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Fábio salvou a Pátria

quinta-feira, 18 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no amistoso Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  • Adílson Baptista – Tentou, mas não conseguiu fazer o time jogar com eficiência pelas extremas. Como Parreira armou um ferrolho eficaz, o Cruzeiro criou poucas oportunidades. Conseguiu melhorar o time no 2º tempo, mas não o suficiente pra dar indicativo de que os pontos necessários pra se classificar no Grupo 3 da Libertadores serão alcançados. Se a equipe render apenas o futebol de ontem, teremos, de novo, que chamar o Grondona de dono da Conmebol.
  • Torcida – Jovem, fez muita festa por quase nada. Mal educada, não parou de fazer barulho nem durante a execução dos hinos. Alguns tropeiristas, ali onde se alojam o Sobrinho, o Frede e o Charles, no 7A, selecionaram o Magalhães pra receber as vaias da noite. De qualquer forma, 20 mil num jogo amistoso, que terminou na boca da madrugada, foi boa presença. De castigo por brigar consigo mesma, a Máfia não pôde exibir suas faixas. O varal ficou livre pras demais organizadas. Estiveram presentes: Cru Chopp, Mancha Azul, Nação Azul, Pavilhão, Independente, Raposões da Fiel, União Celeste Novo Riacho, Comando Azul, Torcida Jovem, Fúria Azurra, Fanati-Cruz, MAC, Gaviões Celestes, Raça Azul, Jovem da Cativa, Força Atuante Celeste, Mancha Zona Oeste e Mancha Divinópolis.

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Não é Ronaldinho, é Ronaldão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.

Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.

Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.

Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.

No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.

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Por que escamoteiam?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Walfrido passou bom tempo de sua vida, contando o número de matérias que o Superesportes publicava sobre os rivais belo-horizontinos.

Invariavelmente, a Cocota vencia. Mala que sou, tão logo nosso confrade apresentava os dados da pesquisa, eu os comparava com os do Site Oficial do Cruzeiro.

E descobria que o Superesportes era sempre mais pródigo do que o site oficial com o campeão da Tríplice Coroa.

Volto ao tema, pois vários confrades estão reclamando que a vantagem da torcida celeste na venda antecipada de ingressos para o RapoCota deste sábado não tem sido divulgada pela mídia mineira.

Pois na quarta-feira, à noite, ouvi o Milton Naves, da Itatiaia, destrinchando os números e mostrando a vantagem celeste.

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Bernardo: “Este ano, só vou jogar futebol”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerrca do Caldense 0×2 Cruzeiro, no Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, em 13fev10, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010.

  1. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Futebol tem choque, futebol é para homem. Às vezes isso acontece, o importante é ter critério, calma. Os jogos no interior são mais truncados, a Caldense fez 20 faltas com apenas 30 minutos. O cartão vermelho foi em função de o Wellington ter subido no alambrado, não por falta maldosa. É claro que vamos conversar, pois precisamos terminar com os 11 jogadores e uma expulsão acaba sobrecarregando, pois o técnico tem que fazer alterações que não quer, por causa do desgaste. O importante é a vitória e, se não tirarem pontos da gente de novo, pois às vezes eles tiram, por enquanto estamos em 2º lugar. O time teve tranquilidade. Gilberto jogou bem, assim como o Bernardo, o Eli, que entrou bem pelo lado direito e o Eliandro. E os três lá atrás também estavam firmes. Importante era vencer o jogo. Agora, vamos descansar. Na terça-feira, a gente começa a pensar no clássico. Bernardo jogou bem, mas temos que ter calma. Vamos ter paciência, pois temos que ver contra quem que é e aonde que é. Essas coisas a imprensa precisa analisar. Quem foi o marcador? Eu vejo futebol assim. Às vezes se joga contra determinado adversário ou determinado marcador e já falam que é o Pelé. E Pelé não vai existir nunca mais.
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Dr. Cláudio Lemos, o Xina Azul

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mandei, por e-mail as perguntas desta entrevista ao Xina, ou melhor ao causídico Dr. Cláudio Lemos, há duas semanas.

Entre uma cerveja e outra, ou melhor, entre um engradado e outro, ele teclou suas respostas.

Sem usar uma maiúscula sequer. Pura preguiça.

Mesmo contrariado, tive que editar o texto. Entre um uísque e outro.

Hic! Saúde, Xina! Hic!

  1. Sou o Cláudio Cardoso da Silva Lemos, nasci em Pratápolis, Minas Gerais, em 05jan67.
  2. Meu pai, Alberto da Silva Lemos, era fazendeiro e minha mãe, Luzia Cardoso Lemos, professora e dona de casa. Tinha 06 irmãos: quatro homens e duas mulheres. Tinha, pois perdi um irmão em maio deste ano.
  3. Estudei no Grupo Estadual Bueno Brandão, nos colégios Dom Silvério e Padre Machado e me graduei em Direito na da UFMG, todos escolas de Beagá. Sou advogado, profissional liberal.
  4. Nas horas vagas, namoro, assisto televisão, vou ao Mineirão e frequento bares. Sou apreciador das comidas dos botecos de Belo Horizonte.
  5. Não me lembro ao certo, quando e porque comecei a gostar de futebol. Talvez tenha sido por influência dos irmãos. Sempre fui cruzeirense. Lembro-me de ouvir jogos do Cruzeiro pela Inconfidência, inclusive aquele em que o Darci Menezes deu um soco no Reinaldo. Enquanto ouvia o choro do jogador adversário eu ia acertando boladas nas porteiras do curral. Outras vezes, ouvia as narrações das jogadas de Joãozinho e Nelinho, enquanto batia bola sozinho.  Antes disso, eu ouvia o Futebol de Ouro da Rádio Bandeirantes, programa em que se recordava partidas históricas dos times paulistas com a narração de Fiori Giglioti. O bordão era: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”. Lembro, por exemplo, de ter ouvido, no rádio do carro, depois de uma missa dominical, o gol do Ronaldo Drummond, que deu a vitoria do Palmeiras sobre Corintiãs, na final paulista de 1974.
  6. Sempre fui perna-de-pau, no máximo fazia minhas defesas nas peladas de futsal nos finais de semana.
  7. Não me lembro bem de quando começou minha paixão pelo Cruzeiro. Eu deveria ser torcedor de times paulistas, mas talvez por influência do meu pai, cruzeirense, escolhi o Cruzeiro. Quando me mudei porá Beagá, em 1974, um vizinho nosso, cruzeirense doente, me levou ao Mineirão pela primeira vez num jogo contra a Caldense. Goleamos, 5×0 ou 6×2, não me lembro mais, e nem precisei de outro jogo pra virar fanático.
  8. Meu RapoCota inesquecível, foi o que decidiu o Campeonato Mineiro de 1990: Cruzeiro 1×0 Atlético-MG, domingo, 03jun90, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, jogo extra para decisão do Campeonato Mineiro de 1990 -  Público: 90.145 pagantes, 100.000 presentes – Renda: Cr$8.368.735,00 – Juiz: Márcio Resende de Freitas. Bandeiras: Raimundo Divino e José Eugênio – Amarelos: Paulo Isidoro, Paulo César Carioca, Edu e Cléber, no 1º tempo; Careca, Hamilton, Éder e Neto, no 2º -  Cruzeiro: Paulo César Borges, Balu, Gilson Jáder, Adilson Baptista e Paulo César Carioca; Ademir Kaeffer, Paulo Isidoro e Careca; Heider, Hamilton (Roberson) e Edson. Tec: Ênio Andrade / Atlético-MG: Rômulo; Neto, Clébão, Paulo Sérgio e Paulo Roberto Prestes; Éder Lopes, Edu (Ailton) e Marquinhos; Newton (Ílton), Gérson e Eder Aleixo. Tec: Arthur Bernardes
  9. O esquecível foi em 2004, logo após a saída de Luxemburgo, quando perdemos por 5×3. Foi lastimável.
  10. Meu maior ídolo foi o Joãozinho. Depois, o Alex 10. Outros: Nelinho, Dida, Zico, Edson, pela raça e dedicação,  Douglas, Ademir Kaeffer, Ronaldo, Sorin…
  11. Meu Cruzeiro de Todos os Tempos, só com quem vi jogar é formado por Dida, Nelinho,Cris, Luisão e Sorin;  Douglas, Ademir Kaeffer, Zé Carlos e Alex 10; Palhinha I e Joãozinho.
  12. O maiores jogos da minha carreira de torcedor foram Cruzeiro3×2 Palmeiras, no Parque Antártica, em 98;  Cruzeiro 2×1 Palmeiras, decisão da Copa do Brasil 96, no Parque Antártica; Cruzeiro 3×0 River, decisão da Supercopa 91, no Mineirão. Cruzeiro 1×0 Nacional, Supercopa 89, no Mineirão, decidido com um gol antológico do Robson, que aplicou chapéu num adversário antes de concluir;  Cruzeiro 2×1 Grêmio, na decisão da Copa do Brasil 93;  Cruzeiro 3 x 0 Flamengo, no Mineirão, decisão da Copa do Brasil 2003 e os dois 5×0 nas frangas em 2008 e 2009.
  13. Em 1997, eu trabalhava em Ouro Preto, advogava para a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Ouro Preto. No dia da decisão da Libertadores, eu tive que trabalhar até às 16 horas. Não tive tempo de comprar ingresso e só cheguei em casa, no bairro Santa Amélia, às 18h45. Corri pro Mineirão e gastei um dinheirão comprando ingresso de cambista. Eu era casado na época e tomei o maior esporro da patroa… Havia 105 mil pessoas fazendo barulho no estádio e ainda teve quem dormisse no meio daquela loucura toda. Só podia mesmo ser um multinick…
  14. Grande loucura pra ver o time, acho que não cheguei a fazer. Mais perto disto foi sair de Manga, no extremo Norte de Minas, ás 3h da madrugada para ver o Cruzeiro meter 4×2 nas frangas, em 2007, com direito a pênalti defendido pelo Gatti.
  15. Sacanear uma cocota é lembrar a ela dos dois Simca Zero que têm guardados na garagem…
  16. Livro de futebol que gostei e indico é o Bola na Rede, do Armando Nogueira, que li na 8ª série por indicação da professora de português. O blog que mais leio é o do Lédio Carmona. Mas o melhor blog foi do André Rizek. Leio e recomendo O Tempo, que faz o jornalismo mais imparcial da cidade, e o Lance!.
  17. Coisas que me irritam no futebol, principalmente quando estou assistindo sozinho, em casa, são as firulas inúteis e falta de raça, típicas de jogadores como o Gabriel…
  18. Meu sonho de torcedor é ser campeão mundial de clubes.
  19. Se fosse presidente do Cruzeiro eu democratizaria mais o clube, investiria mais nas categorias de base, melhoraria no marketing. E mais não digo por não conhecer bem a situação do clube. Mas acho sua direção competente.
  20. Se as frangas conseguirem manter o nível de investimento de 2009 nos próximos anos, elas sobreviverão ao lado do Cruzeiro no cenário futuro do futebol brasileiro. Caso contrário, de Minas, só restará o clube mais organizado e o que menos deve, o multicampeão Cruzeiro Esporte Clube.

Aristóteles Lodi, palestrino de primeira hora

sábado, 2 de janeiro de 2010

                                              Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68

O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.

Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com

  • Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.

O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:

  • Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.

Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.

O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.

O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:

  • “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”

Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.

Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.

Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.

Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.

A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.

O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.

O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.

Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.

Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.

Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.

A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.

Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.

Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.

Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.

Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.

Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.

Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.

Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.

Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.

Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.

  • Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar

Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.

Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.

No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.

Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.

Eles deixaram dois legados.

A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.

  • Livro: Páginas Heróicas, vol II.

Calendário Brasileiro à Inglesa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Paulo Sanchotene

Propostas de Calendário para o Futebol Brasileiro

Nestas férias futebolísticas, apresentarei 4 propostas diferentes de organização para o futebol Brasileiro. Chamá-las-ei, pela ordem: modelo inglês; modelo americano; modelo europeu; e modelo brasileiro. Os nomes se referem apenas às inspirações, pois eles tiveram que ser adaptados à nossa realidade.

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Com este nome, não dá!

domingo, 13 de dezembro de 2009

No início de 1968, o presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, recebeu um telefonema de Sorocaba. Era um amigo sugerindo a contratação do beque central do São Bento.

Naquele tempo, jogador não tinha empresário. Olheiros é quem os descobriam e encaminhavam aos clubes.

Felício quis saber o nome do garoto:

- Chevrolet -respondeu se amigo.

- Ah, me desculpe, mas com este nome, não dá pra ele jogar em time profissional. Deve ser um becão de roça.

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Libertas quae sera tamen

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ernesto Araújo

Semana passada, ainda havia esperança de que o Cruzeiro obtivesse a vaga para a Libertadores 2010. Muita esperança, pouca certeza, é bom que se diga.

 O cenário não era muito animador. Jogaríamos contra o Santos fora de casa, com a obrigação de vencer, e ainda dependeríamos de derrotas do Palmeiras ou do São Paulo.

Foi quando recebi o convite de um colega santista que, na infância, fora torcedor do Cruzeiro: “Ernesto, vamos ao jogo no domingo?” E antes que eu respondesse, ele deu a ordem: “Você vai!”
 
Lembrei0-me da TFC: “Vou aonde voce for, só pra ver você jogar…”. Topei o convite.

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A torcida explodiu como se fosse gol

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mauro França

Podemos enumerar vários momentos marcantes da trajetória de Sorin com a camisa do Cruzeiro.

  • O gol na final da Sul-Minas, a festa do título e da sua primeira despedida;
  • A carta que ele escreveu para a torcida, quando já estava na Europa;
  • O gol no clássico pela Copa João Havelange de 2000, Cruzeiro 4×2 depois de sair perdendo por 2×0, o 3º, o da virada, e a sua comemoração alucinada;
  • A emoção que marcou a sua volta no ano passado, entre tantos outros.

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Quem torce não bate

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Agnaldo Morato

Três torcedores do Palmeiras agrediram o jogador Vagner Love em uma agência bancária de São Paulo.

Assustado, o goleiro Marcos não saiu do recinto. Preferiu convocar a segurança do clube, pelo celular.

A polícia, que também foi chamada e agiu rapidamente levando os meliantes pro xilindró.

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Por um punhado de gols

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Kleber, O Gladiador, está de volta. Ele promete jogar 20 minutos contra o Coritiba. Com os ouvidos preparados para as vaias.

  • “Eu não espero a reação boa da torcida, até porque a gente entende o lado do torcedor. Infelizmente, ele entendeu de uma forma diferente. a gente sabe. Mas vamos ver o que vai acontecer. Tem que pensar no Cruzeiro, não na reação da torcida. A torcida do Cruzeiro não são 5 mil, 10 mil, são 7 milhões de torcedores. Eu sei que a grande maioria gosta de mim, torce por mim, quer que eu volte, que eu me doe em campo, fazendo gols, ajudando o Cruzeiro. Mas eu entendo também o lado que vai vaiar. Infelizmente, eles levaram pro outro lado. Mas não tenho que ficar pensando nisso, tenho que pensar é no Cruzeiro, o clube que me paga, que me dá condição de trabalho. Eu tenho que ser profissional e ajudar a minha equipe.” 

Pois eu acho que não haverá vaias. Basta uma ou duas boas jogadas do atacante pro torcedor passar uma borracha no passado.

Agora, se o empresário dele, o boquirroto Giuseppe Dioguardi, der as caras no Mineirão, o tempo fecha. Este, ninguém engole. Até porque nem faz gols.

E gol, como se sabe, é o pedido de perdão de jogador infiel, que mais cola. Por um punhado de gols, a galera esquece qualquer ingratidão.

Sorín: “Vamos continuar em Belo Horizonte”

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Palavras de Sorín e alguns de seus convidados para a festa de despeidda no Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão, em 04nov09:

  1. Ruth Refetur, mãe de Sorín: É maravilhoso. Na verdade é um reconhecimento imenso que me comove muito. Faz bastante tempo que venho vê-lo aqui e sei que as pessoas o querem bem e isso é muito bom. Gosto muito de Belo Horizonte, é uma cidade preciosa, desde todos os pontos de vista. As construções, as pessoas.
  2. Jaime Sorín, pai de Sorín: Em nenhum outro lugar ele se sentiria tão cômodo como no Mineirão, com a torcida do Cruzeiro, que realmente lhe deram um apoio e um carinho enormes no tempo que ele esteve aqui, inclusive quando ele jogou na Europa. Creio que é o lugar.  Na verdade não sei, mas creio que vá seguir ligado ao futebol e ao Cruzeiro. Creio que é o lugar para ele trabalhar e sentir-se cômodo. Ele tem a vida em Belo Horizonte, está muito bem aqui.
  3. Sorín, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Esse é um momento inesquecível como outros em 15 anos de carreira. Mas essa festa com minha filha, mulher e todos os meus amigos é uma coisa que nunca vou esquecer. É um momento incrível na minha vida, minha carreira acabar assim com esta festa. O Mineirão lotado e cheio de pessoas que gostam de mim. É um privilégio e agradeço ao Cruzeiro, porque realmente foi incrível. Joguei um pouquinho com a camisa deles [Argentinos Juniors] por agradecimento e retribuição por eles terem vindo até aqui. Vamos ajudar muita gente essa noite com tudo que a torcida trocou pelos ingressos. Muito obrigado à diretoria do Cruzeiro e cada um dos funcionários da Toca da Raposa, do Mineirão e a todos os jogadores que tive o prazer de atuar. Quero a agradecer à torcida pelo carinho que me demonstram na rua. Vamos continuar morando aqui em Belo Horizonte, nossa filha nasceu aqui e estamos muito felizes. Agora vamos ver, todas as ofertas foram postas e vamos pensar e decidir com calma, sabendo que a relação com o Cruzeiro vai ser eterna.
  4. Gabriel, O Pensador, músico: Foi bom demais. Eu estava com saudades de jogar bola. Já tinha me aposentando antes do Sorín, mas ele me chamou para jogar. O Sorín é um grande atleta e uma grande pessoa. Ele merece essa festa para celebrar a sua carreira, que foi brilhante. Para mim, é uma honra jogar aqui na despedida dele.
  5. Juan Madoni, primeiro treinador de Sorín: Em primeiro lugar agradeço à família Sorín, que me confiou seu filho. Uma excelente pessoa. Estou muito emocionado. Futebolisticamente, tinha muito boa condição. Muita agressividade e jogava pela equipe. Foi crescendo e se integrou como parte da família. Ele não queria jogar de lateral-esquerdo, queria fazer gols, jogar na frente. E aconteceu. Jogou de ‘3′, no meio-campo, por todos os lados. Na verdade é como um filho. Não tenho palavra para dizer o que é Juampi e o que vai ser. Estou certo que tomou o caminho direito, sabe onde vai e sempre vou ser seu amigo.
  6. José Pekerman, ex-treinador da Sub20 da Argentina: Ter conhecido a Juan Pablo foi uma das coisas na vida que eu mais valorizei, porque percorremos muitas coisas importantes juntos. Ele foi fundamental para mim como pessoa e para as equipes que defendemos, como a da Argentina. Nós damos uma importância transcendente ao futebol, temos ideias parecidas e sentimos que o futebol é muito mais que uma bola e uma competição em que se disputa quem é o melhor. Sentimos que é uma via para formar, para conseguir amigos e dar exemplos à juventude. Me engrandece ter tido um jogador da qualidade de Sorín. Tudo o que ele ganhou foi como eu gosto. Com muito esforço, tenacidade, vontade e capacidade a serviço de um jogo em equipe. Isso é o que vou levar como lembrança. Fantástico.
  7. Sergio Goycochea, ex-goleiro da Seleção Argentina: O maior motivo de orgulho para Juampi é que a rivalidade histórica entre Argentina e Brasil no futebol torna muito maior a participação dele aqui. Não é fácil para o argentino triunfar aqui. São muitos poucos casos. Falam maravilhas do que ele fez dentro e fora de campo. É um grande orgulho para nós ter representantes como Juampi. Ele deixa um caminho para futuros futebolistas, acrescentou prestígio ao futebol argentino.
  8. Juan Peña, boliviano, ex-jogador do Villareal:  Todos desejamos que seja um dia inesquecível para ele. Às vezes um pouco doloroso porque não voltará a jogar como profissional. Mas é certo que será um dia muito lindo porque reuniu todo o pessoal que conheceu e compartilhou muita coisa. Desejamos que não se termine aqui e de agora em diante esteja vinculado ao futebol, para aportar todo o conhecimento que tem.
  9. Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura: É um honra participar dessa festa tão importante, ao lado dessas lendas do futebol argentino e brasileiro. Estou muito feliz por participar da preliminar, representando os artistas que jogam aquela pelada uma vez por semana.
  10. Rincón, ex-armador da Seleção da Colômbia: Estou muito feliz por voltar a Belo Horizonte. Foi pouco tempo, mas deixei uma lembrança aqui. A festa é merecida. O Sorín representou muito por aquilo que fez no Cruzeiro e acredito que até os torcedores rivais gostam dele. É um cara fantástico, como amigo dele sou suspeito de falar.
  11. Peric, goleiro do Argentino Juniors: É uma festa bonita para Sorín, que merece isso e muito mais. Estou muito contente por ter vindo apoiar também. Por que não tirar fotos deste momento, que está lindo? 
  12. Fernandinho, lateral-esquerdo do Cruzeiro: É muito bonito, nós atletas ficamos felizes, o Sorín é excelente pessoa, exemplo para todo mundo, para os jovens que acham que futebol é só chegar e jogar. Não é assim. Ele fez por onde colocar 50 mil pessoas aqui e temos de bater palmas para ele, desejo sorte para ele na sua nova vida.
  13. Athirson, lateral-esquerdo do Cruzeiro: Fico feliz pelo Sorín, um estrangeiro, um gringo, um argentino ter esse carinho do torcedor brasileiro. Ele merece, tem coração muito bom e ter participado desse evento foi muito bom.
  14. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro: É uma grande pessoa e grande amigo. Quem sabe no futuro possamos passar por situação dessas. Ele me ajudou muito, não só ele como vários outros jogadores experientes. Fico feliz pelo presente que a torcida deu a ele. 
  15. Gilberto, meia do Cruzeiro: O Sorín foi um grande jogador e vestiu a camisa do Cruzeiro como ninguém. Ele tem uma identificação muito forte com o torcedor. A gente fica feliz com essa homenagem, porque são poucos clubes que conseguem fazer isso para um ídolo. 
  16. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: É bom para o Sorín, um jogador que fez história no clube e merece toda essa festa, por tudo que fez pelo Cruzeiro e os títulos que ele conquistou. Então, todos nós estaremos presentes para homenageá-lo nesta despedida. 
  17. Gustavo Schiavolin, beque do Cruzeiro: Estou muito feliz por estar recuperado e poder voltar a fazer o que eu mais gosto, que é jogar futebol. Consegui superar as expectativas e estou voltando até um pouco antes do previsto. A recuperação foi realizada à base de muita dedicação, já que eu fazia tratamento no clube duas vezes por dia e ainda fazia algum complemento em casa. Voltar a vestir a camisa do Cruzeiro será maravilhoso e não vejo a hora de pisar no gramado novamente. Vai ser emocionante. Tenho uma amizade legal com o Sorín e admiro muito ele por tudo que fez no futebol. É uma pessoa de grande caráter e sempre que o encontrava na Toca da Raposa nós conversávamos bastante. Será uma bela e merecida festa para alguém que fez muita coisa pelo clube e pelo futebol. Estou feliz por poder participar da despedida dele.
  18. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Para mim é uma marca muito importante. Hoje em dia no futebol é muito difícil você se identificar com um clube, o jogador se transfere muito rapidamente. Já estou há cinco anos vestindo a camisa do Cruzeiro e bastante feliz por todos os momentos que vivi. 
  19. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Sei o que é parar de jogar futebol coloquei para eles a importância de valorizar o momento

Fontes: Saite Oficial do Cruzeiro Esporte Clube, Globo.cpm, UOL, Rádio Itatiaia, Globo Minas

Pesquisa: Romarol

Cruzeiro 3×2 Santo André: Explode, coração!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Cruzeiro está em 6º lugar com 48 pontos. Três atrás do 5º colocado, Flamengo, 4 atrás do G4, 5 atrás da Cocota e 6 do líder.

Gil, suspenso, Leonardo Silva e Wellington Paulista, machucados, são os desfalques.

O Santo André está em 16º com 32, mesma ao lado de Botafogo e Náutico.

O Ramalhão jogará com a mesma formação que venceu do Palmeiras, podendo. Mas pode ser que o lateral-esquerdo Ávine reforce a equipe.

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Corintiãs 0×1 Cruzeiro: Três pontos na manha

domingo, 25 de outubro de 2009

Em 7º lugar com 45 pontos, o Cruzeiro ainda sonha com uma vaga na Libertadores 2010.

Na metade da tabela com 43 pontos, o Corintiãs só pretende vencer uma ou duas partidas e entrar logo em férias pra voltar mais cedo aos trabalhos visando a Libertadores, para a qual se classificou conquistando a Copa do Brasil.

No Cruzeiro, voltam o volante Fabrício e o armador Gilberto, mas o beque Leonardo Silva continuará fora da equipe.

O esquema deve ser o tradicional 4-4-2. Mas Adílson Baptista pode surpreender com o 3-5-2 lançando Thiago Heleno na zaga para reforçá-la contra os três atacantes corintianos.

Sem Marcelo Mattos, contundido, e com as voltas de Ronaldo e Alessandro, Mano Menezes lança Edu como volante de contenção e mantém seu esquema habitual, o 4-3-3.

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No Pré-sal. Mas sem petróleo…

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcos Pinheiro

Finalmente está disponível no site oficial o Balanço de 2008 do Cruzeiro Esporte Clube.

Houve forte deterioração desde o final de 2007.

O prejuízo no exercício foi de quase R$18 milhões, mesmo com o aumento das receitas de R$77,7 mi para R$94,0 mi e com redução dos gastos gerais e administrativos em cerca de R$340 mil.

A razão principal foi o aumento de cerca de R$26 mi em gastos futebol e pessoal ligados a atividade desportiva profissional, provavelmente contratações e salários de jogadores.

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Chagall no Belvedere

domingo, 4 de outubro de 2009

Vale a pena ir à Casa de Cultura Fiat, no Belvedere, conferir a exposição de quadros e gravuras de Marc Chagall e, de quebra, artistas brasileiros influenciados por ele.

O material é vasto, a organização bastante profissional, e as guias muito simpáticas.

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Vaias pedagógicas

sábado, 26 de setembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Raramente vaio um jogador do Cruzeiro. Por uma razão muito simples: é improdutivo e acaba atrapalhando o time. Mas há exceções e este jogo contra o Palmeiras foi uma delas.

Quero, entretanto, voltar no tempo para relatar dois episódios em que vaiei um atleta celeste.

Na reta final do Brasileirão de 1994, o Cruzeiro estava seriamente ameaçado pelo rebaixamento e faltavam apenas dois jogos, contra o Náutico no Mineirão e União São João, em Araras-SP.

No jogo em casa, fui um dos 902 torcedores que testemunharam a vitória celeste por 2×0, seguindo aquela antiga máxima de que a torcida deve intensificar o seu apoio nos piores momentos do time.

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Quinze declarações e um pensamento recorrente

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Enquanto a bola não rola, somos cevados a blablablá. O de sempre. Por isto, o PHD resolveu inovar publicando uma declaração que ainda não escapou do coração nem da mente do autor. Está só latente.

  1. Fábio, goleiro do Cruzeiro, disse: Será um jogo empolgante, porque aumentou o interesse, pelos resultados da última rodada. O Palmeiras tem a chance de melhorar sua posição e nós teremos de fazer o melhor para nos aproximarmos dos primeiros e confirmar nossa boa campanha no returno. Tivemos 10 dias de preparação e vamos manter vivo o nosso objetivo. Se vencermos, a luta pelo título ficará mais acirrada.
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Em 30 anos, nada parecido

domingo, 20 de setembro de 2009

Agnaldo Morato

Nasci cruzeirense há 42 anos, mas só fui assistir a um jogo do meu time em 1979, pela TV. Foi um sensacional 2×3 Internacional pelo Campeonato Brasileiro.

Tenhom pois, 30 anos de militância celeste. E nesse tempo todo ainda não tinha visto um técnico ser tão maltratado, desrespeitado e vilipendiado como o Adilson Baptista.

Pode até ter acontecido algo pior, mas como ainda não existia a internet, que torna tudo instantâneo, se tal aconteceu, nem fiquei sabendo.

Não é normal o que estão fazendo com o atual treinador do Cruzeiro, que é xingado qualquer que seja o resultado do time.

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