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Itália 1×1 Nova Zelândia: Mamma mia!

domingo, 20 de junho de 2010

Às 11h (Brasília) no Mbombela Stadium, em Nelspruit, Itália e Nova Zelândia encerram a 2ª rodada do Grupo F da Copa 2010.

Marcelo Lippi coloca a Itália pra jogar no 4-1-2-1-2 com Rossi à frente da linha de 4 defensores e Pepe na armação próximo aos atacantes Gilardino e Iaquinta. Os outros volantes, Marchisio e Montolivo, defenderão e, de vez em quando, darão uma forcinha no ataque.

Ricki Herbert manterá o 4-3-3 da estréia neozelandesa na Copa. E ficará satisfeito se conseguir outro empate, Mesmo que seja na bacia das almas como ocorreu contra a Eslováquia na rodada inaugural.

O disparate de forças é de tal ordem que a Azzurra acabará jogando contra si mesma. Contra suas fragilidades na armação e no ataque. E se não vencer, colherá uma crise devastadora.

O guatemalteco Carlos Batres será o juiz da partida.

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Nova Zelândia 1×1 Eslováquia:

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Royal Bafokeng, em Rustemburgo, Nova Zelândia e Eslováquia completam a 1ª rodada do Grupo F. Quem vencer vira líder, pois Itália e Paraguai empataram o outro jogo.

A Nova Zelândia joga no 4-4-2, com duas linhas de quatro e dois atacantes. O volante Fallon, que iniciou sua carreira na Sub16 da Inglaterra é o melhor da pior seleção do torneio.

A Eslováquia se arma num 4-3-1-2, com 3 volantes, 2 atacantes e um meia, Hamsik ()Napoli), que é a estrela da companhia.

Pros neozelandeses, deve ser divertimento. Pros eslovacos, pela primeira vez numa Copa com identidade própria, é decisão.

Se vencerem entram na luta por uma vaga nas oitavas. Se perderem, é caminho da roça! Será a única chance das duas equipes entrarem na briga. Quem perder, terá que matar dois leões na sequência.

O sul-africano Jerome Damon será o Juiz. Será um jogo pra público reduzido. O bafo das arquibancadas do Royal Bofokeng não deve ser dos mais intensos, a julgar pelo cartaz dos oponentes.

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Eis a reportagem do saite Terra:

Nova Zelândia marca no fim e arranca empate com Eslováquia

Apenas 23.871 mil torcedores foram ao Royal Bafokeng Stadium, em Rustemburgo, para acompanhar o empate por 1 a 1 entre Eslováquia e Nova Zelândia, nesta terça-feira. O pior público deste Mundial assistiu a uma atuação bastante superior dos eslovacos, que sofreram um surpreendente gol no último minuto. Com isso, o Grupo E, também de Itália e Paraguai, tem quatro países empatados.

O público em Rustemburgo foi o primeiro da Copa do Mundo a ficar abaixo da casa dos 30 mil, mas ainda assim viu um jogo animado. Mais técnica, a Eslováquia dominou a partida, mas sofreu pressão da Nova Zelândia nos minutos finais e acabou cedendo o empate. Foi a segunda Copa do país da Oceania, que havia ficado no 23º lugar em 1982.

Essa também foi a primeira participação da Eslováquia como país independente na história dos Mundiais. Antes, como Checoslováquia, havia disputado oito Copas do Mundo, tendo os vice-campeonatos de 1934 e 1962 como seus melhores resultados.

O jogo

O primeiro tempo em Rustemburgo foi amplamente dominado pela Eslováquia, com bom toque de bola, organização e intensa busca pelo ataque. Além disso, a nação estreante em Copas do Mundo também contou com uma atuação bem insegura do goleiro neozelandês Paston.

Aos 27min, o jovem Weiss, filho do treinador Vladimir Weiss, iniciou jogada para perigosa finalização de Sestak. Cinco minutos depois, o goleiro Paston errou feio em saída com a bola e entregou nos pés de Vittek – o atacante eslovaco foi ao fundo e cruzou para trás, sendo interceptado por um zagueiro.

Em dois chutes de fora, a Eslováquia assustou antes do intervalo. Aos 35min, Vittek bateu forte à esquerda de Paston com muito perigo. Ainda antes do intervalo, o talentoso Hamsik, do Napoli, exigiu a única boa defesa de Paston em 45 minutos.

O gol da Eslováquia não demorou a surgir na volta para o segundo tempo. Já com 5min, Sestak cruzou perigosamente da direita e Vittek, livre, se antecipou a Paston e usou a cabeça para marcar. O tira-teima depois mostraria que o atacante eslovaco estava poucos centímetros impedido.

Os eslovacos ainda tiveram boas chances de ampliar, especialmente com Weiss e Vittek, mas desperdiçaram. Com campo disponível, a Nova Zelândia pressionou e quase fez aos 42min, com Smeltz cabeceando livre para fora. Em seguida, aos 48min, veio o gol neozelandês: o próprio Smeltz cruzou e Reid desviou com a cabeça, sem chances para o goleiro Mucha – um pecado para a Eslováquia.

A Eslováquia terá partida decisiva contra o Paraguai no próximo domingo em Bloemfontein. No mesmo dia, a Nova Zelândia tem missão difícil: enfrenta a Itália em Nelspruit.

Nova Zelândia 1×1 Eslováquia – Gols Nova Zelândia: Reid, aos 48min do 2º tempo  -Eslováquia: Vittek, aos 5min do 2º tempo
Ponto Forte da Nova Zelândia Marcação no meio
Ponto Forte da Eslováquia Meio-campo bastante ofensivo
Ponto Fraco da Nova Zelândia Falta de criatividade
Ponto Fraco da Eslováquia Poucas finalizações
Personagem do jogo Vittek, autor do primeiro gol da história da Eslováquia em Mundiais
Esquema Tático da Nova Zelândia 3-4-1-2 Paston; Reid, Nelsen e Smith; Bertos, Vicelich (Christie), Elliot e Lochhead; Killen (Wood); Smeltz e Fallon Tec: Ricki Herbert
Esquema Tático da Eslováquia 4-1-3-2 Mucha; Zabavnik, Skrtel, Durica e Cech; Strba; Weiss (Kucka), Hamsik e Jendriksen; Vittek (Stoch) e Sestak (Holosko) Tec: Vladimir Weiss
Cartões amarelos Nova Zelândia: Lochhead e Reid Eslováquia: Strba
Árbitro Jerome Damon (África do Sul)
Local Royal Bafokeng Stadium, em Rustemburgo

Itália 1×1 Paraguai: Um GreNal, segundo Juca

segunda-feira, 14 de junho de 2010

No Cape Town Stadium, da Cidade do Cabo, Itália e Paraguai abrirão o Grupo F sob a direção do mexicano Benito Armando Archundia.

Sem preocupações estéticas, a Itália vai jogar num 4-1-4-1 confiando mais na força do que no escasso talento de seus joagdores. Bufon, Zambrotta, Cannavaro, Rossi e Gattuso são os remanescentes da esquadra tetracampeã, que estarão em campo.

O Paraguai, num 4-4-2 á brasileira, terá o argentino Lucas Barrios em lugar de Salvador Cabañas seu artilheiro baleado numa briga de botequim, no México.

Morel Rodrigues, lateral-esquerdo, e Santana, volante, devem ser os nomes mais importantes da equipe. Grande prejuízo será a ausência do centroavante Cardozo, artilheiro benfiquista, substituído por Valdez.

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Os 100 mil não estão atrapalhando

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os clubes italianos e ingleses têm donos. E funcionam. Os portugueses e espanhóis têm sócios. E também funcionam. Os argentinos têm sócios e, muitas vezes, funcionam.

Os clubes brasileiros não têm donos. Ou melhor, alguns começam a ter. O Prudente é de uma ONG. No Ipatinga, quem manda e desmanda é o presidente.

Domingo, apareceu um gajo pressionando o juiz, mas aposto que ninguém sabia de sua existência e, na segunda-feira, ele voltou ao limbo. O Ipatinga, na prática, tem dono.

E o Cruzeiro? O Mais Querido de Minas tem sócios. Mas é como se não tivesse. Na prática, também tem dono.

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MVP à italiana: menos valioso player

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Aclamado pela imprensa brasileira como gênio da bola, tido e havido por ela como necessidade básica da Seleção Brasileira, Ronaldinho Gaúcho teve de aceitar corte de 25% de seus salários pra continuar no Milan por mais um ano. O Flamengo, que vinha cortejando R10, levou um fora. Que desagradável!

O Bom, o Mau, ambos Feios?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Aparências enganam, garante toda a gente. Zidane, tido como politicamente correto, diz que jamais pedirá desculpas a Materazzi pela agressão ao zagueiro italiano na final da Copa de 2006.

Taí um malvado convicto.

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Taí, essa gente bronzeada mostrando seu valor…

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sorte nossa, que os britânicos não acompanham o futebol brasileiro.

Já pensaram se eles conhecessem Euricão, Trajano, Cipullo, Juvenal Juvêncio, Kaiu, ZZP, Love, Muricy, Lori Sandri, Márcio Alemão, Angelim, Fernandão, Souza, Bala, Lúcio Becão, Dylan e outros menos votados?

Cairíamos pra segundona, com certeza.

Sorte deztepaiz que eles prestaram mais atenção neste blogueiro e na Juliana. E, talvez, no Kaká.

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Libertadores, Grupo 7: Colo Colo 1×0 Itália

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Colo Colo, vestido de Corintiãs, e Deportivo Itália, vestido de Azzurra, encerraram a 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores, no Estádio Santa Lúcia, em Santiago.

Os chilenos estiveram sonolentos na primeira metade, mas voltaram acesos no tempo final e Paredes abriu o placar aos 10 minutos.

Os venezuelanos reagiram, equilibraram e até tomaram conta da partida nos últimos 15 minutos, quando tiveram três chances de empatar.

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Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

Aristóteles Lodi, palestrino de primeira hora

sábado, 2 de janeiro de 2010

                                              Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68

O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.

Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com

  • Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.

O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:

  • Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.

Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.

O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.

O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:

  • “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”

Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.

Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.

Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.

Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.

A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.

O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.

O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.

Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.

Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.

Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.

A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.

Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.

Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.

Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.

Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.

Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.

Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.

Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.

Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.

Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.

  • Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar

Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.

Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.

No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.

Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.

Eles deixaram dois legados.

A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.

  • Livro: Páginas Heróicas, vol II.

O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.

Banfield, enfim, campeão!

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Banfield é o novo campeão argentino.  Nove vezes campeão da Série B, o clube levantou, hoje, seu 1º título da Série A, em 113 anos de existência.

Perdeu para o Boca por 2×0 em La Bombonera – Palermo fez os gols xeneizes- mas contou cona derrota do Newel’s, em Rosário, para o San Lorenzo, também por 2×0 -gols de Bordagaray- pra manter sua vantagem de 2 pontos ao final do Apertura.

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Adílson: “Enalteço o torcedor, fiel e fanático”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:

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Fortes & Postes

sábado, 5 de dezembro de 2009

Rodrigo Oliveira

Depois de ouvir muita discussão de mesa-redondistas sobre qual será o grupos dos fortes na Copa do Mundo, resolvi descobrir a verdade trocando o blablablá por um critério técnico, o Ranking da FIFA.

Para os que derem um muxoxo ao ouvir a palavra ranking, lembro que o da IFFHS, reconhecido pela FIFA, põe o Cruzeiro na 9ª posição mundial, em novembro.

E é o mesmo que nos deu a condição de melhor clube brasileiro do século XX.

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Potes definidos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mauro França

A FIFA divulgou hoje a composição dos potes do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2010, marcado para a próxima sexta-feira, 04dez, na Cidade do Cabo.

A definição dos cabeças-de-chave levou em conta o ranking da FIFA da edição de outubro.

Os potes ficaram assim definidos:

  1. Cabeças-de-chave: África do Sul, Brasil, Espanha, Holanda, Itália, Alemanha, Argentina e Inglaterra.
  2. Austrália, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão, Nova Zelândia, Honduras, México e Estados Unidos.
  3. Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Chile, Paraguai, Uruguai.
  4. Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, França, Grécia, Portugal, Sérvia e Suíça.

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Último Giro das Eliminatórias

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mauro França

As nove vagas ainda em aberto para a Copa do Mundo de 2010 serão definidas em jogos neste sábado, 14nov, e na próxima quarta-feira, 18nov, com as  repescagens da Europa, das Américas e da Ásia/Oceania e da última rodada das eliminatórias africanas.

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Concentração à força

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Paulo Sanchotene

Paulo Vinícius Coelho, o PVC, comentarista da ESPN, já percebeu o maior do problema do atual calendário:

  • “O fortalecimento do Brasileirão diminui a chance de os grandes clubes do país continuarem sendo 12, os tradicionais gigantes criados em cem anos de Estaduais em SP, MG, RJ e RS…” (FSP, 1º de novembro de 2009)
  • “O normal é se ter 3 a 4 grandes, no Brasil é diferente porque os grandes vieram dos estaduais.”
  • “O grande Inter de 45, se tivesse que jogar o Brasileiro [ao invés do Estadual] poderia ser campeão, mas poderia também ser terceiro; e provavelmente não seria hexacampeão. A formação do torcedor seria diferente; as exigências seriam diferentes.” 
  • “O Campeonato Espanhol é o melhor Gauchão do Mundo.” (Fora de Jogo, 1º de novembro)

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O perigo está no meio de campo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gilberto Gil Camargo

Dessa vez não foi um convite do Santana que me levou a “cometer” o texto abaixo, mas sim a singela convocação de Fábio Simplício por parte de Dunga. E antes que alguém imagine alguma indignação em relação à dita cuja convocação não é o caso. Nada contra o rapaz, de resto um simpático e esforçado jogador.

O que me leva a escrever é uma sensação que tenho há algum tempo de que a Copa do Mundo da África poderá ser decidida ali pelo meio de campo. Onde, penso eu, mora nossa (brasileira) principal fragilidade.

Acompanho consideravelmente os campeonatos da Europa, principalmente aquele que entendo seja o melhor de todos, o da Inglaterra. E também vejo o alemão e o espanhol. Acompanho menos os times da Itália porque acho o futebol jogado pelos clubes da “Velha Bota” sofrível. 

Também segui razoavelmente as eliminatórias européias, eu que não sou torcedor de seleção e sim de clube.

E apesar de a seleção brasileira não me causar grandes emoções, paradoxalmente, é dela que gostaria de falar um pouco.  Já chego lá.

Antes quero dizer que vejo duas seleções como grandes candidatas a jogarem o melhor futebol da Copa, independente que consigam ganhá-la. Aprendi que em Copa do Mundo nem sempre o melhor time vence, aliás, como acontece em qualquer mata-mata que se preze.

E as vejo como grandes promessas de um futebol cativante exatamente porque possuem o que há de melhor em termos de meio de campo. Falo de Inglaterra e Espanha.

Os ingleses costumam embarcar para a Copa com esperanças que jamais se concretizam. Minha visão é de que, entre tantos outros problemas, três em especial costumam derrubá-los. Mas para sorte dos inventores do futebol pela primeira vez em muitos anos a Inglaterra resolveu duas e tenta, cuidadosamente, reverter a terceira dessas dificuldades.

Primeiro porque acertaram na escolha do treinador, o que não acontecia há muito tempo. Os escolhidos dos últimos tempos jamais conseguiram tornar o elenco, geralmente bom, um time vencedor. Mas estão conseguindo isso com Fábio Capello que, à parte saber armar muito bem seus times, é assíduo expectador dos jogos na Inglaterra. É muito comum a televisão encontrá-lo duas ou três vezes por final de semana sentado nas arquibancadas.

Suas convocações são fruto de muita observação e o time teve um comportamento excepcional nas eliminatórias. E a resolução do segundo problema teve grande responsabilidade nessa campanha.

Há tempos o meio de campo inglês conta com os talentos de Lampard e Gerrard. Mas era comum vê-los perdidos em campo, obrigados que eram a se revezar na ajuda à defesa por absoluta falta de um grande marcador à frente da zaga. Coisa que, por exemplo, Beckham nunca foi.

Mas Capelo descobriu Gareth Barry quando jogava ainda no Aston Vila (depois foi comprado pelo milionário time do Manchester City) e o jovem jogador trouxe segurança e deu saída de bola exemplar para o time, liberando os dois talentos pra jogarem o futebol que encantam os torcedores do Chelsea e do Liverpool respectivamente.

Com isso Capello pode se dedicar, e tem feito com perseverança, em encontrar um companheiro à altura de Wayne Rooney, terceiro drama inglês. Tem convocado e testado jovens talentos que vêm se destacando e, a poucos meses da Copa, pode achar o atacante ideal. Com dois problemas resolvidos e um a caminho, a Inglaterra desponta como grande time para conquistar a Copa.

É ali pelo meio do campo que enxergo a chave da campanha fantástica da Espanha nessas mesmas eliminatórias. Os excepcionais Xavi, Xabi Alonso, Fabregas e Iniesta jogam muita bola e possuem uma qualidade que poucos times conseguem nesse setor: são capazes, os quatro, de executar todas as funções do meio de campo. Revezam-se o tempo inteiro e enchem os atacantes de bolas atrás de bolas para que façam seus gols.

Em um mesmo jogo é possível Fabregas começar jogando como primeiro volante e Iniesta como meia atacante, para em questão de minutos terem suas posições invertidas e assim sucessivamente com a participação dos outros dois.

Agora o Brasil.

Entendo que Dunga, para minha surpresa absoluta, conseguiu montar a defesa brasileira com qualidade e do Kaká pra frente o time também tem momentos de grande futebol. O problema é onde começa o meio de campo.

Talvez o DNA do treinador, volante mediano que sempre foi, o tenha levado a desperdiçar uma geração de grandes talentos, todos muito jovens, que poderiam fazer o meio de campo brasileiro semelhante, no sentido da improvisação e do talento, ao espanhol. Tinha, entre tantos outros, Denílson, Lucas, Anderson, Hernanes, Ramires, Elias, enfim, grandes jogadores que poderiam ser mais testados e aprimorados na formação de um meio de campo de puro talento.

Desses, apenas Ramires parece ter conseguido alguma confiança de Dunga, ainda assim mais pra reserva do que pra titular. A aposta em Gilberto Silva e Josué é uma apologia ao futebol simplista e burocrático que desanima qualquer um que tenha visto esses citados talentos jogar. Além do perigo que a instabilidade emocional de Felipe Melo traz á tona constantemente.
 
Minha leitura é a de que Dunga deixou escapar a chance de formar um meio de campo moderno, jovem, versátil e talentoso em benefício da mesma obviedade que caracterizaram sua carreira de jogador.

O perigo pode estar ali.

PS1: A Inglaterra estará desfalcada no jogo contra o Brasil. Ainda assim, se os rapazes jogarem, é bom prestar atenção ao lado direito inglês. O ala Wright-Phillips e ao lateral Glen Johnson jogam muita bola.

PS2: Pode ser coincidência ou não. Mas todos os jogadores ingleses e espanhóis que citei, à exceção de Fabregas, jogam em seus países.

O segredo dos potes

sábado, 24 de outubro de 2009

Paulo Sanchotene

Ainda é especulação, pois faltam definir 9 vagas ainda (e não há as regras para os cabeças-de-chave), mas já há quem imagine como ficarão os potes para o sorteio da próxima Copa do Mundo. Ei-los:

  1. Sede e melhores do ranking – Argentina, Brasil, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, África do Sul, Espanha.
  2. Resto da Europa – Dinamarca, Grécia, Holanda, Portugal, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Suiça.
  3. Concacaf e Ásia – Austrália, Bahrain, Honduras, Japão, Coréia do Sul, Coréia do Norte, México, Estados Unidos.
  4. África e Conmebol - ArgéliaCamarões, Chile, Costa do Marfim, Gana, Paraguai, Tunisia, Uruguay.

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Um giro pelas Eliminatórias da Copa 2010

domingo, 11 de outubro de 2009

Mauro França

Rodada de definições nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 em todos os continentes.

AMÉRICA DO SUL

  1. Em jogo dramático, a Argentina bateu o Peru por 2×1 e melhorou suas chances de classificação. Depois de pressionar por todo o 1º tempo sem conseguir marcar, os argentinos abriram o placar com Higuain logo aos 3 minutos do 2º tempo. E, quando já caia um temporal, viram os peruanos equilibrarem o jogo e ameaçar até conseguirem o empate aos 45 minutos, com Rengifo. O sonho só não virou pesadelo porque, aos 47, Ínsua chutou cruzado, a bola desviou na zaga e sobrou para Palermo que, na cara do gol, só empurrou para as redes. Delírio no Monumental de Nuñez, com direito a peixinho de Maradona no gramado encharcado. Na saída de bola, Palácios chutou do meio de campo e acertou o travessão de Romero, para sorte e alívio dos argentinos.
  2. O Equador foi o maior derrotado da rodada, ao perder, em casa e de virada, para o Uruguai, por 2×1. Forlan, cobrando pênalti, marcou o gol da vitória aos 49 do 2º tempo. Com isto, os equatorianos caíram do 4º para o 6º lugar e se complicaram.
  3. O Chile garantiu a vaga ao bater a Colômbia, fora de casa, por 4×2. O jogo estava empatado em 2×2, resultado que não lhe dava a classificação, até os 27 minutos do 2º tempo, quando Valdívia marcou o terceiro gol chileno. Orellana fez o quarto aos 34 e consolidou a vitória e a festa chilena.
  4. Jogando em casa, a Venezuela perdeu para o já classificado Paraguai por 2×1 e praticamente deu adeus à chance já remota de conquistar ao menos a vaga na repescagem. Agora, os venezuelanos dependem de uma improvável combinação de resultados, entre eles golear o Brasil na última rodada.
  5. Neste domingo Brasil e Bolívia fecham a rodada, em jogo que não interfere na classificação.
  6. Brasil, Paraguai e Chile estão classificados. Argentina, Uruguai e Equador brigam pelo quarto (classificação direta) e quinto (repescagem) lugares. Argentina e Uruguai se enfrentam em Montevidéu. O vencedor se classifica direto. O empate garante a vaga para a Argentina e a repescagem para o Uruguai desde o Equador não vença o Chile em Santiago. Quem perder torce pela derrota do Equador para ficar com a vaga da repescagem. O Equador tem que vencer o Chile por goleada e torcer pelo empate de argentinos e uruguaios para ficar com a vaga direta. Uma vitória simples garante vaga na repescagem se houver vencedor em Montevidéu. Uma derrota ou empate em Santiago elimina os equatorianos

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