Posts com a Tag ‘Mídia’

O repórter está certo

domingo, 14 de março de 2010

Há tempos, não ouvia uma transmissão inteira de uma partida de futebol pelo rádio. Hoje, ouvi a Itatiaia. Tentei captar a Globo, mas o som baixo demais, não ajuda dentro do Mineirão.

A transmissão foi correta. Alberto Rodrigues esteve mais vibrante e menos rabugento do que nos últimos tempos.

Lélio Gustavo fez comentários sóbrios e coincidiu com Adílson Baptista na escolha de Uchoa como o melhor em campo.

No final, Artur Morais perguntou a opinião do treinador sobre as declarações de Fabinho, que teria dito, em entrevista ao João Vítor Xavier, sente-se injustiçado com a reserva e deseja sair do clube.

Adílson reagiu mal. Disse que deveriam fazer onda na Cocota, que está em pior situação na tabela. O treinador está errado.

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Bola (cheia) na Área

sábado, 6 de março de 2010

José Eustáquio Elias

No Bola na Área deste sábado, na TV Alterosa,  Bruno Furtado, repórter do Portal Uai, dissecou o time do Atlético-MG.

O jornalista viu o que nós estamos vendo desde que o campeoníssimo Professor Luxa aportou em Beagá.

Como seu time tem jogado mal, o técnico cria factóides pra tirar o foco do trabalho que faz em parceria com um dirigente fora de órbita (meu ídolo, rsrsrs).

O analista de números da Itatiaia, Ricardo Judice, aproveitou o gancho pra também analisar a pouca produtividade do time riscado.

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Tags: Álvaro Damião, Bola na Área, Bruno Furtado, Comentários, Conselho Arbitral, FMF, Mídia, Ricardo Júdice, Teófilo Otoni

Lista triplice

sábado, 6 de março de 2010

Cruzeirenses e emplumados detestam estádios dos clubes menores. Nenhum está à altura de seus raposáticos e galáticos elencos.

Reclamam, xingam, esperneiam a cada nova aventura de suas equipes nas cidades do interior, mas não dão oportunidade aos demais torcedores de retrucarem.

Sim, porque Cruzeiro e Atlético-MG não possuem canchas. Jogam no estádio de todos.

Mas isto vai mudar. Depois de reformado, o Mineirão, que  terá capacidade pra 69.600 espectadores, será administrado pela dupla.

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Tate Facts

sexta-feira, 5 de março de 2010

Charles Libertadores

O PHD me proporcionou a oportunidade de conhecer um dos maiores cruzeirenses do mundo.

Carrasco dos atleticanos e dos cornetas, Elias Tate é o Rei de Mariana. Manda prender (atleticano) e soltar (cruzeirense) por lá.

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Tags: cruzeirenses, Cruzeiro, Elias (Tate), Mídia, Primaz do Brasil, Rapozaço, Toca II, torcedores, torcida

Por que escamoteiam?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Walfrido passou bom tempo de sua vida, contando o número de matérias que o Superesportes publicava sobre os rivais belo-horizontinos.

Invariavelmente, a Cocota vencia. Mala que sou, tão logo nosso confrade apresentava os dados da pesquisa, eu os comparava com os do Site Oficial do Cruzeiro.

E descobria que o Superesportes era sempre mais pródigo do que o site oficial com o campeão da Tríplice Coroa.

Volto ao tema, pois vários confrades estão reclamando que a vantagem da torcida celeste na venda antecipada de ingressos para o RapoCota deste sábado não tem sido divulgada pela mídia mineira.

Pois na quarta-feira, à noite, ouvi o Milton Naves, da Itatiaia, destrinchando os números e mostrando a vantagem celeste.

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Tags: Beagá, Bruno Furtado, campeão, CAN, cruzeirense, Cruzeiro, Esportes, futebol, Itatiaia, Mídia, mídia esportiva, Mineiro, notícia, notícias, O Tempo, público, Pesquisa, profissional, Site Oficial, Site Oficial do Cruzeiro, SP, Sport, Superesportes, torcedor, torcedores, torcida, Vitória

Cuidado, você também pode virar um mala!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Belo Horizonte, 13 de janeiro de 2009.

Amigo leitor do PHD:
 
Antes de ler o que escrevo abaixo, clique aqui e veja este vídeo.

Quem é assinante desta empresa de TV a Cabo, sabe que ela já deu várias provas de ser uma idiota. Outras tantas quem deu foi o assinante dela…
 
Acontece algo parecido com o Kleber. Ele joga muito, mas é um mala. Consequentemente, seu empresário que, por ofício, representa um mala, é outro mala.

Me lembra um pouco da época do nosso centroavante,  O Predestinado.

 Todo mundo dizia que o irmão e empresário dele era um mala. Não tinha como não ser se ele representava outro mala.
 
Pois bem, o empresário do Kleber é tido como mala e até merece o rótulo, pois já deu inúmeras provas disso.

Mas vejamos o que aconteceu, ontem, no Redação SporTV. O André Rizek ligou, ao vivo, pro Giuseppe Dioguardi pra saber se o Kleber fica em Minas.

Dioguardi respondeu que seu representado deve ficar no Cruzeiro, mas que não podia garantir isso, pois qualquer jogador do mundo pode se transferir de clube.

Resposta normal.
 
À tarde, no Arena SporTV, fizeram a mesma pergunta ao Adílson Baptista. O treinador disse temer a perda do Gladiador, assim como a de qualquer outro atleta do elenco.

Explicou que não existe jogador inegociável. Mas que o Kleber está treinando e deve ficar no clube.

Outra resposta normal.
 
Mas que, ainda assim, deflagrou uma onda de chororô em blogs, sites, fóruns, listas etc.

Repercussão fora do comum pra duas respostas mais do que normais.

Por isto, acho que chegou a hora de o torcedor parar de ir na onda da mídia esportiva.

Chega de falar em venda de Kleber.

Quando, finalmente, ela for anunciada, a gente volta ao chororô.

Por enquanto, Kleber está treinando na Toca II. E desde o dia da reapresentação do elenco.
 
No mais, recomendo, de coração: amigo torcedor, tome muito cuidado, pois, às vezes, você também pode estar sendo um mala…

Saudações cruzeirenses,

Charles Libertadores

Tags: Adílson, Arena, Belo Horizonte, blog, cruzeirense, Cruzeiro, elenco, empresário, final, Fla, gladiador, Libertadores, Mídia, mídia esportiva, Mundo, PHD, Reina, SP, Sport, SporTV, TOC, Toca I, torcedor, treinador

A “semana de 8 dias” do Mais Querido de Minas

domingo, 10 de janeiro de 2010

Esta foi a semana cruzeirense:

  1. Sábado, 02jan09 - Cruzeiro 5×0 São José (Porto Alegre), pela Copa SP de Juniores, em Taboão da Serra. Em Itaguara-MG, equipe de atletismo do Cruzeiro vence a  16ª Corrida Nacional de Itaguara. Antônio Ferreira da Silva, o Ferreirinha, terminou em 1º lugar, Alequessandro Paula da Silva, o Chiclete, em 3º, Leandro Santos Martins Braga, o Chinelo,  em 4º, e Iuri Bonari, em 5º.
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Tags: Cruzeiro, juniores, Libertadores, Mídia, notícias, semana, vôlei

Números que a mídia de Beagá não publica

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Marcos Pinheiro

A pesquisa Datafolha publicada no último domingo, pela Folha de São Paulo, aponta o Cruzeiro como a 5ª maior torcida do País, entre os jovens de 16 a 24 anos, empatado com o Vasco, com 5%, e com duas vezes e meia mais que o Atlético-MG, que tem 2%.

As maiores, entre os mais jovens, são as de Flamengo, 23%, Corinthians, 18%, São Paulo, 10% e Palmeiras, 8%. Essas quatro torcidas, mais a do Cruzeiro, são também as que mais crescem, com destaque para a torcida corinthiana. Entre os que têm 60 anos ou mais, somos apenas a 10ª torcida.

A torcida do Cruzeiro tem uma distribuição relativamente uniforme nas diversas faixas de renda. As torcidas de Atlético-MG e Botafogo, embora definhantes, estão fortemente concentradas nas faixas de renda mais elevadas, com 3%, o que faz diferença na negociação com patrocinadores.

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Tags: atlético-mg, Cruzeiro, Datafolha, Folha de São Paulo, Mídia, notícia, Pesquisa

Tem ou não diferença?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Kleber queria muito ser campeão da Libertadores. Mas, ao que parece, está desiludido com ela.

Já está até considerando a Copa do Brasil tão relevante quanto o torneio continental.

Tá explicado o gol que ele fez contra o Santos e despachou o Palmeiras para a competição doméstica.

E, pra você, caro leitor, qual é a competição mais atraente?

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Tags: Cruzeiro, Kléber, Mídia, Palmeiras, Terra Esportes

Na prateleira de cima

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pensando bem, até que 2009 não foi de todo ruim como cantaram e decantaram os detratores do Adílson Baptista, do Paraná, do Wellington Paulista, do Jonathan, do Thiago Heleno etc.

A turma que torceu contra o Cruzeiro pra derrubar o treinador se danou. Os que viram no segundo jogador de melhor passe do Brasileiro um perna-de-pau, se danaram também.

A IFFHS, que não perde tempo com picuinhas, só faz contas, mandou a lista dos dez melhores times de 2009 em confrontos válidos por  torneios internacionais.

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10 manchetes pra facilitar a vida da mídia de BH

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ufa! A montanha pariu um rato.

A mídia belzontina começou a repercutir a pesquisa do Datafolha, publicada, domingo passado, pela Folha de S. Paulo.

O Tempo deu a notícia como se fosse despacho num processo administrativo. Com burocrática má vontade.

Já a Itatiaia não economizou palavras, segundo fiquei sabendo.

Mílton Naves , futuro narrador dos jogos do Cruzeiro, cantou a pedra direitim. E ainda repetiu os números, tim-tim por tim-tim.

Dificíl está sendo a notícia chegar às redações do EM e do Portal UAI. Que parto!

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Tags: Belo Horizonte, Cruzeiro, Datafolha, Diários Associados, Itatiaia, Mídia, Minas Gerais, O Tempo, Pesquisa, Superesportes

Quem vai dar (a notícia) primeiro?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Toda a mídia nacional já repercutiu a pesquisa do Datafolha sobre as torcidas brasileiras.

O Brasil inteiro já sabe que, em Minas, o Cruzeiro tem 31% da torcida contra 15% da Cocota. E, em Beagá, 43% contra 30%.

Deu na Folha, na Placar, no Estadão, no Globo, nas televisões, em centenas de sites e rádios. Só não deu na brava mídia belzontina.

Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo, Alterosa, Superesportes e Itatiaia ainda não repercutiram a pesquisa.

Estão sem coragem de contar pra torcida emplumada que ela está definhando.

Coragem, moçada! Uma hora eles vão saber. Que seja, então, por alguém da família, pô!

Enquanto isto, o PHD vai promover um bolo de linha. O acertador ganhará uma assinatura anual deste blog.

Quem vai dar primeiro? Estado de Minas, Itatiaia, Alterosa, Superesportes, Hoje em Dia ou O Tempo?

N.B.: O Síndico aposta na Itatiaia. A qualquer hora, Seu Mané perde a paciência e liga da praia mandando a meninada da rádia perder a inibição e falar da pesquisa.

Tags: Alterosa, Cruzeiro, Datafolha, Estadão, Hoje em Dia, Itatiaia, Mídia, O Tempo, Pesquisa, Placar, Superesportes

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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Apenas duas instruções

sábado, 5 de dezembro de 2009

Saiu a escala de serviço do Cruzeiro pro jogo contra o Santos, na Vila Belmiro.

Goleiros: Fábio e Rafael
Lateral-direito: Jonathan
Beques: Cláudio Caçapa, Gil, Leonardo Silva e Thiago Heleno
Laterais-esquerdos: Diego Renan e Fernandinho
Volantes: Elicarlos, Henrique, Magalhães e Marquinhos Paraná
Meia: Bernardo
Atacantes: Eliandro, Kleber, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista

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Indagações acerca do Caso Schiavi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marcel Fleming

Esta semana li um post interessante sobre o caso Schiavi, aqui. E concordei com a conclusão dele: “Uma pancada já não foi suficiente?”

Alimentar ilusões de uma mudança do resultado da competição não faz sentido. Não haverá essa mudança. E, convenhamos, na “lógica” do mundo da bola, uma eventual mudança de resultados ou uma re-edição da final ou das semifinais, sei lá, também soaria como consolação ou vitória no “tapetão”.

Pior ainda, uma eventual segunda derrota, essa sim, beiraria à humilhação. Ou seja, esqueçamos o assunto…

Opa, esqueçamos o assunto?! Acho que não. Não é bem por aí não.

Existe ou não um regulamento? Os demais times, Cruzeiro e Nacional inclusive, respeitaram ou não tal regulamento?

Então, se existe um regulamento, o que ele prevê de punição? Eu, honestamente, não sei. Tem que haver um julgamento do clube? Que sanções estão previstas?

Se houver previsão de realização de novas partidas semifinais, elas deveriam ocorrer, na minha humilde opinião.

Se a previsão regulamentar for a de que se delibere uma sanção, ela tem que ocorrer.

O que não pode é ficar impune. Que seja multa, exclusão do jogador ou clube de próximas competições (inclusive o Mundial?). Devolver à confederação o prêmio em dinheiro pela conquista.

Não falo como cruzeirense tentando reaver um título que perdemos em campo. Falo como cidadão.

O grande problema, para mim, é que mais uma vez o futebol sul-americano e, por consequência, nós sul-americanos, damos mais uma mostra de que tratamos os regulamentos, leis, regras como algo que só tem valor quando é pra se aplicar no outro.

Depois ficamos indignados com filmes e seriados enlatados americanos em que nosso país e subcontinente são mencionados como locais para onde fogem os fora da lei, ou de onde aparecem os criminosos.

Adianta ficar indignado com isso? Ou deveríamos nos indignar com a causa dessa imagem?

E o pior, a imagem do Estudiantes em nada é afetada? Continua como um inocente “réu primário”?

Infelizmente, o futebol é pródigo em exemplos de antiética e ilicitude. Faz parte do folclore a encenação de jogador para enganar o juiz, carta de presidente de clube pedindo proteção policial, mala-branca, mala-preta.

Depois, sempre vem o “abafa”, o “deixa-disso”.

Recentemente, surgiu uma possível denúncia de favorecimento ao Brasil em algumas copas do mundo.
Sumiu da mídia.

Quem não se lembra da maior mala-preta da história, aquela da Argentina ao Peru em 78?

Orgulhamo-nos daquele providencial passinho à frente de Nilton Santos num jogo contra a Espanha, se não me engano, que nos deu a possibilidade de seguir adiante em uma das copas que vencemos.

Ficou marcado, pra mim, uma afirmação do Zico, considerado um ídolo por muitos, mas não por mim, ao dizer que a melhor vitória é aquela aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de mão.
A mídia sempre tratou de manter essa “verdade” de que é um ídolo. Pode ter sido para os flamenguistas. E essa afirmação nunca teve maiores consequências.

Nós, brasileiros de todos os cantões, condenamos Nelson Piquet, o filho, em cadeia nacional. Será que o condenamos por ele ou pelo fato de um pai ter sido um “azedo” com a mídia? (E olha que ela era azedo por motivos até justificados).

O Cruzeiro, cujo nome, de certa forma foi um pouco manchado pelo recente episódio da mala-branca (não provado), vai ficar quieto quanto a isso?

Por que o Estudiantes vai passar incólume pelo episódio? Se sim, acho que tem aí uma “jurisprudência” e, nos anos por vir, poderemos “gatunamente” inserir jogadores irregulares e “ficar de boa” como se diz na gíria.

O que estou falando aqui é de valores, de ética. E falando também do comportamento da mídia. Essa mesma mídia que tanto valorizou a mala branca não provada, dedicou quase nenhuma linha quando se tratou do caso Schiavi.

Infelizmente, acho que os valores que vimos predominantes no futebol, e corroborados pela mídia, refletem, em certa medida, aqueles de nossa sociedade.

Indignamo-nos contra uma minissaia, mas não nos indignamos contra a desobediência a regulamentos.

Na verdade, nossa indignação é condicionada, relativizada. Depende de quem é o perpetrador, quem é a vítima… Estranho isso.

Neste caso, fica claro que, perante a Conmebol, os argentinos são mais iguais que os outros.

Será que estaremos fadados para sempre a conviver com isso?

Ou como diria Caetano: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?”

De bate pronto

Cito Caetano integralmente para não perder o sentido da letra da música dentro do contexto. Nada contra a Igreja Católica ou os católicos, nem a intenção de derivar o debate para esse lado. Gostaria que os leitores se prendessem na metáfora e pensem-na em termos geográficos e político-sociais.

Marcel Fleming, 41, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Tags: Argentina, ídolo, Brasil, Brasileiro, Conmebol, Cruzeiro, Estudiantes, Fla, futebol, gol, Gum, história, Inter, jogadores, juiz, mala branca, Mídia, música, punição, resultados, Sol, Vitória

A. Kfouri: “Esta é uma das mais belas histórias…”

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Comentários de blogueiros e jornalistas sobre a festa de despedida de Sorin -Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão-, em 04nov09:

  1. Leandro Mattos, em seu blog : Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 05, falei sobre Sorín aqui no ‘Girando a Bola’. O argentino desembarcava em Belo Horizonte, carregado pela torcida celeste no aeroporto de Confins. Veio para se recuperar de uma lesão no joelho direito, com a esperança de voltar a defender a camisa estrelada, como já tinha feito antes, com raça e identificação com o clube azul. Quis o destino que o reencontro durasse pouco, pelo menos dentro de campo. No final de julho deste ano, cansado das lesões e da falta de oportunidades que elas significaram com Adílson Batista, o ídolo disse tchau para o mundo da bola. Foi um adeus sentido pela torcida. O argentino era um dos raros exemplos no futebol atual de jogadores que experimentam ligação mais estreita com as cores que defendem. Era diferente da maioria que não vê problemas em beijar um escudo à cada seis meses. Gente que troca de clube e de juras como se trocasse de roupa. Sorín se despede oficialmente dos gramados nesta quarta-feira, num esporte cada vez mais permeado por ídolos descartáveis.
  2. André Kfouri, em seu blog : Juan Pablo Sorín se despediu do futebol ontem, num amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (2×1: Bernardo, Guerrón e Santibáñesz – 42.216 ingressos trocados por 90 toneladas de alimentos), no Mineirão. É uma das mais belas histórias de idolatria entre uma torcida brasileira e um jogador estrangeiro, o que deveria bastar para descrever sua última noite nos gramados. Mas não basta. Porque histórias como essa são cada vez mais raras. Foi bonito, mas é uma pena que tenha sido o fim. Imagino que seja esse o sentimento do cruzeirense, ao ver Juampi pela última vez vestido de azul.
  3. Mauro Beting, em seu blog : Sorín já havia conseguido a proeza de receber elogios –ou o silêncio elogioso– de atleticanos por tudo de lindo que fez pelo Cruzeiro. Para os mais de 40 mil que foram à despedida dele do fútbol, assim mesmo, na língua-mãe de Juampi, conseguiu mais uma vez se superar: fez brasileiros e argentinos falarem a mesma língua. Honrarem dos raros que vestiram camisas rivais com o mesmo amor. Como se fosse só uma. Como se ele realmente fosse só um. Grande Sorín. Como não tenho mais palavras, repito as que escrevi quando você anunciou a aposentadoria: Em campo, começava o jogo na lateral esquerda. Se a bola fosse do Cruzeiro de 2000 a 2002, ou da grande Argentina de Marcelo Bielsa no mesmo período, em segundos já estava na área rival, como se fosse centroavante, para subir de cabeça como um Yao-Ming de 1m73. Como mágica, no contragolpe rival, lá irrompria Juampi na área celeste para aliviar o perigo, para assumir a bucha, para ganhar as bolas que para ele não eram perdidas. Prefiro dizer que Sorín atacava e Juampi defendia. Porque, por vezes, tive a impressão de ver no Mineirão ou pela TV uma mesma camisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando não fez muito mais. E não só pelo Cruzeiro. Pergunte a algum atleticano se ele respeita e admira alguém pintado de azul. A resposta é “sim”. É Sorín. Vá além de Minas e pergunte nas gerais do Brasil: tem algum gringo que você gostaria ver não apenas jogando, mas suando por sua camisa? “Sim”. Sorín! Jogador Mercosul. Integração entre brasileiros e argentinos, cruzeirenses e atleticanos. Tão bom dentro quanto fora de campo. Daqueles que só fazem bem ao esporte e à vida. Tanto que, sabedor das más condições clínicas que não o fizeram ainda maior do que foi por estes trópicos, preferiu pendurar as imortais chuteiras a eventualmente prejudicar o Cruzeiro que tão bem defendeu – e atacou, e marcou, e correu. Não vá embora, Sorín. Ou vá como você ia ao ataque: vá e volte ao mesmo tempo.
  4. Mário Marra, em seu blog: A despedida do argentino Sorín foi mais um belo gol dele. Noventa toneladas de alimentos foram arrecadadas. Muitos vão se alimentar com isso. Construir uma imagem de craque pode até ser fácil, mas ser uma pessoa que quer e pratica o bem de forma natural e espontânea é mais complicado. Ao mestre Sorín o meu agradecimento por mais uma lição.
  5. Jaeci Carvalho, em sua coluna da edição online do Estado de Minas: O ídolo eterno – Hoje se encerra a carreira de um dos jogadores mais brilhantes do futebol argentino e um dos maiores ídolos cruzeirenses, mesmo tendo defendido o clube pouco tempo em relação a outros monstros sagrados que estão nas mentes e corações dos torcedores. Juan Pablo Sorín, argentino de nascimento, mas mineiro de coração, tem uma relação de amor com o torcedor, muito fácil de explicar: garra, vontade, determinação, suor e sangue foram os ingredientes usados por ele com o uniforme azul, que deixaram a galera enlouquecida, a ponto de lotar o aeroporto para recebê-lo de volta, ano passado. É verdade que, na última passagem, pouco jogou, por causa das contusões, mas nem essa ausência forçada o separou de sua gente, de seu amor. Acho essa aposentadoria prematura. Aos 33 anos, Sorín ainda poderia jogar muita bola, pois tem técnica e habilidade, qualidades em falta nos dias atuais. Não o considero o maior lateral-esquerdo da história do Cruzeiro, pois jamais o vi como lateral. Sempre o achei um jogador moderno, que ocupava todos os setores do campo e volta e meia aparecia na frente para fazer gols. Foi com esse espírito guerreiro que conquistou a massa, que esta noite lotará o Mineirão, para gritar pela última vez: “Rei, rei, rei, Sorín é nosso rei”. Poucas vezes, nos meus quase 50 anos, vi jogador tão amado por uma torcida em tão pouco tempo. Há atletas que passam uma década no clube e saem sem deixar saudade. Outros passam dois, três, quatro anos e deixam uma saudade eterna. Como Juampi, que fez da camisa azul sua segunda pele e logo se identificou com a marca Cruzeiro. Do primeiro ao último jogo, o desta noite, mostrou que ele e a equipe nasceram um para o outro. E a gente sabe que esse tipo de amor à primeira vista, verdadeiro e sincero, jamais termina. Sorín vai pisar o gramado do Mineirão, levando no colo sua maior riqueza, seu maior título, seu maior troféu: a filha, Elisabetta, que nasceu e vive em BH e, como Sorín e Sol, também vai amar nossa cidade. Com certeza, a emoção será indescritível. Ele sonhou pisar esse mesmo gramado contra o Estudiantes, na finalíssima da Libertadores. Mas acabou preterido. Desprezo que não lhe tirou o amor pelo Cruzeiro. As pessoas passam e a instituição fica. Sorín é grande o suficiente para assimilar esses golpes que a vida lhe prega. Esta será a sua grande noite. Pelo Mineirão, desfilarão craques de hoje e de ontem, como o chileno Marcelo Salas, Raí e Sócrates, entre outros. Sorín terá a honra de receber seu primeiro treinador, Ramón Yiyo, que o viu dar os primeiros toques na bola, no Societé Parque, em Buenos Aires; e também quem o levou à Primeira Divisão, no Argentinos Juniors, Luis Soler; além do brilhante José Pekerman, que o levou para a Seleção Sub-17, para a Sub-20 (campeã mundial) e lhe deu a braçadeira de capitão da Argentina na Copa da Alemanha’2006. Vários amigos estarão em BH e outros não puderam vir, devido a compromissos assumidos anteriormente.  Sorín, Sol e Elisabetta, anfitriões de primeira, esperam deixar a torcida feliz e emocionada. Na preliminar de Cruzeiro x Argentinos Juniors, haverá um jogo de artistas e, logo depois, show do grupo mineiro Skank. Um jantar encerrará a festividade. Noite inesquecível para quem pisou tantos gramados do mundo e honrou os torcedores com um futebol de técnica, garra e vontade de vencer. Quando o árbitro apitar o fim do jogo, Sorín dará sua última volta olímpica, saudará a plateia e agradecerá o apoio, carinho e amor que os torcedores sempre lhe dedicaram. Para ele, não será só o fim de uma carreira, mas também o começo de uma vida longe dos campos, que, com certeza, se estenderá a outros caminhos no futebol e no próprio Cruzeiro. Afinal, a vida do ídolo se confunde com a história do clube e de sua apaixonada torcida. Parabéns, Sorín, que Deus e São Judas Tadeu o iluminem sempre. A torcida do Cruzeiro lhe agradece por tudo. Até breve.
  6. Victor Pimentel, blogueiro do Blablagol: Estamos nos tempos de negociação no futebol. Se a coroada não vai se acostumar a isso e se lamentar, a turma mais nova não sabe o que é um jogador ficar 15 anos em um clube. Ora, use-se isso, não? Valorizar, criar e cultivar os ídolos do presente ajuda a criar uma identificação, e é dever do clube (qualquer que seja) forçar a barra para isso. Nós usualmente somos chatos quanto a ídolos de uma temporada, mas os mais novos são sedentos por ele. É bonito que alguém fale dos jogadores que não viu jogar, mas é impossível que tenham admiração sem um ícone de seu tempo. Parabéns ao Cruzeiro pela iniciativa.
  7. Evandro Oliveira, webmaster do Cruzeiro.Org:  Se alguns podem falar mal do técnico num jogo festivo, posso falar sobre outras coisas que ninguém fala. Devemos ressaltar que, a festa foi como foi e do porte que foi, com repercussão internacional, muito em função do desejo e da capacidade de um cara chamado Sorín. Muito, mas muito mesmo, do que foi feito, o foi por que o jogador determinou algumas coisas. Algumas negociações foram feitas porque “o Sorin quer assim”. Ele era o dono da festa em todos os sentidos e duvido que algumas pessoas no Cruzeiro tenham aprendido a fazer um evento como este ou queriam fazer como este. O Cruzeiro descobriu, a fórceps, o que a torcida (alguns rabugentos) vem dizendo há algum tempo. marketing esportivo como o feito com o evento do Sorín não é marketing de prateleira. Uma pena que a torcida do Cruzeiro ou ao menos garnde parte dela e a própria mídia, não consegue ver algumas coisas. Sorín vinha para Belo Horizonte para se tratar, o Movimento Volta Sorín conseguiu coisas que poucos acreditavam. O Sorin voltou! é isso que a torcida cantava ontem na despedida do jogador. A patuléia só tem que aplaudir. O Sorín foi dono da festa em toda a sua concepção e acepção. Só para não dizer que tudo são flores, não acredito que muita gente tenha aprendido alguma coisa. Alguns não aprenderam nada com as várias lições dadas Pelo Sorín. Gracias, Juanpi!
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Isto é uma vergonha!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

No Superesportes, até agora, nenhuma notícia sobre o jogo de despedida de Sorín, hoje à noite, no Mineirão. 

Na edição eletrônica do Estado de Minas, Sorín só aparece na coluna do Jaeci Carvalho.

Como não tenho tempo pra assistir televisão, não sei se a Alterosa está divulgando o evento.

Nas edições eletrônicas do Hoje em Dia e d’O Tempo, só se lê uma escassa uma escassa matéria sobre a despedida do craque em cada uma.

Da cobertura feita pelos demais veículos, não dou notícia.

De qualquer forma, o evento está sendo tratado pelas edições eletrônicas com muita parcimônia, quando não esquecimento puro e simples. 

Dá licença, Boris Casoy: “Isto é uma vergonha!”

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Birner: “Quando foi senhor, o Cruzeiro perdoou”

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comentários de protagonistas e torcedores sobre o Cruzeiro 2×3 Fluminense, pela 33ª rodada do Brasileiro, no Mineirão, em 01nov09:

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Anão belicoso

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dunga concedeu extensa entrevista aos jornalistas do Arena SporTV. Com toda sua autoconfiança e, por vezes, arrogância, não perdoou nem os componentes da mesa.

De todo o trololó, três declarações são interessantes:

  • “Planejamento todo mundo faz. Mais importante do que ter um, é saber executá-lo. Coisa que eu sei.”
  • “A Argentina vai ganhar do Peru e do Uruguai, pois seus jogadores são top de linha, que estão mordidos com tantas críticas e vão se esforçar ao máximo.”
  • “Eu não disse que não perdoo os críticos. Quem perdoa é o Homem lá de Cima. Eu disse que quem critica esquece, quem é criticado, não.”

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A coletiva do blogueiro – Parte IV

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais um capítulo…

  1. Edu Mano - Quando você virá a São Paulo pra ver um jogo com o pessoal da Sampa Azul ou pra irmos ao Morumbi, Pacaembu ou Palestra testar a sorte do blogueiro? Contra o Barueri, talvez. Pode reservar o camarote e encomendar o uísque e os canapés (nada de camarão, por favor).
  2.   (mais…)

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