Qatar não mataram Roger de sede. De água. Mas o deixaram seco por folia.  E lá se vai nosso aeroportuário, de bar em bar, digo, de bloco em bloco, curtir a vida adoidado neste carnaval.

Enquanto a galera fica aqui debulhando lágrimas por conta da maldade dos argentinos e da insensibilidade do apitador uruguaio, Roger Secco já vestiu a camisa azul e saiu por aí…

Divirta-se, garoto.

Aproventando a ensancha oportunosa, recomendo ao estressado Gilberto, cair na farra pra limpar o HD.

Recife tem a folia mais indicada pra ele. Aqueles passinhos de frevo são café pequeno pra quem já está pegando da cintura pra riba.

Adílson, libere a tropa toda. Gandaia faz bem. Melhora o preparo físico. Deixa a alma mais leve.

Atendendo a pedidos… Deborah Secco vai curtir Carnaval no Rio, em Salvador e em Recife

Bia Sant’Anna, iG São Paulo, em 11fev10

Não estava nos planos de Deborah Secco cair na folia neste Carnaval. A pedido do marido Roger Flores, no entanto, a atriz vai cumprir o roteiro do confete completo: de Recife a Salvador, com um provável alô em um camarote carioca também. 

Roger, que está há dois anos morando no Qatar, queria muito curtir o Carnaval no Brasil – onde, aliás, vai morar agora, depois que fechou contrato com o Cruzeiro. Como o time deu dois dias de folga ao jogador, sábado e domingo, ele logo animou a mulher a afivelar as malas. 

Deborah então passa pelo Bloco Galo da Madrugada, no Recife, e depois segue para Salvador, onde dá pinta no trio de Ivete Sangalo, patrocinado pela TAM. Se tudo der certo, ainda pode encarar a Sapucaí. Mas de camarote, claro – e no da Brahma.

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Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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Paradinha c/ choro, Peru c/ chacota, Letra c/ estilo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Em Barueri, o santista Neymar cobrou pênalti com paradinha de Rei.

Rogério Ceni voou pro lado direito e ficou sentado espiando a bola viajar da marca da cal pras redes.

No intervalo, ele chiou: “É muito injusto!”

Bah! Aposto que até o torcedor são-paulino gostou. Foi divertido. É o que conta.

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Cruzeiro já tem consulado no Rio de Janeiro

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2010.

Senhores (as)

Estou meio sumido do PHD devido ao excesso de trabalho e ao fato de estar focado na montagem de um consulado do Cruzeiro no Rio de Janeiro.

Como estou, constantemente, viajando a trabalho ao Rio, decidi, por conta propria, realizar meu sonho de montar uma confraria azul, aqui.

Até hoje, não havia ponto de encontro de cruzeirenses na Cidade Maravilhosa.

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Abaixo da linha de pobreza

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

São Paulo, Corintiãs, Flamengo, Inter e Grêmio foram às compras. Até o Atlético-MG, nouveau riche do fut brasilis enche o elenco de medalhões.

Enquanto isto, o Cruzeiro, a confiar no twitter do Chaves, tem uma lista de 10 meias que podem ser contratados. Ou seja, não tem um de fé.

E não consegue convencer jogador de talento a vestir sua camisa. O clube tem pouco a oferecer além do passado glorioso. E os caras querem é grana, tutu, bufunfa.

A decepção do Eduardo Maluf ao perceber que a negociação para contratar Cleber Santana ruiu ao menor interesse do São Paulo pelo atleta foi comovente.

Pois bem, hoje, com a venda do Kleber, mais um sinal inequívoco da fragilidade do Cruzeiro vem à tona. Cinco milhões e meio de euros?! Uai, mas ele não valia do dobro até dois meses atrás?

Por que este desespero pra torrar um atleta tão valioso por uma merreca?

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Copa SP, Cruzeiro 1×2 S. Paulo: Juiz decidiu

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Após 1 minuto de silêncio pelas vítimas do terremoto no Haiti, Cruzeiro e São Paulo começaram a decidir uma vaga para as semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior perante bom público em Jaguariúna, região de Campinas, interior de São Paulo.

Todo de azul, o Cruzeiro ficou no gol à esquerda das tribunas. O São Paulo se apresentou com seu tradicional uniforme branco.

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Vôlei é líder, atletismo é pódio, futebol treina

domingo, 17 de janeiro de 2010

Esta foi a semana do Cruzeiro:

  1. Domingo, 10jan10: Inspirando-se no Barcelona, Adílson Baptista diz que não vai mais poupar jogadores, privilegiando uma competição em detrimento de outras. Se as contusões derem trégua, é claro. Thiago Ribeiro e Leonardo Silva cantam o mantra do elogio à estrutura do Cruzeiro. É mais produtivo treinar na Toca do que viajar pra se preparar alhures como fazem os elencos dos clubes que não possuem bom centro de treinamento. Equipe de Atletismo do Cruzeiro subiu em 3 pódios: Frank Caldeira com o 2º lugar na 26ª Corrida de Reis de Cuiabá; Gladiador com o 3º e João da Bota com o 5º, na 40ª Corrida de Reis de Brasilia; Cristiano Machado com o 4º na 33ª Corrida de Reis Barcelona, em São Caetano do Sul.  
  2. Segunda-feira, 11jan10: Jonathan sonha com vaga na Seleção. Uchoa e Thiaguinho são titulares no Sub20 do Brasil que empatou com o Uruguai por 1×1 e vai disputar a final do Torneio de Punta Del Este. Depois de treinos físicos e táticos na Toca II, jogadores do Cruzeiro ouviram paletras proferidas pelo presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol, Jurandy Gama Filho, e pelo ex-arbitro Juliano Lopes Lobato.
  3. Terça-feira, 12jan10: Após 7 meses em recuperação, Leo Fortunato volta a treinar com bola. Marquinhos Paraná e Leonardo Silva divergem sobre a semana de treinamentos em Sucre, a 2.800 m de altitude, para o jogo em Potosi, a 4.000 m. Para o volante quanto menos tempo nas alturas, melhor, pois a turma não fica pensando o tempo todo no problema. Já beque considera fundamental o treino na altitude pra goleiro e zagueiros se adaptarem à maior velocidade da bola lá nas grimpas do mundo. O ex-zageiro Wilson Gottardo, que fez 6 gols e levantou a Libertadores jogando 101 partidas pelo Cruzeiro em 1997/98 reaparece na Toca, agora para iniciar um estágio de treinador com Adílson Baptista.
  4. Quarta-feira, 13jan10: Adílson confia na recuperação do futebol de Thiago Heleno. Fabrício, com distensão na panturrilha, não treina e deve desfalcar o time nos primeiros jogos da temporada. Em Caxias do Sul, O Cruzeiro Sada venceu o São Paulo Fátima Medquímica UCS por 3×0 (25/17, 27/25 e 25/23) e alcançou o 2º lugar na Superliga de Vôlei. Defenderam o time mineiro: Sandro, Wallace, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo, Bob, Bruno Zanuto, Polaco (líbero), Murilo Radke e Samuel Fuchs.
  5. Quinta-feira, 14jan10: Kleber é o único titular garantido no ataque celeste. Wellington Paulista, Guerrón, Anderson Lessa e Thiago Ribeiro vão disputar a 2ª vaga. Alegando bolha no calcanhar, a nova epidemia que assola o fut brasilis, WP não treinou. Depois, pela Itatiaia, soube-se que ele está de birra com o treinador por não ter sido escalado como titular no jogo-treino contra o Itaúna, vencido pelo Cruzeiro por 7×1, gols de Ribeiro (3), Guerrón (2), Leandro Lima e Fabinho. Pedro Ken, substituto de Fabrício no treino, foi elogiado por Thiago Ribeiro: “Ele tem mobilidade, marca e sai para  jogo, como fazem nossos volantes.” Sub18 do Cruzeiro vence Paraná Clube por 1×0, pela Copa SP, em Taboão da Serra e se classifica pra enfrentar a Inter de Limeira no domingo, às 10h.
  6. Sexta-feira, 15jan10: O centroavante Eliandro renova contrato com o clube até 2013. Thiago Ribeiro se candidata a batedor de faltas em 2010. Guerrón avisa que jogar na altituide é com ele mesmo. Gilberto, que já enfrentou aa montanhas de La Paz e de Cuzco, acha que dá pra se sair bem em Potosi. Mas recomenda ao time jogar mais fechado e não permitir a correria dos adversários.
  7. Sábado, 16jan10: Fabinho revela que seu empresário foi sondado pelo Flamengo pra uma transferência. Mas, no momento, sua preocupação é jogar pelo Cruzeiro. Se possível já na estréia do Mineiro, em lugar de Fabrício, que baixou enfermaria. Começa a venda de ingressos para a estréia do Cruzeiro no Mineiro, contra o Uberlândia, quarta-feira, 21h50, no Mineirão: a geral custará R$10, cadeira inferior, R$ 15; cadeira superior lateral, R$25; cadeira superior central, R$30, cadeira especial, R$55, estudantes, menores de 12 anos e maiores de 60 anos, pagam a meia entrada. No Ginásio Divino Braga, em Betim, perante 3.200 torcedores, o Cruzeiro Sada venceu o Náutico Lupo por 3×1 (25/17, 23/25, 25/18 e 25/19) e chegou à liderança da Superliga de vôlei.  Jogaram: Sandro, Wallace, Douglas Cordeiro, Renato Felizardo, Bob, Bruno Zanuto, Polaco, Murilo Radke, Samuel Fuchs, Lucianinho e Aurélio.

Pelo visto, todos querem jogar. E vão jogar, pois o treinador já garantiu que haverá amplas oportunidades para todos os pretendentes à camisa titular.

E a torcida? Vai comparecer na estréia? Você já comprou seu ingresso, caro leitor?

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É preciso valorizar as pequenas alegrias

sábado, 16 de janeiro de 2010

Leio que o Corintiãs fechou patrocínio de R$50 milhões. Deixou no chinelo os R$38 milhões do São Paulo, os R$28 milhões do Fla e e os R$18 milhões do Inter.

Palmeiras, com a Traffic, e Fluminense, com a Unimed, têm parceiros endinheirados.

O Botafogo, da Liquigás, e Vasco, da Eletrobras, foram adotados pelo Governo Federal. Boquinhas de primeira!

Inter e Grêmio se viram com suas dezenas de milhares de associados. Gente trabalhadaora, essa gauchada!

Enquanto isto, o Cruzeiro põe a mãe, digo, a camisa na zona em troca de R$10 milhões. E se vangloria de ter 10 mil associados, se tanto.

Não é à toa que o presidente Zezé Perrella fica agoniado com a perspectiva da janela se fechar sem conseguir emplacar a venda de algum titular.

Mas, se trabalharmos diretim, tenho fé de que continuarmos a merecer nosso papel de coadjuvantes no futebol brasileiro.

Esta semana, sem falta, renovarei a assinatura da Revista do Cruzeiro e pagarei as anuidades da Sede Campestre e do Sócio do Futebol.

Prometo também, se encontrar algum exemplar na CruzeiroMania, me presentear com a camisa oficial.

Eu pago pra cornetar. E pra ter o prazer de disputar, de novo, uma vaga no G4.

Afinal, “é preciso valorizar as pequenas e possíveis alegrias”. Foi a lição que li, algures, escrita pelo filósofo goiano-lacustre, Velho Damas.

P.S.: Obviamente, o Mineiro nem vou comemorar. Este não passa de um torneio rural, garente ZZP. É provável até que aproveite as tardes no Mineirão pra tirar pestanas, como se fosse um multinick.

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O torcedor do futuro

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Datafolha fez a seguinte pergunta a 853 crianças entre 4 e 12 anos:

  • Qual é o time de sua preferência?

Na pesquisa, publicada em 31jul08, em seu site, o instituto informa que 86% dos entrevistados declararam torcer por algum time, quase sempre de sua região.

  • “A preferência é regional: a escolha pelo São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG é mais expressiva na Região Sudeste, enquanto a opção por Grêmio, Internacional e Coritiba no Sul, Flamengo e Seleção Brasileira no Nordeste e Paysandu e Remo no Norte/Centro-Oeste.

Ranking:

  1. Flamengo – 23%
  2. São Paulo – 11%
  3. Corinthians – 10%
  4. Vasco – 5%
  5. Palmeiras – 5%
  6. Grêmio – 5%
  7. Seleção Brasileira – 4%
  8. Cruzeiro – 3%
  9. Botafogo – 2%
  10. Santos – 2%
  11. Atlético-MG – 2%
  12. Paysandu – 2%
  13. Internacional – 1%
  14. Remo – 1%
  15. Sport – 1%
  16. Coritiba – 1%
  17. Fluminense – 1%
  18. Santa Cruz – 1%
  19. Outros – 6%
  20. Não têm time -14%
Tags: Atlético, atlético-mg, Botafogo, Brasil, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Datafolha, Fla, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Gum, Inter, Internacional, Nordeste, Palmeiras, Pesquisa, ranking, Santos, São Paulo, Seleção, Seleção Brasileira, SP, Sport, torcedor, Vasco

O Outro na vida do Datafolha

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Marcos Pinheiro

Pelos números apurados pelo Datafolha, entre 14 e 18dez09, os times do Eixo fazem a festa no Paraná e na Bahia.

No Paraná, o Corinthians lidera com folga: 20%, contra longínquos 8% do Atlético, que está empatado com o Palmeiras.

Depois vem Flamengo, 7%, São Paulo e Santos, ambos com 6%, para só então aparecer o Coritiba, com 5%.

Até o Grêmio, com 3%, está na frente do Paraná Clube, que tem 2%, empatado com Vasco e Internacional.
 
Na Bahia o vexame é um pouco menor. Bahia e Vitória, com 14% e 10% respectivamente, ficam em 3º e 4º lugar, atrás apenas de Flamengo, 21%, e Corinthians, 10%, mas na frente de São Paulo, 7%, Palmeiras, 6%, Vasco, 5%, e Santos, Botafogo e Fluminense, todos com 1%.
 
Mas paranaenses e baianos não podem reclamar. O Datafolha, ao menos, reconheceu que eles existem.

Em Pernambuco, Ceará e Santa Catarina, o Datafolha simplesmente juntou todas os clubes locais na categoria “Outro”.

No estado do campeão brasileiro de 1987 o “Outro” teve 39% no Estado e 68% no Recife.

No Ceará, o “Outro” teve 20% no Estado e 40% em Fortaleza.

E em Santa Catarina, foi 5% para “Outro” no Estado e 33% em Floripa.
 
Se a pesquisa foi feita e foram divulgados os resultados estratificados de nove Estados, do Distrito Federal e de 10 capitais, por que não divulgar os percentuais das equipes locais?

Será que a paulista Datafolha ainda não digeriu a derrota do Corinthians na dinal da Copa do Brasil de 2008? Embirrou?

Os 68% dos clubes pernambucanos no Recife não são relevantes?

A que interessa ao torcedor do Santa ou do Náutico saber que Flamengo e Corinthians têm 4% dos torcedores em Recife, São Paulo e Palmeiras têm 1% e “Outro” tem 68%?
 
Por nossa conta, aplicaremos um tratamento isonômico e publicaremos os resultados de RJ e SP no mesmo padrão que Datafolha adotou para CE, PE e SC.

Quem quiser, que vá nos links acima para mais detalhes.
 
No Estado do Rio, Corinthians e Palmeiras tiveram 1% cada, e “outro” teve 84%, com 14% de não torcedores.

Na capital fluminense, “outro” subiu para 87%, tendo Corinthians e Santos 1% cada e 11% de não-torcedores.

No Estado de São Paulo, Flamengo teve 2% e “outro” 75%, com 22% dos entrevitados respondendo não torcer para nenhum time.

Na capital São Paulo, o Flamengo manteve os 2%, seguido do Vasco, com 1%, 20% não torcem para ninguém e 75% torcem para “Outro”.

Marcos Pinheiro, 37, cruzeirense, engenheiro, advogado, servidor público, nasceu no Rio de Janeiro, mora em Belo Horizonte.

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Copa SP, Cruzeiro 1×0 Paraná: Sem brilho

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Após um minuto de silêncio para lembrar as vítimas do terremoto que arrasou o Haiti, Cruzeiro, todo de branco, e Paraná Clube, com o tradicional uniforme azul e vermelho, iniciaram a decisão de uma vaga para as oitavas-de-final da Copinha.

1º tempo

Os paranenses começarm mais espertos e descolaram dois escanteios no 1º minuto. Bem postado, o trio final celeste, com Gabriel Vasconcelos, Deivisson e Wesley, despachou as bolas levantadas pelo armador Vinícius.

Os minutos iniciais foram dos paranistas. Somente aos 5, Hyago levou o Cruzeiro ao ataque, indo à linha de fundo, pela esquerda, e arrematando cruzado. Rodolfo desviou a bola pra escanteio. Dudu cobrou, pela esquerda, jogando a bola na entrada da pequena área. Acossado por Wesley, Marcelo Carvalho chutou a bola contra seu próprio arco: Cruzeiro 1×0.

O Paraná teve chance de empatar aos 10 quando o centroavante Caio fez o pivô e rolou pro arremate forte de Vinícius. A bola passou rente ao poste esquerdo do arco de Gabriel Vasconcelos.

O Paraná, jogando no 3-6-1, avançou os alas e aproximou da área seu jogador mais talentoso, Vinícius, para pressionar a saída de bola celeste. O Cruzeiro, jogando no 4-3-2-1, tinha em Marquinhos e Eber dois leões-de-chácara a proteger sua bequeira.

Na frente, Dudu, sem posição fixa, e a dupla Allan Jr. e Sebá confundiam a defeza paranista com seus deslocamentos deslocamentos. De trás, apareciam, como surperesa, Elber e Hyago.

Aos 17, Vinícius cobrou falta, de fora da área, no ângulo superior direito de Gabriel, que voou pra mandar a bola a escanteio. Um minuto depois, Hyago avançou pela esquerda e chutou forte. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora.

Aos 20, Vinícius voltou a chutar forte para outra boa defesa de Gabriel. O Cruzeiro retomou o controle das ações e aos 28, Elber foi ao fundo, pela direita, e cruzou com força. Rodolfo defendeu parcialmente, mas Sebá não conseguiu arremtar para as redes.

O campo, curto, estreito e de piso irregular não favorecia o toque de bola. Os dois times atacavam privilegiando a força em detrimento do talento. Aos 39, Caio foi puxado na entrada da área. O juiz mandou seguir, pois o centroavante ficou com a bola. Mas ele a perdeu bisonhamente e ficou pedindo pênalti, sem razão.

Aos 43, Gil cobrou falta pela direita, Sebá subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça. Deivisson chegou uma fração de segundo atrasado e não conseguiu marcar o gol.  O troco veio aos 47. Wesley parou Caio com falta na entrada da área e levou cartão amarelo. Vinícius desperdiçou a cobrança chutando a bola por cima do travessão.

2º tempo

O Cruzeiro voltou com Gabriel Araújo em lugar de Hyago. A mudança fez o time eprder uma arma ofensiva poderosa. O Paraná dominou, com mais vontade do que bola os minutos inciais.

Aos 7, contudo, Elber cobrou falta na direita, mas Allan Júnior chegou atrasado e não conseguiu fazer o 2º gol. Os paranaenses desperdiçaram boa chance aos 11 quando gabriel Vasconcelos defendeu chute forte de Vieira, de fora da área.

Aos 12, Alexandre Grasselli trocou Dudu por Anderson Uchoa. O time celeste ficou mais forte na contenção, mas perdeu a capacidade de armar jogadas pelo meio.

Os paranistas continuaram forçando. Aos 14, Washington desvencilhou-se do carrapato Marquinhos, driblou Wesley, que não dividiu a sério por ter cartão amarelo, invadiu a área, deslocou Gabriel, mas a bola saiu rente ao poste esquerdo, pela linha de fundo.

Aos 16, Fernando Kenor começou a mudar o sistema de jogo paranista, trocando o armador Washington pelo atacante Dieguinho.

Aos 17, Wesley sentiu distensão na coxa direita e foi substituído por Murilo. A essa altura, o Cruzeiro já havia perdido a capacidade de concatenar jogadas na meia cancha e vivia de esticões dos beques e volantes para Sebá e Allan Jr., bem marcados pela defesa tricolor.

Aos 23, o gigante de 1m91 e 93Kg, Diego Alemão saiu de campo carregado, quase matando os maqueiros encarregados doc arreto. Em seu lugar entrou Diego santos e o Paraná Clube passou a jogar num arriscado 3-4-3.

O Cruzeiro estranhou a mudança paranista e sua defesa passou a  ter dificuldades com tantos atacantes pela frente. Alexandre Grasselli arrumou a casa gritando na beirada do campo.

Aos 29, Allan Júnior concluiu com um peteleco um bom ataque. Rodolfo defendeu sem maiores problemas. Na sequência, Marquinhos desceu o sarrafo em Vinícius e foi amarelado.

Aos 34, Gabriel Araújo cruzou forte, da esquerda, Rodolfo pegou a bola com dificuldade. Rapidamente, todo o time celeste se recompôs colocando 11 jogadores atrás da linha da bola. Num campo pequeno,  isto foi uma maldade com os paranistas, que sem habilidade no trato com a bola, tinham de chutar de qualquer distância.

Esses chutes renderam uma sucessão de escanteios, que obrigaram Gabriel Vasconcelos a mostrar habilidades de socador de bolas. Mas, além da competência, ele precisou também da sorte aos 43, quando Marcelo carvalho encontrou Aamuri livre na parea e fez o lançamento. O defensor não teve categoria pra escolher um canto e chutou de qualquer jeito, mandando a bola por cima do travessão.

Os doisúltimos lances significativos ocorreram aos 45 e 46, quando Allan Júnior e Vinícius chutaram a gol de fora da área. Em ambos, a bola foi parar na linha de fundo.

Antes do final da partida, aos 48, Vinícius sentiu câimbras. Um atestado de seu esforço em busca do empate. E Caioo ainda teve tempo de apelar com uma bolada nas costas de Gabriel Araújo, que lhe valeu um cartão amarelo, sua última lembrança da Copinha.

Foi  partida menos inspirada do Cruzeiro no torneio. Elber e Allan Júnior, que estiveram tão bem nas anteriores, não luziram dessa vez. Em contrapartida, bequee e volantes de contenção trabalharam feito gente grande. E Gabriel Vasconcelos defendeu todas as bolas que passaram por seu raio de ação.

Resumo da ópera: não foi bonita, mas foi justa a vitória celeste.

  • Cruzeiro 1×0 Paraná clube, quinta-feira, 14jan10, 16h, Estádio Vereador José Feres, Taboão da Serra, 16 Km de São Paulo, décima-sextas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior – Juiz: Marcelo Krochmalnik (SP) – Bandeiras: Clademir Alves Bento e Juliano Rogério Vecchio (SP) – Amarelos: Gil, Sebá, Wesley, Marquinhos, Gabriel Araújo (Cru); Diego Volpini, Caio (Par) – Gol: Marcelo Carvalho, contra, 5 do 1º tempo - Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos; Gil, Deivisson, Wesley (Murilo) e Hyago (Gabriel Araújo); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Anderson Uchoa); Sebá e Allan Júnior. Tec: Alexandre Grasseli / Paraná Clube: Rodolfo; Diego Alemão (Diego Santos) e Marcelo Carvalho; Amauri, Diego Volpini, Vieira, Victor (Jean); Washington (Dieguinho), Vinícius e Helber; Caio. Tec: Fernando Kenor.
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O Calendário Segundo João

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezado Jorge Santana,
 
Tive todo o cuidado e paciência para ler do princípio ao fim a proposta do Paulo Sanchotene.

Embora aparentemente baseada no calendário europeu creio que a proposta dele seja de difícil assimilação.

E mais, considerando o que se faz no Brasil, dificilmente ela teria a adesão de Rio e de São Paulo, que durante anos impedem que qualquer mudança seja feita no Brasil de forma a reduzir a dominação que exercem sobre o esporte mais popular do país, o futebol.

Creio haver outra solução, menos complexa, e capaz de levar, paulatinamente, à situação ideal.

Não me agrada a fórmula de Apertura e Clausura como existe em vários países sul-americanos, muito embora ela abra oportunidade para que todos os times campeonem.

A fórmula de pontos corridos chamada por você de Morrinhão é universal e justa, pois cada time joga uma vez em casa e outra fora.

Ora, somos um país continental e se te incomoda ver os tais times de empresário e sem torcida ocupando as vagas de Remo, Bahia, Santa Cruz, Paysandu ou Sport, há que se reconhecer que os tais chegaram lá por méritos técnicos.

Como equilibrar os conceitos?

Para mim não é fazendo campeonatos estaduais em 30 datas que se terá a solução. Teríamos morrinhões estadiais do mesmo jeito.

A solução passa pela massificação do esporte, com ligas classificando para os campeonatos estaduais de forma a se manter a atividade esportiva em todo o território nacional durante onze meses.

Desenvolvendo minha idéia, teríamos, nos mesmos moldes, de hoje:

  • a) Campeonatos Brasileiros de 4 Divisões com 20 times em cada uma. A Série E teria a participação de times do Brasil todo, regionalizada nas fases iniciais e bancada por quem quiser comprar o filé das Séries A e B.
  • b) Copa do Brasil: Com a participação dos times da Série A + campeões estaduais do ano anterior não constantes desta série + uma fase eliminatória que agruparia os outros times por ranking das federações estaduais até se completar 64 clubes. Os participantes da Libertadores eliminados até a fase de grupos se qualificariam para estas vagas.
  • c) Campeonatos Estaduais revitalizados, com uma fase preliminar englobando os campeões das ligas micro-regionais classificando 6 clubes para a composição de 12 times da disputa do estadual do ano seguinte. Os classificados entre a 7ª e 12ª posições anualmente seriam cabeças de chave destes hexagonais regionalizados. Teríamos, então, um campeonato regionalizado com 6 chaves de 12 times, competindo ao longo de todo o 2º semestre para se indicar os classificados para os estaduais do ano seguinte. Isto englobaria 78 times por estado no máximo… Não creio que tenhamos potencial para mais que isto no Brasil inteiro. Estes campeonatos estaduais classificariam os times para a Copa do Brasil.

Como ficaria o Campeonato Mineiro:

  1. Centro / Oeste: Belo Horizonte, Vespasiano, Divinópolis, Betim, Ouro Preto, Mariana, Formiga, Itaúna, Passos, São Sebastião do Paraíso, Nova Lima, Pedro Leopoldo etc.
  2. Centro / Norte: Sete Lagoas, Curvelo, Diamantina, Montes Claros, Pirapora, Janaúba, Conceição do Mato Dentro etc.
  3. Vale do Aço /Leste / Nordeste: Itabira, Ipatinga, Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Monlevade, Nova Era, Dionísio, São Domingos do Prata etc. 
  4. Sul: Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Itajubá, Tres Pontas, Pouso Alegre, Três Corações, São Lourenço, Lavras, Guaxupé, Alfenas etc
  5. Zona da Mata / Campos das Vertentes: Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Ponte Nova, Barbacena, Tombos, Muriaé, Barbacena, São João Del Rey etc.
  6. Triângulo / Alto Paranaíba, Noroeste: Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Araxá, Unaí, Patrocínio, Patos de Minas, Paracatu, Unaí, João Pinheiro etc.

Isto propiciaria a retirada de muitos jovens das ruas e a massificação do esporte, abertura de oportunidade para novos treinadores, árbitros etc.

Daria para encaixar no Calendário a Libertadores e a Sul-Americana, ambas classificando times para o Mundial de Clubes a ser disputado em Dezembro, com 16 clubes em estilo Copa do Mundo.

Por enquanto é isto. Preciso de mais tempo para elaborar mais esta proposição.

Att,
João Duarte Chiabi

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Copa SP, Cruzeiro 5×0 São José: Show de bola!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Partida inaugural da 41ª Copa SP de Juniores, o Cruzeiro x São José foi precedido de solenidades, que atrasaram o iníco da partida em 10 minutos: Hino Nacional cantado, discurso do Prefeito de Taboão da Serra e foguetório.

Todo de azul, estreando patrocinadores novos na camisa, o Cruzeiro ficou à direita das cabines. O São José jogou todo de banco com detalhes e, azul claro na camisa.   

1º tempo

O Cruzeiro iniciou o jogo com dois ataques fortes. A 1 minuto, Gil cruzou e Allan cabeceou por cima do travessão. Aos 2, Sebá entrou na área, pela direita, e chutou forte, cruzado. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora. 

Durante 20 minutos, o Cruzeiro pressionou com subidas dos laterais Gil e Hyago e dos volantes Eber e Elber. Dudu jogava livre, mas tinha dificuldades nas disputas mano-a-mano com os gaúchos, bem mais fortes do que ele.  

No ataque, os velozes Allan e Sebá se revezavam em jogadas pelas pontas e pelo comando doa ataque.

O São José conseguiu dois bons arremates, aos 22 e 25. No 1º, Marco Antônio obrigou Gabriel a desviar pra corner uma falta bem cobrada. No 2º, Vítor dividiu com Deivison e arrematou à esquerda de Gabriel.

A resposta do Cruzeiro aconteceu aos 27. Allan recebeu lançamento em profundiade, driblou Henrique e tocou rasteiro na saída de Rafael. Cruzeiro 1×0.

Envolvente, o campeão mineiro de juvenis criou mais duas oportunidades. Aos 37, Dudu serviu Elber que, na entrada da pequena área, arrematou por cima do travessão. Aos 39, Allan chutou forte, de fora da área, obrigando Rafael a uma defesa complicada.

Apostando sempre na contenção e nas escapadas em contra-ataque, o São José perdeu o controle da partida e só voltou a incomodar aos 42 quando Marco Antônio cruzou da direita e Afonso venceu a zaga celeste pelo alto cabeceando, com perigo, à direita de Gabriel.

Na sequência, o Cruzeiro definiu a partida. Aos 43, Elber conferiu cruzamento de Sebá, da esquerda, com um leve toque: Cruzeiro 2×0. Aos 45, Eber desferiu um belo chute, à meia altura, da meia-lua: Cruzeiro 3×0.

2º tempo

Se o placar foi generoso para o Cruzeiro e um pouco além do castigo merecido pelo time gaúcho no 1º tempo, no 2º, ele acabou ficando do tamanho da superioridade celeste.

O Cruzeiro voltou sem alterações, enqaunto o Zequinha torcou de lateral-esquerdo.

E o placar foi alterado logo de cara, a 1 minuto. Em jogada individual, Elber driblou Henrique, entrou na área, driblou também o goleiro Rafael e tocou com a canhota pras redes. Cruzeiro 4×0.

O Zequinha perdeu o rebolado. Não conseguiu responder com jogadas organizadas e o ficou à mercê do time mineiro, que continuou criando oportunidades sem muita pressa.

No São José, apenas o meia Marco Antônio tentava armar jogadas pelo chão. Mas, com boa disposição tática e resistência física pra jogar na cancha enlameada, o time celeste destruiu, sistematiamente, cada lance dos gaúchos.

O 5º gol aconteceu aos 16. Sebá recebeu de Gil, entrou na área pela direita, aplicou um corte em Diego e arrematou firme, de pé esquerdo pras redes do arco defendido por Rafael. Cruzeiro 5×0.

Alexandre Grasseli fez algumas substituições para poupar titulares e testar reservas. Aos 14, ele havia trocado Dudu por Rodrigo. Aos 21, testou Maranhão em lugar de Allan.

Tecnicamente, as alterações foram inócuas. Mas o ritmo do time celeste não diminuiu e o placar só não aumentou porque seus jogadores tiraram o pé do acelerador.

Desaceleração compreensível, pois é preciso guardar energias para enfrentar o próximo adversário, Botafogo de Ribeirão Preto, que promete ser mais  difícil do que o Zequinha, de Porto Alegre.

  • Cruzeiro 5×0 São José (RS), sábado, 02jan10, 14h10, Estádio Municipal Vereador José FFeres, Taboão da Serra (16 Km de São Paulo), 1ª rodada do Grupo A da 41º Copa SP de Juniores – Juiz: Tiago Luís Scaracacci (SP) – Bandeiras: Maria Núbia e Otávio Magnani Barbosa (SP) – Amarelo: Kauê (Zeq) – Gols: Allan, 27, Elber, 43, Eber, 45 do 1º tempo; Elber, 1, Sebá, 16 do 2º – Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos, Gil, Wesley, Deivison e Hyago (Gabriel Araujo, 27, 2º); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Rodrigo, 14, 2º); Allan Júnior (Maranhão, 21, 2º) e Sebá. Tec: Alexandre Grasselli. / Rafael Dutra; Marthin, Guilherme, Henrique e Fabinho (Emerson, intervalo); Diego Antunes (Adriano, 20, 2º), Kauê, Marco Antônio e Afonso (Marlon, 18, 2º); Sandro e Victor. Tec: Paulo Matos
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O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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Programa de televisão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo, vida nova: O Grêmio Barueri está pra se mudar de casa. Vai morar em Presidente Prudente e se chamar Prudentino.

Faltam detalhes o acerto entre e o presidente Marcos Antônio Monteiro de Almeida e o Prefeito Milton Carlos de Mello. 

As chances de mudança são de 90% informa o vice do quase ex-Barueri, Jaime Gonzaga Matsumoto.

O processo foi deflagado pela desavença entre o prefeito de Brueri e os donos do clube. A cidade quer ter um time, mas não cevar empresários, segundo o político.

Os empresários-cartolas dizem que o problema  estrutural. Se a Prefeitura não ceder ao clube três campos de treinamento e Arena por 3 anos não há como se manter um time.

E cutucam: os clubes de São Paulo têm concessões de 20 anos do poder público para uso de seus centros de treinamento.

Indignados? Horrorizados? Não é por falta de aviso. Do jeito que a coisa vai, em breve, o Morrinhão será um competição entre o Lyonzinho e seus 19 prudentinos.

Torcida e tradição já não são pré-requisitos pra se fazer sucesso num torneio em que verbas de TV e de patrocinadores substituem os caraminguás dos torcedores.

O futebol, como o conhecemos, está pra acabar. Sem torcida nem emoção, será programa de televisão.

P.S.: O Ipatinga também já pode começar a arrumar as malas. Varginha, Montes Claros, Pouso Alegre, Passos, Itajubá são que nem a Dona Baratinha, a que tem dinheiro na caixinha. Se o Itair pedir a mão de alguma delas, dá casório…

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Cruzeiro, esperança brasileira na São Silvestre

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A equipe de atletismo do Cruzeiro já está em São Paulo, onde disputará, nesta quinta-feira, 31 de dezembro, às 17h, a 85ª Corrida de São Silvestre.

Ivanildo Pereira dos Anjos (Gomes) e o Lindomar Modesto de Oliveira (Pantanal), que se contundiram na 53ª São Silvestre Internacional de Pratápolis, serão os desfalques.

Mesmo com estiramento na parte posterior da coxa direita e fisgada na panturrilha direita, Gomes completou a prova.

Pantanal, contudo, não resistiu a uma queda seguida de pisões nas costas, que recebeu de outros corredores e teve de abandonar a prova no Km2.

Os dois só voltarão a correr daqui a duas semanas.

Alexandre Minardi, chefe da equipe celeste, confia em bons resultados, mesmo sabendo que haverá africanos além do habitual correndo pelas ruas de São Paulo.

Recentemente, o empresário Moacir Marconi, o Coquinho, foi ao Quênia e contratou vários atletas para outras equipes brasileiras.

O campeão da SS 2008, Kipsang Kwambaí, o da SS2007, Robert Cheruiyot, e o da Volta da Pampulha, Nicholas Koech, são os quenianos “importados”.

Mas vieram também atletas do Marrocos, da Etiópia e da Tanzânia.

A maioria dos corredores celestes treinou em Campos do Jordão e descerá a serra cheia de oxigênio. Eis a turma:

  1. Edielza dos Santos Guimarães
  2. Franck Caldeira de Almeida
  3. Alequessandro Paula da Silva (Chiclete)
  4. Cristiano da Silva Machado (Jiló)
  5. Giomar Pereira da Silva (Gladiador)
  6. João Ferreira de Lima (João da Bota)
  7. João Marcos Fonseca (João Gari)
  8. Luíz Paulo da Silva Antunes (Paulinho Guará)
  9. Marcos Alexandre Elias

Animado com o fato de sua equipe ter se tornado a maior esperança brasileira de vitória na prova paulistana, Minardi conta:

  • “Nunca recebi tantos telefonemas e e-mails da imprensa de todo o Brasil pedindo notícias da nossa equipe”.
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