Atuações dos celestes e seus adversários no Atlético-MG 0×1 Cruzeiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela 12ª rodada do Brasileiro 2010, em 01ago10:
- Fábio – Grandes defesas, duas delas milagrosas. Como sempre. Será que ele terá de se transferir para o Corintiãs pra merecer um lugar na Seleção Brasileira?
- Jonathan – Sob o comando de Cuca, defende mais do que ataca. No 1º tempo, jogou com tranquilidade, no 2º, passou aperto com as investidas de Fernandinho, o adversário que mais teve posse de bola.
- Gil – Firme nas disputas diretas, acabou excedendo-se ao enfiar o braço na cara da Tardelli no fim da partida. Cortou bolas voadoras e rasteiras, algumas vezes com categoria. Outras com determinação.
- Fabinho – Terceiro beque e primeiro volante. Compôs bem o 5-3-2 inicial, que virou 3-5-2 ou 4-4-2 conforme a demanda da partida. Fez uma de suas melhroes atuações em 2010. Principalmente, porque não teve de correr muito. Seu percurso foi sempre vertical, da marca do pênalti até o limite do círculo central.
- Edcarlos – Proporcionou um contra-ataque ao ser desarmado no campo adversário. Foi seu único erro. Nos demais lances, esteve firme. Rebateu, mas também saiu jogando quando foi possível. Boa estréia.
- Diego Renan – Sofreu com as jogadas armadas por Macedo, Tardelli e Serginho em seu setor no 1º tempo. No 2º, com a proteção de Paraná, controlou a situação e saiu mais pro jogo. Podia ter se consagrado com um golaço, mas a bola decidiu se guardar para o próximo clássico.
- Fabrício – Um leão. Lembrou Charles em seus momentos guerreiros no superclássico. Protegeu a bequeira e ainda arriscou alguma coisinha, não muito, é verdade, no ataque.
- Elicarlos – Taí um cara bacana! Ele nunca faz corpo mole, jamais entra em campo com má vontade, embora não consiga virar titular nem por decreto. Mais uma vez, ele entrou e botou pra quebrar marcando em cima e não dando mole pro jogador mais caro de Minas nem pro centroavente do escrete nacional.
- Marquinhos Paraná - Em 12 jogos contra a Cocota, venceu 11 e empatou um, o que o torna desafeto de anticruzairenses e hienas. É triste, mas paradoxalmente, também é divertido. No esquema com duas linhas de quatro, defende mais do que apóia. Várias vezes, jogou como líbero limpando a área. Sempre com calma, sem a afobação dos cabeças de área tradicionais.
- Francisco Everton – Esforçado, jogou para o time. Correu muito, defendeu o quanto pôde, mas foi pouco decisivo nas jogadas ofensivas. Seu erro foi a simulação de uma contusão, que lhe valeu cartão amarelo quando já havia sido substituído.
- Rômulo – Ajudou a bloquear o meio de campo. Correu muito, mas não produziu nada relevante para o ataque. Nas circunstâncias, foi útil.
- Thiago Ribeiro - Muita luta, um pontapé desnecessário, que podia tê-lo excluído cedo da partida, uma grande jogada seguida de um tirambaço foram seus momentos de protagonismo. Mas ele foi além. Marcou a asapida de bola e até rebateu cruzamento sobre a área celeste.
- Robert – Valeu pelo esforço.
- Wellington Paulista – Fez um golaço, não levou cartão amarelo, caiu pouco e só reclamou uma vez da arbitragem. Foi um dos melhores em campo.
- Cuca – Na coletiva, admitiu que seu time esteve mal no 1º tempo e só se encontrou no 2º. Foi realmente o que aconteceu. Um pouco pela ajuda do treinador adversário, que sacou Diego Macedo, um ala inoportuno pra defesa celeste com suas boas ultrapassagens e cruzamentos precisos. O bloqueio defensivo funcionou bem com Gil, Fabinho e Edcarlos rebatendo tudo e Fabrício e Paraná fechando o meio de campo. Do resto, a sorte cuidou.
- Torcida – Alguns cruzeirenses inflitraram-se na Caladona e comemoraram no final. Deu briga. Faz parte do show.
- Alta Direção – Dessa vez, fez a coisa certa. Trabalhou calada. Arranjou o hotel, que supunha não existir em Sete Lagoas pra concentrar o time na véspera. Evitou polêmicas, deixou por conta do treinador e do time a tarefa de cozinhar a ave no caldeirão da Arena. No final, deve ter descoberto que, quando o time vence, o gramado fica perfeito. Tão simples, não é mesmo? A cancha melhora ou piora de acordo com o resultado.
- Juiz & Bandeiras – Wilson Seneme poupou Thiago Ribeiro e Diego Tardelli, que deram pontapés desnecessários e expulsou Gil com razão. Acertou também ao passar um pito no cavador de pênalti, Obina e desconhecer o igual pleito de Francisco Everton. Os bandeiras andaram marcando impedimentos inexistentes, daqueles que só se vê no replay. Estão, pois, perdoados. O trio não interferiu no placar. Isto é o mais importante.
- Cocota – Diego Tardelli correu muito, Diego Souza foi uma piada. Inútil. Assim como Obina que só fez trupicar na bola. Diego Macedo foi o melhor, o mais perigoso atleticano em campo. Mas Luxa não concordou com a avaliação geral e sacou o ala na metade do 2º tempo. Clap, clap, clap! Gracias, Luxerxes! Serginho e João Pedro também fizerram ótima partida. E Fernandinho jogou bem mais do que vinha fazendo no Cruzeiro, principalmente, no 2º tempo quando cruzou várias bolas enviesadas sobre a área celeste. A Cocota não atuou mal, esta é que é a verdade. Mas pra vencer o Cruzeiro é preciso bem mais do que jogar bem. É preciso ter alma. E como é que um time tem ânimo se está cercado por todos os lados por uma torcida caladona? É provável que os emplumados tivesssem mais gana se fossem desafiados pela torcida celeste. Mas, assim sozinhos com sua massa, perderam o rebolado.
