Posts com a Tag ‘Santos’
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O Cruzeiro despede-se dos Estados Unidos jogando contra o líder da Conferência Leste da Major League Soccer, em Nova Jersey, ao lado de Nova York.
Gilberto servindo à Seleção Brasileira, Fábio, operado de apendicite, e Leonardo Silva, operado do joelho, desfalcam o time mineiro, que deve repetir o 4-3-3 da primeiro partida da excursão.
O Red Bull tem 16 jogadores estrangeiros em seu elenco, o mais famoso deles, Juan Pablo Angel, centroavante colombiano, que já fez sucesso no River Plate. É um time de respeito que, este ano já surrou, por 3×1, o Santos, Milan e a Juventus, da Itália, em amistosos.
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Tags:Juan Pablo Angel, Juventus, Major Soccer League, Milan, MLS, Moema Fox, New Jersey, NY Red Bull, Santos, soccer, United States
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Leitores e comentaristas do PHD:
Ja está publicada a primeira coluna que relembra os antigos textos/crônicas publicadas pelo jornalista JA Ferrari. Dentro em breve, ele nos brindará com o retorno de sua coluna, Bafo da Raposa, que fez furor e sucesso na mídia mineira da época pós-inauguração do Mineirão.
JA Ferrari foi titular de duas colunas, que antecederam o Rápido e Rasteiro, do Neuber Soares, no Diário da Tarde. E também participou de programas esportivos na extinta TV Itacolomi nos Anos 60 e 70, como o Bola na Área, precussor das bancadas de torcedores retomadas neste milênio.
O respeitado jornalista foi o criador, também, da coluna de nome Terceiro Tempo, muito antes de certo simpatizante das frangas e integrante da mídia do eixo se apropriar do nome (é possível que tenha copiado o nome à época em que se alfabetizava no interior de Minas e a coluna servido de inspiração). Tem sido dos mais tradicionais e ferrenhos defensores do Cruzeiro e foi, ao longo de sua trajetória, um lutador contra desmandos e parcialidades, que marcaram a história do futebol mineiro.
Numa das edições da revista Academia, publicada pelo Cruzeiro em 1968, ele escreveu crônicas que poderiam ser repetidas neste recente campeonato mineiro mudando-se tão somente os nomes das personagens.
No Cruzeiro.Org, ele continuará a manter sua postura apaixonada, crítica e firme, sempre exigindo correção e a integridade de ações das personagens que comandam o futebol mineiro para as coisas relacionadas ao Cruzeiro.
No site, publicaremos algumas colunas antigas do nosso novo colaborador de forma a apresentá-lo ao pessoal com menos de 30 anos que não acompanhou sua fase áurea no jornalismo mineiro que, agora, está sendo retomada.
Para aqueles que não conhecem este grande cruzeirense, JA Ferrari tem uma parte de sua história relatada no livro Páginas Heróicas Imortais -Onde a Imagem do Cruzeiro Resplandece, e foi citado neste blog na passagem dos 42 anos da conquista do Cruzeiro sobre o Santos de Pelé.
Saudações cruzeirenses,
Evandro Oliveira
NB: Clique aqui pra ler uma coluna do JA Ferrari, publicada na revista Academia na segunda metade dos Anos 60.
Tags:Academia, Bafo da Raposa, Bola na Área, JA Ferrari, Páginas Heróicas Imortais, Pelé, Rápido e Rasteiro, Santos, Terceiro Tempo
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Após 16 anos estudando uma decisão irrecorrível do STJ, o Jurídico da CBF chegou à conclusão de que o campeão brasileiro de 1987 é o Sport Clube Recife.
Nada de novo. O PHD dissecou a questão em vários posts. Não havia qualquer dúvida quanto ao aspecto legal. No esportivo, só teleguiados pela mídia flamenga insistiam no assunto tentando passar uma rasteira na Justiça.
O Fla perdeu a taça das bolinhas. Evaporou-se o hexa sem penta. Resta ao rubronegro carioca o título de campeão da Copa União, o torneio que resultou do golpe de estado perpetrado por cartolas e jornalistas em 1987.
Naquela ocasião, o 2º e o 4º colocados de 1986, Guarani e América carioca, respectivamente, foram rebaixados para um módulo que os golpistas -entre eles, o Cruzeiro- quiseram transformar em 2ª divisão.
Criciúma, 9º, Portuguesa, 11º, Inter de Limeira, 12º e Joinville, 14º, também foram excluídos do grupo dos 16 eleitos pra Copa União, que se queria a elite do futebol. E times que ficaram abaixo do 16º lugar -Inter, Santos, Santa Cruz e Goiás- foram integrados à suposta divisão de principal. Piada de mau gosto.
Acabou-se a lenga-lenga. A taça da bolinhas é do São Paulo, 3º penta campeão brasileiro de verdade. O 1º, o Santos Futebol Clube (61, 62, 63, 64, 65), não leva o troféu, porque ele não existia nos Anos 60. O 2º, a Sociedade Esportiva Palmeiras (60, 67, 72, 73, 93) também não e pelos mesmos motivos.
De hoje em diante, os rubronegros do Recife não têm mais que ficar esfregando a decisão judicial nas fuças de seus detratores instalados nas redações do Eixo.
Tags:1987, campeão brasileiro, CBF, Copa União, Cruzeiro, Flamengo, penta campeão, PHD, Recife, Santos, São Paulo, Sport, STJ, Taça de Bolinhas
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domingo, 11 de abril de 2010
Mauro França e Jorge Santana
Depois do bicampeonato do Santos em 62/63, o Cruzeiro foi o terceiro clube brasileiro a chegar a uma final de Libertadores. Em 68, o Palmeiras perdeu para o Estudiantes; em 74, o São Paulo foi batido pelo Independiente.
Após garantir sua classificação, o tetracampeão mineiro teve que esperar quase dois meses para conhecer o seu adversário na grande final. Quando encerrou sua participação no Grupo 1, o 2 ainda não estava decidido.havia encerrado suas disputas.
River Plate e Independiente terminaram empatados em número de pontos. A vaga foi decidida numa partida extra em 16jul76, apenas cinco dias antes da final, e que terminou com a vitória do River por 1×0.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Há 50 anos, o Esporte Clube Bahia, o Tricolor de Aço, sagrou-se campeão brasileiro pela primeira vez.
E foi também o primeiro campeão brasileiro, algo definitivo, inquestionável, aflitivo para os rivais, que jamais poderão lhe tirar esta marca.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Alguém se lembra doe goleiro do Corintiãs que desviou-se da bola numa cobrança de pênalti na marmelada campineira do pentacampeonato brasileiro ao Flamengo?
Pois é, hoje, contra o Santos, ele já operou três milagres em 17 minutos. Até voou pra defender pênalti bem cobrado pelo garoto Neymar.
No Parque do Sabiá, Obina fez 2 gols em 20 minutos. O locutor da Globo quase enfartou de emoção.
E a torcida emplumada, enamorada, não se cansa de saltitar e gritar o nome de seu novo amor na arquibancada.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ernesto Araújo
O Santo André, 11º colocado na Superliga, recebeu o Cruzeiro, agora vice-líder, no ABC, pela 5ª rodada do 2º turno. Ambas as equipes vinham de derrota por 3×2 e buscavam a reabilitação.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Ernesto Araújo
Num dos confrontos dos mais empolgantes do volei nacional da atualidade, o líder, Cruzeiro/Sada, enfrentou o tradicional Minas/Vivo pelo 2º turno da Superliga masculina, no ginásio da Rua da Bahia, em Belo Horizonte.
A equipe cruzeirense defendia uma série invicta de 18 jogos enquanto o sexteto da casa buscava se reabilitar da derrota para o Florianópolis/Cime.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.
Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.
Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.
Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.
No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O erro acompanha o esporte. É rematada tolice perder tempo com chororô. Ele não tem o poder de transformar evento esportivo em operação matemática.
Se os chorões quiserem erro zero, terão de pedir a arbitragem do Sumo Pontífice, único ser sobre a terra com o dom da infalibilidade.
O juiz do RapoCota não tem esta sorte. Vai errar. E o perdedor vai berrar.
Se servir de consolo, informo que o apitador do clássico não será Wagner Tardelli. Ao menos, é o que garante o Diretor de Arbitragem da FMF.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
João Chiabi Duarte
Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.
Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.
Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.
Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.
A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3×3, em 26nov67.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Em Barueri, o santista Neymar cobrou pênalti com paradinha de Rei.
Rogério Ceni voou pro lado direito e ficou sentado espiando a bola viajar da marca da cal pras redes.
No intervalo, ele chiou: “É muito injusto!”
Bah! Aposto que até o torcedor são-paulino gostou. Foi divertido. É o que conta.
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sábado, 23 de janeiro de 2010
Salinas-MG, 21mar39
- “Procópio jogou de espora e penacho como um Dragão de Pedro Américo.”
A imagem que Nelson Rodrigues usava para incensar os heróis do Fluminense ajustava-se ao estilo imponente de Procópio Cardozo Neto.
E ficou perfeita na crônica do dia seguinte ao Fla x Flu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 22abr64, em que Procópio fez o gol de empate aos 41 do 2º tempo:
- “O Flamengo vencia por 1×0 quando desarmei o centroavante Aírton, lancei o Carlos Alberto Torres e fui pro ataque. Nosso lateral foi à linha de fundo, cruzou e eu peguei a bola de primeira, ainda no ar.”
O jornalista Ruy Castro explica:
- “Era assim mesmo, sem mencionar o quadro, na certeza de que seus leitores sabiam que Pedro Américo foi um pintor e que o Dragão a que ele se referia não era o do São Jorge, mas um dos Dragões da Independência -regimento de cavalaria que escoltou Dom Pedro I no dia do Grito do Ipiranga-, que o pintor retratou.”
Em 1968, numa mesa-redonda da TV Belo Horizonte, João Saldanha também confessou sua admiração pelo becão:
- “Procópio joga no meu time.”
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sábado, 16 de janeiro de 2010
O Datafolha fez a seguinte pergunta a 853 crianças entre 4 e 12 anos:
- Qual é o time de sua preferência?
Na pesquisa, publicada em 31jul08, em seu site, o instituto informa que 86% dos entrevistados declararam torcer por algum time, quase sempre de sua região.
- “A preferência é regional: a escolha pelo São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Santos e Atlético-MG é mais expressiva na Região Sudeste, enquanto a opção por Grêmio, Internacional e Coritiba no Sul, Flamengo e Seleção Brasileira no Nordeste e Paysandu e Remo no Norte/Centro-Oeste.
Ranking:
- Flamengo – 23%
- São Paulo – 11%
- Corinthians – 10%
- Vasco – 5%
- Palmeiras – 5%
- Grêmio – 5%
- Seleção Brasileira – 4%
- Cruzeiro – 3%
- Botafogo – 2%
- Santos – 2%
- Atlético-MG – 2%
- Paysandu – 2%
- Internacional – 1%
- Remo – 1%
- Sport – 1%
- Coritiba – 1%
- Fluminense – 1%
- Santa Cruz – 1%
- Outros – 6%
- Não têm time -14%
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Marcos Pinheiro
Pelos números apurados pelo Datafolha, entre 14 e 18dez09, os times do Eixo fazem a festa no Paraná e na Bahia.
No Paraná, o Corinthians lidera com folga: 20%, contra longínquos 8% do Atlético, que está empatado com o Palmeiras.
Depois vem Flamengo, 7%, São Paulo e Santos, ambos com 6%, para só então aparecer o Coritiba, com 5%.
Até o Grêmio, com 3%, está na frente do Paraná Clube, que tem 2%, empatado com Vasco e Internacional.
Na Bahia o vexame é um pouco menor. Bahia e Vitória, com 14% e 10% respectivamente, ficam em 3º e 4º lugar, atrás apenas de Flamengo, 21%, e Corinthians, 10%, mas na frente de São Paulo, 7%, Palmeiras, 6%, Vasco, 5%, e Santos, Botafogo e Fluminense, todos com 1%.
Mas paranaenses e baianos não podem reclamar. O Datafolha, ao menos, reconheceu que eles existem.
Em Pernambuco, Ceará e Santa Catarina, o Datafolha simplesmente juntou todas os clubes locais na categoria “Outro”.
No estado do campeão brasileiro de 1987 o “Outro” teve 39% no Estado e 68% no Recife.
No Ceará, o “Outro” teve 20% no Estado e 40% em Fortaleza.
E em Santa Catarina, foi 5% para “Outro” no Estado e 33% em Floripa.
Se a pesquisa foi feita e foram divulgados os resultados estratificados de nove Estados, do Distrito Federal e de 10 capitais, por que não divulgar os percentuais das equipes locais?
Será que a paulista Datafolha ainda não digeriu a derrota do Corinthians na dinal da Copa do Brasil de 2008? Embirrou?
Os 68% dos clubes pernambucanos no Recife não são relevantes?
A que interessa ao torcedor do Santa ou do Náutico saber que Flamengo e Corinthians têm 4% dos torcedores em Recife, São Paulo e Palmeiras têm 1% e “Outro” tem 68%?
Por nossa conta, aplicaremos um tratamento isonômico e publicaremos os resultados de RJ e SP no mesmo padrão que Datafolha adotou para CE, PE e SC.
Quem quiser, que vá nos links acima para mais detalhes.
No Estado do Rio, Corinthians e Palmeiras tiveram 1% cada, e “outro” teve 84%, com 14% de não torcedores.
Na capital fluminense, “outro” subiu para 87%, tendo Corinthians e Santos 1% cada e 11% de não-torcedores.
No Estado de São Paulo, Flamengo teve 2% e “outro” 75%, com 22% dos entrevitados respondendo não torcer para nenhum time.
Na capital São Paulo, o Flamengo manteve os 2%, seguido do Vasco, com 1%, 20% não torcem para ninguém e 75% torcem para “Outro”.
Marcos Pinheiro, 37, cruzeirense, engenheiro, advogado, servidor público, nasceu no Rio de Janeiro, mora em Belo Horizonte.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Após um minuto de silêncio para lembrar as vítimas do terremoto que arrasou o Haiti, Cruzeiro, todo de branco, e Paraná Clube, com o tradicional uniforme azul e vermelho, iniciaram a decisão de uma vaga para as oitavas-de-final da Copinha.
1º tempo
Os paranenses começarm mais espertos e descolaram dois escanteios no 1º minuto. Bem postado, o trio final celeste, com Gabriel Vasconcelos, Deivisson e Wesley, despachou as bolas levantadas pelo armador Vinícius.
Os minutos iniciais foram dos paranistas. Somente aos 5, Hyago levou o Cruzeiro ao ataque, indo à linha de fundo, pela esquerda, e arrematando cruzado. Rodolfo desviou a bola pra escanteio. Dudu cobrou, pela esquerda, jogando a bola na entrada da pequena área. Acossado por Wesley, Marcelo Carvalho chutou a bola contra seu próprio arco: Cruzeiro 1×0.
O Paraná teve chance de empatar aos 10 quando o centroavante Caio fez o pivô e rolou pro arremate forte de Vinícius. A bola passou rente ao poste esquerdo do arco de Gabriel Vasconcelos.
O Paraná, jogando no 3-6-1, avançou os alas e aproximou da área seu jogador mais talentoso, Vinícius, para pressionar a saída de bola celeste. O Cruzeiro, jogando no 4-3-2-1, tinha em Marquinhos e Eber dois leões-de-chácara a proteger sua bequeira.
Na frente, Dudu, sem posição fixa, e a dupla Allan Jr. e Sebá confundiam a defeza paranista com seus deslocamentos deslocamentos. De trás, apareciam, como surperesa, Elber e Hyago.
Aos 17, Vinícius cobrou falta, de fora da área, no ângulo superior direito de Gabriel, que voou pra mandar a bola a escanteio. Um minuto depois, Hyago avançou pela esquerda e chutou forte. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora.
Aos 20, Vinícius voltou a chutar forte para outra boa defesa de Gabriel. O Cruzeiro retomou o controle das ações e aos 28, Elber foi ao fundo, pela direita, e cruzou com força. Rodolfo defendeu parcialmente, mas Sebá não conseguiu arremtar para as redes.
O campo, curto, estreito e de piso irregular não favorecia o toque de bola. Os dois times atacavam privilegiando a força em detrimento do talento. Aos 39, Caio foi puxado na entrada da área. O juiz mandou seguir, pois o centroavante ficou com a bola. Mas ele a perdeu bisonhamente e ficou pedindo pênalti, sem razão.
Aos 43, Gil cobrou falta pela direita, Sebá subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça. Deivisson chegou uma fração de segundo atrasado e não conseguiu marcar o gol. O troco veio aos 47. Wesley parou Caio com falta na entrada da área e levou cartão amarelo. Vinícius desperdiçou a cobrança chutando a bola por cima do travessão.
2º tempo
O Cruzeiro voltou com Gabriel Araújo em lugar de Hyago. A mudança fez o time eprder uma arma ofensiva poderosa. O Paraná dominou, com mais vontade do que bola os minutos inciais.
Aos 7, contudo, Elber cobrou falta na direita, mas Allan Júnior chegou atrasado e não conseguiu fazer o 2º gol. Os paranaenses desperdiçaram boa chance aos 11 quando gabriel Vasconcelos defendeu chute forte de Vieira, de fora da área.
Aos 12, Alexandre Grasselli trocou Dudu por Anderson Uchoa. O time celeste ficou mais forte na contenção, mas perdeu a capacidade de armar jogadas pelo meio.
Os paranistas continuaram forçando. Aos 14, Washington desvencilhou-se do carrapato Marquinhos, driblou Wesley, que não dividiu a sério por ter cartão amarelo, invadiu a área, deslocou Gabriel, mas a bola saiu rente ao poste esquerdo, pela linha de fundo.
Aos 16, Fernando Kenor começou a mudar o sistema de jogo paranista, trocando o armador Washington pelo atacante Dieguinho.
Aos 17, Wesley sentiu distensão na coxa direita e foi substituído por Murilo. A essa altura, o Cruzeiro já havia perdido a capacidade de concatenar jogadas na meia cancha e vivia de esticões dos beques e volantes para Sebá e Allan Jr., bem marcados pela defesa tricolor.
Aos 23, o gigante de 1m91 e 93Kg, Diego Alemão saiu de campo carregado, quase matando os maqueiros encarregados doc arreto. Em seu lugar entrou Diego santos e o Paraná Clube passou a jogar num arriscado 3-4-3.
O Cruzeiro estranhou a mudança paranista e sua defesa passou a ter dificuldades com tantos atacantes pela frente. Alexandre Grasselli arrumou a casa gritando na beirada do campo.
Aos 29, Allan Júnior concluiu com um peteleco um bom ataque. Rodolfo defendeu sem maiores problemas. Na sequência, Marquinhos desceu o sarrafo em Vinícius e foi amarelado.
Aos 34, Gabriel Araújo cruzou forte, da esquerda, Rodolfo pegou a bola com dificuldade. Rapidamente, todo o time celeste se recompôs colocando 11 jogadores atrás da linha da bola. Num campo pequeno, isto foi uma maldade com os paranistas, que sem habilidade no trato com a bola, tinham de chutar de qualquer distância.
Esses chutes renderam uma sucessão de escanteios, que obrigaram Gabriel Vasconcelos a mostrar habilidades de socador de bolas. Mas, além da competência, ele precisou também da sorte aos 43, quando Marcelo carvalho encontrou Aamuri livre na parea e fez o lançamento. O defensor não teve categoria pra escolher um canto e chutou de qualquer jeito, mandando a bola por cima do travessão.
Os doisúltimos lances significativos ocorreram aos 45 e 46, quando Allan Júnior e Vinícius chutaram a gol de fora da área. Em ambos, a bola foi parar na linha de fundo.
Antes do final da partida, aos 48, Vinícius sentiu câimbras. Um atestado de seu esforço em busca do empate. E Caioo ainda teve tempo de apelar com uma bolada nas costas de Gabriel Araújo, que lhe valeu um cartão amarelo, sua última lembrança da Copinha.
Foi partida menos inspirada do Cruzeiro no torneio. Elber e Allan Júnior, que estiveram tão bem nas anteriores, não luziram dessa vez. Em contrapartida, bequee e volantes de contenção trabalharam feito gente grande. E Gabriel Vasconcelos defendeu todas as bolas que passaram por seu raio de ação.
Resumo da ópera: não foi bonita, mas foi justa a vitória celeste.
- Cruzeiro 1×0 Paraná clube, quinta-feira, 14jan10, 16h, Estádio Vereador José Feres, Taboão da Serra, 16 Km de São Paulo, décima-sextas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior – Juiz: Marcelo Krochmalnik (SP) – Bandeiras: Clademir Alves Bento e Juliano Rogério Vecchio (SP) – Amarelos: Gil, Sebá, Wesley, Marquinhos, Gabriel Araújo (Cru); Diego Volpini, Caio (Par) – Gol: Marcelo Carvalho, contra, 5 do 1º tempo - Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos; Gil, Deivisson, Wesley (Murilo) e Hyago (Gabriel Araújo); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Anderson Uchoa); Sebá e Allan Júnior. Tec: Alexandre Grasseli / Paraná Clube: Rodolfo; Diego Alemão (Diego Santos) e Marcelo Carvalho; Amauri, Diego Volpini, Vieira, Victor (Jean); Washington (Dieguinho), Vinícius e Helber; Caio. Tec: Fernando Kenor.
Tags:atacante, Band, bandeiras, CAN, Copa, Cruzeiro, decisão, Dudu, Elber, Encontro, final, futebol, Gil, gol, Haiti, Hyago, jogadores, juiz, lances, Santos, São Paulo, Sebá, SP, Taboão da Serra, times, uniforme, Vinícius, Vitória
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Este é o Ernesto Araújo, o cara que ajudou a batizar este blog. Ao nome original, Páginas Heróicas, ele sugeriu que se agregasse o Digitais. E assim o PHD ficou com nome e sobrenome.
- Sua graça, sua praça: Ernesto Procópio Campos de Araujo. Nasci em Belo Horizonte, moro em Santos.
- Escola: Faculdade Estadual de Tecnologia da Baixada Santista, ligada à UNESP.
- Trampo: Webdesigner freelance.
- Hobby: Baterista e pseudo-comentarista de futebol.
- Como aprendeu a gostar de futebol? Jogando na praia, torcendo pela Seleção e pelo Cruzeiro.
- Time de infância: Morei em vários lugares do Brasil e pouco tempo em Belo Horizonte. Então na infância torci por diversos times. Incondicionalmente, nessa fase, só pela Seleção Brasileira. A equipe que disputou a Copa de 1982 é inesquecível.
- Por que o escolheu tantos times? Naquela época, não era fora de moda torcer pela Seleção e a Argentina era nossa eterna rival. Bem diferente dos dias de hoje. Com relação aos clubes, eu escolhia o melhor do momento e o trocava tão logo ele perdesse esta condição. Torci por times do Rio, de São Paulo e do Sul. Eu só conhecia o Cruzeiro pelas histórias que me pai contava, mas nunca o tinha visto jogar.
- Paixão pelo Cruzeiro: Nessa fase de criança, fui duas vezes com meu pai e irmão, assistir ao RapoCota no Mineirão, naquela fase difícil do início dos anos 80. Meu pai era cruzeirense fanático e, lógico, queria que o mesmo para nós. Contava diversas histórias sobre os times mágicos da década de 60 e 70. Mas o que definiu mesmo minha preferência pelo Cruzeiro foi uma resposta a uma pergunta que fiz a ele um tempo depois, já mais consciente a respeito do Cruzeiro e do futebol em geral. Perguntei se o Cruzeiro já havia conquistado a Libertadores. A resposta foi sim. Nunca mais torci por outro clube. Era a confirmação que eu precisava de que tratava-se de uma equipe da prateleira de cima do futebol. A consolidação veio quando acompanhei e vibrei com os times celestes do final da década de 80 e início dos anos 90.
- Jogou futebol? Na praia, sempre joguei na defesa. Em times estruturados, fui beque central. Todo garoto quer ser o camisa 10, fazer mil gols, driblar o time adversário todo etc. Mas eu queria ser zagueiro… Ou primeiro volante! Meu negócio era roubar a bola do adversário. Na boa, sem pontapé. Eu era obcecado por chutes de longa distância, cruzamentos e lances de bola parada. Pra mim esses são os gols mais bonitos do futebol e lamento muito que não tenhamos um grande cobrador no time do Adílson. Além de tentar jogar, no nosso time de praia eu também era o capitão e estava sempre orientando e incentivando o pessoal durante a partida.
- Primeiros jogos num estádio: Foi no Maracanã. Vi alguns clássicos: Vasco e Botafogo, Flamengo e Vasco… O jogo de que me recordo melhor foi um que toda minha família, inclusive minha mãe, foi assistir só pra ver o Raul Plassmann, de quem meu pai sempre falava bem. Fiquei impressionado com o tamanho do estádio. O Flamengo perdia para o Moto Clube por 1×0 e o Zico empatou. De falta!
- Seu 1º jogo do Cruzeiro: Foram esses clássicos que citei, no início dos anos 80. Eu era garoto, não lembro bem dos resultados. Maso gigantismo do Mineirão também me impressionou bastante.
- RapoCota inesquecível: Todos os que vi o Cruzeiro ganhar. Vencer os rivais municipais é sempre bom. Falar que o Cruzeiro ganhou dos flanelinhas mesmo que seja em campeonato de bola de gude é excelente!
- E o esquecível? Por raciocínio análogo, todos que eu vi o Cruzeiro perder. Mas em especial os do início dos anos 80, que não vivenciei tão diretamente mas fico imaginando… Se hoje, totalmente humilhados e com uma torcida pequena os caras são chatos, imagine com uma torcida maior que a nossa e a gente com aqueles times inconsistentes. Osso!
- História de torcedor: A que contei no post Libertas quae sera tamen, aqui no PHD. Santos 1×2 Cruzeiro, domingo, 06dez09,17h, Vila Belmiro, Santos, 38ª rodada do Brasileiro 2009 – Público: 6.942 pagantes – Renda: R$100.585,00 – Juiz: – Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ) – Bandeiras: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert P. Moisés (RJ) – Amarelos: Leonardo Silva, Jonathan (Cru), Eli Sabiá (San) – Vermelho: Jonathan (Cru) – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan (Kleber); Elicarlos, Henrique, MARQUINHOS PARANÁ e Fernandinho (Cláudio Caçapa); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Thiago Heleno). Tec: Adilson Baptista / Santos: Felipe; Pará (Felipe Azevedo), Edu Dracena, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Mancha (Robson), Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Kléber Pereira (André). Tec: Wanderley Luxemburgo
- Lembrança: Em 1987, eu já havia me decidido por acompanhar de vez o Cruzeiro. Havia latgado a “poligamia” envolvendo outras equipes e só tinha olhos para o Cruzeirão, que tinha Gil, Claudio Adão, Eduardo e chegou às semi-finais da Copa União. Naquele ano, um sorteio ddcidia po jogo que a Globo transmitiria ao vivo e o Cruzeiro ganhou várias vezes… Eu morria de rir pensando que eles queriam Flamengo e Corinthians, mas tinham que colocar o Cruzeirão em rede nacional. E o pprimeiro jogo transmitdo foi Cruzeiro x Palmeiras, numa sexta à noite.
- Cruzeiro de Todos os Tempos: Não tem como colocar apenas 11 numa história em que cabe muita gente boa. Tantos craques, jogadores de raça e conquistas tidas às vezes como impossíveis… Então, opto por escolher o melhor time que eu vi jogar e que acompanhei com muito mais detalhes, o campeão da Tríplice Coroa, em 2003.
- Ídolos: De novo, é muita gente boa pra colocar num parágrafo. Tostão, sem dúvida. E dos que eu vi jogar: Dida e Alex 10. Treinador é o Adílson Batista. É a primeira vez que eu vejo um técnico ir um pouco além do mero “profissionalismo” dirigindo o Cruzeiro.
- Fosse presidente, o que faria para garantir o futuro do Cruzeiro? Investiria cada vez mais no programa Sócio do Futebol, criando várias faixas de planos, ações de marketing (vejam a atual do Vasco, onde somente os SF podem votar na escolha da nova camisa) e conscientizando o torcedor de que ele precisa ajudar a pagar a conta. O futebol ficou caro demais. Mas isso precisa vir acompanhado do único ingrediente que esses programas costumam menosprezar: a transparência. É preciso mostrar claramente a arrecadação e o destino dos recursos, inclusive com auditoria externa e independente. A comunicação com o “contribuinte” é fundamental para o sucesso do programa.
- Quem você lê na crônica esportiva? Praticamente só o PHD.
- Superstições de torcedor: Não menosprezar os adversários.
- O que o Cruzeiro precisa fazer para não perder seus melhores jogadores tão precocemente? Se fosse só o Cruzeiro que passasse por isso… O negócio é ter grana em caixa. Fora disso, não tem como segurar ninguém.
- Haverá lugar para os times mineiros no futebol do futuro? Cada dia fica mais difícil. A concentração no eixo Rio-SP está aumentando. Acredito que numa época não muito distante vamos chegar num ponto crítico, o qual vai demonstrar quem são os times top do Brasil. O Cruzeiro precisa chegar forte nesse momento e acho que ele está no caminho certo.
Tags:Adílson Batista, Belo Horizonte, Cruzeiro, Dida, Maracanã, Santos, Tostão
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Pesquisa DataFolha, realizada logo após o encerramento do Campeonato Brasileiro, e publicada na edição deste domingo da Folha de S. Paulo, indica crescimento da torcida do Flamengo, que pulou de 17% para 19%.
Os rubronegros dominam o Nordeste, Norte e Centro-Oeste, com folga. Ou seja têm a maior torcida de coração partido do país, pois todos torcedores destas regiões têm seus times domésticos também.
Lideram, ainda entre os jovens, o que indica grnde vitalidade. Na contramão, Botafogo e, principalmente Fluminense definham, pois não conseguem mais empolgar a garotada fora do Rio.
E o Cruzeiro, ultrapassando o Grêmio, volta à liderança do mundo Off Eixo. Confiram:
- Flamengo 19%
- Corinthians 13%
- S. Paulo 8%
- Palmeiras 7%
- Vasco 5%
- Cruzeiro 4%
- Grêmio 3%
- Inter 3%
- Santos 2%
- Atlético-MG 2%
- Botafogo 2%
- Fluminense 1%
- Bahia 1%
- Vitória 1%
P.S.: O site da Editora Abril diz que o Cruzeiro tem 4% na pesquisa, e o da Globo, 3%. Qual deles está certo?
Tags:Atlético, atlético-mg, Botafogo, Brasil, Brasileiro, Corinthians, Cruzeiro, Datafolha, Fla, Flamengo, Fluminense, Globo, Grêmio, Inter, líder, Mundo, Nordeste, Palmeiras, Pesquisa, Santos, times, torcedor, torcedores, torcida, Vitória
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Alguém sabe se existe algum site em que seja possível consultar os elencos ano a ano?
Fiz uma rápida pesquisa em alguns jogos no site Futpédia. Eis uma relação do que passou pelo Cruzeiro de 2000 a 2009 (peguei um ou dois jogos por ano + alguns nomes de memória).
O que eu queria mesmo era uma divisão por semestre, para pelo menos identificar a base de cada time, mas acabei misturando tudo…
Moema Fox
- 2000 – André Doring, Jefferson, Fábio, Fabiano, Glayssinho, Rodrigo Posso, / Zé Maria, Fernandinho, Maicon, Clebão, Alexandre, Marcelo Djian, Luisão, Márcio, Cris, Sorin, Alonso, Rodrigo, / Marcos Paulo, Ricardinho, Donizete Oliveira, Donizete Amorim, Viveros, Rony, Mancuso, Cleber Monteiro, Wendel, Valdo, Alê, Paulo Isidoro II, Sérgio Manoel, / Geovanni, Muller, Jackson, Oséas, Fábio Júnior, Marcelo Ramos, Zé Roberto, Renato Cella, Cristian, Leandro, Alex Mineiro, Deílton. Tec: Paulo Autuori, Marco Aurélio, Luiz Felipe Scolari
- 2001 – Bosco, Jefferson, André Doring, / Maguinho, Maicon, Luizinho Netto, Neném, Rodrigo, Cris, Luisão, Bill, Irineu, Alex Xavier, João Carlos, Clebão, Márcio, Fernandinho, Sorín, Beto, Maxwell, William Boaventura, Alex Santos, / Marcos Paulo, Ricardinho, Alê, Cléber Monteiro, Joelson, Leandro, Viveros, Mancuso, Abedi, Diego, Alex 10, Marcus Vinícius, / Edmundo Animal, Geovanni, Jussiê, Rincón, Augusto Recife, Jorge Wagner, Muller, Oséas, Marcelo Ramos, Adriano Chuva, Sérgio Manoel, Alessandro Cambalhota , Leonardo, Kanu, Edmílson, Wandeir. Tec: Luiz Felipe Scolari, Paulo Cesar Carpeggiani, Ivo Wortmann, Darlan Schneider, Marco Aurélio
- 2002 – Gomes, Jefferson, Gleguer, Alexandre Favaro, Gomes/ Ruy Cabeção, Maicon, Alemão, Cris, Luisão, Marcelo Batatais, Irineu, João Carlos, Thiago Gosling, Sorín, Leandro Silva, Jorginho Paulista, Rondinelli, Alex Santos, / Augusto Recife, Danilo, Victor Quintana, Fernando Miguel, Viveros, Ricardinho, Paulo Miranda, Vander, Alex 10, Wendel, / Lucas, Jussiê, Marcelo Ramos, Fábio Júnior, Joãozinho, Lúcio, Alessandro Cambalhota, Kanu, Wandeir, Edílson. Tec: Marco Aurélio, Wanderley Luxemburgo
- 2003 – Gomes, André Doring, Artur Moraes, Alexandre Favaro, / Maurinho, Maicon, Cris, Luisão, Edu Dracena, Thiago Gosling, Gladstone, Irineu, Marcelo Batatais, Leandro Silva, Emerson Nunes, / Itaparica, Leo Silva, Cleber Monteiro, Augusto Recife, Maldonado, Felipe Melo, Sandro Sarará, Jardel, Paulo Miranda, Martinez, Márcio, Marcinho, Wendel, Alex 10, Zinho, Marcinho, / Aristizábal, Kanu, Diego, Jussiê, Deivid, Mota, Márcio Nobre, Marcelo Ramos, Tiago Pereira, Alex Dias, Alex Alves. Tec: Wanderley Luxemburgo
- 2004 – Gomes, Artur Morais, Doni, Thiago Braga, Alexandre Favaro, Gatti, / Maurinho, Marco Aurélio, Alessandro, Maicon, Ruy Cabeção, Alemão, Michel, Marcelo Batatais, Cris, Edu Dracena, Marcelo Batatais, Bruno Quadros, Gladstone, Irineu, Régis, Leandro Silva, / Leandro, Martinez, Mancuso, Jardel, Sandro Sarará, Martinez, Augusto Recife, Wendel, Márcio Hahn, Marcinho, Maldonado, Alex 10, Walter Minhoca, Adriano Gabiru, / Rivaldo, Guilherme, Jussiê, Lima, Dudu, Tápia, Fred, Schwenck, Kanu, Márcio Diogo, Alex Dias. Tec: Wanderley Luxemburgo, PC Gusmão, Marco Aurélio, Ney Franco
- 2005 – Fábio, Artur Morais, Thiago Braga, Gatti, / Maurinho, Ruy Cabeção, Michel, Jonathan, Edu Dracena, Gladstone, Marcelo Batatais, Irineu, Moisés, Argel, Leandro Eusébio, Patrick, Athirson, Anderson Paim, / Victor Júnior, Fábio Santos Vidaloka, Martinez, Marabá, Maldonado, Diogo Mucuri, Diogo Duran, Lopes Tigrão, Kelly, Francismar, Wagner, / Kerlon, Weldon, Diego Clementino, Adriano Gabiru, Fred, Jean, Alecsandro, Wando Tiririca, Daniel Morais, Adriano Louzada, Tadeu, André Luiz Leite. Tec. Levir Culpi, PC Gusmão
- 2006 – Fábio, Lauro, Juninho, Flávio Guedes, / Jonathan, Michel, Luizinho, Luizão II, Gladstone, Edu Dracena, Teco, Thiago Heleno, André Leone, André Luis Chefão, Júlio César, Anderson Santana, / Augusto Recife, Aldo Souza, Paulinho Dias, Evandro, Fábio Santos Vidaloca, Leo Silva, Jonílson, Diogo Duran, Leandro Bonfim, Martinez, Sandro Sarará, Francismar, Elson, Wagner, / Geovanni, Kerlon, Alecsandro, Elber, Araújo, Ferreira, Gil, Fábio Pinto, Carlinhos Bala, Jonathas, André Luiz Leite, Diego Silva, Adriano Rodrigues. Tec. PC Gusmão, Oswaldo de Oliveira
- 2007 – Fábio, Lauro, Gatti, Bruno Pianissola, Flávio Guedes, / Gabriel, Mariano, Jonathan, Peter, Ângelo, Herick, Eliézio, Simões, Wellington, Rodrigão, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Luizão II, Gladstone, Wellington, Leandro Amaro, Edimar, Alemão, Maicon II, Fabio Santos, Anderson Imaturo, Fernandinho, João Victor, / Renan, Jardel, Aldo Souza, Daniel Tijolo, Luiz Alberto, Sandro Sarará, Leo Silva, Paulinho Dias, Charles, Ramires, Leandro Domingues, Maicossuel, Ricardinho, Wagner, Marcinho Bochecha, Fernando Oliveira, Tallys, / Diego Clementino, Kerlon, Geovanni, Guilherme, Araújo, Rômulo, Roni, Nenê, Alecsandro, Pedro Júnior, Fellype Gabriel, Marcelo Moreno, Vinícius Lopes. Tec: Paulo Autuori, Emerson Ávila, Dorival Júnior
- 2008 – Fábio, Andrey, Rafael, Bruno Pianissola, / Jonathan, Apodi, Carlinhos, Maurinho, Leo Fortunato, Thiago Heleno, Thiago Martinelli, Thiago Gosling, Espinoza, Wellington, Jadílson, Fernandinho, Espinoza, / Sandro Manoel, Elicarlos, Marquinhos Paraná, Fabrício, Charles, Ramires, Wagner, Henrique, Camilo, Gerson Magrão, Bruno, Luiz Alberto, Zé Eduardo, Marcinho Bochecha, Leo Silva, Pablo, Luís Fernando Sales, / Fabinho, Reinaldo Alagoano, Guilherme, Weldon, Rômulo, Joabe, Marcel, Diego Clementino, Thiago Ribeiro, Jonathas, Jajá, Wanderley, Reina. Tec: Adílson Batista
- 2009 – Fábio, Andrey, Rafael, Flávio Guedes, / Jonathan, Patric, Jancarlos, Gustavo Schiavolin, Anderson Beraldo, Leonardo Silva, Cláudio Caçapa, Gil, Thiago Heleno, Neguete, Diego Renan, Gerson Magrão, Vinícius, Radar, / Pablo, Marquinhos Paraná, Henrique, Fabrício, Elicarlos, Fabinho, Uchoa, Wagner, Fernandinho, Camilo, Athirson, Bernardo, Gilberto, Leandro Lima, Raphael Luz, / Kleber Gladiador, Wellington Paulista, Thiago Ribeiro, Guerrón, Eliandro, Dudu, Soares, Zé Carlos, Alessandro do Lotação. Tec: Adílson Batista
N.B.: Faltam muitos nomes. Vamos ajudar a Moema a completar a lista (2000 je 2001 á pesquisei). Em negrito, quem chegou a uma Copa do Mundo, jogando ou não.
Tags:Adílson Batista, Adriano "Imperador", Anderson Beraldo, Andrey, Athirson, Autuori, Bernardo, Caçapa, chuva, Cláudio Caçapa, Copa, Copa do Mundo, Cruzeiro, Diego Renan, Dudu, Elber, elenco, Eliandro, Elicarlos, Fabinho, Fabrício, Fábio, Fernandinho, Fred, Gerson Magrão, Gil, Gilberto, gladiador, Guerrón, Guilherme, Gum, Gustavo Schiavolin, Henrique, Jajá, Jancarlos, Joãozinho, Jonathan, Leo Fortunato, Leonardo Silva, Lima, Luizão, Luxemburgo, Mancuso, Marcelo Moreno, Marcinho, Marquinhos Paraná, Mineiro, Moreno, Mundo, Neguete, Paulo Autuori, Pedro, Pesquisa, Rafael, Ramires, Rômulo, Reina, rival, Santos, Sol, Sorín, SP, Thiago Heleno, Thiago Ribeiro, Vila, Vinícius, Wanderley, Wellington Paulista, Zé Carlos
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.
Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.
Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).
De acordo? Não? Escale a sua, então.
- Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador.
- Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
- Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por 2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
- Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
- Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
- Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
- Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica. MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
- Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste.
- Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003), as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003), o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
- Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.
- Edílson – O Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
- Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
- Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
- Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
- Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
- Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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