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	<title>Páginas Heróicas Digitais (PHD) - Cruzeiro.Org &#187; Evaldo</title>
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	<description>Blog Páginas Heróicas Digitais (PHD) conduzido por Jorge Santana sobre as coisas do Cruzeiro Esporte Clube e afins sobre futebol</description>
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		<title>Mestre Zelão, ídolo da facção over 50</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Chiabi Duarte Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série. Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>João Chiabi Duarte</strong></p>
<p>Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.</p>
<p>Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.</p>
<p>Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.</p>
<p>Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.</p>
<p>A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3&#215;3, em 26nov67.</p>
<p><span id="more-13065"></span></p>
<p>Lembro-me, como se fosse hoje, da falta cobrada por ele, no finalzinho, em que a bola explodiu no travessão.</p>
<p>Isto num jogo em que Tostão se contundiu logo no início, Procópio foi expulso e os emplumados abriram uma frente de 3&#215;0.</p>
<p>Nessa ocasião, Zé Carlos ainda não era titular absoluto, o que só aconteceu quando Gerson dos Santos assumiu o comando do time.</p>
<p>Quando ele entrou na equipe, formou-se o Quadrado Mágico com Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão.</p>
<ul>
<li><em>Raul Plassmann, Pedro Paulo, Mário Tito (Raul Fernandes), Fontana e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão; Natal e Hilton Oliveira (Evaldo).</em></li>
</ul>
<p>O time tinha muita mobilidade porque todos giravam em campo e sabiam fazer mais de uma função.</p>
<p>Tostão conta que, certa feita, jogando contra o Atlético-MG e sofrendo marcação implacável do Vanderlei Paiva, o carregador de piano das cocotas, ele propôs uma troca de funções a Zé Carlos.</p>
<p>Vanderlei se atrapalhou todo e o Cruzeiro ainda ganhou a chegada de surpresa de Tostão, que vinha de trás tabelando com o Mestre Zelão.</p>
<p>Zé Carlos jogou tanta bola como titular, que João Saldanha, o convocou junto com Dirceu Lopes, Wilson Piazza, Natal e Tostão para a Seleção Brasileira no final dos anos 60.</p>
<p>Quando Zagallo assumiu, contudo, o meio-campista celeste foi cortado, pois o novo treinador tinha preferência pelos jogadores cariocas.</p>
<p>Eu vi o Zé Carlos jogando como primeiro volante, meia-armador, ponta-de-lança e até como centroavante no Cruzeiro. E sem jamais deixar a peteca cair.</p>
<p>Cerezo me contou que Zelão era marcador implacável. Já no fim de carreira, com menos gás, ele aplicava uns totós no calcanhar do adversário.</p>
<p>O atleticano saia do sério, porque ninguém via, muito menos o juiz.</p>
<p>Era só a bola chegar que Mestre Zelão aparecia pra tirar o espaço do adversário. O jeito era buscar outro setor pra jogar.</p>
<p>Era muito difícil tirar Zé Carlos do sério. Ele era calmo, de pouca conversa, mas quando abria a boca todos paravam para ouvi-lo.</p>
<p>Jamais desqualificava um adversário. Não desmerecia colegas de profissão, mas também não facilitava a vida de ninguém. Chegava junto, marcava forte e sabia se desgarrar e sair pro jogo.</p>
<p>Na maturidade, Zé Carlos começou a comandar os sistemas defensivos de suas equipes valendo-se de sua  capacidade inigualável de ler o jogo.</p>
<p>Mestre Zelão tinha personalidade forte. Quando fez um gol contra no célebre 5&#215;4 sobre o Inter, em 1976, buscou a bola nas redes, praguejou e continuou jogando um bolão.</p>
<p>Uma de suas jogadas que eu mais curtia era o passe de três dedos buscando Joãozinho do lado esquerdo do ataque ou o velho Palhinha, que deixava os beques para trás, metia o gol e corria para abraçar o mestre.</p>
<p>Quando recebeu passe livre do presidente Felício Brandi, Zé Carlos assinou contrato com o Guarani de campinas.</p>
<p>No Bugre, liderou o time dirigido por Carlos Alberto Silva, que conquistou do título brasileiro de 1978 com esta formação:</p>
<ul>
<li><em>Neneca; Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó (Adriano).</em></li>
</ul>
<p>Anos mais tarde, Felício Brandi reconheceu ter se precipitado ao abrir mão da geração campeã da Libertadores de 76. Este foi, talvez, seu maior erro em mais de 20 anos de administração.</p>
<p>Depois do Guarani, Zé Carlos passou por vários clubes, entre eles o Botafogo, antes de parar com 35 anos, já nos Anos 80.</p>
<p>O Mestre virou treinador, mas, não conseguiu emplacar um grande trabalho. Mas continuou no futebol ajudando a descobrir talentos para o Cruzeiro.</p>
<p>Zé Carlos não ficou milionário com o futebol, mas, também não passa necessidades.</p>
<p>Certo é que ele continuará sendo um dos maiores ídolos da facção <em><strong>over 50</strong></em> da torcida cruzeirense, na qual estou inscrito.</p>
<p><strong>João Chiabi Duarte</strong>, 56, cruzeirense, engenheiro metalúrgico, colunista do Cruzeiro.Org, nasceu em Conceição do Mato Dentro, mora em Vitória onde trabalha na Cia. Siderúrgica Tubarão.</p>
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		<title>Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (III)</title>
		<link>http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1967-o-aprendizado-iii/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 03:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mauro França e Jorge Santana Clique para ler a 1ª e a 2ª partes O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras. Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mauro França</strong> e <strong>Jorge Santana</strong></p>
<p style="text-align: center;">Clique para ler a <a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1967-o-aprendizado-i/" target="_blank"><strong>1ª</strong> </a>e a <a href="http://cruzeiro.org/blog/cruzeiro-na-libertadores-1967-o-aprendizado-ii/" target="_blank"><strong>2ª</strong> </a>partes</p>
<p>O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.</p>
<p>Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.</p>
<p>A missão seria dificílima. O Nacional era o campeão uruguaio e o Peñarol, após vencer Real Madrid, no ano anterior, em Madrid (2&#215;0) e em Montevidéu (2&#215;0), campeão mundial.</p>
<p><span id="more-12359"></span></p>
<p>Na quarta-feira, 14jun67, o Cruzeiro enfrentou o Nacional, no Mineirão, diante de 28 mil torcedores.</p>
<p>Os uruguaios armaram um forte esquema defensivo, com direito à marcação individual em cima do tripé do meio de campo celeste, que tinha dificuldades para criar jogadas.</p>
<p>Para complicar, os orientais saíram na frente com um gol de falta de Espárrago, aos 40 minutos.</p>
<p>A reação não demorou. Dois minutos depois, Davi, centroavante gaúcho recém contratado, aproveitou o rebote de um chute na trave desferido por Dirceu Lopes e empatou.</p>
<p>No 2º tempo, Airton Moreira trocou Davi por Evaldo e o time voltou com maior movimentação, desnorteando a marcação adversária.</p>
<p>Aos 21, Tostão driblou dois marcadores e tocou para Evaldo, que avançou e bateu forte no canto esquerdo de Dominguez, fazendo o gol da vitória, já que o 2&#215;1 perdurou até o final da partida.</p>
<blockquote><p><em><strong>Cruzeiro 2&#215;1 Nacional</strong> (Uruguai), quarta-feira, 14jun67, 21h, Mineirão, Belo Horizonte, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 28.539 – Renda: NCr$63.453,00 – Juiz: Izidoro Ramirez (Paraguai) – Gols: Mujica (falta), 40, Davi, 42 do 1º tempo; Evaldo Cruz, 21 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Davi (Evaldo Cruz) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Nacional: Dominguez, Cincunegui, Manicera, Alvarez e Mujica; Montero Castillo, Techera e Esparrago; Urruzmendi (Bita), Célio e Morales.  Tec: Roberto Sacarone. – <strong>Nota</strong> – Bita e Célio haviam sido contratados ao Náutico e ao Vasco, respectivamente. Cincunegui seria contratado pelo Atlético-MG no ano seguinte.</em></p></blockquote>
<p>No domingo, 18jun67, o adversário foi o Peñarol. O Mineirão recebeu 44 mil espectadores. Nos fins de semana, o torcedor do interior comparecia em massa, lotando o estacionamento do Mineirão com ônibus intermunicipais.</p>
<p>Mesmo enfrentando um time retrancado, o Cruzeiro se impôs, dominou o jogo e criou várias chances de gol, que Néstor Errea evitou com grandes defesas.</p>
<p>Dessa vez, Airton Moreira trocou Evaldo por Davi e o time seguiu pressionando e sendo parado pelas defesas do goleiro uruguaio.</p>
<p>Com o passar do tempo, o nervosismo tomou conta do time e da torcida. Até que aos 44 do 2º tempo, Dirceu avançou pela direita, driblou seu marcador e cruzou na medida para Natal concluir para as redes.</p>
<blockquote><p><em><strong>Cruzeiro 1&#215;0 Peñarol</strong>, domingo, 18jun67, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 44.660 – Renda: NCr$94.875,00 – Juiz: Esteban Marino (Uruguai) – Gol: Natal, 44 do 2 &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo Cruz (Davi) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Peñarol: Nestor Errea, Pablo Forlan, Juan Lezcano, Elias Figueroa e Omar Caetano; Luiz Varela (Nelson Hernandez), Néstor Gonçalves e Pedro Rocha; Julio Abbadie, Alberto Spencer e Juan Joya. Tec; Roque Máspoli. &#8211; Nota – <strong>1</strong>. Pablo Forlan é o pai do goleador da atual seleção uruguaia, Diego Forlan. Entre 1970 e 1976, ele jogou no São Paulo, antes de uma breve passagem de 4 jogos pelo Cruzeiro. <strong>2</strong>. Pedro Rocha jogou no São Paulo, onde se tornou ídolo da torcida, entre 1971 e 1977. <strong>3</strong>. Maspoli foi o goleiro campeão mundial em 1950, no Maracanã. <strong>4</strong>. Figueroa jogou entre 67 e 72 no Peñarol e entre 72 e 76 no Internacional.</em></p></blockquote>
<p><em>Na semana seguinte, se</em>is jogadores celestes –Raul, Piazza, Dirceu, Tostão, Natal e Hilton- foram convocados por Aymoré Moreira para a Seleção Brasileira, que enfrentaria o Uruguai, em Montevidéu, em disputa da Copa Rio Branco.</p>
<p>Os três jogos, realizados em 25 e 28jun67 e 01jul67, terminaram empatados (0&#215;0, 2&#215;2 e 1&#215;1). Último campeão da Copa, o Brasil manteve a posse da taça com a série de empates.</p>
<p>O tripé do meio de campo celeste foi titular em todos as partidas. Natal e Hilton Oliveira foram titulares em duas. Só Raul, que ficou na reserva de Felix, não jogou.</p>
<ul>
<li><em><strong>Seleção Brasileira</strong>: Felix (Lusa), Everaldo (Grêmio), Jurandir (São paulo), Roberto Dias (São Paulo) e Sadi (Inter); <strong>Wilson Piazza</strong>, <strong>Dirceu Lopes</strong> e <strong>Tostão</strong>; <strong>Natal</strong>, Paulo Borges (Bangu) [Edu Coimbra (América-RJ)] [Alcindo (Grêmio)] e <strong>Hilton Oliveira</strong> [Volmir (Grêmio)]. </em></li>
</ul>
<p>Na Seleção uruguaia havia três &#8220;bolsos&#8221; (Manicera, Alvarez e Urruzmendi) e quatro &#8220;manyas&#8221; (Forlan, Gonçalves, Caetano e Rocha)</p>
<p>Quadro dias depois, em 05jul67, o Cruzeiro enfrentou o Peñarol no mesmo Estádio Centenário.</p>
<p>Até aquele momento, o time liderava o grupo com 4 pontos. O Nacional tinha 2, da vitória de 1&#215;0 sobre o Peñarol, que não pontuara.</p>
<p>Para chegar à final, o Cruzeiro precisava de dois empates ou de uma vitória.</p>
<p>Curiosamente, assim como no Mineirão, o juiz tinha sido um uruguaio, em Montevidéu o jogo foi apitado pelo brasileiro Airton Vieira de Moraes, o Sansão.</p>
<p>Em campo, a técnica apurada da Academia sucumbiu diante da força e da catimba uruguaia.</p>
<p>Pra complicar, o time celeste sequer tinha uniformes de treino adequados ao frio local.</p>
<p>E nem esquema de jogo preparado por Airton Moreira. Despreocupado, o treinador assistia aos bate-bolas dos jogadores assobiando sucessos de Roberto Carlos.</p>
<p>Não parecia a ele, nem à maioria dos cruzeirenses, que o time, livre das retrancas, que os adversários não armariam jogando em casa, deixasse escapar a classificação.</p>
<p>O Peñarol abriu 2&#215;0 ainda no 1º tempo, gols de Spencer aos 15 e Cortés aos 30. Pedro Rocha ampliou aos 10 do 2º tempo. Dirceu Lopes e Tostão ainda diminuíram a diferença, marcando aos 14 e aos 30, mas a reação parou por aí.</p>
<blockquote><p><em><strong>Peñarol 3&#215;2 Cruzeiro</strong>, quarta-feira, 05jul67, 21h, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 27.800 – Renda: 3.565 pesos – Juiz: Aírton Vieira de Morais (Brasil) – Gols: Spencer, 15, Cortez, 30 do 1º tempo; Pedro Rocha, 10, Dirceu Lopes, 14, Tostão, 30 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo Cruz (Davi) e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Peñarol: Néstor Errea, Pablo Forlan, Juan Lescano, Elias Figueroa e Omar Caetano; Néstor Gonçalves, Pedro Rocha e Cortés; Julio Abadie, Alberto Spencer e Hernandez. Tec: Roque Maspoli. &#8211; <strong>Nota</strong> &#8211; Cortés enfentou o Brasil na Copa de 1970. Pedro Rocha não jogou por estar contundido. </em></p></blockquote>
<p>Cruzeiro e Nacional se enfrentaram no dia 09jul67, no mesmo estádio Centenário, diante de 42 mil espectadores.</p>
<p>Mais uma vez, os uruguaios fizeram valer o fator campo e venceram 2&#215;0 com gols de Morales aos 40 do 1º tempo e Sosa aos 8 do 2º.</p>
<p>Com a derrota o Cruzeiro deu adeus ao sonho de chegar à final, já que qualquer resultado no clássico local, ainda por ser jogado, daria a vaga a um dos uruguaios.</p>
<p>Com efeito, ao empatar com o Peñarol em 2&#215;2, o Nacional, que vencera o clássico local por 1&#215;0 na rodada de abertura das semifianis, ficou com o 1º lugar do grupo e chegou à final contra o Racing, da Argentina.</p>
<p>Na decisão, prevaleceu a garra dos argentinos liderados por Agustin Cejas (goleiro do Santos nos Anos 70), Roberto Perfumo (beque do Cruzeiro entre 1971 e 1974) e Alfio Basile (atual técnico do Boca Juniors).</p>
<p>Após dois empates em 0&#215;0, o Racing fez 2&#215;1, no Estádio Centenário, em 28ago67 e sagrou-se campeão sul-americano.</p>
<p>Mais tarde, o time de Avellaneda conquistaria o Mundial batendo o Celtic (0&#215;1, em Glasgow, 2&#215;1, em Avellanda e 1xo, em Montevidéu).</p>
<blockquote><p><em><strong>Nacional 2&#215;0 Cruzeiro</strong>, domingo, 09jul67, 16h, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, fase semifinal da Libertadores 1967 – Público: 42.000 &#8211; Renda: 3.565 pesos – Juiz: José Dimas Larrossa (Paraguai) – Gols: Morales, 40 do 1º tempo; Sosa, 8 do 2º &#8211; Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal (Wilson Almeida), Davi e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira. / Nacional: Dominguez, Ubiñas, Manicera, Emílio Alvarez e Cincunegui; Montero Castillo, Viera e Sosa; Urruzmendi , Célio e Morales. Tec: Roberto Sacarone. &#8211; <strong>Nota</strong> &#8211; Ubiñas, Mujica,  Montero Castillo, Morales e Espárrago enfrentaram o Brasil na Copa de 1970. </em></p></blockquote>
<p>Tostão creditou a eliminação principalmente à falta de experiência internacional do time, que sempre é bom lembrar, era formado na sua maioria por garotos de vinte e poucos anos.</p>
<p>De todo modo, a Academia Celeste fez uma grande campanha, escrevendo com brilhantismo o primeiro capítulo da saga cruzeirense na Libertadores.</p>
<p><strong>Números da campanha celeste</strong></p>
<ul>
<li>12 jogos, 9 vitórias, um empate e duas derrotas. 27 gols a favor, 12 contra.</li>
<li>Artilheiros: Evaldo (6), Tostão e Natal (5), Dirceu Lopes (4), Piazza (3), Neco, Zé Carlos, Marco Antônio, Davi (1).</li>
<li>Jogadores (número de jogos): Raul (10), Pedro Paulo (10), William (8), Procópio (10), Neco (12), Piazza (9), Dirceu Lopes (10), Tostão (9), Natal (10), Evaldo (10), Hilton Oliveira (8), Tonho (2), Dawson (2), Celton (2), Cláudio (2), João Carlos (1), Vavá (2), Ílton Chaves (2), Zé Carlos (5), Wilson Almeida (4), Davi (4), Marco Antônio (2), Dalmar (2), Batista (2), Antoninho (2).</li>
<li>Técnicos: Airton Moreira (11), Adelino Torres (1).</li>
</ul>
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		<title>Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 03:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o <strong>Leopoldo Moura Jr.,</strong> autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.</p>
<ol>
<li><em>Nome, data de nascimento, bairro onde mora:</em> <strong>Leopoldo Corrêa Moura Júnior</strong>, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.</li>
<li><em>Família Moura:</em> Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.</li>
<li><em>Escolas: </em>Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).</li>
<li><em>Trabalho:</em> Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.</li>
<p><span id="more-11023"></span></p>
<li><em>Horas vagas: </em>Caminhadas, leitura (biografias em especial, no momento estou lendo uma do John Lennon), TV (futebol e documentários) e cinema (vou pouco, mas converso muito com a Maíra, minha filha que está fazendo mestrado sobre a sétima arte).</li>
<li><em>Paixão pelo fut: </em>Em meados dos anos 60, na minha família era assim: avô materno e dois tios cruzeirenses e um tio atleticano, mas nenhum deles era muito ligado em futebol. Além disso, a BH dessa época ainda sofria influência dos times do Eixo. A cidade estava crescendo em razão, principalmente, da chegada de pessoas que vinham do interior de Minas, onde era forte a presença de Rio e SP, muito mais do que hoje.  O Mineirão e o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes deram um outro sentido ao futebol mineiro e eu sou fruto dessa revolução -se bem que cheguei a atravessar o final do deserto do pré-65.</li>
<li><em>O  primeiro jogo:</em> <em>A primeira vez que torci para o Cruzeiro foi pela televisão. Como não tínhamos TV em casa, fui com meu avô à casa de um tio cruzeirense para assistirmos, pela TV Itacolomi, um RapoCota (conferindo os dados no Almanaque do Cruzeiro, do Henrique Ribeiro, o jogo foi no Independência, no dia 15fev63, uma 6ª feira à noite). Eu ainda não tinha time pra torcer. Pressionado por meu avô e meu tio de um lado e por um primo cocota de outro, arrumei uma saída: “Torço para o time que fizer gol primeiro”. Eu não sabia o risco que estava correndo e, em razão da minha idade (estava com 7 anos incompletos), mereço um desconto para tamanha leviandade de minha parte. Mas, para a minha felicidade, o Rossi abriu o placar. Como estava ficando tarde, voltei com meu avô para casa, onde acompanhamos o jogo pelo rádio (as frangas viraram o jogo por 2&#215;1 e levaram o campeonato mineiro de 1962). Fiquei triste, mas algo me dizia que aquela tristeza era passageira&#8230;</em></li>
<li><em>Jogou futebol?</em> Joguei futsal até os Anos 80. Fui um beque talentoso como o Morais, do Cruzeiro. Meu time, formado pela galera do Logosófico e do Salivão (turma que batia ponto ali na Av. Carandaí com Rua Piauí), foi o “ID4” (Ídolos da 4ª Série). Esse nome era, ao mesmo tempo, um modesto reconhecimento da nossa posição frente às garotas e um sarro na ditadura militar (ID4 era o nome de uma divisão do exército em BH). A camisa era vermelha e o calção preto. Não tínhamos patrocínio na camisa –na época o capitalismo ainda não tinha chegado ao futebol.</li>
<li><em>Por que Cruzeiro?</em> Paixão não tem explicação, mas no caso do Cruzeiro podemos racionalizar, em razão de sua trajetória, iniciada no contexto da luta pela sobrevivência daqueles que não tiveram os privilégios de uma elite sempre dependente dos favores do poder público, como é comum no nosso país.  O Cruzeiro veio de baixo e tem como marca o trabalho e o equilíbrio decorrente da união entre a verve italiana e a serenidade mineira.  É uma mineiridade mais afirmativa e batalhadora.</li>
<li><em>Como começou a doença? </em>Torcer tem a ver com o time e com, digamos, o estilo da pessoa. A paixão foi construída a partir de uma instituição vencedora e por eu entrar pra valer naquilo que de que gosto e faço. O Cruzeiro é parte muito importante na minha vida.</li>
<li><em>Primeiro jogo num estádio: </em>Na época da inauguração, ir ao Mineirão era mais do que ir a um jogo de futebol –era um evento familiar. O estádio, por si, era uma atração. Incrível, mas não me lembro da primeira vez que vi o time celeste no estádio. A lembrança mais remota que tenho foi num jogo entre o América-MG e as cocotas. Como era um programa de fim-de-semana interessante, meu outro tio cruzeirense ia sempre ao estádio, nem que fosse para torcer contra os galináceos. Nesse jogo, em 1965, me lembro de uma cacetada que um beque da roça americano, o Zé Horta, deu no Tião (um ponta esquerda ciscador, ruim de bola que só sabia chuveirar na área). O Tião simplesmente voou pela pista de atletismo e foi cair perto da boca do túnel do América. Houve o maior sururu no campo e, como não tínhamos nada com aquilo, ficamos sadicamente achando graça.</li>
<li><em>RapoCota inesquecível:</em> Foi o 4&#215;0 de 1967. Foi uma das raras vezes em meu avô foi ao estádio, porque se locomovia com dificuldade (tinha uma perna mecânica). Estávamos atrás do gol da cidade, na divisa entre as torcidas – não havia separação e ali era meio misturado. O time ganhou fácil, mas, ainda no 0&#215;0, houve um momento de tensão quando o Lacy, atacante galináceo, fez um gol que foi anulado.  Ao nosso redor tinha muito atleticano e eles vibraram mas ficaram sem graça logo em seguida. Com o correr do jogo, o que era apenas falta de graça passou a ser desespero com um gol atrás do outro. Vibramos muito e, podem acreditar, não houve uma briga sequer, apesar da proximidade entre as torcidas. A nossa única preocupação foi proteger o meu avô naquela confusão toda.</li>
<li><em>E o esquecível?</em> Foi o 0&#215;3 de 1989, num domingo de manhã. O placar até que não foi assim tão desastroso. A tragédia foi o chocolate que levamos. O goleiro, então, falhou uma barbaridade – era o Pereira, ex-galináceo. As cocotas não fizeram mais porque, como sempre, se intimidaram com a camisa celeste. Esse jogo foi o fundo do poço. A minha lembrança era a de que o técnico era o Ênio Andrade, mas no Almanaque consta Jair Pereira. Para completar, eu e meu irmão havíamos pegado carona com dois atleticanos amigos nossos. Na volta, no carro, era aquele contraste, eles vibrando e nós lamentando. Me lembro do Ênio Andrade sendo entrevistado na rádio, após o jogo. Mal sabíamos que ali estávamos começando a sair da seca dos anos 80.</li>
<li>Os maiores jogos: Cruzeiro 5&#215;4 Inter (ouvi pelo rádio). Cruzeiro 3&#215;2 River Plate (Libertadores de 76, vi pela TV). Cruzeiro 3&#215;0 River Plate (Super Copa de 91). Cruzeiro 1&#215;0 Sporting Cristal (Libertadores de 97). Cruzeiro 2&#215;1 Paissandu (Brasileirão de 2003, vibrei tanto que torci meu joelho na arquibancada –voltei pra casa escorado no Gustavo, meu filho).</li>
<li><em>Ídolos:</em> Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zé Carlos, Raul, Felício, Furletti, Nocaute Jack, Perfumo, Fontana, Pedro Paulo, Evaldo, Joãozinho, Jairzinho, Palhinha, Roberto Batata, Nelinho, Revétria, Luís Antônio, Ênio Andrade, Elivelton, Ronaldo, Alex 10 e os volantes Douglas, Ademir, Fabinho (o da Libertadores de 97) e Fabrício.</li>
<li><em>Cruzeiro de Todos os Tempos:</em> Raul, Nelinho, Piazza, Perfumo e Sorín, Zé Carlos e Dirceu Lopes, Jairzinho, Tostão, Ronaldo e Joãozinho.</li>
<li><em>Uma história marcante de sua vida de torcedor:</em> É algo recorrente e acontece quando vejo o estádio dominado pela torcida celeste: fico sempre emocionado porque me lembro que, quando criança, ocupávamos apenas a parte atrás do gol da cidade. É incrível o crescimento da torcida celeste. Tamanho  de torcida em Minas tornou-se uma questão superada.</li>
<li><em>Que loucura já fez pra acompanhar um jogo do Cruzeiro?</em> Ir ao Mineirão, sem dinheiro, achando que meu irmão fosse pagar o ingresso. Ocorre que ele tinha pensado a mesma coisa em relação a mim. Resultado: ficamos na bilheteria esperando algum conhecido aparecer. E não é que apareceu o Alírio, um amigo da família, muito mais velho do que nós, e pagou os nossos ingressos de arquibancada? Raramente fui tão cara-pau na vida.</li>
<li><em>O melhor sarro tirado da cara dos rivais?:</em>Não sou de fazer gozações. Mas, geralmente, quando encontro um galináceo após um evento importante, uso aquela expressão muito usada antigamente: Tudo azul, fulano?</li>
<li><em>Livros, blogs e jornais que recomenda aos amigos: </em>Livros ligados ao futebol: Tostão – Lembranças, Opiniões e Reflexões sobre o Futebol (auto- biografia), Páginas Heróicas (Jorge Santana), De Palestra a Cruzeiro (Plínio e Luiz Otávio Barreto), Jogos Imortais (Bruno Vicintin), João Saldanha (André Siqueira), Almanaque do Cruzeiro (Henrique Ribeiro) e Estrela Solitária (Ruy Castro). Um outro livro que tenho indicado, principalmente pra quem tem filho adolescente, é O Clube do Filme (David Gilmour). Blog: PHD.</li>
<li><em>E aos inimigos?</em> Obras Completas de Kim Il Sung, antigo ditador da Coréia do Norte. São 82 volumes, em português.</li>
<li><em>Superstições de torcedor:</em> A minha maior superstição é não usar nada do Cruzeiro (camisa, boné, botom etc) na hora do jogo. Tudo começou quando, juntamente com meu avô, acompanhava pelo rádio a derrota do Cruzeiro para o Usipa (3&#215;1 em pleno Mineirão, em 1967) e percebi, ao fim do jogo, que carregava no bolso um jogador do time botão do Cruzeiro. Esse botão deu azar! A partir de então adotei algumas providências: meu time de botão deixou de ser o do Cruzeiro –o que não me incomodou muito, porque eu vivia perdendo e ficava mais chateado ainda por ser o responsável pela derrota do Cruzeiro. Quem gostou foi meu irmão que passou a jogar com o time celeste. Além disso, deixei de usar qualquer símbolo do time na hora dos jogos. Com isso, não pude aderir, alguns anos depois, à moda de usar a camisa do time nos jogos. Mas como não passava de superstição, já adulto, quebrei a promessa. Foram três jogos apenas: Cruzeiro 0&#215;0 Colo-Colo, perdemos nos pênaltis em 1992 no Japão; Cruzeiro 0&#215;1 Valério, em 2004 na estréia do Rivaldo e Cruzeiro 1&#215;2 Ipatinga, na decisão do Mineiro de 2005. Em decorrência desses resultados, continuo não usando nenhum símbolo celeste durante os jogos. Claro que não é por superstição. É apenas uma questão de lógica, afinal deu errado em 100% das vezes.</li>
<li><em>O que mais te irrita no futebol?</em> Torcedor ser chamado de corneta. É uma burrice debater qualquer coisa tentando desqualificar o interlocutor só porque ele que pensa diferente de você. É mais ou menos assim: naquilo que você concorda é opinião, se discorda é cornetagem.</li>
<li><em>Que título te falta?</em> Mundial de clubes.</li>
<li><em>Fosse presidente do Cruzeiro, o que faria para garantir o futuro do clube?</em> Ampliaria o número de associados (do clube e do futebol) dando-lhes poder e compartilhando responsabilidades.</li>
<li><em>Como será o futebol do futuro? Haverá lugar para os times mineiros nele?</em> Pode ser que retorne o oligopólio Rio-São Paulo. Mas, como nós já fizemos uma vez, podemos quebrá-lo de novo.</li>
</ol>
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