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Mestre Zelão, ídolo da facção over 50

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

João Chiabi Duarte

Sou fã incondicional de José Carlos Bernardo, o Mestre Zelão. Quando ele veio do Sport, de Juiz de Fora, para o Cruzeiro, seu futebol já era reconhecido como o de um fora-de-série.

Mas, no Cruzeiro, ele encontrou Wilson Piazza e Dirceu Lopes no meio-campo. Naquela época quase todas as equipes adotavam o 4-2-4.

Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira formavam o quarteto atacante. Não havia disponibilidade de vagas na Academia Celeste.

Só que mestre Zelão era bom demais, passava meses sem errar um passe, e não demorou muito, o Cruzeiro teve que arranjar uma fórmula para torná-lo titular.

A primeira vez que vi Zé Carlos jogar foi na minha estréia no Mineirão, num RapoCota que terminou 3×3, em 26nov67.

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Vélez Sarsfield, antiga pedra na chuteira celeste

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mauro França

HISTÓRIA

A fundação do Vélez seguiu um roteiro semelhante ao de centenas de outros clubes surgidos nas primeiras décadas do século XX.

Em um dia no final de 1909, três rapazes buscaram abrigo de uma chuva torrencial na estação de trem Vélez Sarsfield, no bairro de Floresta, região oeste de Buenos Aires. Ali, tiveram a idéia de fundar um clube.

A reunião de fundação aconteceu no dia 1º de janeiro de 1910, na casa de um deles nas proximidades da estação, cujo nome homenageava um distinto jurista argentino do século XIX, Dalmácio Vélez Sarsfield, e que acabou sendo adotado pelos fundadores. Nascia assim o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield.

A primeira camisa era branca, pela maior facilidade de encontrar tecidos nessa cor. Pouco depois da fundação, passou a ser azul marinho.

Em 1914, foi alterada para listrada nas cores verde, vermelha e branca, por influência dos muitos sócios italianos que haviam ingressado no ano anterior. Nessa ocasião, o nome foi abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield.

Em 1919, o clube ingressou na primeira divisão do futebol argentino. Em 1923, José Almafitani, um cronista esportivo descendente de italianos, assumiu a presidência.

O clube alugou um terreno no bairro de Villa Luro e construiu ali o seu primeiro estádio, com tribunas de madeira, que na década de 30 receberia o apelido de El Fortín (O Forte). Nele se realizou o primeiro jogo noturno na Argentina, em 1928.

A origem do uniforme atual do clube é curiosa. Em 1938, os dirigentes receberam uma proposta de um comerciante, que oferecia a baixo custo um estoque de camisas brancas com um grande V em azul no peito, originalmente encomendadas por uma equipe de rugby, que não foi buscá-las. A oferta foi aceita e desde então este se tornou o uniforme oficial do clube.

O Vélez viveu um momento crítico em 1940, quando foi rebaixado para a segunda divisão, pela primeira e única em sua história. As conseqüências foram danosas. O clube foi despejado do terreno do estádio, perdeu vários jogadores e uma centena de sócios.

Em meio à crise, em 1941, José Almafitani foi novamente eleito presidente e comandou a reconstrução do clube. Conseguiu a cessão de um terreno pantanoso no bairro de Liniers e nele construiu um novo estádio, inaugurado em 1943. Nesse mesmo ano, o Vélez retornou à primeira divisão.

Posteriormente o estádio foi totalmente reformado, ganhando estrutura de cimento. O novo Fortín foi inaugurado em 1951. Em 1978, por ocasião do Mundial, passou por nova reforma, que ampliou sua capacidade para 50.000 espectadores.

Almafitani foi o maior presidente da história da história do Vélez, tendo ocupado a sua presidência por 28 anos, até 1969, quando faleceu aos 74 anos. 

TÍTULOS

O primeiro título conquistado pelo Vélez foi o Campeonato Nacional de 68. Na equipe despontava Carlos Bianchi, então juvenil, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube.

Bianchi jogou 324 partidas e anotou 206 gols, nos períodos de 67-73 e 80-84. No intervalo entre as duas passagens, jogou na França, no Stade de Reims e no Paris St. Germain. Foi artilheiro do campeonato argentino em três temporadas e em cinco do francês.

Como técnico Bianchi dirigiu o Vélez em seu período mais glorioso. Sob seu comando, o clube conquistou três campeonatos argentinos (Clausura em 93 e 96 e Apertura em 95), uma Libertadores (94) e um Mundial Inter-Clubes (94).

Bianchi conquistou ainda quatro títulos argentinos, três Libertadores e dois Mundiais pelo Boca Juniors.

Na final da Libertadores em 94 o  Vélez bateu o São Paulo. Fez 1×0 em Liniers, perdeu pelo mesmo placar no Morumbi e venceu nos pênaltis por 5×3. Conquistou o Mundial ao derrotar o Milan por 2×0, com a seguinte formação:

  • José Luis Chilavert, Hector Almandoz, Roberto Trotta, Victor Hugo Sotomayor e Raul Cardozo; José Basualdo, Marcelo Gómez, Christian Bassedas e Roberto Pompei; Omar ‘Turco’ Asad e José Oscar ‘Turu’ Flores.

Com praticamente a mesma base, comandada por Osvaldo Piazza, ex-auxiliar técnico de Bianchi, o Vélez conquistou a Supercopa de 96, batendo o Cruzeiro. 

Nesse período, ganhou ainda uma Copa Interamericana (94) e uma Recopa (97). E mais um Clausura, em 98, já sob o comando de Marcelo Bielsa.

Passado esse período de glórias, o Vélez voltaria a conquistar o Clausura em 2005, repetindo o feito em 2009, título que lhe deu o direito de participar da Libertadores-2010, no ano do seu centenário.

CONFRONTOS COM O CRUZEIRO

Vélez e Cruzeiro já se enfrentaram 8 vezes. Foram 4 vitórias argentinas, contra três do Cruzeiro e um empate. Os dois primeiros jogos foram amistosos.

O primeiro foi no Mineirão, em 69, com vitória celeste por 2×1. Em 71, nova vitória celeste, desta vez por acachapantes 6×3, em jogo realizado em La Bombonera. O Vélez chegou a abrir 3×0 e o Cruzeiro virou o marcador.

Cruzeiro 6×3 Vélez Sarsfield, sábado, 06fev71, Estádio La Bombonera, Buenos Aires, Copa Montevidéu – Gols: Zotola, 10, Bianchi, 32, Benton, 36, Zé Carlos, 44 do 1º tempo; Lima, 5, Zé Carlos, 7, Roberto Batata, 8, Dirceu Lopes, 15 e 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann (Jorge), Lauro, Brito (Morais), Aloísio e Vanderlei Lázaro (Neco); Wilson Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Tostão e Lima. Tec: Ilton Chaves. Vélez: Cabalero, Gallo, Romeo, Zotola e Correa; Rios e La Palma; Cotton, Benton, Carlos Bianchi e Benito – Nota – Carlos Bianchi mais tarde seria treinador do Vélez e do Boca pelos quais conquistou vários títulos internacionais.

As duas equipes voltariam a se enfrentar pela fase de grupos da Libertadores-94. No Mineirão, empate de 1×1. Em Liniers, vitória do Vélez por 2×1. O Vélez terminou em 1º e o Cruzeiro em 2º no grupo, à frente de Palmeiras e Boca Juniors.

Cruzeiro 1×1 Vélez, quarta-feira, 09mar94, 21h45, Mineirão, Belo Horizonte, fase de grupos da Libertadores 94 – Público: 21.749 – Juiz: Oscar Velázquez (Paraguai) – Gols: Ronaldo, 20seg, Asad, 43 do 1º tempo - Cruzeiro: Dida, Paulo Roberto Costa, Célio Lúcio, Luisinho e Nonato; Douglas, Toninho Cerezo e Luiz Fernando Flores; Cleison (Macalé), Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Enio Andrade / Vélez: José Luiz Chilavert, Almandoz, Trotta, Sotomayor e Cardozo; Basualdo, Campagnucci, Gomez, Bassedas, Asad (Pellegrini), Flores (Galeano). Tec: Carlos Bianchi.

Depois do jogo, Carlos Bianchi explicou sua estratégia para impedir que o Fenômeno liquidasse seu time:

  • “Eu tinha que escolher entre impedir que os laterais cruzassem ou que o centroavante jogasse. Optei por concentrar meus homens na marcação pelo meio da defesa e cedi espaços pelos lados. Assim, encontrando facilidades pelas laterais, eles passariam o tempo cruzando e minha defesa cortando de cabeça.”

O Cruzeiro caiu na armadilha. Cruzou dezenas de bolas, aparentou domínio absoluto da partida e a torcida foi pra casa com a sensação de que o resultado tinha sido injusto.

Em 96, Cruzeiro e Vélez fizeram a final da Supercopa. Os argentinos levaram a melhor, com duas vitórias. No Mineirão, 1×0, gol de pênalti de Chilavert, aos 43 do 2º tempo. Em Buenos Aires, 2×0. Nonato, Donizete, Fabinho e Pellegrini foram expulsos.

Velez 2×0 Cruzeiro, quarta-feira, 04dez96, 21h45, Estádio José Almafitani, Buenos Aires, 2ª partida da final da Supercopa 96 -  Juiz: Júlio Mattos (Uruguai) – Vermelhos: Nonato, Donizete, Fabinho (Cru), Pellegrini (Vel) – Gols: Camps, 3, Gelson (contra), 7 do 1º tempo. Cruzeiro: Dida, Vitor, Gelson Baresi, Gilmar, Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison, Palhinha (Donizete), Paulinho e Ailton (Da Silva). Tec: Levir Culpi / Vélez: Chilavert, Zandoná (Mendez), Sotomayor, Pellegrino, Cardozo; Husaín, Gomes, Bassedas, Morigi, Camps (Asad), Posse (Pandolfi). Tec: Oswaldo Piazza.

Na última vez que se enfrentaram, nova vantagem do Vélez, que eliminou o Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul Americana de 2005. Os argentinos fizeram 2×0 em Buenos Aires e o Cruzeiro, 2×1 no Mineirão.

NA LIBERTADORES

O Vélez chega a sua 11ª participação na Libertadores (80, 94, 95, 97, 99, 01, 02, 04, 06, 07). Fora o título em 94, sua melhor participação foi em 80, quando alcançou as semifinais. Na sua última participação, em 2007, foi desclassificado nas oitavas. No total, foram 85 jogos, com 38 vitórias, 27 empates e 20 derrotas, 113 gols a favor e 78 contra.

HOJE

O técnico do Vélez é Ricardo Gareca, que completará 52 anos justamente no dia do jogo com o Cruzeiro. Apelidado de ‘Ei Tigre’, foi um atacante competente.

Revelado pelo Boca em 78, jogou também no Vélez entre 89 e 92. Fez 20 partidas e marcou 6 gols pela Seleção Argentina. Parou de jogar em 94 e no ano seguinte iniciou sua carreira de treinador. Está no Vélez de janeiro de 2009. 

Em 2009, o Vélez conquistou o Clausura e terminou em 5º lugar no Apertura. No atual Clausura ocupa provisoriamente a 1ª colocação (a 3ª rodada ainda não se completou) com 7 pontos. Empatou em casa com o Colon, 1×1; venceu o Arsenal, 3×0, fora; e no último sábado derrotou o Gymnasia La Plata em casa, 2×1, atuando com o time reserva.

Contra o Arsenal, o Vélez jogou com

  • Germán Montoya, Fábian Cubero, Sebástian ‘Sebá’ Dominguez, Nicolás Otamendi e Pablo Lima; Nicolás Cabrera, Leandro Somoza, Victor Zapata e Maximiliano Moralez; Hernán Rodrigo Lopez e Juan Manuel Martínez.

Fora uma ou outra alteração de última hora, este deve ser o time que enfrentará o Cruzeiro.

Mauro França, 46, cruzeirense, economista, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (III)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

[Clique para ler as partes UM e DOIS]

Depois da sofrida classificação para a fase semifinal, o Cruzeiro disputou sete partidas pela 1ª fase do Campeonato Mineiro, entre 20abr75 e 14mai75, antes de voltar suas atenções para o torneio sul-americano.

Os adversários na semifinal seriam os argentinos Rosário Central e Independiente, dois grandes times, especialmente o segundo, à época tricampeão da Libertadores.

O Independiente entrou diretamente na fase semifinal como campeão de 1974 (quando derrotou o São Paulo na final). O Rosário classificou-se como 1º colocado do Grupo 1, depois de uma disputa acirrada com o Olímpia do Paraguai e o rival Newell’s Old Boys, com o qual terminou empatado em pontos, vencendo pelo maior saldo de gols.

O clássico argentino abriu o Grupo B. Em 06mai75, jogando em casa, o Rosário derrotou o Independiente por 2×0. Na quarta-feira, 21mai75, Cruzeiro e Rosário se enfrentaram no Mineirão, que recebeu um público de 42.500 torcedores.

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Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (I)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

O Cruzeiro foi vice-campeão brasileiro em 1969, perdendo a Taça de Prata por ter um gol a menos de saldo que o Palmeiras no quadrangular final.

Este 2º lugar, contudo, bastava para que ele voltasse à Libertadores em 1970, mas a CBD vetou a participação dos brasileiros para não atrapalhar a preparação da Seleção para a Copa do Mundo.

De todo modo, o Cruzeiro teria dificuldades para disputar a competição, pois Fontana, Piazza, Zé Carlos, Dirceu Lopes e Tostão foram convocados, em fevereiro, por João Saldanha, para os treinos da Seleção.

Apenas Dirceu e Zé Carlos, cortados por Zagallo, em maio, poderiam participar de parte da competição, que seria vencida pelo Estudiantes (1×0 e 0×0 contra o Peñarol na decisão).

Tostão, Piazza e Fontana só se reapresentariam ao clube em julho, após a Copa do México. Com tantos desfalques, o prejuízo técnico e financeiro seria inevitável.

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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (III)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Clique para ler a  e a partes

O Cruzeiro terminou a fase classificatória do Robertão em 3º lugar no Grupo e não se classificou paras finais do torneio, que seria conquistado pelo Palmeiras.

Livre dos compromissos no âmbito doméstico, a Academia celeste pode se concentrar exclusivamente nos jogos da semifinal da Libertadores.

A missão seria dificílima. O Nacional era o campeão uruguaio e o Peñarol, após vencer Real Madrid, no ano anterior, em Madrid (2×0) e em Montevidéu (2×0), campeão mundial.

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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (II)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Para ler a 1ª parte do texto, clique aqui.

O Cruzeiro fez os jogos de volta do Grupo 1 contra os times venezuelanos, em meio à disputa do Robertão.

No sábado, 18mar67, fez sua estréia no Mineirão em jogos da Libertadores, vencendo o Deportivo Galícia por 3×1, gols de Tostão (2) e Zé Carlos (1).

O fato de um jogador do nível de Zé Carlos ser reserva atesta a qualidade daquele time.

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Procópio, a raça e a classe de um dragão…

sábado, 23 de janeiro de 2010

Salinas-MG, 21mar39

  • “Procópio jogou de espora e penacho como um Dragão de Pedro Américo.”

A imagem que Nelson Rodrigues usava para incensar os heróis do Fluminense ajustava-se ao estilo imponente de Procópio Cardozo Neto.

E ficou perfeita na crônica do dia seguinte ao Fla x Flu, pelo Torneio Rio-São Paulo, em 22abr64, em que Procópio fez o gol de empate aos 41 do 2º tempo:

  • “O Flamengo vencia por 1×0 quando desarmei o centroavante Aírton, lancei o Carlos Alberto Torres e fui pro ataque. Nosso lateral foi à linha de fundo, cruzou e eu peguei a bola de primeira, ainda no ar.”

O jornalista Ruy Castro explica:

  • “Era assim mesmo, sem mencionar o quadro, na certeza de que seus leitores sabiam que Pedro Américo foi um pintor e que o Dragão a que ele se referia não era o do São Jorge, mas um dos Dragões da Independência -regimento de cavalaria que escoltou Dom Pedro I no dia do Grito do Ipiranga-, que o pintor retratou.”

Em 1968, numa mesa-redonda da TV Belo Horizonte, João Saldanha também confessou sua admiração pelo becão:

  • “Procópio joga no meu time.”

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A atleticana Fátima e o cruzeirense Lukas

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Futebol é pra fazer amigos. Prova disto é que, em outubro, após uma troca de mensagens sobre futebol, livros e assuntos afins, ganhei uma nova amiga. E atleticana… Confiram:

  • Fátima – Onde consigo o livro Páginas Heróicas? Agradeço a atenção.
  • JS – Ele está esgotado, segundo a editora. Mas, com ajuda do Google, é possível encontrar alguma livraria que ainda o tenha pra vender. Se não encontrar, só esperando a Ediouro relançar a coleção Camisa 13. O livro do Cruzeiro deve sair com 100 páginas a mais e outras fotos. Só não sei exatamente quando.
  • Fátima – Olá, Jorge! Agradeço imensamente o retorno. Consegui achar o Páginas Heróicas  na Livraria FNAC, aqui em Curitiba. Vou presentear um cruzeirense fanático de 12 anos. Agradeço a atenção. Abs e sucesso, Fátima (torcedora do Atlético… Paranaense… eheheheheh)
  • JS – Foi um prazer ajudar. Mande a história desse jovem cruzeirense para o meu blog.
  • Fátima – Poxa, Jorge, será uma honra para o Lukas. Ele mora em Belo Horizonte e passará por Curitiba a caminho do Parque Beto Carreiro, semana que vem. Saberei detalhes da história dele com o Cruzeiro e, depois, te mando um escrito, ok? Agradeço tua generosidade. O garoto ficará feliz! Super abraço…
  • JS – Fátima, você é madrinha do Lukas?
  • Fátima – Não, sou apenas amiga do pai dele. Sou Bibliotecária. Nasci em Paranaguá, no litoral do Paraná. Agora já estou aposentada. Meus pais subiram a serra pra ganhar a vida e ficaram, pra sempre aqui, em  Curitiba. Por influência de meu pai, tornei-me atleticana. Neste Brasileiro, meu time está naquela zona de quem não vai para Sul-americana, nem será rebaixado. Não caindo, tá de bom tamanho…
  • JS – Boa sorte pro seu time, Fátima.
  • Fátima – Olá, Jorge! O Lukas esteve aqui no Paraná por três dias. Ele adorou o livro. E começou a leitura já na viagem de carro até Santa Catarina. Contei a ele os acontecimentos que me fizeram chegar até você e também da tua idéia de publicar a estória dele. Ele ficou empolgado e eu fiz algumas perguntas sobre a paixão dele pelo Cruzeiro. Veja aí como ficou. Agradeço a tua atenção, disposição e generosidade. Caso venha a publicar alguma coisa, por favor, me avise. Sucesso em todas as tuas realizações, Grande abraço sulista da Fátima. 
  1. Seu nome, sua escola? Lukas de Farias Sasaki, tenho 12 anos, faço a 6ª série no Colégio Santo Agostinho
  2. Seu time de coração… Cruzeiro, uai. Desde pequeno…
  3. Que situação ou pessoa o influenciou na escolha do time? Desde pequeno, fui incentivado por meu tio Alexandre e meu primo Gabriel, que são freqüentadores do Minierão. Um dia eles me levaram a um jogo do Cruzeiro e eu me encantei com a maior torcida de Minas.
  4. Sua família é toda cruzeirense? Quase toda. Tenho apenas dois tios que não gostam de futebol.
  5. Você participa de algum grupo ou comunidade de torcedores? Sim, da comunidade do Orkut.
  6. O que você acha do Mineirão? É um ótimo estádio, um dos maiores do Brasil. E é a casa do maior clube brasileiro do Século XX, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). O Mineirão já foi palco de inúmeras páginas heróicas do Cruzeiro como a Libertadores de 97, a Copa do Brasil de 2000 e a de 2003 e o Brasileiro de 2003.
  7. Já foi a jogos do Cruzeiro fora de Beagá? Sim. Já vi meu Cruzeiro acabar com o Fluminense no Maracanã…
  8. Você costuma assistir aos treinos do Cruzeiro? Já alguns na Toca da Raposa II.
  9. Conhece pessoalmente algum jogador? Sim, vários do elenco atual.
  10. Coleciona alguma coisa relacionada ao Cruzeiro? Sim. Autógrafos dos jogadores e fotos do time.
  11. É melhor asssitir jogos no estádio ou pela televisão? No estádio. É bem legal ver o Cruzeiro marcar gols e a torcida vibrar…
  12. Qual é a sensação de fazer parte da torcida do Cruzeiro? Incrível! É uma torcida acostumada com títulos, apaixonada e vitoriosa…
  13. Como você acomapnha as notícias do Cruzeiro? Conversando com amigos e pelo site oficial do clube.
  14. Como são as discussões sobre futebol na escola? Os cruzeirenses sempre ganham, pois têm mais coisas pra contar. Meu time é vencedor, não é como o adversário que possui apenas um título de expressão.
  15. Quais são seis ídolos? Tostão, Alex, Sorín e Dirceu Lopes.
  16. O que você acha do time atual do Cruzeiro? O time é bom e está voltando jogar bem e vencer, após a derrota da Libertadores.
  17. Se fosse técnico faria alguma mudança no time? Melhoraria a lateral-direita e o ataque.
  18. O que você sonha para o Cruzeiro em 2010? Quero o tri da Libertadores.
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Escrete adjetivado e apodado

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Caro JS,

Alguns jogadores ficaram conhecidos por adjetivos que os eternizaram.

Outros por apelidos que remetem a alguma característica fisionômica ou comportamental marcante.

Montei um timaço só com esses codinomes amosos. Confiram:

  • Muralha, Canhão da Toca, Xerifão, Enciclopédia e Capacete; Rei de Roma e Canhotinha de Ouro; Anjo das Pernas Tortas, Fenômeno, Rei do Futebol e Bailarino da Toca

Traduzindo:

  • Dida, Nelinho, Moisés, Nílton Santos e Junior, Falcão e Gerson; Garrincha, Ronaldo, Pelé e Joãozinho.

Dizem que a muralha era o Manga, mas pra mim é o  Dida.

Meu banco também é de luxo:

  • Mestre Zelão, Príncipe, Marechal, Violino, Imperador, Fabuloso, Clássico, Bigode, Pavilhão, Santo Milagreiro, Diamente Negro, Galinho de Quintino e Eterno Capitão.

No popular:

  • Zé Carlos, Dirceu Lopes, Perfumo, Carlinhos, Adriano, Luizinho, Luís Fabiano, Cerezo, Aírton, Marcos, Leônidas da Silva, Zico e Piazza.

Ficou muito ofensivo com este 4-2-4 clássico, não é mesmo? Mas achei muito divertido convocar estes caras pro meu escrete.

Abraço,

Agnaldo Morato

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Corintiãs 0×1 Cruzeiro: Três pontos na manha

domingo, 25 de outubro de 2009

Em 7º lugar com 45 pontos, o Cruzeiro ainda sonha com uma vaga na Libertadores 2010.

Na metade da tabela com 43 pontos, o Corintiãs só pretende vencer uma ou duas partidas e entrar logo em férias pra voltar mais cedo aos trabalhos visando a Libertadores, para a qual se classificou conquistando a Copa do Brasil.

No Cruzeiro, voltam o volante Fabrício e o armador Gilberto, mas o beque Leonardo Silva continuará fora da equipe.

O esquema deve ser o tradicional 4-4-2. Mas Adílson Baptista pode surpreender com o 3-5-2 lançando Thiago Heleno na zaga para reforçá-la contra os três atacantes corintianos.

Sem Marcelo Mattos, contundido, e com as voltas de Ronaldo e Alessandro, Mano Menezes lança Edu como volante de contenção e mantém seu esquema habitual, o 4-3-3.

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Memorial do Cruzeiro: história, ciência e diversão

sábado, 3 de outubro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não sei se há alguém, no clube ou fora dele, cuidando de alguma coisa relacionada diretamente ao memorial ou museu do Cruzeiro. De todo modo, gostaria de debater algumas questões a respeito do assunto.

As minhas sugestões não chegam a ser nenhuma excepcionalidade, até porque, mais importante do que as idéias propriamente ditas é colocá-las em andamento, sem perda de tempo -mesmo que seja a nível de projeto.

Inicialmente, penso que o memorial celeste deveria ter dois objetivos principais: registro da história e conquista de novos adeptos. Assim, o museu seria estruturado focalizando as crianças e os jovens.

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Nocaute Jack, craque das voadoras e cambalhotas

sábado, 19 de setembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não conheço ninguém mais politicamente incorreto do que as crianças. Elas não perdoam e, se tiverem que zoar, zoam mesmo, sem piedade. Pode ser em razão de alguma extravagância física (nariz, boca, orelha, cabelo etc), de um fora qualquer (hoje falam “mico”) ou ainda da escolha infeliz de um time para torcer.

Eu não fui diferente. Na minha infância (anos 60), eu chegava a ser desumano com os galináceos. Não deixava escapar nada, mas não perdia muito tempo discutindo o futebol, propriamente dito. Claro, a discussão avançava pouco, porque de um lado havia Tostão, Dirceu Lopes e Piazza, por exemplo. Do outro, Laci, Grapete e Décio Teixeira. A gente ria, discutir o quê?

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A coletiva do blogueiro – Parte II

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

E segue o trololó…

  1. RdishComo mudou sua percepção dos jogos do Mineirão após a proibição de venda de bebida alcoólica? Pra melhor, uai, como a sua e a de todos os demias beberrões barrados no estádio… Entre 78 e 83, eu bebia muita cerveja, depois dos jogos, no Bar 22, pra esquecer o que havia acabado de presenciar. Nessa época, ajudei a salvar a vida de um componente da Banda do Bororó, que, extraviado, saiu pelo lado errado do corredor e encontrou um bando de cruzeirenses bêbados. Não fôssemos eu e meu amigo Jeromim, que entramos em luta corporal com a turba até a polícia chegar, o tocador de tarol teria sido morto. O  garoto saiu nos braços dos guardas com fratura exposta num braço. Depois dessa insanidade, passei a olhar a birita em campo de futebol com reservas. Hoje em dia, apoio a proibição, que devia se estender ao estacionamento também. Bêbado é um perigo. E gasta dinheiro à toa, pois nem vê o jogo. E, se vê, não capisca coisa alguma. 
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O Jogo do Embaixador

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Numa quinta-feira à tarde, 04set69, dois grupos armados -ALN e MR8- sequestraram o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em Botafogo, Rio de Janeiro.

Doze militantes, três deles famosos ainda hoje, o deputado Fernando Gabeira, o Ministro Franklin Martins e um ex-secretáro de governo gaúcho, Paulo de Tarso Wenceslau, participaram da ação armada.

O embaixador foi trocado por 15 presos políticos -Wladimir Palmeira e José Dirceu, entre eles-, soltos no México. 

O sequestro relatado em O que é isto, companheiro?, livro de Fernando Gabeira, levado às telas por Bruno Barreto, teve graves erros de logística e o cativeiro foi logo descoberto pela polícia.

Sem saber como devolver o sequestrado, após o governo militar aceitar a troca, os militantes resolveram levá-lo até à saida do Maracanã, no domingo 067set09, para se dispersarem em meio à multidão que estaria deixando o estádio por volta de 17h.

Esta parte do plano deu certo. Os policiais que monitoravam o resgate perderam o grupo de vista e, após uma troca de carros, o embaixador foi deixado no Largo da Segunda-feira, a poucas quadras do estádio, onde tomou um táxi para voltar à embaixada.

Importa, aqui, contudo, é contar que o Jogo do Embaixador foi um Fluminense x Cruzeiro.

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Woodstock Quarentão

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Rodrigo Dylan

Quando o Síndico me pediu para escrever alguma coisa sobre os 40 anos de Woodstcok fiquei pensando por onde começar. É um assunto no qual mito e realidade quase sempre se confudem, assim como nas histórias daqueles grandes jogadores de antigamente quando não existia videotape.

A começar  pelo fato de 500 mil pessoas terem comparecido e no mundo todo mais de 10 milhões jurarem que estiveram lá. A mais bela música sobre o  tema, aliás, foi escrita  diante das imagens na televisão:

  • By the time we got to woodstock We were half a million strong /And everywhere there was song and celebration /And I dreamed I saw the bombers/Riding shotgun in the sky /And they were turning into butterflies above our nation.
  • No momento que nós chegamos a Woodstock / éramos meio milhão / E por toda parte havia canções e celebração / e eu sonhei que vi os bombardeiros / disparando tiros no céu e eles estavam se transformando em borboletas aos céus da nossa nação.

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Neto: “O elenco celeste é muito bom”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pitacos sobre o Coritiba 1×3 Cruzeiro, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Couto Pereira, Curitiba, em 09ago09:

  1. “Em Curitiba, seguindo o que já tinha falado anteriormente, não consigo entender como no ano do centenário do clube a diretoria monta uma equipe tão fraca. Meu Deus! Tomou um baile do Cruzeiro, que, apesar da recente má fase ‘pós’ perda da Libertadores, tem tudo para voltar às primeiras colocações. O elenco celeste é muito bom. Os mineiros podem seguir o exemplo do São Paulo, que vem arrebentando rodada a rodada”. (Neto, em seu blog)
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AB: “Não pago ônibus e faixa, nem faço média”

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Numa entrevista ao Lance! (está em algum post deste blog), em 2004, Adílson Baptista revelou seus clubes de coração: Atlético Paranaense, onde começou a jogar, Grêmio, pelo qual acumulou glórias e respeito da torcida, e Cruzeiro, pelos mesmos motivos e pela histórica qualidade de seu futebol.

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Cruzeiro 1×2 Corintiãs: Na Zona, após o assalto

domingo, 19 de julho de 2009

Ainda de ressaca pela perda da Libertadores, no meio de semana, Cruzeiro encara o Corintiãs, campeão da Copa do Brasil, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ronaldo Nazário, o Fenômeno, jogará no Mineirão pela primeira vez desde que se transferiu, em agosto de 1994,  do Cruzeiro para o PSV.

Adílson Baptista só tem um beque à disposição, Leonardo Silva, por isto, improvisa o volante Henrique na zaga central. Na armação, ele escala o juvenil Dudu.

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Cruzeiro 1×2 Estudiantes: Adiado o sonho do Tri

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Este foi o Cruzeiro 1×1 Estudiantes, jogo de volta da decisão da Copa Libertadores, no Mineirão, em 15jul09:

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