Posts com a Tag ‘Piazza’

Cláudio Arreguy e seus 10 ídolos azuis

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cláudio Arreguy, editor de esportes do Estado de Minas está lançando o livro Os Dez Mais do Cruzeiro.

No oitavo livro da Coleção Ídolos Imortais, o jornalista Cláudio Arreguy apresenta Os dez mais do Cruzeiro. É um livro que conta a saga de grandes craques do futebol brasileiro, motivo de orgulho para o torcedor da Raposa. Aqui estão as histórias de ídolos como Tostão, Dirceu Lopes, Joãozinho, Raul, Natal, Sorín, Alex, entre outros. Todos gênios da bola que ajudaram a transformar o Cruzeiro em uma das maiores potências esportivas do Brasil. É uma obra que não pode faltar na estante de nenhum amante do bom futebol. (Maquinária Editora)

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É ídolo? Então, toma!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ronaldo Fenômeno está aborrecido com o tratamento que vem recebendo desde que voltou ao futebol brasileiro.

Ele aprendeu, desde então, que o ídolo não é respeitado no Brasil. Menos ainda o ser humano.

E cita o exemplo dos Estados Unidos onde Michael Jordan é reverenciado por sua contribuição ao esporte.

Ele tem razão. O torcedor brasileiro é um mal educado de carterinha. Não respeita nem os grandes nomes da história de seu próprio clube.

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Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (II)

terça-feira, 9 de março de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Após o antológico 5×4 sobre o Inter, o Cruzeiro viajou ao Paraguai para enfrentar o Deportivo Luqueño e o Olímpia, respectivamente, vice e campeão paraguaio de 1975. O Luqueño vencera o clássico local por 3×2. Portanto, o jogo do domingo, 14mar76, seria o confronto dos vencedores da 1ª rodada.

Suspenso, Palhinha era o único desfalque. Piazza retornava à equipe, recuperado da contusão que o afastou do jogo contra o Inter. O Cruzeiro não fez um bom 1º tempo. A defesa teve trabalho pra conter a correria dos atacantes paraguaios. Palhinha fazia falta e Piazza voltou mal. Mesmo com boa atuação de Joãozinho, o ataque não funcionou. Pra complicar, o Luqueño fez 1×0 aos 29 e perdeu chances para ampliar ainda no 1º tempo.

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Mestre Zelão, ídolo da facção over 50

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

João Chiabi Duarte

Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.

Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.

Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.

Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.

A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3×3, em 26nov67.

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Caldense 0×2 Cruzeiro: Quanto riso, oh, quanta alegria!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Se prevalecer a vontade do tal Fonte Boa, procurador do TJD, que é de tirar 6 pontos do Cruzeiro, pela escalaçãode Wellington Paulista contra o Uberlândia, o bicampeão mineiro deixa o 4º lugar, com 6 pontos, e vira lanterna, com zero.

Isto aumenta a responsabilidade do time misto contra a Caldense, que também está em má fase com apenas 2 pontos, na 11ª posição.

Adílson Batista poupará o lateral Jonathan, o zagueiro Leonardo Silva, os volantes Henrique e Marquinhos Paraná, e os atacantes Kleber e Thiago Ribeiro, que atuaram na derrota de 2×0 para o Vélez Sarsfield, em Buenos Aires.

Alemão, treinador da Caldense, não contará com o zagueiro Matheus e o atacante Márcio Gomes, expulsos contra o Tupi, e  Fábio Paulista, suspenso por dois jogos TJD. 

Lances + importantes do 1º tempo

  • 16h – Times entram em campo. Cruzeiro com camisas azuis, calções brancos, meiões azuis. Caldense com camisas verdes, calções e meiões brancos. Juiz manda Fábio trocar os meiões brancos por azuis.
  • 18h09 – Começa o jogo. Cruzeiro defende arco à esquerda das tribunas.
  • 01 – Pedro Ken é derrubado por André na ponta direita. 
  • 02 – Bernardo cobra a falta e Thiago Heleno cabeceia pra fora.  
  • 03 – Bernardo recebe falta de André. Ele mesmo cobra, Maxsuel corta.  
  • 04 – Bernardo cobra escanteio, pela direita, de curva, tirando a bola dos beques. Thiago Heleno escora, de testa, Wellington Paulista, dentro da pequena área, cabeceia pras redes. Cruzeiro 1×0.    
  • 05 – Thiago Heleno e Wellington Paulista sobem no alambrado pra comemorar com a torcida e recebem cartões amarelos.   
  • 06 – André comete falta em Bernardo e recebe cartão amarelo.   
  • 07 – Wellington Paulista retarda cobrança de falta, Fábio Paulista tenta tomar-lhe a bola e recebe um empurrão (o jogador da Caldense disse que foi um soco na costela). Juiz aplica 2º amarelo e, em seguida, o vermelho em WP.   
  • 09 – Ewerton Maradona invade a área e é derrubado por Gilberto, que o empurra com o braço esquerdo. Pênalti.   
  • 10 – Thiago Pereira bate, com paradinha, Fábio defende no canto direito. Juiz manda repetir a cobrança devido á invasão da área por jogadores dos dois times.  
  • 11 – Tiago Pereira bate novamente, com força, mas no meio do arco. Fábio volta a defender. Gil invade a área, mas o Juiz não percebe e valida a cobrança.  
  • 13 – Diego Renan lança Gilberto na área, mas o meia é desarmado antes de arrematar. 
  • 14 – Bernardo cobra falta, Leandro defende.
  • 17 – Renaldo cruza da direita, Caçapa desvia pra escanteio.  
  • 18 – Maxsuel comete falta em Bernardo e recebe cartão amarelo.   
  • 19 – Fabinho cobra falta da intermediária, bola escapa por cima do travessão. 
  • 20 – Carciano derruba Guerrón, no bico da área, e recebe cartão amarelo.
  • 21 – André derruba Pedro Ken, Bernardo cobra a falta, bola desvia na barreira.  
  • 22 – Bernardo cobra pela direita, Thiago Heleno cabeceia, bola sai pela linha de fundo.
  • 29 – Tiago Pereira recebe passe na entrada da área, bandeira marca impedimento.
  • 23 – Ranieri cruza da esquerda, Tiago Pereira cabeceia, bola sai à esquerda do arco celeste.
  • 26 – Renaldo recebe lançamento de Nenê Miranda, mata no peito e chuta forte. Bola passa por cima do travessão. 
  • 28 – Tiago Pereira recebe lançamento em posição correta, entra na área, fica na cara do gol, mas o bandeira marca impedimento equivocadamente.
  • 30 – Guerrón tenta cruzar, Fábio Paulista desvia pra escanteio.
  • 31- Renaldo chuta forte, de fora da área, Fábio defende.  
  • 32 – Guerrón acerta cotovelada em Carciano, que fica caído no meio de campo.  
  • 33 – Tiago Pereira recebe lançamento, em impedimento, o 5º do ataque da Caldense.
  • 34 – Bernardo comete falta, reclama e recebe cartão amarelo.   
  • 35 – Caldense tem 51% de posse de bola.
  • 36 – Maxsuel chuta de fora da área, bola sai à direita do arco celeste.  
  • 38 – Ewerton Maradona cruza da direita, Gil corta de cabeça.
  • 39 – Elicarlos substitui Guerrón, que sai mancando.   
  • 40 – Pedro Ken passa pra lateral-direita, Diego Renan pra esquerda, Gilberto vira armador e Bernardo, atacante.   
  • 41 – Tiago Pereira recebe lançamento, bandeira marca 6º impedimento do ataque caldense.
  • 42- Walderi substitui André, que já cometeu 8 faltas e tem cartão amarelo.  
  • 43 – Pedro Ken cruza da direita, ninguém aparece pra arrematar.
  • 44 – Adílson Baptista manda Bernardo se fixar como atacante.
  • 46 – Nenê Miranda solta uma bomba de fora da área, Fábio defende em dois tempos. 
  • 47 – Fim de 1º tempo.
  • Gilberto: “Wellington apenas trombou com o zagueiro e foi expulso.”
  • Nenê Miranda: “Bobeamos no começo do jogo, sofremos o gol, perdemos pênalti, mas vamos tentar o empate no 2º tempo.”

Lances + importantes do 1º tempo

  • 17h12 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Eliandro substitui Pedro Ken com ordem pra segurar a bola no ataque.   
  • 03 – Ewerton Maradona chuta de fora da área, rente ao travessão.  
  • 05 – Ewerton Maradona chuta de fora da área, à direita do arco celeste.  
  • 06 – Ewerton Maradona cruza da direita, Tiago Pereira erra a cabeçada.  
  • 07 – Eliandro recebe lançamento de Bernardo e invade a área. Carciano vem noencalço e o derruba com o braço direito. Pênalti e 2º amarelo pro zagueiro, que é expulso.   
  • 09 – Gilberto cobra o pênalti com a canhota, no ângulo direito de Leandro Lopes, que cai pro lado oposto. Cruzeiro 2×0.   
  • 10 – Jonatas Obina substitui Tiago Pereira.   
  • 16 – Elicarlos cruza da direita, Leandro Lopes defende com dificuldade.  
  • 19 – Walderi recebe lançamento longo e, apesar de ter apenas 1,61 m de altura, cabeceia colocado obrigando Fábio a ceder escanteio com a ponta dos dedos. 
  • 20 – Walderi recebe bola dentro da área e chuta, pra fora. 
  • 21- Renaldo cobra escanteio pela direita, Jonatas Obina escora de cabeça, Maxsuel também cabeceia, bola acerta as redes, pelo lado de fora. 
  • 22 – Claudinho substitui Ewerton Maradona.
  • 23 – Gilberto lança Bernardo, que pedala na frente de Maxsuel, mas acaba desarmado na meia lua.
  • 24 – Bernardo entra na área da Caldense, mas é desarmado por Maxsuel.
  • 25 – Gilberto lança Eliandro que, dentro da área, não consegue dominar a bola.
  • 26 – Jonatas Obina recebe no ataque, corta Thiago Heleno e chuta, Fábio defende.  
  • 28 – Camilo substitui Gilberto.   
  • 31 – Jonatas Obina cruza, Fábio defende.
  • 32 – Elicarlos invade a párea, pela direita, vai à linha de fundo e cruza. Maxsuel cede escanteio.
  • 34 – Renaldo cobra falta da direita, bola passa por cima do travessão.
  • 35 – Bernardo lança Eliandro, que é desarmado por Maxsuel. 
  • 36 – Torcida da Caldense começa a abandonar o estádio.
  • 37 – Luizinho avança pela esquerda e chuta pra fora.  
  • 38 – Renaldo chuta de dentro da área, Fábio espalma pra escanteio.  
  • 41 – Jonatas Obina chuta de longe, bola quica na pequena área, Fábio defende em dois tempos.  
  • 46 – Eliandro avança pela intermediária da Caldense, entra na área, mas chuta pra fora, à esquerda de Leandro Lopes.
  • 47 – Fim de jogo.
  • Cláudio Caçapa: “Superação é a palavra correta pra definir nossa atuação, pois, com um a menos, o jogo ficou difícil.”
  • Eliandro: “Cumpri a determinação do treinador, que era segurar a bola na frente, e ainda sofri o pênalti.”
  • Bernardo: “Botei na cabeça, que tenho de jogar futebol e só; agora, vou me preparar pro clássico.”
  • Maxsuel: “O Cruzeiro é muito forte, nós perdemos muitos gols, se tivéssemos convertido o pênalti e tendo um jogador a mais a história seria outra.”
  • Fábio Paulista: “Wellington paulista estava impedindo a cobrança da falta, eu tentei tomar a bola, ele perdeu a cabeça e me deu um soco na costela.”

Caldense 0×2 Cruzeiro, sábado, 13fev10, 17h, Estádio Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010 – Transmissão: Globo Minas e PFC (pague-pra-ver) – Público: 5.638 pagantes – Renda: R$52.110,00 – Juiz: Emerson de Almeida Ferreira (MG) – Bandeiras: Guilherme Dias Camilo e Helbert Costa Andrade (MG) – Amarelos: Wellington Paulista, Thiago Heleno, Bernardo (Cru), André, Maxsuel (Cal) – Vermelhos: Wellington Paulista (Cru), 7 do 1º tempo, Carciano (Cal), 9 do 2º – Gols: Wellington Paulista, 4 do 1º tempo, Gilberto, 9 do 2º – Caldense: Leandro Lopes; Renaldo, Carciano, Fábio Paulista e Ranieri; Maxsuel, André (Walderi), Luizinho, Nenê Miranda e Everton Maradona (Claudinho); Thiago Pereira (Jonatas Obina). Tec: Alemão / Cruzeiro: Fábio; Gil, Cláudio Caçapa e Thiago Heleno; Diego Renan Fabinho, Pedro Ken (Eliandro) e Gilberto (Camilo); Bernardo; Guerrón (Elicarlos) e Wellington Paulista. Tec: Adílson BaptistaHistórico -Foi o 69º Cruzeiro x Caldense. O Cruzeiro venceu 46, empatou 17, perdeu 6 partidas, marcou 136 gols, sofreu 41. Os dois clubes decidiram o Supercampeonato Mineiro de 2002 => Cruzeiro 4×0 Caldense, quinta-feira, 05mai02, 16h, Mineirão, Belo Horizonte, 5ª rodada do Supercampeonato Mineiro 2002 – Público: 5.962 pagantes, 9.000 presentes – Renda: R$28.183,00 – Juiz: Luiz Carlos Silva (MG) – Vermelho: Augusto Recife (Cru) – Gols: Alessandro, 30 do 1º tempo, Lúcio, 20, Joãozinho, 23, Wendell, 44 do 2º - Cruzeiro Jefferson; Maicon (Jorge Wagner), Cris, Luisão e Wendell (Thiago Gosling); Augusto Recife, Ricardinho (Ruy Cabeção); Vander e Lúcio; Alessandro e Joãozinho. Tec: Marco Aurélio / Caldense Gilberto; Edson (Gedeon), Nelson, Adriano e Márcio Alemão (Joílson); Ramos, Cláudio, Nenê Miranda e Clayton; Carioca (Mancuso) e Gustavinho. Tec: Valter Ferreira – Notas1. Cruzeiro e Caldense terminaram com 9 pontos, mas o Cruzeiro levou o título pelo saldo maior de gols, 5 contra 2 da Veterana – 2. Foi o 15º título de Ricardinho com a camisa azul-estrelada. Com um a mais que Wilson Piazza, o Mosquitinho Azul tornou-se recordista de títulos na história do Cruzeiro.

Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (I)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

O Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro em 1969, perdendo a Taça de Prata por ter um gol a menos de saldo que o Palmeiras no quadrangular final.

Este 2º lugar, contudo, bastava para que ele voltasse à Libertadores em 1970, mas a CBD vetou a participação dos brasileiros para não atrapalhar a preparação da Seleção para a Copa do Mundo.

De todo modo, o Cruzeiro teria dificuldades para disputar a competição, pois Fontana, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão foram convocados, em fevereiro, por João Saldanha, para os treinos da Seleção.

Apenas Dirceu e Zé Carlos, cortados por Zagallo, em maio, poderiam participar de parte da competição, que seria vencida pelo Estudiantes (1×0 e 0×0 contra o Peñarol na decisão).

Tostão, Piazza e Fontana só se reapresentariam ao clube em julho, após a Copa do México. Com tantos desfalques, o prejuízo técnico e financeiro seria inevitável.

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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (III)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Clique para ler a  e a partes

O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.

Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.

A missão seria dificílima. O Nacional era o campeão uruguaio e o Peñarol, após vencer Real Madrid, no ano anterior, em Madrid (2×0) e em Montevidéu (2×0), campeão mundial.

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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (II)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Para ler a 1ª parte do texto, clique aqui.

O Cruzeiro fez os jogos de volta do Grupo 1 contra os times venezuelanos, em meio à disputa do Robertão.

No sábado, 18mar67, fez sua estréia no Mineirão em jogos da Libertadores, vencendo o Deportivo Galícia por 3×1, gols de Tostão (2) e Zé Carlos (1).

O fato de um jogador do nível de Zé Carlos ser reserva atesta a qualidade daquele time.

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Escrete adjetivado e apodado

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caro JS,

Alguns jogadores ficaram conhecidos por adjetivos que os eternizaram.

Outros por apelidos que remetem a alguma característica fisionômica ou comportamental marcante.

Montei um timaço só com esses codinomes amosos. Confiram:

  • Muralha, Canhão da Toca, Xerifão, Enciclopédia e Capacete; Rei de Roma e Canhotinha de Ouro; Anjo das Pernas Tortas, Fenômeno, Rei do Futebol e Bailarino da Toca

Traduzindo:

  • Dida, Nelinho, Moisés, Nílton Santos e Junior, Falcão e Gerson; Garrincha, Ronaldo, Pelé e Joãozinho.

Dizem que a muralha era o Manga, mas pra mim é o  Dida.

Meu banco também é de luxo:

  • Mestre Zelão, Príncipe, Marechal, Violino, Imperador, Fabuloso, Clássico, Bigode, Pavilhão, Santo Milagreiro, Diamente Negro, Galinho de Quintino e Eterno Capitão.

No popular:

  • Zé Carlos, Dirceu Lopes, Perfumo, Carlinhos, Adriano, Luizinho, Luís Fabiano, Cerezo, Aírton, Marcos, Leônidas da Silva, Zico e Piazza.

Ficou muito ofensivo com este 4-2-4 clássico, não é mesmo? Mas achei muito divertido convocar estes caras pro meu escrete.

Abraço,

Agnaldo Morato

Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Santos 1×2 Cruzeiro: Papai Noel existe

domingo, 6 de dezembro de 2009

Em 5º lugar, com 59 pontos, ao Cruzeiro só interessa a vitória. E nem ela basta para conseguir uma vaga na Libertadores de 2010.

Será preciso que o  São Paulo para para o Sport, no Morumbi, ou o Palmeiras perca para o Botafogo, no Engenhão.

Fabrício, contundido, será o desfalque no time titular. Guerrón e Athirson, também contundidos, desfalcarão o banco de reservas.

Gilberto, suspenso, deve ser substituído por Bernardo, a última opção do treinador para a armação de jogadas.

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