Posts com a Tag ‘Independiente’
quarta-feira, 10 de março de 2010
Libertadores é sempre uma oportunidade para a prática da desculpa esfarrapada, único esporte mais popular do que o futebol neztepaiz.
Algumas clássicas:
- Catimba – Os brasileiros sempre foram melhores, mas perdiam por causa da manha dos argentinos. Nas semifinais de 1964, o Independiente, campeão argentino, veio ao Maracanã e bateu no Santos, tricampeão brasileiro, por 3×2, após estar perdendo por 2×0. Em Avellaneda, voltou a vencer: 2×1. E o clube praiano passou bom tempo sem querer falar de Libertadores. Teria faltado segurança, no Maracanã, pros indefesos brasileiros?
- Altitude – É impossível jogar na altitude. É difícil, mas nem tanto quando jogar sob sol de rachar no Brasil. Este ano, Batista, comentarista do SporTV, desmaiou em Porto Alegre, antes de começar o Grêmio x São Luís. E Moisés, volante do Coelho, desmaiou no 0×0 dos Américas, em Teófilo Otoni, pelo Mineiro. E, até hoje, nenhum jornalista ou atleta brazuca desmaiou em Potosi.
- Violência – Os argentinos ganhavam na porrada. Quem viu Almir Pernambuquinho jogando pelo Santos contra o Milan, na decisão do Mundial de 1963, no Maracanã, consideraria os argentinos imaturos na arte da pabcadaria.
- Doping – Nunca foi exclusividade dos hermanos. No Brasil, a bolinha sempre rolou redondinha nos vestiários. Braguinha, ex-Cruzeiro, contou que, quando jogou no Botafogo, chutava as paredes de sua casa depois das partidas mais importantes. Nos 60, Carabina, um beque da SEP, bebeu a laranjada dos titulares e ficou tão indócil no banco de reservas que o treinador teve de amansá-lo botando pra jogar.
- Cusparadas – Até hoje, com 50 câmeras espalhadas em volta das canchas, os jogadores brasileiros se utilizam deste expediente intimidatório. Sentar em cima do seu pra falar do rabo dos outros é feio.
- Castelhano – A incapacidade dos brasileiros entenderem o que falavam juízes e jogadores dos outros times sempre prejudicou nosso futebol. A diferença entre castelhano e português nem é tão maior do que a que separa gauchês de mineirês. E futebol é jogado com os pés, não com a boca.
- Hermanos – Havia um complô de todos contra o Brasil. Como se uruguaios e argentinos, chilenos e argentinos, paraguaios e bolivianos, chilenos e peruanos se amassem.
- Insegurança – Os estádios não eram grande coisa nos 60 e 70. Mas, depois do que vascaínos fizeram em São Januário e corintianos, no Pacaembu, é muita cara-de-pau reclamar das demais canchas de “nuestra latinoamerica”.
Querem saber de uma coisa? Nós temos mais vocação pro choro, pro nehnehnhém e pro lero-lero do que pra jogar futebol.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Mauro França e Jorge Santana
[Clique para ler as partes UM e DOIS]
Depois da sofrida classificação para a fase semifinal, o Cruzeiro disputou sete partidas pela 1ª fase do Campeonato Mineiro, entre 20abr75 e 14mai75, antes de voltar suas atenções para o torneio sul-americano.
Os adversários na semifinal seriam os argentinos Rosário Central e Independiente, dois grandes times, especialmente o segundo, à época tricampeão da Libertadores.
O Independiente entrou diretamente na fase semifinal como campeão de 1974 (quando derrotou o São Paulo na final). O Rosário classificou-se como 1º colocado do Grupo 1, depois de uma disputa acirrada com o Olímpia do Paraguai e o rival Newell’s Old Boys, com o qual terminou empatado em pontos, vencendo pelo maior saldo de gols.
O clássico argentino abriu o Grupo B. Em 06mai75, jogando em casa, o Rosário derrotou o Independiente por 2×0. Na quarta-feira, 21mai75, Cruzeiro e Rosário se enfrentaram no Mineirão, que recebeu um público de 42.500 torcedores.
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Tags: Argentina, Ílton Chaves, Cruzeiro, Dirceu Lopes, Independiente, Kempes, Libertadores, Mineirão, Nelinho, Palhinha, Raul, Roberto Batata, Rosário Central, Vanderlei
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Mauro França e Jorge Santana
Para ler a Parte I.
Paralelamente com a Libertadores, o Cruzeiro disputava a Taça Minas Gerais, na qual utilizava o time reserva na maioria dos jogos. Os titulares só fizeram uma ou outra partida pelo torneio local.
Uma delas foi a goleada de 4×0 sobre o Nacional de Muriaé, no Mineirão, disputada entre a volta da Colômbia e a partida da Libertadores contra o Vasco.
No domingo, 23mar75, o Cruzeiro enfrentou o Vasco em São Januário. Apenas uma vitória manteria as chances de classificação dos cariocas, que só tinham um ponto.
Aos 17 do 1º tempo, Luiz Carlos abriu o placar para o Vasco. Aos 21m Vanderlei empatou . E o placar de 1×1 permaneceu até o final, embora o Cruzeiro tenha dominado a partida.
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domingo, 13 de dezembro de 2009
O Banfield é o novo campeão argentino. Nove vezes campeão da Série B, o clube levantou, hoje, seu 1º título da Série A, em 113 anos de existência.
Perdeu para o Boca por 2×0 em La Bombonera – Palermo fez os gols xeneizes- mas contou cona derrota do Newel’s, em Rosário, para o San Lorenzo, também por 2×0 -gols de Bordagaray- pra manter sua vantagem de 2 pontos ao final do Apertura.
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Marcos Pinheiro
A edição 97 da Revista do Cruzeiro traz matéria sobre a escolha do Cruzeiro como o melhor clube brasileiro do século XX pela Federação Internacional de História e Estatística – IFFHS.
O melhor nos torneios sul-americanos, é bom registrar.
Segundo a revista, para aferir o desempenho dos times, a IFFHS atribuiu pontos por vitória ou empate em competições internacionais, com pesos diferentes de acordo com a importância da competição:
- Libertadores – 8 pts por vitória, a partir das quartas-de-final, 4 por empate;
- Supercopa e Recopa – 6 pts por vitória, 4 por empate;
- Mercosul e Merconorte- 5 pts por vitória, 2,5 por empate;
- Copa Ricardo Aldao, Copa do Atlântico, Copa Master, Copa Ouro, Copa Master da Conmebol e Copa Conmebol- 4 pts por vitória, 2 por empate.
O Cruzeiro lidera entre os clubes brasileiros, porque foi o melhor nas competições mais importantes.
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