Posts com a Tag ‘FMF’

Alessandro: “Peço sinceras desculpas”

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pitacos de protagonistas, blogueiros, cartolas e cornetas acerca do Cruzeiro 1×3 Ipatinga, no Mineirão, Belo Horizonte, jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro 2010, em 18abr10:

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Chicken Run à mineira

quinta-feira, 11 de março de 2010

A animação inglesa é superior, mas esta versão mineira de Chicken Run até que não é de todo ruim.

As cocotas não querem voltar Teófilo Otoni pra jogar os 25 minutos restantes da partida que estão empatando por 2×2 contra o América local, apodado Dragão do Corcovado.

Que joguem quando se sentirem seguras, longe da máquina de fazer tortas da Família Tweedy. Ou quando o Dragão não precisar mais do resultado pra escapar da segundona.

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Bola (cheia) na Área

sábado, 6 de março de 2010

José Eustáquio Elias

No Bola na Área deste sábado, na TV Alterosa,  Bruno Furtado, repórter do Portal Uai, dissecou o time do Atlético-MG.

O jornalista viu o que nós estamos vendo desde que o campeoníssimo Professor Luxa aportou em Beagá.

Como seu time tem jogado mal, o técnico cria factóides pra tirar o foco do trabalho que faz em parceria com um dirigente fora de órbita (meu ídolo, rsrsrs).

O analista de números da Itatiaia, Ricardo Judice, aproveitou o gancho pra também analisar a pouca produtividade do time riscado.

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O Pleno é Azul?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Em 1956, quando começou sua campanha rumo ao pentacampeonato (que o Chaves não leia isto), o Atlético-MG desconfiou que o Cruzeiro daria trabalho na competição.

Pra se garantir, tentou tirar pontos do time celeste pela escalação de Gerson dos Santos, cuja transferência (do Botafogo), alegava ter sido irregular. Mas perdeu no tribunal.

Na decisão, em melhor-de-três, o Atlético-MG venceu no campo (passe, Chaves!), mas o Cruzeiro descobriu que o lateral Laércio era refratário e estava inscrito na FMF com documentos falsos e foi ao tapetão.

Venceu em todas as instâncias, mas o rival citadino tanto recorreu pra impedir a realização de um novo jogo, que o título acabou dividido por falta de atletas em condições legais de disputá-lo, depois de toda a arenga.

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Pegue seu banquinho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Jurandir Gama Filho, funcionário da FMF, descobriu, após examinar imagens de vários canais de televisão, uma penca de erros do trio de arbitragem que dirigiu o RapoCota.

É como se o jogo tivesse sido arbitrado por uma comissão de operadores de câmeras e diretores de imagens.

É muita cara-de-pau! Parece que ele está buscando pretextos pra justificar a decisão de colocar os bodes expiatórios da derrota emplumada na geladeira, anunciada, em primeira mão, pelo kartola.

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Castigo dobrado

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O Tribunal de Justiça Desportiva da FMF aumentou a punição aplicada, anteriormente, ao Cruzeiro pela escalação irregular de Wellington Paulista contra o Uberlândia, na abertura do Mineiro.

Dos 3 pontos previstos no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, versão 2010, o castigo pulou pra 6 pontos perdidos, conforme previa a redação anterior do código.

O Cruzeiro vai recorrer ao Pleno do TJD, onde deverá perder, novamente. Depois, baterá às portas do STJD. Burrice dá um trabalho medonho.

O erro vai bater ponto no RapoCota

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O erro acompanha o esporte. É rematada tolice perder tempo com chororô. Ele não tem o poder de transformar evento esportivo em operação matemática.

Se os chorões quiserem erro zero, terão de pedir a arbitragem do Sumo Pontífice, único ser sobre a terra com o dom da infalibilidade.

O juiz do RapoCota não tem esta sorte. Vai errar. E o perdedor vai berrar.

Se servir de consolo, informo que o apitador do clássico não será Wagner Tardelli. Ao menos, é o que garante o Diretor de Arbitragem da FMF.

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Os Reis do Pedaço

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quem manda no futebol mineiro? Hoje em dia, é o Cruzeiro. Mas nem sempre foi assim.

A história deve ser contada a partir do início do século passado, quando havia pelo menos três ligas importantes em Minas.

Uma sediada em Formiga, da qual pouco se sabe. Outras duas em Juiz de Fora e Belo Horizonte. A de Juiz de Fora definhou, embora tenha mantido campeonatos regionais até os nos 60.

Sport, Tupinambas e Tupi, de Juiz de Fora, e Ribeiro Junqueira, de Leopoldina, tiveram, cada um sua fase áurea no campeonato da Zona da Mata.

A vertente mais perene tem sua origem na LMDT, que cindiu nos Anos 30, mas voltou a se reunir e, claramente, dominou o futebol mineiro, desde o início dos Anos 40.

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Bernardo: “Este ano, só vou jogar futebol”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerrca do Caldense 0×2 Cruzeiro, no Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, em 13fev10, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010.

  1. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Futebol tem choque, futebol é para homem. Às vezes isso acontece, o importante é ter critério, calma. Os jogos no interior são mais truncados, a Caldense fez 20 faltas com apenas 30 minutos. O cartão vermelho foi em função de o Wellington ter subido no alambrado, não por falta maldosa. É claro que vamos conversar, pois precisamos terminar com os 11 jogadores e uma expulsão acaba sobrecarregando, pois o técnico tem que fazer alterações que não quer, por causa do desgaste. O importante é a vitória e, se não tirarem pontos da gente de novo, pois às vezes eles tiram, por enquanto estamos em 2º lugar. O time teve tranquilidade. Gilberto jogou bem, assim como o Bernardo, o Eli, que entrou bem pelo lado direito e o Eliandro. E os três lá atrás também estavam firmes. Importante era vencer o jogo. Agora, vamos descansar. Na terça-feira, a gente começa a pensar no clássico. Bernardo jogou bem, mas temos que ter calma. Vamos ter paciência, pois temos que ver contra quem que é e aonde que é. Essas coisas a imprensa precisa analisar. Quem foi o marcador? Eu vejo futebol assim. Às vezes se joga contra determinado adversário ou determinado marcador e já falam que é o Pelé. E Pelé não vai existir nunca mais.
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O que foi dito, aqui e alhures

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.

Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.

Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar: 

  • “E como foi que não pensei nisto, antes?”

Aprendam:

  1. King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
  2. Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
  3. Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
  4. ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
  5. Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
  6.  Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
  7. Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
  8. FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
  9. Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
  10. Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
  11. Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
  12. Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
  13. Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
  14. Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
  15. Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
  16. Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
  17. Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”

Olé: “Foi quente como um Brasil x Argentina”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  1. Henrique, volante do Cruzeiro: O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
  2. Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
  3. Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
  4. Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
  5. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
  6. Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição. 
  7. Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
  8. Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça.  Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
  9. Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
  10. Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
  11. Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando  tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
  12. André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
  13. Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá.  E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
  14. Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
  15. Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
  16. Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
  17. Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
  18. Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
  19. Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
  20. Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!

Pesquisa: Romarol e JS

3ª Mineiro: Jajá, Carini e o Sol foram os destaques

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hugo Serelo

Foram 22 gols, média de 3.66 por partida. 49.279 pagaram ingresso, média de 8.213 pessoas por partida.

Ipatinga fez outra bela partida no Mineirão. Jajá, começa a se meter na luta pelo título.

Ituiutaba e Teófilo Otoni sediaram jogos sob o sol da manhã. Um crime.

Torçamos para que não seja necessário um atleta passar mal durante a partida pra isso ser mudado.

  1. Atlético-MG 1×1 Ipatinga, Mineirão (75.000), 28.749 pagantes – Jajá fez chacota da peneira uruguaia.
  2. Cruzeiro 4×2 Villa Nova, Mineirão (75.000), 8.960 pagantes – Se não mudar, o Leão vai miar baixinho nesse Mineiro.
  3. Uberlândia 4×1 Uberaba, Parque do Sabiá (50.000), 5.120 pagantes – Goleada no clássico BB (Berlândia e Beraba).
  4. América-TO 0×0 América-MG, Nassari Mattar (5.000), 3.431 pagantes – Sol forte e pouca técnica no jogo dos mequinhas.
  5. Tupi 5×1 Caldense, Mário Helênio (25.000), 2.277 pagantes – Showcolate em cima de uma irreconhecível Caldense.
  6. Ituiutaba 1×2 Democrata, Fazendinha (5.000), 742 pagantes – Pantera ficou só de boa com a liderança.
  • Artilheiros: 5: Ademílson (Tup). 3: Kleber (Cru).
  • Classificação: 1) Democrata, 7 – 2) Cruzeiro e Tupi, 6 – 4) América-MG e Atlético-MG, 5 – 6) Ipatinga e Uberaba, 4 – 8 ) Uberlândia e América-TO, 3 – 10) Caldense, 2 – 11) Ituiutaba e Villa Nova, 1. 

Módulo II

O Módulo II, mais conhecido como 2ª divisão, é composto por dois grupos. Os times entraram em suas respectivas chaves por um critério geográfico.

Assim, haverá pequenos clássicos locais que tornarão a disputa interessante.

Itaúna e Guarani protagonizaram um clássico emocionante, vencido, no finalzinho, pelo Cachorrão.

Como são 11 clubes na disputa, a Tombense folgou na rodada.

  • Jogos: Itaúna 3×2 Guarani; Poços de Caldas 2×1 URT; Valeriodoce 0×0 Formiga; Tricordiano 0×0 Funorte; Mamoré 1×0 Araxá.

Fontes: PHD e FMF.

Hugo Serelo, 22, cruzeirense e rio-branquense, factótum, nasceu em AAndradas, mora em Divinópolis.

N.B.: O Sol fez sua primeira vítima. Moisés, volante do América-MG, desmaiou em Teófilo Otoni.

Renegados comandaram o baile

domingo, 31 de janeiro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Ipatinga 3×0 Cruzeiro, pela 2ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010, em 30jan10, no Mineirão:

  • Adílson Baptista – Poupou o time principal, que estaria cansado pela longa viagem de Potosi a Beagá e se deu mal escalando um amontoado de reservas desentrosados e desanimados. Tentou remendar a equipe com as entradas de Pedro Ken, Thiago Ribeiro e Camilo, mas eles se mostraram incapazes de mudar o panorama da partida por insuficiência técnica. Revelou desânimo na coletiva. Deve ter se convencido do óbvio: tem um time confiável, mas um elenco lamentavelmente fraco, que vem dando vexames desde 2009. E pensar que já houve época em que o Cruzeiro disputava títulos, e até ganhava alguns, com times reservas…
  • Torcida – Comparecimento ridículo. A “pequena torcida”, como sempre, optou pela vaia ao invés do incentivo. A maioria silenciosa, permaneceu silenciosa, sem ânimo pra jogar com um time tão apático.

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Ipatinga 3×0 Cruzeiro: Jogo pra ser esquecido

domingo, 31 de janeiro de 2010

Depois da longa e desgastante viagem de retorno de Potosi, que terminou apenas na tarde de sexta-feira, Adilson não teria mesmo outra opção a não ser lançar uma formação mista de reservas e jogadores que atuaram pouco na Bolívia, como Jonathan e Gilberto.

1º TEMPO

O jogo começou equilibrado, com o Cruzeiro procurando atacar, ainda que sem muito sucesso, e o Ipatinga fechado, com a clara intenção de explorar os contra-ataques.

A estratégia do Ipatinga começou a render frutos aos 18 minutos. Francismar avançou pela direita e cruzou para Jajá, que, de frente para o gol, acertou a trave de Rafael, perdendo uma chance incrível.

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Lincoln

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Morreu, neste Natal, aos 53 anos, Lincoln Afonso Bicalho, chefe da Comissão de Arbitragem da FMF até poucos meses atrás.

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Um jogo para a história

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ontem, num Mineirão apinhado de moscas, grilos e vagalumes, aconteceu um jogo pra história: Ases da Primaz 5×4 Femefê.

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