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Quarta-feira de bola murcha

quarta-feira, 3 de março de 2010

A 100 dias do Mundial, as seleções deram seus últimos retoques na rodada amistosa desta quarta-feira gorda de futebol magro.

Em Munich, Alemanha 0×1 Argentina. No banco alemão, um treinador parecido com o cocalero Evo comandando uma seleçãozinha só um tiquinho melhor do que a do índio de butique do altiplano.

No banco argentino, um Maradona cada vez mais parecido com uma respeitável e empetacada senhora de meia idade.

Em campo, uma tristeza só. A Argentina ainda se safa com uns caras bons de bola como Verón e, e, e Messi?, sei lá, o ratinho continua sem dizer a que veio.

Na Alemanha, nada de novo além de um Ballak querendo ser mais realista do que o Materazzi.

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27ª CAN, Grupo D: Eto’o, Katongo, Ovono

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mauro França

Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia.

CAMARÕES

  • Outra grande potência africana. Vai para a sua sexta Copa, recorde na África. Camarões disputa pela 16ª vez as finais de CAN, sétima consecutiva. Depois de 1982, só ficou de fora uma vez, em 1994. Chegou à final seis vezes, conquistando 4 títulos (1984, 1988, 2000, 2002). Foi vice em 2008, batido pelo Egito. Tem ainda um título de campeão olímpico, em 2000. É o 1º do ranking africano e o 11º do mundial. Camarões tropeçava nas eliminatórias quando o francês Paul Le Guen foi contratado, em julho de 2008. Sob o seu comando a equipe se recuperou, venceu quatro jogos consecutivos e garantiu vaga na Copa. Feito que lhe valeu a renovação do contrato até o final deste torneio. Eto’o (Inter de Milão), em sua sexta CAN, é o grande astro dos Leões Indomáveis, que contam ainda com os experientes Rigobert Song (Trabzonspor), capitão da equipe, e Geremi (Newcastle).  Bassong (Tottenham), contundido, é a ausência mais sentida. A preparação final foi feita em Nairobi, Quênia.

GABÃO

  • Fez boa campanha nas Eliminatórias, a ponto de sonhar com a vaga na Copa, mas foi ultrapassado por Camarões nas duas rodadas finais. Volta à fase final da CAN depois de uma década ausente, na sua quarta participação. Seu melhor resultado foi chegar às quartas-de-final em 1996, que espera ao menos igualar. O Gabão, em conjunto com a Guiné Equatorial, sediará a próxima CAN. Ocupa a 8ª posição no ranking africano e a 48ª no mundial. Desde 2006 o treinador dos Panteras é Alain Giresse, ex-jogador da França, que montou uma equipe sem grandes estrelas, mas forte no conjunto. O atacante Daniel Cousin (Hull City) é o principal destaque, ao lado do experiente goleiro Didier Ovono (Le Mans) e do trio formado pelos irmãos Aubameyang, Catilina (sem clube), Willy (Avellino) e Pierre-Emerick (Lille). No último amistoso de preparação, Gabão venceu Moçambique por 2×0.

ZÂMBIA

  • Em sua 14ª presença em finais de CAN, o objetivo é alcançar ao menos as quartas-de-final. Pode parecer modesto, mas desde 1996, quando foi 3º, Zâmbia não passou da fase de grupos nas cinco edições que participou. Seus melhores resultados são dois vices, em 1974 e 1994. Ocupa o 17º posto do ranking africano, 84º do mundial. O técnico é o francês Herve Renard, desde maio de 2008. O sucesso dos Chipolopolos (Balas de Cobre, no idioma bemba) depende do desempenho dos irmãos Katongo, Christopher (Armenia Bielefeld), atacante, e Felix (Mamelodi-RSA), meia. Outro destaque é o goleiro Mweene (Free States Stars-RSA). Oito jogadores atuam na África do Sul e sete em times de segunda linha da Europa. No último amistoso, Zâmbia empatou com a Nigéria, 0×0, em Durban, África do Sul.

TUNÍSIA

  • A Tunísia teve a vaga na Copa nas mãos. Precisava apenas de uma vitória sobre Moçambique na última rodada, fora de casa, mas perdeu e foi ultrapassada pela Nigéria. Foi a primeira Seleção africana a vencer em Copas, em 1978 (3×1 sobre o México).  Participou de 4 Copas (1978, 1998, 2002, 2006) e chega a sua 14ª final de CAN, da qual foi campeã em 2004, quando sediou pela 3ª vez a competição. Ocupa o 10º lugar no ranking africano e o 53º no mundial. O fracasso nas eliminatórias levou a Federação tunisiana a trocar o português Humberto Coelho por Faouzi Benzarti, treinador do Esperance de Túnis. 16 dos 23 convocados, por sinal, jogam no país. O zagueiro Haggui (Hannover-96) e o meia Darragi (Esperance), são os destaques.

27ª CAN, Grupo C: Nelinho, Kanu e Tico-tico

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mauro França

Egito, Nigéria, Moçambique e Benin.

EGITO

  • Mesmo não disputando uma Copa do Mundo desde 1990, não pode ser descartado da briga pelo título. Afinal, trata-se do bicampeão africano, recordista em participações e número de títulos da CAN. Disputa as finais pela 22ª vez, desde 1984 de forma consecutiva. Conquistou 6 títulos, incluindo o bicampeonato nas duas últimas edições. Nas quatro vezes que sediou a competição venceu 3 (1959, 1986, 2006) e perdeu uma (1974). Ocupa o 4º lugar no ranking africano e o 24º no mundial. No comando dos Faraós desde 2004, o técnico Hassan Shehata tem a dura missão de recuperar a equipe depois da traumática derrota para a Argélia, que lhes custou a vaga na Copa. Para complicar, perdeu importantes opções ofensivas, como Aboutrika (Al Ahly) e Barakat (Al Ahly), contundidos, além de Mido (Zamalek) e Zaki (Wigan), por opção técnica. Ahmed Hassan (Al Ahly), mais de 150 jogos pela Seleção, Mohammed Zidan (Borussia Dortmund) e o veterano goleiro Al-Hadary (Sion) são os destaques.

NIGÉRIA

  • Pode não ter mais o brilho de outras épocas, mas ainda merece respeito. Depois de três participações consecutivas (1994, 1998, 2002) e uma ausência (2006), garantiu vaga na Copa-2010 batendo a Tunísia na última rodada das eliminatórias. Chega a sua 16ª participação em finais, tendo chegado à decisão em 6, conquistando 2 títulos (1980, 1994). Em outras 6, ficou com o 3º lugar.  Em Olimpíadas, conquistou uma medalha de ouro (1996) e uma de prata (2008). Ocupa a 3ª posição no ranking africano e a 22ª no mundial. Shuaibu Amodu voltou a comandar os Super Águias em março de 2008 e pela segunda vez os levou à Copa. É considerado o técnico nigeriano mais bem sucedido, mas mesmo assim é contestado no país. A equipe carece de maior poder de criação, dependendo apenas de Mikel (Chelsea) para a armação. Por conta da condição de Obafemi Martins (Wolfsburg), em recuperação de contusão, Amodu convocou seis atacantes, entre eles Victor Obinna (Málaga) e o veterano Kanu (Portsmouth). A preparação foi encerrada com um amistoso contra Zâmbia, em Durban, que terminou empatado em 0×0.

BENIN

  • Chegam à sua 3ª final de CAN, segunda consecutiva, com o objetivo declarado de ultrapassar a fase de grupos. Já seria uma façanha e tanto, diante dos adversários. Ao menos uma boa campanha seria bem vinda, estabilizando a Seleção como força intermediária no continente. Benin ocupa o 11º posto no ranking africano e o 59º no mundial. O treinador dos Esquilos é o francês Michel Dussuyer, no comando desde junho de 2008. Os principais jogadores são os mais Sessegnon (Paris SG) e Ogoumbiyi (Guingamp) e os atacantes Omotoyossi (Metz) e Poté (Nice). Entre os 25 pré-convocados, 10 atuam na França e 6 no próprio país. O restante está espalhado por Bulgária, Turquia, Irlanda, Inglaterra e outros países africanos.

MOÇAMBIQUE

  • Volta a disputar a final da CAN depois de 12 anos, comemorado como se fosse um renascimento da grande fase nos anos 50/60, quando revelava craques como Eusébio e Coluna. Em pouco menos de três anos, os Mambas subiram mais de 50 posições no ranking mundial da FIFA, ocupando atualmente o 72º posto e o 14º no africano. O holandês Martin Nooij, que assumiu o comando em fevereiro de 2007, é o responsável pela ascensão de Moçambique. Um dos seus problemas é a falta de bons atacantes. Nos últimos seis jogos das eliminatórias, a equipe marcou apenas um gol. Dos 25 convocados, 11 atuam no país, entre eles o meia Nelinho (Desportivo Maputo). O restante está espalhado entre África do Sul, Portugal, Egito, Grécia e Chipre. Os zagueiros Mexer (Sporting), Simão (Panathinaikos) e Dário (Al Kharitiyah-CAT) e o veterano atacante Tico-Tico (Jomo Cosmos) são destaques.