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Fábio salvou a Pátria

quinta-feira, 18 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no amistoso Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  • Fábio - Salvou três gols. No final, teve seu trabalho reconhecido por Carlos Alberto Parreira.  
  • Jonathan - Acima da média, lutou, atacou muito quando esteve na lateral-direita e, depois, na meia direita, tentou algumas combinações com Marcos.
  • Leonardo Silva – Quando não teve de correr atrás do velocista Katlego Mphela, até que foi bem.
  • Cláudio Caçapa – O entusiasmo de sempre. Se ele mantém o espírito despojado, de quem ajuda muito e reclama pouco, no dia-a-dia, nos treinamentos e nas concentrações, merece elogios. É normal que sinta dificuldades enfrentando jovens cheios de vitalidade e força bruta. Mas com experiência dá sempre um jeito de se safar das artimanhas da garotada e mantém elvado o moral de sua tropa.
  • Diego Renan – Bom no apoio ao ataque, embora não seja o Nílton Santos, que alguns termocéfalos exijam. Bem trabalhado, com mais consciência tática, ainda será jogador europeu.
  • Magalhães – Foi vaiado por uma parte do 7A. Vaia fraca de quem está com a boca cheia de tropeiro. De certa fora, foi até bacana essa ajuda dos tropeiristas pro amadurecimento do jogador. Ao contrário do Bernardo, mesmo com a chuva de farinha emanada das bocas porcas, ele manteve a postura profissional,continuou jogando sua bola e fez um cruzamento de ótima qualidade que, por pouco, não resulta em gol. Mais tarde, salvou o time cometendo falta providencial sobre um atacante sul-africano que pretendia invadir a área celeste livre. Nesse lance levou um amarelo, que ficou barato, pois era caso de vermelho.
  • Henrique - Lutou como se o jogo valesse pontos. Desarmou muito, atacou com lucidez, embora de forma comedida, pois ultrapassar a floresta zulu não estava fácil. No fim, cometeu sua única gafe ao escorregar e perder uma bola que, não fosse por uma falta providencial de Magalhães, teria resultado em gol do time de Parreira.
  • Marquinhos Paraná – Atuação burocrática, distante de suas melhores exibições, mas ainda assim, bem melhor do que a concorrência, dentro do elenco, consegue produzir.
  • Marcos – Discreto. Tentou algumas jogadas com Jonathan pela direita e só.
  • Pedro Ken – Ainda não pegou o jeito de jogar da volância cruzeirense, na qual o sujeito tem de defender, armar, atacar e se movimentar o tempo todo. Mas esteve longe de comprometer a atuação da equipe.
  • Fabinho – Mais fixo, mais vertical, também não segue o padrão de movimentação na linha de volantes. Mas também não comprometeu. Nem choramingou, depois do jogo, por uma vaga no time. Que, se tiver de ganhar, será jogando bola.
  • Roger – Enquanto tem fôlego, exibe alguns truques interessantes e consegue jogar verticalmente. Depois disso, só brilha nas entrevistas de rapaz bem educado e articulado.
  • Bernardo - Entusiasmado, a cada dia joga melhor. E, ontem, não partiu pra autoflagelação dos murros nas costelas nem quando acertou o travessão numa cobrança de falta espetacular. Está melhorando.
  • Kleber – No meio de uma floresta sul-africana teve pouca chance de desenvolver seu jogo físico na intermediária. Com WP em campo, acaba entrando pouco na área e, assim, perde seu diferencial que é a boa capacidade de decidir e marcar gols em pequenos espaços.
  • Eliandro – Boa vontade, correria, mas pouca chance de resolver, na marra, diante de um  ferrolho bem montado. Se tabelasse e passasse melhor a bola , quem sabe teria obtido resultados mais animadores?
  • Wellington Paulista – Tinhoso, está sempre pronto para deicidir as jogadas, Mas ontem teve no goleiro Khune um adversário instransponível. Se está economizando gols, não precisa gastá-los contra o América Tió. Melhor agrir as comportas contra o Itália e o Vélez, que vêm aí cheios de maldade no coração. 
  • Adílson Baptista – Tentou, mas não conseguiu fazer o time jogar com eficiência pelas extremas. Como Parreira armou um ferrolho eficaz, o Cruzeiro criou poucas oportunidades. Conseguiu melhorar o time no 2º tempo, mas não o suficiente pra dar indicativo de que os pontos necessários pra se classificar no Grupo 3 da Libertadores serão alcançados. Se a equipe render apenas o futebol de ontem, teremos, de novo, que chamar o Grondona de dono da Conmebol. 
  • Torcida – Jovem, fez muita festa por quase nada. Mal educada, não parou de fazer barulho nem durante a execução dos hinos. Alguns tropeiristas, ali onde se alojam o Sobrinho, o Frede e o Charles, no 7A, selecionaram o Magalhães pra receber as vaias da noite. De qualquer forma, 20 mil num jogo amistoso, que terminou na boca da madrugada, foi boa presença. De castigo por brigar consigo mesma, a Máfia não pôde exibir suas faixas. O varal ficou livre pras demais organizadas. Estiveram presentes: Cru Chopp, Mancha Azul, Nação Azul, Pavilhão, Independente, Raposões da Fiel, União Celeste Novo Riacho, Comando Azul, Torcida Jovem, Fúria Azurra, Fanati-Cruz, MAC, Gaviões Celestes, Raça Azul, Jovem da Cativa, Força Atuante Celeste, Mancha Zona Oeste e Mancha Divinópolis.
  • Juiz & Bandeiras – Alício deixou de mostrar um cartão vermelho para Magalhães. De resto, boa atuação. Os bandeiras, pra mim, que não time acesso a 20 câmeras, ao slow motion, nem ao tira-teima, mandaram bem.
  • África do Sul – Time de bom toque, muita organização tática, mas pouca imaginação pra construir jogadas decisivas, ainda assim, a África do Sul esteve mais próxima da vitória embora com menos posse de bola. O goleiro Khune, que não cometeu falhas, foi o destaque. Siphiwe Tshabalala foi sempre perigoso quando teve espaço pra carregar a bola e aplicar seus dribles. Katlego Mphela incomodou a defesa celeste, embora não tenha técnica apurada. Cale, que entrou no final, deu trabalho com deslocamentos, cruzamentos e chutes certeiros. Os demais, se têm boa técnica, deixaram-na soterrada sob a organização tática. E Carlos Alberto Parreira tem o mérito de dar padrão de jogo a uma seleção quase sem história no futebol.
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O torcedor que calcula

sábado, 13 de março de 2010

Prezados Jorge e Evandrão,

Após o resultado de ontem, em parte por alguns comentários de alguns comentaristas do PHD, em parte porque fiquei um pouco preocupado, meus dedos coçaram, a calculadora começou a olhar para mim, eu para ela e…

Caso achem válido postar no PHD ou no portal…

Um abraço!

Vinícius Cabral

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Itália 2×2 Cruzeiro: Itália frustra torcida celeste

quinta-feira, 11 de março de 2010

Empatado em pontos com o Colo Colo, mas com vantagem no saldo de gols, o Cruzeiro está em 2º lugar no Grupo 3.

Com duas derrotas, o Deportivo Itália é o lanterna do grupo e joga suas últimas chances de tentar a classificação.

O Cruzeiro só não contará com Gilberto, suspenso. O Itália vai completo para o jogo.

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O que foi dito, aqui e alhures

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O futebol tem verdades que, aos comuns dos mortais, não se revelam em sua plenitude. Somente alguns iluminados conseguém captá-las.

Nos últimos dias, me deparei com algumas verdades aqui, outras, alhures.

Após tomar conhecimento delas, limitei-me a bater com a cabeça na parede e lamentar: 

  • “E como foi que não pensei nisto, antes?”

Aprendam:

  1. King Arthur, descobrindo os motivos da roubalheira de que teria sido vítima do Cruzeiro no jogo contra o Vélez: “Isso é briga de banco: vocês acham que o Santander ia deixar o BMG prosperar na Libertadores?”
  2. Diego T, d’après Kartolinha, Profexor e Correia: “Eta torcida chata, que num deixa a gente trabalhar em paz!”
  3. Cartola do América protestando contra a expulsão do Euler: “Onde já se viu? O cara é evangélico e o juiz põe ele pra fora!”
  4. ZZP, revoltado com a arbitragem do juiz uruguaio: “O Grondona, presidente da AFA é quem manda na Conmebol!” Enquanto isto, dois times argentinos eram desclassificados na Pré-Libertadores.
  5. Gilberto, justificando a voadora em Sebá: “Foi sem querer…” Sem querer, querendo, né?
  6.  Dunga explicando a convocação de Gilberto: “Ele é experiente.”
  7. Tião Dominguez, beque do Vélez: “Não sei o que tá acontecendo, que a gente tem tomado tanto cartão amarelo.”
  8. FMF, entusiasmada com a decisão em 1ª instância do TJD: “Tira os pontos do Cruzeiro!”
  9. Presidente do TJD: “Devolve os pontos do Cruzeiro!”
  10. Justiceiro do tribunal: “Truco, sou o ladrão das galinhas! É seis pontos que eu quero…”
  11. Xina Lemos, sobre o juiz uruguaio de Velez x Cruzeiro: “O Juiz tinha que expulsar o Somoza; o cara é um animal, desconfio que bate até ana própria mãe.”
  12. Bloco do Kleenex: “Snif, sniiifff, sssnnniiifff…”
  13. Olé, sobre as perspectivas do Vélez, após a vitória sobre o Cruzeiro: “Que Belo Horizonte!”
  14. Olé, sobre Têmis, ou melhor, Vázquez: “Ele livrou a cara de uns dois do Vélez; será que teria feito o mesmo se jogo fosse no Brasil?”
  15. Arreguy: “Concordo com o Síndico: chororô é muito chato.”
  16. Sindicato dos boleiros gaúchos: “Se esquentar muito, a gente pára a refrega, tchê!”
  17. Presidente do St. Pauli, reclamando da falta de conforto dos hotéis mineiros: “Afe! Como é que uma cidade sem classe, que só tem um hotel cinco estrelas, pode querer abrir um Copa? Tragam meus sais, senão eu desmaio!”
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Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (I)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Em 2010 o Cruzeiro completa sua 12ª participação na Libertadores. Entre os clubes brasileiros, alcançará o Grêmio, ficando atrás apenas de Palmeiras, que tem 14, e São Paulo, que chegará a sua 15ª.

No ranking histórico (1960-2009) da Conmebol para a Libertadores, o Cruzeiro ocupa a 17ª posição. É o 3º brasileiro melhor colocado, atrás apenas de São Paulo (13º) e Palmeiras (12º). E tem o melhor aproveitamento não só entre os brasileiros como entre todos os demais participantes (excetuando-se os clubes que tem apenas uma participação).

Nas suas 11 participações até aqui (67, 75, 76, 77, 94, 97, 98, 01, 04, 08, 09), o Cruzeiro fez 108 jogos, somando 65 vitórias, 18 empates e 25 derrotas, com 203 gols marcados e 144 sofridos, e um aproveitamento de 65,74%. Chegou à final quatro vezes e conquistou dois títulos.

São marcas e números expressivos, que foram construídos jogo a jogo, em cada campanha, por jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores. Formam a história do Cruzeiro na Libertadores, repleta de alegrias e conquistas, reveses e decepções, e, sobretudo, rica em emoções. Uma história que enche de orgulho a nação celeste e que será relembrada nesta série que hoje se inicia.

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Calendário brasileiro à moda européia

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Paulo Sanchotene

Na esteira do programa anunciado antes, segue a segunda parte dos modelos de organização do futebol brasileiro.

No entanto, ao invés do modelo americano, passa-se ao modelo europeu, não só porque este é de mais fácil assimilação neste período pré-festas, mas para aproveitar o texto do Victor Pimentel Nunes (publicado no PHD, em 21dez09, como “Darwinismo Estúpido”).

Basicamente, é a complementação de outro texto já publicado (“Champions League à Brasileira”, PHD, 29ago09), mas com algumas diferenças.

A principal diferença é a formatação para 27 Federações; na versão anterior, eram 29, com a inclusão do Interior Paulista e da Guanabara.

Apesar de crer que essas mudanças seriam importantes, como elas  podem dificultar a compreensão dos modelos prefere-se  por ora trabalhar com a atual composição de federações estaduais.

Contudo, se alguém quiser saber como ficaria, não só esse, mas os outros modelos com 29 federações, basta escrever para sancho.brasil@gmail.com.

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Calendário Brasileiro à Inglesa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Paulo Sanchotene

Propostas de Calendário para o Futebol Brasileiro

Nestas férias futebolísticas, apresentarei 4 propostas diferentes de organização para o futebol Brasileiro. Chamá-las-ei, pela ordem: modelo inglês; modelo americano; modelo europeu; e modelo brasileiro. Os nomes se referem apenas às inspirações, pois eles tiveram que ser adaptados à nossa realidade.

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Paixão de fortes

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Semana passada, Zezé Perrrella lamentou o fato de a Fifa ter deixado a decisão sobre jogos na altitude para a Conmebol que, obviamente, os autorizou.

Domingo, Adílson Baptista queixou-se de que, em jogos na altitude, o time local leva vantagem equivalente a ter 11 jogadores contra 9 do visitante.

Ontem, Jonathan disse que jogar em Potosi provoca dor de cabeça, em sentido estrito.

Já assistimos a este filme em 2008. Reclamar não adianta. Não eleva o ânimo da equipe. O negócio é se preparar adequadamente, escolher a tática correta e acreditar que dá pra superar obstáculos.

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O melhor brasileiro do Século XX

domingo, 6 de dezembro de 2009

Marcos Pinheiro

A edição 97 da Revista do Cruzeiro traz matéria sobre a escolha do Cruzeiro como o melhor clube brasileiro do século XX pela Federação Internacional de História e Estatística – IFFHS.

O melhor nos torneios sul-americanos, é bom registrar.

Segundo a revista, para aferir o desempenho dos times, a IFFHS atribuiu pontos por vitória ou empate em competições internacionais, com pesos diferentes de acordo com a importância da competição:

  1. Libertadores – 8 pts por vitória, a partir das quartas-de-final, 4 por empate;
  2. Supercopa e Recopa – 6 pts por vitória, 4 por empate;
  3. Mercosul e Merconorte- 5 pts por vitória, 2,5 por empate;
  4. Copa Ricardo Aldao, Copa do Atlântico, Copa Master, Copa Ouro, Copa Master da Conmebol e Copa Conmebol- 4 pts por vitória, 2 por empate.

O Cruzeiro lidera entre os clubes brasileiros, porque foi o melhor nas competições mais importantes.

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Noite das pedras

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quarta-feira de pouco futebol e vasta mesmice no Morrinhão e na Sul-americana.

No Parque Antártica, com apenas 17.133 pagantes, Palmeiras 2×2 Sport. A SEP é a pior favorita ao título brasileiro de toda a história do Morrinhão.

Time desconjuntado, sem imaginação, puro vapt-vupt, com muitos defensores inúteis e carência de armadores inteligentes.

O Sport abriu dois gols de frente e só não se aguentou porque seu contra-ataque foi ineficiente mesmo pegando a bequeira porcina de calças nas mãos várias vezes.

E porque o Juiz apitou duas vezes no lance do gol de empate. Uma pra parar a defesa, outra pra validar o gol. Bem bolado! Do jeito que Dr. Luiz Gonzaga aprecia.

Final feliz pra Cocota que, se vencer o Coxa, dará um passo gigantesco rumo ao título. Ou o Mengão dá conta de segurar a onda?

Na Olla Azulgrana, em Assunção, perante 25.000 espectadores, Cerro Porteño 0×1 Fluminense. Com o protocolar gol de Fred, o Tricolor põe um pé na final da Copa Sul-americana.

No final, pedradas para o trio de arbitragem, os policiais, adversários, enfim, qualquer um que não estivesse trajando azul e grená.

Pedradas, de novo. Quanta falta de imaginação dos torcedores do Cerro Porteño!

E quanta irresponsabilidade da Conmebol, que permite jogos em estádios inseguros como a Olla, o Pacaembu, São Januário e a cancha do Lanus.

Estas porcarias, sim, são as tais veias abertas da América Latina, um continente cada vez mais caótico e atrasado.

Resumo da noitada boleira: A SEP jogou pedrinhas e a galera do Cerro, pedronas. E segue o baile!

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Indagações acerca do Caso Schiavi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marcel Fleming

Esta semana li um post interessante sobre o caso Schiavi, aqui. E concordei com a conclusão dele: “Uma pancada já não foi suficiente?”

Alimentar ilusões de uma mudança do resultado da competição não faz sentido. Não haverá essa mudança. E, convenhamos, na “lógica” do mundo da bola, uma eventual mudança de resultados ou uma re-edição da final ou das semifinais, sei lá, também soaria como consolação ou vitória no “tapetão”.

Pior ainda, uma eventual segunda derrota, essa sim, beiraria à humilhação. Ou seja, esqueçamos o assunto…

Opa, esqueçamos o assunto?! Acho que não. Não é bem por aí não.

Existe ou não um regulamento? Os demais times, Cruzeiro e Nacional inclusive, respeitaram ou não tal regulamento?

Então, se existe um regulamento, o que ele prevê de punição? Eu, honestamente, não sei. Tem que haver um julgamento do clube? Que sanções estão previstas?

Se houver previsão de realização de novas partidas semifinais, elas deveriam ocorrer, na minha humilde opinião.

Se a previsão regulamentar for a de que se delibere uma sanção, ela tem que ocorrer.

O que não pode é ficar impune. Que seja multa, exclusão do jogador ou clube de próximas competições (inclusive o Mundial?). Devolver à confederação o prêmio em dinheiro pela conquista.

Não falo como cruzeirense tentando reaver um título que perdemos em campo. Falo como cidadão.

O grande problema, para mim, é que mais uma vez o futebol sul-americano e, por consequência, nós sul-americanos, damos mais uma mostra de que tratamos os regulamentos, leis, regras como algo que só tem valor quando é pra se aplicar no outro.

Depois ficamos indignados com filmes e seriados enlatados americanos em que nosso país e subcontinente são mencionados como locais para onde fogem os fora da lei, ou de onde aparecem os criminosos.

Adianta ficar indignado com isso? Ou deveríamos nos indignar com a causa dessa imagem?

E o pior, a imagem do Estudiantes em nada é afetada? Continua como um inocente “réu primário”?

Infelizmente, o futebol é pródigo em exemplos de antiética e ilicitude. Faz parte do folclore a encenação de jogador para enganar o juiz, carta de presidente de clube pedindo proteção policial, mala-branca, mala-preta.

Depois, sempre vem o “abafa”, o “deixa-disso”.

Recentemente, surgiu uma possível denúncia de favorecimento ao Brasil em algumas copas do mundo.
Sumiu da mídia.

Quem não se lembra da maior mala-preta da história, aquela da Argentina ao Peru em 78?

Orgulhamo-nos daquele providencial passinho à frente de Nilton Santos num jogo contra a Espanha, se não me engano, que nos deu a possibilidade de seguir adiante em uma das copas que vencemos.

Ficou marcado, pra mim, uma afirmação do Zico, considerado um ídolo por muitos, mas não por mim, ao dizer que a melhor vitória é aquela aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de mão.
A mídia sempre tratou de manter essa “verdade” de que é um ídolo. Pode ter sido para os flamenguistas. E essa afirmação nunca teve maiores consequências.

Nós, brasileiros de todos os cantões, condenamos Nelson Piquet, o filho, em cadeia nacional. Será que o condenamos por ele ou pelo fato de um pai ter sido um “azedo” com a mídia? (E olha que ela era azedo por motivos até justificados).

O Cruzeiro, cujo nome, de certa forma foi um pouco manchado pelo recente episódio da mala-branca (não provado), vai ficar quieto quanto a isso?

Por que o Estudiantes vai passar incólume pelo episódio? Se sim, acho que tem aí uma “jurisprudência” e, nos anos por vir, poderemos “gatunamente” inserir jogadores irregulares e “ficar de boa” como se diz na gíria.

O que estou falando aqui é de valores, de ética. E falando também do comportamento da mídia. Essa mesma mídia que tanto valorizou a mala branca não provada, dedicou quase nenhuma linha quando se tratou do caso Schiavi.

Infelizmente, acho que os valores que vimos predominantes no futebol, e corroborados pela mídia, refletem, em certa medida, aqueles de nossa sociedade.

Indignamo-nos contra uma minissaia, mas não nos indignamos contra a desobediência a regulamentos.

Na verdade, nossa indignação é condicionada, relativizada. Depende de quem é o perpetrador, quem é a vítima… Estranho isso.

Neste caso, fica claro que, perante a Conmebol, os argentinos são mais iguais que os outros.

Será que estaremos fadados para sempre a conviver com isso?

Ou como diria Caetano: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?”

De bate pronto

Cito Caetano integralmente para não perder o sentido da letra da música dentro do contexto. Nada contra a Igreja Católica ou os católicos, nem a intenção de derivar o debate para esse lado. Gostaria que os leitores se prendessem na metáfora e pensem-na em termos geográficos e político-sociais.

Marcel Fleming, 41, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

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Monsieur Caçapa está de volta aos trópicos

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cláudio Caçapa foi apresentado, hoje, na Toca da Raposa. Ele assinouu com o Cruzeiro até 31dez09. Em sua primeira entrevista, esbanjou otimismo e prometeu suar a camisa.

  • Ficha técnicaCláudio Roberto da Silva, o Caçapa, 33 anos, nascido em Lavras-MG, em 29mai76, beque central, 1,80m, 80 Kg, com passagens pelo Atlético-MG (96/00, 68 jogos, 2 gols), Lyon (01/07, 125 jogos, 7 gols), Newcastle (07/09, 19 jogos, 1 gol), Seleção Brasileira (00/01), campeão da Conmebol(97), Mineiro (99 2 00), Francês (01, 02, 03, 04, 05, 06, 07), Copa da França (01), Supercopa da França (02, 03, 04, 05).

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Lédio Carmona: “Não é caso para punição”

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eis o que disseram jornalistas federais em suas colunas e blogs acerca do Cruzeiro 1×2 Estudiantes, pela fula da Libertadores, no Mineirão, em 15jul09:

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Mineirão sem telão

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Polícia Militar avisou que o telão da Conmebol, instalado no estacionamento do Mineirão, será desligado às 21h. E que torcedor sem ingresso nas imediações do estádio será gentilmente convidado a procurar outro local para acompanhar a final da Libertadores.

Torcedor com um mínimo de juízo deve evitar o Mineirão se não tiver ingresso. Hoje, dois garotos pularam o muro e foram detidos pelo policiamento. Nenhuma loucura se justifica. Cada um deve cuidar, primeiro, de sua integridade física.

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Cinema é a melhor diversão

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Filmoteca básica do torcedor mineiro (um post à moda Charles Libertadores):

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Diretoria do Cruzeiro fez a coisa certa

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Zezé Perrela e a diretoria do Cruzeiro acertaram em cheio. Mostraram à Conmebol os riscos desta decisão da Libertadores começar a ser jogada num país afetado por uma epidemia sem precedente de gripe.

Mas fizeram tudo sem estardalhaço, sem desviar o foco do elenco que, a todo momento, percebeu a existência de um Plano B com medidas de proteção rigorosas para evitar o contágio dos membros da delegação.

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A canalha rifou o Cruzeiro

terça-feira, 7 de julho de 2009

Números oficiais da tragédia sanitária na Argentina: 107 mil infectados e 72 mortos.

Escolas, teatros, cinemas, templos e estádios estão fechando as portas em todo o país. Menos em LaPlata, onde se vendem ingressos para a primeira partida de cisão da Libertadores como se nada estivesse acontecendo.

Conmebol, CBF e autoridades sanitárias dos dois países estão sendo canalhas. Brincam com a saúde alheia sem a menor consideração.

No México, tudo parou quando se atingiu menos da metade dos números argentinos. E o México tem o dobro de população.

O Cruzeiro foi rifado pela canalha.

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Sinal dos tempos: Riquelme out, De Souza in

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Defensor não calou La Bombonera. Nem precisou. Bastou jogar sem afobação pra tirar o Boca da Libertadortes.

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A mais recente mamata são-paulina

terça-feira, 12 de maio de 2009

São Paulo e Nacional pularam uma casa sem jogar. Vão da fase de grupos para as quartas-de-final da Libertadores sem escalas.

Culpa da gripe suína ou culpa da cabeça equina dos cartolas da Conmebol?

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No Paraguai, o Bispo é quem tá podendo

domingo, 10 de maio de 2009

É cada uma…

  1. “Mudaram as regras do Xadrez, no Paraguai: agora, só quem come é o Bispo!” (Anônimo)
  2. “Com duas cicatrizes de 15 centímetros nos joelhos e uma conta corrente que não se poderia gastar em 10 vidas, Ronaldo deu uma lição: voltou a ganhar”. (Marca, jornal esportivo espanhol)
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