Posts com a Tag ‘Comentários’
sábado, 6 de março de 2010
José Eustáquio Elias
No Bola na Área deste sábado, na TV Alterosa, Bruno Furtado, repórter do Portal Uai, dissecou o time do Atlético-MG.
O jornalista viu o que nós estamos vendo desde que o campeoníssimo Professor Luxa aportou em Beagá.
Como seu time tem jogado mal, o técnico cria factóides pra tirar o foco do trabalho que faz em parceria com um dirigente fora de órbita (meu ídolo, rsrsrs).
O analista de números da Itatiaia, Ricardo Judice, aproveitou o gancho pra também analisar a pouca produtividade do time riscado.
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Tags: Álvaro Damião, Bola na Área, Bruno Furtado, Comentários, Conselho Arbitral, FMF, Mídia, Ricardo Júdice, Teófilo Otoni
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sábado, 6 de março de 2010
Cruzeirenses e emplumados detestam estádios dos clubes menores. Nenhum está à altura de seus raposáticos e galáticos elencos.
Reclamam, xingam, esperneiam a cada nova aventura de suas equipes nas cidades do interior, mas não dão oportunidade aos demais torcedores de retrucarem.
Sim, porque Cruzeiro e Atlético-MG não possuem canchas. Jogam no estádio de todos.
Mas isto vai mudar. Depois de reformado, o Mineirão, que terá capacidade pra 69.600 espectadores, será administrado pela dupla.
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Tags: Bancada Democrática, Bastidores, Comentários, Estádios, Globo Esporte, Jogada de Classe, Mídia, Turma do Bate-Bola
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Na Arena de Tiotió, América-TO 2×2 Atlético-MG. O campo está meio que molhadinho deixando o Luxa uma arara. Bem feito, quem mandou sair do Real Madrid?!
O Juiz parou o jogo aos 9 do 2º tempo, mas recomeçou porque os times estão sem datas. Com certeza, ele vai esperar o 3º gol dos emplumados pra dar um fim na partida.
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Tags: América, América-TO, atlético-mg, Comentários, Luxemburgo, Mineiro
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Atuações dos celestes e seus adversários no Ituiutaba 0×1 Cruzeiro, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro, na Fazendinha, Ituiutaba, em 27fev10:
- Adílson Baptista – Começou no 3-5-2, provavelmente, por não confiar na forma física de Caçapa a quem deu a incumbência de jogar como líbero. Passou ao 4-2-2-2 com a substituição de Caçapa por Henrique na etapa final, mas nem assim dobrou o Boa. No fim, colheu três pontos num lance fortuito. Continua passando aperto quando lança muitos bancários ao mesmo tempo.
- Torcida – Dividiu a Fazendinha com a torcida do Boa e apoiou o time usando camisas oficiais, segundo Gustavo Sobrinho, analista de fardamentos. Destaque para o Sangue Azul que, postado atrás do arco à esquerda das tribunas, cornetou à vontade mandando os atacantes celestes testarem o goleiro chutando de fora da área. E não é que ele estava certo? Enfim, um palpiteiro bem sucedido.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Todo mundo se mexe, enquanto a CBF do Ricardão se finge de morto. Até o ditador venezuelano entrou na parada.
Enquanto isso, Ricardão sesfrega as mãos, pensando no lucro que a seleção dará à sua entidade. O castigo virá na África do Sul.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético-MG 1×3 Cruzeiro, no Mineirão, em 20fev10, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010.
- Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Tivemos uma boa arbitragem. Pode ter errado em determinados lances, mas não vejo por esse lado, não. O jogo foi bom e decidido pelos jogadores. É preciso parar de pressionar. Esse filme já conhecemos desde o ano passado. O Jurandy Gama Filho falou que iria tomar as providências, porque no ano passado falavam que era uma quadrilha, enfim, uma coisa feia. Eu achei que o Fábio não tinha necessidade de sair, e o Leo foi muito inteligente no lance. Foi muita coordenação, percepção e raça. Foi um lance importante, que acabou salvando. Estava 0×0. Tivemos algumas dificuldades porque o Muriqui criou muito para cima do Diego, mas corrigimos isso com a entrada do Pedro. No 2º tempo, com a troca, a gente melhorou, teve mais consistência, eles tiveram chances e nós também. O gol do Leo deu tranquilidade, depois veio um lance decisivo do Roger. As coisas ficaram sob controle, foi justo pelo 2º tempo que nós fizemos. O Cruzeiro foi mais eficiente, acabou fazendo os gols de bola parada. O deles também foi assim. Em lance que a bola era nossa, eles ficavam esperando para jogar de contra-ataque. Foram algumas metidas de bola para o Tardelli e o Muriqui. Mesmo atrás do marcador, ficaram esperando o Cruzeiro também. O Roger entrou dentro de uma previsão, ainda não está cem por cento fisicamente, o que é normal, vinha de um outro tipo de competição. Tem que ter paciência, calma, mas é um jogador talentoso, pegou, virou, enfiou a bola, penetrou, bateu falta, bateu escanteio, segurou, cavou falta, tudo aquilo que conhecemos do atleta. Eu vou ter de arrumar lugar para muita gente. Mas o lugar que eu falo pra eles é aqui, no dia a dia, treinando. Não é amiguinho da imprensa, amigo do diretor, amigo do presidente, da torcida, da facção. Comigo não tem conversa. Conversa do atleta profissional é dentro de campo. Está bem, vai jogar. Não está, espera, aguarda a oportunidade. Mas eu tenho tempo suficiente. O Roger está entrando de cabeça, querendo, pela qualidade que tem.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
O Cruzeiro foi roubado. Eu não tinha reparado na transmissão. Mas fiquei convencido ao ler os comentários postados aqui no PHD.
ZZP, abra o olho: Juiz de fora, já! Mas não traga o PCO, porque este nos rouba até quando vencemos por 5×0.
Também não traga juízes cariocas, paulistas, gaúchos, goianos, uruguaios, chilenos, argentinos, paraguaios, colombianos, mexicanos, paraenses, pernambucanos, baianos, catarinenses, bolivianos, peruanos e açorianos. São todos lebrões velhos!
Tente o Colina.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Durante a transmissão de Caldense 0×2 Cruzeiro, o comentarista de arbitragem da TV Globo, Márcio Resende de Freitas, disse que o o gramado do estádio de Poços de Caldas tem 90×60 metros.
Esta informação serviu para balizar comentários técnicos sobre o jogo, na TV e aqui no PHD.
Como conheço o estádio, duvidei da informação e, hoje, telefonei para o Secretário de Esportes da Prefeitura, Carlos Alberto dos Santos, pedindo esclarecimentos.
Ele garantiu que as dimensões do gramado são as mesmas do Mineirão, do Maracanã e do Serra Dourada. E ficou de enviar, por e-mail, a ficha técnica do estádio.
No fim da tarde, recebi mensagem da Sra. Margareth Stano com os dados do Ronaldão, estádio bem conservado e adequado para jogos de qualquer campeonato.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Comentários de protagonistas e blogueiros acerrca do Caldense 0×2 Cruzeiro, no Ronaldo Junqueira, Poços de Caldas, em 13fev10, pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro 2010.
- Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: Futebol tem choque, futebol é para homem. Às vezes isso acontece, o importante é ter critério, calma. Os jogos no interior são mais truncados, a Caldense fez 20 faltas com apenas 30 minutos. O cartão vermelho foi em função de o Wellington ter subido no alambrado, não por falta maldosa. É claro que vamos conversar, pois precisamos terminar com os 11 jogadores e uma expulsão acaba sobrecarregando, pois o técnico tem que fazer alterações que não quer, por causa do desgaste. O importante é a vitória e, se não tirarem pontos da gente de novo, pois às vezes eles tiram, por enquanto estamos em 2º lugar. O time teve tranquilidade. Gilberto jogou bem, assim como o Bernardo, o Eli, que entrou bem pelo lado direito e o Eliandro. E os três lá atrás também estavam firmes. Importante era vencer o jogo. Agora, vamos descansar. Na terça-feira, a gente começa a pensar no clássico. Bernardo jogou bem, mas temos que ter calma. Vamos ter paciência, pois temos que ver contra quem que é e aonde que é. Essas coisas a imprensa precisa analisar. Quem foi o marcador? Eu vejo futebol assim. Às vezes se joga contra determinado adversário ou determinado marcador e já falam que é o Pelé. E Pelé não vai existir nunca mais.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
No City of Manchester, ManC 1×1 Stoke, pela Copa da Inglaterra. Seu Mancini, Robinho joga mais do que todos os caras que ficaram aí. Abre o olho, véio!
No Maraca, Vasco 0×0 Flu. Pelos que foi dado ver nos melhores momentos, o clássico foi de boa qualidade. Nos tiros livres, com show de cobranças, Vasco 6×5. Felipe Coutinho fez gol de placa batendo pênalti.
No Santa Cruz, em Ribeirão Preto, Botafogo 1×1 Palmeiras. Muito bom. O Botinha tá arrumadinho com Augusto Recife dando as cartas na meiúca e mais uns 3 ou 4 caras rodados jogando muita bola.
No João Guido, Uberaba 2×2 Atlético-MG. A Cocota, ultramoderna com seus 3 atacantes, abriu 2×0 no 1º tempo e tomou empate no 2º.
Numa das zapeadas, flagrei um pênalti do Jonílson num tal Dinei. Coisa de jogo, mas que vai render um chororô de semanas por aqui.
Houve também duas expulsões, uma de cada time. Mas como não vi, deixo os comentários pros carpideiros.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Comentários de protagonistas e blogueiros acerca do Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.
- Henrique, volante do Cruzeiro: “O juiz teve várias oportunidades para expulsar os adversários e não usou o mesmo critério. O Gil fez uma falta, que nem merecia o amarelo e acabou levando o vermelho depois. O Gilberto estava de costas, acertou o adversário e foi expulso. O Kleber foi chutado no chão e um jogador solou meu joelho e ele não usou o mesmo critério.
- Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro: É claro que vou fazer um protesto. Vou pessoalmente ou vou mandar o diretor de futebol Eduardo Maluf. Isso não pode ficar assim. É o que eu digo, na Sul-Americana, nós falamos e eles ‘hablam’. O Gilberto estava de costas, foi um lance acidental. Fico indignado. Quem manda na Sul-Americana Julio Grandona, presidente da AFA. Este ano é centenário do Vélez, eles vão fazer tudo pra que ele faça uma boa campanha.
- Gilberto, armador do Cruzeiro: Eu estou muito chateado pelo fato de ser a segunda vez que deixei a equipe nesta situação, mas entendo que, diferentemente da primeira expulsão, essa tenho a consciência tranqüila. Não tinha nem como, naquele instante, tentar fazer algum tipo de jogada violenta. Foi um lance que tentei dominar a bola, o Henrique fez um lançamento e, ao me virar, dei de encontro com o Sebá. Foi muito rápido, não deu tempo nem de reagir. O árbitro entendeu que foi uma jogada de violência e acabou me dando o vermelho direto. Não sei se ele viu ou soube da primeira expulsão contra o Real Potosí e por isto estava me visando, mas o fato é que ele expulsou dois jogadores do Cruzeiro e deu oito cartões amarelos pra equipe deles e não expulsou ninguém. A gente não vai culpar o árbitro pela derrota, mas fica a sensação de que ele poderia pelo menos ter expulsado um jogador do Vélez.
- Adílson Baptista, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro suportou a pressão, foi guerreiro, marcou bem, rodou direitinho, porque é difícil. Com 20 minutos do 2º tempo, nós sabíamos que a perna ia pesar. Nós tentamos empatar mesmo com dois jogadores a menos. Então, acho que a equipe se portou bem com todas as dificuldades que são normais. Vamos ter um pouquinho de calma. Hoje, houve uma infelicidade, mas nós vamos reverter. Nós temos cinco jogos, vamos reverter com a ajuda do nosso torcedor, com o bom ambiente que nós temos. Temos que enaltecer o espírito guerreiro e vamos tentar, no jogo contra o Colo Colo, com 64 mil pessoas nos ajudando, nos empurrando, vamos reverter e tentar encostar no Vélez.
- Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O árbitro foi muito infeliz no lance do Gilberto. Eu estava próximo e vi que o jogador do Vélez entrou com muito mais força do que o Gilberto. Depois, em outros lances, um jogador do Vélez deu um tapa na minha cara, na frente do bandeira… Me chutou em um lance já parado, e o juiz fez vista grossa. O Sebá também chutou o Kleber no chão. Então, é esse tipo de critério que não dá para entender. Os juízes sempre têm a tendência de favorecer a equipe da casa. Agora, nos jogos em casa, nós temos de fazer nove pontos. Não tem outro resultado pra gente a não ser a vitória. Depois, na Venezuela, é tentar buscar mais pontos fora.
- Diego Renan, lateral-esquerdo do Cruzeiro, em seu blog: Ontem, infelizmente, não nos demos bem no jogo contra o Vélez. Foi um jogo muito conturbado, mas, agora, temos que levantar a cabeça, sem deixar essa derrota abalar o time. Mesmo com 9 jogadores em campo, o time resistiu bem. Outra equipe em nosso lugar poderia ter tomado uma goleada. Temos que pensar em melhorar, corrigindo os erros da noite passada, para seguirmos fortes na competição.
- Gilvan de Pinho Tavares, vice-presidente do Cruzeiro: Você pode fazer uma manifestação e mandar pra eles quando ocorre qualquer coisa, mas eles se reúnem e definem. Não tem tribunal e não tem defesa. Eles não me autorizam a ir lá e fazer a defesa do Gilberto. Como foi a 2ª expulsão, devem aplicar duas partidas de suspensão. Eles se reúnem num prazo de uma semana e vão decidir a pena. Depois, vão comunicar ao departamento de futebol do Cruzeiro via CBF e FMF.
- Olé, diário esportivo argentino: Quente como um Brasil x Argentina, assim foi este Vélez x Cruzeiro, cheio de cartões. Houve duas expulsões e o juiz ainda deixou de dar dois vermelhos a jogadores do time local. Se o jogo fosse em Belo Horizonte, será que o uruguaio Vázquez não teria posto pra fora também Lima e Dominguez? Muito além da rivalidade de toda uma vida, era previsível o clima quente depois que os brasileiros perderam um jogador logo aos dois minutos por conta de uma solada inexplicável de Gilberto em Dominguez no meio de campo. O juiz também não ajudou. Deixou escapar o controle da partida, que não pôde conter com cartões. E que não usou critérios idênticos para os dois lados. Gil também foi bem expulso por pisar em Lopez e dar uma rasteira em Santiago Silva. Mas O pessoal do Vélez fez fila para acertar Kleber e vários deles poderiam ter terminado a noite antes da hora. Dominguez, por exemplo, deu um pontapé sem bola no brasileiro, que o juiz só puniu com um amarelo, Lima, que havia solado Kleber também foi aliviado de um segundo amarelo por um pescoção. E Somoza, que já havia recebido amarelo por uma falta em Kleber também aplicou um pescoção que ficou de graça. Kleber tentou levar um rival na onda vermelha de Vázquez , sem sucesso. Com 9 contra 11, os brasileiros se acalmaram pra não serem goleados. O Vélez aceitou este tipo de jogo, que também lhe convinha e não houve cartões na segunda metade. Agora, o que acontecerá quando os dois times se encontrarem no Brasil?
- Juan Manuel “Burrito”Martinez, atacante do Vélez: Estou muito feliz porque ganhamos de um grande rival e porque voltei a marcar. Com dois a menos, no 2º tempo, eles bloqueram, jogaram em 30 metros apenas, não passaram do meio de campo, o que nos complicou. Quando levaram o 2º gol, cuidaram só de evitar uma goleada,
- Sebastián Dominguez, beque do Vélez: As duas expulsões foram corretas e o juiz fez bem ao advertir em todas as faltas pra não deixar a partida escapar de suas mãos. Obviamente, não é a mesma coisa jogar contra 9 ou contra 11, mas o importante era estrear com vitória pra viajar com tranquilidade a Caracas. No 1º tempo, brigamos pela bola com muita contundência e isto nos custou muitos cartões, algo que precisamos melhorar. Hoje, se viu o que é uma Libertadores. Mas precisamos jogar com mais tranquilidade, ir menos no embalo da torcida, pra não se repetir esta situação que tomar sete cartões antes do intervalo, o que pode custar expulsões depois.
- Ricardo Gareca, treinador do Vélez: As expulsões limitaram os brasileiros. A primeira foi por uma solada, mas a segunda já foi devido à pressão que exercemos. Depois dela, o controle da partida ficou mais simples, mas não estivemos muito precisos nos últimos metros da cancha. Quando tentamos fazer mais gols, eles nos cercaram bem e não pudemos ampliar o marcador. As substituições visaram aproveitar a habilidade de Cabral pela esquerda e de Martinez pela direita abrindo o jogo pelas pontas. Poupamos Lima e Cabrera que vinham jogando todas as partidas e pressionamos o Cruzeiro ao invés de esperar pra ver o que eles iriam fazer. Importante foi vencer um time complicado, que tinha feito sete gols no último jogo e, ainda por cima, é o vice-campeão da competição. Com relação à arbitragem, prefiro não comentar muito. O juiz é internacional e vai apitar o Mundial. Creio que sua atuação foi correta. Quando os jogadores se excederam, ele os puniu. Fizemos muito mais faltas porque os jogadores brasileiros são muito habilidosos e difíceis de serem marcados. Na verdade, qualquer time brasileiro é difícil.
- André Kfouri, em seu blog: Com dois jogadores do Cruzeiro expulsos no primeiro tempo, o Vélez Sarsfield ficou bem à vontade para vencer em casa. A arbitragem do uruguaio Martin Emílio Vázquez foi muito ruim, mas acho exagero responsabilizá-la pelo placar, quando se teve um jogador expulso (corretamente, mesmo sem intenção) aos 2 minutos de jogo.
- Lédio Carmona, em seu blog: Não acho, sinceramente, que Martin Vasquez, um bom árbitro uruguaio, tenha entrado no gramado do Jose Amalfitani para prejudicar o Cruzeiro. Mas o cartão vermelho que mostrou a Gilberto logo aos dois minutos do primeiro tempo decidiu a partida. Um lance polêmico, interpretativo, e que até agora gera discussão. Gilberto levantou a perna deliberadamente para atingir Sebastian Dominguez (um santo)? Na minha opinião, não. Ele foi imprudente, mas não quis acertar o argentino. Tanto que olhava para o alto na hora em que disputava a bola com Sebá. Enfim, pela jogada, que no meu julgamento deveria valer um amarelo, Gilberto foi expulso pela segunda vez na Libertadores. Em resumo: ele jogou 10 minutos em duas partidas e levou dois vermelhos. Agora é ainda mais injusto compararmos o lance de ontem com a jogada em Potosi. Na Bolívia, de fato, Gilberto perdeu a cabeça e agrediu o adversário com um soco. Ontem, não. Foi uma disputa de bola, e por imprudência, sem ter a intenção, acertou Sebá com a sola da chuteira. Repito: não foi uma jogada leve. Merecia amarelo. Mas terminou com vermelho, mesma punição que o mesmo Sebá deveria ter levado ao chutar Kleber no gramado e que o uruguaio Pablo Lima também poderia ter recebido ao entrar com o cotovelo no rosto de Thiago Ribeiro. Enfim, nada disso Martin Vasquez viu. Muito menos com severidade idêntica ao seu veredicto sobre Gilberto. Muito embora seja justo dizer que ele acertou ao expulsar Gil, pelo segundo cartão amarelo, deixando o Cruzeiro com nove jogadores ainda no primeiro tempo. Enfim, uma noite muito ruim do Cruzeiro. Por todos esses motivos, que impediram o time de jogar um bom futebol e equilibrar a partida contra a forte, raçuda e, às vezes, desleal equipe do Velez. Assim mesmo, com 9 contra 11, o Cruzeiro soube se equilibrar em campo no segundo tempo, arriscar contra-ataques e impedir que os argentinos se sentissem livres e criassem situações. Um contra-ataque mortal, concluído por Martinez, na reta final da partida, matou o Cruzeiro e o jogo. Mas o Cruzeiro não está morto na Libertadores. É melhor do que Velez, Colo-Colo e Deportivo Itália e pode muito bem se recuperar. Agora, é preciso esquecer o cenário do José Amalfitani. E blindar o grupo, e o próprio Gilberto, de todos os decretos e veredictos sobre a expulsão do lateral/meia. Que, enfim, minha visão sobre o lance esteja equivocada. Até pode ser. Não sou dono da verdade. Mas rotular um jogador de “violento” pelo lance de ontem me parece tão imprudente quanto sua “solada” em Sebá. E condenar o Cruzeiro ao fracasso por uma derrota para o Velez, em Buenos Aires, me parece ainda mais precipitado.
- Mauro Beting, em seu blog: Gilberto, Gilberto… Expulso aos 20 minutos na altitude, aos 2 minutos ao nível do mar. Como pode? Ele até não entrou para quebrar o argentino. Mas, em Libertadores, um jogador de Seleção precisa ficar mais esperto. No mínimo. A arbitragem usou pesos e cartões distintos? Claro que sim. Alguém do Vélez poderia ter saído junto, ou logo depois. O que nem assim justifica duas expulsões no primeiro tempo. E o fato de Adilson não ter sacado um zagueiro amarelado antes da expulsão de Gil. Elicarlos foi mal. Diego Renan sentiu o peso da Libertadores. Mas não há como cobrar mais de um time que ficou com um a menos por quase todo um jogo, na casa de um rival, e contra um Vélez que vai longe na competição. O Cruzeiro precisa se acalmar. Ou se definir. Por vezes alterna a ferocidade total com a apatia absoluta. Um mínimo de equilíbrio, independente da arbitragem, é fundamental. Ao menos o time foi guerreiro de aguentar a excepcional pressão do rival e os erros de arbitragem e perder de pouco, pelas circunstâncias. É um alento.
- Mário Marra, em seu blog: Mais uma vez um centenário entra na vida do Cruzeiro na Libertadores. Em 2008, o San Lorenzo cruzou o caminho e não fez grande coisa. Em 2010 o adversário é bem melhor, o Velez é um time bem armado e tem qualidades. Entretanto, a definição da partida não esteve com Moralez, Santiago Silva, Lopez ou Zapata. O árbitro uruguaio Martin Vazquez, antes de dois minutos, expulsou Gilberto. O lance é polêmico e de interpretação da arbitragem, no entanto, a imagem da televisão deixa claro que Gilberto não viu que o adversário estava na jogada. O meia esticou a perna para fazer o domínio da bola e acertou feio o argentino. Expulsão! Em dois jogos na Libertadores, Gilberto foi expulso duas vezes. Logo após o lance da expulsão, Zapata achou Cabrera pela direita, ele avançou no espaço deixado por Diego Renan e cruzou para Santiago Silva fazer, de cabeça, o primeiro gol do jogo. Para complicar ainda mais o jogo, aos 36 minutos, Gil cometeu falta e recebeu o segundo amarelo. Expulso! Adilson colocou outro zagueiro: Thiago Heleno entrou no lugar de Diego Renan. Sai um lateral e entra um zagueiro. Em mais uma demonstração clara de visão de jogo e de elenco, Adilson não abriu mão de um atacante e percebeu que Diego Renan estava sofrendo na marcação. Com o estrago já feito, o Cruzeiro teve se arrumar em campo. Elicarlos assumiu a direita, Jonathan se vestiu de volante, Paraná foi para a esquerda. Thiago Ribeiro se desdobrou em tentar marcar a saída de bola e ajudar na proteção. Kleber fez o que mais gosta. Provocou, esticou o cotovelo, enfim, jogou Libertadores! O Velez se mexeu em campo. Zapata, que já comandava pelo meio, não tinha mais preocupação defensiva e trabalhava a bola. Cabrera tratou de atacar e Moralez abria o jogo pela esquerda. Adilson não mexeu no intervalo, apenas ajustou a equipe. Recuou Jonathan e esticou, com Elicarlos e Henrique, uma última linha de quatro. Aos 6 minutos do segundo tempo, Pedro Ken substituiu o cansado Thiago Ribeiro. Pedro Ken fechava o meio e buscava jogar com Kleber e Jonathan com triangulações pela direita. Kleber não resistiu e foi substituído por Wellington Paulista. O aniversariante técnico Gareca demorou, mas foi mortal nas substituições. Chamou Martinez e Cabral para o jogo. Sacou um lateral (Lima) e um volante (Cabrera) e abriu Cabral na esquerda e Martinez pela direita. Com o espaço ocasionado pelas mudanças o Velez chegou mais e fez o segundo gol. Moralez caiu pela direita e chou Martinez com liberdade para marcar. É necessário destacar a serenidade do técnico Adilson Batista. Na coletiva ele procurava despertar no elenco e na torcida o espírito da competição. Reclamou da arbitragem, mas tirou proveito da situação, buscando montar o cenário da disputa, que envolve muito de técnica e muito de inteligência e competitividade.
- Neto, em seu blog: Respeito demais a dupla Dunga/Jorginho pelos resultados obtidos nas últimas competições oficiais com a Seleção Brasileira. Agora convocar o Gilberto e não o Roberto Carlos é uma falta de coerência tremenda. Nada contra o jogador do Cruzeiro, mas se a explicação for a idade do lateral corintiano (36 anos), o jogador do time mineiro tem 33. Se for técnica e títulos conquistados não preciso nem falar, né? Pra vocês verem, o Gilberto é um grande jogador, mas prejudicou demais o Cruzeiro nesta derrota para o Velez Sarsfield da Argentina. Ser expulso com poucos minutos de jogo na casa do adversário é complicado. Dois a zero foi até pouco.
- Leandro Mattos, em seu blog: A noite celeste em Buenos Aires foi de derrota para o Vélez Sársfield, mas o contexto do revés por 2 a 0 para os hermanos precisa ser levado em conta. A ‘expulsão-relâmpago’ de Gilberto (desta vez aos dois minutos de jogo) mais uma vez prejudicou a equipe. Com 10, a Raposa acusou o golpe logo em seguida, no gol de Silva, que não perdoou um cochilo da zaga estrelada. O cartão vermelho do camisa 10 celeste foi merecido, mas aí entrou em campo o apito desprovido de critérios de Martín Vázquez. Ele permitiu que os argentinos ‘descessem o sarrafo’ no time azul e só enxergou em amarelo para os donos da casa. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro perdeu mais um homem. Gil também foi expulso de forma correta e chancelou o olhar dúbio do árbitro. Aos brasileiros, rigor. Aos argentinos, benevolência. Com menos dois atletas, o Cruzeiro poderia ser goleado no segundo tempo, mas não foi assim. Mesmo com nove, a Raposa soube resistir ao ímpeto de um Vélez empurrado pela torcida e teve até chances de igualar o marcador. Isso até os 32, quando Martinez decretou de vez a derrota ao time de Adílson Batista.
- Cláudio Xina Lemos, no PHD: Impressionante o jogo de ontem. Coisas que me chamaram a atenção: 1- O tanto que bateu o time Argentino no 1º tempo, fiquei lembrando do post dos jogos do Cruzeiro contra independente e rosário centrel. 2- Impressionante como o Gil é ruim. Não pode jogar. Até o Thiago Heleno é melhor do que ele. Péssimo. 3 – Como joga bola o baixinho Morales. Jogou muito responsável direto pelo 2º gol, deu um olé no Elicarlos que não ganhou uma bola dele. Pra mim o melhor em campo. 4 – Como o Juiz não expulsou o tal do Somoza, o cara é um verdadeiro animal!!! Acho que ele bate até na mãe. 5 – Fiquei com a impressão que o time deles não quis jogar, puxou o freio de mão, senão teria goleado. Se não for isto, o nosso time jogou muito, muita raça, determinação e aplicação tática. 6 – Como profetizava por aqui o SilverCan, precisamos de zagueiros. 7 – O Fabricio faz uma falta danada ao time. 8 – Como amadureceu o técnico Adilson Batista, lembram-se do jogo que perdemos para a SEP no Parque Antártica no Morrinhão de 2008. Viram a diferença do time jogando ontem não com 10, mas com 9? 9 – Até agora não acredito que o Velez jogou tudo ontem. Pra mim segurou a onda e escondeu o jogo, não pode jogar só aquilo, senão o Cruzeiro vai ser fácil o 1º do grupo. 10 – Como criticar um time que jogo com dez desde os 2 minutos do primeiro tempo e jogou o 2º tempo todo com um a menos e não reconhecer o seu futebol como fez o Lédio Carmona ontem? Ele está certo?
- Gleyton, no PHD: Também penso que o vermelho para o Gilberto não foi nenhum absurdo. Se fosse um jogador do Vélez que tivesse entrado daquele jeito estaríamos todos bradando querendo a expulsão do dito cujo. Realmente o erro do juiz foi não ter feito o mesmo com os argentinos.
- Simone de Castro, no PHD: Puxa, no meio de tanta raiva pelo jogo de ontem, quase ia me esquecendo de dar os parabéns ao Leo Vidigal! Ainda bem que li o comentário do Elias. Parabéns, Leo! Felicidades e muita saúde! Ah, e parabéns, mesmo atrasado, ao Maykon Schots e ao Antônio Carlos Rossi!
Pesquisa: Romarol e JS
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Prezados Comentaristas do PHD:
- Por favor, não separem os textos dos comentários com parágrafos. Escrevam sem interrupções além das exigidas pela pontuação. Precisamos enxugar a área de comentários pra torná-la menos extensa e mais convidativa aos leitores.
- Quem se habilita a escrever os posts sobre os times do Campeonato Mineiro? Já recebi, do Flávio Salomão, de Teófilo Otoni, a história e as condições atuais do América Futebol Clube e de seu estádio. Aguardo novas contribuições.
- Quem se dispõe a clicar em todos os links da coluna Blogosfera pra saber quais estão desativados? Endereços de clubes que disputarão o Mineiro e a Libertadores e de jornais das suas cidades também serão bem-vindos.
Aguardo a manifestação dos colaboradores.
Atenciosamente,
O Síndico
P.S.: Já são 15 os brasileiros mortos no Haiti e, até agora, o mundo do futebol nem tchum. Parece que Zidane e Ronaldo doarão parte da renda do jogo deles ao país do Caribe. Ontem, não houve sequer minuto de silêncio na Copinha. Será que o futebol não é deste mundo?
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sábado, 26 de dezembro de 2009
O setelagoano Arísio França é um torcedor linha dura. Não perde jogo do Cruzeiro no Mineirão. Não dá sossego aos rivais na volta pra Selagoa em dias de RapoCota.
Tira sarro dos rivais com risada de jacaré.
E, vejam vocês, ele já defendeu o arco do time de Vespasiano. Uma pena, não ter continuado por lá. Com certeza, o Cruzeiro não teria gastado duas finais pra meter 10 gols na Cocota. Bastaria a primeira…
- Seu graça, sua praça: Arísio Alves França Júnior, nascido em 27jun77, em Sete Lagoas, onde moro no bairro Canaan.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Paulo Sanchotene
Propostas de Calendário para o Futebol Brasileiro
Nestas férias futebolísticas, apresentarei 4 propostas diferentes de organização para o futebol Brasileiro. Chamá-las-ei, pela ordem: modelo inglês; modelo americano; modelo europeu; e modelo brasileiro. Os nomes se referem apenas às inspirações, pois eles tiveram que ser adaptados à nossa realidade.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Comentários de blogueiros, jogadores e treinadores acerca do Cruzeiro 4×1 Coritiba, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, em 29nov09:
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sábado, 28 de novembro de 2009
O PHD atingiu a marca de 4.426 posts e já passou dos 250.000 comentários. Foi o Rosan Amaral quem escreveu o 250.000º comentário e também o seguinte, que junto, aqui.
Kleber será importante nestas 2 últimas partidas do Cruzeiro, principalmente, após a perda do Gilberto, o que obrigará o time a afunilar as jogadas pelo meio do ataque como já aconteceu na Libertadores.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Leopoldo Moura Jr.
- “Difícil entender o que acontece com Adilson Batista nos momentos decisivos. Considero que o Cruzeiro jogue, em muitos momentos, o melhor futebol do Brasil, e considero isso desde que o ano começou. Mas na hora do vamos ver…”
A frase em epígrafe não foi dita por um cruzeirense “corneta”, mas por Gilberto Gil Camargo, criador do Futiba -aqui mesmo no PHD, em 03nov09.
Infelizmente, os fatos dão razão ao Gilberto Gil. E, espero, que não dêem mais. Torço para que, daqui pra frente, as coisas sejam diferentes.
Lembrando que os problemas do Cruzeiro não se resumem ao técnico, já debatemos muito a respeito do treinador celeste.
E não quero repetir os argumentos por mim levantados, aqui no PHD, no post “Os Sete Pecados Capitais de Adilson Batista”, em 10set09 e em outros comentários.
Além disso, não tenho a pretensão de explicar, exatamente, o que acontece (ou acontecia) “na hora do vamos ver”.
Nem quero que as coisas dêem errado para que eu possa comprovar o meu ponto de vista de que deveríamos mudar o treinador.
A única tese que defendo é a da cruzeiridade, algo tão importante na minha vida que não sei o que é torcer contra a azul estrelada.
Torço para que o Adilson supere o que percebo como insegurança e que também seja mais tolerante às críticas –faz parte do ofício.
Por fim, àqueles que só estão esperando o Cruzeiro sair da seca e ganhar títulos expressivos para me mandarem um sonoro “Toma!”, já tenho a resposta pronta: o Adilson, inteligente que é, aprendeu com as críticas!
Leopoldo Moura Jr., 53, cruzeirense, analista de tributos, nasceu e mora em Belo Horizonte.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Maurício Garcia Vieira
Sou torcedor supersticioso. Cheio de manias. Em jogos do Cruzeiro, repito as roupas da última vitória e fico sempre no mesmo lugar.
E ainda obrigo sócios e familiares a seguirem rituais ditados pelas minhas mandingas nas ocasiões mais importantes.
E quando meu Cruzeirão perde, trato de pesquisar outros objetos e descobrir novas manias pra tentar ajudar, de alguma forma, nosso time no compromisso seguinte.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Comentários de blogueiros e jornalistas sobre a festa de despedida de Sorin -Cruzeiro 2×1 Argentinos Juniors, no Mineirão-, em 04nov09:
- Leandro Mattos, em seu blog : Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 05, falei sobre Sorín aqui no ‘Girando a Bola’. O argentino desembarcava em Belo Horizonte, carregado pela torcida celeste no aeroporto de Confins. Veio para se recuperar de uma lesão no joelho direito, com a esperança de voltar a defender a camisa estrelada, como já tinha feito antes, com raça e identificação com o clube azul. Quis o destino que o reencontro durasse pouco, pelo menos dentro de campo. No final de julho deste ano, cansado das lesões e da falta de oportunidades que elas significaram com Adílson Batista, o ídolo disse tchau para o mundo da bola. Foi um adeus sentido pela torcida. O argentino era um dos raros exemplos no futebol atual de jogadores que experimentam ligação mais estreita com as cores que defendem. Era diferente da maioria que não vê problemas em beijar um escudo à cada seis meses. Gente que troca de clube e de juras como se trocasse de roupa. Sorín se despede oficialmente dos gramados nesta quarta-feira, num esporte cada vez mais permeado por ídolos descartáveis.
- André Kfouri, em seu blog : Juan Pablo Sorín se despediu do futebol ontem, num amistoso entre Cruzeiro e Argentinos Juniors (2×1: Bernardo, Guerrón e Santibáñesz – 42.216 ingressos trocados por 90 toneladas de alimentos), no Mineirão. É uma das mais belas histórias de idolatria entre uma torcida brasileira e um jogador estrangeiro, o que deveria bastar para descrever sua última noite nos gramados. Mas não basta. Porque histórias como essa são cada vez mais raras. Foi bonito, mas é uma pena que tenha sido o fim. Imagino que seja esse o sentimento do cruzeirense, ao ver Juampi pela última vez vestido de azul.
- Mauro Beting, em seu blog : Sorín já havia conseguido a proeza de receber elogios –ou o silêncio elogioso– de atleticanos por tudo de lindo que fez pelo Cruzeiro. Para os mais de 40 mil que foram à despedida dele do fútbol, assim mesmo, na língua-mãe de Juampi, conseguiu mais uma vez se superar: fez brasileiros e argentinos falarem a mesma língua. Honrarem dos raros que vestiram camisas rivais com o mesmo amor. Como se fosse só uma. Como se ele realmente fosse só um. Grande Sorín. Como não tenho mais palavras, repito as que escrevi quando você anunciou a aposentadoria: Em campo, começava o jogo na lateral esquerda. Se a bola fosse do Cruzeiro de 2000 a 2002, ou da grande Argentina de Marcelo Bielsa no mesmo período, em segundos já estava na área rival, como se fosse centroavante, para subir de cabeça como um Yao-Ming de 1m73. Como mágica, no contragolpe rival, lá irrompria Juampi na área celeste para aliviar o perigo, para assumir a bucha, para ganhar as bolas que para ele não eram perdidas. Prefiro dizer que Sorín atacava e Juampi defendia. Porque, por vezes, tive a impressão de ver no Mineirão ou pela TV uma mesma camisa fazer duas coisas ao mesmo tempo. Quando não fez muito mais. E não só pelo Cruzeiro. Pergunte a algum atleticano se ele respeita e admira alguém pintado de azul. A resposta é “sim”. É Sorín. Vá além de Minas e pergunte nas gerais do Brasil: tem algum gringo que você gostaria ver não apenas jogando, mas suando por sua camisa? “Sim”. Sorín! Jogador Mercosul. Integração entre brasileiros e argentinos, cruzeirenses e atleticanos. Tão bom dentro quanto fora de campo. Daqueles que só fazem bem ao esporte e à vida. Tanto que, sabedor das más condições clínicas que não o fizeram ainda maior do que foi por estes trópicos, preferiu pendurar as imortais chuteiras a eventualmente prejudicar o Cruzeiro que tão bem defendeu – e atacou, e marcou, e correu. Não vá embora, Sorín. Ou vá como você ia ao ataque: vá e volte ao mesmo tempo.
- Mário Marra, em seu blog: A despedida do argentino Sorín foi mais um belo gol dele. Noventa toneladas de alimentos foram arrecadadas. Muitos vão se alimentar com isso. Construir uma imagem de craque pode até ser fácil, mas ser uma pessoa que quer e pratica o bem de forma natural e espontânea é mais complicado. Ao mestre Sorín o meu agradecimento por mais uma lição.
- Jaeci Carvalho, em sua coluna da edição online do Estado de Minas: O ídolo eterno – Hoje se encerra a carreira de um dos jogadores mais brilhantes do futebol argentino e um dos maiores ídolos cruzeirenses, mesmo tendo defendido o clube pouco tempo em relação a outros monstros sagrados que estão nas mentes e corações dos torcedores. Juan Pablo Sorín, argentino de nascimento, mas mineiro de coração, tem uma relação de amor com o torcedor, muito fácil de explicar: garra, vontade, determinação, suor e sangue foram os ingredientes usados por ele com o uniforme azul, que deixaram a galera enlouquecida, a ponto de lotar o aeroporto para recebê-lo de volta, ano passado. É verdade que, na última passagem, pouco jogou, por causa das contusões, mas nem essa ausência forçada o separou de sua gente, de seu amor. Acho essa aposentadoria prematura. Aos 33 anos, Sorín ainda poderia jogar muita bola, pois tem técnica e habilidade, qualidades em falta nos dias atuais. Não o considero o maior lateral-esquerdo da história do Cruzeiro, pois jamais o vi como lateral. Sempre o achei um jogador moderno, que ocupava todos os setores do campo e volta e meia aparecia na frente para fazer gols. Foi com esse espírito guerreiro que conquistou a massa, que esta noite lotará o Mineirão, para gritar pela última vez: “Rei, rei, rei, Sorín é nosso rei”. Poucas vezes, nos meus quase 50 anos, vi jogador tão amado por uma torcida em tão pouco tempo. Há atletas que passam uma década no clube e saem sem deixar saudade. Outros passam dois, três, quatro anos e deixam uma saudade eterna. Como Juampi, que fez da camisa azul sua segunda pele e logo se identificou com a marca Cruzeiro. Do primeiro ao último jogo, o desta noite, mostrou que ele e a equipe nasceram um para o outro. E a gente sabe que esse tipo de amor à primeira vista, verdadeiro e sincero, jamais termina. Sorín vai pisar o gramado do Mineirão, levando no colo sua maior riqueza, seu maior título, seu maior troféu: a filha, Elisabetta, que nasceu e vive em BH e, como Sorín e Sol, também vai amar nossa cidade. Com certeza, a emoção será indescritível. Ele sonhou pisar esse mesmo gramado contra o Estudiantes, na finalíssima da Libertadores. Mas acabou preterido. Desprezo que não lhe tirou o amor pelo Cruzeiro. As pessoas passam e a instituição fica. Sorín é grande o suficiente para assimilar esses golpes que a vida lhe prega. Esta será a sua grande noite. Pelo Mineirão, desfilarão craques de hoje e de ontem, como o chileno Marcelo Salas, Raí e Sócrates, entre outros. Sorín terá a honra de receber seu primeiro treinador, Ramón Yiyo, que o viu dar os primeiros toques na bola, no Societé Parque, em Buenos Aires; e também quem o levou à Primeira Divisão, no Argentinos Juniors, Luis Soler; além do brilhante José Pekerman, que o levou para a Seleção Sub-17, para a Sub-20 (campeã mundial) e lhe deu a braçadeira de capitão da Argentina na Copa da Alemanha’2006. Vários amigos estarão em BH e outros não puderam vir, devido a compromissos assumidos anteriormente. Sorín, Sol e Elisabetta, anfitriões de primeira, esperam deixar a torcida feliz e emocionada. Na preliminar de Cruzeiro x Argentinos Juniors, haverá um jogo de artistas e, logo depois, show do grupo mineiro Skank. Um jantar encerrará a festividade. Noite inesquecível para quem pisou tantos gramados do mundo e honrou os torcedores com um futebol de técnica, garra e vontade de vencer. Quando o árbitro apitar o fim do jogo, Sorín dará sua última volta olímpica, saudará a plateia e agradecerá o apoio, carinho e amor que os torcedores sempre lhe dedicaram. Para ele, não será só o fim de uma carreira, mas também o começo de uma vida longe dos campos, que, com certeza, se estenderá a outros caminhos no futebol e no próprio Cruzeiro. Afinal, a vida do ídolo se confunde com a história do clube e de sua apaixonada torcida. Parabéns, Sorín, que Deus e São Judas Tadeu o iluminem sempre. A torcida do Cruzeiro lhe agradece por tudo. Até breve.
- Victor Pimentel, blogueiro do Blablagol: Estamos nos tempos de negociação no futebol. Se a coroada não vai se acostumar a isso e se lamentar, a turma mais nova não sabe o que é um jogador ficar 15 anos em um clube. Ora, use-se isso, não? Valorizar, criar e cultivar os ídolos do presente ajuda a criar uma identificação, e é dever do clube (qualquer que seja) forçar a barra para isso. Nós usualmente somos chatos quanto a ídolos de uma temporada, mas os mais novos são sedentos por ele. É bonito que alguém fale dos jogadores que não viu jogar, mas é impossível que tenham admiração sem um ícone de seu tempo. Parabéns ao Cruzeiro pela iniciativa.
- Evandro Oliveira, webmaster do Cruzeiro.Org: Se alguns podem falar mal do técnico num jogo festivo, posso falar sobre outras coisas que ninguém fala. Devemos ressaltar que, a festa foi como foi e do porte que foi, com repercussão internacional, muito em função do desejo e da capacidade de um cara chamado Sorín. Muito, mas muito mesmo, do que foi feito, o foi por que o jogador determinou algumas coisas. Algumas negociações foram feitas porque “o Sorin quer assim”. Ele era o dono da festa em todos os sentidos e duvido que algumas pessoas no Cruzeiro tenham aprendido a fazer um evento como este ou queriam fazer como este. O Cruzeiro descobriu, a fórceps, o que a torcida (alguns rabugentos) vem dizendo há algum tempo. marketing esportivo como o feito com o evento do Sorín não é marketing de prateleira. Uma pena que a torcida do Cruzeiro ou ao menos garnde parte dela e a própria mídia, não consegue ver algumas coisas. Sorín vinha para Belo Horizonte para se tratar, o Movimento Volta Sorín conseguiu coisas que poucos acreditavam. O Sorin voltou! é isso que a torcida cantava ontem na despedida do jogador. A patuléia só tem que aplaudir. O Sorín foi dono da festa em toda a sua concepção e acepção. Só para não dizer que tudo são flores, não acredito que muita gente tenha aprendido alguma coisa. Alguns não aprenderam nada com as várias lições dadas Pelo Sorín. Gracias, Juanpi!
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