Posts com a Tag ‘Estudiantes’

Mais do que sincero, destemido

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Estudiantes x Gimnasia y Esgrima está pra La Plata, capital da Província de Buenos Aires, como o GreNal pra Porto Alegre ou o RapoCota pra Beagá. Rivalidade pra mais de metro.

É por isto que causou assombro a declaração do treinador do Gimnasia, Diego Cocca, à Rádio Concepto:

  • O Estudiantes joga muita bola. E pagaria ingresso pra ver esse time jogar. Claro, que pagaria. E me agrada demais o futebol do Verón. Ele eleva a qualidade do futebol argentino.

Depois, ele tratou de seu próprio time e torcida:

  • O Ayala também poderá dar mais classe ao Gimnasia, mas é preciso ter paciência. Mas, aqui, o pessoal quer ver o time fazendo 2×0 em 5 minutos. É preciso ter paciência. Espero que, com algum tempo para trabalhar, tenhamos um time como o do Estudiantes. 

Mais do que sincero, esse cara é destemido.

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Gato escaldado

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
  • Gato escaldado tem medo até de água fria.

Aqueles 5×1 de 2008, em Potosi, deixaram traumas na torcida celeste. Negar quem há de?

Poucos têm coragem de admitir, mas a dúvida paira no ar: poderia o raio cair outra vez sobre nossa cabeça?.

No encontro do Maria das Tranças, onde nos reunimos em dezembro pra comer frango, o Malafaia provocou, aos 44 do 2º tempo:

  • “E se a gente não passar pelo Potosi?”

Confesso: desde então, vira e mexe, a pergunta do nosso confrade, e vem à cabeça.

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Tags: altitude, água fria, Bolívia, Colo-Colo, Deportivo Venezuela, Estudiantes, folha de coca, gato escaldado, Humor, Libertadores 2010, Real Potosi, Velez Sarsfield

A festa dos vizinhos

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Jornalistas de todo o continente elegeram os melhor futebolistas das Américas, na enquete promovida, anualmente, pelo El País, de Montevidéu.

Pelo segundo ano consecutivo, Verón foi eleito o Rei da América. Os argentinos deram banho na concorrência. 

  • Goleiro: Miguel Pinto (Universidad de Chile, chileno)
  • Beques: Neicer Reasco, LDU, equatoriano) Leandro Desabato (Estudiantes, argentino) Nicolás Otamendi (Velez, argentino)
  • Volantes: Gary Medel (Boca, chileno) Edison Méndez (LDU, equatoriano) JS Verón (Estudiantes, argentino) Nicolás Lodeiro (Nacional, uruguaio)
  • Atacantes: Humberto Suazo (Monterrey, chileno) Salvador Cabañas (América, paraguaio) Cláudio Bieler (LDU, argentino)
  • Técnico: Marcelo Bielsa (Chile, argentino)
  • Craques: Verón, 109 votos, Méndez, Suazo, 64, Desabato, 52, Bieler, 48.  O melhor brasileiro, Adriano, ficou em 20º lugar com 17 votos.
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Barcelona 2×1 Estudiantes: Barça en rose

sábado, 19 de dezembro de 2009

Alejandro Sabella escalou três beques, dois laterais, um deles plantado, quatro volantes e um atacante. que recebeu apoio de Perez, um dos meiocampistas.

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Barça ou Pincha?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hoje, a partir de 14h, com transmissão do SporTV, Estudiantes e Barcelona decidirão o Mundial de Clubes em Abu Dhabi.

Os catalães são favoritos. Eu torcerei pelos argentinos.

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Abu Dhabi, pela TV

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ontem, Estudiantes 2×1 Pohang Steelers, da Coreia do Sul., mna primeira semifinal do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi.

Os coreanos bateram até na sombra. Mas sem maldade. Os caras são meio desajeitados e misturam golpes de lutas orientais com jogadas de futebol.

Apesar disto, o Estudiantes venceu com calma e categoria. Mandou duas bolas no poste, tomou gol em impedimentoe, mesmo assim, classificou-se pra final.

O ponto alto do time continua sendo o equilibradíssimo meio de campo formado por Núñez, Verón, Braña e Benítez. O mesmo que desequilibrou na final da Libertadores.

E destaque individual foi Benitez, que marcou dois gols.

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Banfield, enfim, campeão!

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Banfield é o novo campeão argentino.  Nove vezes campeão da Série B, o clube levantou, hoje, seu 1º título da Série A, em 113 anos de existência.

Perdeu para o Boca por 2×0 em La Bombonera – Palermo fez os gols xeneizes- mas contou cona derrota do Newel’s, em Rosário, para o San Lorenzo, também por 2×0 -gols de Bordagaray- pra manter sua vantagem de 2 pontos ao final do Apertura.

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Gols fora do contexto

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Qual foi o gol (contra) mais fora do contexto de 2009?

  1. Roth dizendo que seu time perdeu por causa de um gol fora do contexto?
  2. Kartola esplumando espumando ao denunciar suposta máfia de juízes em Minas, depois de levar a enésima tunda num RapoCota?  (mais…)
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Cadê o espírito de competição?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Matheus Tavares Penido

Tenho 22 anos e acompanho futebol desde sempre, mas só comecei a prestar atenção nos detalhes do jogo a partir dos 10 anos. Por causa da idade, claro.

Nesse curto período, já pude reparar que nada me deixa mais irritado nesse esporte do que derrotas por falta de vontade ou de espírito de competição.

Confesso que elas me amolam até mais do que as provocadas por decisões mal intencionadas de juízes ladrões.

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Circo gratuito. E animado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não faz muito tempo, o governo argentino, presidido pelo Casal Kirchner, quis sobretaxar a produção agrícola.

O Campo -proprietários rurais ou, pros mais chiques, agrobusiness- reagiu. À moda argentina, com paros, bumbos, piquetes e que tais.

A imprensa cumpriu seu papel. Noticiou. Criticou. Os donos do poder, cujo projeto de sociedade não inclui liberdade de expressão, se aborreceram e retaliaram.

Compraram o campeonato argentino tirando-o do Grupo Clarín, que o vendia por meio do pague-pra-ver.

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Post é post e vice-versa

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Charles Libertadores

  • Clássico regional se decide nos detalhes? Em time que está ganhando não se mexe? O resultado foi injusto? Faltou atitude ou foco? O futebol inglês é só chuveirinho? Quem não faz leva? Libertadores é guerra? 

São muitos os clichês do futebol. Uns recentes, outros já duram décadas. Uns verdadeiros, outros nem tanto.

Neste post discuto alguns. Lembrando que pode haver controvérsias, afinal, post é post e vice-versa!

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Indagações acerca do Caso Schiavi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marcel Fleming

Esta semana li um post interessante sobre o caso Schiavi, aqui. E concordei com a conclusão dele: “Uma pancada já não foi suficiente?”

Alimentar ilusões de uma mudança do resultado da competição não faz sentido. Não haverá essa mudança. E, convenhamos, na “lógica” do mundo da bola, uma eventual mudança de resultados ou uma re-edição da final ou das semifinais, sei lá, também soaria como consolação ou vitória no “tapetão”.

Pior ainda, uma eventual segunda derrota, essa sim, beiraria à humilhação. Ou seja, esqueçamos o assunto…

Opa, esqueçamos o assunto?! Acho que não. Não é bem por aí não.

Existe ou não um regulamento? Os demais times, Cruzeiro e Nacional inclusive, respeitaram ou não tal regulamento?

Então, se existe um regulamento, o que ele prevê de punição? Eu, honestamente, não sei. Tem que haver um julgamento do clube? Que sanções estão previstas?

Se houver previsão de realização de novas partidas semifinais, elas deveriam ocorrer, na minha humilde opinião.

Se a previsão regulamentar for a de que se delibere uma sanção, ela tem que ocorrer.

O que não pode é ficar impune. Que seja multa, exclusão do jogador ou clube de próximas competições (inclusive o Mundial?). Devolver à confederação o prêmio em dinheiro pela conquista.

Não falo como cruzeirense tentando reaver um título que perdemos em campo. Falo como cidadão.

O grande problema, para mim, é que mais uma vez o futebol sul-americano e, por consequência, nós sul-americanos, damos mais uma mostra de que tratamos os regulamentos, leis, regras como algo que só tem valor quando é pra se aplicar no outro.

Depois ficamos indignados com filmes e seriados enlatados americanos em que nosso país e subcontinente são mencionados como locais para onde fogem os fora da lei, ou de onde aparecem os criminosos.

Adianta ficar indignado com isso? Ou deveríamos nos indignar com a causa dessa imagem?

E o pior, a imagem do Estudiantes em nada é afetada? Continua como um inocente “réu primário”?

Infelizmente, o futebol é pródigo em exemplos de antiética e ilicitude. Faz parte do folclore a encenação de jogador para enganar o juiz, carta de presidente de clube pedindo proteção policial, mala-branca, mala-preta.

Depois, sempre vem o “abafa”, o “deixa-disso”.

Recentemente, surgiu uma possível denúncia de favorecimento ao Brasil em algumas copas do mundo.
Sumiu da mídia.

Quem não se lembra da maior mala-preta da história, aquela da Argentina ao Peru em 78?

Orgulhamo-nos daquele providencial passinho à frente de Nilton Santos num jogo contra a Espanha, se não me engano, que nos deu a possibilidade de seguir adiante em uma das copas que vencemos.

Ficou marcado, pra mim, uma afirmação do Zico, considerado um ídolo por muitos, mas não por mim, ao dizer que a melhor vitória é aquela aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de mão.
A mídia sempre tratou de manter essa “verdade” de que é um ídolo. Pode ter sido para os flamenguistas. E essa afirmação nunca teve maiores consequências.

Nós, brasileiros de todos os cantões, condenamos Nelson Piquet, o filho, em cadeia nacional. Será que o condenamos por ele ou pelo fato de um pai ter sido um “azedo” com a mídia? (E olha que ela era azedo por motivos até justificados).

O Cruzeiro, cujo nome, de certa forma foi um pouco manchado pelo recente episódio da mala-branca (não provado), vai ficar quieto quanto a isso?

Por que o Estudiantes vai passar incólume pelo episódio? Se sim, acho que tem aí uma “jurisprudência” e, nos anos por vir, poderemos “gatunamente” inserir jogadores irregulares e “ficar de boa” como se diz na gíria.

O que estou falando aqui é de valores, de ética. E falando também do comportamento da mídia. Essa mesma mídia que tanto valorizou a mala branca não provada, dedicou quase nenhuma linha quando se tratou do caso Schiavi.

Infelizmente, acho que os valores que vimos predominantes no futebol, e corroborados pela mídia, refletem, em certa medida, aqueles de nossa sociedade.

Indignamo-nos contra uma minissaia, mas não nos indignamos contra a desobediência a regulamentos.

Na verdade, nossa indignação é condicionada, relativizada. Depende de quem é o perpetrador, quem é a vítima… Estranho isso.

Neste caso, fica claro que, perante a Conmebol, os argentinos são mais iguais que os outros.

Será que estaremos fadados para sempre a conviver com isso?

Ou como diria Caetano: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?”

De bate pronto

Cito Caetano integralmente para não perder o sentido da letra da música dentro do contexto. Nada contra a Igreja Católica ou os católicos, nem a intenção de derivar o debate para esse lado. Gostaria que os leitores se prendessem na metáfora e pensem-na em termos geográficos e político-sociais.

Marcel Fleming, 41, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Tags: Argentina, ídolo, Brasil, Brasileiro, Conmebol, Cruzeiro, Estudiantes, Fla, futebol, gol, Gum, história, Inter, jogadores, juiz, mala branca, Mídia, música, punição, resultados, Sol, Vitória

Uma pancada já não foi suficiente?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O diário El País, de Montevidéu, e seu periódico esportivo, Ovación, informaram que Schiavi, central do Estudiantes, disputou a Libertadores com inscrição irregular.

Aos dirigentes doNacional, que foram à Fifa reclamar, o reconhecimento do erro bastou.

Eles não vão pleitear a perda de pontos de um adversário, que bateu o tricolor uruguaio duas vezes nas semifinais.

Aqui em Beagá, porém, alguns torcedores do Cruzeiro já se anima  com a falsa expectativa de uma nova final do torneio.

Tolice. Não vai acontecer. E se acontecesse, o Estudiantes ganharia de novo, pois mostrou, em campo, ser mais time nas vezes em que enfrentou o Cruzeiro.

E se a nova final fosse contra o Nacional, ficaria ainda pior, pois seria a final de dois derrotados pelos pinchas.

Sendo assim, melhor esquecer este assunto. Já não nos bastou uma surra? Além dela, teremos de passar vergonha como chorões?

N.B: Fred Amaral chega aos 30 nesta data. Saúde e sucesso para nosso ex-jovem comentarista.

Tags: Cruzeiro, dirigentes, Estudiantes, Fred, Libertadores, torcedor, torcedores, Uruguai

A. Kfouri: “Esta é uma das mais belas histórias…”

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Comentários de blogueiros e jornalistas sobre a festa de despedida de Sorin -Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão-, em 04nov09:

  1. Leandro Mattos, em seu blog : Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 05, falei sobre Sorín aqui no ‘Girando a Bola’. O argentino desembarcava em Belo Horizonte, carregado pela torcida celeste no aeroporto de Confins. Veio para se recuperar de uma lesão no joelho direito, com a esperança de voltar a defender a camisa estrelada, como já tinha feito antes, com raça e identificação com o clube azul. Quis o destino que o reencontro durasse pouco, pelo menos dentro de campo. No final de julho deste ano, cansado das lesões e da falta de oportunidades que elas significaram com Adílson Batista, o ídolo disse tchau para o mundo da bola. Foi um adeus sentido pela torcida. O argentino era um dos raros exemplos no futebol atual de jogadores que experimentam ligação mais estreita com as cores que defendem. Era diferente da maioria que não vê problemas em beijar um escudo à cada seis meses. Gente que troca de clube e de juras como se trocasse de roupa. Sorín se despede oficialmente dos gramados nesta quarta-feira, num esporte cada vez mais permeado por ídolos descartáveis.
  2. André Kfouri, em seu blog : Juan Pablo Sorín se despediu do futebol ontem, num amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (2×1: Bernardo, Guerrón e Santibáñesz – 42.216 ingressos trocados por 90 toneladas de alimentos), no Mineirão. É uma das mais belas histórias de idolatria entre uma torcida brasileira e um jogador estrangeiro, o que deveria bastar para descrever sua última noite nos gramados. Mas não basta. Porque histórias como essa são cada vez mais raras. Foi bonito, mas é uma pena que tenha sido o fim. Imagino que seja esse o sentimento do cruzeirense, ao ver Juampi pela última vez vestido de azul.
  3. Mauro Beting, em seu blog : Sorín já havia conseguido a proeza de receber elogios –ou o silêncio elogioso– de atleticanos por tudo de lindo que fez pelo Cruzeiro. Para os mais de 40 mil que foram à despedida dele do fútbol, assim mesmo, na língua-mãe de Juampi, conseguiu mais uma vez se superar: fez brasileiros e argentinos falarem a mesma língua. Honrarem dos raros que vestiram camisas rivais com o mesmo amor. Como se fosse só uma. Como se ele realmente fosse só um. Grande Sorín. Como não tenho mais palavras, repito as que escrevi quando você anunciou a aposentadoria: Em campo, começava o jogo na lateral esquerda. Se a bola fosse do Cruzeiro de 2000 a 2002, ou da grande Argentina de Marcelo Bielsa no mesmo período, em segundos já estava na área rival, como se fosse centroavante, para subir de cabeça como um Yao-Ming de 1m73. Como mágica, no contragolpe rival, lá irrompria Juampi na área celeste para aliviar o perigo, para assumir a bucha, para ganhar as bolas que para ele não eram perdidas. Prefiro dizer que Sorín atacava e Juampi defendia. Porque, por vezes, tive a impressão de ver no Mineirão ou pela TV uma mesma camisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando não fez muito mais. E não só pelo Cruzeiro. Pergunte a algum atleticano se ele respeita e admira alguém pintado de azul. A resposta é “sim”. É Sorín. Vá além de Minas e pergunte nas gerais do Brasil: tem algum gringo que você gostaria ver não apenas jogando, mas suando por sua camisa? “Sim”. Sorín! Jogador Mercosul. Integração entre brasileiros e argentinos, cruzeirenses e atleticanos. Tão bom dentro quanto fora de campo. Daqueles que só fazem bem ao esporte e à vida. Tanto que, sabedor das más condições clínicas que não o fizeram ainda maior do que foi por estes trópicos, preferiu pendurar as imortais chuteiras a eventualmente prejudicar o Cruzeiro que tão bem defendeu – e atacou, e marcou, e correu. Não vá embora, Sorín. Ou vá como você ia ao ataque: vá e volte ao mesmo tempo.
  4. Mário Marra, em seu blog: A despedida do argentino Sorín foi mais um belo gol dele. Noventa toneladas de alimentos foram arrecadadas. Muitos vão se alimentar com isso. Construir uma imagem de craque pode até ser fácil, mas ser uma pessoa que quer e pratica o bem de forma natural e espontânea é mais complicado. Ao mestre Sorín o meu agradecimento por mais uma lição.
  5. Jaeci Carvalho, em sua coluna da edição online do Estado de Minas: O ídolo eterno – Hoje se encerra a carreira de um dos jogadores mais brilhantes do futebol argentino e um dos maiores ídolos cruzeirenses, mesmo tendo defendido o clube pouco tempo em relação a outros monstros sagrados que estão nas mentes e corações dos torcedores. Juan Pablo Sorín, argentino de nascimento, mas mineiro de coração, tem uma relação de amor com o torcedor, muito fácil de explicar: garra, vontade, determinação, suor e sangue foram os ingredientes usados por ele com o uniforme azul, que deixaram a galera enlouquecida, a ponto de lotar o aeroporto para recebê-lo de volta, ano passado. É verdade que, na última passagem, pouco jogou, por causa das contusões, mas nem essa ausência forçada o separou de sua gente, de seu amor. Acho essa aposentadoria prematura. Aos 33 anos, Sorín ainda poderia jogar muita bola, pois tem técnica e habilidade, qualidades em falta nos dias atuais. Não o considero o maior lateral-esquerdo da história do Cruzeiro, pois jamais o vi como lateral. Sempre o achei um jogador moderno, que ocupava todos os setores do campo e volta e meia aparecia na frente para fazer gols. Foi com esse espírito guerreiro que conquistou a massa, que esta noite lotará o Mineirão, para gritar pela última vez: “Rei, rei, rei, Sorín é nosso rei”. Poucas vezes, nos meus quase 50 anos, vi jogador tão amado por uma torcida em tão pouco tempo. Há atletas que passam uma década no clube e saem sem deixar saudade. Outros passam dois, três, quatro anos e deixam uma saudade eterna. Como Juampi, que fez da camisa azul sua segunda pele e logo se identificou com a marca Cruzeiro. Do primeiro ao último jogo, o desta noite, mostrou que ele e a equipe nasceram um para o outro. E a gente sabe que esse tipo de amor à primeira vista, verdadeiro e sincero, jamais termina. Sorín vai pisar o gramado do Mineirão, levando no colo sua maior riqueza, seu maior título, seu maior troféu: a filha, Elisabetta, que nasceu e vive em BH e, como Sorín e Sol, também vai amar nossa cidade. Com certeza, a emoção será indescritível. Ele sonhou pisar esse mesmo gramado contra o Estudiantes, na finalíssima da Libertadores. Mas acabou preterido. Desprezo que não lhe tirou o amor pelo Cruzeiro. As pessoas passam e a instituição fica. Sorín é grande o suficiente para assimilar esses golpes que a vida lhe prega. Esta será a sua grande noite. Pelo Mineirão, desfilarão craques de hoje e de ontem, como o chileno Marcelo Salas, Raí e Sócrates, entre outros. Sorín terá a honra de receber seu primeiro treinador, Ramón Yiyo, que o viu dar os primeiros toques na bola, no Societé Parque, em Buenos Aires; e também quem o levou à Primeira Divisão, no Argentinos Juniors, Luis Soler; além do brilhante José Pekerman, que o levou para a Seleção Sub-17, para a Sub-20 (campeã mundial) e lhe deu a braçadeira de capitão da Argentina na Copa da Alemanha’2006. Vários amigos estarão em BH e outros não puderam vir, devido a compromissos assumidos anteriormente.  Sorín, Sol e Elisabetta, anfitriões de primeira, esperam deixar a torcida feliz e emocionada. Na preliminar de Cruzeiro x Argentinos Juniors, haverá um jogo de artistas e, logo depois, show do grupo mineiro Skank. Um jantar encerrará a festividade. Noite inesquecível para quem pisou tantos gramados do mundo e honrou os torcedores com um futebol de técnica, garra e vontade de vencer. Quando o árbitro apitar o fim do jogo, Sorín dará sua última volta olímpica, saudará a plateia e agradecerá o apoio, carinho e amor que os torcedores sempre lhe dedicaram. Para ele, não será só o fim de uma carreira, mas também o começo de uma vida longe dos campos, que, com certeza, se estenderá a outros caminhos no futebol e no próprio Cruzeiro. Afinal, a vida do ídolo se confunde com a história do clube e de sua apaixonada torcida. Parabéns, Sorín, que Deus e São Judas Tadeu o iluminem sempre. A torcida do Cruzeiro lhe agradece por tudo. Até breve.
  6. Victor Pimentel, blogueiro do Blablagol: Estamos nos tempos de negociação no futebol. Se a coroada não vai se acostumar a isso e se lamentar, a turma mais nova não sabe o que é um jogador ficar 15 anos em um clube. Ora, use-se isso, não? Valorizar, criar e cultivar os ídolos do presente ajuda a criar uma identificação, e é dever do clube (qualquer que seja) forçar a barra para isso. Nós usualmente somos chatos quanto a ídolos de uma temporada, mas os mais novos são sedentos por ele. É bonito que alguém fale dos jogadores que não viu jogar, mas é impossível que tenham admiração sem um ícone de seu tempo. Parabéns ao Cruzeiro pela iniciativa.
  7. Evandro Oliveira, webmaster do Cruzeiro.Org:  Se alguns podem falar mal do técnico num jogo festivo, posso falar sobre outras coisas que ninguém fala. Devemos ressaltar que, a festa foi como foi e do porte que foi, com repercussão internacional, muito em função do desejo e da capacidade de um cara chamado Sorín. Muito, mas muito mesmo, do que foi feito, o foi por que o jogador determinou algumas coisas. Algumas negociações foram feitas porque “o Sorin quer assim”. Ele era o dono da festa em todos os sentidos e duvido que algumas pessoas no Cruzeiro tenham aprendido a fazer um evento como este ou queriam fazer como este. O Cruzeiro descobriu, a fórceps, o que a torcida (alguns rabugentos) vem dizendo há algum tempo. marketing esportivo como o feito com o evento do Sorín não é marketing de prateleira. Uma pena que a torcida do Cruzeiro ou ao menos garnde parte dela e a própria mídia, não consegue ver algumas coisas. Sorín vinha para Belo Horizonte para se tratar, o Movimento Volta Sorín conseguiu coisas que poucos acreditavam. O Sorin voltou! é isso que a torcida cantava ontem na despedida do jogador. A patuléia só tem que aplaudir. O Sorín foi dono da festa em toda a sua concepção e acepção. Só para não dizer que tudo são flores, não acredito que muita gente tenha aprendido alguma coisa. Alguns não aprenderam nada com as várias lições dadas Pelo Sorín. Gracias, Juanpi!
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ZZP: “O time foi imaturo na final da Libertadores”

domingo, 25 de outubro de 2009
  • Conformar [com a perda da Libertadores], não vou me conformar nunca. Mas fazendo uma na análise fria, vejo que o time foi imaturo. O Verón fez o que quis em campo. Deu pontapés, intimidou nossos jogadores e até apitou a partida. Faltou maturidade ao Cruzeiro. Foi uma lição dura, sofrida, mas importante para o nosso futuro. (Zezé Perrella, em entrevista ao blog do Cosme Rímoli)

Transferência de responsabilidade. O Cruzeiro perdeu porque o Estudiantes tinha mais time. O que já havia demonstrado nas três partidas anteriores entre ambos pela Libertadores.

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O destino do Gladiador

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Kleber não quer mais jogar no Cruzeiro! Ou melhor, quer, mas sob a condição de jamais ser vaiado. Não tem jeito. Torcedor é vaiante por natureza e ofício.

Melhor, então, a gente escolher, logo, o time para o qual mandar o atacante em 2010.

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A coletiva do blogueiro – Parte V

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Agora, chega! Ponto final.

  1. BethComo conheceu a sua esposa, que é minha conterrânea? Foi lá na minha querida Itabira? Não, foi na Praça Sete, mesmo. Fazíamos o mesmo cursinho e, para driblar as colegas que viviam me assediando no intervalo das aulas, ela começou a me levar pra tomar cafezinho no Pérola. Depois, veio aquela conversa de passear na Fazenda Palestina, lá em Itabira. Quando percebi, estava encoleirado. 
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Torcedores brasileiros da Argentina

sábado, 12 de setembro de 2009

Ernesto Araújo

A Seleção Brasileira classificou-se pra Copa 2010 com antecipação e, mesmo com várias ausências, fez um jogo de boa qualidade contra o Chile.

Nilmar, Maicon, Daniel Alves, Luizão e Elano mostraram muita técnica.

Por outro lado, a Argentina perdeu para o Paraguai e está próxima da repescagem.

Muitos brasileiros comemoram esta situação. Nem todos, contudo, pois vários torcem pela  Argentina.

Algo impensável décadas atrás, esse fenômeno se alastra por alguns motivos.

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O arestoso

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

É incrível a capacidade do treinador do Cruzeiro de criar arestas. Cada entrevista dele gera algumas quedas de braço inúteis e desgastantes.

Adílson não deve ter assessor de imprensa, empresário e muito menos plano de carreira. Expõe o que lhe dá na telha.

Uma festa pra seus inimigos. É um arestoso nato e praticante.

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Na prateleira de cima

domingo, 6 de setembro de 2009

Ernesto Araújo

Esta semana a Federação Internacional de História e Estatístca do Futebol (IFFHS) atualizou seu ranking de clubes colocando o Cruzeiro em 9º lugar.

O instituto é reconhecido pela FIFA e classifica os clubes há 18 anos.

Para o Cruzeiro, que alcança sua melhor posição desde 1991, este 9º posto é um marco.

Os rankings da IFFHS sempre foram muito contestados e polêmicos, em virtude do pouco conhecimento do público acerca de seus critérios.

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