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	<title>Páginas Heróicas Digitais (PHD) - Cruzeiro.Org &#187; Raul</title>
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	<description>Blog Páginas Heróicas Digitais (PHD) conduzido por Jorge Santana sobre as coisas do Cruzeiro Esporte Clube e afins sobre futebol</description>
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		<title>Cláudio Arreguy e seus 10 ídolos azuis</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 16:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cláudio Arreguy, editor de esportes do Estado de Minas está lançando o livro Os Dez Mais do Cruzeiro.
No oitavo livro da Coleção Ídolos Imortais, o jornalista Cláudio Arreguy apresenta Os dez mais do Cruzeiro. É um livro que conta a saga de grandes craques do futebol brasileiro, motivo de orgulho para o torcedor da Raposa. Aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cláudio Arreguy, editor de esportes do Estado de Minas está lançando o livro <strong>Os Dez Mais do Cruzeiro</strong>.</p>
<blockquote><p><em>No oitavo livro da Coleção Ídolos Imortais, o jornalista Cláudio Arreguy apresenta Os dez mais do Cruzeiro. É um livro que conta a saga de grandes craques do futebol brasileiro, motivo de orgulho para o torcedor da Raposa. Aqui estão as histórias de ídolos como Tostão, Dirceu Lopes, Joãozinho, Raul, Natal, Sorín, Alex, entre outros. Todos gênios da bola que ajudaram a transformar o Cruzeiro em uma das maiores potências esportivas do Brasil. É uma obra que não pode faltar na estante de nenhum amante do bom futebol.</em> (<strong>Maquinária Editora</strong>)</p>
<p><span id="more-16529"></span></p>
<p><a href="http://cruzeiro.org/blog/wp-content/uploads/2010/05/Capa10MaisArreguy-Blog.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16559" title="Capa10MaisArreguy-Blog" src="http://cruzeiro.org/blog/wp-content/uploads/2010/05/Capa10MaisArreguy-Blog.jpg" alt="Os Dez Mais do Cruzeiro - Capa" width="299" height="450" /></a></p></blockquote>
<p>Pra quem não o conhece ou ainda não tem o livro, aí vai a história do autor e do livro.</p>
<ol>
<li><strong>Identidade</strong> - Cláudio Marcelo Arreguy Corrêa, 08out55, Belo Horizonte. Vivi nos bairros Santa Efigênia, Funcionários, Santo Antônio, Gutierrez, Barroca, Serra e, depois de 17 anos fora (oito no Rio e nove em São Paulo), novamente no Gutierrez.</li>
<li><strong>Família</strong> - Pais: João Batista de Assis Corrêa (já falecido), que era jornalista, e Maria do Carmo d&#8217;Ávila Arreguy Corrêa, professora. Irmãos: Paulo (artista plástico), Cristiana (advogada), Geraldo (técnico de escolinha de vôlei em Brasília), João Batista (publicitário em Goiânia), Fabiana (jornalista) e Cássio (jornalista). À exceção do Paulo (cruzeirense como eu), os demais são atleticanos.</li>
<li><strong>Escolas</strong> - Instituto de Educação (jardim de infância e primário), Arnaldo e Anchieta (ginásio e científico) e Fafi-BH, hoje Uni (faculdade).</li>
<li><strong>Futebol</strong> - Joguei pelada até 24 anos, quando passei a ter problema na coluna. Recuperado, pela antiginástica, voltei aos 34, no Rio. Depois de um ano, parei. Gostava de jogar no meio-campo, mas, peladeiro, estava em toda parte.</li>
<li><strong>Curriculo</strong> - Comecei em 1977 na sucursal mineira do Jornal do Brasil. Em 1982, fui o primeiro repórter da sucursal a cobrir para o JB uma Copa do Mundo, na Espanha (Prêmio Esso de jornalismo esportivo pela cobertura da equipe). Em 1985, fui convidado a me transferir para a sede, no Rio, onde trabalhei por oito anos. Cobri a Copa de 1986, no México, e vários jogos nacionais e internacionais da Seleção Brasileira. Fui ainda redator e repórter especial. Em 1994, mudei-me para São Paulo, como subeditor de esportes do Estado de S. Paulo, onde fiquei até 2000, tendo feito a cobertura de minha terceira Copa, na França, em 1998. Em abril de 2000, deixei o Estadão para ser editor executivo do site Netgol.com, que fechou em 31 de dezembro de 2001. Em junho, integrei a retaguarda da Copa da Ásia na Agência Estado e fui um dos precursores do programa Loucos por Copa, da ESPN Brasil, posteriormente chamado Loucos por futebol. Em agosto de 2002, retornei a BH, como editor de Esportes do Estado de Minas. Participei do Loucos até março de 2005, quando não tive mais como conciliar as duas funções, com viagens quinzenais a São Paulo.</li>
<li><strong>Desafio</strong> - O grande desafio, sem dúvida, foi conquistar outros mercados, onde a concorrência é muito maior e nem sempre quem chega de fora é bem recebido por todo mundo. Felizmente, consegui e deixei amigos em todos os empregos, dos quais saí sempre a convite. Foram tantas matérias marcantes, que fica difícil listar uma. Mas fico com a da despedida do Dirceu Lopes do futebol, em dezembro de 1979. O JB deu uma página e me enviou a Uberlândia, onde o craque jogou um tempo em cada time, num amistoso entre Uberlândia e Cruzeiro. E cito uma matéria que não foi minha, mas do grande repórter Oldemário Touguinhó, passada por ele a mim pelo telefone, no dia em que a Seleção Brasileira des embarcou na Itália, antes da Copa de 1990. O Lazaroni pregava que o futebol vivia um novo tempo, de marcação, pegada, ocupação de espaços, e um jogador que simbolizava essa nova era seria o Dunga. Escrevi a matéria, que abriu o caderno de esportes do jornal do dia seguinte, e abri a clássica manchete em uma linha de 42 batidas: Lazaroni decreta a era de Dunga no futebol. No dia seguinte, o jornal saiu repercutindo a declaração do técnico entre ex-jogadores e personalidades, e o termo Era Dunga pegou.</li>
<li><strong>Prêmios</strong> - O Esso por equipe, pelo JB, em 1981 (crise de falta de público nos estádios do Brasil) e em 1982 (Copa do Mundo da Espanha).</li>
<li><strong>Ídolos na imprensa</strong> &#8211; Eduardo Simbalista, que me contratou para o JB; Gutemberg da Motta Silva, que me ensinou muitas coisas quando eu era foca; João Máximo, o cara com melhor texto com quem trabalhei e me levou para o Rio; Fernando Calazans, redator de primeira, com quem dividi a função, colunista dos melhores e o melhor padrinho que minha filha poderia ter; Vicente Senna, o editor que mais me impressionou pela visão de páginas; Oldemário Touguinhó, o maior repórter que conheci; Roberto Benevides, outro grande texto, dono de ótima visão de páginas, que me levou para o Estadão e, posteriormente, para o site; e José Trajano, pela facilidade incrível em criar programas esportivos de qualidade. Sem contar o Tostão, qu e já era ídolo como craque.</li>
<li><strong>Por que trocou o jornalismo do Eixo pelo de Beagá?</strong> Porque estava sem emprego e recebi boa proposta do Estado de Minas.</li>
<li><strong>Ídolos no futebol</strong> &#8211; Pelé, Garrincha, Tostão, Dirceu Lopes, Gérson, Rivellino, Beckenbauer, Reinaldo, Zico, Maradona, Cruyff, Romário e Ronaldo.</li>
<li><strong>Maiores jogos do Cruzeiro</strong> - Cruzeiro 6&#215;2 Santos, Cruzeiro 3&#215;2 Santos, Cruzeiro 3&#215;3 Atlético, Cruzeiro 5&#215;4 Internacional e Cruzeiro 2&#215;1 São Paulo (Copa do Brasil de 2000).</li>
<li> <strong>Leitura assídua</strong> - Já tive a fase de romances latinos (Garcia Marques, Vargas Llosa, Manuel Puig, Juan Rulfo), a das biografias (Nelson Rodrigues, Garrincha). Leio romances variados e sempre gostei de policiais. Desde os noir (Chandler, Hammet), aos ingleses (Agatha Christie em especial), sou vidrado em Simenon (li recentemente os dois de Todos os contos de Maigret), adoro o italiano Andrea Camilleri, o espanhol Manuel Vasquez Montalbán, o cubano Leonardo Padura Fuentes, o norueguês Jo Nsebo e os brasileiros Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza</li>
<li><strong>O que anda lendo atualmente?</strong> Acabei de ler a trilogia Millenium, de um sueco (Stieg Larsson, falecido há alguns anos), e achei sensacional: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do Castelo de ar.</li>
<li><strong>Por que escreveu um livro sobre os dez maiores nomes da história do Cruzeiro?</strong> Recebi um convite do jornalista carioca Roberto Sander, um dos donos da Editora Maquinária, que muito me honrou. Trata-se de uma série, que já teve publicados os 10 mais de Flamengo, Fluminense, Botafogo, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Internacional. Peguei o do Cruzeiro e indiquei um amigo, Arnaldo Vianna, para fazer o do Atlético. Como tenho boa memória, guardo muita coisa em casa sobre futebol, achei que seria uma experiência fascinante. Como de fato foi pesquisar tudo o que podia sobre o assunto, comandar a eleição (10 jornalistas, entre eles o autor, votam seus 10 ídolos e os 10 mais votados têm a história contada dentro de uma abordagem jornalística) e pôr no papel o resultado de tudo isso. agora, só para esclarecer: são 10 ídolos, não 10 craques. Se fossem os craques, a lista, creio, seria um pouco diferente. O Zé Carlos, por exemplo, teria de entrar. Mas não acho que ele tenha sido propriamente um ídolo. E nenhum votante emplacou seus 10 ídolos. Eu mesmo votei em dois diferentes em relação ao resultado final.</li>
<li><strong>Cruzeiro de Todos os Tempos</strong> &#8211; Raul; Nelinho, Perfumo, Piazza e Sorín; Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão; Jairzinho, Palhinha e Joãozinho.</li>
<li><strong>Quando e como pesquisou e escreveu o livro?</strong> Li tudo o que pude sobre o clube: livros do Plínio Barreto, do Jorge Santana, do Canor Simões Coelho (sobre o Tostão), do Tostão, do Raul, do Armando Nogueira. Esmiucei os arquivos do Estado de Minas, que tem muita coisa do Globo, do JB, do Estadão, da Folha, da revista O Cruzeiro. Usei muito o Almanaque do Cruzeiro e entrei em tudo quanto é site (já fizera a história dos grandes clubes do país quando o Netgol estava sendo montado e tenho comigo os arquivos). Conversei muito com o Plínio Barreto. O Marcone Barbosa, assessor do Cruzeiro, me arrumou alguns números. Curiosamente, optei por não fazer entrevistas específicas com os retratados. Ao falar com o Joãozinho pelo telefone a respeito, percebi que, muitos anos depoois, eles têm um certo distanciamento daqueles tempos, ao passo que as declarações que busquei nos jornais tinham a emoção do momento. Recorri a alguns deles apenas para tirar uma ou outra dúvida. E guardo na cabeça muitos papos nostálgicos que tive com Tostão, Piazza e Nelinho, por exemplo, que me foram muito úteis. Depois de tudo lido e mastigado, gastei três meses escrevendo, reservando duas horas por madrugada, com alguma disciplina.</li>
<li><strong>Livro</strong> - São 176 páginas, a editora é a Maquinária e o preço é R$ 32,00 (trinta e dois reais).</li>
<li><strong>Lançamento</strong> - Na livraria Leitura do BH Shopping, terça-feira (18/5), a partir das 19h.</li>
<li><strong>A quem vc dedicou o livro?</strong> Aos que votaram, aos eleitos, aos grandes craques celestes não eleitos, a meu diretor de redação (pela liberação das fotos), ao pessoal do Gedoc (arquivo) do jornal, a meu subeditor Benjamin Abaliac  (pela leitura criteriosa e apontamentos sobre determinados fatos), ao Marcone (pela ajuda com estatísticas do clube), a minha mãe (pela leitura como revisora), a minha mulher (pela ajuda nas pesquisas) e a minha filha (pelo apoio).</li>
<li><strong>Próximo projeto</strong> &#8211; Tenho um, proposto pelo Sander, que não posso revelar, porque tenho de convencer determinado personagem.</li>
<li><strong>Escrever um livro sobre o Cruzeiro não provocou patrulhamento dos atleticanos?</strong> O presidente do Atlético, ao se queixar à direção do jornal de uma crítica que, segundo ele, eu teria feito sobre o pai dele (garanto que não fiz e lamento que tenha sido entendido assim o episódio do túnel extra no Mineirão, que contei à ESPN Brasil), reclamou que eu estava escrevendo um livro sobre o Cruzeiro. Coisa que algum atleticano da imprensa certamente contou a ele. Os torcedores rivais têm de entender que fiz um trabalho em cima de personagens, não às expensas de um clube.</li>
<li><strong>O que vc acha das críticas da galera cruzeirense à mídia mineira, em especial ao Estado de Minas e à Rádio Itatiaia, que os torcedores consideram despudoradamente atleticanos?</strong> Como os diretores do jornal são atleticanos, isso sempre é usado quando o torcedor cruzeirense entende que nossa abordagem privilegiou o Atlético. Assim como os atleticanos, por saberem que sou cruzeirense, usam isso nas reclamações quanto às abordagens celestes. As pessoas têm de entender que não faço o jornal sozinho. Tenho três subeditores (um atleticano e dois torcedores do Fluminense, um dos quais acaba de ser substituído por uma atleticana) e converso sempre com eles sobre nossa proposta para o dia. Que é submetida ao comando da redação, em duas reuniões diárias. Adotamos vários critérios para abrir a edição, como quem joga primeiro (se quarta ou quinta, se sábado ou domingo), quem joga em casa ou fora, quem está mais bem colocado na tabela, se alguém está com técnico ou algum jogador estreando, alguém está em crise etc. Mesmo tomando todos os cuidados, infelizmente, não estamos isentos de um eventual erro de avaliação.</li>
<li><strong>Histórias que estão no Livro</strong> - Tem uma do Tostão. O Roberto Abdala Moura, o oftalmologista que o operou, sempre visitava o craque durante a Copa do México, examinando o olho do Tusta depois de cada jogo. Antes da final, no vestiário do Azteca, os jogadores fizeram a oração, juntamente com a comissão técnica, e o doutor Moura foi convidado a falar algumas palavras. Isso a poucos minutos de o time entrar em campo e ser campeão do mundo. O próprio médico me contou isso. Outra, também no capítulo do Tostão, é sobre o jogo de estreia do Cruzeiro no Robertão, em 7 de setembro de 1969. Enquanto o craque fazia dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, no Maracanã, nas imediaçõesdo estádio, o embaixador americano Charles Burke Elbrick, que estava sequestrado, era libertado. O episódio é o retratado no filme O que é isso, companheiro? Mas, no filme, do Bruno Barreto, o jogo é mudado para um Flamengo x Vasco. Com imagens do Paulo César jogando pelo Fla, três anos antes de o craque trocar o Botafogo pela Gávea. E uma terceira história é do Piazza. Ele levou o terceiro cartão amarelo contra o Santos e não poderia disputar o jogo-extra que decidiu o Brasileiro de 1974 contra o Vasco. Quando o jogo foi transferido do Mineirão para o Maracanã, naquele episódio nebuloso, o Piazza, ao reclamar com a direção do Cruzeiro, soube que poderia jogar, pois seu cartão não fora &#8220;relatado&#8221; na súmula pelo Armando Marques. Pois o mesmo Armando apitou a final e anulou gol legítimo do Zé Carlos, no fim, que levaria a partida para a prorrogação. Ao se queixar do juiz depois do jogo, o Piazza, que me contou isso, ouviu do Armando:<em> &#8220;O senhor faça o favor de  ficar quieto. O senhor nem era para estar nesse jogo!&#8221;.</em> Sobre esse infausto jogo, o Dirceu Lopes, e isso também está no livro, ouviu do bandeirinha Oscar Sólfaro: <em>&#8220;Pô, Baixinho, garfaram o teu time&#8221;.</em></li>
<li><strong>Termocéfalo ou golfista?</strong> Eu era torcedor de arquibancada e de ver depois a saída dos jogadores.</li>
<li><strong>Que reação você espera dos leitores desta entrevista?</strong> Que eles a curtam, mas curtam, principalmente, o livro, que conta 10 histórias humanas, de 10 ricos personagens.</li>
<li><strong>Eduardo Arreguy Campos é torcedor do Cruzeiro e simpatizante do Democrata ou o contrário?</strong> Quando éramos meninos, os pais deles me levavam muito ao Mineirão, pois eu não tinha permissão para ir sozinho. O Eduardo, que não vejo há muitos anos, é cruzeirense, estou seguro. Como vive há muitos anos em Governador Valadares, deve ser simpatizante do Democrata. Mas ele, como toda a família dele, é Cruzeiro.</li>
</ol>
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		<title>Mestre Zelão, ídolo da facção over 50</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Chiabi Duarte
Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.
Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.
Natal, Tostão, Evaldo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Chiabi Duarte</strong></p>
<p>Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.</p>
<p>Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.</p>
<p>Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.</p>
<p>Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.</p>
<p>A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3&#215;3, em 26nov67.</p>
<p><span id="more-13065"></span></p>
<p>Lembro-me, como se fosse hoje, da falta cobrada por ele, no finalzinho, em que a bola explodiu no travessão.</p>
<p>Isto num jogo em que Tostão se contundiu logo no início, Procópio foi expulso e os emplumados abriram uma frente de 3&#215;0.</p>
<p>Nessa ocasião, Zé Carlos ainda não era titular absoluto, o que só aconteceu quando Gerson dos Santos assumiu o comando do time.</p>
<p>Quando ele entrou na equipe, formou-se o Quadrado Mágico com Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão.</p>
<ul>
<li><em>Raul Plassmann, Pedro Paulo, Mário Tito (Raul Fernandes), Fontana e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão; Natal e Hilton Oliveira (Evaldo).</em></li>
</ul>
<p>O time tinha muita mobilidade porque todos giravam em campo e sabiam fazer mais de uma função.</p>
<p>Tostão conta que, certa feita, jogando contra o Atlético-MG e sofrendo marcação implacável do Vanderlei Paiva, o carregador de piano das cocotas, ele propôs uma troca de funções a Zé Carlos.</p>
<p>Vanderlei se atrapalhou todo e o Cruzeiro ainda ganhou a chegada de surpresa de Tostão, que vinha de trás tabelando com o Mestre Zelão.</p>
<p>Zé Carlos jogou tanta bola como titular, que João Saldanha, o convocou junto com Dirceu Lopes, Wilson Piazza, Natal e Tostão para a Seleção Brasileira no final dos anos 60.</p>
<p>Quando Zagallo assumiu, contudo, o meio-campista celeste foi cortado, pois o novo treinador tinha preferência pelos jogadores cariocas.</p>
<p>Eu vi o Zé Carlos jogando como primeiro volante, meia-armador, ponta-de-lança e até como centroavante no Cruzeiro. E sem jamais deixar a peteca cair.</p>
<p>Cerezo me contou que Zelão era marcador implacável. Já no fim de carreira, com menos gás, ele aplicava uns totós no calcanhar do adversário.</p>
<p>O atleticano saia do sério, porque ninguém via, muito menos o juiz.</p>
<p>Era só a bola chegar que Mestre Zelão aparecia pra tirar o espaço do adversário. O jeito era buscar outro setor pra jogar.</p>
<p>Era muito difícil tirar Zé Carlos do sério. Ele era calmo, de pouca conversa, mas quando abria a boca todos paravam para ouvi-lo.</p>
<p>Jamais desqualificava um adversário. Não desmerecia colegas de profissão, mas também não facilitava a vida de ninguém. Chegava junto, marcava forte e sabia se desgarrar e sair pro jogo.</p>
<p>Na maturidade, Zé Carlos começou a comandar os sistemas defensivos de suas equipes valendo-se de sua  capacidade inigualável de ler o jogo.</p>
<p>Mestre Zelão tinha personalidade forte. Quando fez um gol contra no célebre 5&#215;4 sobre o Inter, em 1976, buscou a bola nas redes, praguejou e continuou jogando um bolão.</p>
<p>Uma de suas jogadas que eu mais curtia era o passe de três dedos buscando Joãozinho do lado esquerdo do ataque ou o velho Palhinha, que deixava os beques para trás, metia o gol e corria para abraçar o mestre.</p>
<p>Quando recebeu passe livre do presidente Felício Brandi, Zé Carlos assinou contrato com o Guarani de campinas.</p>
<p>No Bugre, liderou o time dirigido por Carlos Alberto Silva, que conquistou do título brasileiro de 1978 com esta formação:</p>
<ul>
<li><em>Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó (Adriano).</em></li>
</ul>
<p>Anos mais tarde, Felício Brandi reconheceu ter se precipitado ao abrir mão da geração campeã da Libertadores de 76. Este foi, talvez, seu maior erro em mais de 20 anos de administração.</p>
<p>Depois do Guarani, Zé Carlos passou por vários clubes, entre eles o Botafogo, antes de parar com 35 anos, já nos Anos 80.</p>
<p>O Mestre virou treinador, mas, não conseguiu emplacar um grande trabalho. Mas continuou no futebol ajudando a descobrir talentos para o Cruzeiro.</p>
<p>Zé Carlos não ficou milionário com o futebol, mas, também não passa necessidades.</p>
<p>Certo é que ele continuará sendo um dos maiores ídolos da facção <em><strong>over 50</strong></em> da torcida cruzeirense, na qual estou inscrito.</p>
<p><strong>João Chiabi Duarte</strong>, 56, cruzeirense, engenheiro metalúrgico, colunista do Cruzeiro.Org, nasceu em Conceição do Mato Dentro, mora em Vitória onde trabalha na Cia. Siderúrgica Tubarão.</p>
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		<title>Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mauro França
HISTÓRIA
A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.
Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mauro França</strong></p>
<p>HISTÓRIA</p>
<p>A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.</p>
<p>Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.</p>
<p>A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.</p>
<p>A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.</p>
<p>Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.</p>
<p>Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.</p>
<p>O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.</p>
<p>A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.</p>
<p>O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.</p>
<p>Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.</p>
<p>Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.</p>
<p>Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. </p>
<p>TÍTULOS</p>
<p>O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.</p>
<p>Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.</p>
<p>Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).</p>
<p>Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.</p>
<p>Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1&#215;0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5&#215;3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2&#215;0, com a seguinte formação:</p>
<ul>
<li><em>José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar &#8216;Turu&#8217; Flores.</em></li>
</ul>
<p>Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. </p>
<p>Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.</p>
<p>Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.</p>
<p>CONFRONTOS COM O CRUZEIRO</p>
<p>Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.</p>
<p>O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2&#215;1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6&#215;3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3&#215;0 e o Cruzeiro virou o marcador.</p>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 6&#215;3 Vélez Sarsfield</strong>, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu &#8211; Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito &#8211; <strong>Nota</strong> &#8211; Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.</p></blockquote>
<p>As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1&#215;1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2&#215;1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.</p>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 1&#215;1 Vélez</strong>, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 &#8211; Público: 21.749 &#8211; Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) &#8211; Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.</p></blockquote>
<p>Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:</p>
<ul>
<li><em>&#8220;Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.&#8221; </em></li>
</ul>
<p>O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.</p>
<p>Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1&#215;0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2&#215;0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.</p>
<blockquote><p><strong>Velez 2&#215;0 Cruzeiro</strong>, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) &#8211; Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) &#8211; Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.</p></blockquote>
<p>Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2&#215;0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2&#215;1 no Mineirão.</p>
<p>NA LIBERTADORES</p>
<p>O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.</p>
<p>HOJE</p>
<p>O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.</p>
<p>Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. </p>
<p>Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1&#215;1; venceu o Arsenal, 3&#215;0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2&#215;1, atuando com o time reserva.</p>
<p>Contra o Arsenal, o Vélez jogou com</p>
<ul>
<li><em>Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez. </em></li>
</ul>
<p>Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.</p>
<p><strong>Mauro França</strong>, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.</p>
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		<item>
		<title>Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (III)</title>
		<link>http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1975-a-guerra-iii/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 21:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mauro França e Jorge Santana
[Clique para ler as partes UM e DOIS]
Depois da sofrida classificação para a fase semifinal, o Cruzeiro disputou sete partidas pela 1ª fase do Campeonato Mineiro, entre 20abr75 e 14mai75, antes de voltar suas atenções para o torneio sul-americano.
Os adversários na semifinal seriam os argentinos Rosário Central e Independiente, dois grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mauro França</strong> e <strong>Jorge Santana</strong></p>
<p style="text-align: center;">[Clique para ler as partes <a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1975-a-guerra-i/" target="_blank"><strong>UM</strong> </a>e <strong><a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1975-a-guerra-ii/" target="_blank">DOIS</a></strong>]</p>
<p>Depois da sofrida classificação para a fase semifinal, o Cruzeiro disputou sete partidas pela 1ª fase do Campeonato Mineiro, entre 20abr75 e 14mai75, antes de voltar suas atenções para o torneio sul-americano.</p>
<p>Os adversários na semifinal seriam os argentinos Rosário Central e Independiente, dois grandes times, especialmente o segundo, à época tricampeão da Libertadores.</p>
<p>O Independiente entrou diretamente na fase semifinal como campeão de 1974 (quando derrotou o São Paulo na final). O Rosário classificou-se como 1º colocado do Grupo 1, depois de uma disputa acirrada com o Olímpia do Paraguai e o rival Newell’s Old Boys, com o qual terminou empatado em pontos, vencendo pelo maior saldo de gols.</p>
<p>O clássico argentino abriu o Grupo B. Em 06mai75, jogando em casa, o Rosário derrotou o Independiente por 2&#215;0. Na quarta-feira, 21mai75, Cruzeiro e Rosário se enfrentaram no Mineirão, que recebeu um público de 42.500 torcedores.</p>
<p><span id="more-12802"></span></p>
<p>O Cruzeiro começou arrasador e abriu o placar logo aos 3 minutos. Dirceu Lopes, caindo pela ponta direita, avançou até a área e cruzou para Palhinha, que se antecipou ao zagueiro e completou para o gol.</p>
<p>A pressão durou até os 15 minutos, mas o time não conseguiu ampliar o marcador, seja por erros no último passe ou excesso de preciosismo. Depois o jogo ficou equilibrado. Mesmo com um maior volume de jogo, o Cruzeiro criou poucas chances de gol.</p>
<p>O Rosário chegou com perigo, aos 3 do 2º tempo, em uma cobrança de escanteio de Kempes. Aos 9, Mário Killer chutou de longa distância e Raul espalmou pela linha de fundo.</p>
<p>O Cruzeiro teve grande oportunidade aos 22 com Roberto Batata, que recebeu cruzamento de Joãozinho dominou no peito e bateu de voleio. A bola saiu rente à baliza.</p>
<p>Aos 24, o Cruzeiro finalmente conseguiu marcar o 2º gol. E foi um golaço. Piazza fez um lançamento longo para Palhinha, que na corrida deixou Pascuttini caído, driblou Daniel Killer e o goleiro Biasutto e tocou para o gol vazio à sua frente.</p>
<p>O Rosário teve grande chance para diminuir aos 30, quando Kempes se jogou na área e o juiz marcou pênalti. Pascuttini cobrou e Raul defendeu, mantendo a vantagem de dois gols.</p>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 2×0 Rosário Central</strong>, quarta-feira, 21mai75, Mineirão, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 42.500 – Renda: Cr$523.222,00 – Juiz: Jose Martinez Bazán (Uruguai) – Gols: Palhinha, 3 do 1º tempo e 24 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Souza) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho (Eli Mendes). Tec: Ílton Chaves / Rosário Central: Carlos Biassuto, Gonzalez, Daniel Killer, Jose Pascuttini e Mario Killer; Carlos Aimar, Eduardo Solari, Ramon Boveda (Cerminato), Roberto Cabral, Zavagno e Mario Kempes. Tec: Carlos Griguol -  <strong>Notas</strong> &#8211; 1. Os irmãos Killer, Boveda e Kempes jogaram pela Seleção Argentina na Copa América de 75. Na Copa de 78, Daniel Killer foi reserva e Kempes, o grande astro. 2. Com essa base, o Rosário conquistou o campeonato Nacional em 73 e foi vice do Nacional e do Metropolitano em 74. Chegou à Libertadores ao bater o San Lorenzo e o rival Newell’s old Boys, campeões de 74, num torneio seletivo que indicou os representantes argentinos na edição de 75.</p></blockquote>
<p>Apenas 48 horas depois, na sexta-feira, 23mai75, o Cruzeiro voltou a campo para enfrentar o Independiente, então o tricampeão do torneio, com vários jogadores de Seleção no time. Mais de 46.000 torcedores foram ao Mineirão.</p>
<p>Os argentinos ameaçaram logo aos 3 minutos, quando Bochini lançou Rojas, que chutou pra fora. Aos 7, Joãozinho lançou Vanderlei, que chutou pra defesa de Perez.</p>
<p>Aos poucos, o meio de campo celeste foi se impondo e as chances de gol aparecendo. Aos 16, Perez fez grande defesa em chute de Roberto Batata. Um minuto depois, Dirceu Lopes arrancou em velocidade e só foi parado com falta no bico da grande área, pela direita. Nelinho soltou a bomba e acertou o ângulo de Perez, fazendo 1&#215;0.</p>
<p>Nelinho ainda acertou o travessão em outra cobrança de falta, aos 29. O ataque do Independiente praticamente não ameaçou, graças a grande atuação do sistema defensivo celeste.</p>
<p>O Cruzeiro manteve o ritmo no 2º tempo. Joãozinho desequilibrava no ataque e a defesa anulava bem as tentativas do adversário.</p>
<p>Aos 24, Joãozinho bateu escanteio curto pra Eduardo, recebeu de volta e cruzou. Roberto Batata dominou, passou por Pavoni e bateu para o gol, sem chance defesa para Perez. O Cruzeiro ainda criou chances para ampliar, mas o 2&#215;0 se manteve até o final.</p>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 2×0 Independiente</strong>, sexta-feira, 23mai75, Mineirão, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 46.136 – Renda: Cr$557.098,00 – Juiz: Edson Perez (Peru) – Gols: Nelinho, 17 do 1º tempo; Roberto Batata, 24 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Souza) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho (Eli Mendes). Tec: Ílton Chaves / Independiente: Perico Perez, Comisso, Manuel Sá, Semenewicz, Ricardo Pavoni; Aldo Rodriguez, Ruben Galván; Percy Rojas (Ruiz Moreno), Balbuena, Ricardo Bochini e Daniel Bertoni. Tec: Pedro Dellacha. – <strong>Notas</strong> &#8211; <strong>1</strong>: Bochini era o grande ídolo dos rojos, mas teve poucas chances na Seleção, em função da concorrência. Já veterano, participou, como reserva, da vitoriosa campanha da Argentina na Copa de 86. <strong>2</strong>: Pavoni disputou a Copa América de 75. Bertoni e Galván foram campeões mundiais em 78, sendo que o primeiro jogou também na Copa de 82. <strong>3</strong>: O Independiente disputou três finais do Mundial Interclubes. Ganhou em 73, batendo o Juventus da Itália (o Ajax desistiu de jogar). E perdeu em 72, para o Ajax, e em 74 para o Atlético Madrid (o Bayern Munich desistiu). Em 75, Bayern e Independiente não entraram em acordo quanto as datas e a final não foi disputada.</p></blockquote>
<p>Como em 1967, o Cruzeiro abriu boa vantagem sobre os adversário e viajou pra Argentina precisando apenas de um empate pra se classificar à final.</p>
<p>Podia até mesmo perder as duas partidas por dois gols de diferença, desde que fizesse pelo menos um gol. Isto porque, no jogo da volta entre os argentinos, em 30mai75, o Independiente batera o Rosário, em Avellaneda, por 2&#215;0.</p>
<p>O Cruzeiro tinha 4 pontos e 4 gols de saldo, com mais 2 jogos para fazer. Os argentinos tinham, cada um, 2 pontos e saldo de 0, com apenas mais um jogo por fazer.</p>
<p>Antes das partidas na Argentina, o Cruzeiro enfrentou o Esab na final da 1ª fase do Campeonato Mineiro, em três partidas disputadas em 25/28/30mai75. O primeiro jogo terminou 2&#215;1.</p>
<p>Nos dois seguintes, o campeão mineiro fez 6&#215;2 e 1&#215;0, conquistou o título e um ponto extra para o quadrangular final, que seria disputado no início de 76. No último jogo, quatro dias antes de encarar o Rosário, Ílton Chaves escalou um time reserva.</p>
<p>Jogar na Argentina não era fácil. O clima era de guerra, com a torcida atirando tudo que fosse possível no gramado. Em campo, o repertório de catimbas incluía cusparadas, tapas, puxões e agressões variadas. Coagidos pelo clima hostil, os juízes fingiam não ver.</p>
<p>Mas é preciso reconhecer: acima de tudo, Rosário e Independiente tinham grandes times.</p>
<p>O jogo em Rosário foi disputado na terça-feira, 03jun75, sob um frio de 5º graus e com o campo enlameado. O Cruzeiro dominou o 1º tempo, mas não abriu o placar. O que aconteceria aos 4 do 2º, com um gol de Dirceu Lopes.</p>
<p>Mas o Rosário empatou aos 7, com Kempes cobrando pênalti inexistente, segundo a imprensa brasileira. O empate inflamou o time local, que não deu tréguas ao sistema defensivo do Cruzeiro. Aos 18, Cabral desempatou e, aos 33, Kempes fechou a conta. Nos minutos finais, o Cruzeiro reagiu e criou situações de perigo, mas não conseguiu diminuir o marcador.</p>
<p>Toninho Almeida, reserva do meio de campo, naquela Libertadores, conta como foi o jogo em Rosário:</p>
<ul>
<li><em>&#8220;Em Rosário, nosso time foi hostilizado desde o desembarcou na cidade. À noite, os torcedores do Central, faziam barulho e soltavam foguetes com a intenção de nos intimidar.  A partida foi tensa do início ao fim. Moedas e pedras foram atiradas nos jogadores cruzeirenses durante todo o jogo.  Perdemos por 3&#215;1 com o último gol dos argentinos marcado em impedimento no final da partida. Quando o banco do do Cruzeiro protestou, a polícia jogou gás lacrimogêneo pra nos dispersar.  Depois da partida, nossa delegação teve de sair escoltada do estádio.&#8221;</em></li>
</ul>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 1×3 Rosário Central</strong>, terça-feira, 03jun75, em Rosário, Argentina, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 22.226 – Renda:  876. 696 pesos – Juiz: César Orozco (Peru) – Gols: Dirceu Lopes, 4, Kempes, de pênalti, 7, Cabral, 18, Kempes, 33 2º tempo – Cruzeiro: Rau Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata (Eli Mendes), Palhinha (Cândido e Joãozinho. Tec: Ílton Chaves / Rosário Central: Carlos Biassuto, Gonzalez, Daniel Killer, Jose Pascuttini e Mario Killer; Carlos Aimar, Eduardo Solari, Ramon Boveda, Roberto Cabral (Hugo Carril), Zavagno e Mario Kempes. Tec: Carlos Griguol.</p></blockquote>
<p>Apesar da derrota, o Cruzeiro viajou a Buenos Aires com alguma folga. Se perdesse por 2 gols de diferença, disputaria a final.</p>
<p>Na sexta-feira, 06jun75, o time mineiro começou melhor na Doble Visera, Avellaneda. Aos 5, Nelinho acertou o travessão cobrando falta. Aos 12, Dirceu Lopes fez jogada individual e serviu Palhinha que, na cara do gol, chutou pra fora.</p>
<p>Depois dos sustos, o Independiente passou a dominar a partida e abriu o marcador aos 35, com Pavoni cobrando pênalti, corretamente marcado.</p>
<p>No 2º tempo, o Independiente aumentou o ritmo e partiu em busca dos gols que lhe faltavam. Explorando principalmente as jogadas pelas pontas, os rojos criaram e perderam pelo menos três chances claras para marcar entre os 12 e 16 minutos.</p>
<p>A pressão deu resultado, Aos 20, Bertoni fez um gol olímpico e o Independiente tomou conta da partida impedindo o Cruzeiro de atacar. Finalmente, aos 31, Ruiz Moreno marcou o 3º. O Cruzeiro não teve forças para reagir e a classificação pra final escapou, inacreditavelmente.</p>
<p>Na volta, o torcedor Antônio Carlos Rossi, perguntou ao goleiro Raul: <em>&#8220;A gente podia perder até de dois, será que não dava pra segurar o placar?&#8221; </em>Realista e debochado, o goleiro resumiu o desastre:</p>
<ul>
<li><em>&#8220; Sorte nossa, eles precisarem só de 3, se precisassem de 5, teriam feito também.&#8221;</em></li>
</ul>
<blockquote><p><strong>Cruzeiro 0×3 Independiente</strong>, sexta-feira, 06jun75, Avellaneda, Argentina, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 40.000 – Juiz: Carlos Robles (Chile) – Gols: Pavoni, de pênalti, 35, Bertoni, 20 e Ruiz Moreno, 31 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata (Eli Mendes), Palhinha e Joãozinho (Cândido). Tec: Ílton Chaves / Independiente: Perico Perez, Comisso, Manuel Sá, Semenewicz, Ricardo Pavoni; Ruben Galvan e Percy Rojas; Balbuena, Ricardo Bochini, Daniel Bertoni e Ruiz Moreno (Giribert). Tec: Pedro Dellacha.</p></blockquote>
<p>Como sempre, as explicações proliferaram. O enviado de Placar aos jogos, Divino Fonseca, da sucursal de Porto Alegre, culpou o esquema excessivamente defensivo montado por Ílton Chaves, que teria abdicado do ataque.</p>
<p>Outros culparam as falhas da defesa, os erros dos juízes e insinuaram doping dos argentinos. Muitos lembraram os insucessos anteriores para sustentar que o time amarelava nas decisões.</p>
<p>Em entrevista à Placar, Wilson Piazza declarou:</p>
<ul>
<li><em>“Fiquei convencido de não estamos preparados para enfrentar o futebol de competição que os argentinos mostraram”.</em></li>
</ul>
<p>Na mesma linha, Raul disse:</p>
<ul>
<li><em>“Eles são muito mais manhosos e experientes do que nós nesse negócio de Libertadores”.</em></li>
</ul>
<p>Seja como for, como já tinha acontecido em 67, o Cruzeiro enfrentou dois grandes times e perdeu apenas no saldo de gols.</p>
<p>Foi competente ao ganhar os jogos em casa, como os adversários também foram. Cometeu erros, deixou escapar uma boa vantagem, mas é difícil falar em vexame.</p>
<p>A experiência adquirida naquele ano seria de fundamental importância na próxima campanha, em 76.</p>
<p>A conseqüência imediata da desclassificação foi a demissão do técnico Ílton Chaves, que estava no comando do time há três anos.</p>
<p>Para seu lugar foi contratado Zezé Moreira, 65 anos, técnico de grande experiência. Zezé recuperou o time e o levou ao vice-campeonato no Brasileiro de 75, obtendo mais uma classificação para a Libertadores.</p>
<p style="text-align: center;">NÚMEROS</p>
<p><strong>Campanha</strong>: 10 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. 15 gols a favor, 15 contra.</p>
<p><strong>Artilheiros</strong>: Palhinha (7), Nelinho (3), Roberta Batata e Dirceu Lopes (2) e Vanderlei (1).</p>
<p><strong>Jogadores</strong> (número de jogos): Raul (10), Nelinho (10), Morais (6), Darci Menezes (10), Vandrlei (9), Piazza (8), Eduardo (10), Roberto Batata (8), Palhinha (10), Dirceu Lopes (10), Joãozinho (8), Souza (6), Aender (1), Eli Mendes (4), Cândido (6), Zé Carlos (4), Baiano (2), Moacir (2).</p>
<p><strong>Técnico</strong>: Ílton Chaves.</p>
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		<title>Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (III)</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 03:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mauro França e Jorge Santana
Clique para ler a 1ª e a 2ª partes
O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.
Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.
A missão seria dificílima. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mauro França</strong> e <strong>Jorge Santana</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ler a <a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1967-o-aprendizado-i/" target="_blank"><strong>1ª</strong> </a>e a <a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1967-o-aprendizado-ii/" target="_blank"><strong>2ª</strong> </a>partes</p>
<p>O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.</p>
<p>Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.</p>
<p>A missão seria dificílima. O Nacional era o campeão uruguaio e o Peñarol, após vencer Real Madrid, no ano anterior, em Madrid (2&#215;0) e em Montevidéu (2&#215;0), campeão mundial.</p>
<p><span id="more-12359"></span></p>
<p>Na quarta-feira, 14jun67, o Cruzeiro enfrentou o Nacional, no Mineirão, diante de 28 mil torcedores.</p>
<p>Os uruguaios armaram um forte esquema defensivo, com direito à marcação individual em cima do tripé do meio de campo celeste, que tinha dificuldades para criar jogadas.</p>
<p>Para complicar, os orientais saíram na frente com um gol de falta de Espárrago, aos 40 minutos.</p>
<p>A reação não demorou. Dois minutos depois, Davi, centroavante gaúcho recém contratado, aproveitou o rebote de um chute na trave desferido por Dirceu Lopes e empatou.</p>
<p>No 2º tempo, Airton Moreira trocou Davi por Evaldo e o time voltou com maior movimentação, desnorteando a marcação adversária.</p>
<p>Aos 21, Tostão driblou dois marcadores e tocou para Evaldo, que avançou e bateu forte no canto esquerdo de Dominguez, fazendo o gol da vitória, já que o 2&#215;1 perdurou até o final da partida.</p>
<blockquote><p><em><strong>Cruzeiro 2&#215;1 Nacional</strong> (Uruguai), quarta-feira, 14jun67, 21h, Mineirão, Belo Horizonte, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 28.539 – Renda: NCr$63.453,00 – Juiz: Izidoro Ramirez (Paraguai) – Gols: Mujica (falta), 40, Davi, 42 do 1º tempo; Evaldo Cruz, 21 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Davi (Evaldo Cruz) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Nacional: Dominguez, Cincunegui, Manicera, Alvarez e Mujica; Montero Castillo, Techera e Esparrago; Urruzmendi (Bita), Célio e Morales.  Tec: Roberto Sacarone. – <strong>Nota</strong> – Bita e Célio haviam sido contratados ao Náutico e ao Vasco, respectivamente. Cincunegui seria contratado pelo Atlético-MG no ano seguinte.</em></p></blockquote>
<p>No domingo, 18jun67, o adversário foi o Peñarol. O Mineirão recebeu 44 mil espectadores. Nos fins de semana, o torcedor do interior comparecia em massa, lotando o estacionamento do Mineirão com ônibus intermunicipais.</p>
<p>Mesmo enfrentando um time retrancado, o Cruzeiro se impôs, dominou o jogo e criou várias chances de gol, que Néstor Errea evitou com grandes defesas.</p>
<p>Dessa vez, Airton Moreira trocou Evaldo por Davi e o time seguiu pressionando e sendo parado pelas defesas do goleiro uruguaio.</p>
<p>Com o passar do tempo, o nervosismo tomou conta do time e da torcida. Até que aos 44 do 2º tempo, Dirceu avançou pela direita, driblou seu marcador e cruzou na medida para Natal concluir para as redes.</p>
<blockquote><p><em><strong>Cruzeiro 1&#215;0 Peñarol</strong>, domingo, 18jun67, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 44.660 – Renda: NCr$94.875,00 – Juiz: Esteban Marino (Uruguai) – Gol: Natal, 44 do 2 &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo Cruz (Davi) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Peñarol: Nestor Errea, Pablo Forlan, Juan Lezcano, Elias Figueroa e Omar Caetano; Luiz Varela (Nelson Hernandez), Néstor Gonçalves e Pedro Rocha; Julio Abbadie, Alberto Spencer e Juan Joya. Tec; Roque Máspoli. &#8211; Nota – <strong>1</strong>. Pablo Forlan é o pai do goleador da atual seleção uruguaia, Diego Forlan. Entre 1970 e 1976, ele jogou no São Paulo, antes de uma breve passagem de 4 jogos pelo Cruzeiro. <strong>2</strong>. Pedro Rocha jogou no São Paulo, onde se tornou ídolo da torcida, entre 1971 e 1977. <strong>3</strong>. Maspoli foi o goleiro campeão mundial em 1950, no Maracanã. <strong>4</strong>. Figueroa jogou entre 67 e 72 no Peñarol e entre 72 e 76 no Internacional.</em></p></blockquote>
<p><em>Na semana seguinte, se</em>is jogadores celestes –Raul, Piazza, Dirceu, Tostão, Natal e Hilton- foram convocados por Aymoré Moreira para a Seleção Brasileira, que enfrentaria o Uruguai, em Montevidéu, em disputa da Copa Rio Branco.</p>
<p>Os três jogos, realizados em 25 e 28jun67 e 01jul67, terminaram empatados (0&#215;0, 2&#215;2 e 1&#215;1). Último campeão da Copa, o Brasil manteve a posse da taça com a série de empates.</p>
<p>O tripé do meio de campo celeste foi titular em todos as partidas. Natal e Hilton Oliveira foram titulares em duas. Só Raul, que ficou na reserva de Felix, não jogou.</p>
<ul>
<li><em><strong>Seleção Brasileira</strong>: Felix (Lusa), Everaldo (Grêmio), Jurandir (São paulo), Roberto Dias (São Paulo) e Sadi (Inter); <strong>Wilson Piazza</strong>, <strong>Dirceu Lopes</strong> e <strong>Tostão</strong>; <strong>Natal</strong>, Paulo Borges (Bangu) [Edu Coimbra (América-RJ)] [Alcindo (Grêmio)] e <strong>Hilton Oliveira</strong> [Volmir (Grêmio)]. </em></li>
</ul>
<p>Na Seleção uruguaia havia três &#8220;bolsos&#8221; (Manicera, Alvarez e Urruzmendi) e quatro &#8220;manyas&#8221; (Forlan, Gonçalves, Caetano e Rocha)</p>
<p>Quadro dias depois, em 05jul67, o Cruzeiro enfrentou o Peñarol no mesmo Estádio Centenário.</p>
<p>Até aquele momento, o time liderava o grupo com 4 pontos. O Nacional tinha 2, da vitória de 1&#215;0 sobre o Peñarol, que não pontuara.</p>
<p>Para chegar à final, o Cruzeiro precisava de dois empates ou de uma vitória.</p>
<p>Curiosamente, assim como no Mineirão, o juiz tinha sido um uruguaio, em Montevidéu o jogo foi apitado pelo brasileiro Airton Vieira de Moraes, o Sansão.</p>
<p>Em campo, a técnica apurada da Academia sucumbiu diante da força e da catimba uruguaia.</p>
<p>Pra complicar, o time celeste sequer tinha uniformes de treino adequados ao frio local.</p>
<p>E nem esquema de jogo preparado por Airton Moreira. Despreocupado, o treinador assistia aos bate-bolas dos jogadores assobiando sucessos de Roberto Carlos.</p>
<p>Não parecia a ele, nem à maioria dos cruzeirenses, que o time, livre das retrancas, que os adversários não armariam jogando em casa, deixasse escapar a classificação.</p>
<p>O Peñarol abriu 2&#215;0 ainda no 1º tempo, gols de Spencer aos 15 e Cortés aos 30. Pedro Rocha ampliou aos 10 do 2º tempo. Dirceu Lopes e Tostão ainda diminuíram a diferença, marcando aos 14 e aos 30, mas a reação parou por aí.</p>
<blockquote><p><em><strong>Peñarol 3&#215;2 Cruzeiro</strong>, quarta-feira, 05jul67, 21h, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 27.800 – Renda: 3.565 pesos – Juiz: Aírton Vieira de Morais (Brasil) – Gols: Spencer, 15, Cortez, 30 do 1º tempo; Pedro Rocha, 10, Dirceu Lopes, 14, Tostão, 30 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo Cruz (Davi) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Peñarol: Néstor Errea, Pablo Forlan, Juan Lescano, Elias Figueroa e Omar Caetano; Néstor Gonçalves, Pedro Rocha e Cortés; Julio Abadie, Alberto Spencer e Hernandez. Tec: Roque Maspoli. &#8211; <strong>Nota</strong> &#8211; Cortés enfentou o Brasil na Copa de 1970. Pedro Rocha não jogou por estar contundido. </em></p></blockquote>
<p>Cruzeiro e Nacional se enfrentaram no dia 09jul67, no mesmo estádio Centenário, diante de 42 mil espectadores.</p>
<p>Mais uma vez, os uruguaios fizeram valer o fator campo e venceram 2&#215;0 com gols de Morales aos 40 do 1º tempo e Sosa aos 8 do 2º.</p>
<p>Com a derrota o Cruzeiro deu adeus ao sonho de chegar à final, já que qualquer resultado no clássico local, ainda por ser jogado, daria a vaga a um dos uruguaios.</p>
<p>Com efeito, ao empatar com o Peñarol em 2&#215;2, o Nacional, que vencera o clássico local por 1&#215;0 na rodada de abertura das semifianis, ficou com o 1º lugar do grupo e chegou à final contra o Racing, da Argentina.</p>
<p>Na decisão, prevaleceu a garra dos argentinos liderados por Agustin Cejas (goleiro do Santos nos Anos 70), Roberto Perfumo (beque do Cruzeiro entre 1971 e 1974) e Alfio Basile (atual técnico do Boca Juniors).</p>
<p>Após dois empates em 0&#215;0, o Racing fez 2&#215;1, no Estádio Centenário, em 28ago67 e sagrou-se campeão sul-americano.</p>
<p>Mais tarde, o time de Avellaneda conquistaria o Mundial batendo o Celtic (0&#215;1, em Glasgow, 2&#215;1, em Avellanda e 1xo, em Montevidéu).</p>
<blockquote><p><em><strong>Nacional 2&#215;0 Cruzeiro</strong>, domingo, 09jul67, 16h, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 42.000 &#8211; Renda: 3.565 pesos – Juiz: José Dimas Larrossa (Paraguai) – Gols: Morales, 40 do 1º tempo; Sosa, 8 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal (Wilson Almeida), Davi e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Nacional: Dominguez, Ubiñas, Manicera, Emílio Alvarez e Cincunegui; Montero Castillo, Viera e Sosa; Urruzmendi , Célio e Morales. Tec: Roberto Sacarone. &#8211; <strong>Nota</strong> &#8211; Ubiñas, Mujica,  Montero Castillo, Morales e Espárrago enfrentaram o Brasil na Copa de 1970. </em></p></blockquote>
<p>Tostão creditou a eliminação principalmente à falta de experiência internacional do time, que sempre é bom lembrar, era formado na sua maioria por garotos de vinte e poucos anos.</p>
<p>De todo modo, a Academia Celeste fez uma grande campanha, escrevendo com brilhantismo o primeiro capítulo da saga cruzeirense na Libertadores.</p>
<p><strong>Números da campanha celeste</strong></p>
<ul>
<li>12 jogos, 9 vitórias, um empate e duas derrotas. 27 gols a favor, 12 contra.</li>
<li>Artilheiros: Evaldo (6), Tostão e Natal (5), Dirceu Lopes (4), Piazza (3), Neco, Zé Carlos, Marco Antônio, Davi (1).</li>
<li>Jogadores (número de jogos): Raul (10), Pedro Paulo (10), William (8), Procópio (10), Neco (12), Piazza (9), Dirceu Lopes (10), Tostão (9), Natal (10), Evaldo (10), Hilton Oliveira (8), Tonho (2), Dawson (2), Celton (2), Cláudio (2), João Carlos (1), Vavá (2), Ílton Chaves (2), Zé Carlos (5), Wilson Almeida (4), Davi (4), Marco Antônio (2), Dalmar (2), Batista (2), Antoninho (2).</li>
<li>Técnicos: Airton Moreira (11), Adelino Torres (1).</li>
</ul>
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