Posts com a Tag ‘mineiros’
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.
Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.
Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.
Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.
No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.
(mais…)
Tags:Adriano "Imperador", amistoso, arbitragem, Atlético, atlético-mg, atletismo, árbitro, árbitros, ônibus, Brasil, Caçapa, Caldense, CAN, carioca, clubes, Comentários, Corinthians, Cruzeiro, Dida, Esportes, ficha técnica, FIFA, futebol, Globo, Goiás, gol, gols, gramado, história, Imprensa, juiz, Lincoln Afonso Bicalho, Maracanã, Mineirão, Mineiro, mineiros, Natal, Palhinha, público, penta, PHD, Placar, profissional, renda, rodada, Ronaldo, Santos, Sócrates, Seleção, Seleção Brasileira, Serra Dourada, SP, Sport, técnico, título, Telê Santana, times, torcida, Tostão, Uberaba, Vila, Vinícius, Vitória
Publicado em Miscelânea | 80 Comentários »
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Quem manda no futebol mineiro? Hoje em dia, é o Cruzeiro. Mas nem sempre foi assim.
A história deve ser contada a partir do início do século passado, quando havia pelo menos três ligas importantes em Minas.
Uma sediada em Formiga, da qual pouco se sabe. Outras duas em Juiz de Fora e Belo Horizonte. A de Juiz de Fora definhou, embora tenha mantido campeonatos regionais até os nos 60.
Sport, Tupinambas e Tupi, de Juiz de Fora, e Ribeiro Junqueira, de Leopoldina, tiveram, cada um sua fase áurea no campeonato da Zona da Mata.
A vertente mais perene tem sua origem na LMDT, que cindiu nos Anos 30, mas voltou a se reunir e, claramente, dominou o futebol mineiro, desde o início dos Anos 40.
(mais…)
Tags:Atlético, atlético-mg, Belo Horizonte, blog, Brasil, Brasileiro, brasileiros, campeão, CBD, CBF, clubes, Cruzeiro, eliminatórias, FMF, Formiga, futebol, futebol mineiro, Gum, história, Hoje em Dia, Inter, juiz, Mineirão, Mineiro, mineiros, Palestra, SP, Sport, título, títulos, Tupi, Villa Nova, Vitória
Publicado em Mineiro | 84 Comentários »
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.
Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.
Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar:
- “E como foi que não pensei nisto, antes?”
Aprendam:
- King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
- Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
- Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
- ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
- Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
- Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
- Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
- FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
- Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
- Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
- Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
- Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
- Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
- Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
- Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
- Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
- Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”
Tags:arbitragem, Argentinos, Arreguy, Belo Horizonte, BMG, Brasil, CAN, cartola, classe, Conmebol, Copa, Cruzeiro, decisão, Dunga, FMF, futebol, gaúchos, Gil, Gilberto, Gum, juiz, Libertadores, Mineiro, mineiros, renda, Sebá, SP, times, torcida, UAI, Uruguai, Vélez, Vitória
Publicado em Boca Maldita | 38 Comentários »
domingo, 31 de janeiro de 2010
Das 72 partidas que jogou em 2009, o Cruzeiro só não foi roubado em uma. Contra o Argentinos Juniors.
E só por ter sido um jogo festivo. Tão sem importância que nem o Estado de Minas ficou sabendo dele.
Fomos roubados por todos os juízes mineiros. Mas isto a gente nem repara, pois é algo vem acontecendo desde 1921.
Mas fomos roubados também por gaúchos, goianos, cariocas, paulistas, argentinos, chilenos, paraguaios etc.
Quem duvidar, pode consultar os registros dos jogos nestas Páginas Heróicas Digitais.
Somos uma potência do futebol! De outra forma não se justifica um complô global deste porte.
E o pior é que este ano a coisa deve piorar, pois o rival citadino tem um chefe de arbitragem informal.
(mais…)
Tags:Abu Dhabi, Argentinos, árbitros, Escandinavos, Estado de Minas, Libertadores, mineiros
Publicado em Adversários, Boca Maldita, Cruzeiro, Humor, Libertadores, Mineiro, Miscelânea, Personagens | 81 Comentários »
sábado, 2 de janeiro de 2010
Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68
O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.
Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com
- Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.
O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:
- Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.
Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.
O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.
O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:
- “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”
Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.
Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.
Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.
Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.
A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.
O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.
O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.
Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.
Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.
Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.
A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.
Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.
Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.
Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.
Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.
Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.
Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.
Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.
Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.
Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.
- Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar
Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.
Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.
No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.
Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.
Eles deixaram dois legados.
A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.
- Livro: Páginas Heróicas, vol II.
Tags:artilheiro, associados, Band, Belo Horizonte, Brasil, clubes, Cruzeiro, dirigentes, Espírito Santo, Estado de Minas, Estádios, festa, futebol, Gestão, Gum, Inter, Itália, jogadores, juiz, Lazio, Lima, Mineiro, mineiros, Mundo, Neto, Palestra, Palestra Itália, profissional, profissionalismo, Rio de Janeiro, rival, Savassi, semana, Sol, SP, Sport, times, torcedor, torcedores, Tupi, UAI, valor, Vitória
Publicado em Personagens | 34 Comentários »
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.
Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.
Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).
De acordo? Não? Escale a sua, então.
- Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador.
- Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
- Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por 2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
- Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
- Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
- Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
- Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica. MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
- Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste.
- Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003), as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003), o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
- Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.
- Edílson – O Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
- Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
- Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
- Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
- Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
- Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
Tags:América-MG, Argentina, Argentinos, artilheiro, atacante, Avaí, ídolo, Band, Beagá, Belo Horizonte, Benfica, Brasil, Brasileiro, camisa, campeão, CAN, carioca, cinema, classificação, Copa, Copa das Confederações, Copa do Brasil, Copa SP de juniores, Coritiba, cruzeirense, Cruzeiro, Curitiba, decisão, Europa, festa, FIFA, final, Fla, Flamengo, Fred, futebol, futebol brasileiro, G4, Gil, Goiás, gol, gols, Guilherme, história, Imprensa, Inter, Ipatinga, Itatiaia, Itália, jogadores, Juan, juniores, Libertadores, Luxemburgo, Lyon, manta, Mídia, milhões, Mineirão, Mineiro, mineiros, Muricy, Palmeiras, Placar, raça, Ramires, Raposa, Reina, Rio de Janeiro, rival, Santos, São Paulo, Seleção, Seleção Brasileira, Sol, Sorín, SP, tática, técnico, título, títulos, Teófilo Otoni, Telê Santana, TOC, Toca I, torcedor, torcida, treinador, Tupi, UAI, valor, Wanderley
Publicado em Cruzeiro | 172 Comentários »
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.
- Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
- Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
- Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia) e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
- Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
(mais…)
Tags:América-MG, Americano, associados, atletismo, Ênio Andrade, Belo Horizonte, biografia, blog, Boca, Brasil, Brasileirão, camisa, CAN, cinema, clubes, cocotas, Colo-Colo, Copa, corneta, cruzeirense, Cruzeiro, decisão, derrota, Dirceu Lopes, economia, Encontro, Evaldo, evolução, Fabinho, Fabrício, final, franga, frangas, Furletti, futebol, futebol mineiro, Gil, gol, Gum, Henrique, história, Inter, Ipatinga, João Saldanha, Joãozinho, Jorge Santana, Libertadores, Mineirão, Mineiro, mineiros, Nelinho, O Tempo, Palestra, Palhinha, patrocínio, público, Pedro, PHD, Piazza, Placar, raça, racional, Raul, resultados, Rio-São Paulo, rival, RIver Plate, Roberto Batata, Ronaldo, São Paulo, semana, Sol, Sorín, SP, Sport, técnico, título, times, torcedor, torcida, Tostão, tragédia, tributo, vôlei, Zé Carlos
Publicado em Personagens | 211 Comentários »
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Troféu Guará é um exercício de política dos jornalistas esportivos de Beagá. A Itatiaia não tem nada com isto.
Se a idéia de instituir o prêmio foi boa, a cabeça dos votantes não é. Eles confundem mérito com média.
Destarte, só nos resta oferecer aos injustiçados, por esqeucimento ou lembrança indevida, o Troféu Guaraná Dolly.
E os vencedores são:
- Cartola Trapalhão – O Alixandre. Não pagou a conta de água, não ganhou título algum, não conseguiu condução pra ver seu time tomar de cinco num RapoCota, acusou juízes mineiros de complô sem apresentar provas, se deixou clicar com goleiro pelado atrás, demitiu treinador por telefone e terminou a temporada levando uma enquadrada pública do Juca pela contratação do Luxa. Ufa!
(mais…)
Tags:2010, análise, Beagá, blog, cartola, comentaristas, contratação, corneta, crédulo, cruzeirense, Duque de Caxias, Encontro, Estádios, final, Fla, Flamengo, futebol, gol, gols, gramado, Grêmio, Gum, história, Ipatinga, Itatiaia, jornalistas, justiça, Libertadores, Luxa, marmelada, Mineirão, Mineiro, mineiros, morrinhão, Mundo, Natal, PHD, Ramires, Reina, segundona, SP, Sport, Tardelli, título, TOC, torcedor, torcida, treinador, Volta Redonda
Publicado em Humor | 68 Comentários »
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Diogo Lara é um torcedor racional. Embora seja pouco mais que um garoto, pensa e age como se fosse um sujeito vivido, calejado, experimentado.
Ele aprendeu a conciliar amor pelo clube com capacidade de raciocinar. Não é fácil. Confiram sua trajetória de fanático com olhos bem abertos.
- Nome, data de nascimento, cidade onde mora. Diogo Pinto Lara, 25ago82, Belo Horizonte. Moro no Bairro Santa Rosa, em Niterói-RJ.
- Nome dos pais e irmãos e o que eles fazem? Ronei, comerciante de veículos, e Cirlene, professora do ensino fundamental. Não tenho irmãos.
- Onde vc estudou? Colégio Militar de Belo Horizonte e Escola de Economia da UFMG.
- Profissão? Economista. Trabalho no BNDES.
(mais…)
Tags:Arena, associados, ídolo, ídolos, Band, Beagá, Belo Horizonte, blog, Botafogo, Brasil, Brasileiro, campeão, CAN, clubes, cocotas, conselheiro, conselheiros, Conselho Deliberativo, Copa, cruzeirense, Cruzeiro, Dicas, Dida, Diretoria, dirigentes, economia, ESPN, Essen, Europa, Fabrício, festa, final, Fla, Flamengo, Fred, futebol, gol, Gum, história, jogadores, Juca Kfouri, juiz, Kfouri, Lei Pelé, Libertadores, Maracanã, marketing, Marquinhos Paraná, milhões, Mineirão, Mineiro, mineiros, Mundo, O Tempo, Palmeiras, participação, Pelé, PHD, Porto, raça, racional, Ramires, receita, Reina, Ronaldo, Santos, São Paulo, Sócio do Futebol, semana, Sorín, SP, Sport, SporTV, título, títulos, times, torcedor, torcedores, torcida, transparência, treinador, UAI, valor
Publicado em Personagens | 59 Comentários »