Posts com a Tag ‘decisão’
terça-feira, 20 de abril de 2010
Depois da derrota para o Ipatinga, tenho lido e ouvido teorias conspiratórias a dar com pau. Descarto todas, liminarmente.
Os conspiradões vão me perdoar, mas só acredito no óbvio. No visível a olho nu. No que dispensa mirabolantes exercícios de imaginação pra se sustentar.
E o que me parece mais claro, insofismável, real foi o erro estratégico do treinador Adílson Baptista na escolha do time pra enfrentar o Ipatinga.
Certamente, pra ele, o melhor time do campeonato não era melhor coisa nenhuma. Nem o baile tomado na fase classificatória o convenceu disto.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mauro França
A decisão de entrar com a força máxima disponível foi acertada. Mesmo que o resultado não tenha nenhuma importância em termos de classificação no Mineiro, trata-se do clássico, e é sempre bom ganhar do rival.
Além disto, como a temporada está no início, não há desgaste que justifique poupar algum jogador. E o jogo de quarta pela Libertadores vai ser no Mineirão, sem necessidade de viagem.
Fabrício, em recuperação de contusão, e Wellington Paulista, suspenso, são os desfalques mais notáveis. Elicarlos segue no time e Thiago Ribeiro forma a dupla de ataque com Kleber. A novidade é a presença de Roger no banco.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Em 3º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro continua sem Fabrício, contundido, e não terá Wellington Paulista, suspenso devido ao 3º cartão amarelo recebido na rodada anterior.
No Atlético-MG, 6º colocado, com 5 pontos, não jogam Zé Luiz, contundido, e Cáceres, expulso na rodada anterior.
O jogo vale pouco em termos práticos, pois 8 dos 12 participantes do campeonato vão se classificar para os pleiofes.
Devido à rivalidade, contudo, este RapoCota será duro, disputado na técnica e, principalmente, na tática. Os técnicos jogarão até mais do que os jogadores.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Ernesto Araújo
Num dos confrontos dos mais empolgantes do volei nacional da atualidade, o líder, Cruzeiro/Sada, enfrentou o tradicional Minas/Vivo pelo 2º turno da Superliga masculina, no ginásio da Rua da Bahia, em Belo Horizonte.
A equipe cruzeirense defendia uma série invicta de 18 jogos enquanto o sexteto da casa buscava se reabilitar da derrota para o Florianópolis/Cime.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.
Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.
Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar:
- “E como foi que não pensei nisto, antes?”
Aprendam:
- King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
- Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
- Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
- ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
- Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
- Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
- Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
- FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
- Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
- Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
- Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
- Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
- Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
- Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
- Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
- Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
- Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Após um minuto de silêncio para lembrar as vítimas do terremoto que arrasou o Haiti, Cruzeiro, todo de branco, e Paraná Clube, com o tradicional uniforme azul e vermelho, iniciaram a decisão de uma vaga para as oitavas-de-final da Copinha.
1º tempo
Os paranenses começarm mais espertos e descolaram dois escanteios no 1º minuto. Bem postado, o trio final celeste, com Gabriel Vasconcelos, Deivisson e Wesley, despachou as bolas levantadas pelo armador Vinícius.
Os minutos iniciais foram dos paranistas. Somente aos 5, Hyago levou o Cruzeiro ao ataque, indo à linha de fundo, pela esquerda, e arrematando cruzado. Rodolfo desviou a bola pra escanteio. Dudu cobrou, pela esquerda, jogando a bola na entrada da pequena área. Acossado por Wesley, Marcelo Carvalho chutou a bola contra seu próprio arco: Cruzeiro 1×0.
O Paraná teve chance de empatar aos 10 quando o centroavante Caio fez o pivô e rolou pro arremate forte de Vinícius. A bola passou rente ao poste esquerdo do arco de Gabriel Vasconcelos.
O Paraná, jogando no 3-6-1, avançou os alas e aproximou da área seu jogador mais talentoso, Vinícius, para pressionar a saída de bola celeste. O Cruzeiro, jogando no 4-3-2-1, tinha em Marquinhos e Eber dois leões-de-chácara a proteger sua bequeira.
Na frente, Dudu, sem posição fixa, e a dupla Allan Jr. e Sebá confundiam a defeza paranista com seus deslocamentos deslocamentos. De trás, apareciam, como surperesa, Elber e Hyago.
Aos 17, Vinícius cobrou falta, de fora da área, no ângulo superior direito de Gabriel, que voou pra mandar a bola a escanteio. Um minuto depois, Hyago avançou pela esquerda e chutou forte. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora.
Aos 20, Vinícius voltou a chutar forte para outra boa defesa de Gabriel. O Cruzeiro retomou o controle das ações e aos 28, Elber foi ao fundo, pela direita, e cruzou com força. Rodolfo defendeu parcialmente, mas Sebá não conseguiu arremtar para as redes.
O campo, curto, estreito e de piso irregular não favorecia o toque de bola. Os dois times atacavam privilegiando a força em detrimento do talento. Aos 39, Caio foi puxado na entrada da área. O juiz mandou seguir, pois o centroavante ficou com a bola. Mas ele a perdeu bisonhamente e ficou pedindo pênalti, sem razão.
Aos 43, Gil cobrou falta pela direita, Sebá subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça. Deivisson chegou uma fração de segundo atrasado e não conseguiu marcar o gol. O troco veio aos 47. Wesley parou Caio com falta na entrada da área e levou cartão amarelo. Vinícius desperdiçou a cobrança chutando a bola por cima do travessão.
2º tempo
O Cruzeiro voltou com Gabriel Araújo em lugar de Hyago. A mudança fez o time eprder uma arma ofensiva poderosa. O Paraná dominou, com mais vontade do que bola os minutos inciais.
Aos 7, contudo, Elber cobrou falta na direita, mas Allan Júnior chegou atrasado e não conseguiu fazer o 2º gol. Os paranaenses desperdiçaram boa chance aos 11 quando gabriel Vasconcelos defendeu chute forte de Vieira, de fora da área.
Aos 12, Alexandre Grasselli trocou Dudu por Anderson Uchoa. O time celeste ficou mais forte na contenção, mas perdeu a capacidade de armar jogadas pelo meio.
Os paranistas continuaram forçando. Aos 14, Washington desvencilhou-se do carrapato Marquinhos, driblou Wesley, que não dividiu a sério por ter cartão amarelo, invadiu a área, deslocou Gabriel, mas a bola saiu rente ao poste esquerdo, pela linha de fundo.
Aos 16, Fernando Kenor começou a mudar o sistema de jogo paranista, trocando o armador Washington pelo atacante Dieguinho.
Aos 17, Wesley sentiu distensão na coxa direita e foi substituído por Murilo. A essa altura, o Cruzeiro já havia perdido a capacidade de concatenar jogadas na meia cancha e vivia de esticões dos beques e volantes para Sebá e Allan Jr., bem marcados pela defesa tricolor.
Aos 23, o gigante de 1m91 e 93Kg, Diego Alemão saiu de campo carregado, quase matando os maqueiros encarregados doc arreto. Em seu lugar entrou Diego santos e o Paraná Clube passou a jogar num arriscado 3-4-3.
O Cruzeiro estranhou a mudança paranista e sua defesa passou a ter dificuldades com tantos atacantes pela frente. Alexandre Grasselli arrumou a casa gritando na beirada do campo.
Aos 29, Allan Júnior concluiu com um peteleco um bom ataque. Rodolfo defendeu sem maiores problemas. Na sequência, Marquinhos desceu o sarrafo em Vinícius e foi amarelado.
Aos 34, Gabriel Araújo cruzou forte, da esquerda, Rodolfo pegou a bola com dificuldade. Rapidamente, todo o time celeste se recompôs colocando 11 jogadores atrás da linha da bola. Num campo pequeno, isto foi uma maldade com os paranistas, que sem habilidade no trato com a bola, tinham de chutar de qualquer distância.
Esses chutes renderam uma sucessão de escanteios, que obrigaram Gabriel Vasconcelos a mostrar habilidades de socador de bolas. Mas, além da competência, ele precisou também da sorte aos 43, quando Marcelo carvalho encontrou Aamuri livre na parea e fez o lançamento. O defensor não teve categoria pra escolher um canto e chutou de qualquer jeito, mandando a bola por cima do travessão.
Os doisúltimos lances significativos ocorreram aos 45 e 46, quando Allan Júnior e Vinícius chutaram a gol de fora da área. Em ambos, a bola foi parar na linha de fundo.
Antes do final da partida, aos 48, Vinícius sentiu câimbras. Um atestado de seu esforço em busca do empate. E Caioo ainda teve tempo de apelar com uma bolada nas costas de Gabriel Araújo, que lhe valeu um cartão amarelo, sua última lembrança da Copinha.
Foi partida menos inspirada do Cruzeiro no torneio. Elber e Allan Júnior, que estiveram tão bem nas anteriores, não luziram dessa vez. Em contrapartida, bequee e volantes de contenção trabalharam feito gente grande. E Gabriel Vasconcelos defendeu todas as bolas que passaram por seu raio de ação.
Resumo da ópera: não foi bonita, mas foi justa a vitória celeste.
- Cruzeiro 1×0 Paraná clube, quinta-feira, 14jan10, 16h, Estádio Vereador José Feres, Taboão da Serra, 16 Km de São Paulo, décima-sextas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior – Juiz: Marcelo Krochmalnik (SP) – Bandeiras: Clademir Alves Bento e Juliano Rogério Vecchio (SP) – Amarelos: Gil, Sebá, Wesley, Marquinhos, Gabriel Araújo (Cru); Diego Volpini, Caio (Par) – Gol: Marcelo Carvalho, contra, 5 do 1º tempo - Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos; Gil, Deivisson, Wesley (Murilo) e Hyago (Gabriel Araújo); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Anderson Uchoa); Sebá e Allan Júnior. Tec: Alexandre Grasseli / Paraná Clube: Rodolfo; Diego Alemão (Diego Santos) e Marcelo Carvalho; Amauri, Diego Volpini, Vieira, Victor (Jean); Washington (Dieguinho), Vinícius e Helber; Caio. Tec: Fernando Kenor.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Mandei, por e-mail as perguntas desta entrevista ao Xina, ou melhor ao causídico Dr. Cláudio Lemos, há duas semanas.
Entre uma cerveja e outra, ou melhor, entre um engradado e outro, ele teclou suas respostas.
Sem usar uma maiúscula sequer. Pura preguiça.
Mesmo contrariado, tive que editar o texto. Entre um uísque e outro.
Hic! Saúde, Xina! Hic!
- Sou o Cláudio Cardoso da Silva Lemos, nasci em Pratápolis, Minas Gerais, em 05jan67.
- Meu pai, Alberto da Silva Lemos, era fazendeiro e minha mãe, Luzia Cardoso Lemos, professora e dona de casa. Tinha 06 irmãos: quatro homens e duas mulheres. Tinha, pois perdi um irmão em maio deste ano.
- Estudei no Grupo Estadual Bueno Brandão, nos colégios Dom Silvério e Padre Machado e me graduei em Direito na da UFMG, todos escolas de Beagá. Sou advogado, profissional liberal.
- Nas horas vagas, namoro, assisto televisão, vou ao Mineirão e frequento bares. Sou apreciador das comidas dos botecos de Belo Horizonte.
- Não me lembro ao certo, quando e porque comecei a gostar de futebol. Talvez tenha sido por influência dos irmãos. Sempre fui cruzeirense. Lembro-me de ouvir jogos do Cruzeiro pela Inconfidência, inclusive aquele em que o Darci Menezes deu um soco no Reinaldo. Enquanto ouvia o choro do jogador adversário eu ia acertando boladas nas porteiras do curral. Outras vezes, ouvia as narrações das jogadas de Joãozinho e Nelinho, enquanto batia bola sozinho. Antes disso, eu ouvia o Futebol de Ouro da Rádio Bandeirantes, programa em que se recordava partidas históricas dos times paulistas com a narração de Fiori Giglioti. O bordão era: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”. Lembro, por exemplo, de ter ouvido, no rádio do carro, depois de uma missa dominical, o gol do Ronaldo Drummond, que deu a vitoria do Palmeiras sobre Corintiãs, na final paulista de 1974.
- Sempre fui perna-de-pau, no máximo fazia minhas defesas nas peladas de futsal nos finais de semana.
- Não me lembro bem de quando começou minha paixão pelo Cruzeiro. Eu deveria ser torcedor de times paulistas, mas talvez por influência do meu pai, cruzeirense, escolhi o Cruzeiro. Quando me mudei porá Beagá, em 1974, um vizinho nosso, cruzeirense doente, me levou ao Mineirão pela primeira vez num jogo contra a Caldense. Goleamos, 5×0 ou 6×2, não me lembro mais, e nem precisei de outro jogo pra virar fanático.
- Meu RapoCota inesquecível, foi o que decidiu o Campeonato Mineiro de 1990: Cruzeiro 1×0 Atlético-MG, domingo, 03jun90, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, jogo extra para decisão do Campeonato Mineiro de 1990 - Público: 90.145 pagantes, 100.000 presentes – Renda: Cr$8.368.735,00 – Juiz: Márcio Resende de Freitas. Bandeiras: Raimundo Divino e José Eugênio – Amarelos: Paulo Isidoro, Paulo César Carioca, Edu e Cléber, no 1º tempo; Careca, Hamilton, Éder e Neto, no 2º - Cruzeiro: Paulo César Borges, Balu, Gilson Jáder, Adilson Baptista e Paulo César Carioca; Ademir Kaeffer, Paulo Isidoro e Careca; Heider, Hamilton (Roberson) e Edson. Tec: Ênio Andrade / Atlético-MG: Rômulo; Neto, Clébão, Paulo Sérgio e Paulo Roberto Prestes; Éder Lopes, Edu (Ailton) e Marquinhos; Newton (Ílton), Gérson e Eder Aleixo. Tec: Arthur Bernardes
- O esquecível foi em 2004, logo após a saída de Luxemburgo, quando perdemos por 5×3. Foi lastimável.
- Meu maior ídolo foi o Joãozinho. Depois, o Alex 10. Outros: Nelinho, Dida, Zico, Edson, pela raça e dedicação, Douglas, Ademir Kaeffer, Ronaldo, Sorin…
- Meu Cruzeiro de Todos os Tempos, só com quem vi jogar é formado por Dida, Nelinho,Cris, Luisão e Sorin; Douglas, Ademir Kaeffer, Zé Carlos e Alex 10; Palhinha I e Joãozinho.
- O maiores jogos da minha carreira de torcedor foram Cruzeiro3×2 Palmeiras, no Parque Antártica, em 98; Cruzeiro 2×1 Palmeiras, decisão da Copa do Brasil 96, no Parque Antártica; Cruzeiro 3×0 River, decisão da Supercopa 91, no Mineirão. Cruzeiro 1×0 Nacional, Supercopa 89, no Mineirão, decidido com um gol antológico do Robson, que aplicou chapéu num adversário antes de concluir; Cruzeiro 2×1 Grêmio, na decisão da Copa do Brasil 93; Cruzeiro 3 x 0 Flamengo, no Mineirão, decisão da Copa do Brasil 2003 e os dois 5×0 nas frangas em 2008 e 2009.
- Em 1997, eu trabalhava em Ouro Preto, advogava para a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Ouro Preto. No dia da decisão da Libertadores, eu tive que trabalhar até às 16 horas. Não tive tempo de comprar ingresso e só cheguei em casa, no bairro Santa Amélia, às 18h45. Corri pro Mineirão e gastei um dinheirão comprando ingresso de cambista. Eu era casado na época e tomei o maior esporro da patroa… Havia 105 mil pessoas fazendo barulho no estádio e ainda teve quem dormisse no meio daquela loucura toda. Só podia mesmo ser um multinick…
- Grande loucura pra ver o time, acho que não cheguei a fazer. Mais perto disto foi sair de Manga, no extremo Norte de Minas, ás 3h da madrugada para ver o Cruzeiro meter 4×2 nas frangas, em 2007, com direito a pênalti defendido pelo Gatti.
- Sacanear uma cocota é lembrar a ela dos dois Simca Zero que têm guardados na garagem…
- Livro de futebol que gostei e indico é o Bola na Rede, do Armando Nogueira, que li na 8ª série por indicação da professora de português. O blog que mais leio é o do Lédio Carmona. Mas o melhor blog foi do André Rizek. Leio e recomendo O Tempo, que faz o jornalismo mais imparcial da cidade, e o Lance!.
- Coisas que me irritam no futebol, principalmente quando estou assistindo sozinho, em casa, são as firulas inúteis e falta de raça, típicas de jogadores como o Gabriel…
- Meu sonho de torcedor é ser campeão mundial de clubes.
- Se fosse presidente do Cruzeiro eu democratizaria mais o clube, investiria mais nas categorias de base, melhoraria no marketing. E mais não digo por não conhecer bem a situação do clube. Mas acho sua direção competente.
- Se as frangas conseguirem manter o nível de investimento de 2009 nos próximos anos, elas sobreviverão ao lado do Cruzeiro no cenário futuro do futebol brasileiro. Caso contrário, de Minas, só restará o clube mais organizado e o que menos deve, o multicampeão Cruzeiro Esporte Clube.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.
Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.
Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).
De acordo? Não? Escale a sua, então.
- Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador.
- Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
- Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por 2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
- Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
- Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
- Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
- Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica. MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
- Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste.
- Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003), as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003), o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
- Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.
- Edílson – O Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
- Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
- Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
- Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
- Ramires, revelação da vitrine - Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
- Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.
- Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
- Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
- Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia) e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
- Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Semana passada, Zezé Perrrella lamentou o fato de a Fifa ter deixado a decisão sobre jogos na altitude para a Conmebol que, obviamente, os autorizou.
Domingo, Adílson Baptista queixou-se de que, em jogos na altitude, o time local leva vantagem equivalente a ter 11 jogadores contra 9 do visitante.
Ontem, Jonathan disse que jogar em Potosi provoca dor de cabeça, em sentido estrito.
Já assistimos a este filme em 2008. Reclamar não adianta. Não eleva o ânimo da equipe. O negócio é se preparar adequadamente, escolher a tática correta e acreditar que dá pra superar obstáculos.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:
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sábado, 28 de novembro de 2009
Contei a história de Muñoz, o ponta-direita da Máquina riverplatense dos Anos 40, falecido domingo em Buenos Aires. Agora, vamos ao outro extrema, o canhoto Felix Loustau.
Loustau (25dez22 / 05jan03) jogou 365 partidas e fez 101 gols vestindo a camisa da faixa vermelha, entre 1942 e 1957. Desse tempo, contou casos interessantes.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Matheus Tavares Penido
Tenho 22 anos e acompanho futebol desde sempre, mas só comecei a prestar atenção nos detalhes do jogo a partir dos 10 anos. Por causa da idade, claro.
Nesse curto período, já pude reparar que nada me deixa mais irritado nesse esporte do que derrotas por falta de vontade ou de espírito de competição.
Confesso que elas me amolam até mais do que as provocadas por decisões mal intencionadas de juízes ladrões.
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sábado, 21 de novembro de 2009
Em 6º lugar, com 55 pontos, o Cruzeiro pode subir até duas posições se vencer a partida. Guerrón, suspenso, desfalca o time.
Em 15º lugar, com 43 pontos, o Atlético ainda corre risco de rebaixamento. Rafael Miranda, lesionado, será o desfalque do rubronegro paranaense.
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sábado, 21 de novembro de 2009
Gualeguaychú (80 mil habitantes, Província de Entre Rios) e Fray Bentos (25 mil habitantes, Província de Rio Negro), na fronteira entre Argentina e Uruguai, são ligadas por uma ponte sobre o Rio Uruguai.
Quer dizer, eram, pois, há 4 anos, os argentinos bloqueiam a passagem de veículos e pedestres como protesto pela implantação de uma fábrica de celulose do lado uruguaio.
O bloqueio só foi suspenso para os hinchas argentinos irem a Montevidéu alentar sua seleção na recente decisão da 4ª vaga sul-americana para a Copa de 2010.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Mauro França
As nove vagas ainda em aberto para a Copa do Mundo de 2010 serão definidas em jogos neste sábado, 14nov, e na próxima quarta-feira, 18nov, com as repescagens da Europa, das Américas e da Ásia/Oceania e da última rodada das eliminatórias africanas.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Atuações dos celestes e seus adversários no Sport 2×3 Cruzeiro, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Ilha do Retiro, em 07nov09:
- Fábio – Alguns consideraram imprudente a saída no 1º gol do Sport. Se tivesse ficado, Wilson não teria o arco aberto à sua disposição. Provavelmente, esses mesmos torcedores o teriam criticado por não sair pra abafar a jogada. No 2º gol, nada pôde fazer. Nos demais lances, esteve correto.
- Jonathan – Ficou na poeira, o tempo em que subia pouco ao ataque e, muitas vezes, cumpria o papel de terceiro beque. Quando começou a fazer as jogadas certas no ataque recebeu carta branca pra avançar. Agora, só volta a custo e deixas espaços para os contra-ataques dos adversários. Quem fica na sua cobertura e mais o zagueiro central, pagam a contapor não conterem as blitze pelo lado direito da defesa celeste. Contra o Sport, Henrique e Gil pagaram a conta, mas sobrou também para Paraná e Leonardo. Não está sendo boa a decisão apostar todas as fichas na função de ponta ou de meia-direita. No 4-4-2, defender ainda é a principal atividade de um lateral. Como atacante, saiu-se bem. Mas é rpeciso equilíbrio.
- Gil – Estabanado no 1º tempo, entrou nos eixos no 2º. Em sua defesa, diga-se que o Sport forçou o jogo pelo setor direito da defesa celeste e, muitas vezes, ele teve que sair em busca de atacantes ágeis, quando sua especialidade é a bequeira, lugar de rebatidas, “despachos” e corpo-a-corpo conm centroavantes.
- Leonardo Silva – Tomou um drible de Arce no 1º gol, quando saiu para cobrir Gil, mas recuperou-se, chefiou a defesa e ainda teve forças pra atacar nas bolas paradas. Numa delas, fez o gol de empate, melhroando seu conceito com a torcida e os comentaristas, que lhe encheram a bola nas avaliações pós-jogo.
- Diego Renan – Atacante no 1º tempo, quando voltou pra defesa, não conseguiu marcar com eficiência. Bom atacante, defensor mediano, acabou sacado porque o time precisou marcar forte pra segurar a vantagem no 2º tempo.
- Henrique – Com Diego e Fabrício atacando e Leonardo às voltas com as falhas do parceiro de zaga, teve dificuldades no 1º tempo, pois Fininho, Fabiano, Pimenta e Arce atacaram pelo corredor deixado por Jonathan. Depois, com o time mais equilibrado defensivamente, quando Paraná virou líber à frtente da zaga, armou boas jogadas pela esquerda e arriscou saídas pela esquerda. Numa delas,cavou e bateu o lateral que resultou na jogada do gol da vitória.
- Fabrício – Foi mais armador e atacante do que volante de contenção, o que enfraqueceu o sistema defensivo. Sua determinação contagia o time na busca de vitórias. Saiu baleado após esforçar-se além do que permitia sua condição física.
- Fabinho – Foi um bom volante de contenção. Como exigia a fase do jogo em que atuou.
- Marquinhos Paraná – Teve dificuldade para cobrir o setor abandonado por Renan, que jogou como meia e ponta-esquerda. Mas foi quem conserou a defesa quando o treinador reposicionou o sistema defensivo, ássando-lhe a incumbência de proteger a zaga. O fez com maestria.
- Athirson – Entrou com o time em vantagem e arriscou pouco. Cuidou do corredor esquerdo e saiu pouco para o ataque.
- Gilberto – Bem marcado, pouco apareceu no começo da partida. Aos poucos, encontrou espaços para jogar pelo lado esquerdo criando dificuldades para o lateral improvisado, Moacir. Em seu melhor lance, serviu Leonardo Silva para o gol de empate.
- Thiago Ribeiro – O lutador de sempre marcando a saída de bola. O jogador tático de sempre abrindo a defesa com jogadas pelos flancos. Eainda fez um gol, o que está começando a virar rotina. Boa atuação.
- Wellington Paulista – Obrigou Magrão a praticar uma grande defesa, deu passe para o gol de Guerrón e lutou como sempre.
- Guerrón – Marcou um gol, fez algumas boas jogadas com seu entusiasmo de atacante-atacante. Com o passar do tempo, perdeu o pique e foi se apagando. Se conseguir se manter ligado durante todo o tempo, pode se firmar no time.
- Adílson Baptista – Se o futebol indígena do começo da partida, quando os dois laterais e um dos volantes partiram para o ataque ao mesmo tempo deixando a defesa desprotegida foi determinado por ele, foi mal. Se não foi, melhor. De qualquer forma, acertou a marcação colocando Paraná na contenção. E foi consciente ao promover alterações pra não permitir uma nova virada por falta de consistência defensiva.
- Torcida – Compareceu em bom número e, mesmo em minoria, muitas vezes dominou a cena. Principalmente, quando a torcida local caiu em depressão. Ao menos, foi o que se pôde ouvir na transmissão do PFC.
- Juiz & Bandeiras – Houve impedimento não marcado no primeiro gol do Sport. As demais decisões foram corretas, incluindo as duas expulsões de jogadores do Sport, que se excederam nos pontapés.
- Adversários – Wilson fez dois gols, Fabiano deu muito trabalho enquanto esteve em campo, Magrão fez boas defesas, Pimenta foi um armado lúcido. Os demais lutaram, mesmo com perspectivas quase nulas de conseguirem livrar seu time do rebaixamento.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Antes do jogo contra o Cruzeiro, Mano Menezes, treinador do Corintiãs, disse: “quem vem ganhando há mais tempo, está mais próximo de perder”.
Se isto for verdadeiro, quem está perdendo há mais tempo também estaria mais próximo de vencer.
Seguindo este raciocínio, ao final desta 32ª rodada, o Palmeiras será líder e o Cruzeiro estará de volta à Sul-americana.
Mas pode ser que ainda não tenha chegado a hora da derrota celeste nem da vitória palmeirense.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Mauro França
O Cruzeiro segue na sua rotina de cada jogo, uma decisão. Depois dos resultados da rodada, nenhum outro que não a vitória sobre o Corinthians, no Pacaembu, mantém a equipe na briga por uma vaga no G-4.
Se Leonardo Silva e Wellington Paulista, contundidos, continuam de fora, Adilson pode contar pelo menos com as voltas de Fabrício e Gilberto para este difícil compromisso.
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domingo, 25 de outubro de 2009
- Conformar [com a perda da Libertadores], não vou me conformar nunca. Mas fazendo uma na análise fria, vejo que o time foi imaturo. O Verón fez o que quis em campo. Deu pontapés, intimidou nossos jogadores e até apitou a partida. Faltou maturidade ao Cruzeiro. Foi uma lição dura, sofrida, mas importante para o nosso futuro. (Zezé Perrella, em entrevista ao blog do Cosme Rímoli)
Transferência de responsabilidade. O Cruzeiro perdeu porque o Estudiantes tinha mais time. O que já havia demonstrado nas três partidas anteriores entre ambos pela Libertadores.
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